1279: Vacinas evitaram 19,8 milhões de mortes das 31,4 milhões potenciais

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/VACINAS

Estudo indica que se poderiam ter evitado outras 599.300 mortes se tivesse sido cumprido o objectivo da Organização Mundial da Saúde (OMS) de vacinar 40% da população de cada país no final de 2021.

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Desde a aprovação, em Dezembro de 2020, as vacinas contra a covid-19 evitaram a morte de 19,8 milhões de pessoas, em 31,4 milhões de mortes potenciais, segundo o primeiro estudo que quantificou o impacto à escala mundial.

A maior parte das mortes (12,2 milhões das 19,8) evitou-se nos países de altos e médios rendimentos, uma contundente prova das desigualdades existentes no acesso às vacinas em todo o mundo.

O estudo indica que se poderiam ter evitado outras 599.300 mortes se tivesse sido cumprido o objectivo da Organização Mundial da Saúde (OMS) de vacinar 40% da população de cada país no final de 2021.

Baseado em dados de 185 países, o estudo avalia as mortes evitadas directa e indirectamente pelas vacinas contra a covid-19.

Os resultados foram publicados na sexta-feira na revista The Lancet Infectious Diseases.

Liderado por investigadores do Imperial College de Londres, o estudo foi financiado pelas organizações Schmidt Futures & Rhodes Trust, a OMS, o Medical Research Council do Reino Unido, a Fundação Bill and Melinda Gates, e a Community Jameel, entre outros.

O trabalho conclui que as vacinas reduziram em mais de metade o número potencial de mortes durante a pandemia no primeiro ano (63 %).

Das quase 20 milhões de mortes que se evitaram, quase 7,5 milhões eram nos países em que chegou a iniciativa COVAX, uma aliança subscrita por 190 países para garantir o acesso equitativo a estes medicamentos.

Para Oliver Watson, autor principal do estudo e investigador do Imperial College, estes resultados demonstram que as vacinas “salvaram milhões de vidas. Mas poderia ter-se feito mais”.

“Se tivessem sido alcançados os objectivos fixados pela OMS, calculamos que poderiam ter-se salvado aproximadamente uma em cada 5 das vidas que se calcula que se tenham perdido por causa da covid nos países de baixos rendimentos”.

Até agora, vários estudos trataram de estimar o impacto da vacinação na pandemia, mas este é o primeiro que se faz a nível mundial.

Os investigadores usaram dados de mortes por covid notificadas entre 08 de Dezembro de 2020 e 08 de Dezembro de 2021 e tiveram em conta a sub-notificação das mortes nos países com sistemas de vigilância mais débeis (a China não se incluiu devido à numerosa população e às medidas de bloqueio, que adulterariam os resultados).

A equipa descobriu que neste período, a vacinação evitou aproximadamente 19,8 milhões de mortes das 31,4 milhões de mortes potenciais.

A protecção indirecta das vacinas evitou 4,3 milhões de mortes. As vacinas ajudaram a reduzir a transmissão do vírus e reduziram a carga nos sistemas de saúde.

Em geral, o número estimado de mortes evitadas foi maior nos países de elevados rendimentos, o que reflecte o desenvolvimento mais antecipado e mais amplo das campanhas de vacinação nestas áreas.

Os 83 países incluídos na análise e que recorreram à ajuda da COVAX, evitaram 7,4 milhões de mortes de um potencial de 17,9 milhões (41%).

Calcula-se que o incumprimento do objectivo da COVAX de vacinar 20% da população de cada país tenha provocado 156.900 mortes adicionais (132.700 das quais apenas em África).

Diário de Notícias
Lusa/DN
24 Junho 2022 — 08:56


 

1278: Dose de reforço disponível em `casa aberta´ para maiores de 80 anos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/DOSE DE REFORÇO/IDOSOS

As pessoas com 80 ou mais anos podem receber, a partir desta sexta-feira a segunda dose de reforço da vacina contra a covid-19 na modalidade de `casa aberta´, anunciou a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Maiores de 80 anos são os mais atingidos em termos de mortalidade pela covid-19.

“A modalidade casa aberta passou hoje, sexta-feira, dia 24 de Junho, a estar disponível para os cidadãos com 80 ou mais anos que cumpram os critérios de elegibilidade para receber a segunda dose de reforço da vacina contra a covid-19”, adiantou a DGS em comunicado.

Segundo a mesma fonte, até ao momento, já foram vacinadas com a segunda dose de reforço cerca de 380 mil pessoas acima dos 80 anos, assim como os residentes de estruturas residenciais para pessoas idosas (ERPI).

