1322: Governo estende até ao final de Julho comparticipação de testes à covid-19

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/TESTES

O preço máximo para efeitos de comparticipação é de 10 euros. Apenas abrangidos testes prescritos pelo SNS e realizados nas farmácias de oficina.

© zoranm/Getty Images

O Governo estendeu o prazo de comparticipação de testes rápidos de antigénio de uso profissional à covid-19 prescritos pelo Serviço Nacional de Saúde até ao final de Julho, avançou esta quinta-feira o Ministério da Saúde.

“A portaria que estabelece o regime excepcional e temporário de comparticipação de testes rápidos de antigénio (TRAg) de uso profissional prescritos pelo SNS e realizados nas farmácias de oficina será prorrogada até ao final do mês de Julho”, refere o Ministério da Saúde numa resposta à agência Lusa.

Na anterior portaria, assinada pelo secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, a medida era aplicada até esta quinta-feira e justificada com a incidência muito elevada da pandemia de covid-19.

A portaria sublinhava a relevância da realização de testes de diagnóstico para despiste de infecção por SARS-CoV-2, tanto para referenciação de pessoas sintomáticas como para detecção precoce de casos confirmados.

Segundo a anterior portaria, o preço máximo para efeitos de comparticipação é de 10 euros.

No âmbito deste regime, os testes rápidos de antigénio à covid-19 estão disponíveis em 1.502 farmácias e 718 laboratórios do país, segundo dados da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed).

Há ainda 148 estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde onde estes testes podem ser realizados gratuitamente.

Diário de Notícias
DN/Lusa
30 Junho 2022 — 16:26

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1320: Adesão à greve dos trabalhadores do sector da saúde ronda 80%

SAÚDE/GREVES

A paralisação, que exclui médicos e enfermeiros, foi motivada por reivindicações antigas que continuam sem resposta.

© D.R

A adesão à greve desta sexta-feira dos trabalhadores do sector público da saúde, excepto médicos e enfermeiros, rondava até às 08:50, os 70 a 80%, segundo fonte sindical, adiantando que há perturbações nas consultas e atendimento.

“Tal como esperávamos, a adesão à greve de hoje [sexta-feira] ronda os 70 a 80%. Os efeitos da greve, que abrange todos os trabalhadores da saúde, excepto médicos e enfermeiros, dos serviços tutelados pelo Ministério da Saúde, como hospitais ou centros de saúde, estão a fazer-se sentir sobretudo no atendimento e nos serviços de consultas do continente e das regiões autónomas”, disse à Lusa o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (Sintap).

De acordo com José Abraão, os trabalhadores estão “desesperados” e “querem ver resolvidos problemas que se arrastam há anos”.

“Na quinta-feira, fomos informados que está marcada para dia 27 deste mês uma reunião com o Ministério da Saúde para tentar resolver os problemas dos trabalhadores”, disse.

A paralisação, convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS), foi motivada por reivindicações antigas que continuam sem resposta.

A 7 de Junho, a coordenadora da Federação disse que os trabalhadores estavam “há muitos anos à espera de concretização e de resolução dos seus problemas.

Em concreto, a coordenadora da FNSTFPS falou em problemas que afectam auxiliares de acção médica, técnicos superiores de saúde e técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, e que acentuam a instabilidade nos serviços de saúde e prejudicam o Serviço Nacional de Saúde.

“São situações que poderão parecer diversas e distantes, mas que no seu conjunto criam uma desmotivação aos trabalhadores da saúde, que em termos de retenção de trabalhadores na saúde em nada beneficia”, referiu.

Elisabete Gonçalves denunciou sobretudo problemas relacionados com a carreira desses profissionais, reivindicando a reposição da carreira de técnico auxiliar, e criticando também a alteração da carreira dos técnicos superiores de diagnóstico que “não traduz as especificidades destes trabalhadores”.

“Quanto aos técnicos superiores de saúde, há anos que lutam por procedimentos concursais de promoção que não estão a ser feitos, o que limita a valorização destes trabalhadores”, explicou a coordenadora.

A greve é dirigida a todos os trabalhadores de Portugal continental e da região autónoma dos Açores, e foi antecedida, na quinta-feira, de uma paralisação na região autónoma da Madeira.

