1283: A culpa é do software! NASA adia missão para explorar asteróide Psyche

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/ASTERÓIDES

A NASA (National Aeronautics and Space Administration) tinha intenções de explorar este asteróide, este ano, mas houve um contratempo.

Devido a um atraso da entrega do software de voo e do equipamento da nave, a missão para explorar o asteróide Psyche vai ter de acontecer noutra altura.

Missão Psyche custa 933 milhões de euros

Segundo um comunicado da agência espacial NASA, não existe tempo suficiente este ano para concluir os testes necessários antes do lançamento, especialmente para verificar se o ‘software’ funcionará correctamente em voo.

De referir que o asteróide Psyche foi seleccionado em 2017 como parte do programa Discovery da NASA, uma missão de baixo custo que usa Marte como “assistência gravitacional no caminho”, o que requer uma precisão extrema.

O lançamento da nave possibilitaria que chegasse ao Psyche em 2026, o maior asteróide metálico do sistema solar, que é rico em ferro e níquel e possivelmente com ouro no centro e novos metais.

Thomas Zurbuchen, director da divisão científica da NASA, observou que todas as opções para a missão estão a ser avaliadas no contexto do Programa Discovery e que “uma decisão sobre o caminho a seguir será tomada nos próximos meses”.

O software de navegação e orientação de voo da nave é responsável pelo seu controlo e por enviar dados e receber ordens da Terra. Este software também fornece informações de trajectória para o sistema de propulsão eléctrica solar da nave, que começa a operar 70 dias após o lançamento, explicou Thomas Zurbuchen.

Os custos totais da missão Psyche, incluindo o foguete, são de 985 milhões de dólares (933 milhões de euros).

Psyche é um colossal asteróide, uma espécie de planeta falhado com cerca de 200 quilómetros de diâmetro. Alguns astrónomos consideram-no como sendo o núcleo exposto de um proto-planeta. Além de ser colossal, o seu valor económico é várias dezenas de vezes superior ao do nosso planeta Terra. Isso, claro, se um dia conseguirmos monetizar toda a riqueza que os cientistas estimam que tenha, estamos a falar de um asteróide gigante feito de ferro, níquel, platina e ouro!

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Autor: Pedro Pinto
25 Jun 2022


 

1282: Mancha solar duplica de tamanho em 24 horas: “calma, não há razões para pânico”

CIÊNCIA/ERUPÇÕES SOLARES

O nosso Sol é uma fonte de vida, mas tem também o potencial de infligir à Terra danos provocados pela sua radiação. Nesse sentido, as preocupações com uma mancha solar apontada ao nosso planeta têm crescido nos últimos dias. Estas manchas podem disparar contra nós poderosas erupções solares, e os danos são já bem conhecidos. Contudo, os especialistas disseram que está longe de ser invulgar.

As declarações dos especialistas parecem ter acalmado as preocupações, pois ainda recentemente estas erupções destruíram satélites e tiveram vários efeitos no nosso Planeta Azul.

Mancha solar é já quase o triplo do tamanho da Terra

As preocupações no mundo científico, e em quem segue de perto estas informações, começaram quando uma mancha solar, denominada AR3038, duplicou de tamanho entre o domingo dia 19 e a segunda-feira dia 20 de Junho. Estas manchas, com um tamanho quase do triplo do tamanho da Terra, estão viradas para cá.

Portanto, o risco de uma tempestade solar ejectar partículas carregadas de radiação em direcção ao nosso planeta aumentou significativamente.

Mancha ao duplicar provocou receios que possa libertar uma erupções solares de classe X20 e trazer graves efeitos para a Terra

Segundo Rob Steenburgh, responsável do gabinete de Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), a Região Activa 3038, ou AR3038, tem vindo a crescer ao longo da última semana.

As manchas solares parecem mais escuras porque são mais frescas que outras partes da superfície do Sol, de acordo com a NASA. Isto porque estas manchas são formadas onde os fortes campos magnéticos impedem que o calor dentro do Sol alcance a sua superfície.

