Bandeira da UE já está no parlamento ucraniano. Zelensky defende que adesão “não deve demorar décadas ou anos”

Para quando a expulsão da União Soviética terrorista da ONU e de todas as organizações ocidentais?

INVASÃO SOVIÉTICA/TERRORISMO/UCRÂNIA

A região de Odessa, no sul da Ucrânia, foi alvo de ataques pelas forças russas, provocando pelo menos 18 mortos. “O pior cenário aconteceu e duas aeronaves estratégicas chegaram à região de Odessa”, tendo disparado mísseis “muito poderosos”, disse o porta-voz da administração militar.

© EPA/SERGEY KOZLOV

Zelensky defende que a adesão à UE “não deve demorar décadas ou anos”

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, assegurou esta sexta-feira a “determinação” para alcançar o “objectivo estratégico de adesão plena à União Europeia”, mas defendeu que a adesão à UE “não deve demorar anos ou décadas”.

As palavras de Zelensky foram partilhadas numa mensagem publicada nas redes sociais após a chegada oficial da bandeira da UE ao parlamento ucraniano.

“Hoje, juntamente com o presidente da Verkhovna Rada da Ucrânia e o primeiro-Ministro, assinámos uma declaração conjunta, que é um sinal de unidade de todos os ramos do governo e prova da nossa determinação em alcançar o objectivo estratégico de adesão plena à União Europeia (…)”, começou por escrever.

“O nosso caminho para a adesão não deve levar anos ou décadas. Temos de percorrer este caminho rapidamente, fazer a nossa parte do trabalho perfeita e permitir que os nossos amigos da União Europeia tomem mais uma decisão histórica”, salientou Zelensky.

Da mesma forma é necessário avançar na legislação sobre os procedimentos da selecção de juízes, como parte da reforma do Tribunal Constitucional. Von der Leyen lembrou aos legisladores ucranianos que a reconstrução da Ucrânia exigirá investimentos enormes, que certamente irão acontecer, mas acrescentou que isto exige avanços internos.

Os investimentos, destacou, “terão que ser acompanhados de uma nova onda de reformas”.

Para Von der Leyen, “as instituições têm que ganhar vida para responder às aspirações do seu povo”. Um exemplo disso, destacou, é a iniciativa para tentar conter a “influência excessiva” dos oligarcas na economia ucraniana.

O país, recordou Von der Leyen, adoptou uma lei para romper com esta influência e agora “deve concentrar-se na implementação desta legislação”.

Diário de Notícias
01 Jul 11:20
Por Susete Henriques

Momento em que a bandeira da UE chega ao parlamento ucraniano. “De ir às lágrimas”

Depois da Ucrânia conseguir o estatuto de país candidato, a bandeira da União Europeia (UE) chegou ao parlamento ucraniano, um momento registado com emoção.

“De ir às lágrimas”. Foi assim que o embaixador da UE para a Ucrânia, Matti Maasikas, descreveu o momento em que a bandeira da União Europeia chega ao parlamento.

De pé, os deputados ucranianos aplaudem de forma ritmada a chegada da bandeira ao parlamento [Verkhovna Rada].

Diário de Notícias
01 Jul 10:21
Por Susete Henriques

Ataque a Odessa. Conselheiro de Zelensky acusa Rússia de praticar uma “táctica de terror”

No ataque a um prédio residencial e a dois centros de recreativos na região de Odessa foram usados mísseis X-22, refere Mikhail Podolyak, conselheiro do presidente ucraniano.

Pelo menos 18 pessoas morreram, entre os quais duas crianças. Para Podolyak não se trata de um erro da Rússia. “É uma táctica de terror: bombardeamento deliberado e baixas em massa”, acusou.

Na mensagem publicada na rede social Twitter, o conselheiro de Zelensky pede mais armas para travar bombardeamentos russos. “Para proteger as pessoas, precisamos de sistemas anti-mísseis”, sublinhou.

