1242: Guerra: Rússia está a controlar a Internet na Ucrânia

“Apoderar-se do controlo dos servidores, cabos e torres do serviço móvel de comunicações – todos classificados como infra-estrutura crítica – que permitem que as pessoas acederem livremente à web é considerado um dos primeiros passos na “russificação” das áreas ocupadas.” Eu diria antes que são os primeiros passos na nazificação soviética das áreas ocupadas.

INVASÃO SOVIÉTICA NA UCRÂNIA/INTERNET/NAZIFICAÇÃO

Desde o primeiro momento que a Rússia atacou a Ucrânia, que os ataques aconteceram por terra, ar, mar e também através da Internet. Apesar de toda a boa resposta da Ucrânia nesta guerra, a Rússia tem conseguido controlar a Internet em algumas zonas.

De acordo com informações recentes, os militares russos têm apreendido equipamentos tecnológicos e em algumas situações exigem que os ucranianos voltem a configurar a rede (Internet), passando as comunicações a ser controladas pela Rússia.

Internet na Ucrânia tem falhas constantes… Rússia controla!

Desde o final de maio, as 280.000 pessoas que vivem em Kherson, cidade portuária ocupada e nos arredores enfrentam constantes interrupções online, pois os provedores de serviços de Internet estão a ser forçados a redireccionar as ligações através da infra-estrutura russa, revela a  WIRED. Com esta posição, além de controlar a Internet dos ucranianos, Vladimir Putin coloca também no “terreno” a sua máquina de censura de conteúdos.

Além disso, novos cartões SIM de telefone, sem marca, usando números russos estão a circular na região, levando ainda mais as pessoas a usar redes russas (sem saberem).

Apoderar-se do controlo dos servidores, cabos e torres do serviço móvel de comunicações – todos classificados como infra-estrutura crítica – que permitem que as pessoas acederem livremente à web é considerado um dos primeiros passos na “russificação” das áreas ocupadas.

Desde o início da guerra, em Fevereiro, que interromper ou desactivar infra-estrutura da Internet tem sido uma táctica comum – controlar o fluxo de informações é uma arma poderosa. Mísseis russos destruíram torres de TV, um ataque cibernético contra um sistema de satélites teve impactos indirectos em toda a Europa e a desinformação tentou quebrar os ânimos ucranianos.

Apesar dos frequentes apagões na Internet, o ecossistema de empresas de Internet da Ucrânia tem-se unido para manter as pessoas online. Enquanto as tropas ucranianas estão a lançar, com sucesso, contra-ataques contra a ocupação russa no sul do país, Kherson continua controlado por forças invasoras.

Pplware
Autor: Pedro Pinto


 

1163: Filosofias erradas

Recebo diariamente vários e-mails do Clube de Utilizadores (Internet) e hoje recebi um deles, ao qual tive de dar resposta por ter considerada completamente errada a filosofia apresentada pelo autor desse e-mail. A minha resposta foi esta:

Bom dia

Penso que essa analogia está completamente errada sem qualquer tipo de consistência válida tendo em conta as reclamações de quem faz um contrato com uma operadora por xxMbps e aquela depois dá-lhe metade ou um terço dessa velocidade contratada.

Eu sou do tempo dos modems analógicos em que estes eram externos, ligados através das interfaces paralelas, onde a velocidade de transmissão era de 300 bps (bits por segundo) e operavam em dois sinais diferentes, um tom alto que representava bit 1, enquanto o tom baixo representava o bit 0.

Estou a referir-me ao final da década de 70, começo de 80 em que nos anos 80 a velocidade era de 14kbits/s e em 1994 já estava em 56kbits/s com ligação a uma linha telefónica convencional. Quando se utilizava o modem, não havia telefone e vice-versa.

Trabalhei com modems de 28,8 e depois com 56kbit/s ligados à rede telefónica. E sim, era uma espera de carregamento de ficheiros desesperante mas na época era o que existia e nem sonhávamos sequer com a fibra óptica! Não existia qualquer termo de comparação!