Isto é o que as manchas solares fazem. Com o tempo, geralmente, vão crescer. Passam por fases, e depois desaparecem.

Penso que a forma mais fácil de o dizer é que as manchas solares são regiões de actividade magnética.

Referiu Rob Steenburgh.

Há 10% de probabilidade desta mancha disparar uma grande erupção contra a Terra

Já a NASA refere que as erupções solares, que normalmente surgem das manchas solares, são “uma súbita explosão de energia causada pelo emaranhamento, cruzamento ou reorganização das linhas do campo magnético perto das manchas solares.

Para se perceber, Steenburgh dá o exemplo tipo torção de elásticos. Isto é, se tivermos um par de elásticos a torcer-se no dedo, acabam por torcer demasiado, e rebentam. A diferença com os campos magnéticos é que se voltam a ligar. E quando se ligam de novo, despoletam o tal processo que gera uma chama.

Quanto maior e mais complexa for uma mancha solar, maior é a probabilidade de ocorrência de erupções solares, disse Steenburgh. No caso concreto, esta mancha solar duplicou de tamanho todos os dias nos últimos três dias e é cerca de 2,5 vezes o tamanho da Terra.

As observações conseguiram perceber que a mancha solar está a produzir pequenas erupções solares, mas “não tem a complexidade para as maiores erupções”, segundo referiu C. Alex Young, diretor para a ciência na Divisão de Ciência Heliofísica do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA.

Apesar disso, refere o cientista, há uma probabilidade de 30% de que a mancha solar produza erupções médias e uma probabilidade de 10% de criar erupções grandes.

O cientista W. Dean Pesnell, do Observatório da Dinâmica Solar, disse que a mancha solar é uma “região activa de tamanho modesto” que “não cresceu de forma anormalmente rápida e ainda é um pouco pequena na área”.

AR 3038 é exactamente o tipo de região activa que esperamos neste ponto do ciclo solar.

Explicou o cientista.

As erupções solares têm níveis diferentes. As mais pequenas são as erupções de classe A, seguidas por B, C, M e X com a maior força. Dentro de cada classe de letras há uma escala mais fina onde se utilizam números, e os números mais altos denotam mais intensidade.

Como tal, as erupções de C são demasiado fracas para afectarem notavelmente a Terra. As erupções M mais intensas podem perturbar a comunicação rádio nos pólos da Terra. As erupções X podem perturbar satélites, sistemas de comunicação e redes de energia e, no seu pior, causar escassez de electricidade e falhas de energia.

Quer isso dizer que as erupções solares de menor intensidade são bastante comuns. Já as “perigosas” erupções X são menos frequentes. Num único ciclo solar, cerca de 11 anos, há tipicamente cerca de 2.000 erupções M1, cerca de 175 erupções X1 e cerca de oito erupções X10. Para as maiores erupções solares de X20 ou acima, há menos de uma por ciclo. Este ciclo solar, o 25.º, começou em Dezembro de 2019.

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Autor: Vítor M
25 Jun 2022


 

1280: Só mais uma máquina para actualizar? Sim, mas esta tem o Windows 98 e está a orbitar Marte

CIÊNCIA/SOFTWARE/MARTE

O Windows 98 foi um dos sistemas da Microsoft de maior sucesso. Chegou numa altura em que os computadores se começaram a massificar e trouxe uma interface que cada vez estava mais simples e apelativa para os muitos utilizadores deste sistema.

Foi um caso de sucesso e chegou literalmente a todo lado, havendo agora mais uma prova disso mesmo. A ESA vai finalmente actualizar uma das suas últimas máquinas com o Windows 98, que está dentro do Mars Express. O problema é que esta na órbita de Marte, algo que vem complicar um pouco as coisas.