Diário de Notícias
01 Jul 09:29
Por Susete Henriques

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1299: Ucrânia: Míssil russo atinge centro comercial com mais de mil pessoas

(ACTUALIZAÇÃO)

UCRÂNIA/INVASÃO TERRORISTA SOVIÉTICA/CRIMES DE GUERRA

De acordo com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, um míssil russo atingiu hoje um centro comercial na cidade de Kremenchuk, no centro da Ucrânia, onde se encontravam mais de mil pessoas.

Zelensky acompanhou o texto com um vídeo e publicou no Telegram. No vídeo vê-se algumas pessoas num parque de estacionamento ao ar livre a olhar para um edifício em chamas e muito fumo.

Volodymyr Zelensky publica vídeo no Telegram do ataque com míssil

Segundo o presidente ucraniano, o centro comercial não representava qualquer perigo para as forças russas, nem qualquer valor estratégico.

É apenas uma tentativa das pessoas de viverem uma vida normal, o que enfurece tanto os ocupantes. A Rússia continua a colocar a sua impotência sobre os cidadãos comuns. É inútil esperar por humanidade da sua parte

Os ocupantes dispararam foguetes no centro comercial, onde havia mais de mil civis. O centro comercial está a arder, os socorristas estão a combater o fogo, o número de vítimas é impossível de imaginar.

Poucos minutos antes, o autarca da cidade, Vitalii Maletskyi, afirmava no Facebook que já havia “mortos e feridos” confirmados após o ataque com um míssil. Há mais vídeos aqui.

“O ataque com mísseis em Kremenchuk atingiu um lugar muito lotado que é 100% irrelevante para as hostilidades. Há mortos e feridos”, escreveu Maletskyi.

As informações sobre a guerra na Ucrânia divulgadas pelas duas partes não podem ser verificadas de imediato por fontes independentes.

A guerra na Ucrânia, iniciada com a invasão russa de 24 de Fevereiro, entrou hoje no 124.º dia. Desconhece-se o número de vítimas, mas a ONU confirmou a morte de mais de 4.600 civis, alertando, contudo, que o balanço real será consideravelmente superior por não ter acesso a muitas zonas do país.

Pplware
27 Jun 2022
Autor: Pedro Pinto


 

1298: Encontrados mais de 100 cadáveres nos escombros de Mariupol

Para quando a DESNAZIFICAÇÃO da actual União Soviética putineira?

UCRÂNIA/GUERRA/INVASÃO TERRORISTA SOVIÉTICA

Autoridades ucranianas indicam que “durante a inspecção de edifícios no bairro de Livoberezhnyi (na margem esquerda de Mariupol), foram encontrados mais de 100 civis mortos”.

© EPA/SERGEI ILNITSKY

Mais de 100 cadáveres de civis foram encontrados entre os escombros de vários edifícios bombardeados pelo exército russo na cidade ucraniana de Mariupol, agora sob o controlo de Moscovo.

O conselheiro do ex-presidente de câmara de Mariupol, Petro Andriushchenko, afirmou na rede social Telegram que tinham descoberto os corpos na cidade, que agora tem novas autoridades impostas pelos russos.

“Descobertas novas e devastadoras. Durante a inspecção de edifícios no bairro de Livoberezhnyi (na margem esquerda de Mariupol), foram encontrados mais de 100 civis mortos num atentado bombista”, disse Andriushchenko.

Os corpos estavam “num edifício no cruzamento das ruas Peremohy Avenue e Meotydy Boulevard que foi atacado durante a ofensiva aérea. Os ocupantes (russos) não tinham planos de recuperar e enterrar os corpos”.

Маріуполь. На зараз.
Нові сумні знахідки. При обстеженні будівель в Ліобережному районі в будинку з влучанням авіабомби на перехресті пр. Перемоги та бул. Меотиди знайдено понад 100 тіл загиблих від бомбардування. Тіла досі під завалами. Вилучення і поховання окупнти не планують.
Продовжується ексгумація. В приоритеті двори шкіл та дитячих садочків. Після ексгумації тут оборобяють ями від запаху. На вулицях і по дворах після ексгумацій оброблення не проводиться.

