1327: Observando a morte de uma rara estrela gigante

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Impressão de artista da estrela hiper-giante vermelha VY Canis Majoris. Localizada a cerca de 3.009 anos-luz da Terra, VY Canis Majoris é possivelmente a estrela mais massiva da Via Láctea.
Crédito: NASA/ESA/Hubble/R. Humphreys, Universidade de Minnesota / J. Olmsted, STScI

Uma equipa de astrónomos liderada pela Universidade do Arizona criou uma imagem tridimensional e detalhada de uma estrela hiper-gigante moribunda. A equipa, liderada pelos investigadores Ambesh Singh e Lucy Ziurys da Universidade do Arizona, traçou a distribuição, direcções e velocidades de uma variedade de moléculas em torno de uma estrela hiper-gigante vermelha conhecida como VY Canis Majoris.

As suas descobertas, que apresentaram a 13 de Junho no 240.ª Encontro da Sociedade Astronómica Americana em Pasadena, Califórnia, oferecem perspectivas a uma escala sem precedentes sobre os processos que acompanham a morta de estrelas gigantes. O trabalho foi feito com os colaboradores Robert Humphreys da Universidade de Minnesota e Anita Richards da Universidade de Manchester, no Reino Unido.

As estrelas super-gigantes extremas, conhecidas também como hiper-gigantes, são muito raras, sendo que apenas algumas conhecidas existem na Via Láctea. Exemplos incluem Betelgeuse, a segunda estrela mais brilhante da constelação de Orionte, e NML Cygni, também conhecida como V1489 Cygni, na direção da constelação de Cisne.

Ao contrário das estrelas com massas mais baixas – que são mais propensas a inchar quando entram na fase de gigante vermelha, mas geralmente mantêm uma forma esférica – as hiper-gigantes tendem a passar por substanciais eventos de perda de massa que formam estruturas complexas e altamente irregulares compostas por arcos, aglomerados e nós.

Localizada a cerca de 3009 anos-luz da Terra, VY Canis Majoris – ou VY CMa, para abreviar – é uma estrela variável pulsante na direcção da constelação de Cão Maior.

Abrangendo entre 10.000 e 15.000 unidades astronómicas (1 unidade astronómica, ou UA, é a distância média entre a Terra e o Sol, cerca de 150 milhões de quilómetros), VY CMa é possivelmente a estrela mais massiva da Via Láctea, de acordo com Ziurys.

“Pense nela como Betelgeuse em esteróides,” disse Ziurys, Professor Regente no Departamento de Química e Bioquímica da Universidade do Arizona e do Observatório Steward. “É muito maior, muito mais massiva e sofre erupções gigantescas mais ou menos a cada 200 anos.”

A equipa optou por estudar VY CMa porque é um dos melhores exemplos destes tipos de estrelas.

“Estamos particularmente interessados no que as estrelas hiper-gigantes fazem no final das suas vidas,” disse Singh, no seu 4.º ano de doutoramento e membro do laboratório de Ziurys. “As pessoas costumavam pensar que estas estrelas massivas simplesmente evoluíam para super-novas, mas já não temos a certeza.”

“Se assim fosse, deveríamos ver muitas mais explosões de super-nova pelo céu,” acrescentou Ziurys. “Pensamos agora que podem colapsar calmamente em buracos negros, mas não sabemos quais acabam assim as suas vidas, ou porque é que isso acontece e como.”

Imagens anteriores de VY CMa com o Telescópio Espacial Hubble da NASA e espectroscopia mostraram a presença de arcos distintos e outros aglomerados e nós, muitos estendendo-se milhares de UA a partir da estrela central.

Para descobrir mais detalhes dos processos pelos quais as estrelas hiper-gigantes terminam as suas vidas, a equipa começou a traçar certas moléculas em torno da hiper-gigante e a mapeá-las para imagens pré-existentes da poeira, obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble.

“Ninguém tem sido capaz de obter uma imagem completa desta estrela,” disse Ziurys, explicando que a sua equipa se propôs a compreender os mecanismos através dos quais a massa da estrela é libertada, que parecem ser diferentes dos das estrelas mais pequenas que entram na sua fase gigante vermelha no final das suas vidas.

“Não se vê esta agradável e simétrica perda de massa, mas sim células de convecção que ‘sopram’ através da fotosfera da estrela como balas gigantes e ejectam massa em diferentes direcções,” disse Ziurys. “Estas são análogas aos arcos coronais vistos no Sol, mas mil milhões de vezes maiores.”