Uma actualização há muitos devida em Marte

Já todos tivemos uma ou outra actualização do Windows que deixámos para mais tarde. É um processo que pode demorar ou ser chato, e que por isso adiamos. A ESA, a Agência Espacial Europeia, vai agora abordar um problema destes e realizar uma dessas actualizações.

A grande diferença é que a ESA vai fazer isso a 62,1 milhões de quilómetros da Terra, no software do MARSIS (Mars Advanced Radar for Subsurface and Ioniospheric Sounding), que está a orbitar o planeta Marte. A complicar ainda mais esta questão, está o facto deste satélite ter ainda presente o Windows 98 da Microsoft.

ESA vai trocar o Windows 98 da MARSIS

Esta é uma actualização que está em falta há alguns anos e que acontece agora para garantir uma melhor eficiência deste equipamento da ESA, que se dedica a procurar água no solo de Marte. 19 anos após ter entrado em produção, recebe agora um novo sistema operativo.

Com o novo software, os cientistas vão poder descartar dados desnecessários das imagens recolhidas. Isso permite que o MARSIS funcione por cinco vezes melhor do que agora e que cubra faixas muito mais amplas de Marte e Fobos nas suas passagens.

Uma nova vida para a Mars Express

Algo que não foi revelado pela ESA é qual o novo sistema que o MARSIS vai receber. Também não foi explicado de que forma a actualização será realizada a esta distância do planeta Terra, mas certamente que é um processo já testado até à exaustão, para que corra de forma perfeita.

O MARSIS ganha assim uma vida nova e garante mais alguns anos de funcionamento. Após ter descoberto indícios da presença de água em Marte, é hora de se renovar e receber novas funcionalidades e um novo sistema, bem mais recente que o Windows 98.
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Fonte: ESA
Autor: Pedro Simões
25 Jun 2022


 

1253: Análise: Xiaomi Smart Band 7, a mais eficiente das Mi Bands

TECNOLOGIA/SMART BAND/ANÁLISE

A Xiaomi acabou de apresentar para o mercado europeu a Xiaomi Smart Band 7. Apesar de parecer igual à versão anterior em termos de design, existem melhorias que fazem dela a mais eficiente das smartbands da Xiaomi, outrora Mi Bands.

Depois de alguns dias de teste, hoje damos-lhe a conhecer os pormenores desta que é considerada um sportwatch em formato de band, graças à funcionalidade de avaliação V02max.

Especificações gerais da Xiaomi Smart Band 7

A Xiaomi Smart Band 7 vem com um ecrã AMOLED completo de 1,62″, com 326ppp e brilho de 500 nits. Na verdade, apesar das semelhanças com a versão anterior, o um design de ecrã é mais amplo, com 25% de visibilidade aumentada, oferecendo assim mais espaço de visualização da informação.

Em termos de sensores, destaca-se o sensor PPG para monitorização de batimentos cardíacos e SpO2 e ainda o sensor de 6 eixos, com acelerómetro de 3 eixos e giroscópio também de 3 eixos, para maior precisão na monitorização de toda a actividade.

Tem Bluetooth 5.2, sendo compatível com Android (6.0) e iOS (10.0), através da app Mi Fitness. Para quem já utilizava a app MiFit, que foi actualizada para a Zepp Life, e pretende continuar a utilizar, a Smart Band 7 também é compatível. A bateria deverá durar entre 10 a 14 dias, algo que ainda não nos foi possível comprovar.

A Smart Band 7 tem como dimensões 46,5 x 20,7 x 12,25 mm e pesa apenas 13g. Além disso, tem resistência a água de 5ATM, estando apta para treinos à chuva ou em ambientes aquáticos. Vem ainda com mais de 100 mostradores de relógio, assim como várias opções coloridas de braceletes para combinar.

Vem com mais de 110 modos desportivos, dando liberdade aos utilizadores de definir os seus objectivos de fitness personalizados, mais adequados ao seu estilo de vida.

Na caixa vem apenas a Mi Band e respectiva bracelete, carregador magnético e manual de instruções rápidas.

