1200: Covid. Menos casos mas mais mortes que na semana anterior

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Portugal registou, entre 31 de maio e 6 de Junho, 158.534 infecções pelo coronavírus SARS-CoV-2, 292 mortes associadas à covid-19, e uma diminuição dos internamentos em enfermaria, indicou esta sexta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS). Nos cuidados intensivos registou-se um ligeiro aumento.

A par da preparação para o Verão e de todos os programas de vigilância que tem a seu cargo, a Saúde Pública continua a fazer a vigilância à covid-19, cujos testes de rastreio são feitos no seu laboratório.

Segundo o boletim epidemiológico semanal da DGS, em relação à semana anterior registaram-se menos 15.479 casos de infecção, verificando-se no entanto mais 68 mortes, em comparação entre os dois períodos.

Quanto à ocupação hospitalar em Portugal continental por covid-19, a DGS passou a divulgar às sextas-feiras os dados dos internamentos referentes à segunda-feira anterior à publicação do relatório.

Com base nesse critério, o boletim indica que, na última segunda-feira, estavam internadas 1.991 pessoas, menos 101 do que no mesmo dia da semana anterior, com 108 doentes em unidades de cuidados intensivos, mais um.

Diário de Notícias
DN/Lusa
10 Junho 2022 — 18:39


 

238: Ninguém sabe se haverá restrições no Natal. Empresas com receio de surpresas de última hora

– Segundo o boletim epidemiológico da DGS de hoje, dia 04.11.2021, existiram 1.382 infecções e 4 mortes nas últimas 24 horas. Cada dia a aumentar porque as pessoas deixaram de cuidar não só da sua segurança sanitária como de toda a comunidade, graças à “libertação” da governança. Se antes já não existia rigor na segurança sanitária pessoal, a bandalheira alastrou-se depois da “libertação”. Por isso, não é de admirar o aumento exponencial de infectados embora as mortes sejam menores.

Yuri Kochetkov / EPA

Quer o Governo quer a Direcção-Geral da Saúde (DGS) mantêm-se em silêncio relativamente a eventuais restrições a implementar no Natal e Ano Novo, numa altura em que a incidência da covid-19 está a aumentar. 

Segundo a edição online do semanário Expresso, as associações representativas do turismo, dos restaurantes ou dos centros comerciais ainda não receberam qualquer tipo de indicações da parte do Governo ou da Direcção-Geral da Saúde (DGS) sobre as regras a serem implementadas no Natal e Ano Novo.

Por esta altura, no ano passado, já tinham recebido orientações, pelo que entendem que, este ano, o período festivo irá decorrer de forma “normal”, apesar de já se estar a verificar um aumento na incidência da doença.

Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), entende que, não tendo havido até à data qualquer contacto do Governo neste sentido, “consideramos que vigoram as mesmas condições que existem hoje – é o business as usual“.

A restauração não está tão tranquila. A Associação Nacional de Restaurantes (ProVar) já avançou vários “contactos informais” com o Governo, mas não recebeu qualquer feedback.

No ano passado, os restaurantes tiveram de cancelar reservas já efectuadas para ceias de Natal e jantares de fim de ano, devido a restrições de última hora. Agora, receiam que possa acontecer o mesmo.

“Caso haja algum tipo de restrição, esperamos que pelo menos nos contactem com alguma antecedência para não sermos apanhados desprevenidos como no ano passado e a ter de cancelar reservas”, disse Daniel Serra, presidente da ProVar, em declarações ao Expresso.

A Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC) também não recebeu quaisquer indicações do Governo ou da DGS de normas a adoptar em relação ao período de compras de Natal.

Não há nada previsto a nível de restrições face ao que está implementado, nem tal faria sentido para a APCC”, adiantou fonte oficial da associação de centros comerciais.

Actualmente, o que vigora é “o acesso livre aos centros comerciais, sem haver rácio de clientes por metro quadrado”. A única diferença nos centros comerciais em relação às lojas de rua com menos de 400 metros quadrados é que as pessoas têm de continuar a usar máscara.

“Tirando a questão das máscaras, e se tudo se mantiver, será um Natal ‘normal’ nos centros comerciais”, frisou a fonte da APCC.

