“A fatiga da Ucrânia está a começar a instalar-se em todo o mundo”

INVASÃO SOVIÉTICA/UCRÂNIA/BORIS JOHNSON

O primeiro-ministro britânico frisou que “Putin continua a cometer atrocidades terríveis” na Ucrânia, sendo, por isso, “fundamental” mostrar “o que sabemos ser verdade, que é que a Ucrânia pode vencer e vencerá”.

© Joe Giddens – WPA Pool/Getty Images O primeiro-ministro britânico frisou que “Putin continua a cometer atrocidades terríveis” na Ucrânia, sendo, por isso, “fundamental” mostrar “o que sabemos ser verdade, que é que a Ucrânia pode vencer e vencerá”.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, destacou, este sábado, que é importante demonstrar apoio à Ucrânia a “longo prazo”, especialmente numa altura em que a “fatiga” começa a “instalar-se”.

“A preocupação que temos é que um pouco da fatiga da Ucrânia está a começar a instalar-se em todo o mundo, mas é preciso compreender que os ucranianos estão a sofrer terrivelmente no leste do seu país”, disse o governante britânico à chegada a Londres, depois de ter visitado Kyiv pela segunda vez após a invasão russa.

Boris frisou que “Putin continua a cometer atrocidades terríveis” na Ucrânia, sendo, por isso, “fundamental” mostrar “o que sabemos ser verdade, que é que a Ucrânia pode vencer e vencerá”.

“Os russos ainda estão a sofrer enormes baixas, estão a ficar sem muito do seu armamento mais sofisticado, as suas armas de posição estão a começar a ser muito severamente abatidas”, acrescentou o britânico.

“Temos de levar a mensagem aos ucranianos e ao povo ucraniano sobre quão fortemente os apoiamos e como é importante que tenham êxito. Numa altura em que a fatiga se instala, é muito importante mostrar que estamos com eles a longo prazo e estamos a dar-lhes a resiliência estratégica de que necessitam”, frisou ainda.

Sobre a possibilidade de o Reino Unido receber o Festival Eurovisão da Canção no próximo ano, devido às faltas de condições de segurança da Ucrânia, Boris sublinha que o país “pode e deve” receber o evento.

“Sei que tivemos uma participação fantástica, sei que ficámos em segundo lugar e adoraria que fosse neste país, mas o facto é que eles ganharam e merecem tê-lo [ao evento] e acredito que o podem ter e devem tê-lo”, frisou. “Acredito que Kyiv ou qualquer outra cidade ucraniana segura seria um lugar fantástico para o ter”.

Assinala-se, este sábado, o 115.º dia da guerra na Ucrânia, que já provocou, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a morte a 4.481 civis e deixou 5.565 feridos.

Notícias ao Minuto
18.06.2022


 

1237: António Costa anda há dois meses em digressão pela Europa. Já foi a sete países

– Para alguma coisa deve servir os impostos, principalmente do IRS, para pagar estas “digressões”… Eu, por exemplo, ando há seis anos a ficar sem subsídios de férias e de natal – que já nem chegam – para pagar o IRS… E a minha pensão de reforma é inferior ao SMN… Culpa de ter ficado viúvo e ter passado da taxa de IRS de 14,5% enquanto ainda casado (2015), com dois rendimentos, para 28,5% depois de viúvo (2016~2022), com menos um rendimento! Bestial, pá…!!!

ROUBALHEIRA INSTITUCIONAL

Desde a sua posse, no final de Março, a agenda externa do primeiro-ministro foi mais intensa do que a interna

© Expresso António Costa anda há dois meses em digressão pela Europa. Já foi a sete países

António Costa tem andado numa roda-viva pela Europa. Em dois meses e meio, com destaque para o mês de maio, já percorreu as principais capitais europeias e já teve encontros com os principais líderes, de Olaf Scholz, a Emmanuel Macron ou Boris Johnson.

Este foi mesmo o último encontro na segunda-feira, que chegou a estar em causa por motivos de saúde do primeiro-ministro. A agenda externa de Costa tem suplantado a agenda pública interna que, não raras vezes, se faz também com encontros com representantes estrangeiros. Ainda esta semana, na pele de secretário-geral socialista, encontrou-se com Lars Klingbeil, presidente do SPD.

O início deste novo mandato de António Costa ficou marcado pela guerra na Ucrânia e tem sido fundamentalmente a agenda europeia de apoio àquele país que tem dominado o tempo do primeiro-ministro, mas não só. Costa tem cuidado dos contactos europeus cimentando a influência europeia que tem defendido ser importante manter.

