1333: Mais 21 civis mortos em novo ataque negado por Moscovo

Já não existem palavras suficientes para descrever o GENOCÍDIO TERRORISTA que o filho da Putina está a levar na Ucrânia. Basta relatar factos e imagens para demonstrar as mentiras desse terrorista que se julga o novo czar da União Zoviética.

INVASÃO ZOVIÉTICA DA UCRÂNIA/GENOCÍDIO/TERRORISMO/NAZISMO

Dia sim, dia sim caem mísseis em zonas residenciais, porém o regime de Putin mantém a alegação de que só ataca alvos militares.

Uma vítima mortal do ataque aéreo russo a Serhiyivka, na região de Odessa.
© Oleksandr GIMANOV / AFP

A Rússia prossegue os ataques a alvos civis e fora das frentes de combate. No mais recente, atingiu edifícios residenciais e um complexo turístico em Serhiyivka, na região de Odessa, tendo causado a morte a pelo menos 21 pessoas, entre as quais uma criança, e dezenas de feridos.

O líder russo volta a sinalizar o caminho da “unificação com a Bielorrússia” num momento em que os ucranianos temem que Vladimir Putin arraste Alexander Lukashenko para a guerra. Kiev recebe nova mensagem de apoio europeu, mas também a advertência de que há que fazer reformas e combater a corrupção.

Segundo conta o repórter do El País em Serhiyivka, o mais recente episódio de ataque russo a civis não foi mais sangrento porque, horas antes, terminou um torneio de futebol em que participava uma centena de crianças, e já tinham saído da unidade turística em que estavam alojados e que foi um dos alvos dos bombardeiros russos.

No mesmo dia em que desistiram da ilha das Serpentes – uma e outra vez contra-atacada pelas forças ucranianas, e que terá sido golpeada com munições incendiárias pela aviação russa na sexta-feira -, situada no Mar Negro, os russos terão dado ordem de marcha a cinco submarinos até agora acostados em Sebastopol, na Crimeia.

Mas, segundo o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, foi com mísseis anti-navio lançados pela aviação que atacaram a localidade situada a uns 80 quilómetros de Odessa. Tem sido este o seu método que as forças russas têm atingido civis em cidades longe do conflito, “ritmicamente”, como disse Putin na véspera sobre o desenrolar da operação militar.

Além de Kharkhiv e dos seus arredores, sob bombardeamento quotidiano, nos últimos dias a morte e destruição chegaram a zonas residenciais de Kiev, Cherkasy e Mykolaiv e um centro comercial em Kremenchuk. Tal como nesta última cidade, Moscovo negou ter atirado sobre “alvos civis”.

Uma alegação que choca com os factos e que levou a uma reacção de Berlim. “A forma cruel com que o agressor russo leva a cabo a morte de civis e volta a falar de danos colaterais é desumana e cínica”, disse o porta-voz do governo alemão Steffen Hebestreit.

Numa altura em que o G7 e a União Europeia projectam ampliar as sanções às exportações de ouro da Rússia, e que os EUA confiscaram mil milhões de dólares a uma empresa do oligarca Suleiman Kerimov, Vladimir Putin disse que “a pressão política e de sanções sem precedentes do mundo ocidental está a pressionar a Rússia e a Bielorrússia para acelerarem o processo de unificação”.

Sem entrar em pormenores sobre o processo relativo à união dos dois países, previsto desde 1997, o líder russo destacou os seus pontos positivos: “É mais fácil minimizar os danos das sanções ilegais, é mais fácil controlar a produção de produtos necessários, desenvolver novas competências e expandir a cooperação com países amigos.”

Mais preocupante para Kiev e aliados foi o encontro que, dias antes, Putin teve com Lukashenko, e no qual o primeiro acenou com a ameaça nuclear, ao dizer que irá fornecer mísseis capazes de transportar ogivas nucleares.

Outros sinais de maior envolvimento foram dados quando a Rússia atacou a Ucrânia a partir de território bielorrusso há uma semana, algo que não acontecia desde Abril; de um aumento no número de aviões russos estacionados naquele país; de sete batalhões do exército bielorrusso ter sido enviado para a fronteira com a Ucrânia; e de notícias, negadas pelo regime de Minsk, de que está em curso uma campanha de recrutamento. “Vocês estão a ser arrastados para a guerra”, avisou Zelensky aos bielorrussos, tendo apelado para a desobediência.