Diário de Notícias
DN/Lusa
01 Julho 2022 — 09:40

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Graça Freitas: “A pior coisa que nos pode acontecer é adoecer em Agosto”

Até parece que as doenças têm agenda própria ó dra. Graça Freitas! Qualquer mês do ano pode ser o início de um desequilíbrio físico e pimba! Percebi a sua analogia em ordem ao mês de Agosto, apenas pretendi ironizar um pouco. Para desanuviar. Também precisamos disso, agora mais que nunca: guerra na Europa; pandemia do covid-19 e surto do vírus da macacada, são o prato forte da nossa existência diária! Haja um digestivo para amainar… 😂

SAÚDE PÚBLICA/PLANO DE CONTINGÊNCIA-MÓDULO VERÃO 2022

“Agosto não é um bom mês para ter acidentes ou doenças”, afirmou a directora-geral da Saúde, dirigindo-se ao presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Pisco.

© Rita Chantre / Global Imagens

A directora-geral da Saúde, Graça Freitas, afirmou esta quarta-feira, na apresentação do Plano de Contingência – Módulo Verão 2022, que “a pior coisa que nos pode acontecer é adoecer em Agosto”, uma vez que as pessoas estão longe do seu médico, centro de saúde e hospital.

“Agosto não é um bom mês para ter acidentes ou doenças”, acrescentou, citada pelo JN, dirigindo-se ao presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Pisco.

A líder da Direcção-Geral da Saúde (DGS) falou dos comportamentos de risco em férias, e pediu atenção redobrada às crianças, devido aos acidentes de viação, às quedas e aos afogamentos, tendo ainda alertado os adolescentes para as lesões medulares causadas pelos mergulhos.

Graça Freitas recordou ainda que Portugal tem muitas doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis, assemelhando-se nesse aspecto a “um país pouco desenvolvido”.

A responsável lembrou também que o bacalhau à Brás é, todos os Verões, um protagonista de toxinfeções alimentares colectivas, devido ao desenvolvimento de salmonelas.

A directora-geral da Saúde considera que Portugal continua num patamar relativamente elevado de casos de covid-19, apesar de se encontrar em tendência decrescente.

Diário de Notícias
DN
22 Junho 2022 — 19:16


 

1220: Monkeypox: Portugal com 241 casos confirmados de infecção

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/INFECÇÕES

A maior parte das infecções foram notificadas em Lisboa e Vale do Tejo, mas também há registo de casos nas regiões Norte e Algarve, avançou a DGS.

© D.R.

Portugal registou mais 10 casos de infecção pelo vírus Monkeypox, elevando para 241 o total de pessoas infectadas, todos homens que estão clinicamente estáveis, anunciou esta quarta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo a DGS, todas as infecções confirmadas pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos.

A maior parte das infecções foram notificadas em Lisboa e Vale do Tejo, mas também há registo de casos nas regiões Norte e Algarve, avançou a autoridade de saúde, que adianta ainda que os infectados pelo vírus se mantêm em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis.

Na terça-feira, o director-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que o Comité de Emergência se vai reunir na próxima semana para avaliar se o surto de Monkeypox representa uma emergência internacional de saúde pública, face ao comportamento incomum do vírus e ao número de países com casos confirmados.

Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, esta avaliação do Comité de Emergência da OMS justifica-se pelo facto de o vírus “estar a comportar-se de uma forma incomum”, pelo crescente número de países com casos confirmados de infecção e ainda pela necessidade de uma resposta coordenada, tendo em conta a dispersão geográfica que a doença regista actualmente.

Desde o início do ano, a OMS já registou mais de 1.600 casos confirmados de Monkeypox em 39 países, incluindo 32 países que não tinham registado de surtos da doença, entre os quais Portugal.

De acordo com as autoridades de saúde, a manifestação clínica da Monkeypox é geralmente ligeira, com a maioria das pessoas infectadas a recuperar em poucas semanas da doença.

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, nódulos linfáticos inchados, calafrios, exaustão, evoluindo para uma erupção cutânea.

