310: Governo proíbe corte de água, luz, gás e telecomunicações até Março de 2022

SOCIEDADE

Medida visa mitigar o impacto da pandemia de covid-19

O Governo proibiu a suspensão do fornecimento de serviços essenciais, como água, luz, gás e telecomunicações, até Março, no âmbito das medidas para mitigar o impacto da pandemia de covid-19.

Segundo um diploma publicado esta quinta-feira em Diário da República, é prorrogada “a vigência de alguns artigos do decreto-lei n.º 56-B/2021, de 07 de Julho, que altera o regime excepcional para as situações de mora no pagamento da renda e estabelece a garantia de fornecimento de serviços essenciais no âmbito da pandemia da doença covid-19”.

Assim, ficou estabelecida a garantia do fornecimento de serviços essenciais de água, electricidade, gás natural e gases de petróleo liquefeitos canalizados e comunicações electrónicas até ao final de Março de 2022, não sendo permitida a sua suspensão.

Até esta data, os consumidores que estejam desempregados ou com uma quebra de rendimentos do agregado “igual ou superior a 20%”, face aos valores do mês anterior, podem também solicitar a suspensão temporária dos contratos de telecomunicações, sem penalizações, retomando-se em 01 de Abril ou noutra data a acordar com o fornecedor.

Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 18.840 pessoas e foram contabilizados 1.253.094 casos de infecção com covid-19, segundo dados da Direcção-Geral da Saúde.

Diário de Notícias
DN/Lusa
23 Dezembro 2021 — 19:22





 

213: “Deixa os homens cantar”. Ex-Pára-quedistas vaiam e pedem demissão do ministro da Defesa

– e ainda dizem que vivemos em “democracia”… “No final da cerimónia, a PSP identificou vários dos antigos militares que se encontravam no protesto.”  Nos tempos do Estado Novo fascista, também se identificavam os opositores ao regime salazarista!

Rodrigo Antunes / Lusa
O ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho

Centenas de ex-pára-quedistas vaiaram e pediram hoje a demissão do ministro da Defesa e do Chefe do Estado Maior do Exército durante a cerimónia militar nas comemorações do Dia do Exército, em Aveiro.

A iniciativa, que se realizou esta manhã, ficou marcada pelo protesto dos pára-quedistas, a que se juntaram antigos comandos, contra a alegada proibição de os militares no activo cantarem o “Pátria Mãe”, o hino dos pára-quedistas, durante o desfile militar.

À chegada à parada, o ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, foi recebido por um coro de assobios que se prolongaram durante os discursos do governante e do Chefe do Estado-Maior do Exército, José Nunes da Fonseca, que também foi vaiado.

No final da cerimónia, a PSP identificou vários dos antigos militares que se encontravam no protesto.

Durante praticamente toda a cerimónia ouviram-se gritos de “demissão”, “deixa os homens cantar” e “palhaço”, intervalados com cânticos e o brado dos pára-quedistas.

“Hoje viemos dar um grande apoio à força militar que desfilou aqui, porque proibiram os pára-quedistas que marcharam de fazer o cântico, que é a praxe das tropas pára-quedistas que é o Pátria Mãe, e proibiram também o marchar à pára-quedista porque temos um tipo de marchar especial”, disse à Lusa Joaquim Mesquita, pára-quedista de 1972.

Alguns metros ao lado, Carlos Barbosa, da associação de pára-quedistas de Vale d’Este, de Barcelos, explicava que nas paradas, “toda a gente adorava ver os pára-quedistas pelos cânticos e pela forma de marchar”, lamentando que, agora, tenham retirado isso.

Não podem estar a fazer isto às tropas. Estão a acabar com os pára-quedistas aos bocadinhos”, disse este ex-pára-quedista.

A marcha e o cântico em causa podem ser vistos em inúmeros vídeos disponíveis nas redes sociais, como é o caso do vídeo abaixo, captado em Aveiro em 2018, durante uma marcha do 2.º Batalhão de Infantaria Pára-quedista, do Regimento de Infantaria N.º 10, que foi publicado no canal do Exército Português no YouTube.

Questionado pelos jornalistas, no final da cerimónia, o ministro escusou-se a comentar o protesto, limitando-se a dizer que este foi um “excelente dia de celebração e de agradecimento”.

“Isto foi um ano extraordinário, muito difícil para as forças armadas e para o exército e, portanto, ter aqui hoje esta oportunidade de agradecer ao exército português para mim foi um privilégio”, disse o governante.

Contactada pela Lusa, a porta-voz do Exército disse desconhecer a alegada proibição ou qualquer ordem interna nesse sentido e disse que o Exército não comenta os protestos.

  ZAP // Lusa

Por ZAP
24 Outubro, 2021