1322: Governo estende até ao final de Julho comparticipação de testes à covid-19

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/TESTES

O preço máximo para efeitos de comparticipação é de 10 euros. Apenas abrangidos testes prescritos pelo SNS e realizados nas farmácias de oficina.

© zoranm/Getty Images

O Governo estendeu o prazo de comparticipação de testes rápidos de antigénio de uso profissional à covid-19 prescritos pelo Serviço Nacional de Saúde até ao final de Julho, avançou esta quinta-feira o Ministério da Saúde.

“A portaria que estabelece o regime excepcional e temporário de comparticipação de testes rápidos de antigénio (TRAg) de uso profissional prescritos pelo SNS e realizados nas farmácias de oficina será prorrogada até ao final do mês de Julho”, refere o Ministério da Saúde numa resposta à agência Lusa.

Na anterior portaria, assinada pelo secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, a medida era aplicada até esta quinta-feira e justificada com a incidência muito elevada da pandemia de covid-19.

A portaria sublinhava a relevância da realização de testes de diagnóstico para despiste de infecção por SARS-CoV-2, tanto para referenciação de pessoas sintomáticas como para detecção precoce de casos confirmados.

Segundo a anterior portaria, o preço máximo para efeitos de comparticipação é de 10 euros.

No âmbito deste regime, os testes rápidos de antigénio à covid-19 estão disponíveis em 1.502 farmácias e 718 laboratórios do país, segundo dados da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed).

Há ainda 148 estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde onde estes testes podem ser realizados gratuitamente.

Diário de Notícias
DN/Lusa
30 Junho 2022 — 16:26

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Começou o “calvário” do pagamento do IRS…

IMPOSTOS/IRS/ROUBALHEIRA INSTITUCIONAL

Como nada tenho a esconder, seja de quem for, hoje decidi-me efectuar a entrega da declaração do IRS que termina no próximo dia 30 de Junho.

Guardo sempre para o fim para ganhar mais uns dias e aliviar o esforço financeiro que terei de efectuar para poder garantir o pagamento desta roubalheira institucional. Obrigado António Costa, obrigado PS por obrigarem-me a contar os cêntimos todos os meses para não falhar uma única prestação a pagar deste imposto.

O pagamento, como nos anos anteriores deverá ser liquidado até 31.08.2022. Um pouco antes dessa data, solicitarei a liquidação em prestações (± 6, dependendo do que eles decidirem e de acordo com o valor a pagar), mas devo ficar com uma carga fiscal de ± € 150,00 mensais.

Fica aqui um breve resumo da entrega deste imposto faraónico para quem tem de (sobre)viver racionando muita coisa na sua vida pessoal e familiar.

E também para quem duvida que, sendo eu viúvo, pago o dobro de taxa de IRS (com menos o rendimento de minha esposa) de quando era casado com dois rendimentos, ou seja:

– em 2015 pagávamos de IRS 14,5% (€ 831,15);

– em 2016 até à data, pago como viúvo 28,5% de taxa de IRS (€ 1.669,69);

ou seja, os subsídios de férias e de natal são integralmente – e já nem chegam -, para liquidar o IRS.

Mais uma vez, obrigado António Costa, obrigado PS, pelo vosso “socialismo” da treta! Perdoam-se milhares de milhões de dívidas aos ricos, corruptos e afins, enquanto se carrega sobre os mais carenciados da sociedade.

27.06.2022


 

1271: Subida dos preços obriga dois terços dos portugueses a poupar na comida

Não há praticamente nenhum português imune aos efeitos do aumento do custo de vida.

– Nenhum português, uma porra!!! Os pançudos continuam a fazer a sua vidinha opulenta, passeatas, viagens, férias, restaurantes, festas, etc. e os pobres – cada vez mais -, esses sim, continuam a apertar e a fazer novos furos no cinto! Chegou-se ao ponto de termos de escolher entre o que se deixa na farmácia e o que se põe em cima da mesa… Mais uma “sondagem” que me passou ao lado…

CUSTO DE VIDA/POBRES MAIS POBRES, RICOS MAIS RICOS

Cresce a insatisfação com medidas do Governo para atenuar a crise. Maioria pede limites aos aumentos nos bens essenciais e na energia.

© Leonardo Negrão / Global Imagens

Não há praticamente nenhum português imune aos efeitos do aumento do custo de vida. E já soam os alarmes: quase dois terços foram obrigados a mudar de hábitos por causa da factura dos combustíveis; pior ainda, mais de dois terços começaram a cortar na alimentação, ao ponto de reduzirem ou eliminarem produtos que faziam parte do seu cabaz de compras no supermercado.