Hoje ou de uns tempos atrás a esta parte, depois de passar pelo ADSL, mais rápido mas também lento, a minha experiência pessoal leva-me precisamente a reclamar (sem qualquer sucesso) que ando a ser roubado dado que o meu contrato é de uma velocidade de 120Mbps e o máximo que recebo nem chega aos 95Mbps de download!

Hoje, por exemplo, tinha 94,7Mbps de download, 20.4Mbps de upload com uma latência de 8ms.

E a imagem abaixo, demonstra a velocidade obtida no passado dia 2 de Junho de 2022:

Não acha que esta situação é de ter direito a reclamar? Por isso, comparar os anos  70/80 aos de hoje, é pura fantasia electrónica! Como se podia reclamar naquela época o que (ainda) não existia em termos de velocidade de Internet?

Bom fim de semana

O e-mail recebido foi este:

De: Clube Utilizadores <computador.revista@gmail.com>
Enviada: 4 de junho de 2022 11:23
Assunto: Reviva os primeiros passos da Internet no vídeo publicado hoje

Viva,

Hoje em dia reclamamos porque a nossa ligação à Internet está lenta, tem poucos “Gigabits por segundo”.

Nos anos 90 eram “Kilobits por segundo” (sim, nem sequer chegava a 1 Megabit, eram 128Kbps e chegava… quando chegava) e não reclamávamos, antes aguardávamos com muita ansiedade que cada site se abrisse, assim como a ligação era feita ligando para um número de telefone e escutávamos com atenção os beeps do modem para saber se tudo corria bem.

Tudo era diferente, mais interessante, era vivido com alma e coração…

(fim de citação)

Como eu informei no meu e-mail acima e se tem um contrato com uma operadora com uma velocidade de 120Mbps (pseudo fibra óptica) e esta operadora apenas lhe fornece uma velocidade que nunca chegou aos 95Mbps, não existe direito a reclamar? Um exemplo da merda de velocidade que me deram no passado dia 2 de Junho de 2022:

Mas enfim, existe sempre quem goste de filosofar e está no seu pleno direito. Apenas para quem não viveu esses tempos “vividos com alma e coração”, sempre é positivo repor a verdade dos factos.

04.06.2022


 

972: A maior rede social descentralizada da internet explode depois da compra do Twitter

TECNOLOGIA/MASTODON/REDE SOCIAL

A compra do Twitter por parte de Elon Musk tem dado muito que falar. Um dos dados interessantes e que a rede social já está a avaliar é o abandono por parte de muitos utilizadores. Estarão eles simplesmente a sair das redes sociais ou a migrar para a concorrência?

Segundo dados recentes, a rede social Mastodon, auto-denominada de “maior rede social descentralizada da Internet”, teve um enorme crescimento depois da compra do Twitter.

A app Mastodon tem vindo a ser falada já há várias semanas como uma alternativa ao Twitter. Apesar disso, foi com as notícias da compra do Twitter que a rede social de código aberto viu aumentados de forma exponencial os seus utilizadores.

As notícias da compra do Twitter abalaram os funcionários e utilizadores da rede social, uma vez que Musk pretende que esta passe a ser uma rede social onde há “liberdade de expressão”, adoptando uma abordagem muito mais prática à moderação de conteúdo. Não se imagina o que será o Twitter depois desta compra, mas a hashtag #RIPTWITTER é uma tendência.

Além disso, muitos foram os utilizadores que assumiram ter deixado a rede… mas outros tantos parecem ter finalmente visto nela uma possibilidade de expressar as suas opiniões livremente.

Tal como noticiámos, depois das notícias da compra, o número de seguidores de contas como a de Katy Perry e Barack Obama diminuiu drasticamente, sendo que a primeira perdeu mais de 200.000 seguidores e o segundo mais de 300.000. Por sua vez, Marjorie Taylor Greene viu o seu número de seguidores aumentar de 539.000 para 632.000. Jair Bolsonaro, outro actor altamente associado à direita, reuniu quase 90.000 novos seguidores.

Twitter obriga a olhar para a concorrência e Mastodon parece ser a opção

Algumas horas após o anúncio da aquisição do Twitter, a equipa da Mastodon referiu que viu “um influxo de aproximadamente 41.287 utilizadores. Desses, cerca de 30.000 eram novos utilizadores, escreveu o fundador do Mastodon, Eugen Rochko, num artigo no blog.