O período de incubação é tipicamente de seis a 16 dias, mas pode chegar aos 21 e, quando a crosta cai, a pessoa infectada deixa de ser infecciosa.

Diário de Notícias
DN/Lusa
15 Junho 2022 — 14:35


 

1217: Contágios

SAÚDE PÚBLICA

Saber como se transmitem as doenças constituiu, desde sempre, motivo de interesse na perspectiva da prevenção do contágio.

Até ao fim da Idade Média pouco mais se fez além do confinamento das pessoas que apresentavam sinais de uma doença contagiosa. Assim sucedeu com a lepra ou a peste, por exemplo. Na altura, não se conhecia a natureza das doenças e ignorava-se como se transmitiam. A sua identificação era geradora de pânico entre familiares e comunidade.

Foram as pesquisas do cientista francês Louis Pasteur (1822-1895) e do médico alemão Robert Koch (1843-1910) que demonstraram, pela primeira vez, a relação causa efeito entre agentes microbianos e doenças (só em 1876 foi comprovado que o bacilo anthracis* causava o carbúnculo).

Desde então e até hoje, foram muitos os avanços da Medicina que iriam elucidar as diferentes origens das infecções, como se transmitem e como se evitam. São, agora, cada vez menos os segredos por desvendar…

Em linhas gerais, no processo de propagação das infecções (causadas quer por vírus, bactérias ou por protozoários) consideram-se dois modos de transmissão: directa e indirecta.

Precise-se, então.

1 A transmissão directa ocorre através do contacto próximo entre um doente e uma pessoa que, estando saudável nesse momento e sem protecção, irá adquirir essa mesma doença no final do período de incubação. Cada infecção tem a sua forma própria para se transmitir.

No caso da gripe ou da covid-19, por exemplo, acontece quando as gotículas expelidas pelo doente são inaladas por uma pessoa não-protegida a uma distância curta (cerca de 1 metro). A transmissão directa pode, ainda, verificar-se, no contexto de contactos íntimos entre pessoas ou por via sexual (como a gonorreia, a sífilis, a sida…).

É indispensável falar, abertamente, das doenças de transmissão sexual, porque, desde sempre, constituem motivo de vergonha e discriminação injustificadas. Aliás, o silêncio em redor destas infecções, a par do não-tratamento medicamentoso adequado, tem contribuído para contagiar cônjuges ou outros parceiros. Igualmente, é necessário entender que o sexo esporádico ou com múltiplos parceiros, se praticado sem utilização de preservativo, representa um risco que, sublinhe-se, poderia ser facilmente evitável.

A questão do risco de transmissão de infecções através de relações sexuais não pode continuar a ser tabu, até porque é possível eliminá-lo, incluindo no “dia seguinte”.

2 Por outro lado, a transmissão indirecta pode ocorrer (como na covid-19) através do contacto com as mãos em objectos inanimados quando estão contaminados, como sucede em superfícies lisas, nomeadamente maçanetas das portas, corrimãos, botões de elevadores, teclados, mesas, etc.

A transmissão por via hídrica acontecia antes da introdução da desinfecção pelo cloro dos sistemas de abastecimento de água destinados a consumo humano. Nesse tempo, beber água era arriscado porque podia estar contaminada pelos agentes da poliomielite, cólera, hepatite A ou diarreias agudas.

Há a citar, também, a via por alimentos contaminados (causa de diarreia e febre tifóide). E, ainda, quando a infecção é transmitida pela picada de mosca ou mosquito (via vectorial), como acontece com o paludismo, dengue, febre amarela, Zika…

Moral da história: conheça-se o contágio para o evitar.

*Nome devido à cor antracite da bactéria identificada (com a forma de bacilo).