Ursula von der Leyen dirigiu-se ao parlamento ucraniano da República Checa, onde o governo local sucedeu ao francês na presidência rotativa do Conselho.
© EPA/MARTIN DIVISEK

“Para maximizar o impacto e fomentar a confiança empresarial, os investimentos [na reconstrução] terão de ser associados a uma nova onda de reformas.” Ursula von der Leyen

Um apelo para a obediência à legalidade e às reformas foi a mensagem da presidente da Comissão Europeia num discurso em videoconferência ao parlamento ucraniano. “Criaram uma impressionante máquina anti-corrupção. Mas agora estas instituições precisam de força, e das pessoas certas em cargos superiores”, afirmou Ursula von der Leyen, sobre este passo essencial no caminho da integração.

Outros alvos

Kiev e Cherkasy

No domingo, após três semanas de acalmia, uma zona residencial da capital ucraniana voltou a ser alvo de mísseis. O ataque causou um morto e seis feridos. No mesmo dia, Cherkasy, no centro do país, foi atingida pela primeira vez. Os dois mísseis mataram uma pessoa e feriram cinco.

Kremenchuk

Um dia depois, bombardeiros russos atingiram um centro comercial e uma fábrica em Kremenchuk, na região de Poltava, no centro do país: 20 mortos e outros tantos desaparecidos.

Mykolaiv

Na manhã de quarta-feira um míssil atingiu um bloco de apartamentos na cidade do sul do país, matando oito pessoas e ferindo seis. No dia seguinte, Mykolaiv voltou a ser atacada. Segundo o governador da região 12 mísseis foram disparados contra instalações industriais, tendo alguns sido destruídos pela defesa antiaérea.

cesar.avo@dn.pt

Diário de Notícias
César Avó
01 Julho 2022 — 23:45

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Amnistia Internacional: Rússia cometeu um “claro crime guerra” contra teatro de Mariupol

INVASÃO DA UCRÂNIA/CRIMES DE GUERRA SOVIÉTICOS

© EPA/Leszek Szymanski

Uma extensa investigação da Amnistia Internacional (AI) conclui que as forças militares russas cometeram um “claro crime de guerra” quando atacaram o teatro da cidade ucraniana de Mariupol em Março, matando cerca de cerca de 600 pessoas.

“Após meses de investigação rigorosa, análise de imagens de satélite e entrevistas com dezenas de testemunhas, concluímos que o ataque foi um claro crime de guerra cometido pelas forças russas”, disse a secretária-geral da AI, Agnès Callamard.

“Muitas pessoas ficaram feridas ou perderam a vida neste ataque implacável. É provável que as suas mortes tenham sido causadas pelo ataque deliberado de civis ucranianos pelas forças russas”, salientou.

Agnès Callamard sublinhou que “o Tribunal Penal Internacional e todos aqueles que têm jurisdição sobre os crimes cometidos durante este conflito devem investigar os ataques como um crime de guerra”.

Em maio, uma investigação da agência de notícias AP descobriu que cerca de 600 pessoas morreram no ataque ao teatro, o dobro do número estimado por Kiev, na ocasião.

Entre 16 de Março e 21 de Junho, a AI analisou de forma detalhada provas digitais, imagens de satélite, 52 testemunhos em primeira mão de sobreviventes e pessoas que presenciaram o ataque, plantas de arquitectura do edifício e material autenticado de fotografia e vídeo.

Num novo relatório, intitulado “‘Children’: The Attack on the Donetsk Regional Academic Drama Theatre in Mariupol” (“Crianças: Teatro Dramático Regional Académico de Donetsk em Mariupol”, em tradução simples), a organização não governamental (ONG) documenta como os russos atacaram a infra-estrutura, mesmo sabendo da existência de centenas de civis, incluindo crianças.

Entrevistando vários sobreviventes e recolhendo vários dados informáticos, a equipa de Resposta a Crises da AI concluiu que o ataque foi quase certamente realizado por aviões de guerra russos que lançaram duas bombas de 500 quilogramas (kg) que caíram junto uma da outra e detonaram simultaneamente.

A AI contratou um físico para criar um modelo matemático da detonação, para determinar o peso explosivo líquido da explosão que seria necessário para causar o nível de destruição detectado no teatro.

A conclusão, segundo a ONG, foi que as bombas tinham um peso explosivo líquido de 400/800 kg.

