896: Primeira missão tripulada totalmente privada para a estação espacial chega ao destino

ESPAÇO/ISS/EEI/MISSÃO TRIPULADA PRIVADA

Os quatro homens viajaram pela SpaceX ao serviço de uma outra empresa aeroespacial norte-americana, a Axiom Space, que se estreia em missões comerciais para a Estação Espacial Internacional.

O momento da acoplagem da cápsula da SpaceX ao serviço da Axiom com a Estação Espacial Internacional.
© Axiom / Twitter

A primeira missão tripulada totalmente privada enviada para a Estação Espacial Internacional (EEI) chegou este sábado ao destino com uma hora de atraso.

Os quatro tripulantes juntaram-se aos restantes ocupantes da EEI – quatro astronautas e três cosmonautas – depois de terem partido na sexta-feira do Centro Espacial Kennedy, nos Estados Unidos, a bordo de uma nave da empresa aeroespacial norte-americana SpaceX.

Michael López-Alegría (comandante da missão e ex-astronauta da NASA), Eytan Stibbe (ex-piloto da aviação israelita), Larry Connor (investidor e piloto particular norte-americano) e Mark Pathy (empresário canadiano) vão estar na EEI durante nove dias a fazer experiências científicas e actividades de cariz educativo e comercial.

Os quatro homens viajaram ao serviço de uma outra empresa aeroespacial norte-americana, a Axiom Space, que se estreia em missões comerciais para a Estação Espacial Internacional. Com excepção de Michael López-Alegría, que faz parte da empresa, os restantes tripulantes pagaram milhões de dólares pela viagem.

A SpaceX, do magnata Elon Musk, já enviou astronautas norte-americanos e europeus para a EEI, mantendo uma colaboração com a agência espacial norte-americana NASA, que opera o Centro Espacial Kennedy.

A ​​​​​​​Axiom Space, que pretende criar a primeira estação espacial comercial, cujo primeiro módulo deverá ser lançado em 2024, acordou com a SpaceX um total de quatro missões.

Diário de Notícias
DN/Lusa
09 Abril 2022 — 19:10


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética na Ucrânia



 

886: É hoje! Primeira missão tripulada privada para a Estação Espacial

CIÊNCIA/EEI

A primeira missão tripulada totalmente privada para a estação espacial vai ser hoje lançada. De acordo com as informações, a bordo irão seguir quatro tripulantes, sendo que um deles é ex-astronauta.

A missão é lançada pela empresa norte-americana SpaceX em nome de uma outra empresa aeroespacial designada de Axiom Space.

Nave Crew Dragon Endeavour levará os 4 tripulantes à Estação Espacial

O lançamento desta missão está previsto para as 16:17 em Lisboa, do Centro Espacial Kennedy, na Florida, base operada pela agência espacial norte-americana NASA. Caso este lançamento seja abortado, haverá uma nova oportunidade no sábado, às 15:54. Esta missão estava prevista para Janeiro desde ano.

A bordo da nave Crew Dragon Endeavour, que irá acoplada a um foguetão Falcon 9, ambos da SpaceX, seguem Michael López-Alegría (comandante da missão e ex-astronauta da NASA), Eytan Stibbe (ex-piloto da aviação israelita), Larry Connor (investidor e piloto particular norte-americano) e Mark Pathy (empresário canadiano).

De acordo com o que se sabe, os quatro homens vão juntar-se à actual tripulação da EEI – composta por quatro astronautas e três cosmonautas – para uma estada de nove dias em que vão realizar experiências científicas e projectos educativos e comerciais.

A acoplagem da Crew Dragon Endeavour à Estação Espacial está prevista para as 11:45 de sábado. Se a missão Axiom Space-1 for bem-sucedida, Larry Connor, 72 anos, será a terceira pessoa mais velha no espaço.

A Axiom Space é uma empresa aeroespacial norte-americana que foi fundada em 2016 com o propósito de criar a primeira estação espacial comercial.

