1237: António Costa anda há dois meses em digressão pela Europa. Já foi a sete países

– Para alguma coisa deve servir os impostos, principalmente do IRS, para pagar estas “digressões”… Eu, por exemplo, ando há seis anos a ficar sem subsídios de férias e de natal – que já nem chegam – para pagar o IRS… E a minha pensão de reforma é inferior ao SMN… Culpa de ter ficado viúvo e ter passado da taxa de IRS de 14,5% enquanto ainda casado (2015), com dois rendimentos, para 28,5% depois de viúvo (2016~2022), com menos um rendimento! Bestial, pá…!!!

ROUBALHEIRA INSTITUCIONAL

Desde a sua posse, no final de Março, a agenda externa do primeiro-ministro foi mais intensa do que a interna

© Expresso António Costa anda há dois meses em digressão pela Europa. Já foi a sete países

António Costa tem andado numa roda-viva pela Europa. Em dois meses e meio, com destaque para o mês de maio, já percorreu as principais capitais europeias e já teve encontros com os principais líderes, de Olaf Scholz, a Emmanuel Macron ou Boris Johnson.

Este foi mesmo o último encontro na segunda-feira, que chegou a estar em causa por motivos de saúde do primeiro-ministro. A agenda externa de Costa tem suplantado a agenda pública interna que, não raras vezes, se faz também com encontros com representantes estrangeiros. Ainda esta semana, na pele de secretário-geral socialista, encontrou-se com Lars Klingbeil, presidente do SPD.

O início deste novo mandato de António Costa ficou marcado pela guerra na Ucrânia e tem sido fundamentalmente a agenda europeia de apoio àquele país que tem dominado o tempo do primeiro-ministro, mas não só. Costa tem cuidado dos contactos europeus cimentando a influência europeia que tem defendido ser importante manter.

(Para ler este artigo na íntegra clique aqui)

Expresso
18.06.2022


 

736: Tecnologia jurássica versus tecnologia actual

O CPU 80286 (i286) foi um microprocessador lançado pela Intel em 1 de Fevereiro de 1982, mas somente a partir de 1984 passou a ser utilizado pela IBM no seu PC AT (Advanced Technology).

Inicialmente trabalhando entre 6 e 8 MHz e posteriormente chegando a 20 MHz, o 80286 trouxe, além da velocidade, muitos avanços sobre o 8088.

Ora, eu sou muito antes do jurássico CPU i286. Mas considerando a data de lançamento deste CPU pela Intel, em Fevereiro de 1982 (há 40 anos atrás), a tecnologia informática avançou rapidamente em todas as áreas.

Não só nos CPU’s, como em todo o hardware que configura um computador (PC), os avanços tecnológicos foram sendo lançados à velocidade da luz e rara era a semana em que não apareciam novos modelos de motherboards, gráficas, discos, etc..

Bom… mas que tem a ver esta matéria com a actualidade? Para eu estar aqui a escrever este texto, neste Blogue, necessito de um PC e de uma ligação à Internet.

Ora, para ter uma ligação à Internet, necessito de possuir um contrato com uma operadora de comunicações, que me forneça o serviço de Internet.

E quando esse contrato se baseia no cumprimento acordado entre as partes e não é posteriormente executado por uma das partes, neste caso, o fornecedor do serviço, considero isso um roubo a quem paga por um serviço inicialmente definido e posteriormente não recebido.

O meu contrato de fibra óptica (que não é fibra óptica porra nenhuma) que o fornecedor acabou por informar que é uma ligação “híbrida” – fibra+analógica -, com uma velocidade de Internet de 120Mbps (megabits por segundo), miserável e diariamente nem chega a atingir os 95Mbps.

Mas o que eu PAGO, são 120Mbps! Cheguei a ter alturas em que a velocidade era de 20Mbps!