Por seu lado, com base nos dados disponíveis sobre as bombas russas, a AI estimou que as ramas eram provavelmente duas bombas de 500kg do mesmo modelo, dando um peso total explosivo líquido entre 440 e 600kg.

As aeronaves do Exército russo com maior probabilidade de realizar o ataque eram caças multi-funcionais — como os modelos Su-25, Su-30 ou Su-34 — baseados em aeródromos da Rússia próximos e frequentemente vistos a operar no sul da Ucrânia.

Após examinar várias teorias, a investigação conclui que um ataque aéreo deliberado contra um alvo civil era a explicação mais provável.

De acordo com a AI, sobreviventes e outras testemunhas admitiram terem visto cadáveres que não conseguiram identificar, sendo provável que muitas mortes estejam ainda por relatar.

O Teatro Drama de Mariupol, na região de Donetsk, tornou-se um porto seguro para os civis que procuravam abrigo dos combates.

Além de ser um centro de distribuição de medicamentos, alimentos e água, e um ponto de encontro designado para as pessoas que esperavam ser retiradas em corredores humanitários, o edifício, naquela cidade cercada, era reconhecível como uma infra-estrutura civil, segundo a AI.

Lusa

Diário de Notícias
30 jun 01:10

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1285: Rússia ataca Kiev enquanto cimeira do G7 discute apoio à Ucrânia

É esta a imagem da “desnazificação” que os INVASORES NAZIS SOVIÉTICOS, comandados pelo oligarca genocida nazi putineiro estão a implementar na Ucrânia…!!!

UNIÃO SOVIÉTICA/NAZISMO/INVASÃO DA UCRÂNIA

© EPA/SERGEY KOZLOV

Várias explosões abalaram um bairro residencial em Kiev, neste domingo de manhã, enquanto os líderes do G7 se reuniam na Alemanha para discutir o seu apoio à Ucrânia contra a invasão russa, em antecipação de uma reunião crucial da NATO marcada para daqui a dias.

O primeiro ataque à capital em quase três semanas destinava-se a “intimidar os ucranianos… na aproximação da cimeira da OTAN”, disse o presidente da câmara da cidade, Vitali Klitschko.

“Alguns dos habitantes foram evacuados. Duas pessoas feridas foram hospitalizadas”, disse Klitschko após visitar o edifício de apartamentos que foi atingido, acrescentando que as pessoas permaneceram “debaixo dos escombros”.

O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que deverá dirigir-se tanto às reuniões da UE como da NATO, disse que cidades tão distantes como Lviv, perto da fronteira polaca, tinham sido atingidas por uma onda de ataques no sábado.

Este ataque a Kiev surge um dia depois do presidente da câmara de Severodonetsk ter confirmado que a cidade tinha sido “totalmente ocupada” pelas tropas russas.

Com a guerra a entrar no seu quinto mês, a captura da cidade marca uma importante vitória estratégica para Moscovo, que procura o controlo total sobre o leste do país depois de ter falhado nos seus objectivos iniciais.

AFP

Diário de Notícias
26 jun 09:20
Por Valentina Marcelino

Ataque a Kiev fez um morto, quatro feridos e destruiu um infantário

O ataque das forças russas a Kiev, neste domingo, causaram um morto, na sequência da explosão de um míssil que atingiu um infantário.

De acordo com Oleksander Tkachenko, ministro da Cultura ucraniano, o míssil atingiu um histórico edifício de nove andares no distrito de Shevchenkivskyi, mas também esse infantário que se encontra no mesmo bairro.

Quatro pessoas ficaram feridas e foram hospitalizadas.

Diário de Notícias
26 jun 10:37
Por Carlos Nogueira


 

Ucrânia: Embaixador russo na ONU aponta Portugal entre países “responsáveis por arrastar” guerra

– Quando leio este tipo de notícias, apenas tenho de considerar que esta gajada nazi soviética encontra-se toda DEMENTE tal como o seu czar imperialista oligarca putineiro! Portugal, fornecedor de armas? Ah! Já me esquecia que o Costa mandou para a Ucrânia dezenas de mísseis de alta precisão, tanques, carros de combate, um porta-aviões, caças supersónicos, obuses 160mm, metralhadoras G3 do tempo da guerra colonial, além de munições de diversos calibres. Esta gajada gorda e anafada como o gajo da imagem INVADE um país soberano, assassina milhares de civis de todas as idades, desde crianças a idosos, ataca com mísseis e artilharia pesada residências civis, escolas, maternidades, hospitais, supermercados, até já incendiaram uma igreja ortodoxa, provocam o êxodo de milhares de pessoas que fogem à guerra provocada por esta escumalha e ainda têm a lata de se queixarem que a Ucrânia está a defender-se do INVASOR SOVIÉTICO que ainda tem a peida assente na ONU com direito a voto e a veto? Se isto não fosse terrífico, dava vontade de rir!

