Bandeira da UE já está no parlamento ucraniano. Zelensky defende que adesão “não deve demorar décadas ou anos”

Para quando a expulsão da União Soviética terrorista da ONU e de todas as organizações ocidentais?

INVASÃO SOVIÉTICA/TERRORISMO/UCRÂNIA

A região de Odessa, no sul da Ucrânia, foi alvo de ataques pelas forças russas, provocando pelo menos 18 mortos. “O pior cenário aconteceu e duas aeronaves estratégicas chegaram à região de Odessa”, tendo disparado mísseis “muito poderosos”, disse o porta-voz da administração militar.

© EPA/SERGEY KOZLOV

Zelensky defende que a adesão à UE “não deve demorar décadas ou anos”

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, assegurou esta sexta-feira a “determinação” para alcançar o “objectivo estratégico de adesão plena à União Europeia”, mas defendeu que a adesão à UE “não deve demorar anos ou décadas”.

As palavras de Zelensky foram partilhadas numa mensagem publicada nas redes sociais após a chegada oficial da bandeira da UE ao parlamento ucraniano.

“Hoje, juntamente com o presidente da Verkhovna Rada da Ucrânia e o primeiro-Ministro, assinámos uma declaração conjunta, que é um sinal de unidade de todos os ramos do governo e prova da nossa determinação em alcançar o objectivo estratégico de adesão plena à União Europeia (…)”, começou por escrever.

“O nosso caminho para a adesão não deve levar anos ou décadas. Temos de percorrer este caminho rapidamente, fazer a nossa parte do trabalho perfeita e permitir que os nossos amigos da União Europeia tomem mais uma decisão histórica”, salientou Zelensky.

Da mesma forma é necessário avançar na legislação sobre os procedimentos da selecção de juízes, como parte da reforma do Tribunal Constitucional. Von der Leyen lembrou aos legisladores ucranianos que a reconstrução da Ucrânia exigirá investimentos enormes, que certamente irão acontecer, mas acrescentou que isto exige avanços internos.

Os investimentos, destacou, “terão que ser acompanhados de uma nova onda de reformas”.

Para Von der Leyen, “as instituições têm que ganhar vida para responder às aspirações do seu povo”. Um exemplo disso, destacou, é a iniciativa para tentar conter a “influência excessiva” dos oligarcas na economia ucraniana.

O país, recordou Von der Leyen, adoptou uma lei para romper com esta influência e agora “deve concentrar-se na implementação desta legislação”.

Diário de Notícias
01 Jul 11:20
Por Susete Henriques

Momento em que a bandeira da UE chega ao parlamento ucraniano. “De ir às lágrimas”

Depois da Ucrânia conseguir o estatuto de país candidato, a bandeira da União Europeia (UE) chegou ao parlamento ucraniano, um momento registado com emoção.

“De ir às lágrimas”. Foi assim que o embaixador da UE para a Ucrânia, Matti Maasikas, descreveu o momento em que a bandeira da União Europeia chega ao parlamento.

De pé, os deputados ucranianos aplaudem de forma ritmada a chegada da bandeira ao parlamento [Verkhovna Rada].

Diário de Notícias
01 Jul 10:21
Por Susete Henriques

Ataque a Odessa. Conselheiro de Zelensky acusa Rússia de praticar uma “táctica de terror”

No ataque a um prédio residencial e a dois centros de recreativos na região de Odessa foram usados mísseis X-22, refere Mikhail Podolyak, conselheiro do presidente ucraniano.

Pelo menos 18 pessoas morreram, entre os quais duas crianças. Para Podolyak não se trata de um erro da Rússia. “É uma táctica de terror: bombardeamento deliberado e baixas em massa”, acusou.

Na mensagem publicada na rede social Twitter, o conselheiro de Zelensky pede mais armas para travar bombardeamentos russos. “Para proteger as pessoas, precisamos de sistemas anti-mísseis”, sublinhou.

