1280: Só mais uma máquina para actualizar? Sim, mas esta tem o Windows 98 e está a orbitar Marte

CIÊNCIA/SOFTWARE/MARTE

O Windows 98 foi um dos sistemas da Microsoft de maior sucesso. Chegou numa altura em que os computadores se começaram a massificar e trouxe uma interface que cada vez estava mais simples e apelativa para os muitos utilizadores deste sistema.

Foi um caso de sucesso e chegou literalmente a todo lado, havendo agora mais uma prova disso mesmo. A ESA vai finalmente actualizar uma das suas últimas máquinas com o Windows 98, que está dentro do Mars Express. O problema é que esta na órbita de Marte, algo que vem complicar um pouco as coisas.

Uma actualização há muitos devida em Marte

Já todos tivemos uma ou outra actualização do Windows que deixámos para mais tarde. É um processo que pode demorar ou ser chato, e que por isso adiamos. A ESA, a Agência Espacial Europeia, vai agora abordar um problema destes e realizar uma dessas actualizações.

A grande diferença é que a ESA vai fazer isso a 62,1 milhões de quilómetros da Terra, no software do MARSIS (Mars Advanced Radar for Subsurface and Ioniospheric Sounding), que está a orbitar o planeta Marte. A complicar ainda mais esta questão, está o facto deste satélite ter ainda presente o Windows 98 da Microsoft.

ESA vai trocar o Windows 98 da MARSIS

Esta é uma actualização que está em falta há alguns anos e que acontece agora para garantir uma melhor eficiência deste equipamento da ESA, que se dedica a procurar água no solo de Marte. 19 anos após ter entrado em produção, recebe agora um novo sistema operativo.

Com o novo software, os cientistas vão poder descartar dados desnecessários das imagens recolhidas. Isso permite que o MARSIS funcione por cinco vezes melhor do que agora e que cubra faixas muito mais amplas de Marte e Fobos nas suas passagens.

Uma nova vida para a Mars Express

Algo que não foi revelado pela ESA é qual o novo sistema que o MARSIS vai receber. Também não foi explicado de que forma a actualização será realizada a esta distância do planeta Terra, mas certamente que é um processo já testado até à exaustão, para que corra de forma perfeita.

O MARSIS ganha assim uma vida nova e garante mais alguns anos de funcionamento. Após ter descoberto indícios da presença de água em Marte, é hora de se renovar e receber novas funcionalidades e um novo sistema, bem mais recente que o Windows 98.
Pplware

Fonte: ESA
Autor: Pedro Simões
25 Jun 2022


 

1155: Comunicações no espaço? Já há uma empresa a tratar

TECNOLOGIA/ESPAÇO/COMUNICAÇÕES

Nos últimos anos muito se tem falado sobre o espaço e têm sido várias as descobertas. Quem sabe se daqui a poucos anos não poderemos ir passar, por exemplo, um fim de semana ao espaço e ter muitos dos serviços que usamos actualmente.

Nesse sentido, há já uma empresa que está já a tratar de comunicações espaciais. Saiba quem é e qual o objectivo.

Comunicações: Actualmente existem 12 mil satélites no espaço

A multinacional japonesa de tecnologia e entretenimento Sony anunciou a criação de uma nova empresa, a Sony Space Communications Corporation (SSC), com a qual pretende entrar no sector das comunicações espaciais.

A empresa, fundada através da subsidiária norte-americana, vai construir dispositivos ópticos que permitem a comunicação entre pequenos satélites em órbita, através de feixes laser, acelerando as comunicações em comparação com o sistema de rádio convencional, disse a Sony, em comunicado.

Segundo Kyohei Iwamoto, da SSC…

Existem actualmente cerca de 12 mil satélites no espaço, e espera-se que o número aumente no futuro. A quantidade de dados utilizados em órbita também está a aumentar todos os anos, mas a quantidade de ondas de rádio disponíveis é limitada

Os dispositivos vão funcionar entre satélites no espaço e nas comunicações de satélites com estações terrestres, tendo a Sony indicado esperar que este sistema garanta comunicações em tempo real de qualquer ponto da Terra para qualquer satélite no espaço.

