Bandeira da UE já está no parlamento ucraniano. Zelensky defende que adesão “não deve demorar décadas ou anos”

Para quando a expulsão da União Soviética terrorista da ONU e de todas as organizações ocidentais?

INVASÃO SOVIÉTICA/TERRORISMO/UCRÂNIA

A região de Odessa, no sul da Ucrânia, foi alvo de ataques pelas forças russas, provocando pelo menos 18 mortos. “O pior cenário aconteceu e duas aeronaves estratégicas chegaram à região de Odessa”, tendo disparado mísseis “muito poderosos”, disse o porta-voz da administração militar.

© EPA/SERGEY KOZLOV

Zelensky defende que a adesão à UE “não deve demorar décadas ou anos”

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, assegurou esta sexta-feira a “determinação” para alcançar o “objectivo estratégico de adesão plena à União Europeia”, mas defendeu que a adesão à UE “não deve demorar anos ou décadas”.

As palavras de Zelensky foram partilhadas numa mensagem publicada nas redes sociais após a chegada oficial da bandeira da UE ao parlamento ucraniano.

“Hoje, juntamente com o presidente da Verkhovna Rada da Ucrânia e o primeiro-Ministro, assinámos uma declaração conjunta, que é um sinal de unidade de todos os ramos do governo e prova da nossa determinação em alcançar o objectivo estratégico de adesão plena à União Europeia (…)”, começou por escrever.

“O nosso caminho para a adesão não deve levar anos ou décadas. Temos de percorrer este caminho rapidamente, fazer a nossa parte do trabalho perfeita e permitir que os nossos amigos da União Europeia tomem mais uma decisão histórica”, salientou Zelensky.

Da mesma forma é necessário avançar na legislação sobre os procedimentos da selecção de juízes, como parte da reforma do Tribunal Constitucional. Von der Leyen lembrou aos legisladores ucranianos que a reconstrução da Ucrânia exigirá investimentos enormes, que certamente irão acontecer, mas acrescentou que isto exige avanços internos.

Os investimentos, destacou, “terão que ser acompanhados de uma nova onda de reformas”.

Para Von der Leyen, “as instituições têm que ganhar vida para responder às aspirações do seu povo”. Um exemplo disso, destacou, é a iniciativa para tentar conter a “influência excessiva” dos oligarcas na economia ucraniana.

O país, recordou Von der Leyen, adoptou uma lei para romper com esta influência e agora “deve concentrar-se na implementação desta legislação”.

Diário de Notícias
01 Jul 11:20
Por Susete Henriques

Momento em que a bandeira da UE chega ao parlamento ucraniano. “De ir às lágrimas”

Depois da Ucrânia conseguir o estatuto de país candidato, a bandeira da União Europeia (UE) chegou ao parlamento ucraniano, um momento registado com emoção.

“De ir às lágrimas”. Foi assim que o embaixador da UE para a Ucrânia, Matti Maasikas, descreveu o momento em que a bandeira da União Europeia chega ao parlamento.

De pé, os deputados ucranianos aplaudem de forma ritmada a chegada da bandeira ao parlamento [Verkhovna Rada].

Diário de Notícias
01 Jul 10:21
Por Susete Henriques

Ataque a Odessa. Conselheiro de Zelensky acusa Rússia de praticar uma “táctica de terror”

No ataque a um prédio residencial e a dois centros de recreativos na região de Odessa foram usados mísseis X-22, refere Mikhail Podolyak, conselheiro do presidente ucraniano.

Pelo menos 18 pessoas morreram, entre os quais duas crianças. Para Podolyak não se trata de um erro da Rússia. “É uma táctica de terror: bombardeamento deliberado e baixas em massa”, acusou.

Na mensagem publicada na rede social Twitter, o conselheiro de Zelensky pede mais armas para travar bombardeamentos russos. “Para proteger as pessoas, precisamos de sistemas anti-mísseis”, sublinhou.

Diário de Notícias
01 Jul 09:29
Por Susete Henriques

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1323: O despertar do Ocidente

OPINIÃO

Numa das minhas crónicas anteriores sinalizava o nascimento de uma nova ordem mundial. Nesse momento os sinais dessa nova ordem mundial eram ainda ténues, mas havia já indícios de que o dia 24 de Fevereiro tinha alterado, profundamente, a geopolítica mundial. Hoje, isso parece ser uma realidade inquestionável.