Diário de Notícias
01 Jul 09:29
Por Susete Henriques

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1272: Guterres defende que Rússia não deve ser excluída da Conferência dos Oceanos

– A União Soviética do czar imperialista putineiro, como nação pária, terrorista, genocida, deveria ser EXCLUÍDA de tudo o que fosse CIVILIZAÇÃO. Se Portugal é considerado pelos soviéticos putineiros como um país hostil, FORA COM ELES! Que alinhem numa organização de ditadores: União Soviética, China, Coreia do Norte e afins! Não concordo com a posição de Guterres, de geito nenhum! A habitual cagada dos paninhos quentes…

GUTERRES/ONU/CONFERÊNCIA DOS OCEANOS

Para Guterres, o intuito do evento dedicado aos Oceanos, que Lisboa acolhe na próxima semana, é “fazer com que todos os países mudem os seus comportamentos”, frisando que a Rússia tem um “contributo importante para a poluição” e para as “alterações climáticas”.

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres
© EPA/HEINZ-PETER BADER

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse à Lusa que a Rússia não deve ser excluída da Conferência dos Oceanos, uma vez que os países que “contribuem para os problemas têm de contribuir para as soluções”.

Questionado sobre o incómodo manifestado por alguns países com a presença russa em reuniões internacionais desde o início da guerra na Ucrânia em finais de Fevereiro, Guterres avaliou que o intuito do evento dedicado aos Oceanos, que Lisboa acolhe na próxima semana, é “fazer com que todos os países mudem os seus comportamentos”, frisando que a Rússia tem um “contributo importante para a poluição” e para as “alterações climáticas”.

“A Rússia é um país que tem um contributo importante para a poluição dos oceanos e tem um contributo importante para as alterações climáticas. Acho que aqueles que contribuem para os problemas têm de contribuir para as soluções e, por isso, acho que não faz sentido excluí-los daquelas reuniões em que precisamente se procura fazer com que todos os países mudem os seus comportamentos”, afirmou o secretário-geral, em entrevista à Lusa, na sede da ONU, em Nova Iorque.

Ruslan Edelgeriyev, conselheiro do presidente russo, Vladimir Putin, vai encabeçar a delegação russa na Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos, que decorrerá em Lisboa entre 27 de Junho e 1 de Julho, disse à Lusa fonte oficial da Embaixada da Rússia.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, disse esta semana que está já confirmada a presença de pelo menos 18 chefes de Estado e de Governo, e que a Rússia estará representada.

“A Rússia é membro da ONU e participa na conferência”, disse o chefe da diplomacia portuguesa, explicando que Portugal, como anfitrião, assume as regras das Nações Unidas.

Para António Guterres, para quem as questões ambientais são manifestamente uma prioridade, os ‘side events’ (eventos paralelos) que se realizarão na conferência em Lisboa serão fundamentais para decidir o futuro dos Oceanos, acrescentando que o sucesso da mesma não será medido pelas declarações que nela forem feitas, mas sim pela “capacidade de mobilizar Governos, o sector privado, a sociedade civil e cientistas”.

“Esta conferência é sobre ciência e inovação, em larga medida, e eu diria que mais importante do que a Conferência em si são o conjunto de actividades que aqui nas Nações Unidas são chamados ‘side events’. O conjunto de eventos em que um grande número de actores, que são fundamentais para o futuro dos Oceanos, decidiu participar e decidiu apresentar um conjunto de compromissos e de propostas que podem ter um efeito acelerador muito importante”, disse o ex-primeiro-ministro português.

“Como digo, estas conferências normalmente têm declarações que não resolvem os problemas essenciais, mas permitem uma mobilização da comunidade internacional. (…) Por isso, esta Conferência, vista na perspectiva de todo um conjunto de actividades, espero que seja verdadeiramente um toque de acelerador muito forte e bem precisamos desse toque de acelerador, porque a situação dos Oceanos é uma situação extremamente preocupante”, sublinhou.

Garante não estar preocupado com legado mas em “fazer o melhor” pelo planeta

António Guterres garantiu não estar preocupado com o legado que deixará enquanto secretário-geral da ONU, mas em fazer o seu melhor pelo ambiente e pelos Oceanos, avaliando que a Conferência de Lisboa será de “enorme importância”.

