1272: Guterres defende que Rússia não deve ser excluída da Conferência dos Oceanos

– A União Soviética do czar imperialista putineiro, como nação pária, terrorista, genocida, deveria ser EXCLUÍDA de tudo o que fosse CIVILIZAÇÃO. Se Portugal é considerado pelos soviéticos putineiros como um país hostil, FORA COM ELES! Que alinhem numa organização de ditadores: União Soviética, China, Coreia do Norte e afins! Não concordo com a posição de Guterres, de geito nenhum! A habitual cagada dos paninhos quentes…

GUTERRES/ONU/CONFERÊNCIA DOS OCEANOS

Para Guterres, o intuito do evento dedicado aos Oceanos, que Lisboa acolhe na próxima semana, é “fazer com que todos os países mudem os seus comportamentos”, frisando que a Rússia tem um “contributo importante para a poluição” e para as “alterações climáticas”.

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres
© EPA/HEINZ-PETER BADER

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse à Lusa que a Rússia não deve ser excluída da Conferência dos Oceanos, uma vez que os países que “contribuem para os problemas têm de contribuir para as soluções”.

Questionado sobre o incómodo manifestado por alguns países com a presença russa em reuniões internacionais desde o início da guerra na Ucrânia em finais de Fevereiro, Guterres avaliou que o intuito do evento dedicado aos Oceanos, que Lisboa acolhe na próxima semana, é “fazer com que todos os países mudem os seus comportamentos”, frisando que a Rússia tem um “contributo importante para a poluição” e para as “alterações climáticas”.

“A Rússia é um país que tem um contributo importante para a poluição dos oceanos e tem um contributo importante para as alterações climáticas. Acho que aqueles que contribuem para os problemas têm de contribuir para as soluções e, por isso, acho que não faz sentido excluí-los daquelas reuniões em que precisamente se procura fazer com que todos os países mudem os seus comportamentos”, afirmou o secretário-geral, em entrevista à Lusa, na sede da ONU, em Nova Iorque.

Ruslan Edelgeriyev, conselheiro do presidente russo, Vladimir Putin, vai encabeçar a delegação russa na Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos, que decorrerá em Lisboa entre 27 de Junho e 1 de Julho, disse à Lusa fonte oficial da Embaixada da Rússia.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, disse esta semana que está já confirmada a presença de pelo menos 18 chefes de Estado e de Governo, e que a Rússia estará representada.

“A Rússia é membro da ONU e participa na conferência”, disse o chefe da diplomacia portuguesa, explicando que Portugal, como anfitrião, assume as regras das Nações Unidas.

Para António Guterres, para quem as questões ambientais são manifestamente uma prioridade, os ‘side events’ (eventos paralelos) que se realizarão na conferência em Lisboa serão fundamentais para decidir o futuro dos Oceanos, acrescentando que o sucesso da mesma não será medido pelas declarações que nela forem feitas, mas sim pela “capacidade de mobilizar Governos, o sector privado, a sociedade civil e cientistas”.

“Esta conferência é sobre ciência e inovação, em larga medida, e eu diria que mais importante do que a Conferência em si são o conjunto de actividades que aqui nas Nações Unidas são chamados ‘side events’. O conjunto de eventos em que um grande número de actores, que são fundamentais para o futuro dos Oceanos, decidiu participar e decidiu apresentar um conjunto de compromissos e de propostas que podem ter um efeito acelerador muito importante”, disse o ex-primeiro-ministro português.

“Como digo, estas conferências normalmente têm declarações que não resolvem os problemas essenciais, mas permitem uma mobilização da comunidade internacional. (…) Por isso, esta Conferência, vista na perspectiva de todo um conjunto de actividades, espero que seja verdadeiramente um toque de acelerador muito forte e bem precisamos desse toque de acelerador, porque a situação dos Oceanos é uma situação extremamente preocupante”, sublinhou.