A administração deste novo reforço de imunização contra o coronavírus SARS-CoV-2, que se iniciou em 16 de maio, abrange os residentes dos lares de idosos e as pessoas com 80 ou mais anos, que até agora têm sido convocadas por agendamento local, através de mensagem SMS ou chamada telefónica, e por agendamento central.

De acordo com a DGS, a população elegível para receber a segunda dose deve ser vacinada com um intervalo mínimo de quatro meses após a última dose ou após um diagnóstico de infecção por SARS-CoV-2.

No início do mês, a DGS anunciou que a campanha de vacinação do próximo outono e inverno prevê a co-administração das vacinas contra a gripe e covid-19 em idosos com mais de 65 anos, pessoas com mais de 18 anos com doenças graves, profissionais de saúde e utentes de lares e de unidades de cuidados continuados.

De acordo com o plano apresentado, estas campanhas iniciam-se em 05 de Setembro em simultâneo e, na lógica da protecção dos mais vulneráveis, arrancarão com a vacinação pelos lares, rede de cuidados continuados e pessoas com 80 ou mais anos.

Diário de Notícias
DN/Lusa
24 Junho 2022 — 18:55


 

1265: Parlamento Europeu aprova renovação de certificado da UE até Junho de 2023

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/CERTIFICADOS

Os eurodeputados aprovaram o acordo para extensão do quadro legal do Certificado Digital Covid-19 da UE por mais 12 meses. O acordo visa impedir restrições à livre circulação no espaço comunitário no caso de aparecimento de novas variantes ou outras ameaças.

© Artur Machado / Arquivo Global Imagens

O Parlamento Europeu deu esta quinta-feira ‘luz verde’ à renovação das regras relativas ao Certificado Digital Covid-19 da União Europeia (UE) até 30 de Junho de 2023, para evitar futuras restrições “desproporcionadas ou discriminatórias” à livre circulação.

Numa votação na sessão plenária do Parlamento Europeu, em Bruxelas, os eurodeputados aprovaram o acordo alcançado com o Conselho para extensão do quadro legal do Certificado Digital Covid-19 da UE por mais 12 meses, com 453 votos a favor, 119 contra e 19 abstenções (para cidadãos da União) e 454 a favor, 112 contra e 20 abstenções (para nacionais de países terceiros).

A ‘luz verde’ surge após o acordo alcançado a 13 de Junho com o Conselho da UE, que visa impedir restrições à livre circulação no espaço comunitário no caso de aparecimento de novas variantes ou outras ameaças relacionadas com pandemia.

“Em resposta ao pedido do Parlamento, o texto declara que os Estados-membros não devem restringir a livre circulação dos titulares do certificado de uma forma desproporcionada ou discriminatória”, informa a assembleia europeia em comunicado.

Caberá à Comissão Europeia avaliar o impacto do certificado na livre circulação e nos direitos fundamentais até ao final de 2022, podendo propor a sua revogação se a situação da saúde pública o permitir, com base nos últimos pareceres científicos do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças e do Comité de Segurança da Saúde.

Para entrar em vigor, a prorrogação tem de ser formalmente adoptada pelo Conselho da UE, entrando em vigor no dia da sua publicação no Jornal Oficial da UE.

Em causa está o Certificado Digital da UE, comprovativo da testagem (negativa), vacinação contra a covid-19 ou recuperação de infecção com o vírus SARS-CoV-2, que entrou em vigor na União no início de Julho de 2021 para facilitar viagens dentro do espaço comunitário em quadro de pandemia.

É aos Estados-membros que cabe a decisão final sobre viagens.

Diário de Notícias
DN/Lusa
23 Junho 2022 — 12:49


 

1187: Vacinação no outono em simultâneo com a gripe e para pessoas a partir dos 65 anos

SAÚDE PÚBLICA/VACINAÇÃO/+ 65 ANOS/OUTONO

O plano apresentado por Marta Temido prevê um investimento de 15 milhões de euros em vacinas contra a gripe, estando disponíveis 6,9 milhões de vacinas contra a covid-19.

© MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

A campanha de vacinação do outono e inverno prevê a co-administração das vacinas contra a gripe e covid-19 em idosos, pessoas com mais de 18 anos com doenças graves, profissionais de saúde e utentes de lares e cuidados continuados.

O plano, apresentado esta quarta-feira pela ministra da Saúde, Marta Temido, e pela directora-geral da Saúde, Graça Freitas, prevê um investimento de 15 milhões de euros em vacinas contra a gripe e 6,9 milhões de vacinas disponíveis para a vacinação contra a covid-19.