A monitorização contínua e análise de treino profissional VO2max

A Xiaomi Smart Band 7 tem várias melhorias ao nível da monitorização da actividade física, sendo mesmo considerada como um sportwatch mas em formato de banda.

Uma das suas novidades mais evidentes é a nova análise de treino profissional VO2max, que mede a quantidade máxima de oxigénio que os utilizadores podem utilizar durante o exercício. Isto vai permitir analisar melhor os treinos, tempos de recuperação, guias de treino, entre muitos outros parâmetros.

Mas há mais. A monitorização contínua dos batimentos cardíacos e SpO2 poderão ser essenciais para detectar eventuais problemas de saúde.

A monitorização do sono é outro dos aspectos que melhorou bastante nesta nova pulseira, bem como a contagem diária de passos.

Para quem não quer estar constantemente a iniciar actividades físicas no relógio, há uma detecção automática do início e do fim de cada actividade.

A app Mi Fitness está renovada e adaptada a todas as novidades da Smart Band 7, mas se tem os seus dados anteriores associados, por exemplo à app Zepp Life, ainda que a possa utilizar também com a Mi Band 7, poderá transferir os seus dados para a app Mi Fitness.

A mais eficiente das Mi Bands

A Smart Band 7 da Xiaomi vem realmente trazer ao consumidor uma maior eficiência na monitorização de todos os parâmetros de análise. A contagem diária de passos é bastante precisa. Como comparação, nestes poucos dias de teste, a Smart Band 7 foi utilizada ao lado de um modelo de smartwatch de topo, e a variação desta contagem é muito baixa.

O mesmo aconteceu com a análise de batimentos cardíacos, monitorização de sono, entre outros parâmetros diários. O que varia é mais na interpretação automática das actividades físicas.

O tempo de testes ainda não permitiu avaliar a monitorização de actividades físicas de forma mais concreta, bem como a nova análise de treino profissional VO2max, algo que vai ser feito durante as próximas semanas. Nessa altura traremos mais novidades.

De referir que todas as notificações do smartphone podem chegar à Mi Band, podem ser rejeitadas chamadas e a smartband pode, por exemplo, funcionar nativamente de obturador da câmara.

A Xiaomi Smart Band 7 estará disponível em Portugal a partir de 22 de Junho através dos canais oficiais da Xiaomi. O seu preço será de 59,90€, mas haverá uma promoção de lançamento entre 22 e 26 de Junho com o preço a 49,99€.

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Autor: Maria Inês Coelho
21 Jun 2022


 

1242: Guerra: Rússia está a controlar a Internet na Ucrânia

“Apoderar-se do controlo dos servidores, cabos e torres do serviço móvel de comunicações – todos classificados como infra-estrutura crítica – que permitem que as pessoas acederem livremente à web é considerado um dos primeiros passos na “russificação” das áreas ocupadas.” Eu diria antes que são os primeiros passos na nazificação soviética das áreas ocupadas.

INVASÃO SOVIÉTICA NA UCRÂNIA/INTERNET/NAZIFICAÇÃO

Desde o primeiro momento que a Rússia atacou a Ucrânia, que os ataques aconteceram por terra, ar, mar e também através da Internet. Apesar de toda a boa resposta da Ucrânia nesta guerra, a Rússia tem conseguido controlar a Internet em algumas zonas.

De acordo com informações recentes, os militares russos têm apreendido equipamentos tecnológicos e em algumas situações exigem que os ucranianos voltem a configurar a rede (Internet), passando as comunicações a ser controladas pela Rússia.

Internet na Ucrânia tem falhas constantes… Rússia controla!

Desde o final de maio, as 280.000 pessoas que vivem em Kherson, cidade portuária ocupada e nos arredores enfrentam constantes interrupções online, pois os provedores de serviços de Internet estão a ser forçados a redireccionar as ligações através da infra-estrutura russa, revela a  WIRED. Com esta posição, além de controlar a Internet dos ucranianos, Vladimir Putin coloca também no “terreno” a sua máquina de censura de conteúdos.