Antes da missão Axiom Space-1, a SpaceX já tinha levado astronautas da NASA e da congénere europeia ESA para a Estação Espacial Internacional, substituindo o transporte russo de longa data concedido pelas naves Soyuz da agência espacial russa Roscosmos. De referir que a Roscosmos anunciou que vai apresentar “propostas concretas” de datas para terminar a cooperação na EEI, depois de as congéneres ocidentais terem recusado levantar sanções a empresas russas na sequência da invasão em Fevereiro da Ucrânia pela Rússia.

Pplware
Autor: Pedro Pinto
08 Abr 2022


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética na Ucrânia



 

822: SpaceX vai parar de construir novas Crew Dragon para usar em viagens ao espaço

CIÊNCIA/TECNOLOGIA/CREW DRAGON

A Crew Dragon é a cápsula que a SpaceX desenhou e criou para transportar astronautas de e para o espaço. A par com os Falcon 9, estas são as mais usadas actualmente, para todos os contratos que a empresa tem.

Esta cápsula vai agora entrar num novo estágio, com a SpaceX a parar a construção de novas unidades. Fica limitada a 4 e vão ter de ser suficientes para as próximas viagens que a empresa tem programadas. Este não é, no entanto, o fim das Crew Dragon.

Produção da Crew Dragon chega ao fim

O fim da construção de novas cápsulas Crew Dragon parece vir marcar um novo momento na SpaceX. A empresa está a terminar a construção da sua quarta unidade, que será a última que irá ter disponível para as várias viagens que tem programadas.

Após confirmar esta novidade, a SpaceX revelou que vai continuar a produzir componentes necessários para o futuro. Além disso, e para qualquer situação futura, a SpaceX vai manter toda a sua capacidade de produção de novas Crew Dragon.

Cápsula da SpaceX para viagens ao espaço

Não havia a certeza de que o ritmo de produção desta cápsula seria mantido no futuro, antes de passar a novos projectos. Ainda assim, e dada a sua natureza reutilizável, era esperado que a SpaceX mantivesse a produção por mais algumas unidades.

Desde o seu primeiro voo tripulado em 2020, a Crew Dragon já levou cinco tripulações para o espaço. Como parte do seu programa comercial, a NASA previa usar a cápsula da SpaceX para transportar astronautas para a EEI em seis missões separadas, mas recentemente alargou para mais três.

Empresa de Elon Musk tem agora novos planos

O fim da produção da Crew Dragon, chega o momento em que a SpaceX vai focar-se na sua próxima geração de foguetes pesados ​​reutilizáveis. A ​​Starship é a próxima peça chave nos planos da empresa de Elon Musk, sendo planeada a sua utilização nas viagens à Lua e a Marte.

Como acontece com muitos projectos de Elon Musk, esta tem sofrido alguns atrasos na sua preparação. Ainda assim, os planos revelados recentemente mostraram que a empresa espera realizar o primeiro teste orbital da Starship já em Maio.

Pplware
Autor: Pedro Simões
Fonte: Reuters
29 Mar 2022

 



 

506: SpaceX enviou para o espaço um novo grupo de 49 satélites da sua rede Starlink

  Já são poucos os que por lá andam… O Elon Musk quer lá saber do capaz de alcançar eficazmente áreas remotas ou rurais, para criar uma rede Internet de banda larga… $$$$$$$$$

TECNOLOGIA/SPACE X/STARLINK

O programa Starlink da SpaceX visa colocar em órbita um grande número de satélites artificiais para criar uma rede Internet de banda larga, capaz de alcançar eficazmente áreas remotas ou rurais.

© Twitter SpaceX

SpaceX enviou para o espaço um novo grupo de 49 satélites da sua rede Starlink, que se juntaram a uma “constelação” de 2.000 satélites de Internet de banda larga, construídos pela empresa privada e colocados em órbita.