Até ao começo da barbárie russa na Ucrânia, o Ocidente esteve enganado sobre Moscovo.

Como escreve David Satter no livro Quanto menos soubermos, melhor dormimos “desde que Putin assumiu o poder, o Ocidente manteve uma imagem da Rússia sem nenhuma relação com a realidade”. Acreditava que a Rússia estava numa trajectória de participação sincera no concerto das Nações, comercializando as suas matérias-primas, procurando desenvolver a sua sociedade, desempenhando o seu papel na economia mundial.

O começo da guerra fez passar para segundo plano o primado do desenvolvimento harmonioso das Nações. A guerra tornou-se a prioridade. O que temos assistido até agora é a disrupção dos circuitos do comércio mundial.

As sanções ocidentais, justamente aplicadas como instrumento condicionante das aspirações imperialistas de Putin, estão a contribuir para desregular o equilíbrio que existia na sensível malha da globalização. Que, convenhamos, está a correr sérios riscos. Em maio de 2022, em relação a maio de 2021, as exportações para a Rússia dos países que aderiram às sanções caíram 60% e as exportações dos países que não aderiram caíram 40%.

Isto inclui a China que viu diminuir, consideravelmente, as suas exportações para a Rússia. A juntar a isto a Europa, primeiro consumidor dos produtos chineses, olha com desconfiança a sua dependência do mercado chinês. Não parece ser saudável para as democracias a excessiva dependência de regimes autocratas!

Para além dos perigos que a guerra introduziu na malha sistémica da globalização, há um novo alinhamento na geografia política mundial. O mais significativo sinal disso é o crescimento da NATO e a entrada das neutrais Suécia e Finlândia na lógica de uma possível confrontação com Moscovo. O que Putin pensava ser um passeio sem complicações até Kiev foi a semente de uma nova ordem mundial.

Os países ocidentais fazem agora contas ao seu PIB para alcançar os 2% dedicados aos orçamentos da guerra. Claro que isto prejudica as agendas ambiental, social, do desenvolvimento económico. O que se gasta na guerra não se gasta em educação, em investimento produtivo, em ferramentas na defesa do ambiente. Façam favor de agradecer a Putin!

No plano da geo-estratégia estão a desenhar-se, mais nitidamente, dois blocos. A NATO, alinhada à Europa fez da Rússia o seu inimigo principal. O novo Conceito Estratégico da NATO faz subir para 300 mil o número de homens em prontidão para qualquer eventualidade.

O Ocidente tem um olho na Rússia, mas vai também olhando de soslaio para a China. Do G7 fala-se já do G12, que na lógica da prevenção de um conflito com a China incluem alguns “tigres asiáticos” entre eles a Austrália, Nova Zelândia, Coreia do Sul e Japão.

E, nesta lógica, os países do G7 dedicaram a verba de 600 biliões de dólares como contraponto à iniciativa chinesa da Nova Rota da Seda. Vejam, portanto, onde já vai a harmonia entre Estados e a desconfiança que está a gerar-se. Agradeçam, se faz favor, ao sr. Putin.

Entretanto a guerra vai continuar. Provavelmente, por muito e maus anos. O presidente Macron deve estar arrependido de se preocupar tanto com a humilhação de Putin quando este, há escassos dias, lhe respondeu que preferia ir jogar hóquei no gelo do que reunir-se com Macron e Biden para acabar com a guerra. De humilhações estamos pois conversados!

Há, assim, sinais mais palpáveis do surgimento de uma nova ordem mundial. Não é por acaso que Putin resolve promover uma reunião dos BRIC (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) para contrapor a um Ocidente mais prevenido, mais vigilante, mais preocupado em manter unidas as suas hostes.

Pouco a pouco vai-se desenhando uma nova ordem mundial. Que é mais disruptiva, mais perigosa, mais beligerante, menos global, menos diplomática. Nesta nova ordem mundial o Ocidente despertou. E quem lhe abriu os olhos foi Putin!

