1317: Monkeypox. Surto terá tido origem única e vírus tem mais de 50 mutações

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/MUTAÇÕES

O estudo do INSA sobre a sequenciação genética do vírus Monkeypox refere a origem única do surto mas indica que potencialmente terão existido várias introduções em países diferentes e salienta o número anormalmente elevado de mutações do vírus, uma média de 50.

© Reinaldo Rodrigues Global Imagens (Arquivo)

Uma investigação do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA) sugere que o surto de ‘monkeypox’ tenha uma única origem e que o vírus tem um número “anormalmente elevado” de mutações, tendo em conta as suas características.

O estudo do INSA sobre a sequenciação genética do vírus ‘Monkeypox’, publicado na revista científica Nature Medicine, refere a origem única do surto mas indica que potencialmente terão existido várias introduções em países diferentes e salienta o número anormalmente elevado de mutações do vírus, uma média de 50, contrariando expectativas da comunidade científica tendo em conta as características do agente em causa.

“A origem mais provável do vírus que está a causar o surto de ‘monkeypox’ mundialmente em 2022 é um vírus ancestral comum que terá causado um surto na Nigéria em 2017 e que tenha sido responsável também pela exportação de alguns casos em 2018 e 2019 para o Reino Unido, Singapura e Israel”, disse esta quinta-feira à Lusa o investigador do INSA João Paulo Gomes, que liderou o estudo.

A hipótese mais plausível será a de que a linhagem original tenha continuado a circular na Nigéria ou em países vizinhos ao longo dos últimos cinco anos e tenha acumulado mutações nesse processo.

De acordo com esta teoria, algumas pessoas infectadas terão viajado, provavelmente nos meses de Março ou Abril de 2022, para países não endémicos como Portugal, Reino Unido e Espanha e iniciado cadeias de transmissão.

Relativamente às características do vírus, o responsável da Unidade de Investigação do Núcleo de Genómica e Bioinformática do Departamento de Doenças Infecciosas do INSA disse que os investigadores ficaram surpreendidos quando se aperceberam que existiam “muito mais mutações do que o que era esperado”.

Investigadores observaram “um vírus muito evoluído”

“Se ele provêm, muito provavelmente, do vírus da Nigéria, que circulou há cerca de cinco anos, e esperando uma taxa de mutação perfeitamente descrita de cerca de uma, não mais de duas, mutações por ano, não seria expectável que tivéssemos um vírus a circular agora e a causar este surto massivo com mais de dez mutações. No entanto, encontrámos uma média de 50 mutações no vírus que sequenciámos e isto fez com que apelidássemos de uma evolução acelerada”, salientou.

O que os investigadores observaram foi “um vírus muito evoluído” relativamente ao que estavam à espera, mas João Paulo Gomes referiu que não é conhecido “qual o impacto destas mutações em termos de maior ou menor transmissão, em termos de maior ou menor severidade”.

O investigador adiantou que “um número muito significativo” das mutações tinha como alvo proteínas do vírus que estão associadas à interacção com as proteínas humanas, em particular com o sistema imunitário, o que “sugere claramente um processo de adaptação” aos humanos.

“A maior parte das mutações parecem resultar de um mecanismo de defesa do próprio ser humano, que actua normalmente com vista a modificar geneticamente o vírus invasor de forma a controlar a infecção, podendo, no entanto, acontecer que, por má regulação deste sistema, as mutações criadas no vírus não lhe sejam prejudiciais, o que parece ter sido exactamente o que aconteceu com o vírus ‘Monkeypox’ de 2022”, rematou.

Em Portugal, já foram reportados 402 casos de ‘Monkeypox’.

Até 27 de Junho, tinham sido reportados um total de 4.357 casos em 48 países.

Diário de Notícias
DN/Lusa
30 Junho 2022 — 14:12

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1316: Portugal ultrapassa os 400 casos de infecção humana por vírus Monkeypox

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/INFECÇÕES

Confirmados mais 11 casos infecção humana por vírus Monkeypox, elevando para 402 o número total de infectados em Portugal, anuncia a DGS.

