878: Aprovada resolução que suspende Rússia do Conselho de Direitos Humanos da ONU

– … Um país que está “a subverter todos os princípios básicos” da organização, com a invasão da Ucrânia, “não pode continuar dentro do Conselho de Direitos Humanos”.

Pelo resultado desta resolução pode-se observar quem realmente é ou não a favor dos DIREITOS HUMANOS. E nem é de estranhar que países como Rússia, Bielorrússia, China, Cuba, Síria, Coreia do Norte, Nicarágua ou Irão tivessem votado contra a resolução. Países com ditaduras assassinas que eliminam adversários, assassinando-os, envenenando-os ou fazendo-os desaparecer, nunca poderiam aprovar uma resolução sobre DIREITOS HUMANOS. Depois, temos as abstenções de países como Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Índia ou México. Uns deles, são ex-colónias onde mercenários foram treinados, armados e municiados ao serviço da União Soviética, China e Cuba, exceptuando Brasil, Índia e México. Quem esteve na guerra colonial, conhece perfeitamente a origem das armas e munições fornecidas pela União Soviética e China (metralhadoras, minas e armadilhas, granadas, roquetes, etc.) aos mercenários que combatiam os “colonialistas” portugueses. Haveria muito a escrever sobre este tema, mas dá-me NOJO e VÓMITOS, a desfaçatez com que estes ditadores assumidos que vivem na opulência dos seus palácios e na riqueza das suas fortunas, deixam os seus povos morrerem de doenças e à fome!

RESOLUÇÃO/CONSELHO DE DIREITOS HUMANOS DA ONU

A resolução, apresentada pelos EUA e apoiada pela Ucrânia e outros aliados, obteve 93 votos a favor, 24 contra e 58 abstenções entre os 193 Estados-membros das Nações Unidas.

Assembleia Geral das Nações Unidas
© EPA/JASON SZENES

A Assembleia-Geral das Nações Unidas aprovou esta quinta-feira, por 93 votos a favor, uma resolução que suspende a Rússia do Conselho de Direitos Humanos devido a alegados crimes de guerra e crimes contra humanidade na Ucrânia.

A resolução, apresentada pelos EUA e apoiada pela Ucrânia e outros aliados, obteve 93 votos a favor, 24 contra e 58 abstenções entre os 193 Estados-membros das Nações Unidas.

Votaram contra o texto países como a Rússia, Bielorrússia, China, Cuba, Síria, Coreia do Norte, Nicarágua ou Irão, e entre os países que se abstiveram estão Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Índia ou México.

Dos países lusófonos, apenas Portugal e Timor-Leste votaram a favor e o voto de São Tomé e Príncipe e da Guiné Equatorial não foram registados, segundo o placar da votação apresentado na Assembleia-Geral.

A maioria dos países que votaram contra ou se abstiveram argumentaram que a resolução apresenta um viés político e que os “Direitos Humanos não deveriam ser politizados”.

Na história da ONU, apenas a Líbia de Muammar Kadhafi foi suspensa do Conselho de Direitos Humanos, em 2011, também na sequência de uma votação na Assembleia-Geral da ONU.

A proposta foi apresentada pelos EUA “em estreita coordenação com a Ucrânia e com outros Estados-membros e parceiros da ONU”, como avançou, na segunda-feira, a embaixadora norte-americana junto da Organização das Nações Unidas (ONU), Linda Thomas-Greenfield.

Um país que está “a subverter todos os princípios básicos” da organização, com a invasão da Ucrânia, “não pode continuar dentro do Conselho de Direitos Humanos”, afirmou a diplomata dos EUA na rede social Twitter na ocasião.

Antes da votação desta quinta-feira, o embaixador da Ucrânia junto da ONU pediu aos membros da organização internacional que suspendessem a Rússia do principal órgão de Direitos Humanos, afirmando que Moscovo cometeu “horríveis violações e abusos de direitos humanos que seriam equiparados a crimes de guerra e crimes contra humanidade”.

“Votem a favor desta resolução e salvem vidas na Ucrânia e ao redor do mundo. Votem ‘não’ e estão a premir um gatilho”, disse o diplomata russo, Sergiy Kyslytsya, perante a Assembleia-Geral da ONU, acrescentando que um voto contrário à resolução seria uma demonstração de “indiferença” semelhante à que em 1993 permitiu o genocídio em Ruanda.

“Rejeitamos as alegações falsas contra nós, com base em eventos encenados e falsificações amplamente divulgadas”, disse diplomata russo

Já o vice-embaixador da Rússia, Gennady Kuzmin, pediu aos membros da ONU que votassem “não”.

“Hoje não é o momento para apresentações teatrais. O que estamos a ver aqui hoje é uma tentativa dos Estados Unidos de manter a sua posição dominante e de controlo total”, afirmou o representante russo.