Jornalista

Diário de Notícias
António Capinha
01 Julho 2022 — 00:07

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1322: Governo estende até ao final de Julho comparticipação de testes à covid-19

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/TESTES

O preço máximo para efeitos de comparticipação é de 10 euros. Apenas abrangidos testes prescritos pelo SNS e realizados nas farmácias de oficina.

© zoranm/Getty Images

O Governo estendeu o prazo de comparticipação de testes rápidos de antigénio de uso profissional à covid-19 prescritos pelo Serviço Nacional de Saúde até ao final de Julho, avançou esta quinta-feira o Ministério da Saúde.

“A portaria que estabelece o regime excepcional e temporário de comparticipação de testes rápidos de antigénio (TRAg) de uso profissional prescritos pelo SNS e realizados nas farmácias de oficina será prorrogada até ao final do mês de Julho”, refere o Ministério da Saúde numa resposta à agência Lusa.

Na anterior portaria, assinada pelo secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, a medida era aplicada até esta quinta-feira e justificada com a incidência muito elevada da pandemia de covid-19.

A portaria sublinhava a relevância da realização de testes de diagnóstico para despiste de infecção por SARS-CoV-2, tanto para referenciação de pessoas sintomáticas como para detecção precoce de casos confirmados.

Segundo a anterior portaria, o preço máximo para efeitos de comparticipação é de 10 euros.

No âmbito deste regime, os testes rápidos de antigénio à covid-19 estão disponíveis em 1.502 farmácias e 718 laboratórios do país, segundo dados da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed).

Há ainda 148 estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde onde estes testes podem ser realizados gratuitamente.

Diário de Notícias
DN/Lusa
30 Junho 2022 — 16:26

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1321: Notas à margem da Cimeira da NATO

OPINIÃO

A Suécia e a Finlândia parecem ter aceitado, sem grandes discussões, as exigências impostas por Recep Tayyip Erdogan. A prioridade absoluta, para ambos, era avançar rapidamente com o processo de adesão à NATO.

Pouco antes do anúncio do acordo entre os dois países candidatos e o presidente da Turquia, o prognóstico que prevalecia era que o impasse se iria arrastar por algum tempo, talvez mesmo até às eleições presidenciais turcas, previstas para Junho do próximo ano. Erdogan teria a ganhar com a continuação do bloqueio, na frente política interna.

A sua recusa seria continuamente propagandeada como uma posição nacionalista, uma demonstração de poder, numa altura em que o povo turco se sente marginalizado pelos ocidentais, em particular pela União Europeia.

Ao levantar a ameaça de veto, momentos antes da abertura oficial da cimeira da NATO de Madrid, Erdogan surpreendeu-nos. Disseram-nos, depois, que isso mostrou a coesão que existe no seio da Aliança Atlântica. Sou dos que não compram essa narrativa. E, uma vez conhecidos os termos do acordou, ficou claro que Erdogan ganhou o braço de ferro.

As cedências suecas e finlandesas levantam vários tipos de preocupações. Menciono duas de seguida, sem falar do desassossego que decorre da submissão a um déspota. E sem esquecer que a chantagem irá continuar, até ao momento da ratificação das adesões pelo parlamento turco.

Primeiro, por mostrarem que existe um enorme receio, no que diz respeito a uma possível agressão vinda de Moscovo. Dito de outra maneira, os nórdicos estão na verdade convencidos que a Rússia de Vladimir Putin representa uma séria ameaça para a paz nessa região do continente europeu.

Segundo, porque o acordo prevê a possibilidade de extradições de militantes curdos e outros refugiados que o autocrata de Ancara tenha na linha de mira. Sabemos que Erdogan não dá qualquer valor aos direitos humanos nem à independência do sistema de justiça no seu país.

É aliás uma aberração ter um regime desse tipo à frente do segundo maior país membro da Aliança Atlântica. Mas também é verdade que os regimes – e os ditadores – passam, não são eternos. Pode acontecer que no próximo ano Erdogan perca as eleições e a Turquia volte às práticas democráticas.

Então, mais tarde ou mais cedo, uma das reformas a fazer será incluir no tratado da organização a possibilidade de suspensão de um dos membros, enquanto durar uma situação semelhante à que se vive actualmente na Turquia. Hoje, essa possibilidade não existe e bem falta faz.

