1224: Windows 11 e as imposições da Microsoft®

TECNOLOGIA

A minha área profissional sempre foi a administrativa e financeira desde muito cedo. E também desde o aparecimento dos primeiros computadores desktop (de secretária ou domésticos), com o CPU Intel i286, lançado pela Intel em 01.02.82, que comecei a assemblar porque também sou especialista na área técnica de hardware informático e Windows 1.0 (1985), uma extensão do MS-DOS.

Fui dos primeiros utilizadores do Windows 1.0 sob MS-DOS, ainda a preto e branco e até ao Windows 10, não falhei uma única versão. Tenho-as todas em meu poder, compradas e registadas como manda a lei.

Em ordem ao Windows 11, tenho um reparo a fazer. A Microsoft errou ao exigir que este sistema operativo apenas fosse instalado com um hardware específico que muitas máquinas não possuem, invalidando quem pretenda fazer o upgrade para a versão 11.

Por exemplo, na minha versão Windows 10 Pro, nas Definições, sou informado que “este PC não cumpre actualmente os requisitos mínimos de sistema para executar o Windows 11“.

Simplesmente RIDÍCULA esta imposição da Microsoft, que me leva a não ter vontade nem desejo de actualizar o SO para a versão 11, como nas versões anteriores.

A Microsoft não tem o direito de impor aos utilizadores que tenham de adquirir novo hardware (motherboard, CPU e memórias RAM) para que o seu querido Windows 11 possa ser instalado e cumprir os requisitos mínimos impostos por aquela empresa. Esta actuação é de uma irracional e pura ditadura comercial!

E como de ditaduras fiquei farto com a salazarista ou com quaisquer outras de índole semelhante, fico-me pela versão 10 Pro que chega e sobra para os meus trabalhos de pesquisa científica e outros.

E o mais engraçado desta exigência da Microsoft é a que vem a seguir:

Segundo a fabricante será assim necessário um computador com processador de 64 bits, ficando de fora todos os de 32 bits que eram suportados pelo Windows 10. Adicionalmente, é necessário que o CPU apresente pelo menos 2 núcleos.

Quanto à RAM, serão necessários 4 GB de RAM onde se deverão juntar 64 GB de armazenamento interno.

Requisitos mínimos completos

Processador: 1 gigahertz (GHz) ou superior com 2 ou mais núcleos num processador de 64 bits
RAM: 4 gigabyte (GB)
Armazenamento: 64 GB ou superior
Firmware do sistema: UEFI, Secure Boot
TPM: Trusted Platform Module (TPM) version 2.0
Placa gráfica: Compatível com DirectX 12 ou mais recente com suporte para WDDM 2.0 driver
Ecrã: Ecrã de alta definição (720p) com mais de 9” na diagonal e 8 bits por canal de cor
Ligação à internet e contas Microsoft: Windows 11 Home edition requer uma ligação à Internet e uma conta Microsoft para completar a primeira configuração. A ligação à Internet é também necessária para instalar actualizações e aceder a algumas funcionalidades. A conta Microsoft é também necessária para algumas funcionalidades.

O único “senão” que a minha máquina não possui é o “Trusted Platform Module (TPM) version 2.0”. Ridículo, não? Contudo, a minha máquina possui as seguintes características técnicas que superam de longe, as exigidas pela Microsoft:

– Processador: Intel Pentium G3260 Haswell @ 3.30GHz 64bits
– RAM: 32Gbytes (4x8Gbytes) DDR3 Dual Chanel
– Armazenamento: 2 SSD x 120GB cada + 3 HDD x 1TB cada (1.000GBytes cada)
– Motherboard: Assustek H-97 Pro Gamer
– Placa Gráfica: AMD Radeon RX550 Series 2GBytes GDDR5
– Monitor: LED IPS LG 21:9 Ultra Wide 2560×1080 pixels, Dual Smart Solution de 29″ (polegadas)
– Ligação Internet: Fibra óptica 120Mbps embora esteja a ser roubado em cerca de 25Mbps mas a pagá-los.
– Conta Microsoft com e-mail xxxxx@outlook.pt
– Utilização de Microsoft Office 365

Comprar novo hardware só porque a Microsoft exige como um dos requisitos possuir TPM v. 2.0? NÃO, DISPENSO essa exigência.

E como eu. muitos milhares de utilizadores estarão nas mesmas condições.

Bye, bye, Microsoft…!!!

