1184: Festas populares podem resultar em 350 mil contágios directos

– Lá vêm eles novamente com as teorias da conspiração! [ironia 🙂 ]. Vê-se logo que a maralha da imagem está toda com máscara e respeitam os DOIS METROS de distância!

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/CONVID-19/INFECÇÕES/FESTAS POPULARES

A propagação do vírus será maior nas festas dos santos populares das duas maiores cidades do país, “onde poderemos ter um mínimo de 60 mil contágios nos dias mais movimentados em Lisboa e 45 mil no Porto.

© Gonçalo Villaverde / Global Imagens

As festas populares poderão resultar em 350 mil contágios directos no país, prevê o relatório do Instituto Superior Técnico (IST) sobre a pandemia da covid-19, que reforça a recomendação para o uso de máscara.

“Todas as festas populares no país poderão traduzir-se num total de contágios directos num mínimo de 350 mil, podendo atingir valores mais elevados se novas variantes entrarem em Portugal”, estima a análise de risco elaborada pelo grupo de trabalho do IST que acompanha a evolução da covid-19 em Portugal e que a agência Lusa teve acesso esta quarta-feira.

O documento antecipa também que o número de contágios pelo coronavírus SARS-CoV-2 “produzidos sem máscara, com os níveis actuais de susceptíveis de infecção, em eventos como o Rock in Rio seja de 40 mil no total“.

A propagação do vírus será maior nas festas dos santos populares das duas maiores cidades do país, “onde poderemos ter um mínimo de 60 mil contágios nos dias mais movimentados em Lisboa e 45 mil no Porto“, adianta o relatório produzido por Henrique Oliveira, Pedro Amaral, José Rui Figueira e Ana Serro, que compõem o grupo de trabalho coordenado pelo presidente do Técnico, Rogério Colaço.

“Reforçamos a recomendação do uso de máscara em grandes eventos de massas ao ar livre, em festas populares, em concertos e eventos em ambiente fechado, nos transportes públicos e em contexto laboral quando há proximidade entre trabalhadores inferior a dois metros”, alertam os especialistas do Técnico.

Segundo a avaliação do IST, com os dados de domingo, a mortalidade acumulada a 14 dias por um milhão de habitantes “é agora de cerca de 56”, valor que é 2,75 vezes mais do que o preconizado pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) para a redução das medidas de controlo da pandemia.

“Este número, superior a 40 óbitos por dia em média a sete dias, é elevado e é superior à média diária anual de óbitos por doenças respiratórias pré-pandemia, que ronda os 33”, salienta ainda o documento, ao sublinhar que só a covid-19 “é responsável por mais óbitos do que todas as outras doenças respiratórias reunidas em média anual”.

O relatório do IST refere que a mortalidade apresenta uma “tendência ainda de subida, prevendo-se o pico para depois do dia 15 de Junho e até final do mês”, uma projecção que “pode falhar, por defeito, se os contágios devido às festas populares forem descontrolados ou se surgirem novas variantes”.

Os peritos do Técnico adiantam também que os dados indicam uma descida nominal dos casos testados, mas sublinham ter “dúvidas” sobre essa efectiva descida, tendo em conta que uma positividade dos testes acima dos 60% pode indiciar que existam “mais casos assintomáticos ocultos que contribuem para novos contágios”.

“Actualmente, com o défice de informação oficial, apenas a análise da mortalidade diária permitirá confirmar, nos próximos dias, a efectiva monitorização actual dos novos casos”, sublinha o documento.

Relativamente à sexta vaga, o relatório refere que o pico já terá sido ultrapassado, mas pode haver um “recrudescimento de contágios a partir das festas de Junho, admitindo que ainda existem 45% de susceptíveis à variante Ómicron no país”.

O grupo de trabalho do IST salienta que o período entre vagas pandémicas está entre 115 e 120 dias, o que deve levar as “autoridades de saúde a adaptar a sua estratégia a esta periodicidade”.