Segundo a Lusa, antes de iniciar as operações, a Sony realizou uma experiência com a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA) este ano e concluiu a transferência de ficheiros de dados, a base tecnológica para serviços da Internet através de comunicações ópticas.

Os dispositivos da SSC vão também evitar a necessidade de certos tipos de licenças necessárias para a comunicação via rádio, seguindo o modelo de outras empresas, como a Amazon e a SpaceX, que optaram por construir redes de satélite de baixa altitude para melhorar as comunicações via Internet.

Em Setembro de 2021, a SpaceX lançou o primeiro lote de satélites equipados com um sistema de comunicação laser para a constelação Starlink de satélites de Internet.

Pplware
Autor: Pedro Pinto
03 Jun 2022


 

736: Tecnologia jurássica versus tecnologia actual

O CPU 80286 (i286) foi um microprocessador lançado pela Intel em 1 de Fevereiro de 1982, mas somente a partir de 1984 passou a ser utilizado pela IBM no seu PC AT (Advanced Technology).

Inicialmente trabalhando entre 6 e 8 MHz e posteriormente chegando a 20 MHz, o 80286 trouxe, além da velocidade, muitos avanços sobre o 8088.

Ora, eu sou muito antes do jurássico CPU i286. Mas considerando a data de lançamento deste CPU pela Intel, em Fevereiro de 1982 (há 40 anos atrás), a tecnologia informática avançou rapidamente em todas as áreas.

Não só nos CPU’s, como em todo o hardware que configura um computador (PC), os avanços tecnológicos foram sendo lançados à velocidade da luz e rara era a semana em que não apareciam novos modelos de motherboards, gráficas, discos, etc..

Bom… mas que tem a ver esta matéria com a actualidade? Para eu estar aqui a escrever este texto, neste Blogue, necessito de um PC e de uma ligação à Internet.

Ora, para ter uma ligação à Internet, necessito de possuir um contrato com uma operadora de comunicações, que me forneça o serviço de Internet.

E quando esse contrato se baseia no cumprimento acordado entre as partes e não é posteriormente executado por uma das partes, neste caso, o fornecedor do serviço, considero isso um roubo a quem paga por um serviço inicialmente definido e posteriormente não recebido.

O meu contrato de fibra óptica (que não é fibra óptica porra nenhuma) que o fornecedor acabou por informar que é uma ligação “híbrida” – fibra+analógica -, com uma velocidade de Internet de 120Mbps (megabits por segundo), miserável e diariamente nem chega a atingir os 95Mbps.

Mas o que eu PAGO, são 120Mbps! Cheguei a ter alturas em que a velocidade era de 20Mbps!

Bom, hoje, dia 16.03.2022, parece que estou a trabalhar com um i286 de há quarenta anos atrás (já os assemblava nessa altura), de 20MHz, embora actualmente possua um CPU Intel de 3.300MHz com 32GB de RAM e discos SSD (solid-state drive), extremamente mais rápidos que um vulgar disco mecânico (HDD – hard-disc drive).

Revoltado? Pois claro que sim! Quem é que não estaria revoltado se pagasse um BMW e lhe dessem um Fiat 600? Claro que aí o cenário seria diferente porque o cliente via logo o engano, ao passo que neste caso, a velocidade da Internet não se vê, mas MEDE-SE! E existem vários “medidores” de velocidade para esse efeito.

O medidor que eu diariamente utilizo, aleatoriamente em ordem à hora do dia, é um medidor da Netmede (https://netmede.pt/) e, por exemplo, a leitura de hoje ficou-se neste estado:

Desculpas atrás de desculpas às reclamações deixadas no Portal da Queixa, no Livro de Reclamações Electrónico, na ANACOM, o problema seria do router dizem os “especialistas” da operadora.

Mas, digo eu, que sei do que falo e do que digo, como pode uma ligação ser integralmente de fibra óptica (segundo informação da operadora no início), se ela é uma ligação híbrida – óptica (será mesmo?) + coaxial (analógica)?