Desde que assumiu o cargo de secretário-geral das Nações Unidas, em Janeiro de 2017, Guterres tem sido uma voz constante na luta contras as alterações climáticas e pela defesa do meio ambiente. Contudo, segundo o ex-primeiro-ministro português, esses esforços não partem da tentativa de deixar um legado nessa área.

“Eu nunca me preocupei com o legado. Acho que temos de nos preocupar em fazer o nosso melhor, dar tudo por tudo para resolver os problemas que enfrentamos, mas sem pensar em legados, porque normalmente quando pensamos demais em nós próprios, pensamos de menos naquilo que devemos fazer“, disse Guterres.

E uma das grandes iniciativas ambientais que as Nações Unidas têm em andamento é a Conferência dos Oceanos, que decorrerá em Lisboa entre 27 de Junho e 01 de Julho, co-organizada por Portugal e pelo Quénia, e que contará com a presença de António Guterres, além de chefes de Estado e de Governo de todos os continentes.

A Conferência – a segunda organizada pela ONU sobre o tema – acontece num momento em que o mundo enceta esforços para mobilizar, criar e promover soluções que permitam alcançar os 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável traçados na chamada Agenda 2030.

A reunião internacional na capital portuguesa irá promover uma série de soluções inovadoras de base científica, destinadas a lançar um novo capítulo na ação global para os Oceanos.

De acordo com Guterres, os “Oceanos enfrentam uma verdadeira emergência” e é preciso “acordar o mundo” para o facto de não existir nenhum mecanismo de governo sobre os Oceanos.

“Esta Conferência tem uma enorme importância, em primeiro lugar para tocar a rebate. Nós estamos a enfrentar nos Oceanos uma situação de emergência. Convergem nos Oceanos as três grandes crises ambientais que temos no mundo: as alterações climáticas, a poluição e a redução da biodiversidade”, disse.

“É preciso acordar o mundo”

Estas três crises globais que põem em causa o futuro do planeta, segundo o secretário-geral da ONU, convergem nos Oceanos.

“Basta ver que, por causa das alterações climáticas, os Oceanos estão mais quentes, há mais tempestades, essas tempestades são mais frequentes e com consequências mais devastadoras. A água do mar está a subir e está a acelerar nessa subida. Isso põe em causa as regiões costeiras, as pequenas ilhas, mas em geral, uma grande parte da humanidade vive junto ao mar e há uma ameaça clara com a subida do nível das águas”, salientou.

Também a absorção de dióxido de carbono (CO2) foi umas das preocupações elencadas por Guterres, uma vez que acidifica os Oceanos e põe em causa a cadeia alimentar, frisando que muitos dos corais estão já destruídos.

“Ao mesmo tempo, a sobre-pesca, a poluição, sobretudo os poluentes, que têm um efeito destruidor em relação às espécies vivas, fazem com que a biodiversidade nos Oceanos esteja em causa. E, finalmente, a crise de poluição. 80% das águas que são despejadas nos Oceanos não são tratadas”, observou o secretário-geral, salientando que oito milhões de toneladas de plástico são despejados anualmente nos Oceanos.

Guterres chamou a atenção para as chamadas “zonas negras” em certas áreas costeiras em que a poluição “matou praticamente tudo quanto existia”.

“E se olharmos para uma zona do Pacífico onde se concentraram muitos destes detritos em plástico, a área corresponde à área da França. E os micro-plásticos, nós sabemos os riscos que representam para a saúde: no ar que respiramos, na água que bebemos, em todos estes aspectos. (…) É preciso acordar o mundo, porque não existe nenhum mecanismo de Governo sobre os oceanos”, lamentou.

Para o líder das Nações Unidas, falta um mecanismo global de governança para que seja possível responder a esta emergência que os Oceanos enfrentam, destacando que cada questão oceânica é tratada isoladamente por diferentes organizações, quando deveria haver uma acção global sobre o tema.

Diário de Notícias
Lusa
24 Junho 2022 — 08:37


 

O mundo está “a aproximar-se cada vez mais da catástrofe climática”. O novo alerta de Guterres

CIÊNCIA/ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS/CATÁSTROFE

Quatro marcadores-chave das alterações climáticas bateram novos recordes em 2021, revelou esta quarta-feira a Organização das Nações Unidas (ONU), avisando que o sistema global de energia está a conduzir a humanidade para a catástrofe.