São os dados da mais recente sondagem da Aximage para o DN, JN e TSF, que também apresenta uma factura política: a popularidade do Governo afunda-se, com 46% a dizerem que a resposta à crise é “má” e apenas 14% que é “boa”.

António Costa vai ter de fazer bastante melhor do que prometer aumentos “históricos” de pensões para o próximo ano. É agora que o aumento do custo de vida se está a fazer sentir (97%), em particular na ida ao supermercado (39%) e à bomba de gasolina (39%). E é também no imediato que nove em cada dez portugueses (89%), incluindo os eleitores socialistas, pedem novas medidas que atenuem o efeito da crise.

Saldo negativo

Entre os meses de Maio e Junho, e perante o avanço da inflação (8%, segundo o Instituto Nacional de Estatística), a satisfação com as medidas adoptadas pelo Governo para atenuar a crise caiu 12 pontos percentuais, enquanto a insatisfação subiu 17 pontos (com destaque para os que dizem que é “muito má”, que passaram dos 9% para 23%).

O saldo (diferença entre os que acham que a resposta do Governo à crise é “boa” e os que acham que é “má”) é negativo em todos os segmentos da amostra, incluindo entre os que deram a maioria absoluta ao PS em Janeiro. A insatisfação é particularmente elevada na Região Norte e na Área Metropolitana do Porto; entre os que estão na faixa etária dos 18/34 e 50/64 anos; e entre os que fazem parte da classe média baixa.

Travão aos alimentos

Bem pior do que o castigo político ao Governo é o castigo que as famílias estão a sentir na pele. A sondagem da Aximage não deixa margem para dúvidas sobre a gravidade da situação. Mais de dois terços (68%) dos portugueses já se viram obrigados a alterar o seu padrão de consumo de alimentos (com destaque para os que vivem na região do Porto, para as mulheres, e para os que têm 35 a 49 anos).

Estes cortes na alimentação podem ser menos graves, quando o que está em causa é a necessidade de optar por um produto com um preço mais baixo (40%); mas tornam-se preocupantes quando é assumido que foi preciso reduzir o consumo (34%), em particular entre as mulheres e os que têm 65 ou mais anos; ou quando há produtos que, por causa da subida dos preços, foram banidos da cesta de compras (25%). Como desabafou um dos inquiridos na sondagem, “alguns produtos agora só compro quando estão com uma boa promoção”.

Também no caso dos combustíveis a percentagem de portugueses que se viu obrigada a fazer adaptações é muito elevada (60%). A grande maioria cortou nos passeios ao fim de semana (em particular os que vivem na Região Norte), cerca de um quarto passou a andar mais a pé (com destaque para quem vive nas áreas metropolitanas), e uma fatia mais pequena passou a utilizar transportes públicos. Com os custos que isso representa: “Deixei de usar o carro para ir de casa à estação de comboio e perco o dobro do tempo”, desabafou um dos inquiridos.

Limitar subida de preços

Com percentagens tão elevadas de cortes na alimentação e nos combustíveis não surpreende que, quando inquiridos sobre quais as medidas que o Governo deveria tomar para atenuar os efeitos da crise, as duas mais citadas (67%) se prendam com a limitação ao aumento dos preços dos bens essenciais e da energia (destacando-se os que vivem no Porto e no Norte e os que têm 35 a 49 anos). Esta intervenção do Governo nos preços é a medida favorita entre os eleitores do CDS, PAN, CDU e PS.

Segue-se, no terceiro lugar do ranking (cada inquirido podia apontar até três prioridades), uma baixa de impostos (60%), com destaque para os portugueses de 18 a 34 anos; e para os eleitorado do Chega, Iniciativa Liberal, PSD e BE; e, em quarto lugar, o aumento dos apoios sociais às famílias mais desfavorecidas (44%), com destaque para os que têm 65 ou mais anos, os mais pobres, mas também os eleitores do Livre.

Mulheres e habitantes do Norte e Centro perdem rendimentos

Há um outro indício de que o país se afunda numa crise: 47% dos portugueses assinalam uma quebra de rendimento nos últimos 12 meses. E são ainda mais (57%) os que já adiaram despesas ou compras significativas.

As quebras no rendimento não afectam todos por igual. Há segmentos da população em que o empobrecimento é maior. Entre os mais afectados estão as mulheres (52%), os habitantes das regiões Norte (53%) e Centro (52%) e os que têm 50 a 64 anos. Os que menos sentem a perda de rendimentos são os homens (58%), os que vivem em Lisboa e no Sul (58%) e os jovens (59%).

