1299: Ucrânia: Míssil russo atinge centro comercial com mais de mil pessoas

(ACTUALIZAÇÃO)

UCRÂNIA/INVASÃO TERRORISTA SOVIÉTICA/CRIMES DE GUERRA

De acordo com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, um míssil russo atingiu hoje um centro comercial na cidade de Kremenchuk, no centro da Ucrânia, onde se encontravam mais de mil pessoas.

Zelensky acompanhou o texto com um vídeo e publicou no Telegram. No vídeo vê-se algumas pessoas num parque de estacionamento ao ar livre a olhar para um edifício em chamas e muito fumo.

Volodymyr Zelensky publica vídeo no Telegram do ataque com míssil

Segundo o presidente ucraniano, o centro comercial não representava qualquer perigo para as forças russas, nem qualquer valor estratégico.

É apenas uma tentativa das pessoas de viverem uma vida normal, o que enfurece tanto os ocupantes. A Rússia continua a colocar a sua impotência sobre os cidadãos comuns. É inútil esperar por humanidade da sua parte

Os ocupantes dispararam foguetes no centro comercial, onde havia mais de mil civis. O centro comercial está a arder, os socorristas estão a combater o fogo, o número de vítimas é impossível de imaginar.

Poucos minutos antes, o autarca da cidade, Vitalii Maletskyi, afirmava no Facebook que já havia “mortos e feridos” confirmados após o ataque com um míssil. Há mais vídeos aqui.

“O ataque com mísseis em Kremenchuk atingiu um lugar muito lotado que é 100% irrelevante para as hostilidades. Há mortos e feridos”, escreveu Maletskyi.

As informações sobre a guerra na Ucrânia divulgadas pelas duas partes não podem ser verificadas de imediato por fontes independentes.

A guerra na Ucrânia, iniciada com a invasão russa de 24 de Fevereiro, entrou hoje no 124.º dia. Desconhece-se o número de vítimas, mas a ONU confirmou a morte de mais de 4.600 civis, alertando, contudo, que o balanço real será consideravelmente superior por não ter acesso a muitas zonas do país.

Pplware
27 Jun 2022
Autor: Pedro Pinto


 

1285: Rússia ataca Kiev enquanto cimeira do G7 discute apoio à Ucrânia

É esta a imagem da “desnazificação” que os INVASORES NAZIS SOVIÉTICOS, comandados pelo oligarca genocida nazi putineiro estão a implementar na Ucrânia…!!!

UNIÃO SOVIÉTICA/NAZISMO/INVASÃO DA UCRÂNIA

© EPA/SERGEY KOZLOV

Várias explosões abalaram um bairro residencial em Kiev, neste domingo de manhã, enquanto os líderes do G7 se reuniam na Alemanha para discutir o seu apoio à Ucrânia contra a invasão russa, em antecipação de uma reunião crucial da NATO marcada para daqui a dias.

O primeiro ataque à capital em quase três semanas destinava-se a “intimidar os ucranianos… na aproximação da cimeira da OTAN”, disse o presidente da câmara da cidade, Vitali Klitschko.

“Alguns dos habitantes foram evacuados. Duas pessoas feridas foram hospitalizadas”, disse Klitschko após visitar o edifício de apartamentos que foi atingido, acrescentando que as pessoas permaneceram “debaixo dos escombros”.

O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que deverá dirigir-se tanto às reuniões da UE como da NATO, disse que cidades tão distantes como Lviv, perto da fronteira polaca, tinham sido atingidas por uma onda de ataques no sábado.

Este ataque a Kiev surge um dia depois do presidente da câmara de Severodonetsk ter confirmado que a cidade tinha sido “totalmente ocupada” pelas tropas russas.

Com a guerra a entrar no seu quinto mês, a captura da cidade marca uma importante vitória estratégica para Moscovo, que procura o controlo total sobre o leste do país depois de ter falhado nos seus objectivos iniciais.

AFP

Diário de Notícias
26 jun 09:20
Por Valentina Marcelino

Ataque a Kiev fez um morto, quatro feridos e destruiu um infantário

O ataque das forças russas a Kiev, neste domingo, causaram um morto, na sequência da explosão de um míssil que atingiu um infantário.

De acordo com Oleksander Tkachenko, ministro da Cultura ucraniano, o míssil atingiu um histórico edifício de nove andares no distrito de Shevchenkivskyi, mas também esse infantário que se encontra no mesmo bairro.

