1335: Navalny detalha dia-a-dia na prisão com oficinas de costura e retrato de Putin

PRESOS POLÍTICOS/UNIÃO ZOVIÉTICA/PUTIN

O principal opositor de Putin foi transferido em meados de Junho para uma cadeia de alta segurança localizada a cerca de 250 quilómetros a leste de Moscovo e conhecida pelos maus-tratos infligidos aos prisioneiros.

Alexei Navalny.
© Alexander NEMENOV / AFP

O principal opositor do Kremlin, Alexei Navalny, detalhou ironicamente o seu dia-a-dia na prisão, destacando as oficinas de costura e as sessões “educativas” sob um retrato do Presidente russo, Vladimir Putin.

Navalny foi transferido em meados de Junho para uma cadeia de alta segurança localizada a cerca de 250 quilómetros a leste de Moscovo e conhecida pelos maus-tratos infligidos aos prisioneiros.

Numa mensagem publicada no Instagram, Alexei Navalny narra a sua agenda, acordando todas as manhãs às 06:00 e trabalhando numa oficina de costura no estabelecimento prisional.

“Ficamos sete horas à frente de uma máquina de costura, sentado num banquinho abaixo do nível dos joelhos”, escreveu.

Quando não está a costurar, opositor cumpre “actividades educativas” que consistem em estar “sentado durante horas num banco, sob um retrato de Putin”.

“No sábado, a jornada de trabalho dura cinco horas. Depois ainda temos de sentar no banco debaixo do retrato”, disse.

Domingo é “dia de descanso”, mas, lembrou, tem de voltar ao banco novamente “durante 10 horas”.

Apesar desse dia-a-dia, Navalny explanou que continua “optimista” aprendeu de cor e inglês passagens de “Hamlet”, do dramaturgo britânico William Shakespeare.

“Os presos que trabalham comigo dizem que quando fecho os olhos e murmuro coisas shakespearianas em inglês (…) parece que estou a invocar um demónio”, brincou o também activista.

“Mas isso nem passa pela cabeça, porque invocar um demónio seria uma violação do regulamento interno”, acrescentou.

Considerado o principal opositor de Putin, Alexei Navalny foi preso em Janeiro de 2021 ao regressar de Berlim, onde passou vários meses em recuperação após sobreviver a um envenenamento, pelo qual responsabiliza o chefe de Estado russo.

Diário de Notícias
DN/Lusa
02 Julho 2022 — 01:06

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1334: Pelo menos 343 crianças morreram na sequência da invasão russa

A invasão zoviética da Ucrânia, um país soberano, demonstra bem o grau de terrorismo nazi que o filho da Putina continua a exercer naquele país.

INVASÃO ZOVIÉTICA DA UCRÂNIA/TERRORISMO/NAZISMO

A maioria das vítimas é da região de Donetsk, no leste do país, onde se contabilizam 339, e de Kharkiv, onde os ataques afectaram 185 menores de idade.

© EPA/DUMITRU DORU

A invasão da Ucrânia pelas forças russas provocou a morte de pelo menos 343 crianças em todo o país e 635 sofreram ferimentos de vária ordem, disse esta sexta-feira a Procuradoria-Geral da Ucrânia citada pela agência Ukrinform.

“Mais de 978 crianças da Ucrânia foram afectadas na sequência da agressão armada de grande escala por parte da Federação Russa. De acordo com informação oficial, 343 crianças morreram e 635 ficaram feridas”, indica o relatório divulgado hoje pelas autoridades judiciais de Kiev.

A maioria das vítimas (mortos e feridos) é da região de Donetsk, no leste do país, onde se contabilizam 339, e de Kharkiv, que inclui a segunda cidade do país, onde os ataques afectaram 185 menores de idade.

Em Kiev contabilizam-se, até ao momento, 116 vítimas; em Chernigov 68; Lugansk (leste) 61; na região de Mykolaiv (sul) 53; nas zonas ocupadas pelas forças russas de Kherson 52 e em Zaporiyia 31 vítimas.

Por outro lado, os ataques aéreos e de artilharia da Rússia atingiram 2.102 estabelecimentos de ensino em todo o país, 215 dos quais ficaram completamente destruídos.

A agência Ukrinform refere ainda que pelo menos 4.731 civis morreram desde o começo da invasão, a 24 de Fevereiro, mas é possível que o número real seja superior.