Garante não estar preocupado com legado mas em “fazer o melhor” pelo planeta

António Guterres garantiu não estar preocupado com o legado que deixará enquanto secretário-geral da ONU, mas em fazer o seu melhor pelo ambiente e pelos Oceanos, avaliando que a Conferência de Lisboa será de “enorme importância”.

Desde que assumiu o cargo de secretário-geral das Nações Unidas, em Janeiro de 2017, Guterres tem sido uma voz constante na luta contras as alterações climáticas e pela defesa do meio ambiente. Contudo, segundo o ex-primeiro-ministro português, esses esforços não partem da tentativa de deixar um legado nessa área.

“Eu nunca me preocupei com o legado. Acho que temos de nos preocupar em fazer o nosso melhor, dar tudo por tudo para resolver os problemas que enfrentamos, mas sem pensar em legados, porque normalmente quando pensamos demais em nós próprios, pensamos de menos naquilo que devemos fazer“, disse Guterres.

E uma das grandes iniciativas ambientais que as Nações Unidas têm em andamento é a Conferência dos Oceanos, que decorrerá em Lisboa entre 27 de Junho e 01 de Julho, co-organizada por Portugal e pelo Quénia, e que contará com a presença de António Guterres, além de chefes de Estado e de Governo de todos os continentes.

A Conferência – a segunda organizada pela ONU sobre o tema – acontece num momento em que o mundo enceta esforços para mobilizar, criar e promover soluções que permitam alcançar os 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável traçados na chamada Agenda 2030.

A reunião internacional na capital portuguesa irá promover uma série de soluções inovadoras de base científica, destinadas a lançar um novo capítulo na ação global para os Oceanos.

De acordo com Guterres, os “Oceanos enfrentam uma verdadeira emergência” e é preciso “acordar o mundo” para o facto de não existir nenhum mecanismo de governo sobre os Oceanos.

“Esta Conferência tem uma enorme importância, em primeiro lugar para tocar a rebate. Nós estamos a enfrentar nos Oceanos uma situação de emergência. Convergem nos Oceanos as três grandes crises ambientais que temos no mundo: as alterações climáticas, a poluição e a redução da biodiversidade”, disse.

“É preciso acordar o mundo”

Estas três crises globais que põem em causa o futuro do planeta, segundo o secretário-geral da ONU, convergem nos Oceanos.

“Basta ver que, por causa das alterações climáticas, os Oceanos estão mais quentes, há mais tempestades, essas tempestades são mais frequentes e com consequências mais devastadoras. A água do mar está a subir e está a acelerar nessa subida. Isso põe em causa as regiões costeiras, as pequenas ilhas, mas em geral, uma grande parte da humanidade vive junto ao mar e há uma ameaça clara com a subida do nível das águas”, salientou.

Também a absorção de dióxido de carbono (CO2) foi umas das preocupações elencadas por Guterres, uma vez que acidifica os Oceanos e põe em causa a cadeia alimentar, frisando que muitos dos corais estão já destruídos.

“Ao mesmo tempo, a sobre-pesca, a poluição, sobretudo os poluentes, que têm um efeito destruidor em relação às espécies vivas, fazem com que a biodiversidade nos Oceanos esteja em causa. E, finalmente, a crise de poluição. 80% das águas que são despejadas nos Oceanos não são tratadas”, observou o secretário-geral, salientando que oito milhões de toneladas de plástico são despejados anualmente nos Oceanos.

Guterres chamou a atenção para as chamadas “zonas negras” em certas áreas costeiras em que a poluição “matou praticamente tudo quanto existia”.

“E se olharmos para uma zona do Pacífico onde se concentraram muitos destes detritos em plástico, a área corresponde à área da França. E os micro-plásticos, nós sabemos os riscos que representam para a saúde: no ar que respiramos, na água que bebemos, em todos estes aspectos. (…) É preciso acordar o mundo, porque não existe nenhum mecanismo de Governo sobre os oceanos”, lamentou.

Para o líder das Nações Unidas, falta um mecanismo global de governança para que seja possível responder a esta emergência que os Oceanos enfrentam, destacando que cada questão oceânica é tratada isoladamente por diferentes organizações, quando deveria haver uma acção global sobre o tema.