Curiosamente, uma das razões pelas quais comecei a olhar para o espaço das redes sociais descentralizadas em 2016, e que me levou a criar o Mastodon, foram os rumores de que o Twitter, a plataforma da qual eu era utilizador diário há anos, poderia ser vendido a outro bilionário controverso. Entre, é claro, outras razões, como todas as terríveis decisões sobre produtos que o Twitter estava a adoptar naquela época. E agora, finalmente aconteceu, e pelas mesmas razões, pessoas em massa estão a vir para o Mastodon.

Segundo o Sensor Tower, o download das apps para Android e iOS estão igualmente a sofrer um aumento. Desde segunda-feira que a app já foi instalada mais de 5000 vezes, ocupando já o 32º lugar na App Store. Apesar de tudo, não se pode falar que a app seja já mainstream ou que sequer lá chegue um dia.

Pplware
Autor: Maria Inês Coelho

A miserável leveza do ser…

… cliente da operadora NOS…

Neste artigo, publicado neste Blogue, no passado dia 16.03.2022, sob o título “Tecnologia jurássica versus tecnologia actual“. dava conta do miserável fornecimento de velocidade de Internet, pela operadora NOS.

Pagando mensalmente o fornecimento de 120Mbps, dizem eles, de fibra óptica – que não corresponde à verdade dado que a minha ligação é “híbrida”, ou seja, até casa (não sei se é verdade) é fibra e de casa até ao router é analógica (cabo coaxial).

Hoje, ao começar a trabalhar nas minhas pesquisas e nos meus Blogues, deparei-me com uma situação que me recordou os velhos tempos dos modems analógicos, ligados à linha telefónica, que levavam horas para descarregar um ficheiro de poucos Kbps…

Tive vários destes modems analógicos da U.S. Robotics em que a velocidade de transmissão era de 300 bps (bits por segundo), passando depois para ADSL, velocidade um pouco mais rápida mas também ligada à linha telefónica, ou seja, quando utilizava o modem, não podia efectuar chamadas telefónicas.

Ora, também ainda sou do tempo dos ZX Spectrum, dos Timex 2048 e os carregamentos dos programas e jogos eram efectuados via gravador de cassetes.

A velocidade que hoje me foi “oferecida” pela operadora, às 08:30 horas e que me levou a recordar dessa gloriosa época da informática jurássica, foi simplesmente esta (medição netmede.pt):

para quem paga 120Mbpos e dão-lhe 59,6Mbps… não está mal…

Francisco Gomes
17.03.2022

 



 

736: Tecnologia jurássica versus tecnologia actual

O CPU 80286 (i286) foi um microprocessador lançado pela Intel em 1 de Fevereiro de 1982, mas somente a partir de 1984 passou a ser utilizado pela IBM no seu PC AT (Advanced Technology).

Inicialmente trabalhando entre 6 e 8 MHz e posteriormente chegando a 20 MHz, o 80286 trouxe, além da velocidade, muitos avanços sobre o 8088.

Ora, eu sou muito antes do jurássico CPU i286. Mas considerando a data de lançamento deste CPU pela Intel, em Fevereiro de 1982 (há 40 anos atrás), a tecnologia informática avançou rapidamente em todas as áreas.

Não só nos CPU’s, como em todo o hardware que configura um computador (PC), os avanços tecnológicos foram sendo lançados à velocidade da luz e rara era a semana em que não apareciam novos modelos de motherboards, gráficas, discos, etc..

Bom… mas que tem a ver esta matéria com a actualidade? Para eu estar aqui a escrever este texto, neste Blogue, necessito de um PC e de uma ligação à Internet.

Ora, para ter uma ligação à Internet, necessito de possuir um contrato com uma operadora de comunicações, que me forneça o serviço de Internet.

E quando esse contrato se baseia no cumprimento acordado entre as partes e não é posteriormente executado por uma das partes, neste caso, o fornecedor do serviço, considero isso um roubo a quem paga por um serviço inicialmente definido e posteriormente não recebido.