Despesas adiadas

Com ou sem quebras de rendimentos, uma grande maioria de portugueses já adiou ou vai adiar despesas de valor significativo (57%), de novo com destaque para as mulheres (60%) e para quem vive no Porto (67%). Entre os que ainda não sentiram necessidade de adiar despesas (43%), destacam-se os homens (47%) e os que vivem em Lisboa (50%).

Sem surpresa, a primeira despesa a ser cortada em tempos de crise é a viagem de férias: 30% já decidiram que assim será, de novo com destaque para as mulheres (34%) e para os que têm 65 ou mais anos (52%). Segue-se a poupança nos equipamentos para o lar (23%), que afecta sobretudo os mais pobres (57%).

A compra de carro fica para outra altura para 21%, com os homens (25%) e os habitantes do Norte (27%) em destaque. Finalmente, a despesa mais pesada de todas, a compra de casa, é adiada por 18%, sobretudo entre os que vivem na Região Centro (26%).

Calculadora na mão

No decorrer do inquérito percebeu-se que, para muitos portugueses, uma pequena despesa também pode ter um impacto significativo. Leia-se o desabafo de um dos inquiridos à pergunta sobre qual a despesa que iria adiar: “Para um vencimento de 867 euros? Basta um simples medicamento na farmácia. E usar a calculadora sempre que acrescento um produto alimentar ao carrinho de compras. Portanto, coisas básicas. É mais grave do que se julga!”

Através de uma última pergunta percebe-se que a maioria está pessimista quanto à duração da crise: apenas 24% admitem que seja possível avançar para a tal despesa significativa ainda este ano. Os restantes 76% ou acham que não será (40%) ou não sabem se será ou não (36%).

Diário de Notícias
rafael@jn.pt

FICHA TÉCNICA

A sondagem foi realizada pela Aximage para o DN, TSF e JN, com o objectivo de avaliar a opinião dos portugueses sobre a actualidade. O trabalho de campo decorreu entre os dias 14 e 19 de Junho de 2022 e foram recolhidas 804 entrevistas entre maiores de 18 anos residentes em Portugal. Foi feita uma amostragem por quotas, obtida através de uma matriz cruzando sexo, idade e região (NUTSII), a partir do universo conhecido, reequilibrada por género, grupo etário e escolaridade. Para uma amostra probabilística com 804 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,017 (ou seja, uma “margem de erro” – a 95% – de 3,46%). Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem, Lda., sob a direcção técnica de Ana Carla Basílio.

Diário de Notícias
Rafael Barbosa
24 Junho 2022 — 08:00


 

Graça Freitas: “A pior coisa que nos pode acontecer é adoecer em Agosto”

Até parece que as doenças têm agenda própria ó dra. Graça Freitas! Qualquer mês do ano pode ser o início de um desequilíbrio físico e pimba! Percebi a sua analogia em ordem ao mês de Agosto, apenas pretendi ironizar um pouco. Para desanuviar. Também precisamos disso, agora mais que nunca: guerra na Europa; pandemia do covid-19 e surto do vírus da macacada, são o prato forte da nossa existência diária! Haja um digestivo para amainar… 😂

SAÚDE PÚBLICA/PLANO DE CONTINGÊNCIA-MÓDULO VERÃO 2022

“Agosto não é um bom mês para ter acidentes ou doenças”, afirmou a directora-geral da Saúde, dirigindo-se ao presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Pisco.

© Rita Chantre / Global Imagens

A directora-geral da Saúde, Graça Freitas, afirmou esta quarta-feira, na apresentação do Plano de Contingência – Módulo Verão 2022, que “a pior coisa que nos pode acontecer é adoecer em Agosto”, uma vez que as pessoas estão longe do seu médico, centro de saúde e hospital.

“Agosto não é um bom mês para ter acidentes ou doenças”, acrescentou, citada pelo JN, dirigindo-se ao presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Pisco.

A líder da Direcção-Geral da Saúde (DGS) falou dos comportamentos de risco em férias, e pediu atenção redobrada às crianças, devido aos acidentes de viação, às quedas e aos afogamentos, tendo ainda alertado os adolescentes para as lesões medulares causadas pelos mergulhos.

Graça Freitas recordou ainda que Portugal tem muitas doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis, assemelhando-se nesse aspecto a “um país pouco desenvolvido”.

A responsável lembrou também que o bacalhau à Brás é, todos os Verões, um protagonista de toxinfeções alimentares colectivas, devido ao desenvolvimento de salmonelas.

A directora-geral da Saúde considera que Portugal continua num patamar relativamente elevado de casos de covid-19, apesar de se encontrar em tendência decrescente.