INVASÃO/GUERRA/UCRÂNIA/DEMÊNCIA COLECTIVA SOVIÉTICA

Vasily Nebenzya criticou o Ocidente por fornecer armamento e artilharia de longo alcance a Kiev, visando atingir “a população civil de língua russa” na região do Donbass.

© Spencer Platt/Getty Images/AFP

O embaixador da Rússia junto da ONU incluiu esta terça-feira Portugal numa lista de países fornecedores de equipamento militar a Kiev, acusando-os de serem “directamente responsáveis pelo arrastar” da guerra.

Numa reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação na Ucrânia, Vasily Nebenzya criticou o Ocidente por fornecer armamento e artilharia de longo alcance a Kiev, visando atingir “a população civil de língua russa” na região do Donbass (leste ucraniano).

“Os Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Alemanha, França, Polónia, Áustria, Austrália, Bélgica, Bulgária, Grécia, Dinamarca, Espanha, Luxemburgo, Países Baixos, Noruega, Portugal, Roménia, Macedónia do Norte, Eslováquia, Eslovénia, Turquia, Finlândia, República Checa, Suécia (…) uma lista dos maiores fornecedores de equipamento militar ao regime ucraniano, gastando milhares de milhões de dólares”, afirmou Nebenzya.

“Apenas na semana passada, o Donbass foi atingido por armamento americano e europeu, que matou seis civis e feriu mais de 30. Cada um destes países é directamente responsável por arrastar a crise ucraniana e causar mortes”, avaliou.

O diplomata russo acusou ainda o Ocidente de promover a “russofobia”, indicando, por exemplo, que restaurantes em muitos desses países se recusam a atender clientes russos.

Nesta reunião do Conselho de Segurança, os alegados crimes cometidos pelas tropas russas na Ucrânia também estiveram sob análise, com a conselheira especial do secretário-geral para a Prevenção de Genocídios, Alice Wairimu Nderitu, a alertar para as “alegações graves que têm sido levantadas, incluindo a indicação da possível prática de genocídio e crimes de guerra”.

A ofensiva militar lançada pela Rússia na Ucrânia em 24 de Fevereiro causou já a fuga de mais de 15 milhões de pessoas de suas casas — mais de oito milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Também segundo as Nações Unidas, cerca de 15 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os sectores, da banca ao desporto.

A ONU confirmou que 4.597 civis morreram e 5.711 ficaram feridos na guerra, que esta terça-feira entrou no seu 118.º dia, sublinhando que os números reais poderão ser muito superiores e só serão conhecidos quando houver acesso a zonas cercadas ou sob intensos combates.

Diário de Notícias
DN/Lusa
21 Junho 2022 — 19:10


 

1242: Guerra: Rússia está a controlar a Internet na Ucrânia

“Apoderar-se do controlo dos servidores, cabos e torres do serviço móvel de comunicações – todos classificados como infra-estrutura crítica – que permitem que as pessoas acederem livremente à web é considerado um dos primeiros passos na “russificação” das áreas ocupadas.” Eu diria antes que são os primeiros passos na nazificação soviética das áreas ocupadas.

INVASÃO SOVIÉTICA NA UCRÂNIA/INTERNET/NAZIFICAÇÃO

Desde o primeiro momento que a Rússia atacou a Ucrânia, que os ataques aconteceram por terra, ar, mar e também através da Internet. Apesar de toda a boa resposta da Ucrânia nesta guerra, a Rússia tem conseguido controlar a Internet em algumas zonas.

De acordo com informações recentes, os militares russos têm apreendido equipamentos tecnológicos e em algumas situações exigem que os ucranianos voltem a configurar a rede (Internet), passando as comunicações a ser controladas pela Rússia.

Internet na Ucrânia tem falhas constantes… Rússia controla!