Diário de Notícias
Lusa
24 Junho 2022 — 08:37


 

1188: Astrofotografia lunar em 08.06.2022

Flag for Portugal Lisbon, Portugal — Moonrise, Moonset, and Moon Phases, Junho 2022

Moon: 64.5%

Waxing Gibbous

Current Time: 9 de Jun de 2022, 1:28:56
Moon Direction: 257,98° WSW
Moon Altitude: 16,12°
Moon Distance: 383.138 km
Next Full Moon: 14 de Jun de 2022, 12:51
Next New Moon: 29 de Jun de 2022, 3:52
Next Moonset: Today, 2:57

Stellarium

08.06.2022

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1180: Astrofotografia lunar em 07.06.2022

Flag for Portugal Lisbon, Portugal — Moonrise, Moonset, and Moon Phases, Junho 2022

Moon: 54.1%

First Quarter

Current Time: 8 de Jun de 2022, 1:11:45
Moon Direction: 266,98° W
Moon Altitude: 14,82°
Moon Distance: 389.134 km
Next Full Moon: 14 de Jun de 2022, 12:51
Next New Moon: 29 de Jun de 2022, 3:52
Next Moonset: Today, 2:33

Stellarium

07.06.2022

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1168: DGS pede cautela nos santos (populares)

“Graça Freitas frisa que ‘é nossa obrigação’ manter medidas de prevenção. Em Maio, a covid-19 matou 18 vezes mais do que há um ano.” Ó senhora directora-geral da saúde, acha que os grunhos labregos sentem ser “obrigados” a manter as medidas de prevenção? Desconheço a data da imagem abaixo, mas dado que as festas já começaram, basta olhar para essa gajada SEM MÁSCARA E TUDO AO MOLHO para aferir da manutenção das medidas de segurança!

Graça Freitas admite preocupação com nível elevado da epidemia. A dirigente frisa que ‘é nossa obrigação’ manter medidas de prevenção. Em maio, a covid-19 matou 18 vezes mais do que há um ano.

AFP

Após uma interrupção de dois anos, devido à pandemia de covid-19, Lisboa volta a festejar os Santos Populares sem restrições, com festas a despontar em todo o país. No entanto, devido ao elevado número de infectados Graça Freitas mostrou estar preocupada com os festejos que se avizinham.

«Olho [para os festejos] com cautela e com alguma preocupação, mas não com alarme. É verdade que temos um número bastante elevado acima dos 80 anos e também na faixa etária dos 70 aos 79. Mas neste momento, apesar de tudo, atingimos em termos de novos casos por dia, um planalto», explicou, em declarações ao Fórum TSF, a directora-geral da Saúde, assumindo «alguma preocupação» perante os números verificados.

De seguida, a dirigente deixou claro que a população «deve estar atenta» ao elevado número de infectados na medida em que, ainda que «a letalidade e a gravidade sejam baixas, se houver muitos casos na população, obviamente teremos mais internamentos e mais mortes». «Temos de olhar para isto com respeito, humildade, atenção e contrariar, que é o nosso papel, a tendência expansionista do vírus», frisou.

«Neste momento, há uma carga tão grande de vírus em circulação que é nossa obrigação, como comunidade, como serviços, como médicos, como Ministério da Saúde, fazer aquilo que estiver na nossa mão de medidas de protecção», realçou, apelando aos portugueses que mantenham as medidas de segurança apreendidas nos últimos dois anos, como a desinfecção das mãos ou a utilização de equipamento de protecção individual.

«É óbvio que nós nos vamos aproximar, de um período, o período das festas dos Santos Populares, que por si só, é um período de risco», salientou, sendo que os dados avançados, esta sexta-feira,  pela Direcção Geral da Saúde (DGS), indicam que Portugal registou esta quinta-feira quase 30 mortes e mais de 25 mil casos por covid-19.