Diário de Notícias
DN
22 Junho 2022 — 19:16


 

Costa antecipa que em 2023 haverá “um aumento histórico” das pensões

…”O primeiro-ministro António Costa assegurou esta segunda-feira que o Governo vai cumprir a lei e em 2023 haverá um “aumento histórico” do valor das pensões por efeito conjugado da drástica subida da inflação e do elevado crescimento económico registado este ano.”

“aumento histórico”: € 5,00 euros para cada um dos sobreviventes pensionistas… E PARA QUANDO A REDUÇÃO DO FAMIGERADO IRS PARA QUEM FICOU VIÚVO E TEM DE PAGAR O DOBRO, COM MENOS UM RENDIMENTO? ROUBAR OS SUBSÍDIOS DE FÉRIAS E DE NATAL – QUE JÁ NEM CHEGAM – PARA LIQUIDAR O IRS É UM CRIME SOCIAL…!!!

ESTÓRIAS DE EMBALAR/AUMENTO/PENSIONISTAS/2023

O primeiro-ministro adiantou que em consequência da trajectória em alta da inflação, as pensões vão aumentar no próximo ano.

O primeiro-ministro, António Costa
© MIGUEL A. LOPES/LUSA

O primeiro-ministro António Costa assegurou esta segunda-feira que o Governo vai cumprir a lei e em 2023 haverá um “aumento histórico” do valor das pensões por efeito conjugado da drástica subida da inflação e do elevado crescimento económico registado este ano.

Esta perspectiva sobre a evolução das pensões no próximo ano foi transmitida por António Costa numa conferencia da CNN Portugal, que incluiu uma emissão especial do programa “O Princípio da Incerteza”.

Questionado pelo jornalista Carlos Andrade, o moderador do programa, sobre a estratégia orçamental do seu executivo para responder aos fenómenos do aumento da inflação e das taxas de juro, António Costa sustentou que, nos últimos seis anos, do ponto de vista político, já “ficou claro que o Governo tem uma lógica conservadora na gestão orçamental”.

“O Governo prepara-se sempre para o pior, desejando sempre o melhor — e até agora tem corrido bem. Mas, se a taxa de juro sobe, sabemos que a despesa com as taxas de juro vai seguramente aumentar”, apontou.

Em relação às previsões relativas à inflação, o primeiro-ministro adiantou que, em consequência dessa trajectória em alta, no próximo ano, “o aumento das pensões será histórico”.

“Não há a mínima dúvida de que iremos cumprir a fórmula que existe desde a reforma de 2007. As leis existem para serem cumpridas”, frisou António Costa, tendo a escutá-lo o antigo dirigente social-democrata Pacheco Pereira e a deputada socialista e ex-ministra Alexandra Leitão.

De acordo com o líder do executivo, essa lei “significa que, para o ano, haverá um aumento histórico do valor das pensões”.

“Um aumento pela conjugação de se registar este ano um valor anormalmente alto do crescimento muito por efeito comparativo do ano passado e um aumento histórico também muito significativo da taxa de inflação”, justificou.

“Estes dois efeitos conjugados vão gerar um grande aumento das pensões de reforma no próximo ano. Isso são dados que nós sabemos”, acrescentou o primeiro-ministro.

Neste programa, o primeiro-ministro insistiu no objectivo de o seu Governo celebrar um acordo de competitividade e rendimentos em sede de concertação social, “prevendo, precisamente, como se poderá cumprir a meta de o peso dos salários no Produto Interno Bruto ser igual à média europeia, ou seja, 48%”.

Em matéria salarial, designadamente na administração pública, António Costa reafirmou o princípio de que, no próximo ano, a actualização será negociada com os sindicatos.

“Vai ter em conta o princípio da actualização anual, que se vai manter. Em segundo lugar, vamos manter as carreiras descongeladas. Isso, obviamente, vai acontecer para o ano. E qual o montante? Isso vai ter de ser negociado com os sindicatos”, insistiu.

Costa afirma que posicionamento da CGTP-IN é uma das suas grandes frustrações

O primeiro-ministro afirmou que o posicionamento da CGTP-IN contra qualquer compromisso no âmbito da concertação social é uma das suas grandes frustrações políticas, considerando que essa actuação da central sindical tem “desequilibrado brutalmente” as relações laborais.

Neste programa, moderado pelo jornalista Carlos Andrade e com a habitual presença do antigo dirigente do PSD Pacheco Pereira e da deputada socialista Alexandra Leitão (o democrata-cristão Lobo Xavier esteve ausente por motivos profissionais), António Costa insistiu na tese da importância do diálogo social e da concertação social.

No entanto, na perspectiva do líder do executivo, em Portugal, do lado dos trabalhadores, “há um enorme desequilíbrio pelo facto de se descontar logo à partida que a CGTP-IN nunca assina um acordo colectivo”.