  ZAP //

ZAP
4 Novembro, 2021

 

200: Amnistia Internacional denuncia ataque global à liberdade de expressão durante a pandemia

SOCIEDADE/AI/LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Amnistia Internacional dá como exemplo o caso específico da China, em que foram reprimidos aqueles que reportaram o início da pandemia

© YFC | Crédito: EPA

A Amnistia Internacional divulgou um relatório de 40 páginas em que denuncia “ataques à liberdade de expressão por parte de governos, combinados com uma enchente de desinformação por todo o mundo durante a pandemia da covid-19”.

No entender da organização, estas acções de censura e desinformação “tiveram um impacto devastador sobre a capacidade das pessoas para acederem a informação precisa e oportuna, que as ajudasse a lidar com a crescente crise de saúde global”.

O relatório revela como o recurso dos governos e das autoridades à censura e à punição reduziu a qualidade da informação que chega às pessoas. “A pandemia trouxe uma situação perigosa, com vários governos a utilizar nova legislação para desactivar fontes independentes, e atacar pessoas que criticaram ou tentaram analisar a resposta do seu governo à pandemia”, pode ler-se no documento.

Rajat Khosla, director sénior de investigação, advocacia e incidência política da Amnistia Internacional, refere que “ao longo da pandemia, os governos lançaram um ataque sem precedentes à liberdade de expressão, limitando severamente os direitos das pessoas”.

“Foram visados canais de comunicação, censuradas redes sociais, e encerrados órgãos de comunicação social – criando um impacto desastroso na capacidade do público para aceder a informação vital sobre como lidar com a covid-19. Aproximadamente cinco milhões de pessoas perderam as suas vidas devido à covid-19, e a falta de informação terá sido, provavelmente, um factor contributivo”, afirmou o responsável.

A Amnistia Internacional dá como exemplo o caso específico da China, em que durante os dias iniciais de disseminação do vírus, ainda em Dezembro de 2019, profissionais de saúde e jornalistas tentaram chamar a atenção para o início da pandemia mas que foram visados pelo governo por reportarem o surto que, até então, era um tema desconhecido. Segundo o documento, em Fevereiro de 2020 tinham sido abertas 5511 investigações penais contra indivíduos que publicaram informação sobre o surto, por “produção e disseminação deliberada de informação falsa e nociva”.

Outros países que implementaram leis opressivas e limitaram o direito à liberdade de expressão e silenciaram críticas foram a Rússia, a Tanzânia e a Nicarágua.

No caso da Rússia, em causa está a expansão das leis sobre fake news, nomeadamente a introdução de penas criminais para a “disseminação pública de informações falsas” no contexto de emergências, medidas essas que vão continuar em vigor após a pandemia.

Na Tanzânia, nos últimos anos o governo introduziu uma série de leis e que foram utilizadas para silenciar jornalistas, defensores dos direitos humanos e membros da oposição política, com o governo do presidente Magufuli a assumir uma postura negacionista em relação à pandemia.

Já as autoridades de Nicarágua usaram a covid-19 para introduzir a Lei Especial sobre Crimes Cibernéticos em Outubro de 2020, que pune aqueles que criticam políticas governamentais e dá ampla discrição para reprimir a liberdade de expressão.

Diário de Notícias
DN
19 Outubro 2021 — 01:01

 

132: Alunos regressam esta semana às aulas. Muitos desafios e já uma greve

EDUCAÇÃO/GREVES

Mais de um milhão de alunos começam as aulas. O arranque coincide com a primeira greve entre terça e sexta-feira (de professores e pessoal não docente), num ano lectivo marcado pela transferência de competências para os municípios.

© Miguel Pereira/Global Imagens

Cerca de 1,2 milhões de alunos do ensino obrigatório começam esta semana as aulas, que arrancam com uma greve anunciada num ano marcado pelo início do plano de recuperação de aprendizagens ainda em ambiente de pandemia de covid-19.

Quando chegarem às escolas, o ambiente será semelhante ao do ano passado: há corredores de circulação, obrigatoriedade do uso de máscara e os alunos continuam a estar apenas com os colegas da sua “bolha”.