© Telmo Pinto / Global Imagens (Arquivo)

Há agora 402 casos de infecção humana por vírus Monkeypox em Portugal, segundo informou esta quinta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS). Foram confirmadas mais 11 infecções face à actualização do dia anterior.

Até ao momento, Lisboa e Vale do Tejo continua a registar o maior número de casos, tendo sido reportadas infecções nas restantes regiões do continente (Norte, Centro, Alentejo e Algarve) e na Região Autónoma da Madeira.

Os casos confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) “mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”, indica a autoridade nacional da saúde.

“Todas as infecções confirmadas são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos”, lê-se na nota divulgada no site da DGS.

Na actualização é referido que uma pessoa que esteja doente deixa de estar infecciosa apenas após a cura completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas, período que poderá, eventualmente, ultrapassar quatro semanas.

Os sintomas mais comuns da doença são febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dor nas costas, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos com o aparecimento progressivo de erupções que atingem a pele e as mucosas.

A informação recolhida através dos inquéritos epidemiológicos está a ser analisada para contribuir para a avaliação do surto a nível nacional e internacional, refere a autoridade de saúde, acrescentando que continua a acompanhar a situação a nível nacional em articulação com as instituições europeias.

Diário de Notícias
DN
30 Junho 2022 — 12:42

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1312: Portugal já tem quase 400 casos de infecção humana por vírus Monkeypox

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/INFECÇÕES

Registados 391 casos de infecção humana por vírus Monkeypox em Portugal, mais 18 do que no dia anterior, indicou a DGS. Pela primeira vez, Madeira reporta infecções.

© Gonçalo Villaverde/Global Imagens (Arquivo)

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) confirmou esta quarta-feira mais 18 casos de infecção humana por vírus Monkeypox, elevando para 391 o número total de infectados em Portugal.

Lisboa e Vale do Tejo regista o maior número de casos, havendo também infecções reportadas nas restantes regiões do continente (Norte, Centro, Alentejo e Algarve) e, pela primeira vez, na Região Autónoma da Madeira.

Os casos confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) “mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”​

A DGS refere ​​​​que “todas as infecções confirmadas são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos.”

Em actualização

Diário de Notícias
DN
29 Junho 2022 — 12:04

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1307: Confirmados 373 casos de infecção humana por vírus Monkeypox em Portugal

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/INFECÇÕES

A DGS reporta mais oito casos de infecção humana por vírus Monkeypox em Portugal. “Todas as infecções confirmadas são em homens entre os 19 e os 61 anos”.

© Alfredo Cunha / Global Imagens (Arquivo)

Foram confirmados mais oito casos de infecção humana por vírus Monkeypox em Portugal, elevando para 373 o número total de infectados, indicou esta terça-feira a Direcção-Geral da Saúde.

Lisboa e Vale do Tejo continua a registar o maior número de infecções, havendo, no entanto, casos nas regiões Norte, Centro, Alentejo e Algarve, indica a autoridade nacional de saúde dirigida por Graça Freitas.

Os casos confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) “mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”.

DGS refere que “todas as infecções confirmadas são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos”.

Recorda-se na nota divulgada que “uma pessoa que esteja doente deixa de estar infecciosa apenas após a cura completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas, período que poderá, eventualmente, ultrapassar quatro semanas”.

De acordo com a DGS, os sintomas mais comuns são “febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dor nas costas, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos com o aparecimento progressivo de erupções que atingem a pele e as mucosas.”

No sábado, a Organização Mundial de Saúde (OMS) fez saber que o actual surto do vírus do monkeypox, que já abrange mais de 50 países, não representa uma urgência de saúde pública de dimensão internacional, o nível mais alto de alerta.

O último balanço da agência de saúde das Nações Unidas dava conta de mais de 3.200 casos confirmados este ano e uma morte.

De acordo com as autoridades de saúde, a manifestação clínica da Monkeypox é geralmente ligeira, com a maioria das pessoas infectadas a recuperar da doença em poucas semanas.