(Para ler este artigo na íntegra clique aqui)

Expresso
18.06.2022


 

1194: Estranha rajada de rádio desafia compreensão dos astrónomos

CIÊNCIA/ESPAÇO

© Concepção artística de uma estrela de nêutrons com um campo magnético ultra-forte, chamado magnetar, emitindo ondas de rádio (vermelho). Magnetares são candidatos bem promissores para a origem das FRBs. Crédito: Bill Saxton, NRAO/AUI/NSF Estranha rajada de rádio desafia compreensão dos astrónomos

Uma equipe internacional de astrónomos encontrou apenas o segundo exemplo de uma rajada rápida de rádio rápida (FRB) altamente activa com uma fonte compacta de emissão de rádio mais fraca, mas persistente entre as rajadas. A descoberta levanta novas questões sobre a natureza desses objectos misteriosos e também sobre sua utilidade como ferramentas para estudar a natureza do espaço intergaláctico.

Os cientistas usaram o observatório Karl G. Jansky Very Large Array (VLA), da National Science Foundation dos EUA (NSF) e outros telescópios para estudar o objecto, descoberto pela primeira vez em 2019.

O objecto, chamado FRB 190520, foi encontrado pelo radiotelescópio esférico de abertura de 500 metros (FAST) na China. Uma explosão do objecto ocorreu em 20 de maio de 2019 e foi encontrada nos dados desse telescópio em Novembro daquele ano. Observações de acompanhamento com o FAST mostraram que, ao contrário de muitas outras FRBs, esse objecto emite rajadas frequentes e repetidas de ondas de rádio.

Questões importantes

Observações com o VLA em 2020 identificaram a localização do objecto, e isso permitiu observações de luz visível com o telescópio Subaru no Havai para mostrar que ele está nos arredores de uma galáxia anã a quase 3 bilhões de anos-luz da Terra. As observações do VLA também descobriram que o objecto emite constantemente ondas de rádio mais fracas entre as rajadas.

“Essas características fazem com que esse objecto se pareça muito com o primeiro FRB cuja posição foi determinada – também pelo VLA – em 2016”, disse Casey Law, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, nos EUA). Esse desenvolvimento foi um grande avanço, fornecendo as primeiras informações sobre o ambiente e a distância de uma FRB. No entanto, sua combinação de rajadas repetidas e emissões de rádio persistentes entre rajadas, provenientes de uma região compacta, colocou o objecto de 2016, chamado FRB 121102, à parte de todos os outros FRBs conhecidos até agora.

“Agora temos dois como esse, e isso levanta algumas questões importantes”, disse Law. Ele integra a equipe internacional que preparou um artigo sobre essas descobertas publicado na revista Nature.

As diferenças entre o FRB 190520 e o FRB 121102 e todos os outros reforçam a possibilidade sugerida anteriormente de que pode haver dois tipos diferentes de FRBs.

“Os que se repetem são diferentes dos que não se repetem? E quanto à emissão de rádio persistente: isso é comum?”, disse Kshitij Aggarwal, pós-graduando da Universidade da Virgínia Ocidental (WVU, nos EUA) e um dos autores do estudo.

Mecanismos diferentes

Os astrónomos sugerem que pode haver dois mecanismos diferentes produzindo FRBs ou que os objectos que os produzem podem agir de maneira diferente em diferentes estágios de sua evolução. Os principais candidatos para as fontes de FRBs são as estrelas de neutrões super-densas que sobraram depois que uma estrela massiva explodiu como uma super-nova, ou estrelas de neutrões com campos magnéticos ultra-fortes, chamados magnetares.

Uma característica do FRB 190520 questiona a utilidade dos FRBs como ferramentas para estudar o material entre eles e a Terra. Os astrónomos geralmente analisam os efeitos do material interveniente nas ondas de rádio emitidas por objectos distantes para aprender sobre esse próprio material ténue. Um desses efeitos ocorre quando as ondas de rádio passam pelo espaço que contém electrões livres. Nesse caso, as ondas de alta frequência viajam mais rapidamente do que as ondas de baixa frequência.

Esse efeito, chamado de dispersão, pode ser medido para determinar a densidade de electrões no espaço entre o objecto e a Terra, ou, se a densidade de electrões for conhecida ou presumida, fornecer uma estimativa aproximada da distância até o objecto. O efeito muitas vezes é usado para fazer estimativas de distância para pulsares.