Para além da aprovação do novo conceito estratégico, o desfecho do que está a acontecer na Ucrânia é que será verdadeiramente transformador. A cimeira de Madrid reconheceu que não se pode deixar a Rússia vencer o conflito que provocou. Nos tempos de hoje, a violação da lei e da ordem internacionais não deve trazer vantagens para o infractor.

Já a reunião do G7, uma cimeira algo confusa nas vésperas do encontro de Madrid, havia chegado à mesma conclusão. Mas uma declaração desse tipo só tem valor se for traduzida em acções concretas que impeçam a vitória de Moscovo.

Infelizmente, diria que não estamos no bom caminho. Existe mesmo o risco, se nada mais nem mais urgente se fizer, de assistirmos à progressiva destruição da Ucrânia. A actual dinâmica de guerra de desgaste joga a favor da Rússia, por várias razões.

A Rússia tem como trunfos uma economia marcadamente mais forte, meios militares mais vastos e uma filosofia de guerra que se baseia na destruição das infra-estruturas e das zonas urbanas, aniquilando modos de vida e criando o terror no seio das populações civis vítimas da agressão.

As democracias europeias não podem ganhar esta batalha vital sem um empenho mais profundo, acelerado e bem explicado aos cidadãos. Ao ritmo actual, a ajuda em armamento não chegará a tempo, nem será suficiente. Mais ainda: só, a Ucrânia não terá a força necessária para repor a sua soberania. Veremos, nos próximos tempos, se a cimeira de Madrid teve em conta estas evidências, ao prometer à Ucrânia o apoio firme e continuado dos membros da Aliança Atlântica.

Conselheiro em segurança internacional.
Ex-secretário-geral-adjunto da ONU

Diário de Notícias
Victor Ângelo
01 Julho 2022 — 00:15


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1320: Adesão à greve dos trabalhadores do sector da saúde ronda 80%

SAÚDE/GREVES

A paralisação, que exclui médicos e enfermeiros, foi motivada por reivindicações antigas que continuam sem resposta.

© D.R

A adesão à greve desta sexta-feira dos trabalhadores do sector público da saúde, excepto médicos e enfermeiros, rondava até às 08:50, os 70 a 80%, segundo fonte sindical, adiantando que há perturbações nas consultas e atendimento.

“Tal como esperávamos, a adesão à greve de hoje [sexta-feira] ronda os 70 a 80%. Os efeitos da greve, que abrange todos os trabalhadores da saúde, excepto médicos e enfermeiros, dos serviços tutelados pelo Ministério da Saúde, como hospitais ou centros de saúde, estão a fazer-se sentir sobretudo no atendimento e nos serviços de consultas do continente e das regiões autónomas”, disse à Lusa o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (Sintap).

De acordo com José Abraão, os trabalhadores estão “desesperados” e “querem ver resolvidos problemas que se arrastam há anos”.

“Na quinta-feira, fomos informados que está marcada para dia 27 deste mês uma reunião com o Ministério da Saúde para tentar resolver os problemas dos trabalhadores”, disse.

A paralisação, convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS), foi motivada por reivindicações antigas que continuam sem resposta.

A 7 de Junho, a coordenadora da Federação disse que os trabalhadores estavam “há muitos anos à espera de concretização e de resolução dos seus problemas.

Em concreto, a coordenadora da FNSTFPS falou em problemas que afectam auxiliares de acção médica, técnicos superiores de saúde e técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, e que acentuam a instabilidade nos serviços de saúde e prejudicam o Serviço Nacional de Saúde.

“São situações que poderão parecer diversas e distantes, mas que no seu conjunto criam uma desmotivação aos trabalhadores da saúde, que em termos de retenção de trabalhadores na saúde em nada beneficia”, referiu.

Elisabete Gonçalves denunciou sobretudo problemas relacionados com a carreira desses profissionais, reivindicando a reposição da carreira de técnico auxiliar, e criticando também a alteração da carreira dos técnicos superiores de diagnóstico que “não traduz as especificidades destes trabalhadores”.

“Quanto aos técnicos superiores de saúde, há anos que lutam por procedimentos concursais de promoção que não estão a ser feitos, o que limita a valorização destes trabalhadores”, explicou a coordenadora.

A greve é dirigida a todos os trabalhadores de Portugal continental e da região autónoma dos Açores, e foi antecedida, na quinta-feira, de uma paralisação na região autónoma da Madeira.