O meu contrato de fibra óptica (que não é fibra óptica porra nenhuma) que o fornecedor acabou por informar que é uma ligação “híbrida” – fibra+analógica -, com uma velocidade de Internet de 120Mbps (megabits por segundo), miserável e diariamente nem chega a atingir os 95Mbps.

Mas o que eu PAGO, são 120Mbps! Cheguei a ter alturas em que a velocidade era de 20Mbps!

Bom, hoje, dia 16.03.2022, parece que estou a trabalhar com um i286 de há quarenta anos atrás (já os assemblava nessa altura), de 20MHz, embora actualmente possua um CPU Intel de 3.300MHz com 32GB de RAM e discos SSD (solid-state drive), extremamente mais rápidos que um vulgar disco mecânico (HDD – hard-disc drive).

Revoltado? Pois claro que sim! Quem é que não estaria revoltado se pagasse um BMW e lhe dessem um Fiat 600? Claro que aí o cenário seria diferente porque o cliente via logo o engano, ao passo que neste caso, a velocidade da Internet não se vê, mas MEDE-SE! E existem vários “medidores” de velocidade para esse efeito.

O medidor que eu diariamente utilizo, aleatoriamente em ordem à hora do dia, é um medidor da Netmede (https://netmede.pt/) e, por exemplo, a leitura de hoje ficou-se neste estado:

Desculpas atrás de desculpas às reclamações deixadas no Portal da Queixa, no Livro de Reclamações Electrónico, na ANACOM, o problema seria do router dizem os “especialistas” da operadora.

Mas, digo eu, que sei do que falo e do que digo, como pode uma ligação ser integralmente de fibra óptica (segundo informação da operadora no início), se ela é uma ligação híbrida – óptica (será mesmo?) + coaxial (analógica)?

O cabo exterior, que dizem ser de fibra óptica (instalado na rua) e que até pode mesmo sê-lo, perde velocidade quando entra pela janela com uma ligação a cabo coaxial até ao router! Isto, é ENGANAR o cliente com todas as unhas e dentes…

Que culpa tem o router disto e que até pode estar avariado? Mas se está mesmo avariado, mantém-se em funções, apenas as velocidades variam diariamente em função da tal ligação “híbrida” que nunca poderá possuir a classificação de ligação em FIBRA ÓPTICA por que é FALSA!

Francisco Gomes
16.03.2022

 



 

575: Ciber-ataques: Microsoft alerta que não faz chamadas telefónicas não solicitadas

AVISO À NAVEGAÇÃO

TECNOLOGIA/MICROSOFT/CIBER-ATAQUES

Nas últimas semanas houve pessoas que receberam chamadas de um indicativo da Alemanha, no qual os interlocutores fizeram-se passar por técnicos da Microsoft.

A Microsoft não é a autora de emails nem de chamadas telefónicas não solicitadas que têm sido feitas recentemente por pessoas que se fazem passar por técnicos da tecnológica, e das quais a Lusa teve conhecimento.

“A Microsoft não envia mensagens de e-mail nem realiza chamadas telefónicas não solicitadas para pedir informações pessoais ou financeiras”, afirmou a Microsoft Portugal à Lusa quando questionada sobre o tema.

A tecnológica acrescenta que “não fornece também qualquer suporte técnico telefónico para reparação de dispositivos” e que “qualquer comunicação com a Microsoft tem de ser iniciada pelos utilizadores”.

A Lusa teve conhecimento que nas últimas semanas houve pessoas que receberam chamadas de um indicativo da Alemanha, no qual os interlocutores fizeram-se passar por técnicos da Microsoft.

A Microsoft pede para que a denuncia destes esquemas fraudulentos em nome da empresa seja feito na página www.microsoft.com/reportascam.

A tecnológica dispõe de informação sobre o assunto na sua página em português sobre como as pessoas podem proteger-se contra esquemas fraudulentos de suporte técnico.

“Os esquemas de suporte técnico são um problema ao nível da indústria em que os esquemas fraudulentos utilizam tácticas de espantalho para o levar a serviços de suporte técnico desnecessários para, supostamente, corrigir problemas de dispositivos ou software que não existem”, refere a tecnológica no site.