Com Lusa

Diário de Notícias
DN
28 Junho 2022 — 10:41


 

1294: Registados 365 casos infecção humana por Monkeypox em Portugal

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/INFECÇÕES

Foram confirmados mais 17 casos de infecção humana por Monkeypox em Portugal, indica a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

© Global Imagens (Arquivo)

Sobe para 365 o número de casos de infecção humana por Monkeypox em Portugal, indicou esta segunda-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS). Foram registadas mais 17 infecções face à última actualização, divulgada na sexta-feira.

Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a região com o maior número de casos, tendo também sido reportadas infecções nas restantes regiões (Norte, Centro, Alentejo e Algarve).

As infecções confirmadas pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) ​”​​​são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos”, refere a DGS.

“Os casos identificados mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”, lê-se na actualização divulgada no site do organismo dirigido por Graça Freitas.

A autoridade nacional de saúde recorda que caso uma pessoa esteja doente “deixa de estar infecciosa apenas após a cura completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas, período que poderá, eventualmente, ultrapassar quatro semanas.”

No sábado, a Organização Mundial de Saúde (OMS) fez saber que o actual surto do vírus do monkeypox, que já abrange mais de 50 países, não representa uma urgência de saúde pública de dimensão internacional, o nível mais alto de alerta.

O último balanço da agência de saúde das Nações Unidas dava conta de mais de 3.200 casos confirmados este ano e uma morte.

De acordo com as autoridades de saúde, a manifestação clínica da Monkeypox é geralmente ligeira, com a maioria das pessoas infectadas a recuperar da doença em poucas semanas.

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, nódulos linfáticos inchados, calafrios, exaustão, evoluindo para erupção cutânea.

Diário de Notícias
DN
27 Junho 2022 — 12:52


 

1277: Portugal com 95.943 casos e 239 mortes por covid-19 entre 14 e 20 de Junho

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Em relação à semana anterior, registaram-se menos 17.185 casos de infecção e 22 mortes.

Portugal registou, entre 14 e 20 de Junho, 95.943 infecções pelo coronavírus ​​​​​​​SARS-CoV-2, 239 mortes associadas à covid-19 e uma nova diminuição dos internamentos em enfermaria e cuidados intensivos, indicou esta sexta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o boletim epidemiológico semanal da DGS, em relação à semana anterior, registaram-se menos 17.185 casos de infecção, verificando-se ainda uma redução de 22 mortes na comparação entre os dois períodos.

Quanto à ocupação hospitalar em Portugal continental por covid-19, a DGS passou a divulgar às sextas-feiras os dados dos internamentos referentes à segunda-feira anterior à publicação do relatório.

Com base nesse critério, o boletim indica que, na última segunda-feira, estavam internadas 1.743 pessoas, menos 153 do que no mesmo dia da semana anterior, com 85 doentes em unidades de cuidados intensivos, menos 13.

De acordo com o boletim da DGS, a incidência a sete dias estava, na segunda-feira, nos 932 casos por 100 mil habitantes, tendo registado uma diminuição de 15% em relação à semana anterior, e o índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus registava o valor de 0,88.

Por regiões, Lisboa e Vale do Tejo registou 45.219 casos entre 14 e 20 de Junho, menos 4.851 do que no período anterior, e 84 óbitos, mais três.

A região Centro contabilizou 12.521 casos (menos 2.992) e 40 mortes (menos 24) e o Norte totalizou 22.401 casos de infecção (menos 7.560) e 80 mortes (mais três).

No Alentejo foram registados 3.916 casos positivos (menos 350) e oito óbitos (menos nove) e no Algarve verificaram-se 4.821 infecções pelo SARS-CoV-2 (mais 332) e seis mortes (menos cinco).

Quanto às regiões autónomas, os Açores tiveram 3.558 novos contágios entre 14 e 20 de Junho (menos 1.167) e nove mortes (mais seis), enquanto a Madeira registou 3.507 casos nesses sete dias (menos 597) e 12 óbitos (mais quatro), de acordo com os dados da DGS.

Segundo o relatório, a faixa etária entre os 40 e os 49 anos foi a que apresentou maior número de casos a sete dias (16.141), seguida das pessoas entre os 50 e os 59 anos (15.211), enquanto as crianças até 9 anos foram o grupo com menos infecções (4.642) nesta semana.