Os bares e as máquinas automáticas poderão ser uma das poucas mudanças visíveis, já que passou a ser proibida a venda de alimentos prejudiciais à saúde, como folhados, batatas fritas, refrigerantes, chocolates ou bolas de Berlim.

Mas os cerca de 120 mil professores há muito que preparam mudanças, que os alunos vão descobrir quando chegarem às salas de aulas, entre terça e sexta-feira, e arrancar o Plano 21/23 Escola +.

A ideia é que até 2023 os estudantes recuperem as aprendizagens perdidas durante o confinamento dos últimos dois anos lectivos, mas directores e professores queixam-se de não ter havido este ano um novo reforço das equipas.

“Este será um enorme desafio para as escolas, porque vamos ter de fazer mais com os mesmos recursos”, disse à Lusa o vice-presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), David Sousa.

O novo ano lectivo será marcado também pela transferência de competências da educação para as autarquias. Esta mudança, que estará concluída no final de Março de 2022, é uma das razões da greve de professores e pessoal não docente anunciada pelo Sindicato de Todos os Professores (STOP).

Os quatro dias de greve – entre 14 e 17 de Setembro – coincidem precisamente com o começo do novo ano lectivo nos diferentes estabelecimentos educativos.

Além da municipalização da Educação, o protesto é também contra os concursos de professores, que os sindicatos classificam de injustos, a precariedade, a avaliação com quotas, a idade da reforma, a falta de subsídios de transporte e alojamento e os salários.

Este será também o ano em que Ministério da Educação e sindicatos iniciam as negociações para rever as normas dos concursos de colocação de professores.

À Lusa, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, disse que a tutela espera com este processo “poder dar mais estabilidade às escolas e aos docentes”, sendo por isso “uma forte luta contra a precariedade”.

Tiago Brandão Rodrigues lembrou que nos últimos anos vincularam 25 mil trabalhadores, dos quais metade são professores.

Em ano de concurso geral de professores e com um aumento de professores reformados – quase 1600 este ano – os sindicatos alertaram já que este ano deverá voltar a haver turmas sem todos os docentes atribuídos.

Tal como aconteceu há cerca de um ano, também agora professores, funcionários e alguns alunos voltam a ser testados ao novo coronavírus: arrancou há uma semana com os trabalhadores e, a 20 de Setembro, começam os alunos a partir do 3.º ciclo.

Este ano, a maioria dos jovens entre os 12 e os 17 anos já está vacinado contra a covid-19 e há uma maior flexibilidade nos isolamentos quando surgem casos positivos.

A Direcção-Geral da Saúde alterou as regras de isolamento profilático das turmas quando surge um caso positivo, acabando com a obrigatoriedade de turmas inteiras ficarem em casa durante duas semanas: Os alunos de contactos de baixo risco ou que testem negativo devem regressar à escola.

Neste processo de regresso às aulas foram também já entregues mais de 5,6 milhões de ‘vouchers‘ relativos a manuais novos e reutilizados, no âmbito do programa de disponibilização de manuais gratuitos lançados pelo actual Governo.

O programa prevê a reutilização dos manuais e, segundo a tutela, a taxa de reutilização dos livros rondou este ano os 70%.

Directores queixam-se que plano de recuperação de aprendizagens começa sem reforço de equipas

O plano de recuperação de aprendizagens perdidas durante a pandemia de vocid-19 arranca agora, mas professores e directores dizem que não houve um reforço de recursos para este ano lectivo.

“Este será um enorme desafio para as escolas, porque vamos ter de fazer mais com os mesmos recursos”, disse à Lusa o vice-presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), David Sousa.

Em causa está o Plano 21/23 Escola +, divulgado em Junho pelo Ministério da Educação para apoiar os alunos na recuperação das aprendizagens perdidas durante os dois períodos de ensino à distância provocados pela pandemia de covid-19.

David Sousa explicou que no passado ano lectivo houve um reforço de equipas nas escolas: “Cada turma teve direito a um crédito de mais oito horas semanais”.

Foi criado um programa que permitiu aos estabelecimentos de ensino contratar técnicos especializados e professores e esses contratos foram prolongados para este ano. As escolas que no ano passado não aderiram ao programa puderam fazê-lo neste, mas, além disso, “do ano passado para este não houve mais nenhum aumento”, lamentou.

