993: Descoberto fóssil de gafanhoto com mais de 300 milhões de anos em Gondomar

CIÊNCIA/FÓSSEIS/PALEONTOLOGIA

O fóssil “extremamente raro” do gafanhoto pré-histórico foi encontrado em rochas com mais de 300 milhões de anos na região de São Pedro da Cova.

© Centro de Geociências (CGeo) da Universidade de Coimbra

Investigadores descobriram um fóssil de gafanhoto pré-histórico em rochas com mais de 300 milhões de anos na região de São Pedro da Cova, em Gondomar, que constitui “um achado extremamente raro” na Península Ibérica, foi esta terça-feira revelado.

Em comunicado enviado à Lusa, o investigador Pedro Correia, doutorado do Centro de Geociências da Universidade de Coimbra, afirma que o artigo, publicado na revista científica Historical Biology, revela a descoberta de “restos fossilizados de um gafanhoto pré-histórico” em rochas com mais de 300 milhões de euros na região de São Pedro da Cova, em Gondomar, no distrito do Porto.

O fóssil, que revela “um novo género e nova espécie para a ciência”, recebeu o nome de ‘Lusitadischia sai’ e é um “achado extremamente raro na Península Ibérica”.

“O novo fóssil agora descrito para a ciência corresponde a um grupo de insectos saltadores primitivos que existiram no final do paleozóico”, salienta Pedro Correia, esclarecendo que esta “super-ordem difundida e diversificada” permanece pouco conhecida na Península Ibérica, “devido à raridade dos registos até ao momento”.

Esta diversidade, “representada por tão poucos registos”, reflecte a dificuldade de se encontrar fosseis deste grupo na Península Ibérica, observa Pedro Correia, notando, contudo, que tal não significa que estes e outros insectos não eram abundantes e diversificados nesta região, mas que a limitação do seu registo é “um grande obstáculo” para as descobertas.

A ‘Lusitadischia sai’ é o segundo registo da família Oedischiidae até então descoberto na Península Ibérica o que “volta a demonstrar que a baixa diversidade demonstrada está subestimada” pelo limitado potencial de fossilização deste tipo de fauna pré-histórica, mas também pela dificuldade de encontrar e reconhecer estes achados em condições de preservação.

O nome da nova espécie é dedicado ao paleontólogo e professor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Artur Sá, pelo “importante contributo na estratigrafia e paleontologia do Paleozóico inferior do sudoeste da Europa, norte de África e também na promoção e valorização do Património Geológico”, esclarece o investigador.

Diário de Notícias
DN/Lusa
03 Maio 2022 — 12:53


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética de Putin, na Ucrânia
For the victims of the genocide practiced
by the Soviet Union of Putin, in Ukraine