Diário de Notícias
DN/Lusa
01 Julho 2022 — 10:47

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1333: Mais 21 civis mortos em novo ataque negado por Moscovo

Já não existem palavras suficientes para descrever o GENOCÍDIO TERRORISTA que o filho da Putina está a levar na Ucrânia. Basta relatar factos e imagens para demonstrar as mentiras desse terrorista que se julga o novo czar da União Zoviética.

INVASÃO ZOVIÉTICA DA UCRÂNIA/GENOCÍDIO/TERRORISMO/NAZISMO

Dia sim, dia sim caem mísseis em zonas residenciais, porém o regime de Putin mantém a alegação de que só ataca alvos militares.

Uma vítima mortal do ataque aéreo russo a Serhiyivka, na região de Odessa.
© Oleksandr GIMANOV / AFP

A Rússia prossegue os ataques a alvos civis e fora das frentes de combate. No mais recente, atingiu edifícios residenciais e um complexo turístico em Serhiyivka, na região de Odessa, tendo causado a morte a pelo menos 21 pessoas, entre as quais uma criança, e dezenas de feridos.

O líder russo volta a sinalizar o caminho da “unificação com a Bielorrússia” num momento em que os ucranianos temem que Vladimir Putin arraste Alexander Lukashenko para a guerra. Kiev recebe nova mensagem de apoio europeu, mas também a advertência de que há que fazer reformas e combater a corrupção.

Segundo conta o repórter do El País em Serhiyivka, o mais recente episódio de ataque russo a civis não foi mais sangrento porque, horas antes, terminou um torneio de futebol em que participava uma centena de crianças, e já tinham saído da unidade turística em que estavam alojados e que foi um dos alvos dos bombardeiros russos.

No mesmo dia em que desistiram da ilha das Serpentes – uma e outra vez contra-atacada pelas forças ucranianas, e que terá sido golpeada com munições incendiárias pela aviação russa na sexta-feira -, situada no Mar Negro, os russos terão dado ordem de marcha a cinco submarinos até agora acostados em Sebastopol, na Crimeia.

Mas, segundo o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, foi com mísseis anti-navio lançados pela aviação que atacaram a localidade situada a uns 80 quilómetros de Odessa. Tem sido este o seu método que as forças russas têm atingido civis em cidades longe do conflito, “ritmicamente”, como disse Putin na véspera sobre o desenrolar da operação militar.

Além de Kharkhiv e dos seus arredores, sob bombardeamento quotidiano, nos últimos dias a morte e destruição chegaram a zonas residenciais de Kiev, Cherkasy e Mykolaiv e um centro comercial em Kremenchuk. Tal como nesta última cidade, Moscovo negou ter atirado sobre “alvos civis”.

Uma alegação que choca com os factos e que levou a uma reacção de Berlim. “A forma cruel com que o agressor russo leva a cabo a morte de civis e volta a falar de danos colaterais é desumana e cínica”, disse o porta-voz do governo alemão Steffen Hebestreit.

Numa altura em que o G7 e a União Europeia projectam ampliar as sanções às exportações de ouro da Rússia, e que os EUA confiscaram mil milhões de dólares a uma empresa do oligarca Suleiman Kerimov, Vladimir Putin disse que “a pressão política e de sanções sem precedentes do mundo ocidental está a pressionar a Rússia e a Bielorrússia para acelerarem o processo de unificação”.

Sem entrar em pormenores sobre o processo relativo à união dos dois países, previsto desde 1997, o líder russo destacou os seus pontos positivos: “É mais fácil minimizar os danos das sanções ilegais, é mais fácil controlar a produção de produtos necessários, desenvolver novas competências e expandir a cooperação com países amigos.”

Mais preocupante para Kiev e aliados foi o encontro que, dias antes, Putin teve com Lukashenko, e no qual o primeiro acenou com a ameaça nuclear, ao dizer que irá fornecer mísseis capazes de transportar ogivas nucleares.

Outros sinais de maior envolvimento foram dados quando a Rússia atacou a Ucrânia a partir de território bielorrusso há uma semana, algo que não acontecia desde Abril; de um aumento no número de aviões russos estacionados naquele país; de sete batalhões do exército bielorrusso ter sido enviado para a fronteira com a Ucrânia; e de notícias, negadas pelo regime de Minsk, de que está em curso uma campanha de recrutamento. “Vocês estão a ser arrastados para a guerra”, avisou Zelensky aos bielorrussos, tendo apelado para a desobediência.