A equipa usou o ALMA (Atacama Large Millimeter Array) no Chile para rastrear uma variedade de moléculas em material ejectado a partir da superfície estelar. Enquanto algumas observações ainda estão em curso, foram obtidos mapas preliminares do óxido de enxofre, dióxido de enxofre, óxido de silício, óxido de fósforo e cloreto de sódio. A partir destes dados, o grupo construiu uma imagem da estrutura do fluxo global molecular de VY CMa em escalas que englobavam todo o material ejectado a partir da estrela.

“As moléculas traçam os arcos no invólucro, o que nos diz que as moléculas e a poeira estão bem misturadas,” disse Singh. “O que é bom nas emissões de moléculas em comprimentos de onda de rádio é que nos fornecem informação da velocidade, em oposição à emissão de poeira, que é estática.”

Ao mover as 48 antenas do ALMA para diferentes configurações, os investigadores conseguiram obter informações sobre as direcções e velocidades das moléculas e mapeá-las através das diferentes regiões do invólucro da hiper-gigante com considerável detalhe, correlacionando-as mesmo com diferentes eventos de ejecção de massa ao longo do tempo.

O processamento dos dados exigiu algum “levantamento pesado” em termos de poder computacional, disse Singh.

“Até agora, já processámos quase um terabyte do ALMA e ainda recebemos dados que temos de analisar para obter a melhor resolução possível,” disse. “Só a calibração e limpeza dos dados requer até 20.000 iterações, o que leva um dia ou dois para cada molécula.”

“Com estas observações, podemos agora colocá-las em mapas no céu,” disse Ziurys. “Até agora, apenas pequenas porções desta enorme estrutura tinham sido estudadas, mas não se consegue compreender a perda de massa e como estas grandes estrelas morrem, a menos que se olhe para toda a região. É por isso que queríamos criar uma imagem completa.”

Com o financiamento da NSF (National Science Foundation), a equipa planeia publicar as suas conclusões numa série de artigos científicos.

Astronomia On-line
1 de Julho de 2022

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1277: Portugal com 95.943 casos e 239 mortes por covid-19 entre 14 e 20 de Junho

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Em relação à semana anterior, registaram-se menos 17.185 casos de infecção e 22 mortes.

Portugal registou, entre 14 e 20 de Junho, 95.943 infecções pelo coronavírus ​​​​​​​SARS-CoV-2, 239 mortes associadas à covid-19 e uma nova diminuição dos internamentos em enfermaria e cuidados intensivos, indicou esta sexta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o boletim epidemiológico semanal da DGS, em relação à semana anterior, registaram-se menos 17.185 casos de infecção, verificando-se ainda uma redução de 22 mortes na comparação entre os dois períodos.

Quanto à ocupação hospitalar em Portugal continental por covid-19, a DGS passou a divulgar às sextas-feiras os dados dos internamentos referentes à segunda-feira anterior à publicação do relatório.

Com base nesse critério, o boletim indica que, na última segunda-feira, estavam internadas 1.743 pessoas, menos 153 do que no mesmo dia da semana anterior, com 85 doentes em unidades de cuidados intensivos, menos 13.

De acordo com o boletim da DGS, a incidência a sete dias estava, na segunda-feira, nos 932 casos por 100 mil habitantes, tendo registado uma diminuição de 15% em relação à semana anterior, e o índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus registava o valor de 0,88.

Por regiões, Lisboa e Vale do Tejo registou 45.219 casos entre 14 e 20 de Junho, menos 4.851 do que no período anterior, e 84 óbitos, mais três.

A região Centro contabilizou 12.521 casos (menos 2.992) e 40 mortes (menos 24) e o Norte totalizou 22.401 casos de infecção (menos 7.560) e 80 mortes (mais três).

No Alentejo foram registados 3.916 casos positivos (menos 350) e oito óbitos (menos nove) e no Algarve verificaram-se 4.821 infecções pelo SARS-CoV-2 (mais 332) e seis mortes (menos cinco).

Quanto às regiões autónomas, os Açores tiveram 3.558 novos contágios entre 14 e 20 de Junho (menos 1.167) e nove mortes (mais seis), enquanto a Madeira registou 3.507 casos nesses sete dias (menos 597) e 12 óbitos (mais quatro), de acordo com os dados da DGS.

