Graça Freitas: “A pior coisa que nos pode acontecer é adoecer em Agosto”

Até parece que as doenças têm agenda própria ó dra. Graça Freitas! Qualquer mês do ano pode ser o início de um desequilíbrio físico e pimba! Percebi a sua analogia em ordem ao mês de Agosto, apenas pretendi ironizar um pouco. Para desanuviar. Também precisamos disso, agora mais que nunca: guerra na Europa; pandemia do covid-19 e surto do vírus da macacada, são o prato forte da nossa existência diária! Haja um digestivo para amainar… 😂

SAÚDE PÚBLICA/PLANO DE CONTINGÊNCIA-MÓDULO VERÃO 2022

“Agosto não é um bom mês para ter acidentes ou doenças”, afirmou a directora-geral da Saúde, dirigindo-se ao presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Pisco.

© Rita Chantre / Global Imagens

A directora-geral da Saúde, Graça Freitas, afirmou esta quarta-feira, na apresentação do Plano de Contingência – Módulo Verão 2022, que “a pior coisa que nos pode acontecer é adoecer em Agosto”, uma vez que as pessoas estão longe do seu médico, centro de saúde e hospital.

“Agosto não é um bom mês para ter acidentes ou doenças”, acrescentou, citada pelo JN, dirigindo-se ao presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Pisco.

A líder da Direcção-Geral da Saúde (DGS) falou dos comportamentos de risco em férias, e pediu atenção redobrada às crianças, devido aos acidentes de viação, às quedas e aos afogamentos, tendo ainda alertado os adolescentes para as lesões medulares causadas pelos mergulhos.

Graça Freitas recordou ainda que Portugal tem muitas doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis, assemelhando-se nesse aspecto a “um país pouco desenvolvido”.

A responsável lembrou também que o bacalhau à Brás é, todos os Verões, um protagonista de toxinfeções alimentares colectivas, devido ao desenvolvimento de salmonelas.

A directora-geral da Saúde considera que Portugal continua num patamar relativamente elevado de casos de covid-19, apesar de se encontrar em tendência decrescente.

Diário de Notícias
DN
22 Junho 2022 — 19:16


 

1168: DGS pede cautela nos santos (populares)

“Graça Freitas frisa que ‘é nossa obrigação’ manter medidas de prevenção. Em Maio, a covid-19 matou 18 vezes mais do que há um ano.” Ó senhora directora-geral da saúde, acha que os grunhos labregos sentem ser “obrigados” a manter as medidas de prevenção? Desconheço a data da imagem abaixo, mas dado que as festas já começaram, basta olhar para essa gajada SEM MÁSCARA E TUDO AO MOLHO para aferir da manutenção das medidas de segurança!

Graça Freitas admite preocupação com nível elevado da epidemia. A dirigente frisa que ‘é nossa obrigação’ manter medidas de prevenção. Em maio, a covid-19 matou 18 vezes mais do que há um ano.

AFP

Após uma interrupção de dois anos, devido à pandemia de covid-19, Lisboa volta a festejar os Santos Populares sem restrições, com festas a despontar em todo o país. No entanto, devido ao elevado número de infectados Graça Freitas mostrou estar preocupada com os festejos que se avizinham.

«Olho [para os festejos] com cautela e com alguma preocupação, mas não com alarme. É verdade que temos um número bastante elevado acima dos 80 anos e também na faixa etária dos 70 aos 79. Mas neste momento, apesar de tudo, atingimos em termos de novos casos por dia, um planalto», explicou, em declarações ao Fórum TSF, a directora-geral da Saúde, assumindo «alguma preocupação» perante os números verificados.

De seguida, a dirigente deixou claro que a população «deve estar atenta» ao elevado número de infectados na medida em que, ainda que «a letalidade e a gravidade sejam baixas, se houver muitos casos na população, obviamente teremos mais internamentos e mais mortes». «Temos de olhar para isto com respeito, humildade, atenção e contrariar, que é o nosso papel, a tendência expansionista do vírus», frisou.

«Neste momento, há uma carga tão grande de vírus em circulação que é nossa obrigação, como comunidade, como serviços, como médicos, como Ministério da Saúde, fazer aquilo que estiver na nossa mão de medidas de protecção», realçou, apelando aos portugueses que mantenham as medidas de segurança apreendidas nos últimos dois anos, como a desinfecção das mãos ou a utilização de equipamento de protecção individual.

«É óbvio que nós nos vamos aproximar, de um período, o período das festas dos Santos Populares, que por si só, é um período de risco», salientou, sendo que os dados avançados, esta sexta-feira,  pela Direcção Geral da Saúde (DGS), indicam que Portugal registou esta quinta-feira quase 30 mortes e mais de 25 mil casos por covid-19.

Estes são os números mais baixos da semana – o número de mortes esteve sempre acima das 30 e o de casos acima de 26 mil. Importa mencionar que Lisboa e Vale do Tejo tem um Rt de 1,06, o Algarve de 1, os Açores de 1,16 e a Madeira de 1,22. Em Maio, como o i avançou esta semana, morreram 863 pessoas com covid-19 em Portugal, 18 vezes mais do que há um ano. Foi o mês de Maio com o maior nível de mortalidade por todas as causas pelo menos desde 1980, com mais de 10 mil mortes, 1.500 acima da média dos últimos cinco anos.

«Estou de facto preocupada. Com o aproximar dos Santos, vamos ter mais oportunidades de que a transmissão se faça. O apelo é um apelo a cada um para agir em conformidade com este risco. Obviamente que é impossível travar o movimento dos Santos Populares e das festas e dos ajuntamentos. Mas pelo menos até lá não aumentar a carga de doença, não a aumentar quantidade de vírus que ainda circula entre nós e chegar a esses dias numa situação mais confortável», concluiu Graça Freitas.

SOL
Maria Moreira Rato
maria.rato@newsplex.pt
5 de Junho 2022 às 10:11