Estes são os números mais baixos da semana – o número de mortes esteve sempre acima das 30 e o de casos acima de 26 mil. Importa mencionar que Lisboa e Vale do Tejo tem um Rt de 1,06, o Algarve de 1, os Açores de 1,16 e a Madeira de 1,22. Em Maio, como o i avançou esta semana, morreram 863 pessoas com covid-19 em Portugal, 18 vezes mais do que há um ano. Foi o mês de Maio com o maior nível de mortalidade por todas as causas pelo menos desde 1980, com mais de 10 mil mortes, 1.500 acima da média dos últimos cinco anos.

«Estou de facto preocupada. Com o aproximar dos Santos, vamos ter mais oportunidades de que a transmissão se faça. O apelo é um apelo a cada um para agir em conformidade com este risco. Obviamente que é impossível travar o movimento dos Santos Populares e das festas e dos ajuntamentos. Mas pelo menos até lá não aumentar a carga de doença, não a aumentar quantidade de vírus que ainda circula entre nós e chegar a esses dias numa situação mais confortável», concluiu Graça Freitas.

SOL
Maria Moreira Rato
maria.rato@newsplex.pt
5 de Junho 2022 às 10:11


 

1114: Idosos de Lisboa começam a ter passes gratuitos no Verão

– Volto a DENUNCIAR o facto da governança da C.M.L. não incluir os DESEMPREGADOS de longa duração que PORRA!!! nem dinheiro já possuem para pagar a renda da casa, estando dependentes da família! Que merda de “medidas” são estas? Não existem uns trocos para o Moedas distribuir pelos desempregados? Apreciava ver toda esta gajada (sobre)viver com o subsídio social de desemprego subsequente… No caso da minha filha, por exemplo, 56 anos de idade, desempregada há mais de seis anos, velha para trabalhar mas muito nova para a reforma, recebe € 354,56 com uma renda para pagar de € 531,00 e não é nenhum condomínio privado… E o resto?

SOCIEDADE/IDOSOS/PASSES GRATUITOS

Os menores e estudantes do ensino superior só terão o passe gratuito a partir de Setembro.

© Artur Machado / Global Imagens

Os residentes em Lisboa com mais de 65 anos devem ter acesso a passes gratuitos nos transportes públicos no verão, enquanto os menores e estudantes do ensino superior a partir de Setembro, disse hoje o presidente da Câmara Municipal.

“Os residentes em Lisboa com mais de 65 anos devem ter acesso a passes gratuitos nos transportes públicos no verão, enquanto os menores e estudantes do ensino superior a partir de Setembro, disse hoje o presidente da Câmara Municipal. Neste momento o acordo está fechado, vamos ter que o implementar e aquilo que eu fiz foi pedir à TML [Transportes Metropolitanos de Lisboa] que o fizesse o mais rapidamente possível.

E para que, para aqueles que são os mais idosos, pudéssemos avançar mais rapidamente, porque estamos numa recuperação pós covid-19 e as pessoas precisam desta medida. Depois, os mais jovens, podemos começar no ano lectivo e, portanto, poderíamos começar como normalmente com os passes ali a partir de 01 de Setembro até 15 de Novembro”, afirmou Carlos Moedas.

O autarca salientou que a rapidez da medida para os idosos “vai depender da capacidade operacional”, porque há “uma operação muito grande” que envolve não só a Câmara, que detém a Carris, como também vários operadores como o Metro e a CP.

“Foi um trabalho difícil, mas um trabalho extraordinário, em que todos chegámos a este consenso”, disse Carlos Moedas, na cerimónia de assinatura do Acordo de Transportes Gratuitos entre a Câmara de Lisboa e a Transportes Metropolitanos de Lisboa.

Carlos Moedas sublinhou ainda que “Lisboa é a primeira grande capital da Europa a tomar esta medida”, que “será também uma maneira de influenciar outras cidades e outros países de que este é o caminho”.

“Esta é uma primeira vez, um primeiro passo e uma primeira fase para […] esse caminho em que os transportes públicos no futuro, nos vários países, terão que se tornar gratuitos exactamente para a descarbonização”, acrescentou.