Diário de Notícias
DN/Lusa
01 Julho 2022 — 09:40

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1319: Embalagens de plástico para refeições prontas sujeitas a taxa de 30 cêntimos

SOCIEDADE/EMBALAGENS/TAXAS

A partir de 1 de Janeiro de 2023 aplica-se o mesmo nas embalagens de alumínio ou multi-material com alumínio.

© Global Imagens

As embalagens de plástico de uso único para refeições prontas a consumir estão a partir de hoje sujeitas a uma taxa de 30 cêntimos, uma medida que tinha sido anunciada para Janeiro e adiada devido à pandemia de covid-19.

Segundo a lei, a taxa aplica-se a partir de hoje a embalagens de utilização única de plástico ou multi-material com plástico, e aplica-se a partir de 01 de Janeiro de 2023 nas embalagens de alumínio ou multi-material com alumínio.

Em causa estão nomeadamente as embalagens para ‘takeaway’ e as das entregas a domicílio.

A medida destina-se a fomentar a introdução de sistemas de embalagens reutilizáveis na restauração e promover a redução de embalagens de utilização única.

“O fornecimento de refeições em regime de pronto a comer e levar ou com entrega ao domicílio revela uma clara tendência de crescimento tendo como resultado directo o aumento do consumo de embalagens de utilização única, o que torna ainda mais premente a introdução de medidas que permitam dissociar este crescimento do consumo de recursos e da produção de resíduos”, diz a portaria que regulamenta a mudança que hoje entra em vigor.

O documento lembra que os estabelecimentos que forneçam refeições prontas a consumir em regime de pronto a comer e levar já são obrigados a aceitar que os seus clientes utilizem os seus próprios recipientes, pelo que há uma alternativa ao pagamento da contribuição.

As receitas da taxa serão dirigidas em metade para o Estado e 40% para o Fundo Ambiental, pode ler-se também na portaria.

O Governo já tinha proibido a partir de Novembro do ano passado a colocação no mercado de outros produto de plástico de uso único, como a palhinhas ou cotonetes, talheres e pratos, varas para balões ou copos, transpondo parcialmente uma directiva europeia.

Na norma que entra hoje em vigor há algumas excepções, uma delas para as embalagens que acondicionem refeições prontas a consumir que não são embaladas no estabelecimento de venda ao consumidor final, “uma vez que o estabelecimento não controla nestes casos o embalamento do produto, não permitindo assim que o consumidor tenha uma alternativa”, justifica-se.

Diário de Notícias
Lusa/DN
01 Julho 2022 — 07:15

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1317: Monkeypox. Surto terá tido origem única e vírus tem mais de 50 mutações

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/MUTAÇÕES

O estudo do INSA sobre a sequenciação genética do vírus Monkeypox refere a origem única do surto mas indica que potencialmente terão existido várias introduções em países diferentes e salienta o número anormalmente elevado de mutações do vírus, uma média de 50.

© Reinaldo Rodrigues Global Imagens (Arquivo)

Uma investigação do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA) sugere que o surto de ‘monkeypox’ tenha uma única origem e que o vírus tem um número “anormalmente elevado” de mutações, tendo em conta as suas características.

O estudo do INSA sobre a sequenciação genética do vírus ‘Monkeypox’, publicado na revista científica Nature Medicine, refere a origem única do surto mas indica que potencialmente terão existido várias introduções em países diferentes e salienta o número anormalmente elevado de mutações do vírus, uma média de 50, contrariando expectativas da comunidade científica tendo em conta as características do agente em causa.

“A origem mais provável do vírus que está a causar o surto de ‘monkeypox’ mundialmente em 2022 é um vírus ancestral comum que terá causado um surto na Nigéria em 2017 e que tenha sido responsável também pela exportação de alguns casos em 2018 e 2019 para o Reino Unido, Singapura e Israel”, disse esta quinta-feira à Lusa o investigador do INSA João Paulo Gomes, que liderou o estudo.

A hipótese mais plausível será a de que a linhagem original tenha continuado a circular na Nigéria ou em países vizinhos ao longo dos últimos cinco anos e tenha acumulado mutações nesse processo.