Ursula von der Leyen dirigiu-se ao parlamento ucraniano da República Checa, onde o governo local sucedeu ao francês na presidência rotativa do Conselho.
© EPA/MARTIN DIVISEK

“Para maximizar o impacto e fomentar a confiança empresarial, os investimentos [na reconstrução] terão de ser associados a uma nova onda de reformas.” Ursula von der Leyen

Um apelo para a obediência à legalidade e às reformas foi a mensagem da presidente da Comissão Europeia num discurso em videoconferência ao parlamento ucraniano. “Criaram uma impressionante máquina anti-corrupção. Mas agora estas instituições precisam de força, e das pessoas certas em cargos superiores”, afirmou Ursula von der Leyen, sobre este passo essencial no caminho da integração.

Outros alvos

Kiev e Cherkasy

No domingo, após três semanas de acalmia, uma zona residencial da capital ucraniana voltou a ser alvo de mísseis. O ataque causou um morto e seis feridos. No mesmo dia, Cherkasy, no centro do país, foi atingida pela primeira vez. Os dois mísseis mataram uma pessoa e feriram cinco.

Kremenchuk

Um dia depois, bombardeiros russos atingiram um centro comercial e uma fábrica em Kremenchuk, na região de Poltava, no centro do país: 20 mortos e outros tantos desaparecidos.

Mykolaiv

Na manhã de quarta-feira um míssil atingiu um bloco de apartamentos na cidade do sul do país, matando oito pessoas e ferindo seis. No dia seguinte, Mykolaiv voltou a ser atacada. Segundo o governador da região 12 mísseis foram disparados contra instalações industriais, tendo alguns sido destruídos pela defesa antiaérea.

cesar.avo@dn.pt

Diário de Notícias
César Avó
01 Julho 2022 — 23:45

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Bandeira da UE já está no parlamento ucraniano. Zelensky defende que adesão “não deve demorar décadas ou anos”

Para quando a expulsão da União Soviética terrorista da ONU e de todas as organizações ocidentais?

INVASÃO SOVIÉTICA/TERRORISMO/UCRÂNIA

A região de Odessa, no sul da Ucrânia, foi alvo de ataques pelas forças russas, provocando pelo menos 18 mortos. “O pior cenário aconteceu e duas aeronaves estratégicas chegaram à região de Odessa”, tendo disparado mísseis “muito poderosos”, disse o porta-voz da administração militar.

© EPA/SERGEY KOZLOV

Zelensky defende que a adesão à UE “não deve demorar décadas ou anos”

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, assegurou esta sexta-feira a “determinação” para alcançar o “objectivo estratégico de adesão plena à União Europeia”, mas defendeu que a adesão à UE “não deve demorar anos ou décadas”.

As palavras de Zelensky foram partilhadas numa mensagem publicada nas redes sociais após a chegada oficial da bandeira da UE ao parlamento ucraniano.

“Hoje, juntamente com o presidente da Verkhovna Rada da Ucrânia e o primeiro-Ministro, assinámos uma declaração conjunta, que é um sinal de unidade de todos os ramos do governo e prova da nossa determinação em alcançar o objectivo estratégico de adesão plena à União Europeia (…)”, começou por escrever.

“O nosso caminho para a adesão não deve levar anos ou décadas. Temos de percorrer este caminho rapidamente, fazer a nossa parte do trabalho perfeita e permitir que os nossos amigos da União Europeia tomem mais uma decisão histórica”, salientou Zelensky.

Da mesma forma é necessário avançar na legislação sobre os procedimentos da selecção de juízes, como parte da reforma do Tribunal Constitucional. Von der Leyen lembrou aos legisladores ucranianos que a reconstrução da Ucrânia exigirá investimentos enormes, que certamente irão acontecer, mas acrescentou que isto exige avanços internos.

Os investimentos, destacou, “terão que ser acompanhados de uma nova onda de reformas”.

Para Von der Leyen, “as instituições têm que ganhar vida para responder às aspirações do seu povo”. Um exemplo disso, destacou, é a iniciativa para tentar conter a “influência excessiva” dos oligarcas na economia ucraniana.

O país, recordou Von der Leyen, adoptou uma lei para romper com esta influência e agora “deve concentrar-se na implementação desta legislação”.

Diário de Notícias
01 Jul 11:20
Por Susete Henriques

Momento em que a bandeira da UE chega ao parlamento ucraniano. “De ir às lágrimas”

Depois da Ucrânia conseguir o estatuto de país candidato, a bandeira da União Europeia (UE) chegou ao parlamento ucraniano, um momento registado com emoção.