O acordo permite o uso gratuito de transportes públicos aos residentes em Lisboa com idades superior a 65 anos, jovens até aos 18 anos ou estudantes do ensino superior até aos 23 anos, excepto nos casos de licenciaturas em medicina e em arquitectura, em que os passes eram gratuitos até aos 24 anos.

A assinatura do protocolo entre a Câmara de Lisboa e a Transportes Metropolitanos de Lisboa, a nova empresa que gere os transportes na AML, foi hoje assinado no Museu da Carris, em Lisboa.

Diário de Notícias
DN/Lusa
27 Maio 2022 — 14:17


 

1084: De Alfama à Estrela, Lisboa está a arranjar-se para os Santos Populares

OMS avisa: pandemia não acabou e “não vai desaparecer como por magia”.
“As restrições foram levantadas e a vida parece-se mais com o que era antes, mas [a pandemia] não acabou, de certeza”, alertou Tedros Ghebreyesus.”

A cidade está em contagem decrescente para o início de Junho, que marca o regresso das Festas de Lisboa, após dois anos de interregno. Em Alfama, há quem tire férias para montar os balcões e em Santos já funciona uma feira popular.

O bairro de Alfama está em ebulição com a montagem dos balcões e retiros para as Festas de Lisboa, despertando a curiosidade dos grupos de turistas.
© Gerardo Santos / Global Imagens

Quando se entra em Alfama pelo Largo do Chafariz de Dentro e se caminha em direcção ao coração deste bairro típico de Lisboa, além do burburinho causado pelos grupos de turistas, começa a ouvir-se o inconfundível som dos martelos. Estamos a poucos dias do início de Junho, que marca o regresso das Festas de Lisboa após dois anos de interregno devido à pandemia.

Os moradores de Alfama estão numa azáfama, a montar os balcões e os retiros onde irão receber quem quer celebrar os Santos Populares com comes, bebes e muita alegria castiça. É numa das ruas estreitas de Alfama que encontramos as primas Deolinda Moreira e Fátima Graça, sentadas junto à banca de ginjinha desta última.

“Estou satisfeitíssima com o regresso dos Santos! Há dois anos que é só tristeza, agora já se vê o nosso bairro enfeitado e com música. Agora é um mês de alegria”, diz Fátima, de 56 anos, “nascida e criada em Alfama” em conversa com o DN. “Os preparativos estão a correr bem. Agora é preciso que apareça pessoal”, acrescenta Deolinda, moradora no bairro desde que nasceu, há 59 anos.

As primas Deolinda Moreira e Fátima Graça estão felizes por ver Alfama ganhar vida outra vez.
© Gerardo Santos / Global Imagens

Junho é o ganha pão para o resto do ano para alguns moradores de Alfama e muitos deles até metem férias para poderem montar o seu retiro ou balcão. Deolinda, Fátima e o marido não são excepção. “A minha prima tem um retiro com mesas, estilo restaurante, e eu tenho um balcão, vendo bebidas, pastéis e bifanas durante o mês todo”, conta Deolinda. “Aqui é o meu território, pelas escadas abaixo e naquele patiozinho, que ainda não está enfeitado porque o meu marido só começa no sábado, que é quando tem férias”, refere Fátima, enquanto aponta para as escadas do Beco do Pocinho e para a Travessa de São Miguel.

As caras das duas primas até se iluminam quando se lhes pergunta pela marcha de Alfama, a mais premiada das Festas de Lisboa, mas que, em 2019, ficou em segundo lugar. “É a mais bonita, sem comparação!”, dizem em uníssono.

O único momento de alguma tristeza, que tentam espantar com um “os que cá estão fazem a festa!”, é quando se fala no facto de Alfama ter visto muitos dos seus partirem nos últimos anos. “Com os alojamentos locais, praticamente morreu, o que é muito triste, porque isto vem de geração para geração, todas as famílias faziam arraiais. As casas antigamente também passavam de pais para filhos e agora passaram a ser alojamento local”, lamenta Deolinda, enquanto a prima assente com a cabeça.