Bom, hoje, dia 16.03.2022, parece que estou a trabalhar com um i286 de há quarenta anos atrás (já os assemblava nessa altura), de 20MHz, embora actualmente possua um CPU Intel de 3.300MHz com 32GB de RAM e discos SSD (solid-state drive), extremamente mais rápidos que um vulgar disco mecânico (HDD – hard-disc drive).

Revoltado? Pois claro que sim! Quem é que não estaria revoltado se pagasse um BMW e lhe dessem um Fiat 600? Claro que aí o cenário seria diferente porque o cliente via logo o engano, ao passo que neste caso, a velocidade da Internet não se vê, mas MEDE-SE! E existem vários “medidores” de velocidade para esse efeito.

O medidor que eu diariamente utilizo, aleatoriamente em ordem à hora do dia, é um medidor da Netmede (https://netmede.pt/) e, por exemplo, a leitura de hoje ficou-se neste estado:

Desculpas atrás de desculpas às reclamações deixadas no Portal da Queixa, no Livro de Reclamações Electrónico, na ANACOM, o problema seria do router dizem os “especialistas” da operadora.

Mas, digo eu, que sei do que falo e do que digo, como pode uma ligação ser integralmente de fibra óptica (segundo informação da operadora no início), se ela é uma ligação híbrida – óptica (será mesmo?) + coaxial (analógica)?

O cabo exterior, que dizem ser de fibra óptica (instalado na rua) e que até pode mesmo sê-lo, perde velocidade quando entra pela janela com uma ligação a cabo coaxial até ao router! Isto, é ENGANAR o cliente com todas as unhas e dentes…

Que culpa tem o router disto e que até pode estar avariado? Mas se está mesmo avariado, mantém-se em funções, apenas as velocidades variam diariamente em função da tal ligação “híbrida” que nunca poderá possuir a classificação de ligação em FIBRA ÓPTICA por que é FALSA!

Francisco Gomes
16.03.2022

 



 

673: Livre e BE condenam Rússia. PCP ataca NATO e EUA

“… Na reunião da Comissão Permanente da Assembleia da República, que aconteceu a 24 de Fevereiro (o primeiro dia da guerra), o líder parlamentar do Bloco de Esquerda (BE), Pedro Filipe Soares, afirmou que o partido condenava “sem reservas, o ataque em curso e a ocupação do território de um país soberano”. Na declaração, o responsável considerou também que “não há imperialismos bons e imperialismos maus, são todos perigosos para os povos”, o que levou o BE a rejeitar a acção militar russa.”

E também é bom lembrar aos burgueses do BE que não existem ditaduras boas e ditaduras más, ou seja, TODAS AS DITADURAS são más, tenham elas a cor que tiverem, por isso, sem qualquer dúvida, tudo o que seja ditadura, é FASCISMO, repressão, perseguição, assassínio. E todos os que apoiam DITADURAS, são iguais a eles. Canções de embalar já não colhem, por isso BE e PCP tiveram o miserável resultado eleitoral recente, porque as pessoas (algumas), já abriram os olhos e castigam quem promete e não cumpre, quem fala em rosas mas oferece apenas os espinhos, apesar do PS também estar incluído neste lote de promessas não cumpridas.

INTERNACIONAL/UCRÂNIA/INVASÃO RUSSA

Uma semana após o ataque, todos os partidos já reagiram à ofensiva. Livre mantém-se fiel aos seus ideais europeístas; BE condena e pede sanções; PCP marca posição anti-NATO e EUA.

A destruição causada pelo ataque russo já chegou a várias cidades ucranianas
© EPA / Sergey Kozlov

Ao fim de uma semana da ofensiva russa na Ucrânia, a comunidade internacional tem condenado este ato.

Portugal, fazendo parte da União Europeia (UE) e da NATO, tomou uma posição de condenação e de imposição de sanções à Rússia. As posições dos partidos, da esquerda à direita, foram mais ou menos consensuais: todos – excepto o PCP – condenam directamente a acção russa na Ucrânia.