O grupo de satélites, cada um pesando mais de um quarto de tonelada, viajou dentro da carenagem de um foguete Falcon 9 que descolou às 13:13 de quinta-feira (18:13 em Lisboa) do Centro Espacial Kennedy no Cabo Canaveral, na Florida.

Menos de dez minutos depois, o impulsionador Falcon 9 aterrou com sucesso numa plataforma no Oceano Atlântico, a poucos quilómetros a leste do centro Kennedy, para posterior reutilização.

Tratou-se da sexta recuperação deste impulsionador que, segundo a firma fundada por Elon Musk, voou anteriormente nas duas primeiras missões tripuladas do SpaceX para a Estação Espacial Internacional (ISS), Crew-1 e Crew-2.

Como planeado, quinze minutos após a descolagem, os quase 50 satélites foram colocados em órbita baixa pelo Falcon 9, segundo anunciou a empresa.

O grupo de satélites de quinta-feira, denominado Grupo 4-7, é o terceiro carregamento da rede de satélites Starlink do SpaceX deste ano, após duas missões em Janeiro.

A descolagem faz parte do programa Starlink, que visa colocar em órbita um grande número de satélites artificiais para criar uma rede Internet de banda larga, capaz de alcançar eficazmente áreas remotas ou rurais.

A empresa explicou que, enquanto a maioria dos serviços de Internet via satélite provém de satélites em órbita a cerca de 35.000 quilómetros da terra, o enxame Starlink está muito mais próximo, a cerca de 550 quilómetros, o que lhe permite reduzir o tempo de viagem de dados entre o utilizador e o satélite.

Diário de Notícias
DN/Lusa
04 Fevereiro 2022 — 07:54


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478: Outro satélite da Starlink “entrou” na atmosfera e a explosão foi vista no Brasil

CIÊNCIA/TECNOLOGIA/STARLINK

Há cerca de uma semana, o satélite da Starlink 2200 saiu de órbita e desintegrou-se na atmosfera da Terra. Na altura a bola de fogo foi vista na Península Ibérica. Ontem, no outro lado do Atlântico, apareceu um estranho fenómeno luminoso no céu do Maranhão e do Tocantins.

Segundo especialistas, foi uma reentrada indesejada na nossa atmosfera – talvez um pequeno satélite Starlink, lançado em 2020.

Starlink perde mais um satélite

A SpaceX tem planos para colocar a funcionar uma constelação de 12 mil satélites (com potencial de expansão para 42 mil). Esta rede conseguirá fornecer banda larga para qualquer lugar do mundo.

Os satélites de Musk não são geo-estacionários. O plano é que eles ocupem órbitas muito mais baixas, entre 340 km e 1.150 km de altitude. Isso diminui a distância que o sinal necessita de percorrer e melhora a latência.

Estes pequenos satélites da rede proprietária da SpaceX pesam cerca de 260 kg. Quando avariam ou chegam ao fim de vida, o seu cemitério é a Terra.

Vídeos mostram satélite Starlink a cair sobre o Brasil

Os residentes da cidade de Imperatriz (MA) e de Araguaína (TO) puderam registar o momento em que um satélite sai de órbita e desintegrou-se na nossa atmosfera. A bola de fogo cruzou o céu por volta das 23 horas locais.

Um indício de que era lixo espacial foi a lenta velocidade da bola de fogo, isto é, a passagem durou mais de 20 segundos. Se fosse um meteorito era bem mais rápido, assim como se fosse um avião.

Era muito brilhante, tinha uma bola maior e muitas bolas pequenas juntas, e passou lentamente, e pelo ângulo vi que era como se estivesse a voltar ao ao chão, foi inacreditável.

Disse uma moradora que viu a bola de fogo e disse que tinha um brilho laranja.

De volta à atmosfera

Há cada vez mais satélites a preencher a órbita da Terra. Como tal, começa a ser “normal” as reentradas de peças, e de lixo espacial após o término da sua missão. Contudo, iremos começar a ver cada vez mais satélites a caminho da sua destruição na atmosfera.