O cabo exterior, que dizem ser de fibra óptica (instalado na rua) e que até pode mesmo sê-lo, perde velocidade quando entra pela janela com uma ligação a cabo coaxial até ao router! Isto, é ENGANAR o cliente com todas as unhas e dentes…

Que culpa tem o router disto e que até pode estar avariado? Mas se está mesmo avariado, mantém-se em funções, apenas as velocidades variam diariamente em função da tal ligação “híbrida” que nunca poderá possuir a classificação de ligação em FIBRA ÓPTICA por que é FALSA!

Francisco Gomes
16.03.2022

 



 

685: A NASA está a desenvolver novos drones para descobrir os segredos da atmosfera de Vénus

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Paul K. Byrne / NASA / USGS

O projecto está ainda numa fase inicial de financiamento e vai receber 175 mil dólares para um estudo de nove meses.

A NASA anunciou recentemente os seus planos de apostar em tecnologia futurista que incluem um drone insuflável que pode ser enviado para Vénus e desvendar mais mistérios sobre o planeta.

Os designs estão ainda nunca fase inicial de desenvolvimento e ainda não estão a ser considerados para as missões da NASA. Os drones em forma de pássaro fazem parte do programa de Conceitos Inovadores Avançados da agência norte-americana, cujo objectivo é financiar estudos em fase inicial de tecnologias que podem ser usadas em missões futuras.

A actual ronda de financiamento deve dar 5.1 milhões de dólares a 17 projectos de investigação, revela o Interesting Engineering. 12 destes projectos, incluindo o drone, vão entrar na fase I do estudo e receber 175 mil dólares para financiarem um estudo de nove meses enquanto que os restantes cinco vão passar para a fase II e receber 600 mil dólares para um estudo de dois anos.

Os projectos na fase I são diversos e incluem um novo design para uma nave espacial tripulada que protege os astronautas da radiação em viagens mais longas do que modelos convencionais que acolhem tripulação. Vai ainda ser estudada a criação de um avião eléctrico completamente silencioso.

Já o projecto do drone chama-se BREEZE e vai debruçar-se sobre o desenvolvimento de objectivos principais da missão assim como melhorar as capacidades de impulsão, estabilidade e dinâmicas de voo e os designs para os elementos insufláveis do drone.

A ideia será desenvolver o projecto para que este eventualmente possa voar na atmosfera de Vénus e vai assim ser bastante diferente de outros conceitos que tendem a envolver o uso de balões atmosféricos mais leves do que o ar e elevadores de baixo peso alimentados com energia solar.

O BREEZE vai funcionar como um híbrido entre estes dois tipo de aeronaves. Este não é o único projecto em cima da mesa de um drone que deve viajar até Vénus, havendo outro no Massachusetts Institute of Technology pelas mãos de Sara Seager.

A investigadora quer usar um grande balão meteorológico na atmosfera de Vénus para capturar gás e nuvens para a análise na Terra, para os cientistas procurarem por sinais de vida.

  ZAP //

ZAP
6 Março, 2022



 

609: Izaña-1 usará tecnologia laser para empurrar o lixo espacial para fora da órbita

TECNOLOGIA/LIXO ESPACIAL

O lixo espacial está na ordem do dia e é uma preocupação crescente, face à quantidade de satélites abandonados existentes em órbita da Terra, assim como outro tipo de detritos, deixado pelas naves espaciais. A dúvida e dificuldade é saber como se vai limpar o espaço. A Agência Espacial Europeia (ESA), com o Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC), têm um plano ambicioso para eliminar estes detritos.

As agências elaboraram uma ideia com base em tecnologia laser. A intenção não é destruir, é sim empurrar o lixo espacial para fora da órbita. O vídeo apresentado é muito esclarecedor.

Lixo espacial será um grande problema para a indústria espacial

A ESA disponibilizou os recursos para realizar operações na estação de telemetria a laser Izaña-1 (IZN-1), em Tenerife, Espanha. Este será o primeiro projecto do género que permitirá desviar fragmentos de detritos espaciais da sua órbita, evitando colisões catastróficas.