“Na melhor das hipóteses, os autores de esquemas fraudulentos estão a tentar que lhes pague para resolver um problema inexistente no seu dispositivo ou software” e, “na pior das hipóteses, estão a tentar roubar as suas informações pessoais ou financeiras”.

A Microsoft salienta que se permitir que acedam remotamente ao seu computador para efectuar essa alegada correcção, na maior parte dos casos, os ciber-criminosos irão instalar software maligno, ransomware ou outros programas indesejados que podem roubar as informações dos utilizadores ou danificar os dados e até mesmo os dispositivos.

Explica também como funcionam os esquemas fraudulentos de suporte técnico: os scammers [que praticam actos fraudulentos] ligam directamente para o telefone da pessoa e fazem-se passar por representantes da Microsoft.

“Até podem fazer spoof [do termo spoofing, a técnica usada por hackers para se passar por outra pessoa ou uma empresa legítima e roubar dados] da identificação do autor da chamada para apresentarem um número de telefone de suporte legítimo de uma empresa fidedigna”, refere.

Neste esquema, provavelmente irão pedir para instalar aplicações que lhes dão acesso remoto ao dispositivo do utilizar e, através disso, “podem desapreciar mensagens normais do sistema como sinais de problemas”.

Além disso, os autores deste tipo de esquemas fraudulentos “também poderão iniciar o contacto ao apresentarem mensagens de erro falsas em sites que visita e que incluem números de suporte e o aliciam a telefonar” e “também podem colocar o seu browser no modo de ecrã inteiro e apresentar mensagens de pop-up que não desaparecerão, bloqueando aparentemente o seu browser”.

Estas mensagens de erro falsas “têm como objectivo assustá-lo ao chamar a sua linha de atalho de suporte técnico”, alerta a Microsoft.

“Caso seja apresentada uma janela pop-up ou mensagem de erro com um número de telefone”, não realize chamadas para esse número, já que as mensagens de erro e aviso da Microsoft “nunca incluem um número de telefone”.

O suporte técnico da Microsoft “nunca pedirá que pague o suporte sob a forma de criptomoeda, como Bitcoin ou cartões de oferta”, refere a tecnológica.

A empresa recomenda que apenas seja transferido software a partir de sites parceiros Microsoft oficiais ou da Microsoft Store.

Na página electrónica, a Microsoft também explica o que fazer se um scammer de suporte técnico já tiver as suas informações.

Desde que o ano começou, Portugal tem sido alvo de vários ciber-ataques em vários sectores, desde a Impresa, passando pela Vodafone Portugal, que afectou a rede e os seus quatro milhões de clientes, como também os laboratórios Germano de Sousa, entre outros.

Diário de Notícias
DN/Lusa
14 Fevereiro 2022 — 18:46



 

328: Tarifa social de Internet entra hoje em vigor com custo mensal de 6,15 euros

– Esta é mais uma – a juntar a outras -, medidas falaciosas que eventualmente poderão beneficiar alguns utilizadores. Basta ler nas entrelinhas. “Os requisitos técnicos do serviço são de 12 Mbps (Megabits por segundo) de ‘download’ e um débito mínimo de ‘upload’ de 2 Mbps, com um tráfego mensal em banda larga de 15 GB (Gigabyte).” Estes valores de download ou de upload, são valores jurássicos, além do tráfego mensal (15 GB (Gigabyte)) para quem, por exemplo, procura emprego e tem de consultar anúncios, sites de empresas, jornais, etc., enviar e-mails, etc., evapora-se num instante. Além disto, estes “economistas” de pacotilha, nem as elementares regras de contabilidade de vão-de-escada conhecem (ou fingem desconhecer), quando para atribuição destas pretensas “tarifas sociais”, apenas contabilizam a coluna HAVER (entradas/recebimentos), sendo que a coluna DEVE (despesas), não entra para os cálculos finais. Ou seja, as despesas com rendas de casa, electricidade, água, gás, alimentação, transportes, vestuário, saúde, etc., não são consideradas, sendo a coluna SALDO que é a diferença entre o HAVER e o DEVE, ficar errada por falta dos elementos principais do DEVE.