Segundo o ex-conselheiro, “os esforços para exumar corpos [em toda a cidade] continuam”, que acrescentou que estavam a dar prioridade a retirar cadáveres dos recreios escolares e jardins infantis.

Depois das exumações, o trabalho consiste em arranjar sepulturas onde os corpos serão enterrados, de forma a eliminar odores.

Apesar de Andriushchenko não viver em Mariupol desde que a cidade, à beira do Mar de Azov, foi tomada pelos russos, publica regularmente mensagens sobre a situação na região com informações que reúne de associações e amigos que ainda lá se encontram.

Mariupol tem estado cercada por tropas russas praticamente desde o início da invasão ordenada pelo Kremlin.

A Rússia lançou em 24 de Fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de quatro mil civis, segundo as Nações Unidas, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A guerra também causou a fuga de mais de 16 milhões de pessoas das suas casas, oito milhões das quais abandonaram o país, ainda segundo a ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Diário de Notícias
DN/Lusa
27 Junho 2022 — 12:01


 

1297: Míssil russo atinge centro comercial em Kremenchuk. Pelo menos 10 mortos

Para quando existirem 🍅🍅 para considerarem o filho da Putina e a União Soviética de TERRORISTAS e expulsarem-nos de todas as organizações mundiais civilizadas? Quando existem palhaços labregos que afirmam não estarem de nenhum lado desta invasão soviética terrorista, só podem ser IGUAIS A ELES!

UCRÂNIA/CRIMES DE GUERRA/TERRORISMO SOVIÉTICO

Vice-chefe de gabinete do presidente ucraniano adiantou que pelo menos 10 pessoas morreram e quatro dezenas ficaram feridas. O incêndio continua activo.

Um míssil russo atingiu um centro comercial na cidade de Kremenchuk, situada no centro da Ucrânia às margens do rio Dnipro, matando pelo menos dez pessoas e causando ferimentos em mais de 40.

Segundo a notícia divulgada pelo jornal The Guardian, o presidente ucraniano afirmou que mais de 1.000 civis se encontravam no centro comercial no momento do ataque. O incêndio continua activo, depois do ataque.

“Cenas de terror em Kremenchuk, quando um míssil russo atinge o centro comercial. Um homem diz ao telefone: ‘as pessoas estavam no prédio, as paredes começaram a cair'”, anunciou ucraniano, Volodymyr Zelensky.

“Dez mortos e mais de 40 feridos. Esta é a situação actual em Kremenchuk por causa do ataque com mísseis”, disse Dmytro Lunin, que chefia o governo regional de Poltava.

“Os ocupantes dispararam um míssil contra um centro comercial onde havia mais de mil civis. O centro comercial está em chamas e as equipas de resgate combatem o fogo. O número de vítimas é impossível de imaginar”, disse o governador regional Dmytro Lunin no Telegram.

“O tiro de míssil em Kremenchuk atingiu um local muito movimentado sem qualquer relação com as hostilidades”, denunciou no Facebook Vitali Maletsky, autarca desta cidade que tinha 220 mil habitantes antes da guerra.

em actualização

Diário de Notícias
DN
27 Junho 2022 — 17:52


 

1261: Satan II: Míssil russo é capaz de atingir o Reino Unido em 3 minutos

AMEAÇAS/UNIÃO SOVIÉTICA/DEMÊNCIA PUTINEIRA

Apesar de tudo o que tem estado a acontecer derivado da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, Vladimir Putin não tem sido muito interventivo. No entanto, nas poucas intervenções que fez, tenta “espalhar” o medo, ameaçando países, exércitos e civis.

Vladimir Putin ameaçou agora implantar o míssil nuclear Satan II, até ao final do ano. Este míssil pode chegar ao Reino Unido em três minutos.