© TVI24
O mundo está “a aproximar-se cada vez mais da catástrofe climática”. O novo alerta de Guterres

As concentrações de gases com efeito de estufa, o aumento do nível do mar, a temperatura e a acidificação dos oceanos atingiram novos recordes no ano passado, segundo refere a Organização Meteorológica Mundial (OMM) no relatório “Estado do Clima Global em 2021”.

Este documento é “uma ladainha lamentável do fracasso da humanidade em combater as mudanças climáticas“, considerou secretário-geral da ONU, António Guterres.

“O sistema global de energia está quebrado e aproxima-nos cada vez mais da catástrofe climática”, alertou Guterres, pedindo para se “acabar com a poluição por combustíveis fósseis e acelerar a transição para energia renovável”, antes de se incinerar o planeta.

A OMM refere que a actividade humana está a provocar mudanças à escala planetária: na terra, no oceano e na atmosfera, com ramificações prejudiciais e duradouras para os ecossistemas.

O relatório desta organização confirmou que os últimos sete anos foram os sete anos mais quentes alguma vez registados.

Os fenómenos climáticos relacionados com o La Nina no início e no final de 2021 tiveram um efeito assustador nas temperaturas globais no ano passado. Mas, apesar disso, 2021 continua a ser um dos anos mais quentes já registados, com a temperatura média global a rondar os 1,11 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais.

Acordo Climático de Paris de 2015 visava limitar o aquecimento global a +1,5°C em comparação com a era pré-industrial.

“O nosso clima está a mudar diante de nossos olhos”, disse o chefe da OMM, Petteri Taalas, sublinhando: “O calor retido pelos gases com efeito de estufa produzidos pelo homem aquecerá o planeta por muitas gerações”.

“O aumento do nível do mar, o calor e a acidificação dos oceanos continuarão por centenas de anos. A menos que sejam inventadas maneiras de remover o carbono da atmosfera”, acrescentou.

Os quatro indicadores-chave da mudança climática “constroem uma imagem coerente de um mundo em aquecimento que afecta todas as partes do planeta”, diz o relatório da OMM

As concentrações de gases com efeito estufa atingiram uma nova alta global em 2020, quando a concentração de dióxido de carbono (CO2) atingiu 413,2 partes por milhão (ppm) em todo o mundo, ou 149% dos níveis pré-industriais.

Os dados indicam que estes gases continuaram a aumentar em 2021 e no início de 2022, com a concentração média mensal de CO2 em Mona Loa, no Havai, atingindo 416,45 ppm em Abril de 2020, 419,05 ppm em Abril de 2021 e 420,23 ppm em Abril de 2022, de acordo com o relatório.

O nível médio global do mar também atingiu um novo recorde em 2021, depois de subir uma média de 4,5 milímetros por ano de 2013 a 2021, informa o documento.

O aumento médio entre 1993 e 2002 tinha sido de 2,1 mm por ano, sendo o aumento entre os dois períodos “principalmente devido à perda acelerada de massa de gelo das calotas polares”, acrescenta.

A temperatura do oceano também atingiu um recorde no ano passado, superando o valor de 2020, de acordo com o relatório. Espera-se que os primeiros 2.000 metros de profundidade do oceano continuem a aquecer no futuro – “uma mudança irreversível em escalas de tempo de séculos a milénios” – segundo a OMM, que sublinha que o calor penetrou cada vez mais fundo.

O oceano absorve cerca de 23% das emissões anuais de CO2 produzidas pelo homem na atmosfera. Embora retarde o aumento das concentrações atmosféricas de CO2, este último reage com a água do mar e leva à acidificação dos oceanos.

Enquanto isso, o relatório aponta que o buraco na camada de ozono da Antárctida é “invulgarmente profundo e extenso” com 24,8 milhões de quilómetros quadrados em 2021, impulsionado por um vórtice polar forte e estável.

António Guterres propôs cinco acções para iniciar a transição para as energias renováveis “antes que seja tarde”: acabar com os subsídios aos combustíveis fósseis, triplicar o investimento em energias renováveis, reduzir a burocracia, garantir o fornecimento de matérias-primas para tecnologias de energias renováveis e tornar essas tecnologias – como o armazenamento de baterias – bens públicos globais disponíveis gratuitamente.