“Há uma indicação que no início de Setembro, com um erro de 15 a 20 dias, teremos o início de uma nova vaga pandémica”, referem os especialistas do Técnico, que estão a modelar os seus sistemas dinâmicos a factores como a perda de imunidade natural e adquirida com a vacinação contra a covid-19.

Face à actual situação do país, o Indicador de Avaliação da Pandemia (IAP) do IST e da Ordem dos Médicos está nos 81,4 pontos, acima do “nível de alarme”, valor que aconselha ao reforço da monitorização e a “passar a mensagem de que o perigo pandémico ainda não terminou, sobretudo com os festejos populares e grandes eventos de massas em Junho”.

O IAP combina a incidência, a transmissibilidade, a letalidade e a hospitalização em enfermaria e em cuidados intensivos, apresentando dois limiares: o nível de alarme, quando atinge os 80 pontos, e o nível crítico, quando chega aos 100 pontos.

“Se a hipótese da perda de imunidade se verificar, estas vagas vão se suceder de forma periódica ao longo dos anos. A única forma de quebrar estes ciclos será com vacinas de nova geração. A teoria e a história indicam também que as ondas pandémicas se irão atenuando ao longo dos ciclos repetidos até o vírus se tornar endémico”, conclui o relatório do grupo de trabalho do IST.

Diário de Notícias
Lusa/DN
08 Junho 2022 — 07:05


 

1168: DGS pede cautela nos santos (populares)

“Graça Freitas frisa que ‘é nossa obrigação’ manter medidas de prevenção. Em Maio, a covid-19 matou 18 vezes mais do que há um ano.” Ó senhora directora-geral da saúde, acha que os grunhos labregos sentem ser “obrigados” a manter as medidas de prevenção? Desconheço a data da imagem abaixo, mas dado que as festas já começaram, basta olhar para essa gajada SEM MÁSCARA E TUDO AO MOLHO para aferir da manutenção das medidas de segurança!

Graça Freitas admite preocupação com nível elevado da epidemia. A dirigente frisa que ‘é nossa obrigação’ manter medidas de prevenção. Em maio, a covid-19 matou 18 vezes mais do que há um ano.

AFP

Após uma interrupção de dois anos, devido à pandemia de covid-19, Lisboa volta a festejar os Santos Populares sem restrições, com festas a despontar em todo o país. No entanto, devido ao elevado número de infectados Graça Freitas mostrou estar preocupada com os festejos que se avizinham.

«Olho [para os festejos] com cautela e com alguma preocupação, mas não com alarme. É verdade que temos um número bastante elevado acima dos 80 anos e também na faixa etária dos 70 aos 79. Mas neste momento, apesar de tudo, atingimos em termos de novos casos por dia, um planalto», explicou, em declarações ao Fórum TSF, a directora-geral da Saúde, assumindo «alguma preocupação» perante os números verificados.

De seguida, a dirigente deixou claro que a população «deve estar atenta» ao elevado número de infectados na medida em que, ainda que «a letalidade e a gravidade sejam baixas, se houver muitos casos na população, obviamente teremos mais internamentos e mais mortes». «Temos de olhar para isto com respeito, humildade, atenção e contrariar, que é o nosso papel, a tendência expansionista do vírus», frisou.

«Neste momento, há uma carga tão grande de vírus em circulação que é nossa obrigação, como comunidade, como serviços, como médicos, como Ministério da Saúde, fazer aquilo que estiver na nossa mão de medidas de protecção», realçou, apelando aos portugueses que mantenham as medidas de segurança apreendidas nos últimos dois anos, como a desinfecção das mãos ou a utilização de equipamento de protecção individual.

«É óbvio que nós nos vamos aproximar, de um período, o período das festas dos Santos Populares, que por si só, é um período de risco», salientou, sendo que os dados avançados, esta sexta-feira,  pela Direcção Geral da Saúde (DGS), indicam que Portugal registou esta quinta-feira quase 30 mortes e mais de 25 mil casos por covid-19.