Alguns deles têm uma data de validade, outros têm defeitos, e no final são “desfeitos”, incinerados pelo atrito ao atravessar as camadas de gases até chegarem ao solo. Estes acontecimentos nem sempre são controlados.

Quando chegam à nossa atmosfera a uma velocidade muito alta, e ao queimarem, geram um fenómeno de iluminação, como se viu ontem no Brasil. As cores do rasto dependem da construção do equipamento, do combustível e da contenção dos gases.

Alguém correu perigo?

Durante o processo, o objecto destrói-se,  desintegra-se, evapora-se quase por completo. Nesse sentido, se estas partículas atingirem o solo, serão muito pequenas. Portanto, fique descansado. O risco de ferimentos ou destruição a partir destes detritos é praticamente inexistente.

Esta reentrada era mais ou menos expectável. Segundo informações, o satélite n.º 1840 foi lançado a 25 de Novembro de 2020, a partir da Base Aérea do Cabo Canaveral, Florida (EUA), no 14.º lote do projecto.

Até agora, houve 34 lançamentos, que colocaram quase 2.000 mini-satélites Starlink na órbita da Terra.

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Autor: Vítor M.
30 Jan 2022


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450: Rocket da SpaceX vai colidir com a Lua nas próximas semanas

CIÊNCIA/TECNOLOGIA

Cientistas acreditam que o impacto não será visível a partir da Terra e que dele não resultarão consequências gravosas.

Um rocket da SpaceX está em rota de colisão com a Lua, depois de ter passado quase sete anos a vaguear pelo Espaço. O projecto foi lançado em 2015, enquadrado numa missão interplanetária para pôr em órbita um satélite meteorológico. No entanto, depois da combustão dos seus motores e de enviar o Observatório do Clima do Espaço da NOAA para o chamado ponto Lagrange, a segunda etapa da sua missão foi abandonada.

Neste ponto, o rocket já se encontrava demasiado alto para regressar a Terra — não tinha combustível suficiente para a viagem —, “mas também carecia de energia para fugir à gravidade do sistema Terra-Lua”, explicou Eric Berger, meteorologista, citado pelo The Guardian. “Depois começou a seguir uma espécie de órbita caótica desde Fevereiro de 2015”, acrescentou.

Os observadores acreditam que o rocket — aproximadamente com quatro toneladas — deverá colidir com a Lua a uma velocidade de 2.58km/segundo numa questão de semanas. De acordo com Bill Gray, que escreve software para localizar objectos perto da Terra, é provável que a parte superior do Falcon 9 atinja o lado mais afastado da Lua, próximo da sua zona de Equador. Num post no seu blog, Gray afirmou ainda que o objecto já se tinha aproximado da superfície solar a 5 de Janeiro, mas deu o impacto como certo na data de 5 de Março. O especialista diz ainda que este é o “primeiro caso não intencional” de lixo espacial a atingir a Lua.

Apesar da tecnologia disponível e das previsões existentes, a exacta localização do embate permanece incerta, em grande parte devido ao efeito do Sol que empurra o objecto e à ambiguidade na medição dos períodos de rotação”, o que pode alterar ligeiramente a órbita. “Estes efeitos imprevisíveis são muito pequenos. Mas serão acumulados entre o presente e 4 de Março”, aprofundou Gray — que diz serem precisas mais observações para ser possível determinar a exacta hora e localização da colisão.

Já sobre a possibilidade de o impacto ser visível a partir da Terra, o especialista afasta a hipótese. “A parte mais significativa da lua estará a obstruir a visibilidade, e mesmo que estivesse no lado próximo, o impacto ocorre alguns dias após a Lua Nova”.

Mesmo assim, os apaixonados e especialistas nas questões do Espaço estão entusiasmados e acreditam que esta será uma boa oportunidade para a recolha de informação e dados.

  ZAP //

ZAP
26 Janeiro, 2022