Quatro pessoas ficaram feridas e foram hospitalizadas.

Diário de Notícias
26 jun 10:37
Por Carlos Nogueira


 

1247: Invasão da Ucrânia pela União Soviética

© EPA/OLEKSANDR RATUSHNIAK

Os “tadinhos” dos nazis soviéticos queixam-se que a Lituânia está a aplicar sanções europeias sobre o trânsito de certos produtos entre a Rússia e Kaliningrado e não deixa passar, pelo seu terreno, comboios soviéticos para a Crimeia, existindo já retaliações soviéticas por esse motivo; os “tadinhos” dos nazis soviéticos acusam a UE de não cumprirem os tratados internacionais; o “tadinho” nazi pró-soviético e líder da Crimeia, controlada pela Rússia, disse esta segunda-feira que três pessoas ficaram feridas e sete estão desaparecidas depois de a Ucrânia ter disparado contra plataformas de perfuração de petróleo do Mar Negro na península anexada à Rússia.

Mas os “tadinhos” nazis soviéticos não se queixam do genocídio, assassínios de civis de todas as idades desde crianças a idosos, destruição de residências civis, de maternidades, de hospitais,de escolas, de supermercados, até uma igreja ortodoxa foi incendiada com um míssil!

E o mais grave destes nazis soviéticos é que a “Rússia usou mais de 210 tipos de armas proibidas

A Rússia usou na Ucrânia mais de 210 tipos de armas proibidas pelos tratados internacionais, a maioria munições de fragmentação, que podem representar um grave risco para a vida dos civis, inclusive décadas depois de acabar a guerra, assegurou hoje The New York Times.

Para chegar a esta conclusão, o diário norte-americano examinou mais de mil fotografias tiradas pelos seus próprios foto-jornalistas e fotógrafos que trabalham no terreno na Ucrânia, bem como provas visuais apresentadas por agências governamentais e militares ucranianas.

O diário classifica como “guerra surpreendentemente bárbara e antiquada” a ofensiva de Moscovo, que atingiu cidades e povoações ucranianas com uma rajada de mísseis e outras munições, a maioria das quais podem considerar-se relíquias da Guerra Fria, e muitas delas amplamente proibidas pelos tratados internacionais.

Os ataques foram feitos com um uso repetido e generalizado de armas que matam, mutilam e destroem indiscriminadamente, o que supõe uma possível violação do direito internacional humanitário, afirma o jornal.” (in Diário de Notícias, 20.06.2022).

Os nazis soviéticos, chefiados pelo czar putineiro, oligarca russo, imperialista, é que podem fazer tudo o que lhes der na gana; os outros têm de comer e calar. Até quando?

20.06.2022


 

1242: Guerra: Rússia está a controlar a Internet na Ucrânia

“Apoderar-se do controlo dos servidores, cabos e torres do serviço móvel de comunicações – todos classificados como infra-estrutura crítica – que permitem que as pessoas acederem livremente à web é considerado um dos primeiros passos na “russificação” das áreas ocupadas.” Eu diria antes que são os primeiros passos na nazificação soviética das áreas ocupadas.

INVASÃO SOVIÉTICA NA UCRÂNIA/INTERNET/NAZIFICAÇÃO

Desde o primeiro momento que a Rússia atacou a Ucrânia, que os ataques aconteceram por terra, ar, mar e também através da Internet. Apesar de toda a boa resposta da Ucrânia nesta guerra, a Rússia tem conseguido controlar a Internet em algumas zonas.

De acordo com informações recentes, os militares russos têm apreendido equipamentos tecnológicos e em algumas situações exigem que os ucranianos voltem a configurar a rede (Internet), passando as comunicações a ser controladas pela Rússia.

Internet na Ucrânia tem falhas constantes… Rússia controla!

Desde o final de maio, as 280.000 pessoas que vivem em Kherson, cidade portuária ocupada e nos arredores enfrentam constantes interrupções online, pois os provedores de serviços de Internet estão a ser forçados a redireccionar as ligações através da infra-estrutura russa, revela a  WIRED. Com esta posição, além de controlar a Internet dos ucranianos, Vladimir Putin coloca também no “terreno” a sua máquina de censura de conteúdos.

Além disso, novos cartões SIM de telefone, sem marca, usando números russos estão a circular na região, levando ainda mais as pessoas a usar redes russas (sem saberem).