“De ir às lágrimas”. Foi assim que o embaixador da UE para a Ucrânia, Matti Maasikas, descreveu o momento em que a bandeira da União Europeia chega ao parlamento.

De pé, os deputados ucranianos aplaudem de forma ritmada a chegada da bandeira ao parlamento [Verkhovna Rada].

Diário de Notícias
01 Jul 10:21
Por Susete Henriques

Ataque a Odessa. Conselheiro de Zelensky acusa Rússia de praticar uma “táctica de terror”

No ataque a um prédio residencial e a dois centros de recreativos na região de Odessa foram usados mísseis X-22, refere Mikhail Podolyak, conselheiro do presidente ucraniano.

Pelo menos 18 pessoas morreram, entre os quais duas crianças. Para Podolyak não se trata de um erro da Rússia. “É uma táctica de terror: bombardeamento deliberado e baixas em massa”, acusou.

Na mensagem publicada na rede social Twitter, o conselheiro de Zelensky pede mais armas para travar bombardeamentos russos. “Para proteger as pessoas, precisamos de sistemas anti-mísseis”, sublinhou.

Diário de Notícias
01 Jul 09:29
Por Susete Henriques

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1299: Ucrânia: Míssil russo atinge centro comercial com mais de mil pessoas

(ACTUALIZAÇÃO)

UCRÂNIA/INVASÃO TERRORISTA SOVIÉTICA/CRIMES DE GUERRA

De acordo com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, um míssil russo atingiu hoje um centro comercial na cidade de Kremenchuk, no centro da Ucrânia, onde se encontravam mais de mil pessoas.

Zelensky acompanhou o texto com um vídeo e publicou no Telegram. No vídeo vê-se algumas pessoas num parque de estacionamento ao ar livre a olhar para um edifício em chamas e muito fumo.

Volodymyr Zelensky publica vídeo no Telegram do ataque com míssil

Segundo o presidente ucraniano, o centro comercial não representava qualquer perigo para as forças russas, nem qualquer valor estratégico.

É apenas uma tentativa das pessoas de viverem uma vida normal, o que enfurece tanto os ocupantes. A Rússia continua a colocar a sua impotência sobre os cidadãos comuns. É inútil esperar por humanidade da sua parte

Os ocupantes dispararam foguetes no centro comercial, onde havia mais de mil civis. O centro comercial está a arder, os socorristas estão a combater o fogo, o número de vítimas é impossível de imaginar.

Poucos minutos antes, o autarca da cidade, Vitalii Maletskyi, afirmava no Facebook que já havia “mortos e feridos” confirmados após o ataque com um míssil. Há mais vídeos aqui.

“O ataque com mísseis em Kremenchuk atingiu um lugar muito lotado que é 100% irrelevante para as hostilidades. Há mortos e feridos”, escreveu Maletskyi.

As informações sobre a guerra na Ucrânia divulgadas pelas duas partes não podem ser verificadas de imediato por fontes independentes.

A guerra na Ucrânia, iniciada com a invasão russa de 24 de Fevereiro, entrou hoje no 124.º dia. Desconhece-se o número de vítimas, mas a ONU confirmou a morte de mais de 4.600 civis, alertando, contudo, que o balanço real será consideravelmente superior por não ter acesso a muitas zonas do país.

Pplware
27 Jun 2022
Autor: Pedro Pinto


 

1298: Encontrados mais de 100 cadáveres nos escombros de Mariupol

Para quando a DESNAZIFICAÇÃO da actual União Soviética putineira?

UCRÂNIA/GUERRA/INVASÃO TERRORISTA SOVIÉTICA

Autoridades ucranianas indicam que “durante a inspecção de edifícios no bairro de Livoberezhnyi (na margem esquerda de Mariupol), foram encontrados mais de 100 civis mortos”.

© EPA/SERGEI ILNITSKY

Mais de 100 cadáveres de civis foram encontrados entre os escombros de vários edifícios bombardeados pelo exército russo na cidade ucraniana de Mariupol, agora sob o controlo de Moscovo.

O conselheiro do ex-presidente de câmara de Mariupol, Petro Andriushchenko, afirmou na rede social Telegram que tinham descoberto os corpos na cidade, que agora tem novas autoridades impostas pelos russos.

“Descobertas novas e devastadoras. Durante a inspecção de edifícios no bairro de Livoberezhnyi (na margem esquerda de Mariupol), foram encontrados mais de 100 civis mortos num atentado bombista”, disse Andriushchenko.