FRBs mais jovens

Isso não funcionou para o FRB 190520. Uma medição independente da distância baseada no desvio Doppler da luz da galáxia causada pela expansão do universo colocou a galáxia a quase 3 bilhões de anos-luz da Terra. No entanto, o sinal da explosão mostra uma quantidade de dispersão que normalmente indicaria uma distância de aproximadamente 8 bilhões a 9,5 bilhões de anos-luz.

“Isso significa que há muito material perto do FRB que confundiria qualquer tentativa de usá-lo para medir o gás entre as galáxias”, disse Aggarwal. “Se esse for o caso de outros, não podemos contar com o uso de FRBs como critério cósmico”, acrescentou.

Os astrónomos especularam que o FRB 190520 pode ser um “recém-nascido”, ainda cercado por material denso ejectado pela explosão da super-nova que deixou para trás a estrela de neutrões. À medida que esse material se dissipa, a dispersão dos sinais de explosão também diminuiria. No cenário “recém-nascido”, eles disseram, as rajadas repetidas também podem ser uma característica de FRBs mais jovens e diminuir com a idade.

“O campo FRB está se movendo muito rapidamente agora e novas descobertas estão surgindo mensalmente. No entanto, grandes questões ainda permanecem, e esse objecto está nos dando pistas desafiadoras sobre essas questões”, disse Sarah Burke-Spolaor, da WVU, co-autora do estudo.

MSN Notícias
09.06.2022


 

1164: Terra pode estar cercada de matéria escura ‘cabeluda’

CIÊNCIA

© Concepção artística da Terra e de filamentos de matéria escura ao seu redor: elemento importante para o estudo desse componente do universo. Crédito: NASA/JPL-Caltech Terra pode estar cercada de matéria escura ‘cabeluda’

O Sistema Solar pode ser muito mais “cabeludo” do que pensávamos. A ilustração acima mostra a Terra cercada por filamentos teóricos de matéria escura chamados de “cabelos”.

A matéria escura é uma substância invisível e misteriosa que constitui cerca de 27% de toda a matéria e energia do universo. A matéria normal, que constitui tudo o que podemos ver ao nosso redor, constitui apenas 5% do universo. O resto é energia escura, um estranho fenómeno associado à aceleração de nosso universo em expansão.

Os dados sobre a matéria escura cabeluda são baseados em um estudo de Gary Prézeau, do Laboratório de Propulsão a Jacto (JPL) da NASA, que apareceu num artigo de 2015 no “Astrophysical Journal”.

Chocolate e sorvete de baunilha

De acordo com cálculos feitos nos anos 1990 e simulações realizadas na década seguinte, a matéria escura forma “fluxos de granulação fina” de partículas que se movem na mesma velocidade e orbitam galáxias como a nossa.

“Um fluxo pode ser muito maior do que o próprio Sistema Solar, e há muitos fluxos diferentes cruzando nossa vizinhança galáctica”, disse Prézeau.

Ele comparou a formação de fluxos finos de matéria escura à mistura de chocolate e sorvete de baunilha. Se agitar uma colher de cada um junto algumas vezes, você obterá um padrão misto, mas ainda poderá ver as cores individuais.

“Quando a gravidade interage com o gás frio da matéria escura durante a formação da galáxia, todas as partículas dentro de uma corrente continuam viajando na mesma velocidade”, disse Prézeau.

Mas o que acontece quando uma dessas correntes se aproxima de um planeta como a Terra? Prézeau usou simulações de computador para descobrir.

Sua análise descobriu que quando um fluxo de matéria escura atravessa um planeta, as partículas do fluxo se concentram em um filamento ultra-denso, ou “cabelo”, de matéria escura. Na verdade, deve haver muitos desses pelos brotando da Terra.

Raízes e pontas

Um fluxo de matéria comum não passaria pela Terra e sairia do outro lado. Mas, do ponto de vista da matéria escura, a Terra não é um obstáculo. De acordo com as simulações de Prézeau, a gravidade terrestre focalizaria e dobraria o fluxo de partículas de matéria escura em um fio de cabelo estreito e denso.

Os cabelos que emergem de planetas têm “raízes”, a concentração mais densa de partículas de matéria escura no cabelo, e “pontas”, onde termina o cabelo. Quando as partículas de um fluxo de matéria escura passam pelo núcleo da Terra, elas se concentram na “raiz” de um fio de cabelo, onde a densidade das partículas é cerca de 1 bilhão de vezes maior do que a média.