Estes são os números mais baixos da semana – o número de mortes esteve sempre acima das 30 e o de casos acima de 26 mil. Importa mencionar que Lisboa e Vale do Tejo tem um Rt de 1,06, o Algarve de 1, os Açores de 1,16 e a Madeira de 1,22. Em Maio, como o i avançou esta semana, morreram 863 pessoas com covid-19 em Portugal, 18 vezes mais do que há um ano. Foi o mês de Maio com o maior nível de mortalidade por todas as causas pelo menos desde 1980, com mais de 10 mil mortes, 1.500 acima da média dos últimos cinco anos.

«Estou de facto preocupada. Com o aproximar dos Santos, vamos ter mais oportunidades de que a transmissão se faça. O apelo é um apelo a cada um para agir em conformidade com este risco. Obviamente que é impossível travar o movimento dos Santos Populares e das festas e dos ajuntamentos. Mas pelo menos até lá não aumentar a carga de doença, não a aumentar quantidade de vírus que ainda circula entre nós e chegar a esses dias numa situação mais confortável», concluiu Graça Freitas.

SOL
Maria Moreira Rato
maria.rato@newsplex.pt
5 de Junho 2022 às 10:11


 

1120: Mais de metade dos portugueses contra fim do uso de máscaras

– Apenas os grunhos labregos rafeiros são contra o uso das máscaras, assim como continuam nas passeatas, festarolas de casamentos, baptizados, discotecas, etc., etc. e etc..

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/MÁSCARAS

Maioria continua a usar a protecção contra a covid-19. Satisfação com a forma como o país tem lidado com a pandemia é crescente, mas a situação ainda causa muita preocupação, sobretudo entre os mais velhos.

© Artur Machado / Global Imagens

Mais de metade dos portugueses está contra a decisão do governo de deixar cair a obrigatoriedade do uso de máscara de protecção contra a covid-19 nos espaços fechados. Muitos continuam a usá-la, sempre e às vezes, e só uma minoria (22%) admite que nunca a coloca. Apesar das críticas ao levantamento das máscaras, são cada vez mais os que consideram que Portugal tem lidado bem e muito bem com a pandemia.

A decisão de pôr fim às máscaras, com excepção dos serviços de saúde e transportes públicos, não agradou a 55% dos inquiridos na sondagem Aximage, realizada entre 19 e 24 de maio para o DN, JN e TSF. Outros 37% concordam com a decisão do governo e 8% não manifestaram opinião.

A maioria dos críticos é da região Norte, mas na Área Metropolitana do Porto, onde a pandemia também cresce a ritmo acelerado, há mais pessoas a concordar do que a discordar do alívio das máscaras. Olhando os grupos etários, salta à vista que são os mais velhos quem mais discorda do fim das máscaras. E o inverso também é notório: 49% dos inquiridos entre os 18 e os 34 anos acham que a decisão foi acertada.

22% nunca usam máscara

O comportamento dos portugueses parece acompanhar a crítica: 46% dos inquiridos garantem que continuam a usar sempre máscara e 32% referem fazê-lo às vezes. Apenas 22% dos inquiridos revelam que nunca usam máscara nos espaços onde já não é obrigatória.

Apesar de haver decisões que não convencem a maioria, são cada vez mais os portugueses satisfeitos com a forma como Portugal tem lidado com a pandemia: 49% consideram que o país tem estado “bem” e “muito bem”, 34% respondem “nem bem, nem mal” e 15% “mal ou muito mal”.

Comparativamente com os meses de Fevereiro e Julho do ano passado, há uma tendência crescente de respostas positivas e decrescente das negativas. A percentagem dos que respondem “nem bem, nem mal” não apresenta oscilações significativas.

As Áreas Metropolitanas do Porto e de Lisboa, bem como o Sul do país e as ilhas, são as regiões mais satisfeitas com a evolução da pandemia em Portugal nos últimos meses.