© Gerardo Santos / Global Imagens

João Ramos, o coordenador da Marcha de Alfama, partilha deste sentimento. “O espírito da marcha é distinto do espírito do bairro, pela simples razão de que no bairro, infelizmente, já são poucos os que lá vivem, poucos os portugueses e, de entre os portugueses, poucos os marchantes.

Há dez anos, todos vivíamos no bairro, hoje devem viver uns cinco ou seis”, explica ao DN. “Aquelas noites emblemáticas, do regresso da Avenida ou do Pavilhão Atlântico para o bairro, já não tem aquele sentimento de estarmos em casa, tendo em conta o que aconteceu nos últimos anos. Aquele mar de gente e de afectos que nós recebíamos, desde que as pessoas foram saindo de Alfama, deixou de se sentir”, justifica.

Dentro do grupo da marcha, o espírito é de que está “tudo controlado, tranquilo, sempre com ansiedade, mas isso é próprio”. “É tudo muito jovem e, portanto, eles também têm uma entrega enorme aos ensaios, que são das 21.30 às 23.30 horas, a ponto de às vezes a ensaiadora entende que são 23.25 e não faz sentido introduzir um passo e eles ficam furiosos.

Está-lhes na massa do sangue. Muitos deles estão ligados às marchas por laços de afinidade e parentesco e isto para eles é um momento de absoluta afirmação do quanto gostam do bairro. É preciso viver-se nos bairros para se perceber este sentimento que eles têm”, prossegue João Ramos.

E será que este ano vão conquistar o primeiro lugar? “O que podemos esperar é sempre uma marcha que fará tudo para estar ao nível das responsabilidades e expectativas das pessoas do bairro, que são sobretudo aquelas que mais nos interessam. Se a nossa exibição for do agrado do bairro de Alfama essa é a nossa grande vitória, o resto será sempre a cereja em cima do bolo”, argumenta.

À espera das enchentes

Na freguesia da Estrela não se esperou por Junho para dar início aos Santos Populares. No Terrapleno de Santos está a decorrer desde 13 de Maio e até ao Dia de Santo António, o evento Santos Em Santos, uma feira com diversões que vão desde os carrinhos de choque à roda gigante, com zona de restauração e um palco por onde irão passar artistas como Quim Barreiros (27 de Maio), Toy (3 de Junho) e Rosinha (dia 9).

“O que nós pretendemos é convidar todos quantos querem descontrair e divertir-se neste período que antecipam os Santos Populares, que já beneficia do bom tempo. Podem fazê-lo numa zona especialmente criada para o efeito, distante das zonas residenciais onde tradicionalmente ocorrem muitas destas festividades”, explica ao DN Luís Newton, presidente da Junta de Freguesia da Estrela, que no início do ano organizou no mesmo local a Feira de Inverno. “A adesão tem sido fantástica. Estamos a falar de uma média de 1.500 a 2.000 pessoas por dia durante a semana, e aos fins de semana estamos a falar de um pouco mais do dobro disso”, disse.

José da Silva Simões tem esperança que Junho traga muitas corridas para os seus carrinhos de choque.
© Gerardo Santos / Global Imagens

Com um horário de funcionamento entre as 14.00 e as 2.00 aos dias de semana e as 12.00 e as 2.00 aos fins de semana (na noite de Santo António irá até às 4.00), a verdade é que no início tarde da passada quarta-feira poucos eram os visitantes no recinto. Uma acalmia que desanima, para já, quem faz negócio, mas que confia em maior animação neste regresso dos Santos.

“Nós já estávamos há dois anos sem facturar, mas agora vamos ver se isto começa a entrar nos eixos e começamos a ganhar algum”, desabafa José da Silva Simões, que trouxe duas pistas de carrinhos de choque. “Isto não tem estado assim muito famoso, mas temos que aproveitar tudo. Os Santos são uma melhoria para o negócio e isto é bom para todos. O pessoal da nossa actividade estava a ficar um bocadinho desanimado. Vamos a ver se nos conseguimos animar.”