Além disso, novos cartões SIM de telefone, sem marca, usando números russos estão a circular na região, levando ainda mais as pessoas a usar redes russas (sem saberem).

Apoderar-se do controlo dos servidores, cabos e torres do serviço móvel de comunicações – todos classificados como infra-estrutura crítica – que permitem que as pessoas acederem livremente à web é considerado um dos primeiros passos na “russificação” das áreas ocupadas.

Desde o início da guerra, em Fevereiro, que interromper ou desactivar infra-estrutura da Internet tem sido uma táctica comum – controlar o fluxo de informações é uma arma poderosa. Mísseis russos destruíram torres de TV, um ataque cibernético contra um sistema de satélites teve impactos indirectos em toda a Europa e a desinformação tentou quebrar os ânimos ucranianos.

Apesar dos frequentes apagões na Internet, o ecossistema de empresas de Internet da Ucrânia tem-se unido para manter as pessoas online. Enquanto as tropas ucranianas estão a lançar, com sucesso, contra-ataques contra a ocupação russa no sul do país, Kherson continua controlado por forças invasoras.

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Autor: Pedro Pinto


 

1193: Rover Curiosity da NASA descobriu formas bizarras em Marte

CIÊNCIA/TECNOLOGIA/MARTE

Marte é um planeta ainda misterioso, pouco conhecido e cheio de locais com muito interesse. Os habitantes do planeta, os robôs da Terra, palmilham lentamente e descobrem formas bizarras que o tempo esculpiu no solo. Há dias vimos uma porta escavada nas rochas e agora o rover da NASA, o Curiosity, descobriu umas formas bizarras, uma escultura em forma de espigões, que acicatam a curiosidade dos investigadores.

Estas novas formas naturais levantam algumas questões que ajudam a perceber o que se passou no planeta, em tempos que se suspeitava ter água em abundância.

Estranhos espigões brotam do solo de Marte

O rover Curiosity da NASA detectou mais formações rochosas estranhas em Marte, desta vez com a forma de caules de plantas sinuosas, de acordo com uma fotografia recente publicada na base de dados de imagens em bruto da missão.

O rover fotografou as esculturas marcianas naturais a 15 de maio, apenas uma semana depois de ter encontrado uma bizarra fractura rochosa que provocou um espanto mediático porque se assemelha a uma porta alienígena.

Os “espigões” estreitos de rocha na nova imagem são provavelmente “os preenchimentos cimentados de fracturas antigas numa rocha sedimentar”, segundo o Search for Extraterrestrial Intelligence (SETI) Institute, uma organização de investigação sem fins lucrativos fundada para caçar vida extraterrestre.

Estes recheios são as últimas partes remanescentes de uma estrutura rochosa maior que tem sofrido erosão ao longo dos anos, disse o instituto num tweet.

NASA: Curiosity continua a sua missão para descobrir o planeta vermelho

A recente inundação de imagens interessantes extraterrestres é um lembrete de que o Curiosity ainda faz novas descobertas à medida que sobe a encosta de uma montanha marciana, quase dez anos depois de ter aterrado no planeta vermelho.

Para além deste rover, Marte é o lar de duas outras missões de superfície operacionais da NASA: Perseverance, outro rover que está actualmente a recolher amostras que, segundo se espera, serão devolvidas à Terra um dia, e o InSight, um terrestre que provavelmente irá morrer em breve.

A China também está a explorar a superfície marciana com o seu rover Zhurong, que também já encontrou a sua quota-parte de rochas estranhas desde que aterrou no planeta no ano passado.

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Autor: Vítor M.