Segundo o relatório, a faixa etária entre os 40 e os 49 anos foi a que apresentou maior número de casos a sete dias (16.141), seguida das pessoas entre os 50 e os 59 anos (15.211), enquanto as crianças até 9 anos foram o grupo com menos infecções (4.642) nesta semana.

Dos internamentos totais, 700 foram de idosos com mais de 80 anos, seguindo-se a faixa etária dos 70 aos 79 anos (412) e dos 60 aos 69 anos (220).

A DGS contabilizou ainda 14 internamentos no grupo etário das crianças até aos 9 anos, 11 dos 10 aos 19 anos, 22 dos 20 aos 29 anos, 32 dos 30 aos 39 anos, 62 dos 40 aos 49 anos e 116 dos 50 aos 59 anos.

O boletim refere também que, nestes sete dias, morreram 180 pessoas com mais de 80 anos, 38 pessoas entre os 70 e 79 anos, 13 entre os 60 e 69 anos, quatro entre os 50 e 59 anos, três entre os 40 e 49 anos e uma entre os 30 e 39 anos.

Relativamente à vacinação contra a covid-19, o boletim refere que 93% da população tem a vacinação completa, 64% dos elegíveis a primeira dose de reforço e 52% dos idosos com 80 ou mais anos a segunda dose para reforçar a imunização contra o SARS-CoV-2.

Diário de Notícias
DN/Lusa
24 Junho 2022 — 20:29


 

1232: 114.410 casos e 256 mortes, mas menos internamentos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Portugal registou, entre 7 e 13 Junho, 114.410 infecções pelo coronavírus SARS-CoV-2, 256 mortes associadas à covid-19 e uma diminuição dos internamentos em enfermaria e cuidados intensivos, indicou esta sexta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

© Tiago Petinga / Lusa

Segundo o boletim epidemiológico semanal da DGS, em relação à semana anterior, registaram-se menos 43.534 casos de infecção, verificando-se ainda uma redução de 41 mortes na comparação entre os dois períodos.

Quanto à ocupação hospitalar em Portugal continental por covid-19, a DGS passou a divulgar às sextas-feiras os dados dos internamentos referentes à segunda-feira anterior à publicação do relatório.

Com base nesse critério, o boletim indica que, na última segunda-feira, estavam internadas 1.896 pessoas, menos 95 do que no mesmo dia da semana anterior, com 98 doentes em unidades de cuidados intensivos, menos 10.

Diário de Notícias
DN/Lusa
17 Junho 2022 — 19:29


 

Mesmo com vacinação, já morreram mais pessoas este ano do que em 2020. “É lamentável”

HABITUEM-SE…!!!

Até porque, os festivais de verão e outras festas irão provocar o mesmo, mas “vamos ter de nos habituar”

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/MORTES

Até ontem, Portugal contabilizava um total de 4.903.798 infecções e 23.479 óbitos por covid-19. As estimativas da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa indicam que atingiremos os cinco milhões de infecções e os 24 mil óbitos já na próxima semana. As festividades na capital podem levar a um aumento de casos, mas não a criar uma nova onda.

Maiores de 80 anos são os mais atingidos em termos de mortalidade pela covid-19.

A sexta vaga de covid-19 que o país atravessa, provocada pela sub-linhagem BA.5 da variante Ómicron, está a atenuar, embora o número de óbitos e de internamentos ainda se mantenha elevado. Mas a equipa da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que desde o início da pandemia faz a modelação da evolução da doença, acredita que, mesmo que haja um aumento de casos com os festejos dos Santos na cidade de Lisboa, “não voltaremos a ter o máximo de casos registados nesta sexta vaga”, explicou ao DN Carlos Antunes.

No entanto, o professor de Ciências lamenta que nestes seis meses de 2022 o país tenha registado mais mortalidade por covid-19, do que em todo o primeiro ano de pandemia, 2020, quando ainda não havia vacinação. “Isto é lamentável”, sublinha ao DN. “Esperemos que a mensagem tenha sido finalmente interiorizada, sobretudo pela população mais idosa, para que comece a usar máscara, tal como é recomendado, em espaços fechados e em ajuntamentos”.

Até ontem, refere o analista de dados, Portugal tinha atingido um total de 23.479 óbitos. Destes, mais de 90% ocorreram em pessoas da faixa etária acima dos 70 anos.

Aliás, nesta sexta vaga mais de 93% da mortalidade foi em idosos acima dos 80 anos, sendo que a tendência de óbitos ainda se mantém a subir, alerta Carlos Antunes. Neste momento, a média diária de óbitos está nos 42.5 e a média a 14 dias por milhão de habitante em 51.2, o que “ainda é muito significativo”, refere.

