1174: Há agora 153 casos de infecção humana por vírus Monkeypox em Portugal

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/INFECÇÕES

A DGS confirmou mais 10 casos de infecção humana por vírus Monkeypox em Portugal. Todas as infecções identificadas são em homens entre os 19 e os 61 anos.

© Global Imagens (Arquivo)

Sobe para 153 o número de casos infecção humana por vírus Monkeypox em Portugal. A Direcção-Geral da Saúde (DGS) confirmou mais 10 casos face à última actualização. Todas as infecções reportadas são em homens entre os 19 e os 61 anos, “tendo a maioria menos de 40 anos”.

“A maioria das infecções foram notificadas, até à data, em Lisboa e Vale do Tejo, mas também há registo de casos nas regiões Norte e Algarve”, indica a DGS na nota divulgada esta segunda-feira no site, referindo que os novos casos foram confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

A entidade dirigida por Graça Freitas refere que os “casos identificados mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”.

O vírus Monkeypox foi identificado em macacos em 1958 e identificado pela primeira vez em humanos em 1970.

O Monkeypox, da família do vírus que causa a varíola, é transmitido de pessoa para pessoa por contacto próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados.

O tempo de incubação é geralmente de sete a 14 dias, e a doença, popularmente conhecida por varíola dos macacos, dura, em média, duas a quatro semanas.

A doença é endémica na África Ocidental e Central e menos perigosa que a varíola.

A DGS recomenda às pessoas que apresentem lesões ulcerativas, erupção cutânea, gânglios palpáveis, eventualmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço, que procurem aconselhamento médico.

OMS fala em 780 casos em 27 países não endémicos

No domingo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que 780 casos foram confirmados em laboratório, tendo sido registados em 27 países não endémicos. OMS reiterou que o risco global é moderado.

Um número que a organização admite estar “provavelmente subestimado”, devido a informações epidemiológicas limitadas, já que “é muito provável que outros países identifiquem casos e que haja, no futuro, maior disseminação do vírus”.

Os países não endémicos que relataram mais casos foram o Reino Unido, a Espanha, Portugal (agora com 153 infecções confirmadas), Canadá e Alemanha.

Fora da Europa e da América do Norte, também foram registados casos – apenas um em cada país – na Argentina, Austrália, Marrocos e Emirados Árabes Unidos.

“Embora o risco actual para a saúde humana e para o público em geral permaneça baixo, o risco para a saúde pública pode tornar-se alto se esse vírus explorar a oportunidade de se estabelecer em países não endémicos como um patogénico humano”, referiu a OMS numa actualização da sua avaliação da doença.

​​​​​Com Lusa

Diário de Notícias
DN
06 Junho 2022 — 14:08


 

1113: Há já 74 casos de varíola-dos-macacos em Portugal

SAÚDE PÚBLICA/VARÍOLA DOS MACACOS/MONKEYPOX

A DGS confirmou mais 16 casos de infecção humana por vírus Monkeypox em Portugal, face à última actualização. “Os casos identificados mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”, indica ainda a autoridade nacional de saúde.

© AFP PHOTO / Brian W.J. Mahy, BSc, MA, PhD, ScD, DSc / Centers for Disease Control and Prevention

Subiu para 74 o número de casos de infecção humana por vírus Monkeypox em Portugal, indicou esta sexta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

São mais 16 casos confirmados de varíola-dos-macacos, face à última actualização divulgada na quinta-feira., sendo que a maioria das infecções foram reportadas, até ao momento, em Lisboa e Vale do Tejo, mas também há registo de casos nas regiões Norte e Algarve.

“Todas as infecções confirmadas são em homens entre os 23 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos”, lê-se no comunicado da DGS, indicando que os novos casos foram confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

A autoridade nacional de saúde, dirigida por Graça Freitas, refere que “os casos identificados mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”.

Refere ainda que a “informação recolhida através dos inquéritos epidemiológicos está a ser analisada para contribuir para a avaliação do surto a nível nacional e internacional.

DGS estuda a necessidade de administrar a vacina a contactos de casos confirmados e a profissionais de saúde

A DGS volta a recomendar que as pessoas que apresentem “erupção cutânea, lesões ulcerativas, gânglios palpáveis, eventualmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço, devem procurar aconselhamento clínico”.

“Ao dirigirem-se a uma unidade de saúde, deverão cobrir as lesões cutâneas”, acrescenta a nota.

Perante os sintomas suspeitas, volta a alertar a DGS, devem ser reforçadas as medidas a implementar, como evitar o “contacto físico directo com outras pessoas e de partilhar vestuário, toalhas, lençóis e objectos pessoais enquanto estiverem presentes as lesões cutâneas, em qualquer estádio, ou outros sintomas.

No relatório de quinta-feira, a DGS ​​fez saber que “Portugal está a encetar diligências no sentido de constituir uma reserva nacional de vacinas, através do mecanismo europeu”.

Adiantou ainda que no contexto deste surto “está a ser estudada”, através de especialistas da Comissão Técnica de Vacinação da DGS, “a eventual necessidade de administrar a vacina a contactos de casos confirmados e a profissionais de saúde”.

Diário de Notícias
DN
27 Maio 2022 — 12:33