SOCIEDADE/INTERNET

A tarifa social de Internet, com um valor de 6,15 euros (IVA incluído) e destinada a consumidores com baixos rendimentos, entra hoje em vigor, estimando o Governo que abranja “780 mil beneficiários potenciais”.

Mais de 780 mil pessoas poderão solicitar tarifa social para a Internet.

O secretário de Estado para a Transição Digital, André de Aragão Azevedo, confirmou a 29 de Novembro passado que Portugal irá avançar com a tarifa social da Internet. “Confirma-se o valor de cinco euros mais IVA, portanto, o total para o cidadão será de 6,15 euros e mantém-se também aquilo que era nossa expectativa de critérios de elegibilidade, ou seja, de população a abranger que será igual às regras que se aplicam à tarifa social de electricidade e da água, ou seja, uma expectativa de 780 mil beneficiários potenciais”, disse na altura. E a medida entra hoje em vigor.

Esta tarifa visa fornecer serviços de acesso à Internet em banda larga, fixa ou móvel, e tem como objectivo principal promover a inclusão digital através da possibilidade de acesso a um conjunto mínimo de serviços de base digital tipificados na directiva europeia 2018/1972 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 11 de Dezembro de 2018, que estabelece o Código Europeu das Comunicações Electrónicas (CECE).

Os requisitos técnicos do serviço são de 12 Mbps (Megabits por segundo) de ‘download’ e um débito mínimo de ‘upload’ de 2 Mbps, com um tráfego mensal em banda larga de 15 GB (Gigabyte).

Nos termos da portaria que estabelece o modelo, procedimentos e condições necessárias à aplicação do decreto-lei que cria a tarifa social de Internet – e que foi publicada em 29 de Novembro de 2021 em Diário da República -, depois de atribuída esta tarifa, a sua manutenção “depende da verificação da ANACOM [Autoridade Nacional de Comunicações], em Setembro de cada ano, da condição de consumidores de baixos rendimentos ou com necessidades especiais”.

No caso específico dos estudantes universitários, esta verificação é efectuada também pelo regulador, até Novembro de cada ano civil.

“Esta tarifa social pretende colmatar uma falha de mercado e responder a uma necessidade de acesso a um serviço digital por parte de um segmento da população economicamente mais carenciada que, por razões de ordem financeira, se vê excluída do acesso a serviços digitais essenciais”, refere a portaria, salientando que esta medida está em linha “com outras tarifas sociais aplicáveis a outros serviços básicos essenciais, nomeadamente relativas à água ou electricidade e teve em conta as experiências similares já implementadas noutros países europeus”.

A tarifa disponibiliza um conjunto de 11 serviços mínimos, onde se inclui o correio electrónico, os motores de pesquisa (que permitem procurar e consultar todos os tipos de informação), jornais e notícias na Internet e comprar ou encomendar bens e serviços ‘online’.

“Nos casos em que a atribuição da tarifa social de acesso a serviços de Internet em banda larga fixa ou móvel deva ser precedida de serviços de activação e ou equipamentos de acesso o preço, máximo e único, a cobrar para esse efeito é de 21,45 euros, ao qual acresce o IVA correspondente”, lê-se na portaria, acrescentando que o beneficiário da tarifa social de Internet “pode, se assim o entender, optar pelo pagamento faseado do preço associado aos serviços de activação e ou equipamentos de acesso num prazo não superior a 24 meses”.

Estes valores “vigoram entre 01 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2022”, de acordo com a portaria.

Para aceder à tarifa é preciso fazer um pedido junto do operador, sendo a atribuição automática após confirmação da elegibilidade.

Os consumidores a quem não seja aplicada automaticamente a tarifa podem apresentar requerimento para a respectiva atribuição a uma das operadoras de comunicações electrónicas, podendo anexar os documentos comprovativos de que são elegíveis.

O beneficiário que deixe de reunir os requisitos para a tarifa deve comunicá-lo à prestadora do serviço no prazo de 30 dias.

Diário de Notícias
DN/Lusa
01 Janeiro 2022 — 09:39