1100: Marte: Sonda Insight da NASA partilhou a sua última selfie do Planeta Vermelho

CIÊNCIA/ESPAÇO/MARTE/INSIGHT

As poeiras de Marte estão a “matar” mais um robô que os humanos enviaram para solo marciano. Já havíamos referido que a Insight da NASA lutava com dificuldades para conseguir energia a partir dos painéis solares que estão completamente tapados. Aliás, a última selfie que a sonda enviou mostra claramente que está a ficar coberta.

Os vários equipamentos estão a ser desligado um por um para tentar deixar o resto da energia para o último suspiro do robô.

Missão Insight Mars da NASA está perto do fim

A agência espacial dos EUA anunciou no início deste mês que a poeira acumulada em toda a área dos painéis solares da sonda Mars InSight significava que a nave em breve seria forçada a interromper as operações científicas.

A sonda Insight pousou em Marte em Novembro de 2018 para estudar a actividade sísmica no Planeta Vermelho e a NASA acaba de partilhar uma imagem lado a lado de uma selfie tirada no dia 10 da missão ao lado da última imagem tirada pela Insight.

Os painéis solares da sonda estão cobertos de poeira marciana

Após mais de três anos de operações, a NASA espera que a InSight fique inoperante em Dezembro devido a não poder gerar energia suficiente através dos seus painéis solares.

Os painéis solares da sonda, que inicialmente produziam 5.000 watts-hora de energia por dia, agora geram apenas 500 watts-hora.

As missões anteriores a Marte da NASA movidas a energia solar foram auxiliadas por tornados de vendo marciano. Ambos os rovers Spirit e Opportunity, por exemplo, tiveram a poeira limpa dos seus painéis solares, permitindo que eles se mantenham a funcionar por um pouco mais de tempo.

Isto não aconteceu com a sonda InSight, que continua a acumular poeira, levando a uma capacidade decrescente de produção de energia solar.

Se apenas 25% dos painéis da InSight fossem varridos pelo vento, a sonda ganharia cerca de 1.000 watts-hora por Sol – o suficiente para continuar a recolher ciência.

No entanto, no ritmo actual, o poder está a diminuir, os instrumentos não sísmicos da InSight raramente serão activados após o final de Maio

Escreveu a NASA num post recente.

O braço robótico da nave já foi usado para remover poeira no passado, mas a poeira simplesmente acumula-se muito rapidamente para que o braço robótico acompanhe sem usar energia vital, de acordo com a NASA.

Insight da NASA detectou mais de 1.300 martemotos

Ainda assim, a Insight realmente sobreviveu à vida útil do projecto original de dois anos e produziu um grande número de leituras no processo, o que significa que a missão foi um grande sucesso. Isso permitiu aos cientistas perceber que o núcleo de Marte é muito menor do que se pensava.

Os instrumentos de detecção sísmica da sonda ajudaram os cientistas da NASA a aprender muito sobre a estrutura interna do planeta. No dia 4 de Maio, por exemplo, a equipa da missão Insight detectou o maior terramoto até hoje registado fora da Terra, com uma leitura de magnitude 5. A missão detectou mais de 1.300 martemotos no total.

A equipa explicou que o braço robótico do módulo de pouso agora será colocado numa posição retraída para ajudar a economizar energia para o sismómetro, de forma a funcionar por um pouco mais de tempo. Pouco antes disto acontecer, no entanto, a equipa tirou uma última selfie do Insight. Nela podemos ver a quantidade de poeira vermelha recolhida nos seus painéis solares desde que chegou ao Planeta Vermelho.

Um dia, os humanos podem chegar à sua localização actual e recuperar a nave histórica para as gerações futuras admirarem.