Os corpos estavam “num edifício no cruzamento das ruas Peremohy Avenue e Meotydy Boulevard que foi atacado durante a ofensiva aérea. Os ocupantes (russos) não tinham planos de recuperar e enterrar os corpos”.

Маріуполь. На зараз.
Нові сумні знахідки. При обстеженні будівель в Ліобережному районі в будинку з влучанням авіабомби на перехресті пр. Перемоги та бул. Меотиди знайдено понад 100 тіл загиблих від бомбардування. Тіла досі під завалами. Вилучення і поховання окупнти не планують.
Продовжується ексгумація. В приоритеті двори шкіл та дитячих садочків. Після ексгумації тут оборобяють ями від запаху. На вулицях і по дворах після ексгумацій оброблення не проводиться.

Segundo o ex-conselheiro, “os esforços para exumar corpos [em toda a cidade] continuam”, que acrescentou que estavam a dar prioridade a retirar cadáveres dos recreios escolares e jardins infantis.

Depois das exumações, o trabalho consiste em arranjar sepulturas onde os corpos serão enterrados, de forma a eliminar odores.

Apesar de Andriushchenko não viver em Mariupol desde que a cidade, à beira do Mar de Azov, foi tomada pelos russos, publica regularmente mensagens sobre a situação na região com informações que reúne de associações e amigos que ainda lá se encontram.

Mariupol tem estado cercada por tropas russas praticamente desde o início da invasão ordenada pelo Kremlin.

A Rússia lançou em 24 de Fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de quatro mil civis, segundo as Nações Unidas, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A guerra também causou a fuga de mais de 16 milhões de pessoas das suas casas, oito milhões das quais abandonaram o país, ainda segundo a ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Diário de Notícias
DN/Lusa
27 Junho 2022 — 12:01


 

1297: Míssil russo atinge centro comercial em Kremenchuk. Pelo menos 10 mortos

Para quando existirem 🍅🍅 para considerarem o filho da Putina e a União Soviética de TERRORISTAS e expulsarem-nos de todas as organizações mundiais civilizadas? Quando existem palhaços labregos que afirmam não estarem de nenhum lado desta invasão soviética terrorista, só podem ser IGUAIS A ELES!

UCRÂNIA/CRIMES DE GUERRA/TERRORISMO SOVIÉTICO

Vice-chefe de gabinete do presidente ucraniano adiantou que pelo menos 10 pessoas morreram e quatro dezenas ficaram feridas. O incêndio continua activo.

Um míssil russo atingiu um centro comercial na cidade de Kremenchuk, situada no centro da Ucrânia às margens do rio Dnipro, matando pelo menos dez pessoas e causando ferimentos em mais de 40.

Segundo a notícia divulgada pelo jornal The Guardian, o presidente ucraniano afirmou que mais de 1.000 civis se encontravam no centro comercial no momento do ataque. O incêndio continua activo, depois do ataque.

“Cenas de terror em Kremenchuk, quando um míssil russo atinge o centro comercial. Um homem diz ao telefone: ‘as pessoas estavam no prédio, as paredes começaram a cair'”, anunciou ucraniano, Volodymyr Zelensky.

“Dez mortos e mais de 40 feridos. Esta é a situação actual em Kremenchuk por causa do ataque com mísseis”, disse Dmytro Lunin, que chefia o governo regional de Poltava.

“Os ocupantes dispararam um míssil contra um centro comercial onde havia mais de mil civis. O centro comercial está em chamas e as equipas de resgate combatem o fogo. O número de vítimas é impossível de imaginar”, disse o governador regional Dmytro Lunin no Telegram.

“O tiro de míssil em Kremenchuk atingiu um local muito movimentado sem qualquer relação com as hostilidades”, denunciou no Facebook Vitali Maletsky, autarca desta cidade que tinha 220 mil habitantes antes da guerra.

em actualização

Diário de Notícias
DN
27 Junho 2022 — 17:52


 

1288: O que é que matou os dinossauros: novas ideias sobre o massacre

Há 66 milhões de anos, um asteróide extinguiu os dinossauros. Hoje, um asteróide humano/demencial, com outro nome – Vladimir Putin -, está à beira de extinguir a raça humana e toda a Vida biológica tal como a conhecemos, no Planeta Terra. Um perigo para a Humanidade!

HISTÓRIA

O asteróide que bateu contra a Terra há 66 milhões de anos atrás foi um dos factores contribuintes, mas não o único culpado na extinção dos dinossauros.

