1317: Monkeypox. Surto terá tido origem única e vírus tem mais de 50 mutações

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/MUTAÇÕES

O estudo do INSA sobre a sequenciação genética do vírus Monkeypox refere a origem única do surto mas indica que potencialmente terão existido várias introduções em países diferentes e salienta o número anormalmente elevado de mutações do vírus, uma média de 50.

© Reinaldo Rodrigues Global Imagens (Arquivo)

Uma investigação do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA) sugere que o surto de ‘monkeypox’ tenha uma única origem e que o vírus tem um número “anormalmente elevado” de mutações, tendo em conta as suas características.

O estudo do INSA sobre a sequenciação genética do vírus ‘Monkeypox’, publicado na revista científica Nature Medicine, refere a origem única do surto mas indica que potencialmente terão existido várias introduções em países diferentes e salienta o número anormalmente elevado de mutações do vírus, uma média de 50, contrariando expectativas da comunidade científica tendo em conta as características do agente em causa.

“A origem mais provável do vírus que está a causar o surto de ‘monkeypox’ mundialmente em 2022 é um vírus ancestral comum que terá causado um surto na Nigéria em 2017 e que tenha sido responsável também pela exportação de alguns casos em 2018 e 2019 para o Reino Unido, Singapura e Israel”, disse esta quinta-feira à Lusa o investigador do INSA João Paulo Gomes, que liderou o estudo.

A hipótese mais plausível será a de que a linhagem original tenha continuado a circular na Nigéria ou em países vizinhos ao longo dos últimos cinco anos e tenha acumulado mutações nesse processo.

De acordo com esta teoria, algumas pessoas infectadas terão viajado, provavelmente nos meses de Março ou Abril de 2022, para países não endémicos como Portugal, Reino Unido e Espanha e iniciado cadeias de transmissão.

Relativamente às características do vírus, o responsável da Unidade de Investigação do Núcleo de Genómica e Bioinformática do Departamento de Doenças Infecciosas do INSA disse que os investigadores ficaram surpreendidos quando se aperceberam que existiam “muito mais mutações do que o que era esperado”.

Investigadores observaram “um vírus muito evoluído”

“Se ele provêm, muito provavelmente, do vírus da Nigéria, que circulou há cerca de cinco anos, e esperando uma taxa de mutação perfeitamente descrita de cerca de uma, não mais de duas, mutações por ano, não seria expectável que tivéssemos um vírus a circular agora e a causar este surto massivo com mais de dez mutações. No entanto, encontrámos uma média de 50 mutações no vírus que sequenciámos e isto fez com que apelidássemos de uma evolução acelerada”, salientou.

O que os investigadores observaram foi “um vírus muito evoluído” relativamente ao que estavam à espera, mas João Paulo Gomes referiu que não é conhecido “qual o impacto destas mutações em termos de maior ou menor transmissão, em termos de maior ou menor severidade”.

O investigador adiantou que “um número muito significativo” das mutações tinha como alvo proteínas do vírus que estão associadas à interacção com as proteínas humanas, em particular com o sistema imunitário, o que “sugere claramente um processo de adaptação” aos humanos.

“A maior parte das mutações parecem resultar de um mecanismo de defesa do próprio ser humano, que actua normalmente com vista a modificar geneticamente o vírus invasor de forma a controlar a infecção, podendo, no entanto, acontecer que, por má regulação deste sistema, as mutações criadas no vírus não lhe sejam prejudiciais, o que parece ter sido exactamente o que aconteceu com o vírus ‘Monkeypox’ de 2022”, rematou.

Em Portugal, já foram reportados 402 casos de ‘Monkeypox’.

Até 27 de Junho, tinham sido reportados um total de 4.357 casos em 48 países.

Diário de Notícias
DN/Lusa
30 Junho 2022 — 14:12

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1316: Portugal ultrapassa os 400 casos de infecção humana por vírus Monkeypox

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/INFECÇÕES

Confirmados mais 11 casos infecção humana por vírus Monkeypox, elevando para 402 o número total de infectados em Portugal, anuncia a DGS.

© Telmo Pinto / Global Imagens (Arquivo)

Há agora 402 casos de infecção humana por vírus Monkeypox em Portugal, segundo informou esta quinta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS). Foram confirmadas mais 11 infecções face à actualização do dia anterior.

Até ao momento, Lisboa e Vale do Tejo continua a registar o maior número de casos, tendo sido reportadas infecções nas restantes regiões do continente (Norte, Centro, Alentejo e Algarve) e na Região Autónoma da Madeira.

Os casos confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) “mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”, indica a autoridade nacional da saúde.