Durante vários anos, estas duas agências já cooperaram recorrendo à Estação Terrestre Óptica (OGS). Este observatório está localizado a uma altura de 2.400 metros acima do nível do mar e é capaz de realizar operações de envio e recepção de laser.

Após vários meses de testes difíceis, parece que a estação de telemetria a laser Izaña-1 está pronta para começar a operar. É uma bancada de testes de tecnologia e, além disso, é o primeiro passo que poderá permitir a democratização deste tipo de progresso em todo o mundo.

Isso pode levar à mitigação do risco de detritos espaciais por agências interessadas em todo o mundo. Esta tecnologia foi desenvolvida pela empresa alemã DiGOS.

Como usar o laser para eliminar o lixo do espaço?

Conforme é referido no comunicado da agência, a estação de telemetria a laser Izaña-1 apontará os seus lasers para o céu a partir do Observatório do Teide.

A partir daí, os referidos feixes de luz irão procurar os satélites e fragmentos de detritos espaciais; medindo assim a sua trajectória e posição. Claro, haverá todo o cuidado para o processo evitar colisões entre lixo e satélites.

Embora os lasers actualmente utilizados pela Izaña-1 tenham uma potência de 150 mW, a intenção da ESA é ir mais longe. Neste momento, a estação só pode seguir satélites equipados com reflectores, mas a ESA quer incorporar um laser infravermelho que atinja 50V.

Isto permitir-lhe-ia detectar detritos vitais e satélites mais antigos sem reflectores.

Por outro lado, de acordo com a informação oficial fornecida pela agência, os lasers mais potentes teriam também outra função. Com esta tecnologia, Izaña-1 poderia utilizar os feixes de luz para desviar ligeiramente a órbita dos detritos espaciais e evitar colisões.

Os lasers da estação também poderão ser utilizados para comunicações ópticas com satélites, funcionando como um cabo de fibra óptica de longo alcance no espaço.

A tecnologia utilizada em Izaña-1 servirá de trampolim para o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis, tais como a transferência do impulso do laser, bem como a coordenação do tráfego espacial. Além disso, embora já existam várias estações de rastreio laser em toda a Europa, as novas capacidades fornecidas pela Izaña-1 catapultam-na como a primeira do seu género.

Com o programa de Segurança Espacial, espera-se que muitas mais destas estações cheguem ao resto do mundo.

Outro trunfo deste projecto é que a estação laser Izaña-1 pode funcionar independentemente da hora do dia. Devido a isto, terá alguns sistemas de segurança que lhe permitirão evitar a incidência de lasers com voos comerciais e outros projectos espaciais. Desta forma, não há perigo real para os seres humanos no solo, no ar ou no espaço.

Pplware
Autor: Vítor M.
19 FEV 2022



 

446: Telescópio espacial James Webb atingiu posição de observação

CIÊNCIA/ASTROFÍSICA/ASTRONOMIA

O maior e mais poderoso telescópio espacial do mundo utilizou os propulsores do foguetão, durante quase cinco minutos, para entrar na posição orbital definitiva, a 1,5 milhões de km da Terra.

© AFP PHOTO / NASA TV

O telescópio espacial James Webb alcançou na segunda-feira a posição de observação, a 1,5 milhões de quilómetros da Terra, a partir de onde poderá observar as primeiras galáxias, formadas ‘apenas’ 200 milhões de anos após o princípio do Universo.

O maior e mais poderoso telescópio espacial do mundo utilizou os propulsores do foguetão, durante quase cinco minutos, para entrar na posição orbital definitiva, ao redor do Sol, no local previamente designado, revelou a agência espacial norte-americana (NASA).

O espelho principal do telescópio, com um diâmetro de 6,5 metros, ainda precisa de ser meticulosamente alinhado, noticia a agência AFP.

Também os detectores de infravermelhos e os instrumentos científicos têm de ser arrefecidos e calibrados, antes que as observações se iniciem, em Junho.

