PS irritado com Marcelo, garante que Costa é “refém do povo”

– Os artigos que tenho inserido neste meu Blogue pessoal, nada têm a ver com a defesa do sr. António ou do PS. Simplesmente considerei inadequada e de uma arrogância extrema, as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa sobre a eventual saída de António Costa a meio do mandato para ocupar um lugar na Europa. Não posso, de geito algum, apoiar um PM e um partido que me andam a ROUBAR desde que estão em funções, os subsídios de férias e de natal – que já nem chegam -, para pagar o IRS, sendo que a causa é ter ficado VIÚVO (NÃO CASADO) na terminologia do Fisco e o escalão do IRS ter aumentado mesmo que receba um valor mensal inferior ao SMN.

SOCIEDADE/POLÍTICA

Carlos César, presidente do PS e conselheiro de Estado, recordou a Marcelo que quem fiscaliza politicamente o Governo é o Parlamento e não o Presidente da República. Hoje Costa divulga Programa do Governo

O primeiro-ministro, António Costa, presidindo no Palácio da Ajuda à primeira reunião do Conselho de Ministros do XXIII Governo Constitucional
© JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

O PS não gostou do discurso de Marcelo na tomada de posse do novo Governo de António Costa – naquela parte em que o Presidente da República (PR) ameaçou com eleições antecipadas caso o primeiro-ministro decida a “meio do caminho” (2024) trocar Portugal por um cargo europeu.

Carlos César, presidente do partido e conselheiro de Estado, verbalizou no Facebook, embora de forma suave, as suas distâncias face ao discurso presidencial, sintetizando o sentimento do PS.

Salientou, por um lado, que o primeiro-ministro não é refém do PR mas sim “refém do povo”. E sublinhou, por outro lado, que não é ao PR que incumbe fiscalizar a acção governativa mas sim ao Parlamento. “O primeiro-ministro, como em qualquer democracia e na sequência da renovação expressiva da legitimidade eleitoral do PS, é refém do povo que o elegeu e dos compromissos que assumiu e que serão reafirmados no Programa do Governo que será submetido ao órgão de soberania a quem incumbe a fiscalização política da actividade governativa – a Assembleia da República.”

E, quanto ao resto, considerou ainda, Marcelo fez um discurso “expectável”: “Diagnosticou e interpretou, nesse sentido, bem as preocupações maiores face às consequências das crises pandémica e da guerra, que ainda perduram, enfatizando a necessidade do reformismo que se impõe em vários domínios fundamentais para a sustentabilidade futura.” Já António Costa – concluiu o presidente do PS – “esteve muito bem no discurso de posse”.

Esta quinta-feira, um dia depois de ter feito o discurso em que consolidou a ideia de que Costa pode estar a preparar-se para voos europeus dentro de dois anos, o Presidente da República fez, como lhe é habitual, a hermenêutica das suas próprias palavras, desdramatizando a situação.

Interrogado pelos jornalistas, no Palácio de Belém, em Lisboa, se o aviso que fez Costa de que será difícil substituí-lo a meio da legislatura se deveu a alguma indicação de que o primeiro-ministro tem planos para sair a meio do mandato, o chefe de Estado respondeu: “Não”. Insistindo: “Não, não, não não. É porque é uma evidência. Eu estive ali a dizer as evidências do voto dos portugueses: votaram numa maioria absoluta, poderiam ter votado noutras escolhas, votaram na estabilidade e votaram para que essa estabilidade pudesse resolver os problemas do país”, acrescentou.

“Quatro anos e meio”

Marcelo fez sua a expressão usada por César: “O primeiro-ministro ficou refém do povo.” Portanto, ele não lhe fez nenhum “ultimato”, quanto muito houve um “ultimato do povo”. Face à pergunta se gostaria de ter ouvido do primeiro-ministro a garantia de que quer cumprir o mandato até ao fim, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que “decorreu do que ele disse a predisposição de olhar para a legislatura, falou até ao fim da legislatura, legislatura parlamentar”. Ou seja: o PM “assumiu que está a avançar para uma empreitada, chamemos-lhe assim, que é uma empreitada de quatro anos e meio”.

Hoje Costa poderá ser directamente confrontado com a questão, ao apresentar o programa de Governo, esta quinta-feira aprovado na primeira reunião do Conselho de Ministros do seu novo Governo.

