A “grande nuvem de poeira do Saara” atravessa a Europa

CLIMA/NUVEM DE POEIRA/SAARA

Uma nuvem de poeira do deserto do Saara está a atravessar a Europa e deverá estar mais concentrada sobre Portugal e Espanha durante o fim de semana, divulgou o sistema europeu de monitorização atmosférica Copérnico.

© Twitter Copérnico

Trata-se de “mais uma grande nuvem de poeira do Saara” que estará sobre o sul e centro da Europa entre esta sexta-feira e a próxima segunda, refere um comunicado do sistema Copérnico, acrescentando que 2022 está e continuará a ser um ano com “altos níveis de transporte de poeira através do Mediterrâneo e partes da Europa”.

“Os valores mais altos” na Península Ibérica deverão registar-se no sábado e no domingo, dia em que a poeira, “com valores muito altos” de concentração da atmosfera, também atingirá a Europa central.

Em meados de Março já se tinham verificado grandes nuvens de poeira na Europa ocidental e este ano, nuvens semelhantes provenientes do deserto do Saara também atravessaram o Atlântico até atingirem as Caraíbas.

Períodos de seca e aumento da desertificação fazem aumentar a probabilidade de fenómenos destes, que fazem diminuir a qualidade do ar nas regiões afectadas, sobretudo no caso de as nuvens de poeira passarem a baixa altitude.

Diário de Notícias
DN/Lusa
20 Maio 2022 — 20:52


EU combati no mato, em África, na Guerra Colonial, durante quase dois anos,
os mercenários treinados por Cuba e armados, municiados e financiados
pela União Soviética (URSS) e China.

 

993: Descoberto fóssil de gafanhoto com mais de 300 milhões de anos em Gondomar

CIÊNCIA/FÓSSEIS/PALEONTOLOGIA

O fóssil “extremamente raro” do gafanhoto pré-histórico foi encontrado em rochas com mais de 300 milhões de anos na região de São Pedro da Cova.

© Centro de Geociências (CGeo) da Universidade de Coimbra

Investigadores descobriram um fóssil de gafanhoto pré-histórico em rochas com mais de 300 milhões de anos na região de São Pedro da Cova, em Gondomar, que constitui “um achado extremamente raro” na Península Ibérica, foi esta terça-feira revelado.

Em comunicado enviado à Lusa, o investigador Pedro Correia, doutorado do Centro de Geociências da Universidade de Coimbra, afirma que o artigo, publicado na revista científica Historical Biology, revela a descoberta de “restos fossilizados de um gafanhoto pré-histórico” em rochas com mais de 300 milhões de euros na região de São Pedro da Cova, em Gondomar, no distrito do Porto.

O fóssil, que revela “um novo género e nova espécie para a ciência”, recebeu o nome de ‘Lusitadischia sai’ e é um “achado extremamente raro na Península Ibérica”.

“O novo fóssil agora descrito para a ciência corresponde a um grupo de insectos saltadores primitivos que existiram no final do paleozóico”, salienta Pedro Correia, esclarecendo que esta “super-ordem difundida e diversificada” permanece pouco conhecida na Península Ibérica, “devido à raridade dos registos até ao momento”.

Esta diversidade, “representada por tão poucos registos”, reflecte a dificuldade de se encontrar fosseis deste grupo na Península Ibérica, observa Pedro Correia, notando, contudo, que tal não significa que estes e outros insectos não eram abundantes e diversificados nesta região, mas que a limitação do seu registo é “um grande obstáculo” para as descobertas.

A ‘Lusitadischia sai’ é o segundo registo da família Oedischiidae até então descoberto na Península Ibérica o que “volta a demonstrar que a baixa diversidade demonstrada está subestimada” pelo limitado potencial de fossilização deste tipo de fauna pré-histórica, mas também pela dificuldade de encontrar e reconhecer estes achados em condições de preservação.

O nome da nova espécie é dedicado ao paleontólogo e professor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Artur Sá, pelo “importante contributo na estratigrafia e paleontologia do Paleozóico inferior do sudoeste da Europa, norte de África e também na promoção e valorização do Património Geológico”, esclarece o investigador.

Diário de Notícias
DN/Lusa
03 Maio 2022 — 12:53


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética de Putin, na Ucrânia
For the victims of the genocide practiced
by the Soviet Union of Putin, in Ukraine


 

755: Coelhos podem ter levado à extinção dos Neandertais na Península Ibérica

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Mihin89 / Deviant Art
“Caçador de mamutes” por Mihin89

Quando os grandes mamíferos diminuíram em número, os Neandertais tiveram dificuldades em caçar coelhos, possivelmente levando à sua extinção na Península Ibérica.

Há 40 mil anos, na Europa, o Homo sapiens não era a única espécie humana. Havia pelo menos outras três, entre elas os Neandertais. Eventualmente, a espécie foi levada à extinção, havendo várias razões e teorias que podem explicar o seu desaparecimento do continente europeu.

Uma hipótese sugere que a sua incapacidade de se adaptar à caça de pequenos animais — quando os grandes mamíferos diminuíram em número — desempenhou um papel preponderante na sua extinção, escreve o Ancient-Origins.

Esta teoria foi desenvolvida num estudo publicado em 2013 na revista científica Journal of Human Evolution, que se focou no desaparecimentos dos Neandertais da Península Ibérica.