A equipa de controladores terrestres, em Baltimore, aplaudiu assim que foi alcançado mais um sucesso na missão.

“Estamos um passo mais perto de descobrir os mistérios do universo. E mal posso esperar para ver as primeiras novas visões do Universo neste verão”, sublinhou, em comunicado, o administrador da NASA, Bill Nelson.

Este observatório espacial, avaliado em cerca de 10.000 milhões de dólares (cerca de 8.800 milhões de euros) foi lançado em 25 de Dezembro.

O novo telescópio, que começou a ser desenvolvido há mais de 30 anos, resulta de uma parceria entre a ESA e as congéneres norte-americana (NASA), líder do projecto, e canadiana (CSA).

O envio do James Webb para o espaço foi sucessivamente adiado, ano após ano.

Engenheiros do ISQ – Instituto de Soldadura e Qualidade estão envolvidos na segurança das operações de lançamento e a astrónoma portuguesa Catarina Alves de Oliveira, que trabalha no Centro de Operações Científicas da Agência Espacial Europeia (ESA), em Espanha, é responsável pela calibração de um dos instrumentos do Webb.

Os astrónomos esperam com o telescópio, que deve o seu nome a um antigo dirigente da NASA, obter mais dados sobre os primórdios do Universo, incluindo o nascimento das primeiras galáxias e estrelas.

O James Webb permitirá captar a luz ténue de corpos celestes ainda mais distantes, de há 13,5 mil milhões de anos, quando o Universo era bastante jovem (a idade estimada do Universo pela teoria do Big Bang é 13,8 mil milhões de anos).

O novo telescópio é apontado como o sucessor do Hubble, em órbita há 31 anos, a 570 quilómetros da Terra.

Dada a distância a que estará da Terra, o Webb não poderá ser reparado em órbita, ao contrário do Hubble, pelo que a sua “esperança de vida” é curta, de cinco a dez anos.

Diário de Notícias
DN/Lusa
25 Janeiro 2022 — 10:38



 

364: NASA instala escudo solar no telescópio espacial James Webb

CIÊNCIA/TECNOLOGIA/ESPAÇO

O escudo solar tem como função manter todos os instrumentos científicos em sombra constante, abaixo dos zero graus.

A NASA instalou no telescópio espacial James Webb um escudo solar do tamanho de um campo de ténis
© Twitter NASA

A NASA concretizou na terça-feira, com sucesso, a tarefa mais crítica após o lançamento do telescópio espacial James Webb, ao desenrolar e instalar um escudo solar do tamanho de um campo de ténis.

Esta operação decorreu ao longo de um dia e meio, metade do tempo estimado para a sua concretização, e a equipa de controladores terrestres aplaudiu assim que a última camada do escudo solar desdobrável ficou esticada e operacional.

O telescópio espacial James Webb, de sete toneladas, é tão grande que o escudo solar e o espelho principal banhado a ouro tiveram que ser dobrados para o lançamento.

Este escudo solar é especialmente difícil de operar, medindo 21 por 14 metros, e tem como função manter todos os instrumentos científicos em sombra constante, abaixo dos zero graus.

“Este é um momento realmente grande. Ainda temos muito trabalho para fazer, mas retirar o escudo solar e instala-lo é muito, muito grande”, referiu Bill Ochs, responsável pelo projecto à equipa de controlo em Baltimore.

Os engenheiros passaram anos a construir e a ajustar o escudo solar. Em determinada altura, dezenas de fixadores caíram durante um teste de vibração. Estas contrariedades tornaram o êxito da missão desta terça-feira ainda mais especial, visto que nada semelhante tinha sido feito anteriormente no espaço.

“Foi a primeira vez e acertamos em cheio”, referiu o engenheiro Alphonso Stewart em declarações aos jornalistas, citado pela agência AP.

O espelho principal do Webb, de 6,5 metros de diâmetro, será instalado este fim de semana e tem uma sensibilidade 100 vezes superior ao do Hubble (que tem 2,4 metros).

