318: Ómicron trouxe desmarcações de reservas para a noite de passagem de ano, mas números afastam um cenário negro

– Sou frontalmente contra esta governança que me anda a roubar os subsídios de férias e de natal (e já nem chegam), para pagar o IRS.
Mas porra, vale tudo para que a choldra de políticos culpem a governança por todos os males? Em benefício das suas campanhas eleitorais para uma eventual futura governança? Para fazerem igual ou ainda pior que a que lá (ainda) está? Afinal, a hotelaria não está assim tão mal como a que anunciam a toda a hora! Não bastam os números diários de infectados e de mortos, ainda querem mais liberdade para estes números subirem mais? Portugal registou 16 mortes e 6.334 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas (27.12.2021)

Long Truong / unsplash

Limitações às viagens ou exigência de teste negativo afastaram alguns hóspedes, que preferiram desmarcar os seus planos para a entrada no Ano Novo.

Terminadas as celebrações natalícias, o foco centra-se agora na entrada no Novo Ano, com as celebrações marcadas pelos cuidados redobrados face ao aumento de casos registado nos últimos dias, em virtude do maior nível de transmissibilidade da variante Ómicron — ainda desconhecida quando a grande maioria das reservas foi feita.

Na realidade, a nova estripe teve consequências naturais nas marcações, com muitos hoteleiros a verem o cenário de casa cheia esfumar-se perante algumas das proibições impostas no que respeita às viagens, mas também às medidas anunciadas recentemente pelo Governo e que exigem a realização de testes negativo para a entrada em alguns espaços. Apesar de o número de reservas desmarcadas, tal não constitui uma hecatombe para o sector da hotelaria.

“Sentimos alguma retracção do mercado, especificamente no segmento de grupos estrangeiros, não só pelas novas medidas anunciadas, mas pelo impacto do surgimento da nova variante Ómicron”, confirmou Margarida Almeida, presidente executiva da Amazing Evolution, à CNN. Já Ingrid Koeck, sócia e porta-voz do grupo Torel Boutiques, esclarece que o “grande problema são as quebras de ocupação registadas durante o mês de Dezembro, fruto das políticas restritivas à mobilidade observadas na Europa desde o final de Novembro”.

O presidente executivo dos hotéis PortoBay, António Trindade, por sua vez, tem números concretos para os cancelamentos. “Cerca de oito pontos percentuais“. Ainda segundo os empresários, que prestaram declarações à CNN, são as unidades de campo, longe das grandes cidades, que têm maiores e melhores níveis de ocupação.

Mesmo com uma redução no número de hóspedes, as unidades hoteleiras estão apostadas em garantir altos níveis de segurança sanitária para os clientes, dando especial atenção a medidas como o distanciamento social e insistindo nos protocolos internos, em linha com as indicações das autoridades de saúde. Ainda assim, alguns hotéis — como os da cadeia Torel Boutiques — já estavam a exigir um teste negativo aos seus hóspedes, de forma e evitar surpresas negativas logo ao virar do ano.

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27 Dezembro, 2021