Esta estratégia baseia-se nos pressupostos de que as variantes vão manter um perfil semelhante às que estão em circulação, que a efectividade vacinal contra a doença grave e morte se mantém semelhante à actual e que o plano será desenvolvido “com as vacinas disponíveis” na altura, adiantou Graça Freitas.

De acordo com a directora-geral da Saúde, este plano, que pode ser adaptado a novos pressupostos, prevê duas campanhas de “reforços sazonais” no outono/inverno, através da co-administração das vacinas contra a covid-19 e a gripe, utilizando sempre que possível os mesmos grupos elegíveis e com um intervalo mínimo para a vacina da covid-19 de três meses.

Em relação às pessoas mais vulneráveis, a vacina da gripe será tetravalente reforçada, uma vacina “especial que será usada pela primeira vez em Portugal” apenas para os residentes em lares, adiantou.

Segundo Graça Freitas, os principais grupos elegíveis são os residentes em lares e na rede de cuidados continuados integrados, as pessoas com mais de 65 anos, os maiores de 18 anos que tenham doenças crónicas como insuficiência cardíaca, doença pulmonar grave, doença neuromuscular grave e insuficiência renal e os profissionais de saúde e dos lares de idosos.

“Para a gripe, as grávidas já estão contempladas e as crianças com patologia crónica. Neste momento, a ciência está a dar-nos pistas e a comissão técnica de vacinação está a estudar a possibilidade de também para a covid-19 poderem ser vacinadas as crianças e as grávidas, mas é apenas uma possibilidade”, referiu Graça Freitas.

De acordo com o plano hoje apresentado, estas campanhas iniciam-se em 05 de Setembro em simultâneo e, na lógica da protecção dos mais vulneráveis, arrancarão com a vacinação pelos lares, rede de cuidados continuados e pessoas com 80 ou mais anos.

Nas segunda e terceira semanas de Setembro, começarão a ser vacinadas as pessoas com 70 ou mais anos e, cerca de um mês depois, as pessoas com mais de 65 anos, avançou Graça Freitas, que espera ter todas as pessoas elegíveis vacinadas em Dezembro.

Diário de Notícias
DN/Lusa
08 Junho 2022 — 17:53


 

1165: Mais de 200 mil idosos já receberam a segunda dose de reforço

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/IDOSOS/REFORÇO

205.521 pessoas acima dos 80 anos já receberam a segunda dose de reforço contra a Covid-19, segundo a Direcção-Geral de Saúde

© André Luís Alves / Global Imagens

Mais de 200 mil pessoas com mais de 80 anos já receberam uma segunda dose de reforço da vacina contra a covid-19, adiantou este sábado a Direcção-Geral da Saúde (DGS), que refere que todos os lares elegíveis já foram visitados para vacinação.

“Mais de 200 mil pessoas acima dos 80 anos, bem como residentes de Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI), já receberam a segunda dose de reforço contra a covid-19. De acordo com os dados registados, até ao final do dia de ontem [sexta-feira], 03 de Junho, já tinham sido vacinadas 205.521 pessoas, tendo sido já visitadas todas as ERPI elegíveis”, adiantou a DGS.

Desde 16 de Maio, quando se iniciou o processo de administração da segunda dose de reforço para os idosos com 80 ou mais anos e todos os residentes em lares, que os agendamentos estão a ser feitos de forma local, por SMS ou telefone, como noutras fases de vacinação, estando “simultaneamente a ser convocados todos aqueles que ainda não fizeram a primeira dose de reforço e se encontram elegíveis”.

O processo de vacinação decorre nos centros de vacinação ou nos centros de saúde.

“A população elegível para esta segunda dose deve ser vacinada com um intervalo mínimo de quatro meses após a última dose ou após um diagnóstico de infecção por SARS-CoV-2, ou seja, este reforço abrange também as pessoas que recuperaram da infecção”, explica a DGS.

Portugal registou quase 252 mil suspeitas de reinfecção pelo coronavírus SARS-CoV-2, que representam 5,3% dos 4,7 milhões de casos confirmados desde o início da pandemia, indica o relatório semanal sobre a evolução da covid-19 do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), divulgado na sexta-feira.

De acordo com a autoridade de saúde, 41,3% das suspeitas de reinfecção reportadas entre 90 e 180 dias ocorreram com a linhagem BA.5 da variante Ómicron, que é actualmente dominante no país, sendo responsável por cerca de 87% dos contágios.

Relativamente à pressão sobre os serviços de saúde, o relatório indica uma tendência crescente da ocupação hospitalar por casos de covid-19, com 2.092 internados em 30 de Maio de 2022, mais 14% em relação à semana anterior.