A meta definida pelo governo para se atingir os 20 óbitos por milhão de habitantes está há muito comprometida não se sabendo sequer quando poderá ser alcançada. “Podemos mesmo nunca chegar a este valor durante o verão”, diz-nos.

De acordo com os dados oficiais, Portugal registou nos últimos sete dias um total de 293 óbitos, chegando a atingir máximos de 50 e de 51 mortes diárias, nos dias 1 e 5 de Junho, o que já não acontecia desde 12 de Fevereiro. E as projecções de Carlos Antunes indicam que chegaremos ao total de 24 mil óbitos já na próxima semana, entre os dias 18 e 20, e aos 25 mil no mês de Julho. “Isto significa que a mortalidade em 2022 será muito superior devido à covid-19, o que é lamentável porque já temos vacinas e reforços que nos deixam mais protegidos do que o que estávamos no início da pandemia”, sublinha.

A sub-linhagem BA.5 da variante Ómicron é assim. Muito mais contagiosa do que qualquer outra das quatro anteriores. De tal forma que, sublinha o professor, “14% das pessoas com covid em Portugal nos últimos dois dias foram reinfectadas”. O país tinha ontem um total de 4.903.798 infecções, mas todos os dias estes números são actualizados por causa das reinfecções. Pela análise de Carlos Antunes, chegaremos aos cinco milhões nos próximos dias.

Neste momento, “o número de casos está a diminuir. A região de Lisboa e Vale do Tejo, que era a única que ainda não tinha atingido o pico, já o deve ter atingido. O Algarve ainda se mantém no planalto e a Madeira também, mas as restantes estão já com uma descida consolidada”.

Os internamentos atingiram até ontem um pico de 2.050 doentes em enfermarias, o qual já está a descer, e de 118 em Unidades de Cuidados Intensivos, que ontem já era de 107. O professor alerta que as faixas etárias que mais contribuíram para os internamentos foram as que estão acima dos 60 anos. No entanto, em relação aos óbitos, foram as faixas acima dos 70 anos.

Mas com os internamentos a estabilizar e a incidência a diminuir, a equipa de Ciências considera que, mesmo que haja um impulso no número de casos devido aos festejos dos Santos, que este não irá provocar uma onda sobre outra onda.

Carlos Antunes explica que os festejos, “apesar de serem eventos que vão reunir muita gente com a premissa de que o uso de máscara não é obrigatório, são ao ar livre e o risco de contágio é menor”. Portanto, “do meu ponto vista acho muito pouco provável que venhamos a registar um aumento de casos que seja muito elevado e que ultrapasse o pico que já atingimos nesta sexta vaga, de 26 mil casos em termos médios os 38 mil pontualmente”.

No entanto, qualquer impulso de casos vai provocar a médio e longo prazo, “o retardar do objectivo de o país ter 10 mil casos”. Até porque, os festivais de verão e outras festas irão provocar o mesmo, mas “vamos ter de nos habituar”. A preocupação tem de ser “as pessoas mais idosas, onde a mortalidade é cada vez maior”.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
09 Junho 2022 — 00:28


 

1172: Portugal continua o país da UE com mais novos casos e segundo do mundo

– E vivam as festas dos santos populares e dos arraiais…!!!

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVIS-19/INFECÇÕES/MORTOS

No que toca às novas mortes diárias atribuídas à covid-19, Portugal mantém a maior média da União Europeia.

© ANTóNIO COTRIM/LUSA

Portugal continua o país da União Europeia com mais novos casos de infecção por SARS-CoV-2 por milhão de habitantes nos últimos sete dias e o segundo no mundo neste indicador, segundo o ‘site’ estatístico Our World in Data.

A média diária de novos casos desceu de 2.580 por milhão de habitantes na semana passada para 2.380 à data de segunda-feira, seguindo-se a Alemanha, com 429, Grécia, com 345, França (343) e Finlândia (335).

A nível mundial, considerando os países e territórios com mais de um milhão de habitantes, Taiwan tem a maior média de novos casos diários (3.070), seguida de Portugal, Nova Zelândia (1.340), Austrália (1.140) e Panamá (690).

No que toca às novas mortes diárias atribuídas à covid-19, Portugal mantém a maior da União Europeia (3,68), seguida da Finlândia, com 2,7, a Irlanda com 2,21, a Grécia com 1,51 e a Estónia com 1,4.