“Rejeitamos as alegações falsas contra nós, com base em eventos encenados e falsificações amplamente divulgadas”, acrescentou Kuzmin.

Para suspender a Rússia do Conselho de Direitos Humanos era necessária uma maioria de dois terços na Assembleia-Geral, órgão onde se sentam os 193 Estados-membros das Nações Unidas, barreira que foi ultrapassada, embora o texto tenha obtido menos apoio do que as duas resoluções anteriores que condenavam a actuação de Moscovo pela guerra na Ucrânia (140 e 141 votos a favor).

Kremlin lamenta decisão e promete “defender os seus interesses”

A Rússia lamentou a sua suspensão do Conselho de Direitos Humanos da ONU e advertiu que pretende “continuar a defender os seus interesses por todos os meios legais”.

“Estamos desolados e continuaremos a defender os nossos interesses por todos os meios legais e a explicar [a nossa posição]”, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, à cadeia televisiva britânica Sky News.

Em simultâneo, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo considerou “ilegal” a suspensão do país daquele organismo das Nações Unidas, indica um comunicado.

A Rússia considera esta suspensão “ilegal e politicamente motivada, destinada a punir de forma ostentatória um Estado-membro soberano da ONU que conduz uma política interna e externa independente”.

A Rússia decidiu efectuar uma “retirada antecipada” deste Conselho, acrescentou a diplomacia russa.

“Infelizmente, nas condições actuais, o Conselho é praticamente monopolizado por um grupo de Estados que o utilizam para os seus próprios fins oportunistas”, acrescenta o ministério.

Kiev agradece suspensão da Rússia do Conselho de Direitos Humanos da ONU

A Ucrânia disse que está “agradecida” pela decisão de suspender a Rússia do Conselho de Direitos Humanos da ONU, afirmando que “criminosos de guerra” não devem ter lugar em tais organismos.

“Os criminosos de guerra não têm lugar nos órgãos da ONU destinados a proteger os direitos humanos”, escreveu na sua conta da rede social Twitter o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba.

“(Estou) grato a todos os Estados-membros que apoiaram a resolução relevante da Assembleia-Geral da ONU e escolheram o lado certo da História”, acrescentou o chefe da diplomacia ucraniana.

O Conselho de Direitos Humanos, criado em 2006, é o principal fórum das Nações Unidas responsável por promover e monitorizar esta área, sendo composto por 47 Estados-membros, eleitos pela Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Tanto a Ucrânia como a Rússia são actualmente membros do Conselho, sendo que o mandato russo expira em 2023.

A Rússia lançou em 24 de Fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.611 civis, incluindo 131 crianças, e feriu 2.227, entre os quais 191 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,3 milhões para os países vizinhos.

Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Notícia actualizada às 20:14

Diário de Notícias
DN/Lusa
07 Abril 2022 — 17:24

 



 

876: Russia could end its role in the International Space Station by 2024, say experts

SPACE/ISS/RUSSIA

The director general of Russia’s Roscosmos space agency has threatened to end its Russia’s involvement with the ISS.

Roscosmos cosmonauts (from bottom left) Anton Shkaplerov and Pyotr Dubrov work outside the Nauka multipurpose laboratory module on the International Space Station during a spacewalk in January 2022. (Image credit: NASA)

Russia could end its cooperation on the International Space Station in as little as two years, using the sanctions imposed on Russia over its invasion of Ukraine as an excuse, according to space experts.

Most commentators characterize the threats by the director general of Russia’s Roscosmos space agency to end its involvement with the orbital outpost as mere political bluster. But the threat to sever such relations could come to fruition, as some experts Live Science spoke to noted that Russia has only committed to the ISS project until 2024, rather than “after 2030” as had been proposed by NASA and other partners.

And Russia’s withdrawal from the project could mean it will be mainly up to NASA to keep the ISS physically in orbit for almost another 10 years — something that Russia has been responsible for up until now. Even further, the threats signal just how badly Russia’s actions in Ukraine have damaged ties in the scientific community between the country and the rest of the world, meaning that any science-related cooperation with Russia may be difficult, experts said.

Roscosmos chief Dmitry Rogozin stated in Russian on Twitter (opens in new tab) on Saturday (April 2) that “normal relations” between partners on the ISS could only be restored after “the complete and unconditional lifting of illegal sanctions.”

Rogozin is a political figure with close ties to Russian president Vladimir Putin and a history of making blustery statements.

He tweeted on Feb. 24 — the day Russia invaded Ukraine — that any sanctions imposed as a result could “destroy” the partnership (opens in new tab) between Russia and the United States that keeps the ISS operating and aloft.