“Todas as infecções confirmadas são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos”, lê-se na nota divulgada no site da DGS.

Na actualização é referido que uma pessoa que esteja doente deixa de estar infecciosa apenas após a cura completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas, período que poderá, eventualmente, ultrapassar quatro semanas.

Os sintomas mais comuns da doença são febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dor nas costas, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos com o aparecimento progressivo de erupções que atingem a pele e as mucosas.

A informação recolhida através dos inquéritos epidemiológicos está a ser analisada para contribuir para a avaliação do surto a nível nacional e internacional, refere a autoridade de saúde, acrescentando que continua a acompanhar a situação a nível nacional em articulação com as instituições europeias.

Diário de Notícias
DN
30 Junho 2022 — 12:42

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1312: Portugal já tem quase 400 casos de infecção humana por vírus Monkeypox

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/INFECÇÕES

Registados 391 casos de infecção humana por vírus Monkeypox em Portugal, mais 18 do que no dia anterior, indicou a DGS. Pela primeira vez, Madeira reporta infecções.

© Gonçalo Villaverde/Global Imagens (Arquivo)

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) confirmou esta quarta-feira mais 18 casos de infecção humana por vírus Monkeypox, elevando para 391 o número total de infectados em Portugal.

Lisboa e Vale do Tejo regista o maior número de casos, havendo também infecções reportadas nas restantes regiões do continente (Norte, Centro, Alentejo e Algarve) e, pela primeira vez, na Região Autónoma da Madeira.

Os casos confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) “mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”​

A DGS refere ​​​​que “todas as infecções confirmadas são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos.”

Em actualização

Diário de Notícias
DN
29 Junho 2022 — 12:04

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1307: Confirmados 373 casos de infecção humana por vírus Monkeypox em Portugal

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/INFECÇÕES

A DGS reporta mais oito casos de infecção humana por vírus Monkeypox em Portugal. “Todas as infecções confirmadas são em homens entre os 19 e os 61 anos”.

© Alfredo Cunha / Global Imagens (Arquivo)

Foram confirmados mais oito casos de infecção humana por vírus Monkeypox em Portugal, elevando para 373 o número total de infectados, indicou esta terça-feira a Direcção-Geral da Saúde.

Lisboa e Vale do Tejo continua a registar o maior número de infecções, havendo, no entanto, casos nas regiões Norte, Centro, Alentejo e Algarve, indica a autoridade nacional de saúde dirigida por Graça Freitas.

Os casos confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) “mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”.

DGS refere que “todas as infecções confirmadas são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos”.

Recorda-se na nota divulgada que “uma pessoa que esteja doente deixa de estar infecciosa apenas após a cura completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas, período que poderá, eventualmente, ultrapassar quatro semanas”.

De acordo com a DGS, os sintomas mais comuns são “febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dor nas costas, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos com o aparecimento progressivo de erupções que atingem a pele e as mucosas.”

No sábado, a Organização Mundial de Saúde (OMS) fez saber que o actual surto do vírus do monkeypox, que já abrange mais de 50 países, não representa uma urgência de saúde pública de dimensão internacional, o nível mais alto de alerta.

O último balanço da agência de saúde das Nações Unidas dava conta de mais de 3.200 casos confirmados este ano e uma morte.

De acordo com as autoridades de saúde, a manifestação clínica da Monkeypox é geralmente ligeira, com a maioria das pessoas infectadas a recuperar da doença em poucas semanas.

Com Lusa

Diário de Notícias
DN
28 Junho 2022 — 10:41


 

1294: Registados 365 casos infecção humana por Monkeypox em Portugal

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/INFECÇÕES

Foram confirmados mais 17 casos de infecção humana por Monkeypox em Portugal, indica a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

© Global Imagens (Arquivo)

Sobe para 365 o número de casos de infecção humana por Monkeypox em Portugal, indicou esta segunda-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS). Foram registadas mais 17 infecções face à última actualização, divulgada na sexta-feira.

Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a região com o maior número de casos, tendo também sido reportadas infecções nas restantes regiões (Norte, Centro, Alentejo e Algarve).

As infecções confirmadas pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) ​”​​​são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos”, refere a DGS.

“Os casos identificados mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”, lê-se na actualização divulgada no site do organismo dirigido por Graça Freitas.

A autoridade nacional de saúde recorda que caso uma pessoa esteja doente “deixa de estar infecciosa apenas após a cura completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas, período que poderá, eventualmente, ultrapassar quatro semanas.”