Confrontado com as críticas, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues disse tratar-se de “uma falsa questão”, sublinhando que o trabalho de recuperação das aprendizagens começou precisamente no ano lectivo passado, altura em que foram dadas às escolas a possibilidade de contratar mais docentes e assistentes técnicos.

“A recuperação das aprendizagens não começa em 2021/2022. Em 20/21 já houve por parte das escolas acções concretas e plano pedagógicos”, disse, explicando que “os recursos que o Ministério da Educação deu ao longo deste último ano custaram muitas centenas de milhões de euros e agora são suplementados num plano para dois anos que está calculado em mais de 900 milhões”.

As equipas de trabalho chegaram às escolas no início de Setembro do ano passado. “Obviamente que esses recursos humanos seriam descontinuados se nós não tivéssemos este plano de recuperação de aprendizagens. Mas é preciso dizer de forma clara que temos esses e mais recursos”, acrescentou, dando como exemplo as equipas de apoio a educação inclusiva que puderam dobrar o número de horas disponíveis.

Tiago Brandão Rodrigues sublinhou ainda que o Plano 21/23 Escola + é “um alicerçar de medidas que vão muito além de única e simplesmente dar recursos humanos às escolas”. São mais de 50 medidas que permitem às escolas possibilidades curriculares e pedagógicas para responder aos problemas que encontram.

No entanto, as palavras do ministro não convencem os sindicatos de professores que garantem que faltam reforços: “Temos recebido muitas queixas de falta de profissionais. Quer dizer, vamos trabalhar com o mesmo número de pessoas que havia nas escolas no ano passado quando não havia nenhum plano de recuperação”, disse o secretário-geral da Fenprof, em declarações à Lusa.

Mário Nogueira acrescentou ainda que o “despacho de organização do ano lectivo para este ano vem de 2018, ou seja, é igual a um ano em que nem sequer havia pandemia”.

Estudos nacionais e internacionais revelaram que os alunos de famílias mais carenciadas voltaram a ser os mais penalizados: depois de uma fase inicial em que faltavam equipamentos para poderem assistir às aulas ‘online’, muitos tentaram aprender a partir de casas onde não havia condições para estudar nem apoio familiar.

As crianças do 2.º e 3.º ano de escolaridade estão também entre os grupos mais prejudicados pelo confinamento, nomeadamente que toca à leitura e escrita, recordou David Sousa.

Os directores escolares dizem que as escolas estão a trabalhar desde o final do ano lectivo passado para pôr em marcha o Plano Escola 21/23, que foi conhecido em Junho.

“Este é um programa de dois anos e nós estamos a correr uma maratona”, disse David Sousa, lembrando os milhares de professores que estão nas escolas desde o início do Setembro para preparar a reabertura das escolas.

O presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel Pereira, acrescentou que os docentes têm tido muitas reuniões de trabalho para definir estratégias, mas também conhecer as suas futuras turmas.

No agrupamento de Manuel Pereira a aposta inicial será também nos alunos do 2.º e 3.º anos de escolaridade e haverá um reforço na disciplina de Inglês para os mais velhos, do 2.º e 3.º ciclo. Em Novembro será feita uma avaliação do impacto e da eficiência das medidas que poderá implicar alterações.

As escolas vão reabrir as portas esta semana para cerca de 1,2 milhões de estudantes ainda em ambiente de pandemia, mantendo-se as já conhecidas regras de higiene e etiqueta respiratória, com circuitos de circulação, “bolhas” de alunos e a obrigatoriedade do uso de máscara.

Professores querem apoios para pagar despesas de docentes deslocados

Professores e directores defendem que docentes colocados em escolas longe de casa deveriam ter apoios para pagar as despesas, como acontece com juízes e médicos, apontando que os baixos ordenados podem ser impeditivos de aceitar as vagas.

Subsídios de deslocação e habitação, programas de alojamento acessível ou um regime fiscal que contemple despesas com viagens e alojamento são algumas das propostas defendidas por professores que dizem que há casos em que é financeiramente impossível aceitar dar aulas em algumas escolas.