But activities on the space station have been relatively normal since then, with the arrival of three Russian cosmonauts (opens in new tab) in mid-March and the return to Earth of NASA astronaut Mark Vande Hei last week on board a Russian Soyuz spacecraft.

Renewed threats

There may be more than political posturing, however, to Rogozin’s latest threats to end Russia’s cooperation on the ISS. In his tweets on Saturday, he shared what he said was a March 30 letter from NASA administrator Bill Nelson.

That letter stated the new sanctions were designed to allow continued cooperation between the U.S. and Russia, “to ensure continued safe operations of the ISS.”

A statement by Nelson dated Sunday (April 3) and given to Live Science by a NASA spokesperson made the same point, and stressed that the “professional relationship” between astronauts and cosmonauts on the ISS was continuing to keep everyone safe on board.

But Rogozin claimed on Twitter he doesn’t agree that the ISS project can continue to operate under the international sanctions imposed on Russia.

Astronaut Matthias Maurer, pictured during a spacewalk on March 23, installs thermal gear and electronics components on the orbiting lab. (Image credit: NASA)

“The purpose of the sanctions are to kill the Russian economy, plunge our people into despair and hunger and bring our country to its knees,” he tweeted.

Meanwhile, the Moscow-based space analyst Andrey Ionin noted last week in an article in the Russian newspaper Izvestia (opens in new tab) that Russia could end its involvement on the ISS project as soon as 2024.

The first sections of the now-aging space station were boosted into orbit in 1998 and expected to last just 15 years; the ISS mission has since been extended, and NASA now proposes to keep it in orbit until at least 2030.

But “with the current sanctions, Roscosmos does not have a single argument for agreeing to the NASA proposal,” Ionin said, and so the existing agreement to cooperate on the ISS could end in 2024.

Staying aloft

If Russia does end its involvement in the International Space Station, the greatest loss will be the rocket power that keeps it in orbit, which until now has been provided by regular bursts of the engines on the Soyuz spacecraft that dock there.

But U.S.-based space journalist Keith Cowing, the editor of NASA Watch (opens in new tab), told Live Science that NASA will soon test the ability to keep the ISS in orbit using the engines of the Cygnus cargo spacecraft, which is manufactured and launched by the U.S. aerospace company Northrop Grumman: “So that isn’t as much of a threat as it once was,” he said.

As a result, Cowing thinks NASA and its other partners will be able to keep the ISS in orbit for almost another decade even if Russia pulls out of the project. And since the start of flights by the Cygnus and Dragon spacecraft (opens in new tab), NASA and the other partners on the ISS project — the European, Japanese and Canadian space agencies — are no longer reliant on Russia’s Soyuz to carry crew and cargo to the space station, he said.

He warned that even if Russia chooses to continue its involvement, it could face international pressure on its activities in space because of its actions in Ukraine.

“The problem here is that they’ve gone beyond the pale, and I am not sure anybody will really want to work with them ever again,” Cowing said.

Astrophysicist Martin Barstow of Leeds University in the United Kingdom chairs a group that oversees British science experiments on the ISS.

“I find it very sad that it has come to this,” Barstow told Live Science. “Even during the depths of the Cold War, scientific cooperation has been able to continue, allowing a soft-power backchannel that has enabled scientists to meet to share ideas.”

Barstow, too, is horrified by the events of the war. “The actions of Russia in invading Ukraine are so extreme that no scientist I know feels that we can continue the usual collaborations,” he said.

The recent decision by the European Space Agency to suspend its collaboration (opens in new tab) with Russia on the ExoMars mission would, at a minimum, cause severe delays to the launch of a project that is very important to scientists in the region.

“However, we cannot compare this disappointment to the pain endured by the people of Ukraine,” he said. “Russia withdrawing cooperation on the ISS is not a surprise, but it is a symptom of a country that has completely lost its moral compass.”

Originally published on Live Science
By Tom Metcalfe
07.04.2022

866: Acusações e informações falsas

INTERNACIONAL/GUERRA/UCRÂNIA

Moscovo acusa Ucrânia de encenar novas imagens de civis mortos

Moscovo acusa Wikipedia de difundir informações falsas sobre a guerra

“Nem um único residente de Bucha sofreu violência de russos”, diz embaixador na ONU

Diário de Notícias

Ah! Pois! Os ucranianos encenaram os mortos espalhando cadáveres pelas ruas e os russos encenaram a invasão da Ucrânia…

As tropas que invadiram a Ucrânia realmente não eram russas, eram soviéticas! Enviadas pelo Czar imperialista Putin que pretende reerguer de novo o imperialismo soviético da URSS, alicerçado nas práticas nazis de Hitler.