Mais velhos pessimistas

Embora quase metade da população (47%) acredite que o pior período já passou, ainda há 13% que olham para o actual momento como o mais grave e 16% que crêem que o pior está para vir. As pessoas entre os 35 e os 49 anos são as mais confiantes – 57% acreditam que o pior já passou -, enquanto os mais velhos, a partir dos 50 anos, estão mais pessimistas: 40% acham que o futuro reserva piores dias.

Um pessimismo que encontra eco no nível de preocupação que os portugueses parecem sentir perante a actual situação da pandemia em Portugal e no resto do mundo: 68% dizem estar “bastante” e “muito” preocupados. O número é relevante, mas já foi pior.

Em Novembro de 2020, quando Portugal entrava na segunda vaga da pandemia e ainda não havia vacinas, 92% dos inquiridos manifestaram muita e bastante preocupação com a mesma.

Face ao anterior período em análise (Julho de 2021), há menos pessoas a admitir muita preocupação (de 45% para 17%) e mais a revelar “bastante” preocupação (de 45% para 51%). A percentagem dos que se dizem “nem muito, nem pouco” preocupados subiu de 5% para 18%.

FICHA TÉCNICA:

A sondagem foi realizada pela Aximage para o DN, TSF e JN, com o objectivo de avaliar a opinião dos portugueses sobre a pandemia. O trabalho de campo decorreu entre os dias 19 e 24 de maio de 2022 e foram recolhidas 805 entrevistas entre maiores de 18 anos residentes em Portugal. Foi feita uma amostragem por quotas, obtida através de uma matriz cruzando sexo, idade e região (NUTSII), a partir do universo conhecido, reequilibrada por género, grupo etário e escolaridade. Para uma amostra probabilística com 805 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,017 (ou seja, uma “margem de erro” – a 95% – de 3,45%). Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem, Lda., sob a direcção técnica de Ana Carla Basílio.

ines@jn.pt

Diário de Notícias
Inês Schreck
28 Maio 2022 — 09:00


 

266: Parlamento rejeita transportes públicos gratuitos para pessoas com deficiência e desempregados

– Que o PPD, oriundo e com raízes da União Nacional do Estado Novo salazarista tenha votado contra este diploma do PEV, ainda aceito. Está de acordo com as suas matrizes políticas que nada têm da social-democracia. Agora, que o PS se tenha aliado ao PPD, negando transportes gratuitos a deficientes e desempregados, é tremendamente injusto, reaccionário, próprio de um partido de direita! Gostava de ver os ministros, secretários de estado, assessores, deputados & afins deste partido, dito “socialista”, terem os mesmos rendimentos de um desempregado ou de deficientes em dificuldades de (sobre)vivência económica e terem de pagar TUDO, sem mordomias, sem extras que auferem pela via de estarem na política não para servir Portugal e o Povo, mas para benefício próprio e dos partidos a que pertencem. É NOJENTO, ABSURDO, DESUMANO, INDIGNO…!!!

SOCIEDADE/INJUSTIÇAS SOCIAIS

O projecto mereceu os votos contra de PS e PSD, a abstenção de CDS-PP, Chega e Iniciativa Liberal e os votos favoráveis de PEV, BE, PCP, PAN e das deputadas não inscritas Joacine Katar Moreira e Cristina Rodrigues.

A Assembleia da República rejeitou esta quarta-feira um projecto de lei do PEV para que a utilização de transportes públicos fosse gratuita para pessoas com deficiência, desempregados, menores de 18 anos e estudantes do ensino obrigatório.

O projecto mereceu os votos contra de PS e PSD, a abstenção de CDS-PP, Chega e Iniciativa Liberal e os votos favoráveis de PEV, BE, PCP, PAN e das deputadas não inscritas Joacine Katar Moreira e Cristina Rodrigues.