Apoderar-se do controlo dos servidores, cabos e torres do serviço móvel de comunicações – todos classificados como infra-estrutura crítica – que permitem que as pessoas acederem livremente à web é considerado um dos primeiros passos na “russificação” das áreas ocupadas.

Desde o início da guerra, em Fevereiro, que interromper ou desactivar infra-estrutura da Internet tem sido uma táctica comum – controlar o fluxo de informações é uma arma poderosa. Mísseis russos destruíram torres de TV, um ataque cibernético contra um sistema de satélites teve impactos indirectos em toda a Europa e a desinformação tentou quebrar os ânimos ucranianos.

Apesar dos frequentes apagões na Internet, o ecossistema de empresas de Internet da Ucrânia tem-se unido para manter as pessoas online. Enquanto as tropas ucranianas estão a lançar, com sucesso, contra-ataques contra a ocupação russa no sul do país, Kherson continua controlado por forças invasoras.

Pplware
Autor: Pedro Pinto


 

“A fatiga da Ucrânia está a começar a instalar-se em todo o mundo”

INVASÃO SOVIÉTICA/UCRÂNIA/BORIS JOHNSON

O primeiro-ministro britânico frisou que “Putin continua a cometer atrocidades terríveis” na Ucrânia, sendo, por isso, “fundamental” mostrar “o que sabemos ser verdade, que é que a Ucrânia pode vencer e vencerá”.

© Joe Giddens – WPA Pool/Getty Images O primeiro-ministro britânico frisou que “Putin continua a cometer atrocidades terríveis” na Ucrânia, sendo, por isso, “fundamental” mostrar “o que sabemos ser verdade, que é que a Ucrânia pode vencer e vencerá”.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, destacou, este sábado, que é importante demonstrar apoio à Ucrânia a “longo prazo”, especialmente numa altura em que a “fatiga” começa a “instalar-se”.

“A preocupação que temos é que um pouco da fatiga da Ucrânia está a começar a instalar-se em todo o mundo, mas é preciso compreender que os ucranianos estão a sofrer terrivelmente no leste do seu país”, disse o governante britânico à chegada a Londres, depois de ter visitado Kyiv pela segunda vez após a invasão russa.

Boris frisou que “Putin continua a cometer atrocidades terríveis” na Ucrânia, sendo, por isso, “fundamental” mostrar “o que sabemos ser verdade, que é que a Ucrânia pode vencer e vencerá”.

“Os russos ainda estão a sofrer enormes baixas, estão a ficar sem muito do seu armamento mais sofisticado, as suas armas de posição estão a começar a ser muito severamente abatidas”, acrescentou o britânico.

“Temos de levar a mensagem aos ucranianos e ao povo ucraniano sobre quão fortemente os apoiamos e como é importante que tenham êxito. Numa altura em que a fatiga se instala, é muito importante mostrar que estamos com eles a longo prazo e estamos a dar-lhes a resiliência estratégica de que necessitam”, frisou ainda.

Sobre a possibilidade de o Reino Unido receber o Festival Eurovisão da Canção no próximo ano, devido às faltas de condições de segurança da Ucrânia, Boris sublinha que o país “pode e deve” receber o evento.

“Sei que tivemos uma participação fantástica, sei que ficámos em segundo lugar e adoraria que fosse neste país, mas o facto é que eles ganharam e merecem tê-lo [ao evento] e acredito que o podem ter e devem tê-lo”, frisou. “Acredito que Kyiv ou qualquer outra cidade ucraniana segura seria um lugar fantástico para o ter”.

Assinala-se, este sábado, o 115.º dia da guerra na Ucrânia, que já provocou, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a morte a 4.481 civis e deixou 5.565 feridos.

Notícias ao Minuto
18.06.2022


 

“Portugueses, os russos nunca são de confiança”, avisa presidente da Câmara de Dnipro

INTERNACIONAL/UCRÂNIA/INVASÃO SOVIÉTICA

“Se não pararmos Putin aqui na Ucrânia, ele vai continuar a destruir o sistema de segurança mundial, e isso será um problema para o povo português”, disse o autarca.

Borys Filatov é o presidente da câmara de Dnipro
© NUNO VEIGA/LUSA

O presidente da Câmara de Dnipro, a quarta maior da Ucrânia, alertou esta quinta-feira que Portugal deve ajudar a parar a Rússia e apontou a cidadania portuguesa atribuída a Roman Abramovich como exemplo de “dinheiro sujo” que contamina as democracias ocidentais.