Este observatório espacial, avaliado em cerca de 10.000 milhões de dólares (cerca de 8.800 milhões de euros) foi lançado em 25 de Dezembro e irá demorar cerca de 30 dias até chegar ao destino, que fica a 1,5 milhões de quilómetros do planeta Terra.

O novo telescópio, que começou a ser desenvolvido há mais de 30 anos, resulta de uma parceria entre a ESA e as congéneres norte-americana (NASA), líder do projecto, e canadiana (CSA).

O envio do James Webb para o espaço foi sucessivamente adiado, ano após ano.

Engenheiros portugueses participam no projecto

Engenheiros do ISQ – Instituto de Soldadura e Qualidade estão envolvidos na segurança das operações de lançamento e a astrónoma portuguesa Catarina Alves de Oliveira, que trabalha no Centro de Operações Científicas da Agência Espacial Europeia (ESA), em Espanha, é responsável pela calibração de um dos instrumentos do Webb.

Os astrónomos esperam com o telescópio, que deve o seu nome a um antigo dirigente da NASA, obter mais dados sobre os primórdios do Universo, incluindo o nascimento das primeiras galáxias e estrelas.

O James Webb permitirá captar a luz ténue de corpos celestes ainda mais distantes, de há 13,5 mil milhões de anos, quando o Universo era bastante jovem (a idade estimada do Universo pela teoria do Big Bang é 13,8 mil milhões de anos).

O novo telescópio é apontado como o sucessor do Hubble, em órbita há 31 anos, a 570 quilómetros da Terra.

Dada a distância a que estará da Terra, o Webb não poderá ser reparado em órbita, ao contrário do Hubble, pelo que a sua “esperança de vida” é curta, de cinco a dez anos.

Diário de Notícias
DN/Lusa
05 Janeiro 2022 — 08:13




 

363: Telescópio espacial James Webb está já completamente implantado

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Espera-se que o mais potente telescópio alguma vez construído comece as suas observações dentro de cinco meses.

O Telescópio Espacial James Webb completou este sábado com sucesso a última etapa da sua implantação, juntamente com a do seu espelho principal, e assumiu já a sua configuração definitiva para poder começar, em pouco mais de cinco meses, a exploração do cosmos.

“A asa final agora está implantada”, disse a NASA no Twitter, acrescentando que a equipa agora está a trabalhar “para segurar a asa no lugar, um processo de várias horas”.

Esse icónico espelho principal do telescópio mede cerca de 6,5 metros de diâmetro, portanto era grande demais para acomodar num foguetão, como foi lançado há duas semanas. Por isso, os seus dois lados foram dobrados.

A primeira dessas duas asas foi desdobrada na sexta-feira e a segunda abriu este sábado de manhã, de acordo com o planeado, anunciou a agência espacial norte-americana.

Esta manobra foi uma tarefa complexa e desafiadora, afirma a NASA, declarando mesmo ter sido o projecto mais assustador que já tentou.

O James Webb, o telescópio espacial mais potente alguma vez já construído e sucessor do Hubble, descolou num foguetão Ariane 5 na Guiana Francesa a 25 de Dezembro e dirige-se ao seu ponto orbital, a 1,5 milhões de quilómetros da Terra.

A sua tecnologia de óptica de luz infravermelhos permite-lhe ver as primeiras estrelas e galáxias que se formaram há 13,5 mil milhões de anos, fornecendo aos astrónomos uma nova perspectiva da primeira época do Universo.

Mas “antes de comemorar, ainda temos trabalho a fazer”, expressou a NASA nas suas actualizações ao vivo. “Quando a trava final estiver segura, o Webb será completamente implantado no espaço”, afirmou.

No início desta semana, o telescópio implantou o seu escudo térmico de cinco camadas, um aparelho de 21 metros de comprimento que actua como um guarda-sol, o qual garante que os instrumentos do telescópio se mantenham à sombra para que possam detectar fracos sinais infravermelhos dos confins do Universo.

