917: Actor Steven Seagal elogia ‘grande líder mundial’ Putin

– Confesso, adorava ver o Steven Seagal nos filmes em que entrou. Até porque tendo eu sido praticante de artes marciais, via nele o reflexo – embora um pouco ficcionado -, das mesmas artes. Fiquei decepcionado, triste, chocado, ao ler a notícia abaixo, por isso a publico. Escusado será referir que Steven Seagal, embora com cidadania russa desde 2017, deixou de me interessar a partir deste momento e passarei ao lado de todos os seus filmes. Se ele ama tanto a sua “família” russa, mude-se para Moscovo. Ou então, vista um camuflado, pegue numa AK-47 (Kalashnikov) e vá para a guerra do seu amigo Putin… Mais um putineiro que eu pensava ser um homem de bem…

SOCIEDADE/UCRÂNIA/URSS/STEVEN SEAGAL

Steven Seagal reiterou seu apoio a Vladimir Putin e seus aliados numa festa em Moscovo pelo seu aniversário de 70 anos. A estrela de vários filmes de acção de Hollywood participou num jantar em sua homenagem num restaurante em Moscovo no domingo, 10.

© Reprodução/Divulgação
Num vídeo divulgado no Twitter, Seagal pode ser visto chamando todos na sala e dizer: “Eu amo todos vocês e estamos juntos, nos bons e nos maus”. Reprodução/Divulgação

Segundo o jornal The Times, os aliados presentes no evento incluíam o apresentador de TV estatal russo Vladimir Soleviev e a jornalista russa Margarita Simonyan, ambos colocados numa lista de sanções da UE em resposta à invasão da Ucrânia por Putin.

Num vídeo divulgado no Twitter, Seagal, que anteriormente chamava Putin de “um dos maiores líderes mundiais, se não o maior líder mundial, vivo hoje”, pode ser visto chamando todos na sala de “minha família e meus amigos”.

Ele acrescentou em inglês, com um tradutor ao seu lado: “Eu amo todos vocês e estamos juntos, nos bons e nos maus”.

O elogio de Seagal a Putin ocorre quando a invasão da Ucrânia pela Rússia entra em sua sexta semana. Em Março, Seagal disse à Fox News Digital que vê a Rússia e a Ucrânia “como uma família” .

“A maioria de nós tem amigos e familiares na Rússia e na Ucrânia”, disse ele na época. “Eu olho para ambos como uma família e realmente acredito que é uma entidade externa que gasta enormes somas de dinheiro em propaganda para provocar os dois países a entrarem em conflito um com o outro.

“Minhas orações são para que ambos os países cheguem a uma resolução positiva e pacífica, onde possamos viver e prosperar juntos em paz”, acrescentou Seagal.

Em 2018, a Rússia nomeou o actor Above The Law como enviado especial para melhorar os laços com os EUA.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que a responsabilidade de Seagal seria “facilitar as relações entre a Rússia e os Estados Unidos no campo humanitário, incluindo cooperação em cultura, artes, intercâmbios públicos e juvenis”.

Quando Seagal recebeu sua cidadania russa em 2017, a Ucrânia o impediu de entrar no país, pois os combates entre rebeldes russos e forças ucranianas aumentaram no leste da Ucrânia.

MSN
Da redacção
13.04.2022


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética na Ucrânia


 

Navalny apela a manifestações contra a guerra e descreve Putin como “czar louco”

– É esta a “liberdade” e as “amplas liberdades democráticas” que os comunistas portugueses (PCP) tanto apregoam e APOIAM, quando um louco assassino, ex-KGB de formação na ex-União Soviética (URSS), nacionalista de gema e fascista convicto, manda matar, num genocídio global, tudo o que seja contra a vontade dele. Putin não é a Rússia, diz com razão Navalny mas infelizmente e enquanto esse assassino não for julgado no Tribunal de Haia por crimes contra a Humanidade, os Ucranianos terão de se defender desta invasão sem precedentes, com ameaças até de confronto nuclear!

SOCIEDADE/UCRÂNIA

O opositor lembrou que está preso e não pode comparecer aos protestos, mas reiterou o seu apelo aos cidadãos para que se manifestem diariamente contra a invasão da Ucrânia.

Alexei Navalny, líder da oposição na Rússia
© Global Imagens

O opositor russo Alexei Navalny, actualmente preso na Rússia, convocou esta quarta-feira os seus compatriotas a saírem às ruas contra a invasão da Ucrânia ordenada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, a quem descreveu como um “czar louco”.

“A Rússia quer ser uma nação de paz. Infelizmente, poucas pessoas nos chamariam assim agora. Mas, pelo menos, não nos tornemos num país de pessoas assustadas e silenciosas, de cobardes que fingem não notar a guerra contra a Ucrânia desencadeada pelo nosso, obviamente, czar louco”, escreveu Navalny na rede social Twitter.

“Putin não é a Rússia. E se há algo agora na Rússia do qual nos podemos orgulhar são essas 6.824 pessoas que foram detidas porque — espontaneamente – saíram às ruas com cartazes a dizer: ‘Não à guerra'”, declarou o opositor.

Navalny estava a referir-se aos milhares de pessoas que foram detidas nos últimos dias em várias cidades russas por se manifestarem contra a guerra.

“Não posso, não quero e não vou ficar em silêncio a ver absurdos pseudo-históricos sobre eventos de há 100 anos tornarem-se uma desculpa para os russos matarem os ucranianos e os ucranianos matarem os russos para se defenderem”, afirmou Alexei Navalny, o principal opositor do regime de Putin.

“É a terceira década do século 21 e estamos a ver notícias sobre pessoas a serem queimadas e casas a serem bombardeadas. Estamos a ver ameaças reais do início de uma guerra nuclear em nossas televisões”, acrescentou.

O opositor lembrou que está preso e não pode comparecer aos protestos, mas reiterou o seu apelo aos cidadãos para que se manifestem diariamente contra a invasão da Ucrânia.

“Não podemos esperar mais. Onde quer que esteja, na Rússia, Bielorrússia e mesmo do outro lado do planeta, vá à praça principal da sua cidade todos os dias”, declarou.

“Devemos cerrar os dentes e vencer o medo, sair e exigir o fim da guerra. Cada detido [nas manifestações] deve ser substituído por dois recém-chegados” aos protestos, declarou.

Navalny foi envenenado em Agosto de 2020 com um agente químico de fabricação russa (Novichok) e acusa os serviços secretos russos de tentativa de assassínio.

Depois de retornar à Rússia em Janeiro de 2021, após ter passado vários meses a convalescer na Alemanha, Navalny foi detido e condenado a dois anos e meio de prisão. Desde então, o Ocidente exige insistentemente pela sua libertação.

O opositor russo está a ser julgado novamente por novas acusações de corrupção, que o Ocidente e algumas organizações não-governamentais (ONG) consideram meramente políticas.

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já mataram mais de 350 civis, incluindo crianças, segundo Kiev. A ONU deu conta de milhares de deslocados e refugiados ucranianos na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a “operação militar especial” na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções para isolar ainda mais Moscovo.

Diário de Notícias
DN/Lusa
02 Março 2022 — 11:45