Ex-director-geral da Saúde
franciscogeorge@icloud.com

Diário de Notícias
Francisco George
15 Junho 2022 — 06:31


 

1167: É essencial envelhecer bem hidratado

– A caminho dos 77, sempre fui um tipo bem hidratado. Bebo bastante água da nascente durante o dia – mais do que é aconselhável -, urino regularmente bem, sem prisão de ventre, as refeições são sempre acompanhadas com “comida de grilo” (salada de alface), seja na Primavera, Verão, Outono ou Inverno, embora as estações já não serem o que eram. Complementando tudo isto, uso um smartwatch que me dá todas as indicações do meu estado de saúde: SpO2 (saturação de oxigénio no sangue), monitorização contínua do ritmo cardíaco, batimentos cardíacos, sono, stress, modos de treino (pratico ciclismo de manutenção 7 dias por semana), avisa-me quando entro em estado de sedentarismo (principalmente quando estou sentado ao computador o que me leva a levantar da cadeira e a dar uma volta pela habitação), além de alarmes (despertador), temporizador, calendário, GPS, identificação de chamadas, e-mail, mensagens, relógio, passos dados/kms percorridos, calorias, meteorologia, acelerómetro, giroscópio, etc.. Por tudo isto, penso que estou a envelhecer bem hidratado e controlado tecnologicamente por meios adequados. Aconselho aos jovens da minha idade a adquirirem um smartwatch ou smartband para controlarem melhor o vosso estado de saúde, embora estes equipamentos não substituam os equipamentos médicos mas sempre são indicadores do que pode estar mal no nosso sistema.

SAÚDE PÚBLICA/HIDRATAÇÃO/IDOSOS E NÃO SÓ

Durante os meses mais quentes é essencial estarmos atentos à hidratação dos nossos familiares com mais idade. Quanto mais envelhecemos, mais ficamos susceptíveis a desidratar e isso é um risco para a saúde. Saiba o que deve fazer.

A desidratação das pessoas com mais idade é uma situação clínica muito frequente, sobretudo durante os meses mais quentes, sempre que não se bebe água suficiente para o funcionamento normal do organismo. A água é essencial para várias funções vitais, como por exemplo, a regulação da temperatura corporal, o transporte de nutrientes para os diversos órgãos e a eliminação de resíduos tóxicos resultantes do metabolismo. Sempre que o corpo perde mais fluidos do que são ingeridos, existe risco de desidratação.

Os idosos são mais susceptíveis à desidratação por vários motivos. À medida que envelhecemos, a percentagem total de água existente no corpo diminui e a função dos rins decresce gradualmente ao longo dos anos. A maior prevalência de doenças crónicas nesta faixa etária e a crescente necessidade de medicamentos podem agravar o risco de desidratação. Por exemplo, alguns medicamentos utilizados para tratar a hipertensão arterial e a insuficiência cardíaca podem aumentar a perda de urina, como os diuréticos.

Algumas alterações neurológicas podem diminuir a sensação da sede ou afectar a capacidade de aceder à água, pelas limitações motoras ou pela dificuldade em engolir por engasgamentos frequentes. Todos estes factores devem ser considerados individualmente por forma a serem minimizados. É importante aconselhar-se com o seu médico sobre as necessidades diárias de água na sua condição clínica.

A desidratação pode manifestar-se de diferentes formas, dependendo da gravidade e do contexto clínico. As manifestações iniciais mais frequentes são o cansaço, a sede excessiva, a boca e as mucosas secas, os olhos encovados, a obstipação e a diminuição da quantidade de urina, entre outros sinais de alerta.

Algumas doenças agudas, como a gastroenterite, podem agravar a desidratação pelo aumento da perda de água através dos vómitos ou da diarreia. Em casos mais graves, pode ocorrer descompensação das doenças crónicas que anteriormente estariam bem

controladas. Casos extremos de desidratação podem manifestar-se com o aumento dos batimentos cardíacos, diminuição da pressão arterial, prostração, lentidão dos movimentos, confusão mental e desmaio. Estes casos devem ser avaliados urgentemente por um médico. Não hesite em procurar um serviço de urgência médica, para que a desidratação seja rapidamente diagnosticada e iniciado o tratamento. Nestes casos mais graves, o tratamento passa por repor a água e electrólitos perdidos.

Manter-se hidratado é particularmente importante à medida que a pessoa envelhece. As recomendações gerais são evitar a exposição solar nos dias mais quentes, permanecendo num local fresco e aumentando a ingestão de água de forma adaptada ao gosto e às condições do próprio. Para pessoas com dificuldade em beber água, deve ser incentivada a ingestão de pequenas quantidades ao longo do dia.