Em termos mundiais, olhando para territórios e países com mais de um milhão de habitantes, Taiwan tem a maior média diária de novas mortes atribuídas à covid-19 (5,29), seguida de Portugal, Finlândia, Irlanda e Nova Zelândia (1,87).

A média de novos casos diários por milhão de habitantes na União Europeia está em 280 e a de novas mortes diárias em 0,83.

A média mundial de novos casos está em 59 e a de novas mortes atribuídas à covid-19 está em 0,18.

Diário de Notícias
DN/Lusa
06 Junho 2022 — 12:02


 

1150: Covid-19. Portugal com 47 mortos, o valor mais elevado desde Fevereiro

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/MORTOS

Os números da DGS indicam que, nos últimos dois meses, altura em que o país entrou na sexta vaga da pandemia, morreram 1.455 pessoas, 592 em Abril e 863 em Maio.

Portugal registou hoje mais 29 916 casos de covid-19 e 27 mortos.

Portugal registou na quarta-feira 47 mortes por covid-19, o maior número de óbitos em mais de 100 dias, indicam os dados da Direcção-Geral da Saúde (DGS) divulgados esta quinta-feira.

De acordo com a autoridade de saúde, na quarta-feira, dia em que foram confirmados 26.848 casos de infecção pelo coronavírus SARS-CoV-2, foram notificados 47 óbitos, mais cinco do que no dia anterior.

Portugal não registava tantos óbitos diários por covid-19 desde 17 de Fevereiro, dia em que foram notificadas 51 mortes devido à doença.

Os números da DGS indicam também que, nos últimos dois meses, altura em que o país entrou na sexta vaga da pandemia, morreram por covid-19 1.455 pessoas, 592 em Abril e 863 em Maio.

De acordo com o último relatório da DGS e do Instituto Ricardo Jorge, divulgado na sexta-feira, a mortalidade por covid-19 em Portugal atingiu os 41 óbitos em 14 dias por um milhão de habitantes, valor que é cerca do dobro do dobro do limiar de 20 mortes definido pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC), e com tendência crescente.

“A mortalidade por todas as causas encontra-se acima dos valores esperados para a época do ano”, avançou o documento, que associou essa situação ao “aumento da mortalidade específica por covid-19”.

Henrique Oliveira, matemático do Instituto Superior Técnico e que integra o grupo de trabalho de acompanhamento da pandemia dessa instituição, estimou que os “internamentos em enfermaria e cuidados intensivos e os óbitos vão manter-se elevados até 25 de Junho”, uma vez que o país deve ter cerca de 200 mil pessoas infectadas actualmente.

Diário de Notícias
DN/Lusa
02 Junho 2022 — 17:28


 

1115: Covid-19: Portugal com aumento de 12.699 casos e mais 38 mortes face à semana anterior

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Internamentos e doentes em cuidados intensivos também registaram subidas. Uma das mortes diz respeito à faixa entre os 10 e os 19 anos

Portugal registou, entre 17 e 23 de Maio, 188.970 infecções pelo coronavírus SARS-CoV-2, 230 mortes associadas à covid-19 e um aumento dos internamentos em enfermaria e cuidados intensivos, indicou esta sexta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o boletim epidemiológico semanal da DGS, em relação à semana anterior, registaram-se mais 12.699 casos de infecção, verificando-se também mais 38 óbitos na comparação entre os dois períodos.

Quanto à ocupação hospitalar em Portugal continental por covid-19, a DGS passou a divulgar às sextas-feiras os dados dos internamentos referentes à segunda-feira anterior à publicação do relatório.

Com base nesse critério, o boletim indica que, na última segunda-feira, estavam internadas 1.842 pessoas, mais 392 do que no mesmo dia da semana anterior, com 99 doentes em unidades de cuidados intensivos, mais 15.

​​​​​​​De acordo com os dados da DGS, a incidência a sete dias estava, na segunda-feira, nos 1.835 casos por 100 mil habitantes, tendo registado um crescimento de 7% em relação à semana anterior, enquanto o índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus SARS-CoV-2 desceu dos 1,23 para 1,13 a nível nacional.

Por regiões, Lisboa e Vale do Tejo registou 66.341 casos entre 17 e 23 de Maio, mais 14.818 do que no período anterior, e 56 óbitos, menos um.