A raiz de tal fio de cabelo deve estar a cerca de 1 milhão de quilómetros de distância da superfície, ou o dobro da Lua. As partículas do fluxo que tocam a superfície da Terra formarão a ponta do cabelo, cerca de duas vezes mais distante da Terra do que a raiz do cabelo.

“Se pudéssemos localizar a raiz desses fios de cabelo, poderíamos enviar uma sonda para lá e obter uma abundância de dados sobre a matéria escura”, disse Prézeau.

Mapeamento de camadas

Um fluxo que passa pelo núcleo de Júpiter produziria raízes ainda mais densas. Elas seriam quase 1 trilião de vezes mais densas do que o fluxo original, de acordo com as simulações de Prézeau.

Outra descoberta fascinante dessas simulações de computador é que as mudanças na densidade encontradas dentro do nosso planeta – do núcleo interno ao externo, do manto à crosta – seriam reflectidas nos cabelos. Esses fios teriam “torções” que correspondem às transições entre as diferentes camadas da Terra.

Teoricamente, se fosse possível obter essa informação, os cientistas poderiam usar fios de cabelo de matéria escura e fria para mapear as camadas de qualquer corpo planetário. Seria possível até mesmo inferir as profundezas dos oceanos em luas geladas.

MSN
Revista Planeta
04.06.2022


 

1054: Lua de Sangue: saiba como ver o eclipse total em Portugal

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/LUA DE SANGUE

© CNN Portugal Lua de Sangue
(Getty Images)

Um eclipse lunar total vai iluminar o céu de Portugal. O fenómeno, que vai pintar a lua de tons vermelhos e alaranjados, decorre entre a noite de domingo e o início da manhã de segunda-feira, de acordo com o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).

Esta será a primeira “lua de sangue” do ano e vai ser possível observá-la na metade leste da América do Norte e em toda a América Central e do Sul, que vão ter uma vista privilegiada sobre todo o fenómeno lunar, caso o clima o permita. As várias fases parciais do eclipse também vão ser visíveis na Europa, em África e no Médio Oriente, só deixando de fora o Alasca, a Ásia e a Austrália.

“É um evento gradual, lento e maravilhoso”, considera o geólogo planetário da NASA, Noah Petro.

Eclipse total da Lua em Portugal

Na madrugada da próxima segunda-feira a Lua vai entrar na penumbra da Terra às 02:31. A partir desse momento, a Lua vai começar a escurecer de forma progressiva, adquirindo tons mais acinzentados.

De acordo com o Observatório Astronómico de Lisboa, os tons avermelhados e acastanhados surgem por volta das 03:28, quando a Lua entrar na sombra da Terra.

O eclipse total vai acontecer às 04:29, momento em que a Lua ficará totalmente dentro do cone de sombra da Terra.

“De facto, durante um eclipse lunar os raios solares incidem na Lua após atravessarem a atmosfera terrestre onde são dispersados e perdem uma grande quantidade de luz azul e verde. Assim, durante o eclipse, a Lua não é iluminada com luz branca mas sim com luz mais avermelhada.”, lê-se na nota do Observatório, que realça que o máximo do eclipse ocorrerá às 05:12, quando a Lua está no centro da sombra da Terra. A fase de Lua cheia ocorre apenas dois minutos depois, às 5:14.

Pelas 5:54 termina o eclipse total, perdendo a Lua o tom avermelhado e, de forma progressiva, voltando ao tom cinzento-escuro. O fenómeno termina totalmente cerca das 07:52.

Em Portugal ou não, poderá sempre assistir ao fenómeno através do site da NASA, onde haverá uma transmissão ao vivo do eclipse a partir de vários locais. O próximo Eclipse Total da Lua só vai acontecer a 8 de Novembro, por isso vale a pena espreitar este.

A espaço-nave Lucy da NASA irá fotografar todo o evento lunar a 103 milhões de quilómetros de distância.

MSN
Beatriz Madaleno de Assunção
14.05.2022 às 18:21


1051: Quanto tempo resta ao planeta Terra?

CIÊNCIA/


A Terra também terá um fim

Nada é para sempre. A finitude faz parte da existência dos seres e das coisas. Não há necessidade de dramatizar, pois o fim, o fim de algo, faz parte da natureza.