Desde o final de maio, as 280.000 pessoas que vivem em Kherson, cidade portuária ocupada e nos arredores enfrentam constantes interrupções online, pois os provedores de serviços de Internet estão a ser forçados a redireccionar as ligações através da infra-estrutura russa, revela a  WIRED. Com esta posição, além de controlar a Internet dos ucranianos, Vladimir Putin coloca também no “terreno” a sua máquina de censura de conteúdos.

Além disso, novos cartões SIM de telefone, sem marca, usando números russos estão a circular na região, levando ainda mais as pessoas a usar redes russas (sem saberem).

Apoderar-se do controlo dos servidores, cabos e torres do serviço móvel de comunicações – todos classificados como infra-estrutura crítica – que permitem que as pessoas acederem livremente à web é considerado um dos primeiros passos na “russificação” das áreas ocupadas.

Desde o início da guerra, em Fevereiro, que interromper ou desactivar infra-estrutura da Internet tem sido uma táctica comum – controlar o fluxo de informações é uma arma poderosa. Mísseis russos destruíram torres de TV, um ataque cibernético contra um sistema de satélites teve impactos indirectos em toda a Europa e a desinformação tentou quebrar os ânimos ucranianos.

Apesar dos frequentes apagões na Internet, o ecossistema de empresas de Internet da Ucrânia tem-se unido para manter as pessoas online. Enquanto as tropas ucranianas estão a lançar, com sucesso, contra-ataques contra a ocupação russa no sul do país, Kherson continua controlado por forças invasoras.

Pplware
Autor: Pedro Pinto


 

1239: CRIMES DE GUERRA

– A imagem abaixo prova a realidade do terrorismo soviético ao tentar efectuar constantes lavagens cerebrais na comunicação social, forma utilizada por este país pária desde há dezenas de anos, sobre a insidiosa “desnazificação” da Ucrânia.

GUERRA NA UCRÂNIA/INVASÃO SOVIÉTICA

© GENYA SAVILOV/AFP via Getty Images

Assinala-se, este sábado, o 115.º dia da invasão russa da Ucrânia. Os últimos dias de guerra são marcados pela recomendação da Comissão Europeia para que seja concedido à Ucrânia o estatuto de país candidato na adesão à União Europeia e pela segunda visita do primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, a Kyiv, desde o início da invasão.

Notícias ao Minuto
18/06/22 08:15


 

812: Ban Ki-moon exorta a comunidade internacional a travar invasão russa

– Não me admira absolutamente nada que a Guiné-Bissau se tenha abstido na resolução – aprovada na Assembleia Geral da ONU -, sobre a cessação imediata das hostilidades da Rússia contra a Ucrânia e, em particular, qualquer ataque a civis e bens civis“. Votaram contra, Rússia, Bielorrússia, Síria, Coreia do Norte e Eritreia e abstiveram-se Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e China. Quanto a Angola e Moçambique, não me pronuncio porque a minha guerra foi na Guiné-Bissau e aí soube, por experiência e vivência próprias, que os mercenários que combatiam as forças armadas portuguesas (terroristas, na expressão da época), eram treinados por cubanos, armados e municiados por soviéticos e chineses. E a prova disso foram as armas e munições apreendidas aos “turras” quando eram obrigados a fugir e as deixavam pelo mato.

INTERNACIONAL/INVASÃO DA UCRÂNIA PELA RÚSSIA

Ban Ki-moon apelou à comunidade internacional para que envie “todos os esforços de solidariedade e apoio”.

© REINALDO RODRIGUES / Global imagens

O ex-secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, apelou este sábado à comunidade internacional para que se una e impeça a invasão russa da Ucrânia, denunciando “crimes de guerra” por parte de Moscovo.

“[Este conflito] É algo que nos afectou e não podemos aceitar esta agressão”, realçou o diplomata sul-coreano, que liderou a ONU entre 2007 e 2016, sendo sucedido pelo português António Guterres.

Ban Ki-moon falava durante a convenção anual da Associação de Bancos do México, que decorreu em Acapulco, cidade mexicana na costa do Pacífico.

O antigo secretário-geral da ONU agradeceu também o apoio do México contra a invasão russa da Ucrânia.

“Espero que todos os mexicanos e todos os líderes políticos também participem nesta iniciativa”, realçou.

Com o conflito na Ucrânia a ultrapassar um mês de duração, resultando em quase 3,6 refugiados e milhares de mortos em ambos os lados, Ban Ki-moon apelou à comunidade internacional para que envie “todos os esforços de solidariedade e apoio”.