Satan II pode alcançar alvos até 18 mil kms

O presidente russo, Vladimir Putin, alertou que o Kremlin implantará o seu mais novo míssil balístico intercontinental, o Satan II, capaz de atingir a Grã-Bretanha em três minutos. Essa implementação pode acontecer até final do ano. De referir que a Rússia já realizou um teste bem-sucedido com esta poderosa arma que tem a capacidade, por exemplo, de atacar os EUA ou o Reino Unido em apenas três minutos.

O novo míssil nuclear balístico intercontinental designado de RS-28 Sarmat e foi apelido ‘Satanás II’ (Satan ll, em inglês) pela OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) ou NATO.

Segundo Putin, o míssil balístico intercontinental de quinta geração Sarmat é capaz de “evitar todos os sistemas antiaéreos modernos”. De relembrar que esta poderosa arma está incluída num conjunto de diversos mísseis apresentados em 2018, classificados como “invencíveis” por Vladimir Putin. Entre o restante armamento, incluem-se designadamente os mísseis hipersónicos Kinjal e Avangard.

Esta arma tem 35,3 metros de comprimento e pesa 220 toneladas. O Satan II vem substituir o R-36 ou Voevoda. Pode transportar até 15 ogivas nucleares e tem um alcance estimado entre 10.000 a 18.000 km. Relativamente ao Voevoda, este tem alcance de 10.200 a 16.000 km.

Um único míssil pode atingir uma série de alvos num só disparo.

Pplware
Autor: Pedro Pinto
22 Jun 2022


 

O aviso de Oksana, a “comandante” do centro de veteranos de Lviv: “Este não é só um problema da Ucrânia”

INTERNACIONAL/UCRÂNIA/INVASÃO RUSSA

Enviado Pedro Cruz faz o relato, todos os dias, dos acontecimentos na zona do conflito.

Oksana Yurynets, 44 anos, foi deputada na última legislatura. Diz que “a Ucrânia, hoje, representa a liberdade e a democracia”
Foto André Luís Alves / Global Imagens

O centro de veteranos de guerra de Lviv está num corrupio. Mal se entra, numa sala espaçosa, como se fosse uma plateia, há dois grupos, com cerca de 20 pessoas cada. Estão dispostos numa roda e escutam atentamente a enfermeira Olga, que explica como tratar de feridas. Há réplicas, em borracha, de orelhas, narizes, mãos, pés, braços e pernas. Os voluntários testam na borracha aquilo que podem encontrar um dia destes se, ou quando, Lviv for bombardeada. Ao lado, outra enfermeira explica como fazer manobras de reanimação. O boneco utilizado em todo o mundo recebe respiração boca a boca. Por fim, numa espécie de palco, são os próprios “alunos” a servir de cobaia para técnicas de imobilização de membros partidos ou deslocados.

A informação que as enfermeiras transmitem é absorvida num silêncio atento e interessado.

Curso de primeiros socorros para civis é dado por enfermeiras
© André Luís Alves / Global Imagens

A senhora que parece que manda no edifício leva-nos ao primeiro andar, onde há espaço para armazenar roupa, comida e medicamentos que não param de chegar. Há, por todo o lado, sacos cheios de vestuário. Mais adiante, numa sala, um grupo de mulheres trata de cortar em pequenos pedaços alimentos perecíveis, que serão cozinhados mal seja possível, para que nada seja desperdiçado. Oksana Yurynets não para de falar. Quer mostrar tudo, explicar o que estão a fazer para ajudar quem está na linha da frente ou nos postos de defesa civil. Só interrompe a visita guiada para atender uma chamada: “Estou ao telefone, dia e noite, com os meus amigos americanos, europeus, britânicos e de outros países.”