Dos internamentos totais, 700 foram de idosos com mais de 80 anos, seguindo-se a faixa etária dos 70 aos 79 anos (412) e dos 60 aos 69 anos (220).

A DGS contabilizou ainda 14 internamentos no grupo etário das crianças até aos 9 anos, 11 dos 10 aos 19 anos, 22 dos 20 aos 29 anos, 32 dos 30 aos 39 anos, 62 dos 40 aos 49 anos e 116 dos 50 aos 59 anos.

O boletim refere também que, nestes sete dias, morreram 180 pessoas com mais de 80 anos, 38 pessoas entre os 70 e 79 anos, 13 entre os 60 e 69 anos, quatro entre os 50 e 59 anos, três entre os 40 e 49 anos e uma entre os 30 e 39 anos.

Relativamente à vacinação contra a covid-19, o boletim refere que 93% da população tem a vacinação completa, 64% dos elegíveis a primeira dose de reforço e 52% dos idosos com 80 ou mais anos a segunda dose para reforçar a imunização contra o SARS-CoV-2.

Diário de Notícias
DN/Lusa
24 Junho 2022 — 20:29


 

1273: Fim das aulas nas universidades, no secundário e 3.º ciclo acelerara descida de casos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/ESCOLAS

Portugal está agora com uma média diária de 13.500 infecções e de 31 óbitos. Na opinião da equipa da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa o factor determinante para esta descida foi o fim das aulas progressivo nas universidades e depois no ensino básico e secundário. Mas o que vai acontecer a seguir, em relação ao impacto dos festejos dos santos e de muitos festivais de verão, “ainda é uma incógnita”.

Crianças e jovens dos 10 aos 19 anos estão com valores mínimos de infecção.

Até ao dia 22 de Junho, segundo os dados publicados ontem pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), o país tinha atingido desde o início da pandemia os 5,118 milhões de infecções e os 24 007 óbitos. Só no ano de 2022, de 1 de Janeiro até esta data, foram contabilizadas 3,691 milhões de infecções e 5034 óbitos.

Sendo que, esta última vaga está a ser marcada pelo número de re-infecções. Segundo explicou ao DN o professor Carlos Antunes, que integra a equipa da Faculdade de Ciências (FC) da Universidade de Lisboa, que faz a modelação da evolução da doença desde o início da pandemia, estas continuam a aumentar e somam já cerca do 20% do total de casos.

No entanto, o país pode estar a atingir uma fase de planalto, depois de, no início de Junho, ter registado uma desaceleração significativa na redução de casos, sobretudo nas faixas etárias dos 10 anos 19 anos.

A razão para tal pode estar no fim das aulas dos estudantes universitários, no mês de maio, nos do ensino secundário, do 10.º ao 12.º ano, a 9 de Junho, e no dos III Ciclo, do 5.º ao 9.º ano, a 15 de Junho.

Carlos Antunes destaca que as aulas continuam a ser “o factor mais pesado no aumento ou na diminuição de casos, consoante a sua abertura ou fim”. Mais até do que as festividades, como a dos Santos que se viveram em Lisboa na semana passada.

“O que estamos a analisar, e fazendo a analogia com o calendário escolar, é que o fim das aulas teve um efeito maior no sentido da redução de casos, do que as festividades no sentido de aumento de casos”. Ou seja, o que se observa agora, e mais de uma semana depois dos festejos de Santo António, é que continua a haver uma redução no número de infecções, mas o ritmo de descida é mais lento do que o registado no início de Junho.

O professor explica: “As festividades contribuíram para a redução do ritmo de desaceleração de casos, porque, de acordo com a nossa análise, o (Rt) – índice de transmissibilidade -, que tem sempre um avanço de alguns dias em relação ao calculado pelo INSA, estava a baixar e já voltou a subir ligeiramente.