Uma ilustração dos dinossauros a fugirem do impacto de um meteorito.
Fotografia por Mark Garlick, Science Source

Novas perspectivas sobre o asteróide que se pensa ter morto os dinossauros sugerem que isso pode ter sido apenas o golpe final e que os répteis já estavam a sofrer de um clima fastidioso solicitado por erupções vulcânicas muito antes do meteorito os atingir.

“O impacto [do asteróide] foi o golpe de misericórdia”, disse Paul Renne, geólogo da Universidade da Califórnia, Berkeley, num comunicado.

A pesquisa, detalhada a 8 de Fevereiro num artigo da revista Science, acrescenta ao debate científico em curso sobre o que realmente matou os dinossauros.

Esse debate, que já girava em torno da questão de saber se o culpado foi um asteróide ou as mudanças climáticas induzidas pelo vulcão, evoluiu para considerar a possibilidade de que talvez estivessem envolvidos múltiplos factores ambientais.

Renne e a sua equipa determinaram recentemente a data mais precisa para o asteróide, que ocorreu na Península de Yucatán no que é hoje o México.

Usando uma técnica de datação de alta precisão em tektites – rochas do tamanho de pedras formadas durante o impacto do meteorito – do Haiti que foram criadas durante o evento, a equipa concluiu que o impacto ocorreu há 66.038.000 anos atrás – um pouco mais tarde do que se pensava.

Quando os limites de erro são tomados em consideração, a nova data é a mesma que a data da extinção, segundo constata a equipa, fazendo com que os eventos sejam simultâneos.

Renee disse que as novas descobertas devem fazer esquecer quaisquer dúvidas restantes sobre se um asteróide foi o factor principal no desaparecimento dos dinossauros.

“Já mostrámos que estes eventos são síncronos até ao mais pequeno detalhe”, disse ele,” e, portanto, o impacto desempenhou claramente um papel importante na extinção.”

Isso não quer dizer, contudo, que o asteróide – que esculpiu a chamada cratera de Chicxulub – foi a única causa da extinção dos dinossauros.

As provas sugerem agora que as erupções vulcânicas maciças na Índia que antecederam o asteróide também desempenharam um papel, desencadeando mudanças climáticas que já estavam a eliminar alguns grupos de dinossauros.

Por exemplo, “ninguém nunca encontrou um fóssil de dinossauro não-aviário exactamente na camada de impacto”, disse Renne num email. “Assim, estritamente falando, os dinossauros não-aviários” – os dinossauros não relacionados às aves – “podiam já ter sido extintos no momento do impacto.”

Morte Vinda dos Céus

A ideia de que o vulcanismo foi responsável pelo desaparecimento dos dinossauros, na verdade, antecede a teoria do impacto, e que se encaixa bem com o que se sabe sobre outros eventos de extinção em massa da Terra.

“Muitas das outras extinções em massa foram encontradas para concorrer com erupções vulcânicas de grande escala”, disse Heiko Palike, um Paleoceanográfico da Universidade de Bremen, na Alemanha.

Mas na década de 1980, a equipa de pai e filho, Luis e Walter Alvarez, físico e cientista planetário, respectivamente, apresentaram uma nova teoria audaz.

Depois de descobrir que uma camada de argila que é encontrada em todo o mundo e que coincide com o fim do período Cretáceo é enriquecida em irídio – um elemento raro na Terra, mas comum em rochas espaciais – propuseram que um meteorito dizimou os dinossauros.

“À medida que a teoria do impacto assumiu o poder, especialmente com os cientistas mais físicos … o vulcanismo perdeu terreno”, explicou Renne.

A teoria do impacto ganhou novo impulso na década de 1990, quando os cientistas descobriram uma cratera de largo impacto a 110 milhas (180 quilómetros) na Península de Yucatán, que datava ao limite entre os períodos Cretáceo e Terciário – o chamado limite KT – quando os dinossauros desapareceram.

O tamanho da cratera indicava que o que quer que seja que a tivesse criado tinha cerca de 6 milhas (10 quilómetros) de diâmetro. Se um asteróide desse tamanho colidisse com a Terra teria tido consequências devastadoras, incluindo ondas destrutivas de pressão, incêndios globais, tsunamis e uma “chuva” de rocha fundida a reentrar na atmosfera.

Além disso, “muito material em partículas adicional teria ficado à tona na atmosfera por semanas, meses, talvez anos, bloqueando a radiação solar incidente e matando, assim, a vida vegetal e causando quedas catastróficas em temperaturas”, explicou Hans-Dieter Sues, paleontólogo do Museu Smithsoniano Nacional de História Natural, em Washington, DC.