“Precisamos fazer o maior número possível de esforços para forçar a Rússia a interromper a invasão imediatamente e, em segundo lugar, acho que também devemos fornecer apoio humanitário a todos os refugiados e ao povo da Ucrânia“, sublinhou.

O diplomata denunciou “crimes de guerra”, defendendo que “muitas pessoas estão a ser aniquiladas e que há refugiados em todo a parte”.

O também vice-presidente dos ‘The Elders’ [Os Anciãos, em português], um grupo de políticos influentes formado em 2007 por Nelson Mandela (1918-2013), pediu ainda um julgamento internacional contra o Presidente russo Vladimir Putin.

“Apelamos à comunidade internacional que estabeleça um tribunal especial para punir o Presidente Putin e qualquer um que tenha sido responsável por esta agressão inaceitável”, referiu.

O México, actual membro do Conselho de Segurança da ONU, apresentou juntamente com a França uma resolução, que foi aprovada esta semana na Assembleia-geral, onde é pedida “a cessação imediata das hostilidades da Rússia contra a Ucrânia e, em particular, qualquer ataque a civis e bens civis”.

A resolução obteve 140 votos a favor, cinco contra e 38 abstenções, dos 193 Estados-membros das Nações Unidas.

Votaram contra este texto a Rússia, Bielorrússia, Síria, Coreia do Norte e Eritreia, e entre os países que se abstiveram estão Angola, Moçambique, Guiné-Bissau ou China.

A Rússia lançou em 24 de Fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou, entre a população civil, pelo menos 1.081 mortos, incluindo 93 crianças, e 1.707 feridos, entre os quais 120 são menores, e provocou a fuga de mais 10 milhões de pessoas, das quais 3,7 milhões foram para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Diário de Notícias
DN/Lusa
26 Março 2022 — 10:49

 



 

Uma “fotografia” para acordar o mundo

UCRÂNIA/INVASÃO SOVIÉTICA/ASSASSÍNIOS/CRIMES DE GUERRA/CRIANÇAS

Enviado Pedro Cruz faz o relato, todos os dias, dos acontecimentos na zona do conflito.

Os carrinhos vazios junto à câmara de Lviv lembram o número de crianças que perdeu a vida com a guerra na Ucrânia.
© EPA / Michele Esposito

Um bebé de três meses morreu ontem ao fim da tarde. Estava ferido, depois de uma explosão em Mariupol. Um dia depois, não resistiu. Soube da notícia minutos depois de ter falado com Svitlana Blinova, directora de comunicação da Câmara Municipal de Lviv. Foi dela a ideia de colocar carrinhos e cadeiras de bebé diante dos Paços do concelho, uma por cada criança morta desde 24 de Fevereiro. Quando se lembrou da “performance”, há uns dias, tinham já morrido 37 crianças.

Enquanto juntava vontades, e recolhia carrinhos, o número de vítimas quase triplicou. Em pouco tempo. Svitlana queria mostrar “à Europa e a todo o mundo” uma fotografia que desse a ideia do cemitério de crianças em que se tornou a Ucrânia, nos últimos 23 dias. “O meu objectivo é que todos percebam, desta forma, a quantidade de crianças que já morreram.

Talvez, assim, os políticos de todo o mundo, que só têm falado de negociações e sanções, possam perceber a realidade e ajudar”. Agradece o apoio de toda a comunidade internacional. No entanto, colada à gratidão, sincera, vem um mas: “É preciso agir, agir depressa, agir já. Por cada dia que passa, mais crianças vão morrer”.

“Agora”, diz ela, emocionada, “temos mais de cem anjos a protegerem os nossos céus”. Mas por muita força que tenham estas palavras, os anjos da Ucrânia não conseguem evitar a força aérea da Federação Russa, que continua a bombardear cidades inteiras.

“Até 24 de Fevereiro, as crianças de Lviv e de toda a Ucrânia podiam andar livremente na rua, brincar, viver. Agora, estão a morrer”, explica ela. Em média, desde que começou a invasão da Ucrânia, morrem cinco crianças por dia. “Cento e nove crianças mortas é muito? Ou é pouco? Não sei. Cada um pode olhar para esta fotografia e tirar as suas conclusões. Foi isso que quis transmitir”, explica. Terminámos a conversa, diz-me que depois da guerra gostava de conhecer Portugal.