05.04.2022

 

 



 

856: Rússia suspendeu cooperação com a NASA e a ESA na ISS

INTERNACIONAL/ESPAÇO

Desde a sua criação, a Estação Espacial Internacional (em inglês, ISS) é um espaço de cooperação entre várias entidades espaciais, servindo como motor de conhecimento. Agora, com a guerra na Ucrânia e na sequência das sanções internacionais de que tem vindo a ser alvo, a Rússia suspendeu a sua cooperação.

Esta decisão foi tomada apesar de a Rússia ter sido uma das fundadoras da estação.

O responsável pela agência espacial da Rússia Roscosmos, Dmitry Rogozin, já havia dado a entender que o país poderia retirar-se e parar de cooperar com a ISS. No entanto, se antes não passava de uma ameaça, agora, é uma realidade e a Rússia anunciou que deixará de trabalhar em conjunto com a NASA (National Aeronautics and Space Administration) e a ESA (European Space Agency).

O restabelecimento de relações normais entre parceiros na Estação Espacial Internacional e outros projectos conjuntos só é possível com o levantamento completo e incondicional de sanções ilegais.

Disse Dmitry Rogozin, através do Twitter.

Antes de tomar esta decisão, o responsável pela Roscosmos enviou uma carta aos seus parceiros espaciais, pedindo-lhes que levantassem as sanções contra a Rússia, uma vez que afectam a indústria espacial do país. Além disso, acrescentou que as medidas implementadas pelos Estados Unidos, bem como por outros países, estão a prejudicar a Rússia, por afectarem amplamente a sua economia.

De acordo Rogozin, a NASA, a ESA e a CSA (Canada Space Agency) já enviaram a sua resposta à carta da Rússia relativamente ao pedido de levantamento das sanções. No caso da agência espacial americana, por exemplo, embora tenha referido que os EUA continuarão a apoiar a cooperação espacial da Rússia com os restantes países envolvidos na ISS, ressalvando que que irá trabalhar com agências e departamentos federais para manter a parceria em curso, as actuais sanções não foram mencionadas.

Pplware
Autor: Ana Sofia
03 Abr 2022

 



 

“Portugueses, os russos nunca são de confiança”, avisa presidente da Câmara de Dnipro

INTERNACIONAL/UCRÂNIA/INVASÃO SOVIÉTICA

“Se não pararmos Putin aqui na Ucrânia, ele vai continuar a destruir o sistema de segurança mundial, e isso será um problema para o povo português”, disse o autarca.

Borys Filatov é o presidente da câmara de Dnipro
© NUNO VEIGA/LUSA

O presidente da Câmara de Dnipro, a quarta maior da Ucrânia, alertou esta quinta-feira que Portugal deve ajudar a parar a Rússia e apontou a cidadania portuguesa atribuída a Roman Abramovich como exemplo de “dinheiro sujo” que contamina as democracias ocidentais.

Borys Filatov admite que Portugal seja menos sensível à questão russa, um sinal de que a União Europeia “é bastante diversificada” e os países do leste europeu “sabem muito bem que Putin não vai parar” e, por isso, “têm uma postura única e comum”.

“Não gostaria de comentar a posição de Portugal em particular, mas tudo o que eu quero é que o governo português e o povo português compreendam uma simples verdade: se não pararmos Putin aqui na Ucrânia, ele não vai parar; ele vai continuar a destruir o sistema de segurança mundial, e mais cedo ou mais tarde, isso será um problema para o povo português”, explicou Filatov, em entrevista à Lusa.

“Todos nós, as elites ocidentais em primeiro lugar, a Alemanha e a França em particular, permitimos que um novo Hitler florescesse nas terras europeias. Não nos apercebemos que, ao longo dos últimos vinte anos, o novo Reich renasceu — na Rússia – e se não o pararmos agora, o Reich irá alastrar”, salientou, acrescentando “todos precisam de compreender” o problema, “incluindo o governo português”.

Comentando o facto do presidente Volodomyr Zelensky ter referido Portugal como um dos países que tem dúvidas sobre a entrada na Ucrânia na União Europeia, Borys Filatov afirmou que o “governo português e o povo português precisam de aprender uma coisa: os russos nunca são de confiança, em circunstância alguma”.

“Abramovich obteve cidadania portuguesa por causa do dinheiro”

“Os russos mentem sempre. Eles mentem o tempo todo e nunca os podemos deixar entrar na nossa casa”, disse o autarca, apontando o processo de atribuição de nacionalidade portuguesa ao oligarca russo Roman Abramovich como um exemplo de corrupção, um caso que está a ser investigado em Portugal.