A região Centro contabilizou 28.986 casos (menos 2.346) e 56 mortes (mais duas) e o Norte totalizou 71.057 casos de infecção (menos 813) e 85 mortes (mais 34).

No Alentejo foram registados 8.758 casos positivos (mais 390) e 18 óbitos (mais dois) e no Algarve verificaram-se 6.548 infecções pelo SARS-CoV-2 (mais 550) e 10 mortes (mais três).

Quanto às regiões autónomas, os Açores tiveram 5.280 novos contágios entre 17 e 23 de Maio (menos 61) e duas mortes (menos duas), enquanto a Madeira registou 2.000 casos nesses sete dias (mais 161) e três óbitos (o mesmo número do que na semana anterior).

De acordo com a DGS, a faixa etária entre os 40 e os 49 anos foi a que apresentou maior número de casos a sete dias (33.255), seguida das pessoas entre os 50 e os 59 anos (29.691), enquanto as crianças até nove anos foram o grupo com menos infecções (9.115) nesta semana.

Dos internamentos totais, 805 foram de idosos com mais de 80 anos, seguindo-se a faixa etária dos 70 aos 79 anos (398) e dos 60 aos 69 anos (241).

A DGS contabilizou ainda 22 internamentos no grupo etário das crianças até aos nove anos, oito dos 10 aos 19 anos, 31 dos 20 aos 29 anos, 35 dos 30 aos 39 anos, 63 dos 40 aos 49 anos e 128 dos 50 aos 59 anos.

O boletim refere também que, nestes sete dias, morreram 179 idosos com mais de 80 anos, 33 pessoas entre os 70 e 79 anos, 10 entre os 60 e 69 anos, cinco entre os 50 e 59 anos, uma entre os 40 e 49 anos, uma entre os 30 e 39 anos e uma entre 10 e 19 anos.

Relativamente à vacinação contra a covid-19, o boletim refere que 100% dos grupos etários das pessoas com mais de 80 anos, entre 65 e 79 anos e entre os 50 e 64 anos têm a vacinação completa contra a covid-19.

Quanto à dose de reforço da imunização contra o SARS-CoV-2, 96% dos idosos com mais de 80 anos já a recebeu, assim como 97% das pessoas entre os 65 e 79 anos, 84% entre os 50 e 64 anos, 60% entre os 25 e os 49 anos e 46% entre os 18 e 24 anos.

A DGS indica ainda que 7% dos idosos com 80 ou mais anos levou a segunda dose de reforço da vacina.

Diário de Notícias
DN/Lusa
27 Maio 2022 — 19:34


 

Morreu Vangelis, autor da música do filme “Momentos de Glória”

– Vangelis, um dos meus compositores preferidos, a par com Jean-Michel Jarre. Descanse em Paz. Obrigado pela composição de temas épicos e inesquecíveis,

SOCIEDADE/COMPOSITORES/VANGELIS

Compositor grego tinha 79 anos.

Vangelis

Vangelis, compositor grego autor da banda sonora do filme Momentos de Glória (ganhou na altura o Óscar para melhor banda sonora), morreu na noite de terça-feira aos 79 anos, informou a agência de notícias grega Athens News Agency.

Vangelis foi ainda responsável pela banda sonora de filmes como “Blade Runner” e “Cristóvão Colombo” – esta última usada vários anos em comícios do Partido Socialista (PS). Foi também o autor da música oficial do Mundial de futebol de 2002.

Vangelis iniciou a sua carreira solo com temas para dois filmes do cineasta francês Frederic Rossif, em 1973. O seu primeiro álbum a solo oficial (“Earth”) foi gravado em 1974. Na mesma altura, participou em ensaios com a banda de rock progressivo Yes. Embora nunca tenha feito parte da banda, tornou-se amigo do cantor Jon Anderson, com quem trabalhou várias vezes.

Quando se mudou para Londres, Vangelis assinou um contrato com a RCA Records, montou o seu próprio estúdio, o (Nemo Studios), e começou a gravar um série de álbuns importantes de música electrónica. Músicas do aclamado álbum “Heaven and Hell”, de 197,5 foram mais tarde utilizadas como tema da série “Cosmos”, de Carl Sagan.

Diário de Notícias
DN
19 Maio 2022 — 17:56


Vangelis – 1492 Conquest of Paradise


EU combati no mato, em África, na Guerra Colonial, durante quase dois anos,
os mercenários treinados por Cuba e armados, municiados e financiados
pela União Soviética (URSS) e China.