Borys Filatov admite que Portugal seja menos sensível à questão russa, um sinal de que a União Europeia “é bastante diversificada” e os países do leste europeu “sabem muito bem que Putin não vai parar” e, por isso, “têm uma postura única e comum”.

“Não gostaria de comentar a posição de Portugal em particular, mas tudo o que eu quero é que o governo português e o povo português compreendam uma simples verdade: se não pararmos Putin aqui na Ucrânia, ele não vai parar; ele vai continuar a destruir o sistema de segurança mundial, e mais cedo ou mais tarde, isso será um problema para o povo português”, explicou Filatov, em entrevista à Lusa.

“Todos nós, as elites ocidentais em primeiro lugar, a Alemanha e a França em particular, permitimos que um novo Hitler florescesse nas terras europeias. Não nos apercebemos que, ao longo dos últimos vinte anos, o novo Reich renasceu — na Rússia – e se não o pararmos agora, o Reich irá alastrar”, salientou, acrescentando “todos precisam de compreender” o problema, “incluindo o governo português”.

Comentando o facto do presidente Volodomyr Zelensky ter referido Portugal como um dos países que tem dúvidas sobre a entrada na Ucrânia na União Europeia, Borys Filatov afirmou que o “governo português e o povo português precisam de aprender uma coisa: os russos nunca são de confiança, em circunstância alguma”.

“Abramovich obteve cidadania portuguesa por causa do dinheiro”

“Os russos mentem sempre. Eles mentem o tempo todo e nunca os podemos deixar entrar na nossa casa”, disse o autarca, apontando o processo de atribuição de nacionalidade portuguesa ao oligarca russo Roman Abramovich como um exemplo de corrupção, um caso que está a ser investigado em Portugal.

“Eu gostaria que [os portugueses] pensassem em algo, que pode ser uma espécie de coisa irracional, mas ainda assim é verdade. Abramovich obteve cidadania portuguesa por causa do dinheiro. Primeiro, vem o dinheiro sujo russo, depois os programas russos sujos aparecem na vossa televisão, depois começam a reescrever-vos a história, depois mexem com os vossos contos de fadas, depois mexem com as vossas cabeças, depois os russos deitam-se com as vossas mulheres, e no fim, o vosso país é tomado pelos russos de múltiplas maneiras”, disse Borys Filatov.

Para o autarca, que gere a cidade que tem acolhido mais deslocados de guerra do país, vindos do leste, norte e sul, em fuga dos combates em cidades como Zaporijia, Mariupol, Kharkiv ou a região de Donbass, “os russos nunca poderão ser confiáveis em circunstância alguma, nunca os deixem entrar no vosso negócio; é um país de excluídos e precisa de ser retirado do mapa político do mundo; construam uma cerca alta e de betão à sua volta, e suspendam quaisquer relações diplomáticas”.

Sobre a situação da população russófona, que Putin diz estar a tentar proteger das autoridades ucranianas, o autarca de Dnipro diz que os russos “acreditaram nas suas próprias mentiras”.

“Eu sou russo, o meu pai é russo, a minha mãe é russa. Não há uma gota de sangue ucraniano em mim”, mas se “os russos vierem, irei matá-los sem misericórdia, porque insistem numa “guerra absolutamente sem sentido”.

A mulher de Borys Filatov é da mesma região que Vladimir Putin (São Petersburgo) e a sua sogra ainda lá vive. E quase todos os dias, a sua mulher fala com a mãe, que “compreende a situação da Ucrânia” e “tem pena”, mas, ao mesmo tempo, “continua a acreditar na propaganda” de Moscovo.

“Por exemplo, ela disse-nos, a chorar, que a Polónia quer conquistar Kaliningrado”, um enclave russo no mar Báltico.

Sobre o trabalho do presidente Volodomyr Zelensky, Borys Filatov, que não é do mesmo partido, admitiu que “tinha problemas de relacionamento” mas agora, “para ser honesto”, todos os políticos “que amam a Ucrânia apoiam o presidente neste momento”.

E esta união política verifica-se também ao nível das autarquias, como Dnipro. “No nosso conselho municipal, juntámos todos os partidos pró-ucranianos e todos têm responsabilidades”.

Diário de Notícias
Paulo Agostinho, jornalista da agência Lusa
31 Março 2022 — 10:20

 



 

Oligarca ucraniano diz que “sonho” de Putin de conquistar o leste vai falhar

INTERNACIONAL/INVASÃO DA UCRÂNIA

Hennadiy Korban critica o ataque às populações russófonas e admite que os ucranianos nunca irão “dar nada gratuitamente” e vão “lutar sempre”.

