635: Hubble captura incrível colisão de três galáxias (que se vão fundir numa super-galáxia gigante)

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Hubble

A fusão entre duas galáxias é mais comum, mas também há eventos de colisão entre três. Estes eventos são mais comuns do que se pode pensar e são essenciais para delinearem a forma do nosso Universo.

Uma nova imagem captada pelo Hubble chamada IC 2431 mostra um fenómeno incrível — a fusão de três galáxias que se vai eventualmente transformar numa única galáxia gigante, relata o Science Alert.

A fusão está a acontecer a 681 milhões de anos-luz da Terra e pode revelar mais detalhes sobre como as galáxias crescem e evoluem ao longo de milhares de milhões de anos.

Este tipo de eventos é mais comum do que se pode pensar, já que todo o espaço que existe no Espaço sugere que as colisões que levam a estas fusões são raras. No entanto, até a nossa própria Via Láctea já passou por várias fusões ao longo da sua história de 13.6 mil milhões de anos.

Os astrónomos acreditam que as galáxias se atraem devido à gravidade que é canalizada através dos fios da teia cósmica invisível e que estas fusões têm um papel fundamental na forma do Universo.

Estas colisões causam distúrbios gravitacionais que chocam e comprimem os gases que foram as estrelas nas galáxias, o que causa ondas de formações estelares com os aglomerados densos no material a colapsarem sob a sua própria gravidade e darem assim origem a estrelas bebé.

As fusões entre duas galáxias são as mais comuns, mas as colisões entre três também acontecem. Na altura final de uma fusão, os buracos negros super massivos no centro de cada galáxia atraem-se e ficam presos numa órbita binária ou trinária.Os cientistas acreditam que, eventualmente, os buracos negros também se fundem.

As ondas gravitacionais destas fusões ainda não foram detectadas, provavelmente por ocorrerem numa frequência que os nossos dispositivos actuais ainda não apanham.

Adriana Peixoto
25 Fevereiro, 2022

 



 

523: Tango galáctico. Astrónomos estão a preparar-se para uma fusão nunca antes vista

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Dois buracos negros podem mesmo fundir-se e criar um buraco negro super-massivo. Apesar do cepticismo da comunidade científica, uma pesquisa recente parece apontar nesse sentido.

Numa galáxia longínqua, localizada a 1,2 mil milhões de anos-luz da Terra, um par de buracos negros parece estar envolvido num “tango gravitacional”, aproximando-se um do outro até se fundirem num buraco negro super-massivo.

Se esta fusão icónica chegar mesmo a acontecer, será a primeira vez que os astrónomos observam um evento deste tipo.

Consequentemente, a observação poderia dar valiosas pistas sobre como os buracos negros crescem até aos seus tamanhos super-massivos. O artigo científico, que ainda carece de revisão por pares, está disponível no portal arXiv.

Huan Yang, um investigador do Instituto Perimeter em Waterloo, no Canadá, e co-autor do estudo, compreende porque é que alguns astrónomos são cépticos em relação á fusão. “Penso que têm dúvidas e é totalmente razoável”, disse, em declarações ao Inverse.

Utilizando dados do telescópio Zwicky Transient Facility e com a ajuda do seu colega Ning Jiang, da Universidade de Ciência e Tecnologia da China, Yang observou, pela primeira vez, um comportamento único na curva da luz proveniente de uma galáxia distante.

O astrónomo interpretou o sinal como vindo de um par binário de buracos negros, mas tudo se tornou ainda mais interessante após essa conclusão: a separação entre os dois buracos negros estava a ficar mais estreita, passando de um ano-luz para um mês-luz no espaço de três anos após as observações.

“O período mudou muito rapidamente no tempo de uma forma nunca antes vista”, realçou o cientista. Se este padrão de sinal contínuo continuar, então os objectos binários aproximar-se-iam tanto quanto a distância entre o Sol e Plutão.

Isso levou a equipa a concluir que os buracos negros podem fundir-se num período tão curto como 100 dias, mas mais provavelmente nos próximos três anos.

Os astrónomos já previram fusões de buracos negros, mas nunca testemunharam uma em tempo real. Andrew Fabian, professor no Instituto de Astronomia da Universidade de Cambridge, está a preparar-se para esta possível fusão, reservando o telescópio de raios-X NuStar da NASA.

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ZAP
7 Fevereiro, 2022


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