E o planeta Terra? Quando será o seu fim? Quanto tempo nos resta habitando este canto do sistema solar?

MSN
13.05.2022


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética de Putin, na Ucrânia
For the victims of the genocide practiced
by the Soviet Union of Putin, in Ukraine


917: Actor Steven Seagal elogia ‘grande líder mundial’ Putin

– Confesso, adorava ver o Steven Seagal nos filmes em que entrou. Até porque tendo eu sido praticante de artes marciais, via nele o reflexo – embora um pouco ficcionado -, das mesmas artes. Fiquei decepcionado, triste, chocado, ao ler a notícia abaixo, por isso a publico. Escusado será referir que Steven Seagal, embora com cidadania russa desde 2017, deixou de me interessar a partir deste momento e passarei ao lado de todos os seus filmes. Se ele ama tanto a sua “família” russa, mude-se para Moscovo. Ou então, vista um camuflado, pegue numa AK-47 (Kalashnikov) e vá para a guerra do seu amigo Putin… Mais um putineiro que eu pensava ser um homem de bem…

SOCIEDADE/UCRÂNIA/URSS/STEVEN SEAGAL

Steven Seagal reiterou seu apoio a Vladimir Putin e seus aliados numa festa em Moscovo pelo seu aniversário de 70 anos. A estrela de vários filmes de acção de Hollywood participou num jantar em sua homenagem num restaurante em Moscovo no domingo, 10.

© Reprodução/Divulgação
Num vídeo divulgado no Twitter, Seagal pode ser visto chamando todos na sala e dizer: “Eu amo todos vocês e estamos juntos, nos bons e nos maus”. Reprodução/Divulgação

Segundo o jornal The Times, os aliados presentes no evento incluíam o apresentador de TV estatal russo Vladimir Soleviev e a jornalista russa Margarita Simonyan, ambos colocados numa lista de sanções da UE em resposta à invasão da Ucrânia por Putin.

Num vídeo divulgado no Twitter, Seagal, que anteriormente chamava Putin de “um dos maiores líderes mundiais, se não o maior líder mundial, vivo hoje”, pode ser visto chamando todos na sala de “minha família e meus amigos”.

Ele acrescentou em inglês, com um tradutor ao seu lado: “Eu amo todos vocês e estamos juntos, nos bons e nos maus”.

O elogio de Seagal a Putin ocorre quando a invasão da Ucrânia pela Rússia entra em sua sexta semana. Em Março, Seagal disse à Fox News Digital que vê a Rússia e a Ucrânia “como uma família” .

“A maioria de nós tem amigos e familiares na Rússia e na Ucrânia”, disse ele na época. “Eu olho para ambos como uma família e realmente acredito que é uma entidade externa que gasta enormes somas de dinheiro em propaganda para provocar os dois países a entrarem em conflito um com o outro.

“Minhas orações são para que ambos os países cheguem a uma resolução positiva e pacífica, onde possamos viver e prosperar juntos em paz”, acrescentou Seagal.

Em 2018, a Rússia nomeou o actor Above The Law como enviado especial para melhorar os laços com os EUA.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que a responsabilidade de Seagal seria “facilitar as relações entre a Rússia e os Estados Unidos no campo humanitário, incluindo cooperação em cultura, artes, intercâmbios públicos e juvenis”.

Quando Seagal recebeu sua cidadania russa em 2017, a Ucrânia o impediu de entrar no país, pois os combates entre rebeldes russos e forças ucranianas aumentaram no leste da Ucrânia.

MSN
Da redacção
13.04.2022


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética na Ucrânia


 

916: Quem é Medvedchuk, o pró-Kremlin que Zelensky quer trocar por ucranianos?

INTERNACIONAL/UCRÂNIA/GUERRA

Nasceu em 1954 em Pochet, que, na altura, fazia parte da União Soviética. Fez parte do gabinete do presidente da Ucrânia e convidou o presidente russo, Vladimir Putin, para ser padrinho da sua filha mais nova. Assumidamente contra a entrada da Ucrânia na UE e na NATO, fugiu para a Suíça após a revolução ucraniana de 2014. Quem é, afinal, Viktor Medvedchuk?

Viktor Medvedchuk foi detido, na terça-feira, pelos Serviços de Segurança ucranianos numa “operação especial”. Usava um uniforme militar com uma bandeira da Ucrânia “para se disfarçar” e, horas após a sua detenção, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, propôs à Rússia libertá-lo numa troca com ucranianos capturados. Mas, afinal, que interesse tem este deputado ucraniano para o Kremlin?