Diário de Notícias
DN/AFP
08 Janeiro 2022 — 17:12




 

Smartwatches & Smartbands

TECNOLOGIA

Sou um quase fanático (não fundamentalista) pelos Smartwatches e Smartbands. Possuo vários modelos de várias marcas, desde os primeiros modelos até aos últimos em certa gama de modelos.

Os mais recentes modelos, possuem sensores que medem a pressão cardíaca (mmhg), o oxigénio no sangue (SpO2), os batimentos cardíacos (bpm), os passos percorridos, quilómetros andados, calorias consumidas, além de possuírem uma panóplia de modos de desporto, de alarmes, de controlo e medição do sono, de receber avisos de mensagens e de chamadas via BT com o smartphone, além do clássico relógio, estado do tempo, carga, etc..

A finalidade deste artigo tem a ver com a minha experiência com estes equipamentos e avisar os “desavisados” que na área de medições especificamente médicas, não se deve confiar nas leituras obtidas pelos sensores dos equipamentos.

E não é em vão que as empresas (algumas) que comercializam estes artigos, mencionam, nas características dos equipamentos, “não é um dispositivo médico. Os dados de saúde e de condição física que fornece são apenas de referência e não devem ser usados ​​para diagnóstico ou tratamento.”.

E eu posso confirmar esta informação porque possuo também equipamentos médicos (tensão arterial/bpm e oxímetro que mede o SpO2) que medem todos os valores acima referenciados e os valores apresentados são completamente diferentes dos apresentados pelos Smartwatches e Smartbands.

Por isso, este tipo de equipamentos são uma modernidade muito engraçada dado que podemos mudar a “cara” (face) dos mostradores e ter de uma assentada a hora, o tempo, o dia e a semana e os tais valores que os sensores vão medindo ao longo do dia.

O mais interessante é a possibilidade de eles oferecerem a informação quando recebemos uma mensagem ou uma chamada telefónica, com o nome da pessoa ou o número de telefone com a respectiva vibração, além dos alarmes programáveis também por vibração.

De resto, existem preços para todas as bolsas, alguns que até medem a temperatura corporal (tenho um modelo deste tipo mas o valor apresentado difere um pouco da temperatura real medida por um termómetro digital).

Fica o esclarecimento.

217: Com esta app pode carregar passe dos transportes de Lisboa no telemóvel

– Acabei de a descarregar, instalar, configurar mas como apenas a partir de dia 27 fica operacional, não foi possível avançar muito. Esperemos o dia do lançamento oficial.

Através de aplicação desenvolvida em Portugal, será possível carregar passe Navegante no telemóvel e ainda comprar bilhetes para os comboios da Fertagus e os autocarros da SulFertagus.

Setúbal, 05/11/2019 – Estação da Fertagus em Setúbal no âmbito da reportagem sobre os transportes públicos na área metropolitana de Lisboa depois da criação do passe Navegante. (Filipa Bernardo/ Global Imagens)
© Filipa Bernardo/ Global Imagens

A partir de terça-feira, 26 de Outubro, poderá carregar o passe mensal dos transportes da Área Metropolitana de Lisboa através de uma aplicação no telemóvel. A solução também servirá para comprar bilhetes para os comboios da Fertagus e os autocarros da SulFertagus, segundo o anúncio feito na segunda-feira.

Para carregar o cartão Lisboa Viva/Navegante no telemóvel terá de instalar a aplicação Pick Hub, desenvolvida pela startup ​​​​​​​portuguesa Ubirider.

Depois do registo do utilizador e do meio de pagamento (cartão de crédito ou MB Way), terá de accionar a tecnologia NFC (sem contacto) e encostar o cartão ao telemóvel. A funcionalidade está disponível em smartphones com sistema operativo Android e Huawei, além do iPhone 7 ou superior.

A aplicação Pick Hub foi desenvolvida pela Ubirider, startup do Porto liderada por Paulo Ferreira dos Santos e que conta com o grupo Barraqueiro – concessionário da Fertagus – como um dos investidores.

Dinheiro Vivo

25 Outubro, 2021 • 11:26