De acordo com o diploma, o Partido Ecologista “Os Verdes” queria estabelecer uma “modalidade tarifária” que conferisse o direito “à gratuitidade na utilização dos serviços de transporte público colectivo de passageiros” para pessoas com deficiência “com um grau de incapacidade igual ou superior a 60%” e cidadãos desempregados inscritos no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

O partido queria também alargar esta gratuitidade a todos os estudantes do ensino obrigatório, “independente da idade”, e jovens “com idade igual ou inferior a 18 anos”.

Na sustentação do diploma, o PEV referia que, a propósito do esforço de “mitigação das alterações climáticas”, os transportes são uma das fontes “que mais contribui para as emissões de gases com efeito de estufa”.

Com o propósito de diminuir a utilização de automóveis pessoais, “Os Verdes” tinham como objectivo incentivar o recurso ao transporte público, tornando-o mais acessível para vários segmentos da população.

“Às pessoas com deficiência que tantas vezes vivem isoladas e ‘aprisionadas’ sobre os seus próprios condicionalismos ou limitações de deslocação, devem ser-lhes garantidas todas as condições para uma mobilidade adequada e desejada”, defendia o partido no texto do projecto de lei, no qual era referido ainda que os cidadãos desempregados, “sem rendimentos ou com parcos subsídios, precisam de se deslocar para procurar trabalho, sendo os transportes públicos determinantes para a sua capacidade de deslocação”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
24 Novembro 2021 — 17:50

170: Parlamento vota hoje subida do salário mínimo para 850 euros. Eis as posições de cada partido

– Gostava de ver esta cambada (sobre)viver com o SMN…!!! Dizem eles que são os “representantes” do Povo! Aldrabões! E ROUBAM quem menos tem para continuarem a encher a pança aos pançudos das off-shores! E ainda existe quem vote neles!

António Cotrim / Lusa

A proposta do PCP foi debatida ontem e vai a votos hoje. Sem surpresas, a esquerda vai votar a favor e a direita contra, mas o PS ainda não anunciou como vai votar.

Os deputados reuniram-se na quinta-feira e um dos temas debatidos foi o projecto de resolução do PCP que propõe o aumento do salário mínimo em 185 euros, dos actuais 665 para 850 euros mensais. Tal como seria de esperar, o debate dividiu muito as opiniões entre a esquerda e a direita.

O projecto de resolução n.º 1445/XIV/2ª pede ao governo que “aumente o salário mínimo nacional para os 850 euros” e recorda que “só em Janeiro de 2019 o SMN foi fixado em 600 euros, aumento esse que é inseparável da luta dos trabalhadores que o PCP valoriza”, sublinhando que o valor é “insuficiente para a reposição do poder de compra“.

Os comunistas recordam também que os dados do Boletim Estatístico de Agosto de 2021 mostram que das mais de 4,8 milhões de pessoas empregadas em Portugal, “em Abril de 2019, 25,6% auferia o salário mínimo nacional, o que correspondia a mais de 1 milhão e 200 mil trabalhadores”.

Na sessão de plenário, Diana Ferreira realçou que a proposta do PCP é “estrutural na valorização económica e social do país, bem como na valorização do trabalho e dos trabalhadores”.

“Não há país desenvolvido sem valorização dos salários”, referiu a deputada comunista, acrescentando que os aumentos estimulam o consumo e fazem a economia crescer e que são “determinantes” para corrigir a “injustiça, pobreza e agravamento da exploração” em Portugal.

Esquerda dá a mão aos comunistas

O Bloco de Esquerda apoia a proposta dos comunistas, considerando que o SMN actual é “demasiado baixo“, visto que os portugueses levam para casa “592 euros líquidos por mês”. Já se o valor fosse aumentado para 850, o salário líquido chegaria aos 750 euros.

José Soeiro refere também que o BE quer ir mais longe do que os 750 euros que o governo tinha apontado para 2023 e defende que subir os salários é “um imperativo social e económico” para se reverter o “profundo desequilíbrio que existe entre capital e trabalho”.