Nasceu em Pochet, que, na altura, fazia parte da União Soviética. Terminou o curso de Direito em 1978 e, no ano seguinte, era apontado como advogado de defesa do poeta Yuriy Lytvyn, um conhecido dissidente soviético que denunciou a sua “passividade” enquanto advogado. Já em 1980, foi apontado como advogado de Vasyl Stus, que, segundo a imprensa ucraniana, terá negado a defesa.

Entraria para o parlamento ucraniano em 1997, enquanto deputado do Partido Social Democrata da Ucrânia. Entre 2002 e 2005 exerceu funções enquanto chefe do gabinete do presidente ucraniano pró-Kremlin, Leonid Kravchuk. Foi enquanto exerceu tal cargo que privou com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, quem viria a convidar para ser padrinho da sua filha mais nova, em 2004.

Medvedchuk esteve afastado da política até 2018. Contudo, em 2012, criou a organização Ukrainian Choice, que se assumia contra a adesão da Ucrânia à União Europeia (UE) e à aliança transatlântica NATO. Foi também manifestamente contra o protesto Euromaidan – onde, entre Novembro de 2013 e Fevereiro de 2014, milhares de manifestantes pediram uma maior integração europeia – e, após a deposição do então presidente pró-russo Viktor Yanukovych, fugiu para a Suíça. Foi alvo de sanções por parte dos Estados Unidos da América (EUA) pelo seu papel na anexação russa da Crimeia.

Regressaria no ano seguinte, em 2015, com o objectivo de mediar as negociações de paz entre o governo ucraniano e os líderes separatistas das regiões de Donetsk e Lugansk.

Em 2018, fundou o partido pró-Rússia Plataforma da Oposição – Pela Vida, um dos 11 partidos extintos por Zelensky no mês passado devido a ligações à Rússia. Na altura da extinção, o partido contava com cerca de 30 deputados no parlamento ucraniano.

No ano passado, em maio, foi acusado pelo Ministério Público da Ucrânia de “traição ao mais alto nível” e de “tentativa de roubo de recursos naturais na Crimeia”, esquema que tinha como objectivo financiar os líderes das regiões separatistas.

Acabou por ser condenado a prisão domiciliária, controlado por pulseira electrónica, A 26 de Fevereiro, dois dias após o início da invasão russa da Ucrânia, a polícia ucraniana notificou o seu desaparecimento durante uma visita de controlo.

Segundo a revista Forbes, era, em 2021, o 12.º homem mais rico da Ucrânia, com uma fortuna avaliada em 620 milhões de dólares, cerca de 572 milhões de euros.

O presidente ucraniano ofereceu ontem “a troca deste homem” pelos “meninos e meninas” ucranianas “actualmente em cativeiro na Rússia”. Numa mensagem, publicada na aplicação Telegram, Zelensky reforçou a importância das forças policiais e militares considerarem esta possibilidade.

“Ofereço à Federação Russa a troca deste homem pelos nossos meninos e meninas que estão actualmente em cativeiro na Rússia”, salientou o chefe de Estado ucraniano num vídeo divulgado na rede social Telegram.

Assinala-se, esta quarta-feira, o 49.º dia da invasão russa da Ucrânia. No total, a guerra já fez mais de 1.800 mortos entre a população civil, segundo dados confirmados pela Organização das Nações Unidas (ONU), que alerta que o número real pode ser muito maior.

[Notícia actualizada às 10h00]

MSN
Márcia Guímaro Rodrigues
13.04.2022


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética na Ucrânia


 

Mulheres manifestam-se sábado contra parecer da Ordem dos Médicos: “A violência obstétrica existe e está aqui”

– Esta notícia fez-me lembrar, há uns poucos anos atrás, quando fui à urgência do hospital de Egas Moniz – Otorrino -, a fim de “desentupir” um canal auditivo do excesso de cerúmen, tive três intervenções, todas com a mesma finalidade: aspirar o cerúmen. A primeira intervenção foi, penso eu, de uma estagiária. Revirou-me o pavilhão auditivo (orelha) e aspirou, aspirou… A segunda intervenção, efectuada por um tipo (nem sei se era médico porque estava à “civil”, sem bata), fez o mesmo da estagiária; a terceira intervenção deve ter sido do “mestre” que até à data da segunda intervenção estava respaldado numa poltrona a ler o jornal. Novas reviravoltas no ouvido, nova aspiração. Resultado: no dia seguinte nem podia tocar no ouvido com dores de tantas pressões e chupões por ar comprimido.