Todos os anos, surgem vagas em estabelecimento de ensino que ficam por preencher, em especial nas zonas de Lisboa e Vale do Tejo e no Algarve, resultado de baixas médicas e da aposentação de docentes.

Este ano, por exemplo, já se reformaram cerca de 1.600 professores e as estimativas dos sindicatos é que se atinjam as duas mil aposentações, contou à Lusa o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira.

A razão para não se preencherem esses lugares é há muito conhecida e a sindicalista Paula Vilarinho resume-a em poucas palavras: “São oferecidos salários muito pequenos para despesas muito grandes”.

“Muitos destes professores que estamos a falar já não são novos. Têm família e uma casa para pagar, quando são colocados longe de casa ficam com duas rendas, o que torna impossível aceitar a colocação”, disse à Lusa a representante do Sindicato de Professores da Zona Norte.

Em muitos casos, são atribuídos horários incompletos que significam menos horas de trabalho na escola e salários mais baixos. “Com rendas a 600 euros como é que um professor pode aceitar se não ganha para as despesas”, acrescentou o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE).

Manuel Pereira acredita que uma das formas de minimizar este problema passaria pela acção das autarquias onde faltam professores e que poderiam ponderar avançar com apoios, tais como programas de alojamento acessível para docentes.

“Quando faltaram médicos no interior as autarquias mobilizaram-se para arranjar uma solução”, recordou Manuel Pereira. Em Lisboa, por exemplo, existem também vários programas de arrendamento acessível para quem quer viver na cidade.

“As autarquias deveriam assumir o desafio de ajudar estes professores, que são uma peça fundamental nas escolas”, defendeu Manuel Pereira, lembrando que “uma turma sem aulas traz problemas complicados” que vão para além do ensino dos currículos.

Sem avançar sugestões, o vice-presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), David Sousa, também defende que são precisas “medidas inovadoras e criativas para conseguir contratar os professores”.

A Lusa falou, na semana passada, com vários docentes colocados na zona de Lisboa: uns contaram que teriam de recorrer às poupanças e outros que iriam dividir casa para poder dar aulas.

Paula Vilarinho lembrou a história de um casal de professores que ficou colocado em escolas na zona de Lisboa. “Tinham dois filhos e ficaram os quatro a viver num quarto, porque já estavam a pagar ao banco uma casa que tinham comprado no Norte. Ficaram três anos em condições muito pouco condignas”.

Para o SPZN e para a FNE deveria haver um regime fiscal próprio que contemplasse, ao nível das deduções específicas, as despesas realizadas com as viagens e alojamento.

“Os juízes têm apoios quando têm de trabalhar longe de casa, mas os professores, que têm salários muito mais baixos, já não têm direito”, criticou a sindicalista.

Este ano realizaram-se os concursos gerais de professores que os dois representantes dos directores consideram ter corrido bastante bem.

As listas de colocação foram conhecidas mais cedo do que nos anos anterior e “os professores estão praticamente todos colocados. Mas em Lisboa e Vale do Tejo e no Algarve estimamos que haverá os problemas habituais”, lamentou Manuel Pereira.

A partir de terça-feira, arrancam as aulas para os cerca de 1,2 milhões de alunos do ensino básico e secundário. Os cerca de 120 mil professores já estão nas escolas desde o início do mês a preparar mais um ano lectivo, que volta a ser marcado pela pandemia de covid-19.

Diário de Notícias
DN/Lusa
12 Setembro 2021 — 10:24

 

Um mau exemplo. “Se não cumprimos as regras a situação pode descontrolar-se”

Bastonário da Ordem dos Médicos avisa que não pode haver facilitismos até que 60 a 70% da população esteja vacinada. Epidemiologista Carmo Gomes pede testagem em massa a quem esteve nos festejos do título leonino.

(ler notícia em: Diário de Notícias)

Quer sejam manifestações em massa, sejam, elas de que tipo forem, ou em escala reduzida, o que está estabelecido é a proibição de ajuntamentos de mais de 10 pessoas.