Teoria Híbrida para a Extinção dos Dinossauros

A teoria do vulcanismo uma vez abandonada tem visto um renascimento da sua sorte nos últimos anos, no entanto, como resultado de novas perspectivas sobre um período de sustentada actividade vulcânica antiga na Índia e a descoberta de que a diversidade de dinossauros podia já ter vindo a diminuir antes do asteróide.

O debate agora é “se o impacto de Chicxulub foi a” arma fumegante “, como muitos pesquisadores afirmam,” disse Sues, “ou um dos vários factores causais, como forma de “Murder on the Orient Express”.

Renne pertence ao acampamento que pensa que uma série de erupções vulcânicas na Índia que produziam lava antigos fluxos conhecido como as Armadilhas Deccan causou variações climáticas dramáticas, incluindo ondas de frio longas, que já podem ter abatido os dinossauros antes do asteróide os atingir.

“Parece claro que o vulcanismo por si só, sem uma escala suficientemente maciça e rápida, não possa provocar extinções”, disse Renne. “Assim, a minha sugestão é que o impacto provavelmente foi a gota de água, mas não a única causa.”

Questões por Responder

No entanto, a nova teoria híbrida ainda tem algumas questões importantes por responder, como por exemplo relativamente às erupções vulcânicas indianas terem afectado os dinossauros.

“Algumas pessoas dizem que se olhar para a erupção do Monte Pinatubo [em 1991], ela congelou a Terra por um curto período de tempo devido ao aerossol e à poeira que foi expulsa”, disse Pälike.

Mas “outros dizem que os vulcões a longo prazo provavelmente bombeiam mais dióxido de carbono na atmosfera e realmente aquecem o planeta, pelo menos temporariamente.”

Também não está claro como as erupções Deccan Traps foram espalhadas no tempo. “Sabemos que elas começaram há alguns milhões de anos antes do final dos Cretáceos e duraram vários milhões de anos, estendendo-se mesmo para além do [impacto de um asteróide]”, disse Palike.

“No entanto, algumas pessoas sugeriram que havia aglomerados de erupções que aconteceram dentro de um intervalo de poucas dezenas de milhares de anos.”

Saber o horário das erupções é importante, acrescentou Pälike, porque se elas estivessem a acontecer perto do fim dos Cretáceos, é mais provável que tenham desempenhado um papel na extinção dos dinossauros do que se a maioria das erupções tiver acontecido dois milhões de anos antes.

Pälike pensa que a datação mais precisa das camadas de cinzas vulcânicas na Índia pode ajudar a responder a algumas das perguntas pendentes: “Esse é o próximo passo do quebra-cabeças.”

A fixação da causa da extinção dos dinossauros não é apenas de interesse académico, disse Jonathan Bloch, curador associado de paleontologia de vertebrados no Museu Florida de História Natural da Universidade da Florida.

“É importante para nós compreender como os ecossistemas respondem a grandes perturbações”, disse Bloch, “seja uma mudança climática gradual ou um evento catastrófico. Estas são todas as coisas que nós temos que pensar como actuais seres humanos no planeta.”

National Geographic
Por Ker Than
11 Fevereiro 2013

27.06.2022


 

1239: CRIMES DE GUERRA

– A imagem abaixo prova a realidade do terrorismo soviético ao tentar efectuar constantes lavagens cerebrais na comunicação social, forma utilizada por este país pária desde há dezenas de anos, sobre a insidiosa “desnazificação” da Ucrânia.

GUERRA NA UCRÂNIA/INVASÃO SOVIÉTICA

© GENYA SAVILOV/AFP via Getty Images

Assinala-se, este sábado, o 115.º dia da invasão russa da Ucrânia. Os últimos dias de guerra são marcados pela recomendação da Comissão Europeia para que seja concedido à Ucrânia o estatuto de país candidato na adesão à União Europeia e pela segunda visita do primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, a Kyiv, desde o início da invasão.

Notícias ao Minuto
18/06/22 08:15


 

1236: O espião russo que saiu do calor para vigiar o Tribunal Penal Internacional

INTERNACIONAL/UNIÃO SOVIÉTICA/ESPIÕES

É mais um caso que ilustra o poderio e o alcance das agências de espionagem russas em todo o mundo. A máquina russa de espionagem não olha a meios para neutralizar dissidentes, críticos ou opositores ou mesmo para vigiar e sabotar as instituições que se metam no caminho do Kremlin e de Vladimir Putin.