Pplware
Autor: Vítor M
25 Mai 2022


 

1064: Sonda InSight vai deixar de recolher dados do solo de Marte em Julho

CIÊNCIA/MARTE

NASA confirmou que os painéis solares captam cada vez menos energia devido à poeira. Sismo recordista foi detectado a 4 de Maio

© All About Space Magazine/Getty Images
Sonda InSight vai deixar de recolher dados do solo de Marte em Julho

A sonda InSight vai deixar de recolher dados científicos sobre sismos e a composição do interior de Marte quando os calendários terrestres chegarem ao final de Julho. Depois desse momento, a sonda deverá ficar com a capacidade de recolha de dados bastante diminuída, prevendo-se o fim da operacionalidade para Dezembro.

Os cientistas da NASA justificaram este fim indesejado com o facto de os painéis solares de 2,2 metros de largura estarem cobertos de poeira marciana e também com as condições meteorológicas que têm reduzido a quantidade de energia que tem sido captada a partir do sol.

Originalmente, a missão marciana tinha como objectivo a recolha de dados científicos durante um período de dois anos terrestres. A NASA cumpriu esse plano, e acabou mesmo por expandir a missão para lá do plano original. Mas para isso teve de contar com algo que, possivelmente, qualquer português logo trataria de classificar como uma solução de desenrascanço.

Perante o facto de os painéis solares captarem cada vez menos luz solar, os cientistas decidiram recorrer aos préstimos do braço robotizado que foi desenhado originalmente para garantir a instalação de sensores no solo e no subsolo numa nova função: a remoção de poeira dos painéis solares.

Os responsáveis da NASA recordam que usaram o braço robótico nessas intervenções controladas remotamente por uma meia dúzia de vezes para garantir acrescentos de operacionalidade – mas agora já não haverá muito mais que se possa fazer. “Um dia haverá tecnologia que permita manter os painéis solares limpos”, antevê Lori Glaze, directora da Divisão de Ciência Planetária da NASA, em conferência de imprensa.

Esse dia tão esperado ainda não chegou, como confirmam os dados que a NASA disponibilizou sobre o fim desta missão espacial: no arranque da missão, os dois painéis solares captavam, a cada dia marciano, 5.000 watts hora. É a energia correspondente a 40 minutos de funcionamento de um forno eléctrico. Com a camada de poeira marciana, os painéis solares já só conseguem captar a energia necessária para alimentar um forno eléctrico durante 10 minutos.

Os cientistas da NASA não se deixam abater pelo fim da missão – nem mesmo com as restrições que encontraram no solo, que limitaram parte da captação de dados de uma das sondas. Bruce Banerdt, investigador principal da missão Insight, não se mostrou especialmente frustrado pelas limitações da recolha de dados e até deu ares de satisfação com os préstimos da InSight, “tendo em conta os riscos de aterragem em Marte”.

Ao cabo de 3,5 anos de recolha de dados a partir da Elysium Planitia (que poderá ser lida como ‘Planície de Elísio’ caso alguma vez se adopte a tradução para português), a sonda da NASA deverá recolher o braço para a denominada “posição de reforma” ainda durante a primavera.

Nessa altura, o sismómetro deverá continuar a recolher dados e, se tiver a sorte que nem sempre foi uniforme nesta missão, eventualmente poderá repetir a captação de dados referentes a um grande sismo como aquele que ficou registado a 4 de Maio, com uma magnitude de 5, que garantiu a entrada directa para o topo dos sismos alguma vez detectados noutro planeta.

Não foi só a nomenclatura que teve de mudar para lembrar leigos e cientistas que os sismos registados no planeta vermelho deverão passar a ser nomeados “martemotos” ou “tremores de Marte”, em vez de terramotos e tremores de terra. “Foi um momento de viragem no estudo dos sismos em Marte”, garante Bruce Banerdt sobre o sismo de magnitude 5. Mais 1.300 sismos foram registados pela sonda no período em que operou em Marte.

Os responsáveis não dão a missão espacial por perdida e lembram que permitiu recolher medições e descrições mais precisas sobre crosta, manto e núcleo metálico de Marte. Muitas outras revelações poderão chegar mais tarde.