Gelatina, chás, infusões e águas aromatizadas também são uma opção, assim como os sumos de fruta natural, sem adição de açúcar. A alimentação deve incluir caldos e sopas nas refeições principais. Deve-se aumentar a ingestão de frutas e hortícolas, nomeadamente alguns alimentos em particular, que têm maior teor de água, como o melão, melancia, morangos, aipo e tomate.

A água é o elemento mais importante que compõe o nosso organismo. A forma mais adequada de prevenir a desidratação começa por aconselhar-se com o médico assistente, que pode individualizar os cuidados para a sua situação ou dos seus familiares.

Especialista em Medicina Interna no Atendimento Permanente do Hospital CUF Tejo

Diário de Notícias
Amanda Fernandes
05 Junho 2022 — 00:00


 

1150: Covid-19. Portugal com 47 mortos, o valor mais elevado desde Fevereiro

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/MORTOS

Os números da DGS indicam que, nos últimos dois meses, altura em que o país entrou na sexta vaga da pandemia, morreram 1.455 pessoas, 592 em Abril e 863 em Maio.

Portugal registou hoje mais 29 916 casos de covid-19 e 27 mortos.

Portugal registou na quarta-feira 47 mortes por covid-19, o maior número de óbitos em mais de 100 dias, indicam os dados da Direcção-Geral da Saúde (DGS) divulgados esta quinta-feira.

De acordo com a autoridade de saúde, na quarta-feira, dia em que foram confirmados 26.848 casos de infecção pelo coronavírus SARS-CoV-2, foram notificados 47 óbitos, mais cinco do que no dia anterior.

Portugal não registava tantos óbitos diários por covid-19 desde 17 de Fevereiro, dia em que foram notificadas 51 mortes devido à doença.

Os números da DGS indicam também que, nos últimos dois meses, altura em que o país entrou na sexta vaga da pandemia, morreram por covid-19 1.455 pessoas, 592 em Abril e 863 em Maio.

De acordo com o último relatório da DGS e do Instituto Ricardo Jorge, divulgado na sexta-feira, a mortalidade por covid-19 em Portugal atingiu os 41 óbitos em 14 dias por um milhão de habitantes, valor que é cerca do dobro do dobro do limiar de 20 mortes definido pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC), e com tendência crescente.

“A mortalidade por todas as causas encontra-se acima dos valores esperados para a época do ano”, avançou o documento, que associou essa situação ao “aumento da mortalidade específica por covid-19”.

Henrique Oliveira, matemático do Instituto Superior Técnico e que integra o grupo de trabalho de acompanhamento da pandemia dessa instituição, estimou que os “internamentos em enfermaria e cuidados intensivos e os óbitos vão manter-se elevados até 25 de Junho”, uma vez que o país deve ter cerca de 200 mil pessoas infectadas actualmente.

Diário de Notícias
DN/Lusa
02 Junho 2022 — 17:28


 

1148: Sexta vaga representa 21% dos casos e 6% das mortes desde o início da pandemia

– “O aumento significativo de infecções registado nas últimas semanas deve-se, segundo os especialistas, ao fim da obrigatoriedade generalizada do uso de máscara.“. Digam isso às gajas e aos gajos labregos acéfalos que gostam de andar com as trombas ao léu…

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/SEXTA VAGA

O aumento significativo de infecções registado nas últimas semanas deve-se, segundo os especialistas, ao fim da obrigatoriedade generalizada do uso de máscara.

© Global Imagens

Os quase 990 mil casos confirmados em Abril e Maio representam 21% das infecções desde o início da pandemia de covid-19, mas as 1.455 mortes nesses dois meses constituem cerca de 6% do total de óbitos.

Nos últimos dois meses, o país entrou na sexta vaga da pandemia, registando, segundo os dados da Direcção-Geral da Saúde (DGS), um total de 988.307 casos: 288.059 em Abril e 700.248 em Maio, que significam 21% das 4.717.243 infecções notificadas por Portugal à Organização Mundial da Saúde (OMS) à data de quarta-feira.