Neste momento, está nos 0.95, muito próximo de 1, e tinha atingido um mínimo de 0.86. Isto é sinal de que acabou o combustível para a diminuição de casos. Esta pode parar e o país atingir uma fase de planalto, como estávamos em Março e Abril, ou então passar-se a um novo recrudescimento de mais casos. Não nos podemos esquecer que as festividades dos Santos vão continuar até ao final do mês e que depois vêm mais festivais”.

Para já, a paragem no ritmo de descida de casos foi mais notória na Região de Lisboa e Vale do Tejo, provavelmente devido aos festejos do Santo António, mas tal “pode ser um factor pontual e sem capacidade para fazer deflagrar um aumento de casos”. Mas da semana passada para esta, em termos globais, a descida no número de infecções continua a ser registada.

Os boletins da DGS dão conta que na segunda-feira, dia 13, foram contabilizados 6160 casos e 32 óbitos, terça-feira, dia 14, 22 330 e 39 óbitos, quarta-feira, dia 15, 20 300 e 40 óbitos e quinta-feira, dia 16, 17 835 e 37 óbitos, enquanto nesta semana foram registados segunda-feira, dia 20, 5342 casos e 27 óbitos, terça-feira dia 21, 18 041 casos e 23 óbitos, quarta-feira, dia 22, 15 292 casos e 24 óbitos, e quinta-feira, dia 23, 13 453 casos e 28 óbitos.

As faixas etárias mais afectadas pela infecção continuam a ser as dos 20 aos 50 anos. Segundo referiu ao DN Carlos Antunes, os mais novos, dos 10 aos 19 anos, estão com valores mínimos de infecção. Na faixa dos zero aos 9 anos, a redução de casos está a ser mais lenta, mas estes ainda se mantém em aulas até ao final do mês.

Em relação aos óbitos, de 1 de Janeiro até ao dia 22 de Junho o país atingiu as 5034 mortes por covid-19, o que representa metade da que se registou no mesmo período em 2021, 10 082 mortes. No entanto, o professor destaca que há um ano ainda não existia a cobertura vacinal que existe agora e que, por outro lado, a sociedade estava sujeita a mais regras de protecção do que agora.

O que é já visível quer no número de casos e nos internamentos é o impacto da vacinação com o segundo reforço em quase 50% da população acima dos 80 anos. “Esta faixa etária estava com uma média diária de 1500 casos e agora está com 700”.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
24 Junho 2022 — 07:00


 

1264: Casos confirmados de infecção por Monkeypox sobem para 328

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/INFECÇÕES

No dia em que OMS vai avaliar se o surto actual representa uma “urgência de saúde pública de dimensão internacional”, Portugal regista mais 11 casos de infecção por Monkeypox.

© Global Imagens

Portugal registou mais 11 casos de infecção pelo vírus Monkeypox, elevando para 328 o total de pessoas infectadas, anunciou esta quinta-feira a Direcção-Geral de Saúde.

Segundo a autoridade de saúde, todas as infecções são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos, que estão em “acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”.

Até agora, é em Lisboa e Vale do Tejo que se regista o maior número de casos, mas também foram reportadas infecções nas regiões Norte e Algarve.

A Organização Mundial de Saúde vai avaliar esta quinta-feira se o surto actual representa uma “urgência de saúde pública de dimensão internacional”, o seu nível mais alto de alerta.

A proliferação actual de casos é “incomum e preocupante”, declarou o director do organismo, Tedros Adhanom Ghebreyesus, quando justificou esta reunião.

A região europeia está no centro da propagação do vírus.

A infecção por Monkeypox, que não costuma ser mortal, pode causar febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, gânglios linfáticos inchados, calafrios e fadiga. Depois aparecem erupções cutâneas (na face, palmas das mãos, solas dos pés), lesões, pústulas e crostas. Os sintomas geralmente desaparecem em duas a três semanas.

Diário de Notícias
DN
23 Junho 2022 — 11:33


 

1259: Há já 317 casos de infecção humana por vírus Monkeypox em Portugal

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/INFECÇÕES

Reportados mais 13 casos infecção humana por vírus Monkeypox, de acordo com os dados da Direcção-Geral da Saúde.