© TVI24 Mulheres manifestam-se sábado contra parecer da Ordem dos Médicos: “A violência obstétrica existe e está aqui”

Uma mulher conta como passou três dias em trabalho de parto deitada numa maca, sem poder deslocar-se. Outra como foi ignorada pelas enfermeiras e acabou por ter o filho sozinha, na casa de banho da maternidade. Outra refere todas as intervenções não consentidas: administração de ocitocina, rebentamento da bolsa, episiotomia. Uma mulher conta como foi gozada pelos profissionais por recusar a epidural. Outra foi insultada por não estar a colaborar no parto. Também falam de clisteres e pelos rapados sem consentimento. Todas contam como se sentiram maltratadas antes, durante ou após o parto.

Ao parecer da Ordem dos Médicos que diz que não existe violência obstétrica em Portugal um grupo de mulheres responde com os testemunhos de quem sentiu essa violência na pele: “A violência doméstica está aqui. Venham dizer-nos que não existe!”, desafiam na página de protesto criada no Instagram. No próximo dia 6, vão à Ordem dos Médicos não só para entregar esse conjunto de testemunhos que contrariam as palavras dos especialistas como para se manifestar e chamar, mais uma vez, a atenção para este problema.

“Os médicos não são todos maus e nós não estamos contra os médicos. Mas esperávamos que a Ordem dos Médicos se demarcasse das más práticas. Em vez disso vem dizer que não existe violência obstétrica em Portugal”, lamenta Andrea, uma das porta-vozes do movimento.

“O parecer foi a gota de água que encheu o copo”, explica Andrea à TVI24. “Os cuidados dados às grávidas têm vindo a degradar-se e a verdade é que a lei 110/2019 não tem sido cumprida. Os testemunhos das mulheres comprovam isso: a violência obstétrica existe e está aqui.”

Até chegar aos dez dedos foram 19 horas com mais de dez mãos a entrarem cá dentro, sem autorização. Mãos de internos, mãos de obstetras, mãos de enfermeiras. (…) Avisou, colocou os fórceps, dores horríveis. Pediu-me para fazer força. (…) Há dois anos que tenho incontinência fecal. Fiquei com um prolapso rectal e um trauma para a vida.” (testemunho de uma mulher vítima de violência obstétrica)

O movimento Violência Obstétrica surgiu informalmente, nas redes sociais, e engloba mulheres que sofreram violência obstétrica e mulheres e homens que se solidarizam com elas, incluindo profissionais que trabalham nesta área como enfermeiros, psicólogos, doulas.

O que disse a Ordem dos Médicos?

Publicado no passado dia 20, o parecer do colégio de ginecologia e obstetrícia a uma proposta de lei sobre o “reforço da protecção das mulheres na gravidez e parto através da criminalização da violência obstétrica” começa por deixar claro que não vê motivos para preocupação:

O termo violência obstétrica é inapropriado em países onde se prestam cuidados de saúde materno-infantil de excelência, como é o caso de Portugal. O termo não se adequa à realidade que se vive nestes países; lança alarme, medo e desconfiança sobre as grávidas e as suas famílias e põe em causa os profissionais de saúde que se esforçam por lhes prestar os melhores cuidados possíveis, segundo a melhor e mais actual evidência científica”, lê-se no documento.

Os especialistas garantem que “não se deu como provada nenhuma situação de violência obstétrica praticada por médicos em Portugal” e não haver “práticas de intervenções sem indicação médica ou sem consentimento informado”. O que existe em Portugal são “opiniões sobre a satisfação de expectativas de participação pessoal, conforto, relações com os profissionais e partilha social, tudo causas relevantes, que os especialistas em Ginecologia e Obstetrícia defendem, mas de patamar diferente do da violência obstétrica”.

No parecer, os médicos afirmam que “é muito perigosa a ideia (…) de que é má prática a indução do trabalho de parto, a episiotomia, o parto instrumentado com ventosa ou fórceps, a analgesia epidural, a cesariana, entre outras intervenções”, sublinhando que estas só são realizadas quando existe indicação médica para tal. E acrescentam: “Uma outra ideia perigosa (…) é a de que a gravidez, o parto e o puerpério são processos fisiológicos em que raramente se justificam intervenções médicas, quando na verdade representam um período muito perigoso para a mulher e o seu filho.”