No sábado, a Organização Mundial de Saúde (OMS) fez saber que o actual surto do vírus do monkeypox, que já abrange mais de 50 países, não representa uma urgência de saúde pública de dimensão internacional, o nível mais alto de alerta.

O último balanço da agência de saúde das Nações Unidas dava conta de mais de 3.200 casos confirmados este ano e uma morte.

De acordo com as autoridades de saúde, a manifestação clínica da Monkeypox é geralmente ligeira, com a maioria das pessoas infectadas a recuperar da doença em poucas semanas.

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, nódulos linfáticos inchados, calafrios, exaustão, evoluindo para erupção cutânea.

Diário de Notícias
DN
27 Junho 2022 — 12:52


 

1264: Casos confirmados de infecção por Monkeypox sobem para 328

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/INFECÇÕES

No dia em que OMS vai avaliar se o surto actual representa uma “urgência de saúde pública de dimensão internacional”, Portugal regista mais 11 casos de infecção por Monkeypox.

© Global Imagens

Portugal registou mais 11 casos de infecção pelo vírus Monkeypox, elevando para 328 o total de pessoas infectadas, anunciou esta quinta-feira a Direcção-Geral de Saúde.

Segundo a autoridade de saúde, todas as infecções são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos, que estão em “acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”.

Até agora, é em Lisboa e Vale do Tejo que se regista o maior número de casos, mas também foram reportadas infecções nas regiões Norte e Algarve.

A Organização Mundial de Saúde vai avaliar esta quinta-feira se o surto actual representa uma “urgência de saúde pública de dimensão internacional”, o seu nível mais alto de alerta.

A proliferação actual de casos é “incomum e preocupante”, declarou o director do organismo, Tedros Adhanom Ghebreyesus, quando justificou esta reunião.

A região europeia está no centro da propagação do vírus.

A infecção por Monkeypox, que não costuma ser mortal, pode causar febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, gânglios linfáticos inchados, calafrios e fadiga. Depois aparecem erupções cutâneas (na face, palmas das mãos, solas dos pés), lesões, pústulas e crostas. Os sintomas geralmente desaparecem em duas a três semanas.

Diário de Notícias
DN
23 Junho 2022 — 11:33


 

1259: Há já 317 casos de infecção humana por vírus Monkeypox em Portugal

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/INFECÇÕES

Reportados mais 13 casos infecção humana por vírus Monkeypox, de acordo com os dados da Direcção-Geral da Saúde.

© José Sena Goulão/Lusa (Arquivo)

Portugal registou mais 13 casos de infecção pelo vírus Monkeypox, elevando para 317 o total de pessoas infectadas, que se encontram clinicamente estáveis, anunciou hoje a autoridade de saúde.

Segundo a Direcção-Geral da Saúde (DGS), todas as infecções confirmadas pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos, que estão em “acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”.

A DGS, que está a acompanhar a situação a nível nacional em articulação com as instituições europeias, adiantou ainda a maioria das infecções foram notificadas em Lisboa e Vale do Tejo, mas também há registo de casos nas regiões Norte e Algarve.

Os dados do Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) indicam que, até hoje, foram reportados 2.746 casos de infecção pelo Monkeypox em 29 países de toda a região europeia.

Na terça-feira, as autoridades britânicas anunciaram que o Reino Unido vai começar a disponibilizar vacinas a alguns homens que fazem sexo com outros homens e correm um risco maior de contrair o vírus Monkeypox.

Os especialistas estão a considerar a vacinação em alguns homens com maior risco de exposição à infecção humana pelo vírus ‘Monkeypox’, referiu a Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido, em comunicado.

Esta agência identificou como grupo de maior risco os homens que fazem sexo com outros homens e que têm múltiplos parceiros, participam em sexo em grupo ou frequentam locais onde o sexo ocorre nas instalações.

“Ao expandir a oferta de vacinas para aqueles em maior risco, esperamos quebrar as cadeias de transmissão e a ajudar a conter o surto”, salientou a responsável de imunização da agência britânica de segurança sanitária, Mary Ramsay.

Recentemente, a DGS confirmou que Portugal vai receber 2.700 doses das vacinas contra o vírus Monkeypox adquiridas pela Comissão Europeia, estando a ser elaborada uma norma técnica que definirá a forma como serão utilizadas.

Nesta quinta-feira (23 de Junho), a Organização Mundial da Saúde (OMS), sediada em Genebra, vai avaliar se o surto actual, que abrange mais de 40 países, representa uma “urgência de saúde pública de dimensão internacional”, o seu nível mais alto de alerta.