 

1192: Um mistério do Sol pode ter sido descoberto: a estrela gira internamente

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

O nosso Sol esconde muitos mistérios apesar de dar luz à Terra pelo menos desde há 4,54 mil milhões de anos. Cada vez a humanidade chega mais perto da estrela e descobre algo que desvenda o muito que desconhecemos. O interior este astro é só por si o maior dos desafios à compreensão e aos estudos que se debruçam sobre o Sol. Os modelos que utilizamos para compreender o interior do Sol têm vindo a clamar por uma actualização há anos.

Agora, uma equipa internacional liderada por cientistas da Universidade de Genebra lançou uma proposta para renovar estes modelos. A chave: o novo modelo tem em conta a rotação interna do Sol.

Há teorias sobre o Sol que têm de ser revistas

Um novo modelo, com a proposta publicada na revista Nature Astronomy, tenta resolver um problema com duas décadas de existência. O artigo pretende responder a uma questão que surgiu no início deste século, quando os dados vindos do Sol começaram a contradizer as previsões do modelo solar padrão.

A dissonância dizia respeito aos elementos químicos que podiam ser detectados na sua superfície. As concentrações de hélio e lítio são mais abundantes do que os modelos prevêem.

No início pensava-se que os dados poderiam estar errados, mas 20 anos de observações confirmaram a dissonância entre a teoria e a prática. A teoria teve de ser revista.

Introduzir a rotação

Um dos co-autores do estudo explica no comunicado de imprensa publicado pela Universidade de Genebra que o modelo padrão apresenta uma visão “muito simplificada” da nossa estrela.

Por um lado, em relação ao transporte de elementos químicos nas camadas profundas; por outro lado, em relação à rotação e aos campos magnéticos internos, que até agora têm sido ignorados.

Disse Gaël Buldgen, investigador no Departamento de Astronomia da UNIGE.

O Sol é uma grande bola de plasma/gás. Sabemos que a sua superfície está em movimento, o que temos podido observar durante décadas. Sabemos também, por exemplo, que a sua superfície gira a diferentes velocidades (mais rapidamente em direcção ao equador).

A questão-chave, contudo, para a equipa internacional liderada por Patrick Eggenberger, reside na rotação interna.

E o que é que a rotação tem a ver com o lítio e o hélio?

O problema reside no hélio e a solução na rotação da estrela. Entre estes dois pontos encontram-se os campos magnéticos internos que esta rotação gera. Estes iriam criar correntes internas que ejectariam estes elementos para as partes externas do Sol.

O novo modelo é assim capaz de prever a abundância destes dois elementos na superfície. Como Eggenberger explica, os campos magnéticos criam uma “mistura turbulenta” que impede que o hélio desça rapidamente em direcção ao centro da estrela, empurrando também o lítio para áreas mais quentes.

O estudo também chama a atenção para as mudanças nas velocidades de rotação que podem ocorrer ao longo do tempo. Já sabemos que o Sol tem os seus próprios ciclos internos, pelo que isto não é surpreendente.

Porque é que isto é importante?

Patrick Eggenberger explica que a rotação e os campos electromagnéticos devem ser tidos em conta não só ao analisar o nosso Sol, mas também ao considerar a física estelar de uma forma mais geral. Não surpreendentemente, muitos dos elementos à nossa volta que são fundamentais para a vida são “cozinhados” dentro das estrelas.

O Sol é a estrela que melhor podemos caracterizar, por isso é um teste fundamental à nossa compreensão da física estelar.

O que é a heliosismologia?

A origem do puzzle reside na heliosismologia, no estudo da estrutura interna do Sol e dos movimentos. Análoga à sismologia na Terra, a sua contraparte solar analisa os movimentos de superfície para deduzir o que pode estar por baixo.

A discrepância surge quando as observações do movimento externo não concordam com o que é previsto pelos modelos que mostram a estrutura interna.

O modelo não consegue fazer uma “casa cheia” nas suas previsões e há questões que permanecem por determinar. Por exemplo, a equipa explica como o novo modelo discorda das observações heliosísmicas que nos dizem os limites da zona onde começam as correntes convectivas.