Viu uma reportagem de viagens sobre os Açores e ficou encantada com “a paisagem”. Deseja que essas férias cheguem o mais depressa possível, “é sinal de que a guerra acabou”. Despede-se. Passado uns segundos volta atrás, tem o telefone na mão, recebeu uma mensagem. Diz-me apenas: “cento e dez. Já são cento e dez crianças mortas”. Acabara de morrer um bebé que tinha ficado ferido. Segue para o edifício da câmara e coloca mais um carrinho ao lado dos outros cento e nove, alinhados como se fossem lápides num cemitério.

Crianças e mães

Os homens entre os 18 e os 60 não podem abandonar o país, porque está imposta a lei marcial. Estão “convocados” para o que for necessário, desde combater no exército, até garantir a defesa civil. Por isso, os quase três milhões de ucranianos que já passaram as várias fronteiras, naquele que é o êxodo mais rápido de sempre – um milhão de pessoas em apenas em dez dias, cem mil por dia, quase 4200 por hora, 70 pessoas por minuto, uma por segundo – são, sobretudo, mulheres, crianças e idosos.

As organizações não governamentais ucranianas estão preocupadas com os relatos que têm chegado de raptos, violações e desaparecimento, sobretudo de mulheres e crianças. As redes de tráfico humano estão atentas a grandes fenómenos migratórios e aproveitam o momento: “As mulheres e as crianças estão fragilizadas, debaixo de um grande stress e procuram segurança, alimentação e conforto”, explica Iryna Andrusiak, directora do Centro para a Igualdade de Género de Lviv, professora no politécnico da cidade.

Coordena uma campanha de informação em massa, sobretudo através das redes sociais – Telegram, WhatsApp, Facebook, Instagram. O objectivo é passar a mensagem, espalhar a palavra, alertar as mulheres para o que pode acontecer em situações de grande vulnerabilidade, fraqueza e, portanto, pouco discernimento. “Temos dezenas de relatos de mulheres que foram violadas, raptadas ou que estão encarceradas”, relata Iryna.

Esta realidade é contada na primeira pessoa e, depois, difundida nas redes. Cada mulher que tomar conhecimento de histórias destas, ficará mais consciente do risco que corre. Ainda assim, por vezes, “é muito difícil reconhecer os predadores. As mulheres devem estar muito atentas, o melhor que podem fazer é confiar na polícia”.

A este conselho, junta-se um outro: desconfiar. “Normalmente”, explica Iryna, quem faz este tipo de aliciamento está “disfarçado de voluntário”. “Nunca se deve confiar num voluntário que esteja sozinho, os voluntários que realmente querem ajudar trabalham em organizações e estão em grupo”. É sempre preciso perguntar para que organização trabalham os voluntários que estão nas estações de comboio, nas centrais de camionagem ou junto às fronteiras.

Ontem, além dos meios electrónicos, os voluntários do Politécnico de Lviv distribuíram panfletos nos locais da cidade de onde ainda continuam a sair mulheres e crianças para destino incerto, para vidas incertas. Para futuros duvidosos. E nem sempre seguros.

Hoje, dia do pai, é o 24.º dia de guerra na Ucrânia.

Diário de Notícias
Pedro Cruz, em Lviv
19 Março 2022 — 00:01



 

748: A guerra de um imperialista assassino chamado Putin

Quem passou por uma guerra, sabe dar o real valor à tragédia que é ter de fugir dos seus lares, parentes, amigos, porque existe sempre um maníaco à solta, um demente mental expansionista, que quer fazer reviver as antigas Repúblicas Socialistas Soviéticas.

A minha guerra foi outra, não tivemos de fugir de ninguém, não passámos pelas atrocidades que este maníaco está a causar à Ucrânia, numa invasão a um país livre e independente.

A minha/nossa guerra foi a de defender-mo-nos dos ataques que mercenários a soldo, armados, treinados e municiados pela União Soviética, China e Cuba, faziam em nome de uma pseudo libertação do colonialismo fascista salazarista.

Por isso, não é de estranhar esta invasão a um país soberano, ao arrepio das leis internacionais, de um gajo que foi formatado pelo KGB soviético, que de comuna nada tem, mas a sua sede de poder imperialista é maior que ele.

As imagens demonstram bem o que o povo ucraniano está a passar nesta guerra genocida, assassina, sem razão de ser ou de existir a não ser na cabeça demente, de um assassino, que deve ser preso e julgado como CRIMINOSO DE GUERRA.

Francisco Gomes
17.03.2022