Com isto, a posição do PCP tem estado no olho do furacão. Segundo os comunistas, até agora, a NATO, a UE e os Estados Unidos são os principais culpados do ataque, e procuram reforçar “o dispositivo militar junto às fronteiras” da Ucrânia, “que levou à imposição de um regime xenófobo e belicista”, disse o partido em comunicado. Questionado pelo DN sobre esta posição, o PCP recusou comentar.

Segundo explica António Costa Pinto, investigador no Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa, “esta posição é um reflexo daquilo que tem sido a política externa do PCP desde o fim da URSS”. Ou seja, não é uma posição totalmente pró-Rússia, mas sim uma “posição anti-NATO e, ao mesmo tempo, anti-Estados Unidos”.

Isto acontece, diz, porque “os Estados Unidos são, historicamente, o oposto daquilo que o PCP defende. Têm uma posição anti-socialista muito vincada”. A mesma perspectiva é defendida por Adelino Maltez, politólogo, que considera esta “uma questão de ADN”. “O PCP ainda está muito marcado pelo espírito do sol da Terra”, diz, recorrendo a uma expressão de Álvaro Cunhal, histórico líder comunista, considerando que “esta é uma posição consensual” com aquilo que o PCP tem defendido ao longo da história.

Para Carlos Brito, antigo dirigente comunista, “nada justifica a ofensiva de Putin na Ucrânia, e deve ser condenado por isso”. Segundo o ex-PCP, aquilo que acontece, neste momento, “é uma disputa de zonas de influência”. De um lado, estão os Estados Unidos e a NATO; do outro, está a Rússia. “São dois imperialismos”, resume, apesar de a posição do PCP ser coerente com o histórico do partido. “Foi sempre a condenação da guerra que separou os comunistas de todos os outros, por isso, tenho muita dificuldade em perceber a posição do PCP”, diz Carlos Brito. “A comunidade internacional deve esforçar-se para acabar com o conflito”, considera.

No dia 1 de Março, os dois eurodeputados do PCP votaram contra uma resolução do Parlamento Europeu (num total de 13 votos contra) que condenava a ofensiva russa. Isto fez que o PCP votasse ao lado de forças políticas ligadas à extrema-direita.

Adelino Maltez considera que “o PCP acaba por se colar a forças que normalmente tenta afastar, mais ligadas à direita radical, é a lógica de, por vezes, os extremos se tocarem”.

Livre considera ataque “ilegal e ilegítimo”

Também o Livre reagiu à ofensiva russa na Ucrânia. Contactado pelo DN, o responsável Pedro Mendonça remeteu a posição para um comunicado assinado pela direcção. Publicado no site do partido, o documento considera a invasão “ilegítima, ilegal” e alega que “agrava brutalmente a crise que a Europa vive”.

Na perspectiva do partido, “é urgente preparar a ajuda a refugiados de guerra e Portugal deve estar na primeira linha de defesa dos direitos humanos”. Na opinião de Adelino Maltez, esta posição é, tal como no caso do PCP, “coerente com aquilo que o partido defende. Tem uma perspectiva inequivocamente europeísta e é isso que a posição denota”, conclui.

Além disso, o Livre apontou também a eventuais sanções ao sistema russo. Para o partido, é altura de “investigar o dinheiro sujo dos oligarcas; confiscar propriedades; retirar licenças a bancos russos e retirar a Rússia do sistema SWIFT de pagamentos internacionais, caso não haja cessar das hostilidades e o regresso das tropas às anteriores posições”, lê-se.

Segundo a direcção do partido, “a UE deve agora, perante esta crise, deixar de ter dúvidas sobre a importância, também geo-estratégica, da Europa” e aumentar o investimento em energias renováveis para compensar a falta de gás natural, que importava da Rússia.