Já Carla Duarte está numa feira em Santos e ainda irá para o Arraial de Benfica.
© Gerardo Santos / Global Imagens

Carla Duarte está à frente da rulote Tasquinha com Rodas, um negócio que começou com o marido pouco antes da pandemia. “Esta semana é natural que isto esteja mais parado, porque as pessoas ainda não conhecem. No início da Feira de Inverno também foi assim, a primeira semana foi mais parada e depois ficámos com filas enormes”, recorda a empresária, adiantando que depois de sair de Santos ainda estará com a sua rulote no Arraial de Benfica entre os dias 23 e 26 de Junho. “Eu acho que os Santos este ano vão ser muito bons!”, exclama Carla.

Destaques do programa das Festas de Lisboa

Abertura

As Festas de Lisboa abrem a 28 de Maio com o concerto “O que nos une” com Tito Paris e que terá como convidados Cremilda Medina, Joana Amendoeira, Paulo Gonzo e Djodje. O espectáculo começa às 22.00 horas junto à Torre de Belém.

Marchas e casamentos

As Marchas Populares estão de volta, começando com as exibições no Altice Arena (dias 3, 4 e 5), às 21.00. Na noite de Santo António, apresentam-se na Avenida da Liberdade às 21.45 horas. Também no dia 12, mas a partir das 11.30, realizam-se os Casamentos de Santo António.

Estreia das Casas Regionais

Este ano, as Casas Regionais da cidade também se juntam ao programa das Festas de Lisboa, levando ranchos folclóricos, tunas, bombos e fado até à Quinta das Conchas nos dias 25 e 26 de Junho.

Fado no Castelo

Nos dias 17 e 18, o Castelo de São Jorge recebe, a partir das 22.00, encontros musicais improváveis: o fadista Ricardo Ribeiro junta-se ao pianista de jazz João Paulo Esteves da Silva e Teresinha Landeiro interpreta duetos inéditos com os artistas Agir e Mimi Froes.

Arraiais

De 2 a 30 de Junho, Alcântara, Carnide, Estrela, Misericórdia, Olivais, Santa Maria Maior e São Vicente terão arraiais organizados por algumas das colectividades destas freguesias. Neste mês de Junho também poderá encontrar-se animação com o Arraial dos Navegantes (de 3 a 5) no Parque das Nações, o arraial “A Minha Penha é Linda” (de 9 a 12) no Mercado de Sapadores, o Arraial da Vila Berta (de 3 a 13) e o Grande Arraial de Benfica (de 23 a 26). No dia 25, na Praça do Comércio, realiza-se mais uma vez o Arraial Lisboa Pride.

Encerramento

A Praça do Comércio, no dia 30, a partir das 22.00 horas, será palco do concerto de encerramento das Festas de Lisboa, intitulado de “Cheira a Lisboa”, uma homenagem aos 100 anos do Parque Mayer. Em palco, a Orquestra Metropolitana de Lisboa acompanha Anabela, FF, Katia Guerreiro, Luís Trigacheiro, Lura e Marco Rodrigues, que irão recriar 22 clássicos da música popular com novas roupagens, como “Cheira a Lisboa”, “Mocidade” ou “Zé Cacilheiro”.

ana.meireles@dn.pt

Diário de Notícias
Ana Meireles
22 Maio 2022 — 00:08


EU combati no mato, em África, na Guerra Colonial, durante quase dois anos,
os mercenários treinados por Cuba e armados, municiados e financiados
pela União Soviética (URSS) e China.