© NUNO VEIGA/LUSA

O multimilionário ucraniano Hennadiy Korban afirmou esta quarta-feira à Lusa que o “sonho” de Putin de conquistar o leste da Ucrânia “vai falhar” e criticou o ataque deliberado às populações russófonas, que foram apresentadas como vítimas de Kiev.

Considerado um oligarca e um dos homens mais ricos da Ucrânia, Hennadiy Korban disse à Lusa que tem gasto muito do seu dinheiro no apoio aos deslocados em fuga do leste, norte e sul da Ucrânia para outros locais e é hoje o responsável da Brigada Defesa Territorial da região de Dnipro, a cidade de que é considerado o “dono”, segundo os seus opositores.

“Penso que o plano russo de assumir o controlo de Dnipro vai falhar. Eles empreenderam pelo menos dez tentativas de entrada na região, de vários lados” e “todos os seus ataques foram desviados” pelas forças armadas e pelas divisões de defesa territorial, referiu, no seu gabinete na capital regional.

Com a iminente queda da cidade de Mariupol, “Dnipro torna-se responsável por três frentes” de combate, numa referência aos ataques vindos de Donbass (leste), Zaporijia (sul) e Kharkiv (nordeste).

“Basicamente, somos responsáveis pela logística do exército e pela logística civil para as três frentes”, salientou Korban, admitindo que a situação de Dnipro é complexa e é um ponto de destino de milhares de deslocados de guerra.

“Estamos a acolher todos. A nossa região é bastante vasta” e “colocámos as pessoas nos comboios de evacuação que se dirigem para a Ucrânia Central e Ocidental”, disse, recordando que este é um cenário semelhante ao que se passou em 2014.

Perante os ataques nas províncias de Lughansk e Donetsk, Dnipro “tornou-se no posto avançado da resistência à agressão russa, que vinha de leste”, explicou Hennadiy Korban, que, apesar da fortuna acumulada, recusa sair da cidade. “Este é o meu país, a minha casa. É aqui que vivem os meus pais; é aqui que vivem os meus filhos. Isto é tudo o que temos. Nunca iremos lhes dar nada gratuitamente e vamos lutar sempre”.

Com fortuna feita no sector mineiro e hoteleiro e uma coleção particular de arte de autores como Gustav Klimt, Damien Hirst, Egon Schiele ou Banksy, o multimilionário, antigo deputado e ex-candidato a autarca acusado em processos de corrupção, disse à Lusa que tem doado muito do seu dinheiro às necessidades da população civil, mas minimizou a importância dessa decisão.

“Muitos homens de negócios, hoje em dia, doam fundos para ajudar a defender não só a cidade ou região, mas para ajudar outras cidades e áreas”, explicou, limitando-se a dizer, que só no apoio às viagens de comboio, custeou mais de dez comboios por dia para deslocados de guerra.

De origens judaicas, Hennadiy Korban recusa as acusações feitas por Putin de que existe um regime fascista no país ou que existe um peso excessivo da extrema-direita.

“Essa é a habitual propaganda do tipo de Goebbels (ministro nazi), que foi concebida para servir o regime russo, pelo que a tomamos com uma boa dose de humor”, ironizou.

“Quando ouvimos algo assim na televisão deles, sabemos como esta mentira soa ridícula para quem aqui vive, não há uma palavra de verdade, nem um grão de honra” e é “apenas propaganda simples ao serviço de um homem no comando e das suas ambições militaristas”, afirmou o milionário.

Para o também dirigente da defesa territorial, o “mais interessante de tudo isto é que ele, Putin, está a empreender acções nas regiões da Ucrânia que são maioritariamente de língua russa”, ou seja, “ele veio para defender os russófonos e está a matar os russófonos”.

“Kharkiv é uma cidade de língua russa; Chernihiv é uma cidade predominantemente russófona, Mariupol, Donbass todos falam russo, Dnipro é praticamente uma cidade totalmente russófona”, exemplificou, salientando que, a existir apoiantes neonazis, não é no leste do país.

Se Putin quiser encontrar seguidores de Stepan Bandera (líder nacionalista ucraniano que apoiou s nazis na II Guerra Mundial), “provavelmente deveria ter procurado noutro lugar sem ser nas zonas de língua russa”, vincou Korban.