Numa nota final, Ordem dos Médicos não só “adere” ao parecer dos especialistas como sublinha:

Não há um problema que requisite esta intervenção embora se possa entender que existem, como sempre, vertentes relativas aos direitos das grávidas que podem ser melhoradas em âmbito distinto, como seja a da informação e do consentimento esclarecido.”

O que é a violência obstétrica?

Ao lerem estas palavras, muitas mulheres ficaram “chocadas” e sentiram-se “insultadas”, conta Andrea. “Antes de mais, é preciso dizer que o parto é um evento fisiológico, ao contrário do que diz a Ordem dos Médicos, o corpo da mulher está preparado para o parto e só em casos excepcionais é que é necessária a intervenção médica”, diz, lembrando ainda os números relativos à realização de cesarianas, episiotomias e outras intervenções invasoras em Portugal, que estão muito acima da média europeia.

O movimento questiona o argumento de que estas intervenções sejam realizadas por “indicação médica”, dizendo antes que estas são feitas, na maioria dos casos, por rotina, aplicando um protocolo que só deveria ser usados em casos de risco.

E duvida também que haja sempre um “consentimento informado”, uma vez que as parturientes ou não são informadas ou estão numa situação em que não podem ou não conseguem questionar e argumentar.

Depois chegou a hora de ser cosida. Nunca mais me esqueço: ‘vou dar aqui o ponto do marido’. Eu estava estoirada e nunca tinha ouvido tal coisa. Só meses mais tarde percebi. Tive um ano de recuperação muito doloroso, nada prazeroso nem para mim nem para o meu marido. É triste e inadmissível que isto aconteça. Pelas mãos de um médico, novo, no século XXI.” (testemunho de uma mulher vítima de violência obstétrica)

Segundo o movimento, a violência obstétrica pode ser física ou psicológica e revela-se de diferentes formas:

  • Maus-tratos físicos: amarrar a parturiente à maca, restringir a liberdade de movimentos, manobra de Kristeller, manobras de indução de parto (sem consentimento e/ou indicação clínica), negação de alívio de dor, raspagem dos pelos púbicos.
  • Maus-tratos psicológicos: ameaçar, coagir, humilhar, discriminar, gritar, omissão de informação sobre o estado de saúde do bebé, omissão de informação sobre o decorrer do parto.
  • Violência sexual: toques sucessivos invasivos e/ou agressivos, realização de episiotomia.
  • Intervenções realizadas sem consentimento da mulher e desrespeito pela recusa.
  • Interferência desnecessária no processo de parto (por exemplo, com vista à sua aceleração).
  • Supressão da autonomia da mulher.
  • Omissão ou recusa de cuidados.

São práticas que não respeitam as Recomendações da Organização Mundial de Saúde e que não respeitam a vontade da mulher. “Apesar de o Plano de Parto estar previsto na lei, na prática poucas mulheres têm um plano de parto e conseguem cumpri-lo”, denuncia Andrea. “Claro que existem hospitais e médicos que respeitam a mulher mas são excepções quando deveriam ser a regra.”

Perdi a conta ao número de toques que me foram feitos, sem informar sequer o que iam fazer. Uma das enfermeiras deixou-me na maca, praticamente nua e cheia de sangue. Quando me recordo, aquilo que posso dizer é que sinto que, naquelas horas, me tiraram toda e qualquer dignidade. Sinto-me humilhada, maltratada, desrespeitada, gozada, violentada.” (testemunho de uma mulher vítima de violência obstétrica)

As consequências da violência obstétrica também pode ser físicas ou psicológicas e passam por incontinência, disfunções sexuais, trauma psicológico, dificuldades na amamentação e na ligação emocional com o recém-nascido, insónias, depressão.

Para este movimento, um dos problemas é que a violência obstétrica está de tal forma normalizada que muitas vezes “não é reconhecida pela comunidade médica e por parte da sociedade civil como violência”. “Por este motivo, as vítimas sofrem em silêncio, culpabilizando-se pelos maus-tratos sofridos e evitando recorrer a mecanismos legais, que, lamentavelmente, não lhes conferem justiça.” É para interromper este ciclo de violência e trauma que estas mulheres saem à rua no próximo sábado, concentrando-se nas instalações da Ordem dos Médicos em Lisboa, Porto e Coimbra.

MSN notícias
Maria João Caetano
02.11.2021