De acordo com esta teoria, algumas pessoas infectadas terão viajado, provavelmente nos meses de Março ou Abril de 2022, para países não endémicos como Portugal, Reino Unido e Espanha e iniciado cadeias de transmissão.

Relativamente às características do vírus, o responsável da Unidade de Investigação do Núcleo de Genómica e Bioinformática do Departamento de Doenças Infecciosas do INSA disse que os investigadores ficaram surpreendidos quando se aperceberam que existiam “muito mais mutações do que o que era esperado”.

Investigadores observaram “um vírus muito evoluído”

“Se ele provêm, muito provavelmente, do vírus da Nigéria, que circulou há cerca de cinco anos, e esperando uma taxa de mutação perfeitamente descrita de cerca de uma, não mais de duas, mutações por ano, não seria expectável que tivéssemos um vírus a circular agora e a causar este surto massivo com mais de dez mutações. No entanto, encontrámos uma média de 50 mutações no vírus que sequenciámos e isto fez com que apelidássemos de uma evolução acelerada”, salientou.

O que os investigadores observaram foi “um vírus muito evoluído” relativamente ao que estavam à espera, mas João Paulo Gomes referiu que não é conhecido “qual o impacto destas mutações em termos de maior ou menor transmissão, em termos de maior ou menor severidade”.

O investigador adiantou que “um número muito significativo” das mutações tinha como alvo proteínas do vírus que estão associadas à interacção com as proteínas humanas, em particular com o sistema imunitário, o que “sugere claramente um processo de adaptação” aos humanos.

“A maior parte das mutações parecem resultar de um mecanismo de defesa do próprio ser humano, que actua normalmente com vista a modificar geneticamente o vírus invasor de forma a controlar a infecção, podendo, no entanto, acontecer que, por má regulação deste sistema, as mutações criadas no vírus não lhe sejam prejudiciais, o que parece ter sido exactamente o que aconteceu com o vírus ‘Monkeypox’ de 2022”, rematou.

Em Portugal, já foram reportados 402 casos de ‘Monkeypox’.

Até 27 de Junho, tinham sido reportados um total de 4.357 casos em 48 países.

Diário de Notícias
DN/Lusa
30 Junho 2022 — 14:12

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1316: Portugal ultrapassa os 400 casos de infecção humana por vírus Monkeypox

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/INFECÇÕES

Confirmados mais 11 casos infecção humana por vírus Monkeypox, elevando para 402 o número total de infectados em Portugal, anuncia a DGS.

© Telmo Pinto / Global Imagens (Arquivo)

Há agora 402 casos de infecção humana por vírus Monkeypox em Portugal, segundo informou esta quinta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS). Foram confirmadas mais 11 infecções face à actualização do dia anterior.

Até ao momento, Lisboa e Vale do Tejo continua a registar o maior número de casos, tendo sido reportadas infecções nas restantes regiões do continente (Norte, Centro, Alentejo e Algarve) e na Região Autónoma da Madeira.

Os casos confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) “mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”, indica a autoridade nacional da saúde.

“Todas as infecções confirmadas são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos”, lê-se na nota divulgada no site da DGS.

Na actualização é referido que uma pessoa que esteja doente deixa de estar infecciosa apenas após a cura completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas, período que poderá, eventualmente, ultrapassar quatro semanas.

Os sintomas mais comuns da doença são febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dor nas costas, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos com o aparecimento progressivo de erupções que atingem a pele e as mucosas.

A informação recolhida através dos inquéritos epidemiológicos está a ser analisada para contribuir para a avaliação do surto a nível nacional e internacional, refere a autoridade de saúde, acrescentando que continua a acompanhar a situação a nível nacional em articulação com as instituições europeias.

Diário de Notícias
DN
30 Junho 2022 — 12:42

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Amnistia Internacional: Rússia cometeu um “claro crime guerra” contra teatro de Mariupol

INVASÃO DA UCRÂNIA/CRIMES DE GUERRA SOVIÉTICOS

© EPA/Leszek Szymanski

Uma extensa investigação da Amnistia Internacional (AI) conclui que as forças militares russas cometeram um “claro crime de guerra” quando atacaram o teatro da cidade ucraniana de Mariupol em Março, matando cerca de cerca de 600 pessoas.