Diário de Notícias
DN/Lusa
22 Junho 2022 — 15:36


 

1244: Portugal com quase 300 casos confirmados de infecção humana por vírus Monkeypox

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A DGS confirmou mais 21 casos de infecção humana por vírus Monkeypox, o que eleva para 297 o número total. OMS avalia na quinta-feira se o surto actual, que abrange mais de 40 países, representa uma “urgência de saúde pública de dimensão internacional”.

© D.R.

Já são 297 os casos de infecção humana por vírus Monkeypox, anunciou esta segunda-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS), que confirmou mais 21 infecções face à actualização anterior.

Todos os casos confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) dizem respeito a “homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos”.​​​​

Até agora, a maioria das infecções foi registada em Lisboa e Vale do Tejo, havendo também notificações nas regiões Norte e Algarve.

“Os casos identificados mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”, lê-se na actualização da autoridade nacional de saúde, publicada na página de Internet do organismo liderado por Graça Freitas.

No fim de semana, foi divulgado que a Organização Mundial de Saúde (OMS) decidiu suprimir das suas estatísticas a separação entre países endémicos e não endémicos quanto ao vírus do monkeypox.

“Suprimimos a distinção entre os países endémicos e os países não endémicos, e apresentamos os países todos juntos quando for possível, de forma a reflectir a resposta unificada que é necessária”, indicou a OMS no seu boletim de sexta-feira, enviado no sábado à comunicação social.

O documento, citado pela agência AFP, indica que desde o início do ano a até 15 de Junho há “um total de 2.103 casos confirmados, um caso provável e uma morte” que foram assinalados pela OMS em 42 países.

OMS avalia se surto representa uma “urgência de saúde pública de dimensão internacional”

No dia 23 de Junho (próxima quinta-feira), a organização sediada em Genebra vai avaliar se o surto actual representa uma “urgência de saúde pública de dimensão internacional”, o seu nível mais alto de alerta.

A região europeia está no centro da propagação do vírus, com 1.773 casos confirmados, 84% do total mundial.

Os casos do vírus ‘monkeypox’ em zonas onde a doença não é endémica superam os 2.000 em 36 países, segundo a OMS, numa catalogação feita ainda com a separação que hoje se suprime.

A OMS mantém o nível de risco “moderado” perante o surto, por ser a primeira vez que se dão focos de contágio em países não endémicos, e muito distantes entre si.

A organização com sede em Genebra liga o actual surto a contactos sexuais entre homens, ainda que, em princípio, não se trate de uma doença sexualmente transmissiva, mas sim transmitida por contacto físico próximo.

Relativamente ao surto, a OMS mantém a sua recomendação de não adoptar restrições a viagens, ainda que aconselhe que se evitem deslocações a quem revele sintomas ligados à doença.

Com Lusa

Diário de Notícias
DN
20 Junho 2022 — 12:28


 

1234: DGS divulga cuidados a ter em eventos antes e após contactos sexuais

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A Direcção-Geral da Saúde (DGS) quer que empresas, organizações de eventos ou grupos informais sensibilizem os participantes sobre a infecção pelo vírus ‘Monkeypox’, recomendando cuidados específicos a ter, inclusive durante e após contactos sexuais.

© AFP

A forma de apresentação e disseminação da infecção sugere que a transmissão esteja a acontecer por contacto próximo, incluindo relações sexuais, refere a DGS, adiantando que os casos notificados no actual surto foram na sua maioria detectados em homens que têm sexo com homens, embora a transmissão também tenha sido documentada noutras pessoas.

Portugal registou mais 35 casos de infecção pelo vírus ‘Monkeypox’, elevando para 276 o total de pessoas infectadas, todos homens que se encontram clinicamente estáveis, referiu hoje a DGS.

Segundo a informação divulgada pela autoridade de saúde, eventos públicos, privados e viagens, facilitaram a transmissão de infecções, mas estes eventos “poderão ser oportunidades para sensibilizar os participantes e transmitir informação, ao mesmo tempo que se podem desenvolver medidas de prevenção e higienização para reduzir riscos nesses contextos”.

Para a DGS, “os parceiros comunitários são essenciais para garantir uma comunicação eficaz e atempada, adequada ao público a envolver, identificar as principais mensagens de prevenção e promoção da saúde e o alinhamento entre todos os envolvidos, para identificar rumores/desinformação e ajudar a melhorar o conhecimento sobre a infecção, e para facilitar a adesão às medidas de protecção”.

Entre o conteúdo das ‘mensagens chave’ a transmitir, a DGS refere que a infecção por Monkeypox caracteriza-se pelo aparecimento de lesões na pele ou mucosas, que podem ser localizadas numa determinada região do corpo ou generalizadas, atingindo habitualmente a face e boca, membros superiores e inferiores ou região ano-genital.