(Este blogue deixou de publicar imagens de nazis terroristas genocidas assassinos)

Um espião russo tentou realizar um estágio no Tribunal Penal Internacional (TPI), localizado em Haia na Holanda.

Sergey Vladimirovich Cherkasov, de 36 anos, pertence ao serviço de inteligência militar GRU (Directorado do Estado Maior das Forças Armadas da Federação Russa) e usou uma identidade brasileira para tentar obter o estágio.

O homem voou para os Países Baixos em Abril acreditando que tinha conseguido o estágio. Quando chegou ao país, foi detido pela guarda fronteiriça neerlandesa e enviado para o Brasil. Se tivesse conseguido o estágio, teria obtido acesso ao sistema do tribunal e aos seus emails, com poder para copiar, alterar ou destruir documentos e provas.

O tribunal encontra-se actualmente a investigar crimes de guerra cometidos pela Rússia este ano na Ucrânia e na Geórgia em 2008. O tribunal tem 200 vagas anuais para estudantes e licenciados em várias áreas como direito ou psicologia social.

O “The Guardian” diz que o espião vai agora enfrentar a justiça brasileira, mas resta saber qual a acusação que enfrenta. O Governo de Bolsonaro ainda não comentou.

O site russo de investigação jornalística “Bellingcat” aprofundou a investigação e descobriu várias contas públicas de Victor Muller no Facebook, Twitter, MyVisaJobs e no seu blogue “Politics of Us”.

Em 2010, o espião adoptou uma nova identidade no Brasil: Victor Muller Ferreira, com menos três anos de idade. A partir daqui, o espião começou a construir a sua história: passou por vários países, licenciou-se em ciência política no Trinity College de Dublin, entre 2014 e 2018, tirou depois um mestrado em política externa dos EUA na universidade norte-americana de Jonhs Hopkins em 2020.

Os serviços secretos holandeses divulgaram um documento contendo a lenda, a história passada da personagem de um espião, de Victor Muller Ferreira: a sua história até chegar ao Rio de Janeiro em 2010. Por a carta estar expurgada de informação sensível, não é possível verificar qual o país de origem da personagem do espião. Mas no seu perfil de Facebook, refere que estudou numa escola na Argentina, segundo o “Bellingcat”.

O documento explica que o seu pai vivia neste país, onde conheceu a sua mãe. Mais tarde, foram todos para o Brasil. Depois, após a morte da sua mãe, regressou ao seu país de origem com a sua tia, onde ficou a viver e onde andou na escola.

Victor Muller Ferreira decide em 2010 regressar ao Brasil e foi procurar o seu pai ao Rio de Janeiro, tendo referido que se tinha esquecido de falar português, mas a vida em conjunto revela-se difícil; pouco depois, decidiu mudar-se sozinho para Brasília para ter aulas de português para “tentar resolver” os seus “problemas com a cidadania”.

Segundo o “The Guardian”, o passaporte russo de Cherkasov revela que está registado no enclave de Kalinigrado, tendo sido co-proprietário de uma empresa de construção local com 19 anos.

Os serviços de inteligência dos Países Baixos AIVD (Algemene Inlichtingen- en Veiligheidsdienst) disseram em comunicado que este tipo de agente é conhecido por “ilegal: um agente de inteligência que recebe um longo e extenso treino.

Devido às suas identidades falsas, os ilegais são difíceis de descobrir. Por isso, permanecem muitas vezes por detectar, permitindo que desenvolvam as suas actividades de inteligência. Por se apresentarem como estrangeiros, têm acesso a informação que seria inacessível a cidadãos russos. Além da GRU, também o serviço de inteligência russo SVR usa ilegais”. A SVR são os Serviços de Inteligência Estrangeira da Federação Russa.

“O foco principal da GRU é a recolha de inteligência militar, mas também recolhe informação política ou tecnológica. O GRU não recolhe apenas informação, os seus agentes também desenvolvem operações ocultas de influência”, acrescenta a AIVD.

“Os serviços de inteligência russos gastam anos a construir lendas para os ilegais”, segundo a AIVD que destaca: “a identidade de um ilegal é geralmente muito complexa e difícil – se não impossível – para estranhos a verificarem. A história contém uma combinação de informação autêntica e impressões pessoais (possivelmente fabricadas).

Os serviços de inteligência russos “recolhem informação sobre, por exemplo, como outros países registam e armazenam dados pessoais”, e também falsificam documentos de identificação.

Jornal Económico
18.06.2022