800: Há quatro sinais de tecnologia alienígena que nos podem levar a descobrir vida extraterrestre

CIÊNCIA/VIDA ALIENÍGENA

KELLEPICS / pixabay

Apesar de não termos pistas concretas, há alguns sinais pelos quais podemos procurar que podem indicar a existência de civilizações extraterrestres.

O projecto Galileu vai intensificar a busca por vida além da Terra — e há já quatro sinais de potencial tecnologia extraterrestre que podem vir a ser fundamentais na descoberta de vida alienígena, como enumera a Science Focus.

Um destes sinais é a possível existência de mega-estruturas, tal como o físico Freeman Dyson sugeriu em 1960, ao afirmar que as civilizações extraterrestres iriam eventualmente querer aproveitar ao máximo a energia das estrelas mais próximas.

Dyson explicou que isto seria possível com o desmantelamento e reconstrução do cinturão de asteróides de modo a ficarem em forma de uma concha esférica que completamente envolva a estrela, permitindo-lhes aproveitar totalmente a energia e ainda viver no interior da estrutura.

As esferas de Dyson, como ficaram conhecidas, seriam instáveis e são uma hipótese remota, sendo mais realista a possibilidade de se usar satélites que absorvam grandes quantidades de energia estelar e que sejam detectáveis na mesma.

Outro indicador que nos pode levar à descoberta de que não estamos sozinhos é a presença de químicos na atmosfera. Tal como nós poluímos a da Terra, é possível que haja civilizações extraterrestres que façam o mesmo, pelo que a presença destes químicos pode ser também um sinal de vida inteligente.

Se observarmos um planeta num sistema além do nosso, quando este se move entre nós e a sua estrela, a luz penetra a atmosfera e os vestígios serão retirados em comprimentos de onda característicos, que permite que os astrónomos detectem quais as substâncias que estão presentes na atmosfera do planeta.

Os extraterrestres teriam o mesmo problema que nós nas viagens interestelares — a necessidade de enormes quantidades de combustível. No entanto, este problema é resolvido se a fonte de energia da nave espacial ficar em casa.

Esta foi a proposta de Robert Forward do Laboratório de Investigação de Hughes, e. 1984. O cientistas descreveu uma vela de luz com propulsão de lasers, com uma carga grande e ultra fina vela de material reflexivo e que seria puxado por um laser alimentado a luz solar baseado no sistema planetário.

A ideia foi recentemente reforçada pelo programa Breakthrough Starshot, que está ainda no início e tem o objectivo de usar uma matriz de lasers de 100GW a empurrar uma carga de apenas uma grama a 20% da velocidade da luz para fotografar o planeta perto da Proxima Centauri.

Uma civilização suficientemente avançada pode já conseguir manipular o espaço-tempo e criar wormholes que servem como atalhos, como Einstein propôs na teoria da gravidade.

Os wormholes são instáveis, pelo que precisariam de algo com gravidade repulsiva para se manter aberto e de energia equivalente àquela que é emitida por uma fracção das estrelas de uma galáxia.

Caso os extraterrestres tenham criado uma rede de wormholes, esta pode ser detectável através de uma micro-lente gravitacional, que ocorre quando um objecto celestial passa entre nós e uma estrela distante, o que faz com que a gravidade amplifique brevemente a luz da estrela.

  ZAP //

ZAP
25 Março, 2022

 



 

783: Teia de wormholes pode resolver paradoxo proposto por Stephen Hawking

CIÊNCIA/FÍSICA

Kjordand / Wikimedia

Um novo estudo sugere que uma teia de wormholes pode resolver o paradoxo da informação em buracos negros, proposta por Stephen Hawking.

Os wormholes — as míticas fendas cósmicas que em português ocasionalmente são tratadas como “buracos de minhoca” — são “túneis” formados por grandes distorções no espaço-tempo.

Provavelmente estamos mais habituados a ouvir falar deles nos filmes e séries de ficção científica, como espécies de portais que nos conseguem tele-transportar no espaço e até no tempo.

Mas estes wormholes também estão presentes na Física, embora nunca se tenha observado um. A única coisa que sustenta a hipótese da sua existência é que tais estruturas são possíveis soluções das equações de Einstein que tratam da Teoria da Relatividade Geral.

Um paradoxo de buracos negros, aparentemente sem solução, proposto pela primeira vez pelo físico Stephen Hawking pode finalmente ser resolvido, escreve a Live Science.

Em causa está o paradoxo da informação em buracos negros, que aborda o facto de a informação não poder ser destruída no Universo e, no entanto, quando um buraco negro evapora, qualquer informação que tenha sido engolida por este desaparecerá por completo.

Hawking questionou-se: Quando um buraco negro evapora e desaparece do Universo, para onde foi toda a informação anteriormente contida dentro dele?

Um novo estudo propõe que o paradoxo pode ser resolvido, precisamente, graças aos wormholes.

“Um wormhole liga o interior do buraco negro e a radiação externa, como uma ponte”, disse Kanato Goto, físico teórico japonês, num comunicado citado pelo Phys.

Com base na teoria de Goto, uma segunda superfície surge no horizonte de eventos de um buraco negro. Fios de um wormhole conectam essa superfície ao mundo exterior, entrelaçando informações entre o interior do buraco negro e a fuga de radiação nas suas extremidades.

No paradoxo de Hawking há duas opções: na primeira, a informação pode ser destruída, o que parece violar tudo o que sabemos sobre Física; na segunda, apoiada pela maioria dos cientistas, há uma maneira qualquer pela qual a informação dentro do buraco negro sai através da radiação.

A confirmar-se esta segunda opção, “a relatividade geral e a mecânica quântica, como estão actualmente, são inconsistentes entre si”, explica Goto. “Temos que encontrar uma estrutura unificada para a gravidade quântica”, sublinha.

Daniel Costa
23 Março, 2022