“A maioria de nós fala russo e ele bombardeia a população de língua russa e mata a população de língua russa”, insistiu o dirigente, que recusou comentar a posição do governo de Kiev na gestão da guerra, depois de ter sido crítico do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

“Não vou discutir os assuntos do Presidente”, limitou-se a dizer o oligarca, adiantando nunca ter tido negócios da Rússia e que defende as medidas internacionais contra a elite russa.

“Penso que as sanções deveriam tornar-se ainda mais severas e o Ocidente deveria apreender as contas bancárias, porque esses fundos, em teoria, podem ser utilizados para reparações [de guerra] e para reconstruir as infra-estruturas” depois da guerra.

Sobre a ilegalização de vários partidos pró-russos, criticada por várias organizações internacionais, Hennadiy Korban é taxativo: “Apoio esta decisão” do governo.

“À medida que a guerra avança, não há lugar para uma quinta coluna que prejudique as acções do Presidente, do governo, dos militares”, concluiu.

Diário de Notícias
DN/Lusa
30 Março 2022 — 11:19

 



 

812: Ban Ki-moon exorta a comunidade internacional a travar invasão russa

– Não me admira absolutamente nada que a Guiné-Bissau se tenha abstido na resolução – aprovada na Assembleia Geral da ONU -, sobre a cessação imediata das hostilidades da Rússia contra a Ucrânia e, em particular, qualquer ataque a civis e bens civis“. Votaram contra, Rússia, Bielorrússia, Síria, Coreia do Norte e Eritreia e abstiveram-se Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e China. Quanto a Angola e Moçambique, não me pronuncio porque a minha guerra foi na Guiné-Bissau e aí soube, por experiência e vivência próprias, que os mercenários que combatiam as forças armadas portuguesas (terroristas, na expressão da época), eram treinados por cubanos, armados e municiados por soviéticos e chineses. E a prova disso foram as armas e munições apreendidas aos “turras” quando eram obrigados a fugir e as deixavam pelo mato.

INTERNACIONAL/INVASÃO DA UCRÂNIA PELA RÚSSIA

Ban Ki-moon apelou à comunidade internacional para que envie “todos os esforços de solidariedade e apoio”.

© REINALDO RODRIGUES / Global imagens

O ex-secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, apelou este sábado à comunidade internacional para que se una e impeça a invasão russa da Ucrânia, denunciando “crimes de guerra” por parte de Moscovo.

“[Este conflito] É algo que nos afectou e não podemos aceitar esta agressão”, realçou o diplomata sul-coreano, que liderou a ONU entre 2007 e 2016, sendo sucedido pelo português António Guterres.

Ban Ki-moon falava durante a convenção anual da Associação de Bancos do México, que decorreu em Acapulco, cidade mexicana na costa do Pacífico.

O antigo secretário-geral da ONU agradeceu também o apoio do México contra a invasão russa da Ucrânia.

“Espero que todos os mexicanos e todos os líderes políticos também participem nesta iniciativa”, realçou.

Com o conflito na Ucrânia a ultrapassar um mês de duração, resultando em quase 3,6 refugiados e milhares de mortos em ambos os lados, Ban Ki-moon apelou à comunidade internacional para que envie “todos os esforços de solidariedade e apoio”.

“Precisamos fazer o maior número possível de esforços para forçar a Rússia a interromper a invasão imediatamente e, em segundo lugar, acho que também devemos fornecer apoio humanitário a todos os refugiados e ao povo da Ucrânia“, sublinhou.

O diplomata denunciou “crimes de guerra”, defendendo que “muitas pessoas estão a ser aniquiladas e que há refugiados em todo a parte”.

O também vice-presidente dos ‘The Elders’ [Os Anciãos, em português], um grupo de políticos influentes formado em 2007 por Nelson Mandela (1918-2013), pediu ainda um julgamento internacional contra o Presidente russo Vladimir Putin.

“Apelamos à comunidade internacional que estabeleça um tribunal especial para punir o Presidente Putin e qualquer um que tenha sido responsável por esta agressão inaceitável”, referiu.

O México, actual membro do Conselho de Segurança da ONU, apresentou juntamente com a França uma resolução, que foi aprovada esta semana na Assembleia-geral, onde é pedida “a cessação imediata das hostilidades da Rússia contra a Ucrânia e, em particular, qualquer ataque a civis e bens civis”.