Curso de primeiros socorros para civis é dado por enfermeiras
© André Luís Alves / Global Imagens

Mas quem é, afinal, Oksana Yurynets, a mulher que fala quase sem respirar, que atende telefonemas atrás de telefonemas, que tem amigos em todo o mundo e parece ser a única pessoa no Centro de Veteranos que está com pressa? Tem 44 anos, foi deputada na última legislatura, e faz parte de dois comités – o que prepara a adesão da Ucrânia à União Europeia e o que prepara o pedido de adesão à NATO. “O que peço aos meus amigos internacionais é que parem o Putin.” Acredita que, nesta altura, a maior parte dos países está com a Ucrânia. E recorda: “A Ucrânia, hoje, representa a liberdade e a democracia.”

Por esta altura, a antiga deputada, que não foi eleita nas eleições de há dois anos, já respira entre as palavras, porque está a falar em inglês e precisa de tempo para pensar nas palavras certas. “Sabe”, diz ela, “todos os países têm muitos problemas, mas o que está a acontecer não diz respeito só à Ucrânia, diz respeito à Europa e ao mundo.”

As informações dadas pelas enfermeiras são ouvidas pelos participantes num silêncio atento
© André Luís Alves / Global Imagens

A ideia de que qualquer outro país, por qualquer outra razão, ou por razão nenhuma, pode ser, a qualquer momento, atacado, é o motivo pelo qual os ucranianos sentem que merecem solidariedade dos outros povos.

Mal acabou de falar, Oksana respirou fundo. Tocaram as sirenes. Quem estava no primeiro andar desceu à cave. Ela também. Foi a última a entrar. No piso menos um, a que agora se chama bunker, ou abrigo, apenas dois sons se faziam notar. Uma mulher rezava, num tom de murmúrio, e Oksana falava, com os amigos internacionais. As guerras não se ganham só com tropas, armas e aviões. Também se ganham com influência, solidariedade e palavras.

Diário de Notícias
Pedro Cruz (Texto) e André Luís Alves /Global Imagens (Fotografia), em Lviv
04 Março 2022 — 00:19



 

Dar nome aos bois…

OPINIÃO

Sinceramente que existem temas que custam a encaixar na mioleira… Hoje, li uma notícia ainda sobre aquele aluno universitário, de nome João, onde mencionava que Cátia Moreira de Carvalho é investigadora de psicologia social na área do terrorismo e na prevenção da radicalização. É doutoranda da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto e perita da Radicalisation Awareness Network da Comissão Europeia. Critica a “irresponsabilidade” de se libertar informação alarmista.

Ora, com todos estes predicados académicos, não pretender chamar de terrorista a uma pessoa que planeou um massacre para durar cinco minutos na Faculdade de Ciências, com posse de armas proibidas e por ter um plano para executar um assassinato em massa contra colegas da Faculdade, então que nome dar a um sujeito desta natureza?

“Psychotic Nerd” era o nickname que João C., 18 anos, estudante de engenharia informática da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, usava na darkweb. Quem anda pela darkweb (Internet obscura), não é santinho nenhum (se é que existem santinhos…).

A Internet obscura (Dark Internet) é qualquer porção da Internet que não pode ser acessada por meios convencionais. E quem por lá anda, de certeza não é para encontrar receitas de bolos… Como então não chamar de terrorista a uma pessoa (com 18 anos já não é nenhuma criancinha de 4 anos…) que projecta efectuar um MASSACRE aos colegas da faculdade?

Além disso, este sujeito participava e intervinha regularmente em grupos daquele lado oculto da Internet que assumiam fascínio por tiroteios em massa contra alvos indiscriminados (“massive shooting“) e tiroteios em escolas (“school shooting“).

Isto não configura uma atitude terrorista mesmo que não a tivesse executado – e ainda bem – porque não conseguiu finalizar a tragédia? E se ele tivesse conseguido executar a chacina resultando em mortos? Aí já era terrorista?

Que raio de académicos são estes, com tantas especialidades, que conseguem debitar afirmações deste tipo?

Disse a psicóloga que “Para a prevenção é nefasto chamar terrorismo ao caso do João e não o fazer na violência da extrema-direita“. Mas a violência da extrema-direita não foi sempre considerada de actos de terrorismo?

17/02/2022
F. Gomes