“Ora, isso desequilibra brutalmente as relações laborais, porque só há uma confederação sindical com que se conta para estabelecer um acordo [a UGT], já que a outra sabemos que não o vai fazer. Uma das maiores frustrações que eu tenho nestes últimos seis anos é a CGTP-IN não ter compreendido que tinha uma oportunidade histórica para se reposicionar no cenário da concertação social”, declarou.

Para António Costa, um dos factores fundamentais para se reequilibrar a concertação social passava por a CGTP-IN adoptar uma atitude “em que as pessoas compreendessem que só havia verdadeiro acordo quando todos assinam e não apenas quando só uma das centrais sindicais assina juntamente com as confederações patronais”.

“Esse salto cultural é muito importante, porque o papel do Governo, desejavelmente, era não existir nessas negociações, que teriam lugar apenas entre os parceiros sociais”, defendeu, antes de apontar para práticas de outros países em matéria de diálogo social.

“Veja-se o que os nórdicos dizem sobre uma directiva relativa ao salário mínimo. Os sindicatos e as confederações patronais nórdicas não querem que o Estado se meta nisso. Infelizmente, não somos a Suécia, a Noruega, ou a Finlândia. Temos outra cultura radicalmente diferente — e essa cultura exige que haja da parte do Estado um pró-actividade. E um Governo do PS não pode ser neutro”, frisou.

Ainda ao nível do diálogo social, o primeiro-ministro defendeu também que o seu Governo introduziu agora melhorias para evitar a caducidade das convenções colectivas de trabalho, prevendo que um ano antes de estes contratos caducarem “qualquer das partes que não tenha chegado a acordo possa impor a arbitragem necessária”.

“Ou seja, para evitar a caducidade, pode garantir sempre uma protecção colectiva. Do ponto de vista do diálogo social e da negociação colectiva, temos cada vez mais de convergir para aquilo que são os padrões europeus. Entre os parceiros sociais, temos efectivamente uma cultura que não favorece este esforço”, acrescentou.

Diário de Notícias
DN/Lusa
20 Junho 2022 — 13:40


 

1237: António Costa anda há dois meses em digressão pela Europa. Já foi a sete países

– Para alguma coisa deve servir os impostos, principalmente do IRS, para pagar estas “digressões”… Eu, por exemplo, ando há seis anos a ficar sem subsídios de férias e de natal – que já nem chegam – para pagar o IRS… E a minha pensão de reforma é inferior ao SMN… Culpa de ter ficado viúvo e ter passado da taxa de IRS de 14,5% enquanto ainda casado (2015), com dois rendimentos, para 28,5% depois de viúvo (2016~2022), com menos um rendimento! Bestial, pá…!!!

ROUBALHEIRA INSTITUCIONAL

Desde a sua posse, no final de Março, a agenda externa do primeiro-ministro foi mais intensa do que a interna

© Expresso António Costa anda há dois meses em digressão pela Europa. Já foi a sete países

António Costa tem andado numa roda-viva pela Europa. Em dois meses e meio, com destaque para o mês de maio, já percorreu as principais capitais europeias e já teve encontros com os principais líderes, de Olaf Scholz, a Emmanuel Macron ou Boris Johnson.

Este foi mesmo o último encontro na segunda-feira, que chegou a estar em causa por motivos de saúde do primeiro-ministro. A agenda externa de Costa tem suplantado a agenda pública interna que, não raras vezes, se faz também com encontros com representantes estrangeiros. Ainda esta semana, na pele de secretário-geral socialista, encontrou-se com Lars Klingbeil, presidente do SPD.

O início deste novo mandato de António Costa ficou marcado pela guerra na Ucrânia e tem sido fundamentalmente a agenda europeia de apoio àquele país que tem dominado o tempo do primeiro-ministro, mas não só. Costa tem cuidado dos contactos europeus cimentando a influência europeia que tem defendido ser importante manter.

(Para ler este artigo na íntegra clique aqui)

Expresso
18.06.2022


 

1189: PS chumba aumentos para ex-combatentes

… ““é atribuído um complemento especial de 300 euros por mês, independentemente do tempo de serviço prestado”“. A única esmola que tenho, na qualidade de ex-combatente da guerra do Ultramar, são € 98,68 apenas uma vez por ano, no mês de Outubro, além da presente isenção das taxas moderadoras e do passe social nos transportes públicos. Somos tratados como lixo que, com a idade, vamos morrendo e deixando livre mais uns trocos à governança que, de “socialismo” nada tem. Eu vou a caminho dos 77 anos como a grande maioria dos ex-combatentes que embarcaram com 21/22 anos de idade. Quantos anos ainda teremos de vida para “beneficiarmos” da miserável esmola desta governança? Não basta o ESCANDALOSO ROUBO no IRS? Que já nem os subsídios de férias e de natal dos viúvos chegam para pagar esse imposto?