“Se agirmos juntos, a transformação das energias renováveis pode ser o projecto de paz do século 21”, disse Guterres.

MSN
Agência Lusa
18.05.2022


EU combati no mato, em África, na Guerra Colonial, durante quase dois anos,
os mercenários treinados por Cuba e armados, municiados e financiados
pela União Soviética (URSS) e China.

 

878: Aprovada resolução que suspende Rússia do Conselho de Direitos Humanos da ONU

– … Um país que está “a subverter todos os princípios básicos” da organização, com a invasão da Ucrânia, “não pode continuar dentro do Conselho de Direitos Humanos”.

Pelo resultado desta resolução pode-se observar quem realmente é ou não a favor dos DIREITOS HUMANOS. E nem é de estranhar que países como Rússia, Bielorrússia, China, Cuba, Síria, Coreia do Norte, Nicarágua ou Irão tivessem votado contra a resolução. Países com ditaduras assassinas que eliminam adversários, assassinando-os, envenenando-os ou fazendo-os desaparecer, nunca poderiam aprovar uma resolução sobre DIREITOS HUMANOS. Depois, temos as abstenções de países como Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Índia ou México. Uns deles, são ex-colónias onde mercenários foram treinados, armados e municiados ao serviço da União Soviética, China e Cuba, exceptuando Brasil, Índia e México. Quem esteve na guerra colonial, conhece perfeitamente a origem das armas e munições fornecidas pela União Soviética e China (metralhadoras, minas e armadilhas, granadas, roquetes, etc.) aos mercenários que combatiam os “colonialistas” portugueses. Haveria muito a escrever sobre este tema, mas dá-me NOJO e VÓMITOS, a desfaçatez com que estes ditadores assumidos que vivem na opulência dos seus palácios e na riqueza das suas fortunas, deixam os seus povos morrerem de doenças e à fome!

RESOLUÇÃO/CONSELHO DE DIREITOS HUMANOS DA ONU

A resolução, apresentada pelos EUA e apoiada pela Ucrânia e outros aliados, obteve 93 votos a favor, 24 contra e 58 abstenções entre os 193 Estados-membros das Nações Unidas.

Assembleia Geral das Nações Unidas
© EPA/JASON SZENES

A Assembleia-Geral das Nações Unidas aprovou esta quinta-feira, por 93 votos a favor, uma resolução que suspende a Rússia do Conselho de Direitos Humanos devido a alegados crimes de guerra e crimes contra humanidade na Ucrânia.

A resolução, apresentada pelos EUA e apoiada pela Ucrânia e outros aliados, obteve 93 votos a favor, 24 contra e 58 abstenções entre os 193 Estados-membros das Nações Unidas.

Votaram contra o texto países como a Rússia, Bielorrússia, China, Cuba, Síria, Coreia do Norte, Nicarágua ou Irão, e entre os países que se abstiveram estão Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Índia ou México.

Dos países lusófonos, apenas Portugal e Timor-Leste votaram a favor e o voto de São Tomé e Príncipe e da Guiné Equatorial não foram registados, segundo o placar da votação apresentado na Assembleia-Geral.

A maioria dos países que votaram contra ou se abstiveram argumentaram que a resolução apresenta um viés político e que os “Direitos Humanos não deveriam ser politizados”.

Na história da ONU, apenas a Líbia de Muammar Kadhafi foi suspensa do Conselho de Direitos Humanos, em 2011, também na sequência de uma votação na Assembleia-Geral da ONU.

A proposta foi apresentada pelos EUA “em estreita coordenação com a Ucrânia e com outros Estados-membros e parceiros da ONU”, como avançou, na segunda-feira, a embaixadora norte-americana junto da Organização das Nações Unidas (ONU), Linda Thomas-Greenfield.

Um país que está “a subverter todos os princípios básicos” da organização, com a invasão da Ucrânia, “não pode continuar dentro do Conselho de Direitos Humanos”, afirmou a diplomata dos EUA na rede social Twitter na ocasião.