“Eu gostaria que [os portugueses] pensassem em algo, que pode ser uma espécie de coisa irracional, mas ainda assim é verdade. Abramovich obteve cidadania portuguesa por causa do dinheiro. Primeiro, vem o dinheiro sujo russo, depois os programas russos sujos aparecem na vossa televisão, depois começam a reescrever-vos a história, depois mexem com os vossos contos de fadas, depois mexem com as vossas cabeças, depois os russos deitam-se com as vossas mulheres, e no fim, o vosso país é tomado pelos russos de múltiplas maneiras”, disse Borys Filatov.

Para o autarca, que gere a cidade que tem acolhido mais deslocados de guerra do país, vindos do leste, norte e sul, em fuga dos combates em cidades como Zaporijia, Mariupol, Kharkiv ou a região de Donbass, “os russos nunca poderão ser confiáveis em circunstância alguma, nunca os deixem entrar no vosso negócio; é um país de excluídos e precisa de ser retirado do mapa político do mundo; construam uma cerca alta e de betão à sua volta, e suspendam quaisquer relações diplomáticas”.

Sobre a situação da população russófona, que Putin diz estar a tentar proteger das autoridades ucranianas, o autarca de Dnipro diz que os russos “acreditaram nas suas próprias mentiras”.

“Eu sou russo, o meu pai é russo, a minha mãe é russa. Não há uma gota de sangue ucraniano em mim”, mas se “os russos vierem, irei matá-los sem misericórdia, porque insistem numa “guerra absolutamente sem sentido”.

A mulher de Borys Filatov é da mesma região que Vladimir Putin (São Petersburgo) e a sua sogra ainda lá vive. E quase todos os dias, a sua mulher fala com a mãe, que “compreende a situação da Ucrânia” e “tem pena”, mas, ao mesmo tempo, “continua a acreditar na propaganda” de Moscovo.

“Por exemplo, ela disse-nos, a chorar, que a Polónia quer conquistar Kaliningrado”, um enclave russo no mar Báltico.

Sobre o trabalho do presidente Volodomyr Zelensky, Borys Filatov, que não é do mesmo partido, admitiu que “tinha problemas de relacionamento” mas agora, “para ser honesto”, todos os políticos “que amam a Ucrânia apoiam o presidente neste momento”.

E esta união política verifica-se também ao nível das autarquias, como Dnipro. “No nosso conselho municipal, juntámos todos os partidos pró-ucranianos e todos têm responsabilidades”.

Diário de Notícias
Paulo Agostinho, jornalista da agência Lusa
31 Março 2022 — 10:20

 



 

812: Ban Ki-moon exorta a comunidade internacional a travar invasão russa

– Não me admira absolutamente nada que a Guiné-Bissau se tenha abstido na resolução – aprovada na Assembleia Geral da ONU -, sobre a cessação imediata das hostilidades da Rússia contra a Ucrânia e, em particular, qualquer ataque a civis e bens civis“. Votaram contra, Rússia, Bielorrússia, Síria, Coreia do Norte e Eritreia e abstiveram-se Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e China. Quanto a Angola e Moçambique, não me pronuncio porque a minha guerra foi na Guiné-Bissau e aí soube, por experiência e vivência próprias, que os mercenários que combatiam as forças armadas portuguesas (terroristas, na expressão da época), eram treinados por cubanos, armados e municiados por soviéticos e chineses. E a prova disso foram as armas e munições apreendidas aos “turras” quando eram obrigados a fugir e as deixavam pelo mato.

INTERNACIONAL/INVASÃO DA UCRÂNIA PELA RÚSSIA

Ban Ki-moon apelou à comunidade internacional para que envie “todos os esforços de solidariedade e apoio”.

© REINALDO RODRIGUES / Global imagens

O ex-secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, apelou este sábado à comunidade internacional para que se una e impeça a invasão russa da Ucrânia, denunciando “crimes de guerra” por parte de Moscovo.

“[Este conflito] É algo que nos afectou e não podemos aceitar esta agressão”, realçou o diplomata sul-coreano, que liderou a ONU entre 2007 e 2016, sendo sucedido pelo português António Guterres.

Ban Ki-moon falava durante a convenção anual da Associação de Bancos do México, que decorreu em Acapulco, cidade mexicana na costa do Pacífico.

O antigo secretário-geral da ONU agradeceu também o apoio do México contra a invasão russa da Ucrânia.

“Espero que todos os mexicanos e todos os líderes políticos também participem nesta iniciativa”, realçou.

Com o conflito na Ucrânia a ultrapassar um mês de duração, resultando em quase 3,6 refugiados e milhares de mortos em ambos os lados, Ban Ki-moon apelou à comunidade internacional para que envie “todos os esforços de solidariedade e apoio”.

“Precisamos fazer o maior número possível de esforços para forçar a Rússia a interromper a invasão imediatamente e, em segundo lugar, acho que também devemos fornecer apoio humanitário a todos os refugiados e ao povo da Ucrânia“, sublinhou.