GUERRA COLONIAL/EX-COMBATENTES/ESMOLAS NEGADAS

PCP, BE e Chega queriam uma actualização dos benefícios de antigos militares. PS é contra e diz que não aprova medidas avulso.

Estatuto do Antigo Combatente foi aprovado em 2020 e prevê, entre outros, a isenção de taxas moderadoras.
© Filipe Amorim / Global Imagens

O PS anunciou ontem que as propostas apresentadas pelo Chega, PCP e BE, que tinham como objectivo aumentar os rendimentos dos ex-combatentes, vão ser chumbadas. Em declarações à Lusa, fonte da liderança parlamentar do partido explicou que esta posição se deve ao facto de o PS não aprovar medidas avulso. No entanto, diz concordar com medidas relacionadas com o Estatuto do Antigo Combatente e que este não é hipótese totalmente descartada.

Dos três projectos apresentados, o do Chega pretendia aumentar o valor relativo ao Complemento Especial de Pensão dos Antigos Combatentes, especificando que, no caso dos beneficiários do regime de solidariedade do sistema de segurança social, “é atribuído um complemento especial de 300 euros por mês, independentemente do tempo de serviço prestado”.

Perante o chumbo da proposta apresentada pelo partido, André Ventura defendeu que o objectivo é “repor a justiça histórica negada aos antigos combatentes”, lembrando ainda que houve líderes partidários no Estado Novo que “fugiram quando foram chamados a cumprir o serviço militar”.

Por outro lado, o PCP e o Bloco de Esquerda reivindicam a atribuição de um complemento vitalício de pensão no valor de 50 euros por mês para todos os ex-militares que beneficiem do complemento especial de pensão ou do acréscimo vitalício. Além disso, ambos os projectos pretendem criar uma pensão mínima de dignidade para os ex-combatentes.

Apesar do chumbo destas propostas, o PS não fecha a porta à actualização de medidas do Estatuto do Antigo Combatente.

Na iniciativa apresentada pelo PCP, está desde logo estabelecido que os ex-militares, “cujas pensões sejam inferiores ao salário mínimo nacional, terão as suas pensões recalculadas” de modo a atingir esse valor, algo que o BE também defende, desde que os ex-combatentes “sejam beneficiários da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações”.

Em ambos os projectos de lei é também especificada a forma de recalculo das pensões, que tem semelhanças. No primeiro ano, ambas as iniciativas definem um aumento das pensões para um valor correspondente a 80% do salário mínimo. No entanto, diferem nos aumentos subsequentes: por um lado, o PCP define um aumento de pelo menos 10% até chegar ao valor total do salário mínimo num prazo de três anos, com o BE, por sua vez, a defender um aumento mais pequeno – de 5% – até ser atingido esse valor.

No final do debate, o deputado comunista João Dias acusou o PS de ser traidor. “Ao anunciar o seu voto, [o PS] está assim a confirmar a traição para com os antigos combatentes. É mais uma oportunidade perdida. E à boa maneira de quem quer continuar a enganar os antigos combatentes, diz o PS que irá introduzir melhorias no Estatuto do Antigo Combatente até final da legislatura”, atirou.

Por sua vez, Joana Mortágua, do BE, defendeu que “o Estado e a sociedade devem fazer justiça ao antigo combatente garantindo o devido reconhecimento e toda a solidariedade mas não só: devem materializar essa dignidade em meios suficientes de subsistência e de condições de vida”.

rui.godinho@dn.pt
Com Lusa

Diário de Notícias
Rui Miguel Godinho
09 Junho 2022 — 00:26


 

1187: Vacinação no outono em simultâneo com a gripe e para pessoas a partir dos 65 anos

SAÚDE PÚBLICA/VACINAÇÃO/+ 65 ANOS/OUTONO

O plano apresentado por Marta Temido prevê um investimento de 15 milhões de euros em vacinas contra a gripe, estando disponíveis 6,9 milhões de vacinas contra a covid-19.

© MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

A campanha de vacinação do outono e inverno prevê a co-administração das vacinas contra a gripe e covid-19 em idosos, pessoas com mais de 18 anos com doenças graves, profissionais de saúde e utentes de lares e cuidados continuados.

O plano, apresentado esta quarta-feira pela ministra da Saúde, Marta Temido, e pela directora-geral da Saúde, Graça Freitas, prevê um investimento de 15 milhões de euros em vacinas contra a gripe e 6,9 milhões de vacinas disponíveis para a vacinação contra a covid-19.