O surgimento de sintomas deve motivar a procura de aconselhamento e avaliação médica e deve evitar-se o contacto físico próximo, incluindo relações sexuais.

“O contacto físico próximo é a principal forma de transmissão. Uma relação sexual pode envolver risco. Relações sexuais com múltiplos parceiros/as aumentam o risco”, destaca a DGS.

A utilização do preservativo é importante para prevenir a transmissão do VIH e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), mas não oferece protecção eficaz para o vírus Monkeypox, alerta ainda na informação.

Entre as medidas a adoptar “antes, durante e após” os eventos, a DGS recomenda que seja desincentivada a participação em caso da existência de sintomas e que os organizadores considerem o envio de informação prévia aos participantes, através das redes sociais ou no momento da inscrição.

A DGS aconselha também formar os trabalhadores e funcionários sobre os sinais e sintomas mais comuns de infecção e sobre o aconselhamento a dar a casos suspeitos, bem como dispensar os funcionários/voluntários que apresentem sintomas.

Entre as sugestões, a autoridade de saúde quer que os organizadores incentivem os participantes a “guardar os contactos das pessoas com quem mantiverem contacto físico próximo, incluindo relações sexuais, caso seja necessário identificá-los posteriormente”.

Entre as recomendações de higiene, a DGS aconselha que “se existir roupa de cama, deve ser mudada após utilização por um novo participante/cliente”.

“Essa roupa deve ser manipulada por funcionários de limpeza que utilizem luvas e máscaras e lavada a mais de 60 graus centígrados. Após manipulação da roupa, deve retirar-se as luvas e lavar/higienizar as mãos”, pode ler-se.

A informação da autoridade de saúde adverte também contra a estigmatização da doença, tendo em conta que “a maioria dos casos até agora foram reportados em homens que têm sexo com homens”.

“O estigma e o medo podem dificultar as respostas em matéria de saúde pública, pois podem fazer com que as pessoas escondam a sua doença e são barreiras de acesso aos cuidados de saúde”, alerta a DGS.

Entre os conselhos para mitigar a estigmatização, a autoridade de saúde pede que se utilize “uma linguagem respeitosa e inclusiva” e que se transmitam “os factos de forma clara e acessível”.

De acordo com as autoridades de saúde, a manifestação clínica da ‘Monkeypox’ é geralmente ligeira, com a maioria das pessoas infectadas a recuperar da doença em poucas semanas.

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, nódulos linfáticos inchados, calafrios, exaustão, evoluindo para erupção cutânea.

O período de incubação é tipicamente de seis a 16 dias, mas pode chegar aos 21 e, quando a crosta das erupções cutâneas cai, a pessoa infectada deixa de ser infecciosa.

Portugal vai receber 2.700 doses das vacinas contra o vírus ‘Monkeypox’ adquiridas pela Comissão Europeia, confirmou recentemente a DGS, que está a elaborar uma norma técnica que definirá a forma como serão utilizadas.

Diário de Notícias
DN/Lusa
17 Junho 2022 — 23:44


 

1231: Monkeypox: Portugal com 276 casos confirmados

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/INFECÇÕES

Portugal registou mais 35 casos de infecção pelo vírus ‘Monkeypox’, elevando para 276 o total de pessoas infectadas, todos homens que se encontram clinicamente estáveis, anunciou hoje a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

© AFP

Segundo a autoridade de saúde, grande parte das infecções foram notificadas em Lisboa e Vale do Tejo, mas também há registo de casos nas regiões Norte e Algarve, tratando-se de homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos.

Os casos de infecção foram confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) e “mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”, avançou a DGS, que está a analisar a informação recolhida através dos inquéritos epidemiológicos para contribuir para a avaliação do surto a nível nacional e internacional.

De acordo com as autoridades de saúde, a manifestação clínica da ‘Monkeypox’ é geralmente ligeira, com a maioria das pessoas infectadas a recuperar da doença em poucas semanas.

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, nódulos linfáticos inchados, calafrios, exaustão, evoluindo para erupção cutânea.

O período de incubação é tipicamente de seis a 16 dias, mas pode chegar aos 21 e, quando a crosta das erupções cutâneas cai, a pessoa infectada deixa de ser infecciosa.

Portugal vai receber 2.700 doses das vacinas contra o vírus ‘Monkeypox’ adquiridas pela Comissão Europeia, confirmou recentemente a DGS, que está a elaborar uma norma técnica que definirá a forma como serão utilizadas.

Diário de Notícias
DN/Lusa
17 Junho 2022 — 14:08