E esta determinação da DGS NÃO ESTÁ A SER CUMPRIDA! Então para que serve legislar se as leis não se cumprem? Faz lembrar o Código da Estrada que não é cumprido pelos automobilistas, apesar de estes terem efectuado o respectivo exame de Código, tal como estacionamento selvagem em cima dos passeios, das passadeiras, das paragens dos transportes públicos, bloqueio de portas de prédios, etc…

Sem qualquer pudor ou sentido de responsabilidade, a irracionalidade, a falta de cidadania e de civismo, imperam na organização de passeatas, com um grupo de gente que não respeitou as directrizes sanitárias, desde o início da actual pandemia do COVID-19, apenas tendo uma ligeira paragem mas recomeçando de novo no Domingo passado, em pleno Estado de Calamidade nacional!

E quando estas passeatas são organizadas e promovidas por um médico, “especialista” em medicina familiar, nada mais há a acrescentar, a não ser o rebanho que continua a seguir o seu “pastor” sem medir as consequências nefastas que dessas passeatas podem acontecer.

É o Portugal dos Pequeninos que actualmente existe, acéfalos sem qualquer noção do perigo em que incorrem, além de prejudicarem terceiros que sempre cumpriram as directivas sanitárias.

Multa-se a torto e a direito, muitas delas sem justificação, deixa-se andar esta gajada à balda, sem qualquer impedimento, por parte das autoridades competentes.

 

Finalmente… fui à rua!

 

Quase UM ANO depois, saí da “toca” a que me submeti VOLUNTARIAMENTE.

Hoje, fui à rua, tratar do meu CC, devidamente PROTEGIDO não só pessoalmente, como para com terceiros. É que eu prezo muito o respeito que os meus concidadãos merecem, embora a maior parte deles não mereçam.

CUMPRINDO as directivas da DIRECÇÃO GERAL DE SAÚDE e os decretos da governança, sobre “DEVER DE RECOLHIMENTO DOMICILIÁRIO”, em pleno ESTADO DE CALAMIDADE NACIONAL, penso que cumpri a minha OBRIGAÇÃO como cidadão deste País.

Protegi-me e protegi os outros, coisa que muita gente não faz. É que tenho a “mania” de ser CUMPRIDOR das leis do meu País, apesar de não concordar com algumas, mas se elas estão vigor, quer se goste ou não delas, é para SEREM CUMPRIDAS.

E já agora, aproveito para informar que a partir desta data, este registo do FB servirá apenas para publicar os artigos dos meus Blogues. Cheguei à conclusão que não tenho tendência, nem pachorra, para pregar no deserto.

Publicado no Facebook em 11.05.2021

 

Não me calo…!!!

A IRRESPONSABILIDADE e a IRRACIONALIDADE continuam a frequentar e a afectar mentes tacanhas, próprias de ACÉFALOS sem um mínimo de RESPEITO pela comunidade onde se inserem.

Falta de CIVISMO e de CIDADANIA, são apanágio desta gentinha que anda a organizar, promover e participar, em passeatas em grupos além dos limites permitidos pela actual PANDEMIA e em ESTADO DE CALAMIDADE NACIONAL, além de NÃO RESPEITAREM A DISTÂNCIA SOCIAL preconizada pela DGS e decretos do governo.

E são como aquelas pilhas que duram… duram… duram…

Não existe autoridade que ponha cobro a estas INFRACÇÕES? Multam pessoas que comem uma sandes dentro da sua viatura e esta gajada anda à solta sem qualquer inconveniente?

Porra, pá! Esta merda já TRESANDA!!!

… é que a PANDEMIA ainda não se foi embora! O bicho continua por cá e vai durar ainda muito tempo com a ajuda destes labregos que não possuem a mínima noção da gravidade da situação. Um autêntico rebanho guiado pelo seu pastor que é tão burro quanto eles! LEIAM SEUS ANORMAIS: “Mais uma morte e 158 casos em Portugal em 24 horas. Há mais nove internados.

Há agora 73 doentes com covid-19 internados em unidades de cuidados intensivos. R(t) mantém-se em 0,92 a nível nacional e a incidência continua a descer.” Embora o R(t) esteja na zona “verde”, as mortes e infectados não param, embora em menor número. MAS CONTINUAM A EXISTIR!

Publicado no Facebook em 10.05.2021