Apesar de um em cada cinco casos de infecção pelo SARS-CoV-2 ter sido registado nos últimos 60 dias, os 1.455 óbitos registados nesse período representam apenas cerca de 6% do total de 23.150 mortes comunicadas à OMS desde que, em 16 de Março de 2020, se verificou a primeira vítima mortal por covid-19 em Portugal.

O aumento significativo de infecções registado nas últimas semanas deve-se, segundo os especialistas, ao fim da obrigatoriedade generalizada do uso de máscara desde 21 de Abril, numa altura em que a incidência estava nos 556 casos por 100 mil habitantes, mas também ao crescimento de uma nova linhagem da variante Ómicron do SARS-CoV-2.

Detectada pela primeira vez entre o final de Março e o início de Abril, a BA.5, que tem revelado uma maior capacidade de transmissão, ganhando terreno à antecessora BA.2, é esta semana já responsável por cerca de 87% das infecções confirmadas no país, de acordo com o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

Henrique Oliveira, matemático do Instituto Superior Técnico (IST) e que integra o grupo de trabalho de acompanhamento da pandemia dessa instituição, adiantou à Lusa que Portugal está agora com um índice de transmissibilidade (Rt) do vírus de 0,96 e “numa situação de planalto” que se deve manter ao longo desta semana, sendo expectável uma “queda acentuada de casos a partir de meados de Junho”.

O especialista em sistemas dinâmicos projectou que, apesar da prevista redução do número de infecções, os “internamentos em enfermaria e cuidados intensivos e os óbitos vão manter-se elevados até 25 de Junho”, uma vez que o país deve ter cerca de 200 mil pessoas infectadas actualmente.

O matemático, que é também um dos responsáveis pelo Indicador de Avaliação da Pandemia desenvolvido em colaboração entre o IST e a Ordem dos Médicos, reforçou ainda a previsão de que, devido a isolamentos e baixas médicas por covid-19, esta sexta vaga levou à perda de “30 milhões de horas de trabalho” em Portugal, sendo este valor o “limiar mínimo” para esse indicador.

A sexta onda pandémica agravou-se em Maio, com Portugal a registar um total de 700.248 contágios nesse mês, mais 143% do que os 288.059 casos confirmados em Abril, um crescimento que foi ainda extensivo aos óbitos.

De acordo com os dados da Direcção-Geral da Saúde, morreram por covid-19 em Abril 592 pessoas, o que representa uma média de 19,7 óbitos diários, mas em Maio foram registados 863, o que fez subir a média para 27,8 mortes por dia no último mês.

Em termos pandémicos, Maio de 2022 apresentou uma situação muito mais desfavorável em relação ao mesmo mês de 2021 em termos de infecções diárias pelo SARS-CoV-2 e de mortes específicas por covid-19.

Em Maio de 2021, com apenas cerca de dois milhões de pessoas com vacinação completa, registaram-se 12.600 contágios e 51 mortes por covid-19.

Ou seja, na grande maioria dos dias de Maio de 2022 registou-se mais casos de infecção em cada dia do que no total do mês de Maio de 2021.

Além disso, em Maio de 2022 morreram 17 vezes mais pessoas do que no mesmo mês de 2021 por covid-19.

Também a pressão hospitalar foi em Maio deste ano maior do que no mês homólogo, com os últimos dados oficiais disponíveis a indicarem 1.842 internados e 99 doentes em cuidados intensivos a 23 de Maio de 2022, quando no mesmo dia de 2021 estavam hospitalizadas 220 pessoas, das quais 58 em medicina intensiva.

Apesar de o índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus estar a baixar, a DGS e o INSA alertaram, na última sexta-feira, que a epidemia de covid-19 mantém uma incidência muito elevada, com tendência crescente, sendo expectável o aumento da procura de cuidados de saúde e da mortalidade, em especial nos grupos mais vulneráveis.

Perante esta projecção, estas entidades salientam que deve ser mantida a vigilância da situação epidemiológica, recomendando também fortemente o reforço das medidas de protecção individual e a vacinação de reforço.

Em 18 de maio entrou em vigor a contabilização das suspeitas de reinfecção, com a actualização retrospectiva dos casos acumulados.

De acordo com a DGS, os novos casos passam a incluir as primeiras infecções e as reinfecções pelo SARS-CoV-2.