Teremos de esperar por novos dados ou novos modelos para colmatar a lacuna restante entre o que a teoria nos diz e o que os nossos olhos nos dizem.

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Autor: Vítor M


 

1169: Dica: Quer traduzir no Firefox com toda a privacidade? Veja esta alternativa simples

TECNOLOGIA/MOZILLA FIREFOX/BROWSER/TRADUTOR WEB

O Firefox tem um conjunto alargado de ferramentas que podem ser usadas de forma directa, para melhorar a navegação na Internet. Para além das que estão incorporadas nativamente, há ainda as que são instaladas via extensões.

A proposta que agora trazemos vem encaixar-se neste patamar, com uma capacidade que muitos precisam e querem ter presente. Falamos das traduções, que agora recebem uma actualização de peso e tornam-se mais seguras e com privacidade no Firefox.

A quase totalidade dos browsers traz para os utilizadores ferramentas de tradução nativas ou aconselhadas pelos seus criadores. Estas permitem a qualquer utilizador ler páginas web em qualquer idioma, sem qualquer problema ou dificuldade.

Para a maioria dos utilizadores esta solução é certamente suficiente, mas tem uma ligeira situação fora do controlo do utilizador. Estas traduções assentam em serviços Cloud, o que dá acesso a todo o texto que vai ser transformado para outro idioma.

Para alterar este cenário, a Mozilla tem agora uma novidade que todos podem usar no Firefox. Esta extensão pode ser instalada na proposta da criadora deste browser e ser explorada de forma simples, com o foco na privacidade e na oferta do que estas se propõem a realizar.

Por agora estão apenas disponíveis 6 idiomas para tradução, que decorre directamente no browser do utilizador. Não existe qualquer processamento fora do PC do utilizador e nenhuma informação adicional é passada para fora do browser do utilizador.

O nosso português está presente desde o início e por isso pode ser usado desde o primeiro momento. Basta clicar com o botão direito do rato em qualquer texto e pedir para traduzir a página. Escolher o idioma de destino é simples e fácil para qualquer utilizador.

Para quem se preocupa com a privacidade, esta extensão do Firefox é a ideal. Toda a tradução é realizada no PC do utilizador e sem passar qualquer texto ou outra informação para os serviços que fazem este processo.

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Autor: Pedro Simões


 

1161: Raro alinhamento mostra-nos cinco planetas que podemos vislumbrar da Terra

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

De 3 a 24 de Junho, temos várias oportunidades de ver uma rara conjunção planetária. Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter e Saturno podem ser vistos sem binóculos e alinhados na mesma ordem em que estão no Sistema Solar. A conjunção será visível antes do crepúsculo durante a maior parte do mês.

Este é um raro alinhamento que nos permite perceber a conjuntura destes astros no sistema solar.

Segundo explica a American Astronomical Society, a vista deliciosa de todos os cinco planetas a olho nu saudará os madrugadores durante todo o mês de Junho. Enquanto ver dois ou três planetas próximos (no que é conhecido como conjunção) é uma ocorrência bastante comum, ver cinco é um pouco mais raro. E o que é ainda mais notável na programação deste mês é que os planetas estão organizados na sua ordem natural a partir do Sol.

Durante todo o mês de Junho, pouco antes do nascer do Sol, os espectadores poderão ver Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter, Saturno – nessa ordem – a estenderem-se pelo céu. Mercúrio será mais difícil de detectar: ​​no início do mês, os espectadores precisarão de um horizonte leste desobstruído, bem como de binóculos para ver o pequeno mundo.

À medida que o mês passa, Mercúrio sobe mais alto e ilumina-se significativamente, facilitando a visualização e, assim, completando a programação planetária.

A última vez que os cinco planetas foram colocados no horizonte em sequência foi em Dezembro de 2004, podendo também ser vistos a olho nu. Mas este ano, a diferença entre Mercúrio e Saturno é muito menor.