Sem surpresas, os parceiros de coligação do PCP na CDU também são a favor. O Partido Ecologista “Os Verdes” refere que “os baixos salários em nada contribuíram para a dinamização da economia” e que prejudicam as “condições de vida das famílias”.

Ter emprego não é por si condição para sair da pobreza“, referiu José Luís Ferreira, líder parlamentar dos Verdes. Referindo-se à inflação, o deputado lembra que o salário mínimo “vale hoje menos do que vivia em 1974”.

Já o PAN mostra-se interessado na proposta e acredita que o executivo tem condições para ir além dos 750 euros, mas relembra que o salário médio “tem sido esquecido pela esquerda” e que tem que se evitar que haja um “achatamento do ordenado médio ao ordenado mínimo”.

Indecisão do PS irrita o PCP

Os socialistas continuam sem revelar o sentido de voto, o que está a suscitar críticas do PCP. Durante o debate, o deputado do PS Fernando José recordou que desde 2015 até 2021 – os anos desde que o partido está no poder – “o salário mínimo nacional aumentou 32%, ou seja, 160 euros mensais e 2310 euros por ano”.

“Este é pois o caminho no qual não daremos um passo atrás, afirmando uma Agenda do Trabalho Digno com evidente valorização salarial. Em 2023, quando o salário mínimo for estabelecido em 750 euros, o aumento acumulado face a 2015 será de 50%. O que representa, mensalmente, mais 245 euros e, anualmente, mais 3.430 euros”, argumentou.

O PS defendeu-se também na necessidade de debater a proposta com os parceiros da concertação social e que vai procurar “um acordo de médio prazo sobre salários e rendimentos, garantindo uma trajectória positiva para os rendimentos de todos os trabalhadores e famílias”.

As parcas palavras dos socialistas não agradaram à bancada comunista. Diana Ferreira considera que a resposta do PS “não augura nada de bom“, mas lembrou que o partido tinha ainda tempo para se decidir.

Direita opõe-se e lembra a concertação social

Do lado do PSD, Ofélia Ramos destacou a “coerência” dos comunistas por apresentarem “todos os anos” as mesmas medidas “independentemente da conjectura”. Recorde-se que esta já não é a primeira vez que os comunistas propõem o aumento do SMN para 850 euros, tendo essa ideia sido apresentada no ano passado durante as negociações com o executivo para o Orçamento de Estado de 2021.

A deputada social-democrata disse também que propor o aumento do salário mínimo numa altura em que o país está a recuperar da crise provocada pela pandemia “tira seriedade e credibilidade ao PCP” e é “irresponsável e desfasado da realidade“, defendendo uma “avaliação séria e rigorosa”.

Ofélia Ramos lembrou que é preciso “cumprir a Constituição”, que define que as mudanças nos salários sejam debatidas com os sindicatos e patrões na concertação social.

O CDS vai também votar contra, acusando o PCP de tornar o debate num confronto entre  heróis e vilões e de opor os “bons que têm vontade de aumentar o salário mínimo e os maus que não querem”. Pedro Morais Soares explica que a discussão está a ser reduzida “ao absurdo e ao irracional”, repetindo que é preciso falar com a concertação social.

O deputado único e presidente da Iniciativa Liberal acredita que “a verdadeira injustiça” é a carga fiscal sobre os contribuintes. “Um português que paga o salário mínimo paga 25% do que ganha ao Estado, entre contribuições e impostos directos”, argumenta João Cotrim Figueiredo.

Recorde-se que um estudo deste ano da Fundação Francisco Manuel dos Santos concluiu que 11% dos trabalhadores em Portugal está em situação de pobreza, maioritariamente por terem salários baixos ou por terem empregos precários.

A investigação mostrou também que um quinto dos portugueses é pobre, mas que apenas 13% não têm emprego, sendo que a maioria trabalha e um terço ganha o salário mínimo. No perfil dos pobres, 32,9% são trabalhadores, 27,5% serão reformados, 26,6% são precários e 13% são desempregados.