O diplomata denunciou “crimes de guerra”, defendendo que “muitas pessoas estão a ser aniquiladas e que há refugiados em todo a parte”.

O também vice-presidente dos ‘The Elders’ [Os Anciãos, em português], um grupo de políticos influentes formado em 2007 por Nelson Mandela (1918-2013), pediu ainda um julgamento internacional contra o Presidente russo Vladimir Putin.

“Apelamos à comunidade internacional que estabeleça um tribunal especial para punir o Presidente Putin e qualquer um que tenha sido responsável por esta agressão inaceitável”, referiu.

O México, actual membro do Conselho de Segurança da ONU, apresentou juntamente com a França uma resolução, que foi aprovada esta semana na Assembleia-geral, onde é pedida “a cessação imediata das hostilidades da Rússia contra a Ucrânia e, em particular, qualquer ataque a civis e bens civis”.

A resolução obteve 140 votos a favor, cinco contra e 38 abstenções, dos 193 Estados-membros das Nações Unidas.

Votaram contra este texto a Rússia, Bielorrússia, Síria, Coreia do Norte e Eritreia, e entre os países que se abstiveram estão Angola, Moçambique, Guiné-Bissau ou China.

A Rússia lançou em 24 de Fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou, entre a população civil, pelo menos 1.081 mortos, incluindo 93 crianças, e 1.707 feridos, entre os quais 120 são menores, e provocou a fuga de mais 10 milhões de pessoas, das quais 3,7 milhões foram para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Diário de Notícias
DN/Lusa
26 Março 2022 — 10:49

 



 

758: Agência Espacial Europeia anuncia suspensão da missão espacial ExoMars, desenvolvida em parceria com cientistas russos

CIÊNCIA/MARTE/EXOMARS

NASA
Rover Perseverance em Marte

As duas partes anunciaram que vão tentar manter os projectos e finalizá-los separadamente.

Uma missão espacial que iria unir esforços europeus e russos tendo em vista o lançamento de um rover para Marte foi suspensa como consequência da invasão russa à Ucrânia. O anúncio foi feito pela Agência Espacial Europeia, que justificou a decisão com o conflito e com as sanções que se seguiram. O organismo fez saber que a sua intenção é procurar formas alternativas de lançar a ExoMars e outras quatro missões previstas com a participação russa.

“Lamentamos profundamente as baixas humanas e as trágicas consequências da agressão contra a Ucrânia”, disse a agência numa declaração. “Embora reconhecendo o impacto na exploração científica do Espaço, a ESA está totalmente alinhada com as sanções impostas à Rússia”.

Do lado russo, as palavras foram também de lamento, mas Dmitry Rogozin, responsável pela agência russa, a Roscosmos, também anunciou que os astrónomos e cientistas do pais se vão esforçar por prosseguir com os planos sozinhos. “Esta é uma decisão amarga para todos os entusiastas do espaço.” No Telegram, Rogozin explicou que os projectos vão demorar perder vários anos, no entanto, a Rússia “conduzirá esta expedição de investigação” por sua conta.

O cientista acrescentou ainda que estes passos serão dados “sem os amigos europeus“.

A ExoMars estava inicialmente prevista para 2020, mas foi adiada devido à pandemia da covid-19. O novo lançamento estava agendado para Setembro, no Cazaquistão, através de um foguete russo.

Após reunião em Paris na quinta-feira, a direcção da ESA afirmou, pela voz do seu director-geral, Josef Aschbacher, que iria “realizar um estudo industrial acelerado para melhor definir as opções disponíveis para uma forma de implementar a missão ExoMars rover”.

“Este ano o lançamento foi cancelado“, esclareceu Aschbacher em conferência de imprensa, citado pela France 24. O responsável acrescentou que o lançamento não será possível até pelo menos 2026, acrescentando que “a cooperação com a NASA é uma opção” que a ESA iria analisar.

  ZAP //

ZAP
17 Março, 2022

 



 

723: Gostava de informar os russos da verdade sobre a guerra na Ucrânia? Saiba como!

INTERNET/UCRÂNIA/INVASÃO RUSSA

O mundo tem recebido uma avalanche de informação e imagens vindas da Ucrânia, que mostram o terror que se vive no país. No entanto, a população russa parece não estar a ter acesso à mesma história. Por isso, um novo website permite que lhes sejam enviadas mensagens a informar.

O site foi desenvolvido por um grupo de hackers polaco.

Desde o dia 24 de Fevereiro, o mundo está de olhos postos na evolução da guerra a acontecer na Ucrânia e iniciada pela Rússia. Enquanto grandes actores, neste momento, os jornalistas têm feito chegar informação e imagens relativamente ao que se passa, mantendo as pessoas informadas e atentas.