Esta estratégia baseia-se nos pressupostos de que as variantes vão manter um perfil semelhante às que estão em circulação, que a efectividade vacinal contra a doença grave e morte se mantém semelhante à actual e que o plano será desenvolvido “com as vacinas disponíveis” na altura, adiantou Graça Freitas.

De acordo com a directora-geral da Saúde, este plano, que pode ser adaptado a novos pressupostos, prevê duas campanhas de “reforços sazonais” no outono/inverno, através da co-administração das vacinas contra a covid-19 e a gripe, utilizando sempre que possível os mesmos grupos elegíveis e com um intervalo mínimo para a vacina da covid-19 de três meses.

Em relação às pessoas mais vulneráveis, a vacina da gripe será tetravalente reforçada, uma vacina “especial que será usada pela primeira vez em Portugal” apenas para os residentes em lares, adiantou.

Segundo Graça Freitas, os principais grupos elegíveis são os residentes em lares e na rede de cuidados continuados integrados, as pessoas com mais de 65 anos, os maiores de 18 anos que tenham doenças crónicas como insuficiência cardíaca, doença pulmonar grave, doença neuromuscular grave e insuficiência renal e os profissionais de saúde e dos lares de idosos.

“Para a gripe, as grávidas já estão contempladas e as crianças com patologia crónica. Neste momento, a ciência está a dar-nos pistas e a comissão técnica de vacinação está a estudar a possibilidade de também para a covid-19 poderem ser vacinadas as crianças e as grávidas, mas é apenas uma possibilidade”, referiu Graça Freitas.

De acordo com o plano hoje apresentado, estas campanhas iniciam-se em 05 de Setembro em simultâneo e, na lógica da protecção dos mais vulneráveis, arrancarão com a vacinação pelos lares, rede de cuidados continuados e pessoas com 80 ou mais anos.

Nas segunda e terceira semanas de Setembro, começarão a ser vacinadas as pessoas com 70 ou mais anos e, cerca de um mês depois, as pessoas com mais de 65 anos, avançou Graça Freitas, que espera ter todas as pessoas elegíveis vacinadas em Dezembro.

Diário de Notícias
DN/Lusa
08 Junho 2022 — 17:53


 

1177: Há mais 13 casos de infecção humana por vírus Monkeypox

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/INFECÇÕES

Portugal tem agora 166 casos confirmados de infecção humana por vírus Monkeypox, indica a DGS. A ministra da Saúde diz que as autoridades estão a acompanhar “com prudência não excessiva” a evolução da situação.

© EPA-EFE/Joédson Alves (Arquivo)

Já foram identificados 166 casos de infecção humana por vírus Monkeypox em Portugal, indica esta terça-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS). O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) confirmou mais 13 casos face à actualização divulgada no dia anterior.

Todos os casos “mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”, refere a entidade dirigida por Graça Freitas, dando conta que .

A maioria das infecções foi reportada em Lisboa e Vale do Tejo, havendo registo de casos nas regiões Norte e Algarve. “Todas as infecções confirmadas são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos”, lê-se na nota divulgada no site da DGS.

A autoridade de saúde afirma ainda que a “informação recolhida através dos inquéritos epidemiológicos está a ser analisada para contribuir para a avaliação do surto a nível nacional e internacional”.

A ministra da Saúde, Marta Temido, justificou esta terça-feira o aumento de infecções pelo facto de Portugal estar a “fazer um registo muito real e empenhado daquilo que é o número de novos casos por vírus Monkeypox”, tal como acontece com a covid-19.

“Ou seja, temos em Portugal uma boa tradição de registo de casos e isso de facto revela a dimensão do problema. Neste momento, continuamos, sobretudo, com a preocupação do acompanhamento destes utentes. Tanto quanto é do nosso conhecimento, as autoridades acompanham com prudência esta evolução, mas com uma prudência não excessiva”, disse Marta Temido aos jornalistas.

Nesse sentido, a governante indicou que os números de cada país são sempre também reflexo da sua estratégia de notificação e da preocupação clínica a esse respeito e “muito variáveis de país para país”.

Para Marta Temido, “a preocupação”, neste momento, é, sobretudo, com “a boa saúde das pessoas que contraíram o vírus e que estão a ser acompanhadas”.

“Acho que esse é o tema essencial, enquanto acompanhamos as recomendações internacionais e a evolução do estudo da etiologia”, vincou.

Sobre se há uma definição de perfil para estes doentes, afirmou que se está a falar de “uma doença e as doenças escolhem pessoas”. “Portanto, aquilo que é muito importante é que, de facto, os conselhos médicos sejam seguidos”, rematou.

No que se refere à vacina, a ministra da Saúde referiu que a “reserva estratégica nacional de que o país dispõe já inclui a vacina contra a varíola humana”.