Depois de cessar a recolha de dados para efeitos científicos por volta de Julho, prevê-se que a sonda vá operando até ao final do ano com funções residuais. Mas em Terra, mais precisamente nos laboratórios da NASA, o que resta do orçamento da missão deverá ser encaminhada na extracção, processamento e disponibilidade de dados científicos para a comunidade científica.

Esta recta final da missão deverá ainda ter uma duração de cerca de seis meses. Na expectativa dos cientistas, destaca-se a possibilidade de aplicar os conhecimentos noutros planetas – até na Terra.

Expresso
Hugo Séneca
17.05.2022 às 21:32


EU combati no mato, em África, na Guerra Colonial, durante quase dois anos,
os mercenários treinados por Cuba e armados, municiados e financiados
pela União Soviética (URSS) e China.

 

1033: Sonda InSight da NASA detectou um fortíssimo sismo em Marte

CIÊNCIA/MARTE

Apesar do ser humano ter máquinas em Marte há muitos anos, o desconhecimento ainda é muito grande. Tanto é que, pela primeira vez, a sonda InSight da NASA, detectou um sismo poderosíssimo no solo marciano. Nunca antes fora registado tal abanão fora da Terra.

O “martemoto”, que teve lugar a 4 de maio, registado na magnitude 5, bateu facilmente o recorde de magnitude anterior de 4,2 num sismo detectado pela InSight em Agosto do ano passado.

Num estudo mais aprofundado do acontecimento natural, que a NASA descreveu como um “terramoto monstruoso”, os cientistas irão determinar a sua localização precisa e a natureza da sua fonte. A esperança é que também possa oferecer mais informação sobre o interior do planeta vermelho.

Senti essa. Depois de mais de três anos a ouvir os suaves rumores de Marte, senti de longe o meu maior ‘marsquake’ de sempre: parece de magnitude 5. A minha equipa está a estudar os dados para saber mais. A ciência recompensa a paciência”!

Conforme referiu a agência na sua conta do Twitter:

A geologia desconhecida de Marte

Marte não tem o tipo de placas tectónicas cujos movimentos repentinos causam tremores na Terra. Em vez disso, os sismos marcianos são causados por actividade vulcânica.

Os cientistas estão interessados em estudar a actividade sísmica do planeta vermelho, uma vez que os dados podem contribuir para uma melhor compreensão do manto e núcleo deste astro.

Conforme refere a NASA, em mais de três anos de monitorização de Marte, a sonda InSight detectou mais de 1.313 sismos. O seu sismómetro altamente sensível funciona sob uma cúpula que serve para bloquear o som do vento e protegê-lo das noites frias.

Em jeito de análise do que se passou, Bruce Banerdt, o principal investigador do InSight no Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA, disse:

Desde que fixámos o nosso sismómetro em Dezembro de 2018, temos estado à espera do ‘o grande’. Este tremor de terra vai certamente proporcionar uma visão do planeta como nenhuma outra. Os cientistas irão analisar estes dados para aprenderem coisas novas sobre Marte nos próximos anos.

A NASA também relatou que a InSight tem actualmente problemas com a poeira marciana que cobre os seus painéis solares, levando a uma eficiência reduzida.

Este robô da NASA pode tentar remover a poeira usando o seu braço robótico para fazer passar areia através dos painéis. As condições de vento também podem limpá-la, mas o aterrador tem de ter sorte para experimentar um evento meteorológico deste tipo.

A poeira também está a causar problemas ao helicóptero Ingenuity da NASA, que no ano passado tornou-se a primeira aeronave a realizar um voo controlado e motorizado noutro planeta.

Pplware
Autor: Vítor M
10 Mai 2022


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética de Putin, na Ucrânia
For the victims of the genocide practiced
by the Soviet Union of Putin, in Ukraine