216: PCP anuncia voto contra o Orçamento de Estado na generalidade

– ““Neste contexto, face aos compromissos e sinais dados, o PCP votará contra este Orçamento de de Estado”, anunciou. “O PCP não prescinde de lutar em todas as circunstâncias pela defesa e conquista de direitos, por uma resposta aos problemas do país” (Jerónimo de Sousa/PCP).

Mas em tempo algum, tu e os teus kamaradas, querem lá saber da defesa e conquista de direitos dos Trabalhadores ou do Povo Português? Quando deixarem o bafio da ideologia lenista/stalinista, talvez não percam tantos eleitores e votos em cada eleição!


OE2022/POLÍTICA/PARTIDOS

O PAN e as deputadas não inscritas, Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira, anunciaram a abstenção na votação na generalidade do Orçamento de Estado para 2022.

© RUI MINDERICO/LUSA

Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP anunciou, esta segunda-feira, que o partido vai votar contra na votação na generalidade do Orçamento de Estado para 2022 (OE2022).

“A questão que se coloca é a de saber se há disponibilidade para uma resposta mais global e decisiva que não pode ser adiada, independentemente de uma ou outra medida pontual. Portugal não precisa de um orçamento qualquer”, afirmou, em conferência de imprensa.

Portugal, disse Jerónimo de Sousa, “precisa de uma resposta os problemas existentes”, que aumentam à medida que não são enfrentados. “Há condições e meios para lhes responder”, defendeu.

“Neste contexto, face aos compromissos e sinais dados, o PCP votará contra este Orçamento de de Estado”, anunciou. “O PCP não prescinde de lutar em todas as circunstâncias pela defesa e conquista de direitos, por uma resposta aos problemas do país”.

A avaliação decisiva é também sobre o que não está no orçamento, disse o deputado. “Não há futuro para um país baseado em baixos salários”, referiu também Jerónimo de Sousa.

Questionado sobre se este voto é irreversível até quarta-feira, dia da votação do documento na generalidade, Jerónimo de Sousa respondeu que “foram longas as horas”de discussão, de confrontos de posicionamento e de propostas”. “Ainda no sábado, foram largas horas na procura de soluções”.

Também esta segunda-feira, a porta-voz do PAN – Pessoas-Animais-Natureza, Inês Sousa Real, anunciou que o partido vai abster-se na votação generalidade do documento.

“O PAN, após ponderada análise do OE2022 e do acolhimento das várias medidas na generalidade, não pode deixar de referir que o esforço de diálogo e de negociação, sem com isso perder qualquer exigência, é maior para toda e qualquer força política atendendo à situação actual do país, e foi isso que o PAN procurou fazer”, referiu a deputada.

Afirmou que pelo balanço que o partido fez, tendo em conta as medidas que foram acolhidas pelo Executivo, “ainda existe abertura” para se poder negociar nos próximos dias.

“O PAN, partindo de uma posição responsável e de diálogo, vai abster-se na generalidade. Continua tudo em aberto em relação à votação final global”, disse, no entanto, a porta-voz do do partido.

Deputadas não inscritas anunciaram que vão abster-se na generalidade

Antes, as deputadas não inscritas Cristina Rodrigues e Joacine Katar Moreira também anunciaram que vão abster-se da votação na generalidade do documento.

Eu abstenho-me na generalidade, obviamente com um olho na especialidade. Este é um orçamento que ainda tem imenso espaço de melhoria, nomeadamente no investimento inequívoco no SNS, no aumento do rendimento das famílias”, anunciou Joacine Katar Moreira em entrevista à TSF.

A deputada avisou, no entanto, que não só necessário que o Executivo “ouça muito mais os partidos à esquerda”, mas também que os partidos de esquerda ouçam “com mais humildade” os seus militantes.

Já a deputada Cristina Rodrigues considerou que a opção pela abstenção é “o voto responsável”, mas diz que aguarda acolhimento de novas propostas na especialidade.

Em comunicado, a ex-deputada do PAN considera que o documento “tem pontos positivos e tenta responder” às necessidades provocadas pela pandemia, mas “mantém insuficiências em áreas” como a igualdade de género, o sector da cultura e as políticas de bem-estar animal.

Atendendo às circunstâncias actuais, em que finalmente se está a conseguir controlar a pandemia, a estabilidade política é fundamental para facilitar a recuperação económica do nosso país. A abstenção parece-me o voto responsável. Considero que a proposta do Governo pode ser melhorada em sede de especialidade e, atendendo à sua abertura para acolher novas propostas, julgo que estamos em condições de viabilizar o Orçamento na generalidade”, justifica.

O Orçamento do Estado tem votação na generalidade marcada para quarta-feira.

O BE anunciou no domingo que votará contra o Orçamento do Estado para o próximo ano na generalidade se não existirem novas aproximações ao Governo, mas mantém disponibilidade para continuar a negociar até quarta-feira.

Diário de Notícias
DN
25 Outubro 2021 — 12:14