Diário de Notícias
Lusa/DN
02 Junho 2022 — 08:46


 

1144: Covid-19: Média desce para os 26.349 casos diários e Rt baixa para o limiar de 1

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES

O número médio de casos diários de infecção a cinco dias passou dos 29.101 para os 26.349 em Portugal, sendo ligeiramente mais baixo no continente (24.971).

A média de infecções diminuiu para os 26.349 casos diários em Portugal, com o índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus SARS-CoV-2 a baixar para o limiar de 1,00, indica esta quarta-feira o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

“O valor médio do Rt para os dias de 23 a 27 de Maio foi de 1,00” a nível nacional, uma redução face aos 1,13 registados entre 16 e 20 do mesmo mês, avança o relatório semanal do INSA sobre a evolução da pandemia de covid-19 no país.

No continente, este indicador, que estima o número de casos secundários de infecção resultantes de cada pessoa portadora do vírus, baixou também dos 1,13 para os 0,99.

De acordo com os dados divulgados esta quarta-feira, o número médio de casos diários de infecção a cinco dias passou dos 29.101 para os 26.349 em Portugal, sendo ligeiramente mais baixo no continente (24.971).

O Norte, com um Rt de 0,96, o Centro (0,94) e o Alentejo (0,97) são as únicas três regiões que registam um Rt inferior ao limiar de 1,00, o que significa que apresentam agora uma tendência decrescente de infecções pelo coronavírus que provoca a doença covid-19.

De acordo com o INSA, Lisboa e Vale do Tejo apresenta um Rt de 1,06, o Algarve de 1,00, os Açores de 1,16 e a Madeira de 1,22, sendo esta última região a única em que este indicador subiu nos últimos cinco dias.

“Todas as regiões apresentam a taxa de incidência superior a 960 casos por 100.000 habitantes em 14 dia”, sendo a mais elevada nos Açores (4.631,7), seguindo-se o Norte (3.764,3) e Lisboa e Vale do Tejo (3.532,7), refere o relatório do INSA.

Diário de Notícias
DN/Lusa
01 Junho 2022 — 18:02


 

1143: Covid-19: frequência da linhagem BA.5 continua a aumentar e chega aos 87% em Portugal

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES

A frequência da linhagem BA.5 da variante Ómicron, que apresenta uma maior capacidade de transmissão, continua a aumentar em Portugal, sendo agora responsável por 87% das infecções registadas no país, anunciou esta terça-feria o INSA.

© CNN Portugal Covid-19 (Getty Images)

Detectada pela primeira vez entre o final de Março e o início de Abril, a BA.5 “tem apresentado uma frequência relativa marcadamente crescente, sendo dominante em Portugal, com uma frequência relativa estimada de 87% ao dia 30 de Maio”, adianta o relatório semanal do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre a diversidade genética do coronavírus SARS-CoV-2.

A variante Ómicron do coronavírus que causa a covid-19, classificada como de preocupação pela Organização Mundial da Saúde, engloba várias linhagens identificadas com o prefixo “BA”.

Entre essas várias linhagens consta a BA.5, que tem revelado uma maior capacidade de transmissão por apresentar mutações com impacto na entrada do vírus nas células e ou na sua capacidade de escapar à resposta imunitária.

Quanto à BA.2, identificada em Portugal no final de 2021 e que se tornou dominante na semana de 21 a 27 de Fevereiro, continua a perder terreno para a BA.5, representando agora 13% dos contágios registados no país.

O INSA revela ainda que tem monitorizado uma sub-linhagem da BA.2, denominada BA.2.35, que se caracteriza por ter uma mutação adicional na proteína `spike´ associada à resistência a anticorpos neutralizantes, e que tem registado uma frequência entre os 1,5% e os 3%.

No âmbito da monitorização contínua da diversidade genética do SARS-CoV-2 que o INSA está a desenvolver, têm sido analisadas uma média de 526 sequências por semana desde o início de Junho de 2021, provenientes de amostras colhidas aleatoriamente em laboratórios distribuídos pelos 18 distritos de Portugal continental e pelas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, abrangendo uma média de 139 concelhos por semana.

MSN Notícias
31.05.2022