Bloco pede mais sanções

Na reunião da Comissão Permanente da Assembleia da República, que aconteceu a 24 de Fevereiro (o primeiro dia da guerra), o líder parlamentar do Bloco de Esquerda (BE), Pedro Filipe Soares, afirmou que o partido condenava “sem reservas, o ataque em curso e a ocupação do território de um país soberano”. Na declaração, o responsável considerou também que “não há imperialismos bons e imperialismos maus, são todos perigosos para os povos”, o que levou o BE a rejeitar a acção militar russa.

Ouvido pelo DN, o eurodeputado José Gusmão explicou que, entretanto, o BE reforçou também o pedido para que “as sanções económicas fossem consistentes”, apesar das “hesitações iniciais” de alguns Estados membros, como a Alemanha ou a Itália.

Outra das batalhas dos bloquistas trava-se contra os vistos gold, que o partido quer ver extintos. “É necessário revogar estas autorizações de residência a pessoas com altos rendimentos”, considera.

Tal como o Livre, também o Bloco congratula a posição da União Europeia em matéria de refugiados. “Foi dado o passo que faltava, resta garantir que não há discriminação entre pessoas”, conclui.

rui.godinho@dn.pt

Diário de Notícias
Rui Miguel Godinho
04 Março 2022 — 00:15



 

619: Subsídio do cuidador informal só para famílias com rendimento inferior a 576 euros

– Infelizmente, fui cuidador informal de minha esposa durante mais de seis anos. Sem conhecimento da doença, dos processos, sem qualquer ajuda quer de médicos, SNS, entidades ligadas à área de Alzheimer, embora pedisse pelos meios disponíveis, tudo era processado a troco de verbas incomportáveis. Tive de me desenrascar durante todo esse tempo sozinho e com a ajuda da minha filha mais velha, quando chegava a casa do emprego e aos fins de semana. Houve anos, desses seis, que saí de casa apenas duas vezes (e não foi por confinamento pandémico) para levá-la ao hospital, à consulta de psiquiatria ou de neurologia onde apenas a encheram de drogas que arrasaram a estabilidade orçamental da casa. Esta gente que decide estas verbas de pseudo-ajuda, neste tipo de doença, não possui a mínima noção do que é ser pobre e ter de gastar centenas de euros na farmácia, a maior parte dos medicamentos a servirem de teste e a paciente de cobaia. É o país que temos, infelizmente.

SOCIEDADE/CUIDADORES INFORMAIS

O montante de referência do subsídio de apoio ao cuidador informal principal é igual ao valor do Indexante dos Apoios Sociais (IAS), ou seja, 443,20 euros.

© André Vidigal/Global Imagens

O cuidador informal principal só tem acesso ao respectivo subsídio de apoio se o rendimento de referência do agregado familiar for inferior a 576,16 euros, de acordo com portaria publicada esta terça-feira em Diário da República.

A portaria, que entra em vigor a partir de quarta-feira, determina o montante do subsídio a atribuir ao cuidador informal principal, bem como qual deverá ser o rendimento de referência do seu agregado familiar para poder ter acesso a esse mesmo subsídio.

Tal como está definido na portaria, o montante de referência do subsídio de apoio ao cuidador informal principal é igual ao valor do Indexante dos Apoios Sociais (IAS), ou seja, 443,20 euros.

Por outro lado, “o rendimento de referência do agregado familiar do cuidador informal principal não pode ser igual ou superior a 1,3 do valor do IAS”, ou seja, 576,16 euros.

Em declarações à agência Lusa, a vice-presidente da Associação Nacional de Cuidadores Informais apontou que o valor do subsídio é baixo e criticou que o valor de referência do rendimento do agregado familiar tenha aumentado de 1,2 IAS em contexto de projectos-piloto para 1,3 IAS agora que o estatuto foi alargado a todo o país.

“Isto ainda vai considerar menos famílias com subsídio de apoio”, criticou Maria Anjos.

