A miserável leveza do ser…

… cliente da operadora NOS…

Neste artigo, publicado neste Blogue, no passado dia 16.03.2022, sob o título “Tecnologia jurássica versus tecnologia actual“. dava conta do miserável fornecimento de velocidade de Internet, pela operadora NOS.

Pagando mensalmente o fornecimento de 120Mbps, dizem eles, de fibra óptica – que não corresponde à verdade dado que a minha ligação é “híbrida”, ou seja, até casa (não sei se é verdade) é fibra e de casa até ao router é analógica (cabo coaxial).

Hoje, ao começar a trabalhar nas minhas pesquisas e nos meus Blogues, deparei-me com uma situação que me recordou os velhos tempos dos modems analógicos, ligados à linha telefónica, que levavam horas para descarregar um ficheiro de poucos Kbps…

Tive vários destes modems analógicos da U.S. Robotics em que a velocidade de transmissão era de 300 bps (bits por segundo), passando depois para ADSL, velocidade um pouco mais rápida mas também ligada à linha telefónica, ou seja, quando utilizava o modem, não podia efectuar chamadas telefónicas.

Ora, também ainda sou do tempo dos ZX Spectrum, dos Timex 2048 e os carregamentos dos programas e jogos eram efectuados via gravador de cassetes.

A velocidade que hoje me foi “oferecida” pela operadora, às 08:30 horas e que me levou a recordar dessa gloriosa época da informática jurássica, foi simplesmente esta (medição netmede.pt):

para quem paga 120Mbpos e dão-lhe 59,6Mbps… não está mal…

Francisco Gomes
17.03.2022

 



 

736: Tecnologia jurássica versus tecnologia actual

O CPU 80286 (i286) foi um microprocessador lançado pela Intel em 1 de Fevereiro de 1982, mas somente a partir de 1984 passou a ser utilizado pela IBM no seu PC AT (Advanced Technology).

Inicialmente trabalhando entre 6 e 8 MHz e posteriormente chegando a 20 MHz, o 80286 trouxe, além da velocidade, muitos avanços sobre o 8088.

Ora, eu sou muito antes do jurássico CPU i286. Mas considerando a data de lançamento deste CPU pela Intel, em Fevereiro de 1982 (há 40 anos atrás), a tecnologia informática avançou rapidamente em todas as áreas.

Não só nos CPU’s, como em todo o hardware que configura um computador (PC), os avanços tecnológicos foram sendo lançados à velocidade da luz e rara era a semana em que não apareciam novos modelos de motherboards, gráficas, discos, etc..

Bom… mas que tem a ver esta matéria com a actualidade? Para eu estar aqui a escrever este texto, neste Blogue, necessito de um PC e de uma ligação à Internet.

Ora, para ter uma ligação à Internet, necessito de possuir um contrato com uma operadora de comunicações, que me forneça o serviço de Internet.

E quando esse contrato se baseia no cumprimento acordado entre as partes e não é posteriormente executado por uma das partes, neste caso, o fornecedor do serviço, considero isso um roubo a quem paga por um serviço inicialmente definido e posteriormente não recebido.

O meu contrato de fibra óptica (que não é fibra óptica porra nenhuma) que o fornecedor acabou por informar que é uma ligação “híbrida” – fibra+analógica -, com uma velocidade de Internet de 120Mbps (megabits por segundo), miserável e diariamente nem chega a atingir os 95Mbps.

Mas o que eu PAGO, são 120Mbps! Cheguei a ter alturas em que a velocidade era de 20Mbps!

Bom, hoje, dia 16.03.2022, parece que estou a trabalhar com um i286 de há quarenta anos atrás (já os assemblava nessa altura), de 20MHz, embora actualmente possua um CPU Intel de 3.300MHz com 32GB de RAM e discos SSD (solid-state drive), extremamente mais rápidos que um vulgar disco mecânico (HDD – hard-disc drive).

Revoltado? Pois claro que sim! Quem é que não estaria revoltado se pagasse um BMW e lhe dessem um Fiat 600? Claro que aí o cenário seria diferente porque o cliente via logo o engano, ao passo que neste caso, a velocidade da Internet não se vê, mas MEDE-SE! E existem vários “medidores” de velocidade para esse efeito.

O medidor que eu diariamente utilizo, aleatoriamente em ordem à hora do dia, é um medidor da Netmede (https://netmede.pt/) e, por exemplo, a leitura de hoje ficou-se neste estado:

Desculpas atrás de desculpas às reclamações deixadas no Portal da Queixa, no Livro de Reclamações Electrónico, na ANACOM, o problema seria do router dizem os “especialistas” da operadora.

Mas, digo eu, que sei do que falo e do que digo, como pode uma ligação ser integralmente de fibra óptica (segundo informação da operadora no início), se ela é uma ligação híbrida – óptica (será mesmo?) + coaxial (analógica)?

O cabo exterior, que dizem ser de fibra óptica (instalado na rua) e que até pode mesmo sê-lo, perde velocidade quando entra pela janela com uma ligação a cabo coaxial até ao router! Isto, é ENGANAR o cliente com todas as unhas e dentes…

Que culpa tem o router disto e que até pode estar avariado? Mas se está mesmo avariado, mantém-se em funções, apenas as velocidades variam diariamente em função da tal ligação “híbrida” que nunca poderá possuir a classificação de ligação em FIBRA ÓPTICA por que é FALSA!

Francisco Gomes
16.03.2022