Por sua vez, os meios de comunicação social russos não têm, aparentemente, dado a conhecer a história toda e, por essa razão, os cidadãos poderão estar sob uma nuvem de desinformação e consequente desconhecimento do verdadeiro impacto do que está a acontecer. Aliás, além dos órgãos de comunicação, também as redes sociais têm assumido um papel crucial na disseminação da informação, no entanto, mesmo essas estão a ser limitadas ou bloqueadas na Rússia.

Conscientes dessa nuvem, um grupo de hackers polaco criou um website que permite que as pessoas enviem mensagens aos cidadãos russos, para lhes dar a conhecer uma outra versão dos factos. De acordo com o The Wall Street Journal, o website envia mensagens aleatórias para cerca de 20 milhões de números de telemóvel e para cerca de 140 milhões de endereços de correio electrónico. Estes pertencem a indivíduos e a empresas da Rússia.

O nosso objectivo passa por quebrar o muro digital de censura de Putin e assegurar que o povo russo não está totalmente isolado do mundo e da realidade do que a Rússia está a fazer na Ucrânia.

Disse o porta-voz do Squad303 ao The Wall Street Journal.

Apesar de contar apenas com uma semana de vida, o website já permitiu o envio de quase sete milhões de mensagens de texto e dois milhões de e-mails.

Pplware
13 MAR 2022



 

O aviso de Oksana, a “comandante” do centro de veteranos de Lviv: “Este não é só um problema da Ucrânia”

INTERNACIONAL/UCRÂNIA/INVASÃO RUSSA

Enviado Pedro Cruz faz o relato, todos os dias, dos acontecimentos na zona do conflito.

Oksana Yurynets, 44 anos, foi deputada na última legislatura. Diz que “a Ucrânia, hoje, representa a liberdade e a democracia”
Foto André Luís Alves / Global Imagens

O centro de veteranos de guerra de Lviv está num corrupio. Mal se entra, numa sala espaçosa, como se fosse uma plateia, há dois grupos, com cerca de 20 pessoas cada. Estão dispostos numa roda e escutam atentamente a enfermeira Olga, que explica como tratar de feridas. Há réplicas, em borracha, de orelhas, narizes, mãos, pés, braços e pernas. Os voluntários testam na borracha aquilo que podem encontrar um dia destes se, ou quando, Lviv for bombardeada. Ao lado, outra enfermeira explica como fazer manobras de reanimação. O boneco utilizado em todo o mundo recebe respiração boca a boca. Por fim, numa espécie de palco, são os próprios “alunos” a servir de cobaia para técnicas de imobilização de membros partidos ou deslocados.

A informação que as enfermeiras transmitem é absorvida num silêncio atento e interessado.

Curso de primeiros socorros para civis é dado por enfermeiras
© André Luís Alves / Global Imagens

A senhora que parece que manda no edifício leva-nos ao primeiro andar, onde há espaço para armazenar roupa, comida e medicamentos que não param de chegar. Há, por todo o lado, sacos cheios de vestuário. Mais adiante, numa sala, um grupo de mulheres trata de cortar em pequenos pedaços alimentos perecíveis, que serão cozinhados mal seja possível, para que nada seja desperdiçado. Oksana Yurynets não para de falar. Quer mostrar tudo, explicar o que estão a fazer para ajudar quem está na linha da frente ou nos postos de defesa civil. Só interrompe a visita guiada para atender uma chamada: “Estou ao telefone, dia e noite, com os meus amigos americanos, europeus, britânicos e de outros países.”

Curso de primeiros socorros para civis é dado por enfermeiras
© André Luís Alves / Global Imagens

Mas quem é, afinal, Oksana Yurynets, a mulher que fala quase sem respirar, que atende telefonemas atrás de telefonemas, que tem amigos em todo o mundo e parece ser a única pessoa no Centro de Veteranos que está com pressa? Tem 44 anos, foi deputada na última legislatura, e faz parte de dois comités – o que prepara a adesão da Ucrânia à União Europeia e o que prepara o pedido de adesão à NATO. “O que peço aos meus amigos internacionais é que parem o Putin.” Acredita que, nesta altura, a maior parte dos países está com a Ucrânia. E recorda: “A Ucrânia, hoje, representa a liberdade e a democracia.”

Por esta altura, a antiga deputada, que não foi eleita nas eleições de há dois anos, já respira entre as palavras, porque está a falar em inglês e precisa de tempo para pensar nas palavras certas. “Sabe”, diz ela, “todos os países têm muitos problemas, mas o que está a acontecer não diz respeito só à Ucrânia, diz respeito à Europa e ao mundo.”