Os cientistas concluíram que o que tramou os Neandertais foi o facto de estes não conseguirem caçar coelhos com sucesso. Os humanos modernos que chegaram à Península Ibérica não tiveram os mesmos problemas, prosperando com a carne mais disponível na região.

Os Neandertais alimentavam-se maioritariamente de mamutes e rinocerontes. O problema surgiu quando as populações destes animais de grande porte começaram a diminuir significativamente em número.

Isto possivelmente aconteceu quando humanos migraram para a Ibéria e juntaram-se aos Neandertais a caçar estes animais. Alterações climáticas também podem ter justificado a diminuição das populações destas espécies.

“A alta dependência da caça e consumo de grandes mamíferos por alguns hominídeos pode ter limitado a sua sobrevivência, uma vez que a sua presa preferida tornou-se escassa ou desapareceu”, escreveram os autores do estudo de 2013. “A adaptação a presas residuais mais pequenas teria sido essencial depois de muitas espécies de grande porte diminuírem em número”.

Depósitos de ossos de animais encontrados em antigos sítios arqueológicos Neandertais na Península Ibérica mostram que, embora a caça ao coelho não fosse inédita, era muito rara, uma vez que não atendia às necessidades calóricas diárias dos Neandertais.

Eventualmente, a espécie de humanos desapareceu da Península Ibérica, entre 30.000 e 40.000 anos atrás.

Como tal, os investigadores sugerem que caso os Neandertais tivessem conseguido fazer uma transição na sua dieta, de forma a incluir o consumo de coelho, talvez tivesse sobrevivido durante mais tempo na Península Ibérica.

Daniel Costa
18 Março, 2022

 



 

584: Bola de fogo avistada em quase toda a Península Ibérica a 54.000 km/h

SOCIEDADE/ASTRONOMIA/ASTROFÍSICA

A bola de fogo foi registada por volta das 22:00 [21:00 em Lisboa] de 14 de Fevereiro, com um brilho semelhante ao de Lua cheia.

Uma bola de fogo percorreu a 54 mil quilómetros por hora, na noite de segunda-feira, o céu sobre a região espanhola da Andaluzia e, devido à sua alta luminosidade, esteve visível em quase toda a Península Ibérica.

Segundo os responsáveis do projecto SMART, do Instituto de Astrofísica da Andaluzia (IAA-CSIC), a bola de fogo foi registada por volta das 22:00 [21:00 em Lisboa] de 14 de Fevereiro, com um brilho semelhante ao de Lua cheia.

Devido à sua alta luminosidade, esta pode ser vista em quase toda a Península Ibérica, principalmente pelos habitantes de toda a região da Andaluzia, em Espanha.

A entrada de um meteorito na atmosfera terrestre, a uma velocidade de cerca de 54 mil quilómetros por hora, resultou naquele fenómeno.

A rocha vinda do espaço, ao colidir com a atmosfera a uma velocidade enorme, ficou incandescente, gerando assim uma bola de fogo, que teve início a cerca de 82 quilómetros acima da localidade de Las Escuelas, província de Jaén, na Andaluzia.

A partir deste ponto, avançou em direcção a leste e extinguiu-se a cerca de 48 quilómetros acima da localidade de Larva, na mesma província.

Os detectores do projecto ​​​​​​​SMART operam no âmbito da Rede Meteorológica e de Observação da Terra do Sudoeste da Europa (SWEMN), que visa monitorizar continuamente o céu, com o intuito de registar e estudar o impacto na atmosfera terrestre de rochas de diferentes objectos do Sistema Solar.

Diário de Notícias
DN/Lusa
16 Fevereiro 2022 — 01:34



 

421: Bola de fogo observada no céu no leste da Península Ibérica a 90 mil km/h

CIÊNCIA/ASTROFÍSICA

Os observatórios de Sevilha e La Sagra e Sierra Nevada (Granada), Calar Alto (Almería) e La Hita (Toledo) detectaram a bola de fogo, noticia a agência EFE.

Uma bola de fogo percorreu a 90 mil quilómetros por hora, na manhã desta quarta-feira, o céu no leste da Península Ibérica, divulgaram os responsáveis do projecto SMART, do Instituto de Astrofísica da Andaluzia (IAA-CSIC).

Segundo a análise do investigador principal do projecto SMART, José María Madiedo, o evento registou-se às 07:11 [06:11 em Lisboa] desta quarta-feira.

Os observatórios de Sevilha e La Sagra e Sierra Nevada (Granada), Calar Alto (Almería) e La Hita (Toledo) detectaram a bola de fogo, noticia a agência EFE.

A entrada de um meteorito na atmosfera terrestre, a uma velocidade de cerca de 90 mil quilómetros por hora, resultou naquele fenómeno.

A rocha vinda do espaço, ao colidir com a atmosfera a uma velocidade enorme, ficou incandescente, gerando assim uma bola de fogo, que teve início a cerca de 93 quilómetros acima da província de Cuenca (Castela-Mancha).

A partir deste ponto, avançou em direcção a leste e extinguiu-se a cerca de 51 quilómetros acima da cidade de Chelva, na província de Valência.

Os detectores do projecto SMART operam no âmbito da Rede Meteorológica e de Observação da Terra do Sudoeste da Europa (SWEMN), que visa monitorizar continuamente o céu, com o intuito de registar e estudar o impacto na atmosfera terrestre de rochas de diferentes objectos do Sistema Solar.

Diário de Notícias
DN/Lusa
19 Janeiro 2022 — 22:14