Por outro lado, apontou que “continua por definir, apesar de já ter sido muitas vezes pedido, como é que vai funcionar o descanso do cuidador”, uma vez que a portaria só fala no subsídio de apoio.

Chamou também a atenção para o facto de o subsídio de apoio não começar a contar a partir da data do pedido feito pelo cuidador informal, mas sim a partir da data da publicação do decreto regulamentar, ou seja, Janeiro de 2022.

Referiu ainda que ao valor que é pago de subsídio de apoio são retirados os valores por complemento por dependência ou o subsídio de assistência por terceira pessoa, o que faz com que haja “pessoas a receber 200 e poucos euros” de subsídio.

Diário de Notícias
DN/Lusa
22 Fevereiro 2022 — 13:04



 

513: Estado pagou 10 milhões de euros a famílias carenciadas que escolheram colégios privados para os filhos

– Famílias “carenciadas”? E são os contribuintes que têm de pagar estes luxos, apoiados pela governança? Os meninos de famílias “carenciadas” não podem frequentar a escola pública? Não tem classe? É mais “finório” andar no privado? São “carenciados” mas querem mostrar aquilo que não são? É por isso que me ROUBAM os subsídios de férias e de natal para pagar o IRS! E eu também sou CARENCIADO porra! Eu também adorava ter um Maserati, uma vivenda, passar férias nas Seychelles, almoçar e jantar no Gambrinus ou noutro restaurante de luxo! Ando de transportes públicos, passo férias em casa, almoço e janto com o que as sobras da pensão me permitem! É revoltante ler este tipo de notícias e justifica-se porque muita gente votou no partido racista, xenófobo e fascista! Sr. Costa, é a isto que chama de “justiça social”?

SOCIEDADE

(CC0/PD) Pixabay / Pexels

Famílias carenciadas que mantiveram os seus filhos em colégios privados, em 2021, receberam do Estado um apoio global de 10,4 milhões de euros. Este apoio destina-se a ajudar apenas agregados familiares com rendimentos até os 541 euros mensais.

Estas contas foram feitas pelo Público com base na lista das subvenções pagas ao ensino particular que está publicada no site da Direcção-Geral da Administração Escolar (DGAE).

Em 2021, os colégios privados abrangidos por este tipo de apoio eram 275, um dado que indicia que tem havido um decréscimo no número de alunos apoiados.

Em 2017/2018, o financiamento “abrangeu 22 mil alunos de 320 estabelecimentos do ensino particular”, como refere o Público.

O jornal salienta que, desde 2016, o apoio do Estado neste campo tem vindo a descer. Nesse ano, o apoio público foi de 15,1 milhões de euros.

Este financiamento público destina-se a apoiar agregados familiares com rendimentos per capita dos 145 aos 541 euros mensais.

“O valor do financiamento oscila entre um máximo de 1.110,14 euros por ano e um mínimo de 312,77 ou seja, cobre apenas uma parte das propinas”, como repara o Público.

Estes valores vigoram desde 2009, altura em que também foram definidos os escalões de rendimento abrangidos, sem que tenha havido alterações desde então.

O Estado paga entre 13% e 57% das mensalidades dos colégios, conforme o nível de rendimento familiar e o ciclo de escolaridade, sendo que vai caindo a partir do 1.º ciclo.

Esse apoio do Estado é definido com base numa anuidade média fixada pelo Ministério da Educação que também se mantém inalterada desde 2009, ficando, assim, “muito aquém das propinas reais cobradas pela maioria dos colégios”, conclui o Público.

No Primeiro Ciclo, essa anuidade média é de 1.947 euros, no Segundo Ciclo sobre para os 2.103 euros, no Terceiro Ciclo fica-se pelos 2.291 euros e no Secundário chega aos 2.405 euros. Contudo, há colégios que cobram valores superiores.

  ZAP //

ZAP
5 Fevereiro, 2022


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