“Após meses de investigação rigorosa, análise de imagens de satélite e entrevistas com dezenas de testemunhas, concluímos que o ataque foi um claro crime de guerra cometido pelas forças russas”, disse a secretária-geral da AI, Agnès Callamard.

“Muitas pessoas ficaram feridas ou perderam a vida neste ataque implacável. É provável que as suas mortes tenham sido causadas pelo ataque deliberado de civis ucranianos pelas forças russas”, salientou.

Agnès Callamard sublinhou que “o Tribunal Penal Internacional e todos aqueles que têm jurisdição sobre os crimes cometidos durante este conflito devem investigar os ataques como um crime de guerra”.

Em maio, uma investigação da agência de notícias AP descobriu que cerca de 600 pessoas morreram no ataque ao teatro, o dobro do número estimado por Kiev, na ocasião.

Entre 16 de Março e 21 de Junho, a AI analisou de forma detalhada provas digitais, imagens de satélite, 52 testemunhos em primeira mão de sobreviventes e pessoas que presenciaram o ataque, plantas de arquitectura do edifício e material autenticado de fotografia e vídeo.

Num novo relatório, intitulado “‘Children’: The Attack on the Donetsk Regional Academic Drama Theatre in Mariupol” (“Crianças: Teatro Dramático Regional Académico de Donetsk em Mariupol”, em tradução simples), a organização não governamental (ONG) documenta como os russos atacaram a infra-estrutura, mesmo sabendo da existência de centenas de civis, incluindo crianças.

Entrevistando vários sobreviventes e recolhendo vários dados informáticos, a equipa de Resposta a Crises da AI concluiu que o ataque foi quase certamente realizado por aviões de guerra russos que lançaram duas bombas de 500 quilogramas (kg) que caíram junto uma da outra e detonaram simultaneamente.

A AI contratou um físico para criar um modelo matemático da detonação, para determinar o peso explosivo líquido da explosão que seria necessário para causar o nível de destruição detectado no teatro.

A conclusão, segundo a ONG, foi que as bombas tinham um peso explosivo líquido de 400/800 kg.

Por seu lado, com base nos dados disponíveis sobre as bombas russas, a AI estimou que as ramas eram provavelmente duas bombas de 500kg do mesmo modelo, dando um peso total explosivo líquido entre 440 e 600kg.

As aeronaves do Exército russo com maior probabilidade de realizar o ataque eram caças multi-funcionais — como os modelos Su-25, Su-30 ou Su-34 — baseados em aeródromos da Rússia próximos e frequentemente vistos a operar no sul da Ucrânia.

Após examinar várias teorias, a investigação conclui que um ataque aéreo deliberado contra um alvo civil era a explicação mais provável.

De acordo com a AI, sobreviventes e outras testemunhas admitiram terem visto cadáveres que não conseguiram identificar, sendo provável que muitas mortes estejam ainda por relatar.

O Teatro Drama de Mariupol, na região de Donetsk, tornou-se um porto seguro para os civis que procuravam abrigo dos combates.

Além de ser um centro de distribuição de medicamentos, alimentos e água, e um ponto de encontro designado para as pessoas que esperavam ser retiradas em corredores humanitários, o edifício, naquela cidade cercada, era reconhecível como uma infra-estrutura civil, segundo a AI.

Lusa

Diário de Notícias
30 jun 01:10

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1312: Portugal já tem quase 400 casos de infecção humana por vírus Monkeypox

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/INFECÇÕES

Registados 391 casos de infecção humana por vírus Monkeypox em Portugal, mais 18 do que no dia anterior, indicou a DGS. Pela primeira vez, Madeira reporta infecções.

© Gonçalo Villaverde/Global Imagens (Arquivo)

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) confirmou esta quarta-feira mais 18 casos de infecção humana por vírus Monkeypox, elevando para 391 o número total de infectados em Portugal.

Lisboa e Vale do Tejo regista o maior número de casos, havendo também infecções reportadas nas restantes regiões do continente (Norte, Centro, Alentejo e Algarve) e, pela primeira vez, na Região Autónoma da Madeira.

Os casos confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) “mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”​

A DGS refere ​​​​que “todas as infecções confirmadas são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos.”

Em actualização

Diário de Notícias
DN
29 Junho 2022 — 12:04

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