Francisco Gomes
16.06.2022


 

575: Ciber-ataques: Microsoft alerta que não faz chamadas telefónicas não solicitadas

AVISO À NAVEGAÇÃO

TECNOLOGIA/MICROSOFT/CIBER-ATAQUES

Nas últimas semanas houve pessoas que receberam chamadas de um indicativo da Alemanha, no qual os interlocutores fizeram-se passar por técnicos da Microsoft.

A Microsoft não é a autora de emails nem de chamadas telefónicas não solicitadas que têm sido feitas recentemente por pessoas que se fazem passar por técnicos da tecnológica, e das quais a Lusa teve conhecimento.

“A Microsoft não envia mensagens de e-mail nem realiza chamadas telefónicas não solicitadas para pedir informações pessoais ou financeiras”, afirmou a Microsoft Portugal à Lusa quando questionada sobre o tema.

A tecnológica acrescenta que “não fornece também qualquer suporte técnico telefónico para reparação de dispositivos” e que “qualquer comunicação com a Microsoft tem de ser iniciada pelos utilizadores”.

A Lusa teve conhecimento que nas últimas semanas houve pessoas que receberam chamadas de um indicativo da Alemanha, no qual os interlocutores fizeram-se passar por técnicos da Microsoft.

A Microsoft pede para que a denuncia destes esquemas fraudulentos em nome da empresa seja feito na página www.microsoft.com/reportascam.

A tecnológica dispõe de informação sobre o assunto na sua página em português sobre como as pessoas podem proteger-se contra esquemas fraudulentos de suporte técnico.

“Os esquemas de suporte técnico são um problema ao nível da indústria em que os esquemas fraudulentos utilizam tácticas de espantalho para o levar a serviços de suporte técnico desnecessários para, supostamente, corrigir problemas de dispositivos ou software que não existem”, refere a tecnológica no site.

“Na melhor das hipóteses, os autores de esquemas fraudulentos estão a tentar que lhes pague para resolver um problema inexistente no seu dispositivo ou software” e, “na pior das hipóteses, estão a tentar roubar as suas informações pessoais ou financeiras”.

A Microsoft salienta que se permitir que acedam remotamente ao seu computador para efectuar essa alegada correcção, na maior parte dos casos, os ciber-criminosos irão instalar software maligno, ransomware ou outros programas indesejados que podem roubar as informações dos utilizadores ou danificar os dados e até mesmo os dispositivos.

Explica também como funcionam os esquemas fraudulentos de suporte técnico: os scammers [que praticam actos fraudulentos] ligam directamente para o telefone da pessoa e fazem-se passar por representantes da Microsoft.

“Até podem fazer spoof [do termo spoofing, a técnica usada por hackers para se passar por outra pessoa ou uma empresa legítima e roubar dados] da identificação do autor da chamada para apresentarem um número de telefone de suporte legítimo de uma empresa fidedigna”, refere.

Neste esquema, provavelmente irão pedir para instalar aplicações que lhes dão acesso remoto ao dispositivo do utilizar e, através disso, “podem desapreciar mensagens normais do sistema como sinais de problemas”.

Além disso, os autores deste tipo de esquemas fraudulentos “também poderão iniciar o contacto ao apresentarem mensagens de erro falsas em sites que visita e que incluem números de suporte e o aliciam a telefonar” e “também podem colocar o seu browser no modo de ecrã inteiro e apresentar mensagens de pop-up que não desaparecerão, bloqueando aparentemente o seu browser”.

Estas mensagens de erro falsas “têm como objectivo assustá-lo ao chamar a sua linha de atalho de suporte técnico”, alerta a Microsoft.

“Caso seja apresentada uma janela pop-up ou mensagem de erro com um número de telefone”, não realize chamadas para esse número, já que as mensagens de erro e aviso da Microsoft “nunca incluem um número de telefone”.

O suporte técnico da Microsoft “nunca pedirá que pague o suporte sob a forma de criptomoeda, como Bitcoin ou cartões de oferta”, refere a tecnológica.

A empresa recomenda que apenas seja transferido software a partir de sites parceiros Microsoft oficiais ou da Microsoft Store.

Na página electrónica, a Microsoft também explica o que fazer se um scammer de suporte técnico já tiver as suas informações.

Desde que o ano começou, Portugal tem sido alvo de vários ciber-ataques em vários sectores, desde a Impresa, passando pela Vodafone Portugal, que afectou a rede e os seus quatro milhões de clientes, como também os laboratórios Germano de Sousa, entre outros.

Diário de Notícias
DN/Lusa
14 Fevereiro 2022 — 18:46