Várias datas dignas de nota este mês

3 a 4 de Junho: nestas duas manhãs, os cinco planetas abrangem 91°, quando a separação entre Mercúrio e Saturno será menor. Para vislumbrar a vista, encontre um local com uma visão clara em direcção ao leste para maximizar as suas hipóteses de apanhar Mercúrio.

Leve binóculos. Também precisará de se certificar de que está em posição bem a tempo de apreciar a vista de todos os cinco planetas – terá menos de meia hora entre o momento em que Mercúrio aparece pela primeira vez acima do horizonte e quando se perde no horizonte, no brilho do sol nascente.

24 de Junho: de acordo com a Sky & Telescope, o alinhamento planetário desta manhã é ainda mais convincente. Para começar, Mercúrio será muito mais fácil de captar, tornando o desfile dos cinco planetas muito mais acessível. E terá cerca de uma hora para desfrutar da vista, desde quando Mercúrio salta acima do horizonte até quando o Sol nascente o ofuscar no céu.

Mas o verdadeiro bónus é a Lua crescente minguante posicionada entre Vénus e Marte, servindo como um substituto da Terra. Por esta altura do mês, os planetas estão mais espalhados pelo céu – a distância entre Mercúrio e Saturno será de 107°.

Se estiver nublado nas datas de nota, ainda tem todas as manhãs entre elas para ver os cinco planetas a olho nu que adornam o horizonte sudeste. Apenas se certifique que define o alarme e acordar a tempo.

Pplware
Autor: Vítor M
03 Jun 2022

Posição dos planetas hoje, 03.06.2022

Stellarium


 

1155: Comunicações no espaço? Já há uma empresa a tratar

TECNOLOGIA/ESPAÇO/COMUNICAÇÕES

Nos últimos anos muito se tem falado sobre o espaço e têm sido várias as descobertas. Quem sabe se daqui a poucos anos não poderemos ir passar, por exemplo, um fim de semana ao espaço e ter muitos dos serviços que usamos actualmente.

Nesse sentido, há já uma empresa que está já a tratar de comunicações espaciais. Saiba quem é e qual o objectivo.

Comunicações: Actualmente existem 12 mil satélites no espaço

A multinacional japonesa de tecnologia e entretenimento Sony anunciou a criação de uma nova empresa, a Sony Space Communications Corporation (SSC), com a qual pretende entrar no sector das comunicações espaciais.

A empresa, fundada através da subsidiária norte-americana, vai construir dispositivos ópticos que permitem a comunicação entre pequenos satélites em órbita, através de feixes laser, acelerando as comunicações em comparação com o sistema de rádio convencional, disse a Sony, em comunicado.

Segundo Kyohei Iwamoto, da SSC…

Existem actualmente cerca de 12 mil satélites no espaço, e espera-se que o número aumente no futuro. A quantidade de dados utilizados em órbita também está a aumentar todos os anos, mas a quantidade de ondas de rádio disponíveis é limitada

Os dispositivos vão funcionar entre satélites no espaço e nas comunicações de satélites com estações terrestres, tendo a Sony indicado esperar que este sistema garanta comunicações em tempo real de qualquer ponto da Terra para qualquer satélite no espaço.

Segundo a Lusa, antes de iniciar as operações, a Sony realizou uma experiência com a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA) este ano e concluiu a transferência de ficheiros de dados, a base tecnológica para serviços da Internet através de comunicações ópticas.

Os dispositivos da SSC vão também evitar a necessidade de certos tipos de licenças necessárias para a comunicação via rádio, seguindo o modelo de outras empresas, como a Amazon e a SpaceX, que optaram por construir redes de satélite de baixa altitude para melhorar as comunicações via Internet.

Em Setembro de 2021, a SpaceX lançou o primeiro lote de satélites equipados com um sistema de comunicação laser para a constelação Starlink de satélites de Internet.

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Autor: Pedro Pinto
03 Jun 2022