A faixa etária com maior número de casos internados nas enfermarias dos hospitais de Portugal continental foi a dos idosos com 80 ou mais anos, com 851 doentes hospitalizados na última segunda-feira.

Relativamente aos cuidados intensivos, o número de doentes nessas unidades correspondeu, no início da semana, a 42% do limiar definido como crítico de 255 camas ocupadas, representando um crescimento face aos 38,8% registados nos sete dias anteriores.

“A razão entre o número de pessoas internadas e infectadas foi de 0,09, indicando uma menor gravidade da infecção quando comparada com ondas de covid-19 anteriores e semelhante à observada desde o início de 2022”, sublinha ainda o documento.

Na segunda-feira, a mortalidade específica por covid-19 estava nos 43,9 óbitos em 14 dias por um milhão de habitantes, apresentando uma tendência crescente e que é mais do dobro do limiar de 20 mortes definido pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC) para este indicador.

Perante estes indicadores, o INSA e a DGS adiantam que a pandemia “mantém uma incidência muito elevada”, embora com inversão da tendência crescente que se vinha a registar nas últimas semanas.

“O impacto nos internamentos e a mortalidade específica por covid-19 mantêm uma tendência crescente” e “deve ser mantida a vigilância da situação epidemiológica, recomendando-se fortemente o reforço das medidas de protecção individual e a vacinação de reforço”, lê-se no relatório.

Diário de Notícias
DN/Lusa
04 Junho 2022 — 19:13


 

Hoje, opino eu…

Tarde abrasadora, saída do táxi, Pavilhão da Ajuda, uma pessoa à minha frente para a vacina, entrada no Pavilhão, entrega do CC + o cartão da primeira dose (esta é a segunda Pfizeriana), espera curta para a chamada e lá vai o je ser injectado…

Repórter de serviço em acção, sacou uns bonecos ao je que serão inseridos de seguida. Je com bronzeado de camionista a levar com ela (a segunda dose), a colocar o adesivo e a ir para o “recobro” por 30 minutos.

Recolha a casa de táxi, toma de um Paracetamol de 1000mg, actualização de blogues e “descansobro” para ficar bom para o jantar. Ó p’ra elas… as imagens…

 

 

Palavras… leva-as o vento…

“”O país está ainda enfrentar esta difícil pandemia, estamos mesmo a enfrentar uma quarta vaga desta pandemia. E não nos podemos distrair, não podemos relaxar, isto exige que aceleremos mesmo o processo de vacinação, vai ser feito um esforço muito grande nas próximas duas semanas, com condições que serão mais incómodas para quem se vacina, mas que reforçará a segurança de todos e particularmente aqueles que vão ver mais rapidamente alcançada a segunda dose da vacinação”, declaração António Costa.

O primeiro-ministro salientou que o esforço de aceleração do processo de vacinação contra a covid-19, não permite “qualquer distracção” quanto ao comportamento social da população, impondo a manutenção das regras de higiene e afastamento físico.”

Sr. Costa, diga isso aos gajos e às gajas que continuam insistentemente nas suas vidinhas “sociais”, na organização, promoção e participação das suas passeatas, caminhadas, festas de casamentos, aniversários, baptizados, bebedeiras e afins, porque são esses INFRACTORES às regras sanitárias (que eles desconhecem ou criminosamente ignoram), colocando em risco quem, na comunidade, CUMPRE as regras sanitárias, ou seja, usa máscara na cara e não nos queixos ou pendurada nos braços ou ao redor do pescoço e RESPEITA O DISTANCIAMENTO FÍSICO, além de outras formas de higienização (desinfecção de mãos).

São esses INFRACTORES, que até negam o facto de estarem em situação de INCUMPRIDORES, falácia facilmente desmontada por imagens, que têm de ser PUNIDOS pelo facto de andarem “distraídos” e “relaxados” com a “gripezinha” do COVID-19.

Pena não fazerem esses gajos e essas gajas, parte das listas de infectados, que saem diariamente dos relatórios epidemiológicos da DGS.

Costa admite “condições incómodas” para vacinação nas próximas semanas

Aceleração no ritmo de vacinação causa transtornos em filas de espera por todo o país.

© JOHN THYS / POOL / AFP

 

O primeiro-ministro admitiu esta terça-feira que as condições de vacinação nas próximas duas semanas serão “mais incómodas”, devido ao esforço de aceleração necessário para enfrentar a quarta vaga da covid-19 que afecta o país, e alertou que a luta não terminou.