© José Sena Goulão/Lusa (Arquivo)

Portugal registou mais 13 casos de infecção pelo vírus Monkeypox, elevando para 317 o total de pessoas infectadas, que se encontram clinicamente estáveis, anunciou hoje a autoridade de saúde.

Segundo a Direcção-Geral da Saúde (DGS), todas as infecções confirmadas pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos, que estão em “acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”.

A DGS, que está a acompanhar a situação a nível nacional em articulação com as instituições europeias, adiantou ainda a maioria das infecções foram notificadas em Lisboa e Vale do Tejo, mas também há registo de casos nas regiões Norte e Algarve.

Os dados do Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) indicam que, até hoje, foram reportados 2.746 casos de infecção pelo Monkeypox em 29 países de toda a região europeia.

Na terça-feira, as autoridades britânicas anunciaram que o Reino Unido vai começar a disponibilizar vacinas a alguns homens que fazem sexo com outros homens e correm um risco maior de contrair o vírus Monkeypox.

Os especialistas estão a considerar a vacinação em alguns homens com maior risco de exposição à infecção humana pelo vírus ‘Monkeypox’, referiu a Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido, em comunicado.

Esta agência identificou como grupo de maior risco os homens que fazem sexo com outros homens e que têm múltiplos parceiros, participam em sexo em grupo ou frequentam locais onde o sexo ocorre nas instalações.

“Ao expandir a oferta de vacinas para aqueles em maior risco, esperamos quebrar as cadeias de transmissão e a ajudar a conter o surto”, salientou a responsável de imunização da agência britânica de segurança sanitária, Mary Ramsay.

Recentemente, a DGS confirmou que Portugal vai receber 2.700 doses das vacinas contra o vírus Monkeypox adquiridas pela Comissão Europeia, estando a ser elaborada uma norma técnica que definirá a forma como serão utilizadas.

Nesta quinta-feira (23 de Junho), a Organização Mundial da Saúde (OMS), sediada em Genebra, vai avaliar se o surto actual, que abrange mais de 40 países, representa uma “urgência de saúde pública de dimensão internacional”, o seu nível mais alto de alerta.

Diário de Notícias
DN/Lusa
22 Junho 2022 — 15:36


 

Covid-19: Portugal continua a ser o país da União Europeia – e o segundo no mundo – com mais novos casos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES

© TVI24 Covid-19: Portugal continua a ser o país da União Europeia – e o segundo no mundo – com mais novos casos

Portugal continua o país da União Europeia (UE) com mais novos casos de infecção por SARS-CoV-2 por milhão de habitantes nos últimos sete dias e é segundo no mundo neste indicador.

Segundo o ‘site’ estatístico Our World in Data, Portugal é também o país da UE com mais novas mortes diárias por milhão de habitantes nos últimos sete dias e é terceiro no mundo nesse indicador.

A média diária de novos casos em Portugal desceu de 2.380 por milhão de habitantes há duas semanas para 1.560 à data de hoje. Dos parceiros da União Europeia, segue-se a França, com 703, a Alemanha, com 685, Luxemburgo (673) e Grécia (614).

A nível mundial, considerando os países e territórios com mais de um milhão de habitantes, Taiwan tem a maior média de novos casos diários (2.410), seguida de Portugal, Austrália (1.060), Nova Zelândia (977) e Bahrain (814).

No que toca às novas mortes diárias atribuídas à covid-19, Portugal mantém a maior da União Europeia, com 3,63, praticamente igual à média de 3,68 de há duas semanas, seguida da Finlândia, com 1,47, a Estónia com 1,29, a Espanha com 1,14 e Malta com 1,11.

Em termos mundiais, olhando para territórios e países com mais de um milhão de habitantes, Omã tem a maior média diária de novas mortes atribuídas à covid-19 (10), seguida de Taiwan (6,29), Portugal, Uruguai (2,43) e Nova Zelândia (1,95).

A média de novos casos diários por milhão de habitantes na União Europeia está em 415 e a de novas mortes diárias em 0,63.

A média mundial de novos casos está em 67 e a de novas mortes atribuídas à covid-19 está em 0,17.

Agência Lusa
20.06.2022