 

1031: Astrofotografia lunar

Flag for PortugalLisbon, Portugal — Moonrise, Moonset, and Moon Phases, Maio 2022

Moon: 69.6%

Waxing Gibbous

Current Time: 11 de Mai de 2022, 1:08:58
Moon Direction: 256,10° WSW
Moon Altitude: 33,06°
Moon Distance: 388.398 km
Next Full Moon: 16 de Mai de 2022, 5:14
Next New Moon: 30 de Mai de 2022, 12:30
Next Moonset: Today, 4:06

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Stellarium


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética de Putin, na Ucrânia
For the victims of the genocide practiced
by the Soviet Union of Putin, in Ukraine


 

951: Câmara de Lisboa aprova por unanimidade transportes gratuitos para jovens e idosos

– E OS DESEMPREGADOS NÃO TÊM DIREITO A TRANSPORTES GRATUITOS? Dia histórico? É preciso ter lata! Um DESEMPREGADO de longa duração, ter de pagar TRINTA EUROS para andar de transportes públicos em Lisboa, sem rendimento compatível, é HISTÓRICO?

SOCIEDADE/CML/TRANSPORTES PÚBLICOS GRATUITOS PARA ALGUNS

Carlos Moedas espera que a medida esteja em vigor, para os maiores de 65 anos, a partir de Junho ou Julho, e para os estudantes até aos 23 anos, em Setembro.

© Rita Chantre / Global Imagens

A Câmara de Lisboa aprovou esta quinta-feira por unanimidade a gratuitidade dos transportes públicos na cidade para residentes jovens e idosos, anunciou o presidente da autarquia, Carlos Moedas.

Numa declaração, no final da reunião do executivo que aprovou a proposta, Carlos Moedas (PSD) disse esperar que a medida esteja em vigor, para os maiores de 65 anos, a partir de “Junho ou Julho” e, para os estudantes até aos 23 anos, em Setembro, no arranque do próximo ano lectivo, depois da aprovação da Assembleia Municipal e da concretização de alguns “passos tecnológicos”.

O autarca considerou que este é um “dia histórico” para Lisboa, destacando que só mais “duas ou três” cidades na Europa já avançaram com uma iniciativa destas, no âmbito da luta contra as alterações climáticas.

“Também é um dia histórico naquilo que eu quis trazer para a política, que é a capacidade de fazer política com todos”, acrescentou Carlos Moedas, que governa a Câmara Municipal de Lisboa (CML) desde Outubro, sem maioria.

O presidente da Câmara de Lisboa garantiu que a medida agora aprovada resultou de um trabalho de meses com todos os vereadores, que foram ajudando a construir e a melhorar a proposta.

Diário de Notícias
DN/Lusa
21 Abril 2022 — 14:33


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética na Ucrânia
For the victims of the genocide practiced
by the Soviet Union in Ukraine


 

936: Lisboa: Nova plataforma com dados meteorológicos em tempo real

METEOROLOGIA/LISBOA

A região de Lisboa vai ter uma plataforma com dados meteorológicos em tempo real. O objectivo é reduzir a vulnerabilidade da região às alterações climáticas.

A plataforma online vai apresentar dados meteorológicos dos 18 municípios da Área Metropolitana de Lisboa (AML). Conheça já esta nova plataforma.

Dados meteorológicos de 18 estações…

A sessão de apresentação desta fase do projecto CLIMA.AML – Rede de Monitorização e de Alerta Meteorológico Metropolitano só acontece amanhã, mas o Pplware já andou a espreitar como é.

De acordo com as informações, esta plataforma “marcará o início da operacionalização e divulgação pública, em tempo real, dos dados” de uma rede de 18 estações meteorológicas, instaladas nos 18 municípios da AML.

Esta monitorização dos dados em tempo real decorre através da plataforma online, em https://clima.aml.pt, que analisa todas as informações essenciais transmitidas pelas estações e avalia os dados meteorológicos.

Esta rede da AML pretende conhecer os padrões associados às alterações climáticas na região e o seu impacto nas comunidades, funcionando em complementaridade com a rede do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Segundo a AML, o CLIMA.AML dá sequência ao Plano Metropolitano de Adaptação às Alterações Climáticas, apresentado publicamente em Dezembro de 2019, e “permitirá acumular um vasto conhecimento” com a recolha e disponibilização de dados à escala local.

Pplware
Autor: Pedro Pinto


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética na Ucrânia