A resolução obteve 140 votos a favor, cinco contra e 38 abstenções, dos 193 Estados-membros das Nações Unidas.

Votaram contra este texto a Rússia, Bielorrússia, Síria, Coreia do Norte e Eritreia, e entre os países que se abstiveram estão Angola, Moçambique, Guiné-Bissau ou China.

A Rússia lançou em 24 de Fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou, entre a população civil, pelo menos 1.081 mortos, incluindo 93 crianças, e 1.707 feridos, entre os quais 120 são menores, e provocou a fuga de mais 10 milhões de pessoas, das quais 3,7 milhões foram para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Diário de Notícias
DN/Lusa
26 Março 2022 — 10:49

 



 

750: Arnold Schwarzenegger pede a Putin que pare a guerra na Ucrânia

GUERRA/UCRÂNIA/ARNOLD SCHWARZENEGGER

“Esta é uma guerra ilegal”, defendeu o actor, antigo governador da Califórnia, numa mensagem em que alerta que o mundo está contra a Rússia.

© EPA/Emma McIntyre

O actor e político Arnold Schwarzenegger pediu esta quinta-feira ao presidente russo que pare a guerra “sem sentido” na Ucrânia. Num vídeo partilhado no Twitter, o antigo governador da Califórnia denuncia a “propaganda” do Kremlin e chama de “heróis” aos russos que protestam contra o conflito.

“A Ucrânia não começou esta guerra”, disse o actor austríaco-americano nesta mensagem emocionada dirigida ao povo da Rússia e às tropas russas, com legendas em russo e inglês.

“Estou a falar com vocês hoje porque estão a acontecer coisas no mundo que estão a ser escondidas de vocês, coisas terríveis que vocês precisam de saber”, disse ele.

Nascido na Áustria, Schwarzenegger protagonizou o filme “Red Heat” (Inferno Vermelho, 1988), a primeira longa-metragem americana rodada na Praça Vermelha de Moscovo. E, nesta mensagem, o actor referiu a afeição de longa data pelo povo russo e a emoção em conhecer seu ídolo, o levantador de pesos russo Yuri Vlasov, quando tinha 14 anos.

“A força e o coração do povo russo sempre me inspiraram”, disse. “É por isso que espero que me deixem contar a verdade sobre a guerra na Ucrânia”.

“Sei que seu governo tem vos dito que esta é uma guerra para ‘desnazificar’ a Ucrânia”, disse ele. “Isso não é verdade. Aqueles que estão no poder no Kremlin começaram esta guerra. Esta não é a guerra do povo russo”, acrescentou.

Os novos heróis

Schwarzenegger disse que “o mundo voltou-se contra a Rússia por causa de suas acções na Ucrânia: quarteirões inteiros foram arrasados por artilharia e bombas russas, incluindo um hospital infantil e uma maternidade”. “Por causa de sua brutalidade, a Rússia agora está isolada da sociedade das nações”, observou.

Num apelo sincero às tropas russas, Schwarzenegger lembrou os ferimentos que o pai sofreu enquanto lutava com os nazis na Rússia durante a Segunda Guerra Mundial. “Ele ficou fisicamente e mentalmente destroçado e viveu o resto da vida com dores”, afirmou. “Para as tropas russas que estão a ouvir esta mensagem… não quero que sejam arrasadas como o meu pai.”

“Esta não é uma guerra para defender a Rússia como a que os vossos avós ou bisavós lutaram”, disse ele. “Esta é uma guerra ilegal. Suas vidas, os membros de seus corpos, seus futuros foram sacrificados por uma guerra sem sentido condenada pelo mundo inteiro”, alertou.

Dirigindo-se directamente a Putin, Schwarzenegger disse: “Você começou esta guerra. Você está liderando esta guerra. Você pode parar esta guerra”.

O actor fechou a mensagem com um elogio aos russos que correm o risco de serem presos por protestarem contra a guerra. “O mundo viu a vossa bravura”, afirmou. “Vocês são os meus novos heróis”.

Arnold Schwarzenegger tem 4,9 milhões de seguidores no Twitter, entre eles a conta oficial do presidente russo, @KremlinRussia_E.

O chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, retuitou a mensagem de Schwarzenegger, que se tornou viral.

“Não só estamos a presenciar um ataque brutal e violento dirigido pelo Kremlin contra o povo ucraniano, estamos a presenciar uma guerra da verdade contra a tirania. Como explica Schwarzenegger, não culpamos o povo da Rússia e precisamos que saibam o que o seu governo está a esconder dele”, escreveu o secretário de Estado.