O Programa de Governo resulta, em grande parte, do programa eleitoral que o PS apresentou nas últimas legislativas. Este previa a celebração de um acordo de concertação social para elevar até aos 900 euros o salário mínimo nacional em 2026, medida acompanhada de um novo quadro fiscal para as empresas.

Costa também já assegurou que se mantém comprometido com a necessidade de fazer um aumento extraordinário das pensões e a redução do IRS para os jovens. Outra das medidas do programa eleitoral apontava para ajustamentos à estrutura do IRS e do IRC de forma a estimular a melhoria dos rendimentos salariais, acautelando que os trabalhadores não são prejudicados e beneficiando as empresas que estimulem boas práticas salariais.

Ainda antes de começar a guerra na Ucrânia, que obrigará o executivo a alterar o cenário macroeconómico inserido na anterior proposta de Orçamento do Estado, o programa com que os socialistas se apresentaram às legislativas previa que até 2026 a dívida pública se reduza para valor inferior a 110 por cento do PIB e que se assista um aumento médio do rendimento dos trabalhadores em 20 por cento.

Eurico Brilhante eleito

O programa de Governo chegará hoje ao Parlamento, sendo discutido na próxima semana (dias 7 e 8). No dia 13, deverá ser discutido o novo Programa de Estabilidade. Quanto ao Orçamento do Estado para este ano – cujo chumbo levou o PR a dissolver o Parlamento e a convocar eleições antecipadas -, deverá dar entrada na AR algures a seguir à Páscoa.

Esta quinta-feira, a nova maioria absoluta do PS consolidou-se a com a eleição do novo líder do grupo parlamentar. Eurico Brilhante Dias – um antigo “segurista” que era até agora secretário de Estado da Internacionalização – obteve uma confortável maioria na bancada: 110 votos a favor, quatro brancos e quatro nulos.

joao.p.henriques@dn.pt

Diário de Notícias
João Pedro Henriques
31 Março 2022 — 23:17

 



 

Palavras… leva-as o vento…

“”O país está ainda enfrentar esta difícil pandemia, estamos mesmo a enfrentar uma quarta vaga desta pandemia. E não nos podemos distrair, não podemos relaxar, isto exige que aceleremos mesmo o processo de vacinação, vai ser feito um esforço muito grande nas próximas duas semanas, com condições que serão mais incómodas para quem se vacina, mas que reforçará a segurança de todos e particularmente aqueles que vão ver mais rapidamente alcançada a segunda dose da vacinação”, declaração António Costa.

O primeiro-ministro salientou que o esforço de aceleração do processo de vacinação contra a covid-19, não permite “qualquer distracção” quanto ao comportamento social da população, impondo a manutenção das regras de higiene e afastamento físico.”

Sr. Costa, diga isso aos gajos e às gajas que continuam insistentemente nas suas vidinhas “sociais”, na organização, promoção e participação das suas passeatas, caminhadas, festas de casamentos, aniversários, baptizados, bebedeiras e afins, porque são esses INFRACTORES às regras sanitárias (que eles desconhecem ou criminosamente ignoram), colocando em risco quem, na comunidade, CUMPRE as regras sanitárias, ou seja, usa máscara na cara e não nos queixos ou pendurada nos braços ou ao redor do pescoço e RESPEITA O DISTANCIAMENTO FÍSICO, além de outras formas de higienização (desinfecção de mãos).

São esses INFRACTORES, que até negam o facto de estarem em situação de INCUMPRIDORES, falácia facilmente desmontada por imagens, que têm de ser PUNIDOS pelo facto de andarem “distraídos” e “relaxados” com a “gripezinha” do COVID-19.

Pena não fazerem esses gajos e essas gajas, parte das listas de infectados, que saem diariamente dos relatórios epidemiológicos da DGS.

Costa admite “condições incómodas” para vacinação nas próximas semanas

Aceleração no ritmo de vacinação causa transtornos em filas de espera por todo o país.

© JOHN THYS / POOL / AFP

 

O primeiro-ministro admitiu esta terça-feira que as condições de vacinação nas próximas duas semanas serão “mais incómodas”, devido ao esforço de aceleração necessário para enfrentar a quarta vaga da covid-19 que afecta o país, e alertou que a luta não terminou.

“O país está ainda enfrentar esta difícil pandemia, estamos mesmo a enfrentar uma quarta vaga desta pandemia. E não nos podemos distrair, não podemos relaxar, isto exige que aceleremos mesmo o processo de vacinação, vai ser feito um esforço muito grande nas próximas duas semanas, com condições que serão mais incómodas para quem se vacina, mas que reforçará a segurança de todos e particularmente aqueles que vão ver mais rapidamente alcançada a segunda dose da vacinação”, declaração António Costa.