Antes da votação desta quinta-feira, o embaixador da Ucrânia junto da ONU pediu aos membros da organização internacional que suspendessem a Rússia do principal órgão de Direitos Humanos, afirmando que Moscovo cometeu “horríveis violações e abusos de direitos humanos que seriam equiparados a crimes de guerra e crimes contra humanidade”.

“Votem a favor desta resolução e salvem vidas na Ucrânia e ao redor do mundo. Votem ‘não’ e estão a premir um gatilho”, disse o diplomata russo, Sergiy Kyslytsya, perante a Assembleia-Geral da ONU, acrescentando que um voto contrário à resolução seria uma demonstração de “indiferença” semelhante à que em 1993 permitiu o genocídio em Ruanda.

“Rejeitamos as alegações falsas contra nós, com base em eventos encenados e falsificações amplamente divulgadas”, disse diplomata russo

Já o vice-embaixador da Rússia, Gennady Kuzmin, pediu aos membros da ONU que votassem “não”.

“Hoje não é o momento para apresentações teatrais. O que estamos a ver aqui hoje é uma tentativa dos Estados Unidos de manter a sua posição dominante e de controlo total”, afirmou o representante russo.

“Rejeitamos as alegações falsas contra nós, com base em eventos encenados e falsificações amplamente divulgadas”, acrescentou Kuzmin.

Para suspender a Rússia do Conselho de Direitos Humanos era necessária uma maioria de dois terços na Assembleia-Geral, órgão onde se sentam os 193 Estados-membros das Nações Unidas, barreira que foi ultrapassada, embora o texto tenha obtido menos apoio do que as duas resoluções anteriores que condenavam a actuação de Moscovo pela guerra na Ucrânia (140 e 141 votos a favor).

Kremlin lamenta decisão e promete “defender os seus interesses”

A Rússia lamentou a sua suspensão do Conselho de Direitos Humanos da ONU e advertiu que pretende “continuar a defender os seus interesses por todos os meios legais”.

“Estamos desolados e continuaremos a defender os nossos interesses por todos os meios legais e a explicar [a nossa posição]”, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, à cadeia televisiva britânica Sky News.

Em simultâneo, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo considerou “ilegal” a suspensão do país daquele organismo das Nações Unidas, indica um comunicado.

A Rússia considera esta suspensão “ilegal e politicamente motivada, destinada a punir de forma ostentatória um Estado-membro soberano da ONU que conduz uma política interna e externa independente”.

A Rússia decidiu efectuar uma “retirada antecipada” deste Conselho, acrescentou a diplomacia russa.

“Infelizmente, nas condições actuais, o Conselho é praticamente monopolizado por um grupo de Estados que o utilizam para os seus próprios fins oportunistas”, acrescenta o ministério.

Kiev agradece suspensão da Rússia do Conselho de Direitos Humanos da ONU

A Ucrânia disse que está “agradecida” pela decisão de suspender a Rússia do Conselho de Direitos Humanos da ONU, afirmando que “criminosos de guerra” não devem ter lugar em tais organismos.

“Os criminosos de guerra não têm lugar nos órgãos da ONU destinados a proteger os direitos humanos”, escreveu na sua conta da rede social Twitter o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba.

“(Estou) grato a todos os Estados-membros que apoiaram a resolução relevante da Assembleia-Geral da ONU e escolheram o lado certo da História”, acrescentou o chefe da diplomacia ucraniana.

O Conselho de Direitos Humanos, criado em 2006, é o principal fórum das Nações Unidas responsável por promover e monitorizar esta área, sendo composto por 47 Estados-membros, eleitos pela Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Tanto a Ucrânia como a Rússia são actualmente membros do Conselho, sendo que o mandato russo expira em 2023.

A Rússia lançou em 24 de Fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.611 civis, incluindo 131 crianças, e feriu 2.227, entre os quais 191 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,3 milhões para os países vizinhos.

Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Notícia actualizada às 20:14

Diário de Notícias
DN/Lusa
07 Abril 2022 — 17:24

 



 

666: Ucrânia: Invasão russa condenada por 141 países na Assembleia Geral da ONU

“Agressão contra a Ucrânia”

“O presidente Putin escolheu violar a soberania da Ucrânia.
– O presidente Putin escolheu violar a lei internacional.
– O presidente Putin escolheu violar a Carta da ONU.
– O presidente Putin optou por lançar bombas em Kiev, para forçar as famílias a fazer as malas e abrigarem-se em estações de metropolitano.
– O presidente Putin é o agressor aqui.
Não há meio-termo”, refere a declaração conjunta, divulgada.
Digo eu:
– O Vladimir Putin é um nacionalista, um assassino, um genocida;
– O Vladimir Putin nacionalista tem de ser julgado em Haia como criminoso de guerra por crimes contra a Humanidade;
– O Vladimir Putin pode ser equiparado a Adolfo Hitler.
– Finalmente – e já se sabia de antemão – a “ideologia” nazi dos países que votaram contra e neo-fascista dos que se abstiveram nesta condenação.
Eu lutei contra terroristas treinados por cubanos, armados e municiados por soviéticos e chineses e sei bem do que eles são capazes.

SOCIEDADE/UCRÂNIA/ONU

A resolução teve apenas cinco votos contra (Rússia, Bielorrússia, Síria, Coreia do Norte e Eritreia) e 35 abstenções.

© EPA/JUSTIN LANE

A assembleia geral da ONU aprovou esta quarta-feira uma resolução que condena a invasão russa da Ucrânia, com o apoio de 141 dos 193 Estados-membros das Nações Unidas.

O texto “deplora” a agressão russa contra a Ucrânia e “exige” a Moscovo que ponha fim a esta intervenção militar e retire imediatamente e incondicionalmente as suas tropas do país vizinho.

A resolução teve apenas cinco votos contra (Rússia, Bielorrússia, Síria, Coreia do Norte e Eritreia) e 35 abstenções, incluindo as de Angola e Moçambique.

Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor Leste votaram a favor, como Portugal e Brasil, e o voto da Guiné-Bissau não ficou registado.

Precedida por mais de dois dias de intervenções na ONU, a resolução também “condena a decisão da Rússia de aumentar o alerta das suas forças nucleares”.

O texto, apresentado pela União Europeia em coordenação com a Ucrânia e subscrito por mais de uma centena de países, lamenta “nos mais veementes termos a agressão da Rússia à Ucrânia” e afirma “o seu apoio à soberania, independência, unidade e integridade territorial” deste país, incluindo “as suas águas territoriais”.

Intitulada “Agressão contra a Ucrânia”, a resolução apela ainda ao acesso sem entraves à ajuda humanitária e “lamenta o envolvimento da Bielorrússia” no ataque à Ucrânia.

A Assembleia Geral da ONU foi convocada para esta sessão de emergência, a primeira desde 1997, depois de não ter sido possível fazer passar uma resolução condenando a invasão russa da Ucrânia no Conselho de Segurança, onde a Rússia, como membro permanente, tem poder de veto.

Na Assembleia Geral não há poder de veto e, de acordo com as regras especiais da sessão de emergência, uma resolução precisa da aprovação de dois terços dos países que votam, e as abstenções não contam.

As resoluções deste órgão plenário não são juridicamente vinculativas, mas têm influência e reflexo na actuação e opinião internacional.

Na passada sexta-feira, cinquenta países, incluindo Portugal, subscreveram nas Nações Unidas uma declaração sublinhando que “Putin é o agressor” da Ucrânia, e prometendo levar a condenação da Rússia à Assembleia Geral da ONU, na sequência do veto russo no Conselho de Segurança.

“O presidente Putin escolheu violar a soberania da Ucrânia. O presidente Putin escolheu violar a lei internacional. O presidente Putin escolheu violar a Carta da ONU. O presidente Putin optou por lançar bombas em Kiev, para forçar as famílias a fazer as malas e abrigarem-se em estações de metropolitano. O presidente Putin é o agressor aqui. Não há meio-termo”, refere a declaração conjunta, divulgada.

A Rússia vetou a resolução do Conselho de Segurança isolada numa votação que alcançou 11 votos a favor e três abstenções, incluindo da China.

Diário de Notícias
DN/Lusa
02 Março 2022 — 18:02