Diário de Notícias
DN/AFP
18 Março 2022 — 08:55

 



 

O aviso de Oksana, a “comandante” do centro de veteranos de Lviv: “Este não é só um problema da Ucrânia”

INTERNACIONAL/UCRÂNIA/INVASÃO RUSSA

Enviado Pedro Cruz faz o relato, todos os dias, dos acontecimentos na zona do conflito.

Oksana Yurynets, 44 anos, foi deputada na última legislatura. Diz que “a Ucrânia, hoje, representa a liberdade e a democracia”
Foto André Luís Alves / Global Imagens

O centro de veteranos de guerra de Lviv está num corrupio. Mal se entra, numa sala espaçosa, como se fosse uma plateia, há dois grupos, com cerca de 20 pessoas cada. Estão dispostos numa roda e escutam atentamente a enfermeira Olga, que explica como tratar de feridas. Há réplicas, em borracha, de orelhas, narizes, mãos, pés, braços e pernas. Os voluntários testam na borracha aquilo que podem encontrar um dia destes se, ou quando, Lviv for bombardeada. Ao lado, outra enfermeira explica como fazer manobras de reanimação. O boneco utilizado em todo o mundo recebe respiração boca a boca. Por fim, numa espécie de palco, são os próprios “alunos” a servir de cobaia para técnicas de imobilização de membros partidos ou deslocados.

A informação que as enfermeiras transmitem é absorvida num silêncio atento e interessado.

Curso de primeiros socorros para civis é dado por enfermeiras
© André Luís Alves / Global Imagens

A senhora que parece que manda no edifício leva-nos ao primeiro andar, onde há espaço para armazenar roupa, comida e medicamentos que não param de chegar. Há, por todo o lado, sacos cheios de vestuário. Mais adiante, numa sala, um grupo de mulheres trata de cortar em pequenos pedaços alimentos perecíveis, que serão cozinhados mal seja possível, para que nada seja desperdiçado. Oksana Yurynets não para de falar. Quer mostrar tudo, explicar o que estão a fazer para ajudar quem está na linha da frente ou nos postos de defesa civil. Só interrompe a visita guiada para atender uma chamada: “Estou ao telefone, dia e noite, com os meus amigos americanos, europeus, britânicos e de outros países.”

Curso de primeiros socorros para civis é dado por enfermeiras
© André Luís Alves / Global Imagens

Mas quem é, afinal, Oksana Yurynets, a mulher que fala quase sem respirar, que atende telefonemas atrás de telefonemas, que tem amigos em todo o mundo e parece ser a única pessoa no Centro de Veteranos que está com pressa? Tem 44 anos, foi deputada na última legislatura, e faz parte de dois comités – o que prepara a adesão da Ucrânia à União Europeia e o que prepara o pedido de adesão à NATO. “O que peço aos meus amigos internacionais é que parem o Putin.” Acredita que, nesta altura, a maior parte dos países está com a Ucrânia. E recorda: “A Ucrânia, hoje, representa a liberdade e a democracia.”

Por esta altura, a antiga deputada, que não foi eleita nas eleições de há dois anos, já respira entre as palavras, porque está a falar em inglês e precisa de tempo para pensar nas palavras certas. “Sabe”, diz ela, “todos os países têm muitos problemas, mas o que está a acontecer não diz respeito só à Ucrânia, diz respeito à Europa e ao mundo.”

As informações dadas pelas enfermeiras são ouvidas pelos participantes num silêncio atento
© André Luís Alves / Global Imagens

A ideia de que qualquer outro país, por qualquer outra razão, ou por razão nenhuma, pode ser, a qualquer momento, atacado, é o motivo pelo qual os ucranianos sentem que merecem solidariedade dos outros povos.

Mal acabou de falar, Oksana respirou fundo. Tocaram as sirenes. Quem estava no primeiro andar desceu à cave. Ela também. Foi a última a entrar. No piso menos um, a que agora se chama bunker, ou abrigo, apenas dois sons se faziam notar. Uma mulher rezava, num tom de murmúrio, e Oksana falava, com os amigos internacionais. As guerras não se ganham só com tropas, armas e aviões. Também se ganham com influência, solidariedade e palavras.

Diário de Notícias
Pedro Cruz (Texto) e André Luís Alves /Global Imagens (Fotografia), em Lviv
04 Março 2022 — 00:19