“O país está ainda enfrentar esta difícil pandemia, estamos mesmo a enfrentar uma quarta vaga desta pandemia. E não nos podemos distrair, não podemos relaxar, isto exige que aceleremos mesmo o processo de vacinação, vai ser feito um esforço muito grande nas próximas duas semanas, com condições que serão mais incómodas para quem se vacina, mas que reforçará a segurança de todos e particularmente aqueles que vão ver mais rapidamente alcançada a segunda dose da vacinação”, declaração António Costa.

O chefe do Governo falava, no Porto, à margem da cerimónia de apresentação da linha Metrobus Boavista — Império, infra-estrutura financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

O primeiro-ministro salientou que o esforço de aceleração do processo de vacinação contra a covid-19, não permite “qualquer distracção” quanto ao comportamento social da população, impondo a manutenção das regras de higiene e afastamento físico.

“Esta é uma luta que não terminou, é uma luta que tem de continuar e que temos de a travar”, disse.

Na segunda-feira, o vice-almirante Gouveia e Melo, que coordena a ‘task-force’ responsável pela vacinação contra a covid-19 afirmou que a possibilidade de longas filas nos centros de vacinação era expectável devido ao aumento do ritmo do processo, mas reconheceu que é um problema e terá de ser resolvido.

Na primeira segunda-feira desde que arrancou a vacinação sem marcação de pessoas com 45 ou mais anos, o dia no centro de vacinação do concelho de Oeiras, no Pavilhão Carlos Queiroz em Carnaxide, começou com uma fila de milhares de pessoas que contornava todo o complexo desportivo.

No sábado, o responsável explicou que Portugal iria acelerar o ritmo de vacinação devido à rápida disseminação da variante Delta de SARS-CoV-2, prevendo que seja possível vacinar cerca de 850 mil utentes por semana.

Em Serralves, António Costa defendeu, contudo, que “simultaneamente” ao combate à pandemia de covid-19, o país tem de lançar a recuperação, mantendo nomeadamente a ambição de executar o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

“A recuperação tem de estar em acção. Portugal foi o primeiro país a apresentar o Plano de Recuperação e Resiliência, foi o primeiro país a ver o seu plano de Recuperação e Resiliência a ter luz verde da União Europeia e agora temos de ter a ambição de sermos os melhores a executar o nosso Plano de Recuperação e Resiliência”, disse.

“Ontem [segunda-feira] demos o primeiro passo para colocar nos carris o metro ligeiro entre Odivelas e Loures, hoje estamos aqui já a lançar o concurso público de um dos três projectos previsto no Plano de Resiliência para o sistema de mobilidade na cidade do Porto e para o conjunto da Área Metropolitana”, acrescentou.

“Casando” o PRR com a da “urgência e emergência” de redução das emissões de CO2, o governo, continuou António Costa, seleccionou para o plano de resiliência um conjunto de investimentos “muito significativos” que visam precisamente a descarbonização da sociedade e da economia.

“São mais de 6 mil milhões de euros que iremos investir na descarbonização, grande parte destinados à indústria e a apoiar a descarbonização da indústria. Outra parte também já lançada para melhorar eficiência energéticas do edificado”, explicou, salientando que a mobilidade e a eficiência energética representam metade das emissões de CO2.

O primeiro-ministro defendeu que esta é a oportunidade de “fazer um dois em um”. Por um lado, acelerar a recuperação e, por outro, criar melhor condições para garantir o futuro.

“Esta obra do BRT [Bus Rapid Transit, cujo concurso de concepção e construção hoje lançado] é mais um esforço”, acrescentou, referindo que no âmbito PRR está em andamento uma outra ligação de metro que vai ligar a Casa da Música, no Porto, e Santo Ovídeo, em Vila Nova de Gaia.

Estes projectos, somam-se ao conjunto de investimentos que tem vindo a ser financiados no quadro do Portugal 2020 e aqueles que serão financiados no Portugal 2030, acrescentou Costa.

“É uma peça de um puzzle integrado, não é algo que se faz porque agora há esta oportunidade. É algo que se faz inserido numa estratégia que assumimos de descarbonização e de continuar efectivamente para o combate às alterações climáticas”, declarou.

O chefe do Governo considera que Portugal não tem apenas o dever, mas um especial interesse em combater as alterações climáticas.

“Nós somos dos países da União Europeia mais expostos. Nós somos vítimas por via da seca, somos vítimas por via da erosão da costa (…) e nós somos vítimas em particular do enorme risco de incêndio florestal que o aumento da temperatura média comporta. (…) Convém não esquecer que mesmo alcançando os objectivos do acordo de Paris, o risco de incêndio em Portugal irá aumentar seis vezes se nada acontecer de reforma de fundo na nossa floresta”, rematou.

Diário de Notícias
Lusa
06 Julho 2021 — 12:57