Marta Temido garantiu que o Governo está atento em relação a uma possível “necessidade de reforço da reserva estratégica nacional”.

O vírus Monkeypox foi identificado em macacos em 1958 e identificado pela primeira vez em humanos em 1970.

O Monkeypox, da família do vírus que causa a varíola, é transmitido de pessoa para pessoa por contacto próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados.

O tempo de incubação é geralmente de sete a 14 dias, e a doença dura, em média, duas a quatro semanas.

A doença é endémica na África Ocidental e Central e menos perigosa que a varíola.

A DGS recomenda às pessoas que apresentem lesões ulcerativas, erupção cutânea, gânglios palpáveis, eventualmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço, que procurem aconselhamento médico.

Com Lusa

Diário de Notícias
DN
07 Junho 2022 — 13:17


 

1168: DGS pede cautela nos santos (populares)

“Graça Freitas frisa que ‘é nossa obrigação’ manter medidas de prevenção. Em Maio, a covid-19 matou 18 vezes mais do que há um ano.” Ó senhora directora-geral da saúde, acha que os grunhos labregos sentem ser “obrigados” a manter as medidas de prevenção? Desconheço a data da imagem abaixo, mas dado que as festas já começaram, basta olhar para essa gajada SEM MÁSCARA E TUDO AO MOLHO para aferir da manutenção das medidas de segurança!

Graça Freitas admite preocupação com nível elevado da epidemia. A dirigente frisa que ‘é nossa obrigação’ manter medidas de prevenção. Em maio, a covid-19 matou 18 vezes mais do que há um ano.

AFP

Após uma interrupção de dois anos, devido à pandemia de covid-19, Lisboa volta a festejar os Santos Populares sem restrições, com festas a despontar em todo o país. No entanto, devido ao elevado número de infectados Graça Freitas mostrou estar preocupada com os festejos que se avizinham.

«Olho [para os festejos] com cautela e com alguma preocupação, mas não com alarme. É verdade que temos um número bastante elevado acima dos 80 anos e também na faixa etária dos 70 aos 79. Mas neste momento, apesar de tudo, atingimos em termos de novos casos por dia, um planalto», explicou, em declarações ao Fórum TSF, a directora-geral da Saúde, assumindo «alguma preocupação» perante os números verificados.

De seguida, a dirigente deixou claro que a população «deve estar atenta» ao elevado número de infectados na medida em que, ainda que «a letalidade e a gravidade sejam baixas, se houver muitos casos na população, obviamente teremos mais internamentos e mais mortes». «Temos de olhar para isto com respeito, humildade, atenção e contrariar, que é o nosso papel, a tendência expansionista do vírus», frisou.

«Neste momento, há uma carga tão grande de vírus em circulação que é nossa obrigação, como comunidade, como serviços, como médicos, como Ministério da Saúde, fazer aquilo que estiver na nossa mão de medidas de protecção», realçou, apelando aos portugueses que mantenham as medidas de segurança apreendidas nos últimos dois anos, como a desinfecção das mãos ou a utilização de equipamento de protecção individual.

«É óbvio que nós nos vamos aproximar, de um período, o período das festas dos Santos Populares, que por si só, é um período de risco», salientou, sendo que os dados avançados, esta sexta-feira,  pela Direcção Geral da Saúde (DGS), indicam que Portugal registou esta quinta-feira quase 30 mortes e mais de 25 mil casos por covid-19.

Estes são os números mais baixos da semana – o número de mortes esteve sempre acima das 30 e o de casos acima de 26 mil. Importa mencionar que Lisboa e Vale do Tejo tem um Rt de 1,06, o Algarve de 1, os Açores de 1,16 e a Madeira de 1,22. Em Maio, como o i avançou esta semana, morreram 863 pessoas com covid-19 em Portugal, 18 vezes mais do que há um ano. Foi o mês de Maio com o maior nível de mortalidade por todas as causas pelo menos desde 1980, com mais de 10 mil mortes, 1.500 acima da média dos últimos cinco anos.

«Estou de facto preocupada. Com o aproximar dos Santos, vamos ter mais oportunidades de que a transmissão se faça. O apelo é um apelo a cada um para agir em conformidade com este risco. Obviamente que é impossível travar o movimento dos Santos Populares e das festas e dos ajuntamentos. Mas pelo menos até lá não aumentar a carga de doença, não a aumentar quantidade de vírus que ainda circula entre nós e chegar a esses dias numa situação mais confortável», concluiu Graça Freitas.

SOL
Maria Moreira Rato
maria.rato@newsplex.pt
5 de Junho 2022 às 10:11