O chefe do Governo falava, no Porto, à margem da cerimónia de apresentação da linha Metrobus Boavista — Império, infra-estrutura financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

O primeiro-ministro salientou que o esforço de aceleração do processo de vacinação contra a covid-19, não permite “qualquer distracção” quanto ao comportamento social da população, impondo a manutenção das regras de higiene e afastamento físico.

“Esta é uma luta que não terminou, é uma luta que tem de continuar e que temos de a travar”, disse.

Na segunda-feira, o vice-almirante Gouveia e Melo, que coordena a ‘task-force’ responsável pela vacinação contra a covid-19 afirmou que a possibilidade de longas filas nos centros de vacinação era expectável devido ao aumento do ritmo do processo, mas reconheceu que é um problema e terá de ser resolvido.

Na primeira segunda-feira desde que arrancou a vacinação sem marcação de pessoas com 45 ou mais anos, o dia no centro de vacinação do concelho de Oeiras, no Pavilhão Carlos Queiroz em Carnaxide, começou com uma fila de milhares de pessoas que contornava todo o complexo desportivo.

No sábado, o responsável explicou que Portugal iria acelerar o ritmo de vacinação devido à rápida disseminação da variante Delta de SARS-CoV-2, prevendo que seja possível vacinar cerca de 850 mil utentes por semana.

Em Serralves, António Costa defendeu, contudo, que “simultaneamente” ao combate à pandemia de covid-19, o país tem de lançar a recuperação, mantendo nomeadamente a ambição de executar o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

“A recuperação tem de estar em acção. Portugal foi o primeiro país a apresentar o Plano de Recuperação e Resiliência, foi o primeiro país a ver o seu plano de Recuperação e Resiliência a ter luz verde da União Europeia e agora temos de ter a ambição de sermos os melhores a executar o nosso Plano de Recuperação e Resiliência”, disse.

“Ontem [segunda-feira] demos o primeiro passo para colocar nos carris o metro ligeiro entre Odivelas e Loures, hoje estamos aqui já a lançar o concurso público de um dos três projectos previsto no Plano de Resiliência para o sistema de mobilidade na cidade do Porto e para o conjunto da Área Metropolitana”, acrescentou.

“Casando” o PRR com a da “urgência e emergência” de redução das emissões de CO2, o governo, continuou António Costa, seleccionou para o plano de resiliência um conjunto de investimentos “muito significativos” que visam precisamente a descarbonização da sociedade e da economia.

“São mais de 6 mil milhões de euros que iremos investir na descarbonização, grande parte destinados à indústria e a apoiar a descarbonização da indústria. Outra parte também já lançada para melhorar eficiência energéticas do edificado”, explicou, salientando que a mobilidade e a eficiência energética representam metade das emissões de CO2.

O primeiro-ministro defendeu que esta é a oportunidade de “fazer um dois em um”. Por um lado, acelerar a recuperação e, por outro, criar melhor condições para garantir o futuro.

“Esta obra do BRT [Bus Rapid Transit, cujo concurso de concepção e construção hoje lançado] é mais um esforço”, acrescentou, referindo que no âmbito PRR está em andamento uma outra ligação de metro que vai ligar a Casa da Música, no Porto, e Santo Ovídeo, em Vila Nova de Gaia.

Estes projectos, somam-se ao conjunto de investimentos que tem vindo a ser financiados no quadro do Portugal 2020 e aqueles que serão financiados no Portugal 2030, acrescentou Costa.

“É uma peça de um puzzle integrado, não é algo que se faz porque agora há esta oportunidade. É algo que se faz inserido numa estratégia que assumimos de descarbonização e de continuar efectivamente para o combate às alterações climáticas”, declarou.

O chefe do Governo considera que Portugal não tem apenas o dever, mas um especial interesse em combater as alterações climáticas.

“Nós somos dos países da União Europeia mais expostos. Nós somos vítimas por via da seca, somos vítimas por via da erosão da costa (…) e nós somos vítimas em particular do enorme risco de incêndio florestal que o aumento da temperatura média comporta. (…) Convém não esquecer que mesmo alcançando os objectivos do acordo de Paris, o risco de incêndio em Portugal irá aumentar seis vezes se nada acontecer de reforma de fundo na nossa floresta”, rematou.

Diário de Notícias
Lusa
06 Julho 2021 — 12:57