As informações dadas pelas enfermeiras são ouvidas pelos participantes num silêncio atento
© André Luís Alves / Global Imagens

A ideia de que qualquer outro país, por qualquer outra razão, ou por razão nenhuma, pode ser, a qualquer momento, atacado, é o motivo pelo qual os ucranianos sentem que merecem solidariedade dos outros povos.

Mal acabou de falar, Oksana respirou fundo. Tocaram as sirenes. Quem estava no primeiro andar desceu à cave. Ela também. Foi a última a entrar. No piso menos um, a que agora se chama bunker, ou abrigo, apenas dois sons se faziam notar. Uma mulher rezava, num tom de murmúrio, e Oksana falava, com os amigos internacionais. As guerras não se ganham só com tropas, armas e aviões. Também se ganham com influência, solidariedade e palavras.

Diário de Notícias
Pedro Cruz (Texto) e André Luís Alves /Global Imagens (Fotografia), em Lviv
04 Março 2022 — 00:19



 

Navalny apela a manifestações contra a guerra e descreve Putin como “czar louco”

– É esta a “liberdade” e as “amplas liberdades democráticas” que os comunistas portugueses (PCP) tanto apregoam e APOIAM, quando um louco assassino, ex-KGB de formação na ex-União Soviética (URSS), nacionalista de gema e fascista convicto, manda matar, num genocídio global, tudo o que seja contra a vontade dele. Putin não é a Rússia, diz com razão Navalny mas infelizmente e enquanto esse assassino não for julgado no Tribunal de Haia por crimes contra a Humanidade, os Ucranianos terão de se defender desta invasão sem precedentes, com ameaças até de confronto nuclear!

SOCIEDADE/UCRÂNIA

O opositor lembrou que está preso e não pode comparecer aos protestos, mas reiterou o seu apelo aos cidadãos para que se manifestem diariamente contra a invasão da Ucrânia.

Alexei Navalny, líder da oposição na Rússia
© Global Imagens

O opositor russo Alexei Navalny, actualmente preso na Rússia, convocou esta quarta-feira os seus compatriotas a saírem às ruas contra a invasão da Ucrânia ordenada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, a quem descreveu como um “czar louco”.

“A Rússia quer ser uma nação de paz. Infelizmente, poucas pessoas nos chamariam assim agora. Mas, pelo menos, não nos tornemos num país de pessoas assustadas e silenciosas, de cobardes que fingem não notar a guerra contra a Ucrânia desencadeada pelo nosso, obviamente, czar louco”, escreveu Navalny na rede social Twitter.

“Putin não é a Rússia. E se há algo agora na Rússia do qual nos podemos orgulhar são essas 6.824 pessoas que foram detidas porque — espontaneamente – saíram às ruas com cartazes a dizer: ‘Não à guerra'”, declarou o opositor.

Navalny estava a referir-se aos milhares de pessoas que foram detidas nos últimos dias em várias cidades russas por se manifestarem contra a guerra.

“Não posso, não quero e não vou ficar em silêncio a ver absurdos pseudo-históricos sobre eventos de há 100 anos tornarem-se uma desculpa para os russos matarem os ucranianos e os ucranianos matarem os russos para se defenderem”, afirmou Alexei Navalny, o principal opositor do regime de Putin.

“É a terceira década do século 21 e estamos a ver notícias sobre pessoas a serem queimadas e casas a serem bombardeadas. Estamos a ver ameaças reais do início de uma guerra nuclear em nossas televisões”, acrescentou.

O opositor lembrou que está preso e não pode comparecer aos protestos, mas reiterou o seu apelo aos cidadãos para que se manifestem diariamente contra a invasão da Ucrânia.

“Não podemos esperar mais. Onde quer que esteja, na Rússia, Bielorrússia e mesmo do outro lado do planeta, vá à praça principal da sua cidade todos os dias”, declarou.

“Devemos cerrar os dentes e vencer o medo, sair e exigir o fim da guerra. Cada detido [nas manifestações] deve ser substituído por dois recém-chegados” aos protestos, declarou.

Navalny foi envenenado em Agosto de 2020 com um agente químico de fabricação russa (Novichok) e acusa os serviços secretos russos de tentativa de assassínio.

Depois de retornar à Rússia em Janeiro de 2021, após ter passado vários meses a convalescer na Alemanha, Navalny foi detido e condenado a dois anos e meio de prisão. Desde então, o Ocidente exige insistentemente pela sua libertação.

O opositor russo está a ser julgado novamente por novas acusações de corrupção, que o Ocidente e algumas organizações não-governamentais (ONG) consideram meramente políticas.

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já mataram mais de 350 civis, incluindo crianças, segundo Kiev. A ONU deu conta de milhares de deslocados e refugiados ucranianos na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a “operação militar especial” na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções para isolar ainda mais Moscovo.

Diário de Notícias
DN/Lusa
02 Março 2022 — 11:45