“Fale português, escreva português”. O apelo do presidente da AR

– Augusto Santos Silva, Presidente da Assembleia da República: “… Português, uma língua que usamos para nos exprimirmos, para escrevermos, para falarmos, para lermos”. É pena que não se escreva em Portugal, a nossa língua materna, que nada tem a ver com o brasuquês que nos impingiram através do odioso “acordo ortográfico”… Eu, continuarei a falar e a ESCREVER PORTUGUÊS original, NÃO DETURPADO…

LÍNGUA PORTUGUESA/(DES)ACORDO ORTOGRÁFICO

A mensagem de Augusto Santos Silva Santos Silva salienta desafios do futuro no que respeita à língua portuguesa.

© Gerardo Santos / Global Imagens

O presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, assinalou hoje o Dia Mundial da Língua Portuguesa, numa mensagem em que salientou que o futuro desta língua depende de cada cidadão que a fala e escreve.

Augusto Santos Silva está desde quarta-feira no Brasil, país onde está a realizar a sua primeira visita oficial enquanto presidente da Assembleia da República e onde representará Portugal nas comemorações do Dia Mundial da Língua Portuguesa.

Num vídeo gravado na Biblioteca da Assembleia da República, antes de partir para o Brasil, o ex-ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros refere que o Dia Mundial da Língua Portuguesa é “uma consagração aprovada pela UNESCO que tem três significados essenciais”.

O primeiro significado, segundo o presidente do parlamento, “é o reconhecimento do português como uma das línguas mais faladas no mundo”.

“Outro é a importância que dá à comunidade dos países que falam a língua portuguesa, isto é o conjunto de nove Estado que consideram o português a sua língua oficial ou uma das suas línguas oficiais; e o terceiro – e mais importante – é mostrar que a língua portuguesa é de todos nós. De todos nós que a falamos como língua materna, ou língua que entretanto aprendemos na escola ou fora dela. Uma língua que usamos para nos exprimirmos, para escrevermos, para falarmos para lermos”, referiu.

Nesta mensagem, Augusto Santos Silva sustentou a ideia de que “o futuro da língua portuguesa depende de todos” os que a falam e, por essa razão, “é muito importante que o parlamento se associe a esse futuro”.

“A mensagem principal que quero transmitir é essa responsabilidade individual de cada um de nós: Fale português, escreva português, comunique em português. Habitue-se a ouvir todos aqueles que falam, que escrevem e criam em português, porque esse é verdadeiramente o futuro da nossa língua comum”, acrescentou.

139 actividades em 52 países

A terceira edição do Dia Mundial da Língua Portuguesa será hoje assinalada através de 139 actividades em 52 países, com Angola e o Brasil a assumirem os principais destaques entre um conjunto de eventos espalhados por quatro continentes.

Este dia, proclamado pela 40.ª assembleia geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) em Novembro de 2019, comemora-se este ano, pela primeira vez, de forma próxima da normalidade, após as limitações causadas pela pandemia de covid-19 nos últimos dois anos.

“As comemorações que a CPLP está a fazer em Angola, com a presença do nosso ministro da Cultura [Pedro Adão e Silva], vão ser muito importantes e contribuir bastante” para a projecção deste dia, sublinhou em declarações à Lusa o presidente do instituto Camões, João Ribeiro de Almeida.

Além de Angola, que assume a presidência rotativa da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP) e organiza hoje, entre outros eventos, um festival em Luanda com o nome da comunidade lusófona, Moçambique e Cabo Verde destacam-se em África como os países com maior número de actividades programadas.

Entre as 139 actividades previstas, João Ribeiro de Almeida fez ainda questão de distinguir a cerimónia de lançamento, hoje, de uma cátedra de português, a 61.ª em todo o mundo, na Universidade do Paraná, no Brasil, que dá expressão a uma das prioridades do Camões — Instituto da Cooperação e da Língua.

“Tenho pugnado muito no Camões pela criação de cátedras a nível do ensino superior. Porque isso é que faz com que a língua portuguesa se diferencie como língua de conhecimento, de investigação, de inovação”, salientou o diplomata.

“Vai ser um momento bonito, porque estaremos a assinalar o Dia Mundial da Língua Portuguesa e as celebrações do centenário [do nascimento] de José Saramago. Assinalava esse como um ponto alto [das comemorações]. Aliás, o senhor presidente da Assembleia da República, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, estará no Paraná, na inauguração da cátedra”, que receberá o nome do Nobel da Literatura português, revelou.

A quarta mais falada no mundo

A língua portuguesa é a quarta mais falada no mundo como língua materna, a seguir ao mandarim, inglês e espanhol, é falada actualmente por mais de 260 milhões de pessoas nos cinco continentes, 3,7% da população mundial, prevendo as estimativas das Nações Unidas que, em menos de 30 anos, possa alcançar cerca de 400 milhões de falantes.

O português é já a língua mais falada no hemisfério sul. Para além de ser falada em Macau, é a língua oficial dos nove países-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que em conjunto valem cerca de 2,7 biliões de euros, o que faria deste grupo a sexta maior economia do mundo, se se tratasse de um país (FMI).

É ainda a quinta língua com maior número de utilizadores na Internet e é língua oficial e ou de trabalho em 32 organizações internacionais, desde a União Europeia, Mercosul ou Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Entre os países que mais apostam no ensino do português, a China assume particular destaque, onde actualmente 56 universidades ensinam o português como língua estrangeira e aproximadamente de 5.000 alunos que frequentam esses cursos, de acordo dados recolhidos pelo instituto Camões.

Diário de Notícias
Lusa/DN
05 Maio 2022 — 08:51


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética de Putin, na Ucrânia
For the victims of the genocide practiced
by the Soviet Union of Putin, in Ukraine