Salário mínimo pode subir para perto de 705 euros

A confirmar-se, aumento nominal do salário mínimo nacional (SMN) será o maior desde 1993. Em termos reais, pode vir a…

Ler mais

Adriana Peixoto, ZAP //

Por Adriana Peixoto
1 Outubro, 2021

 

Um mau exemplo. “Se não cumprimos as regras a situação pode descontrolar-se”

Bastonário da Ordem dos Médicos avisa que não pode haver facilitismos até que 60 a 70% da população esteja vacinada. Epidemiologista Carmo Gomes pede testagem em massa a quem esteve nos festejos do título leonino.

(ler notícia em: Diário de Notícias)

Quer sejam manifestações em massa, sejam, elas de que tipo forem, ou em escala reduzida, o que está estabelecido é a proibição de ajuntamentos de mais de 10 pessoas.

E esta determinação da DGS NÃO ESTÁ A SER CUMPRIDA! Então para que serve legislar se as leis não se cumprem? Faz lembrar o Código da Estrada que não é cumprido pelos automobilistas, apesar de estes terem efectuado o respectivo exame de Código, tal como estacionamento selvagem em cima dos passeios, das passadeiras, das paragens dos transportes públicos, bloqueio de portas de prédios, etc…

Sem qualquer pudor ou sentido de responsabilidade, a irracionalidade, a falta de cidadania e de civismo, imperam na organização de passeatas, com um grupo de gente que não respeitou as directrizes sanitárias, desde o início da actual pandemia do COVID-19, apenas tendo uma ligeira paragem mas recomeçando de novo no Domingo passado, em pleno Estado de Calamidade nacional!

E quando estas passeatas são organizadas e promovidas por um médico, “especialista” em medicina familiar, nada mais há a acrescentar, a não ser o rebanho que continua a seguir o seu “pastor” sem medir as consequências nefastas que dessas passeatas podem acontecer.

É o Portugal dos Pequeninos que actualmente existe, acéfalos sem qualquer noção do perigo em que incorrem, além de prejudicarem terceiros que sempre cumpriram as directivas sanitárias.

Multa-se a torto e a direito, muitas delas sem justificação, deixa-se andar esta gajada à balda, sem qualquer impedimento, por parte das autoridades competentes.

 

Não me calo…!!!

A IRRESPONSABILIDADE e a IRRACIONALIDADE continuam a frequentar e a afectar mentes tacanhas, próprias de ACÉFALOS sem um mínimo de RESPEITO pela comunidade onde se inserem.

Falta de CIVISMO e de CIDADANIA, são apanágio desta gentinha que anda a organizar, promover e participar, em passeatas em grupos além dos limites permitidos pela actual PANDEMIA e em ESTADO DE CALAMIDADE NACIONAL, além de NÃO RESPEITAREM A DISTÂNCIA SOCIAL preconizada pela DGS e decretos do governo.

E são como aquelas pilhas que duram… duram… duram…

Não existe autoridade que ponha cobro a estas INFRACÇÕES? Multam pessoas que comem uma sandes dentro da sua viatura e esta gajada anda à solta sem qualquer inconveniente?

Porra, pá! Esta merda já TRESANDA!!!

… é que a PANDEMIA ainda não se foi embora! O bicho continua por cá e vai durar ainda muito tempo com a ajuda destes labregos que não possuem a mínima noção da gravidade da situação. Um autêntico rebanho guiado pelo seu pastor que é tão burro quanto eles! LEIAM SEUS ANORMAIS: “Mais uma morte e 158 casos em Portugal em 24 horas. Há mais nove internados.

Há agora 73 doentes com covid-19 internados em unidades de cuidados intensivos. R(t) mantém-se em 0,92 a nível nacional e a incidência continua a descer.” Embora o R(t) esteja na zona “verde”, as mortes e infectados não param, embora em menor número. MAS CONTINUAM A EXISTIR!

Publicado no Facebook em 10.05.2021