112: Esclarecimento e agradecimento

– A minha imparcialidade com os textos dos colunistas que insiro neste meu Blogue, não em ordem às suas origens académicas e/ou políticas, é um facto que não merece qualquer tipo de dúvida. Neste contexto, dou voz à resposta do médico Filipe Froes, em ordem ao texto de opinião da psicóloga clínica Joana Amaral Dias, publicado neste Blogue ontem, dia 29 de Agosto. Como não conheço este médico, vou esperar pelo que a colunista tem para dizer – ou não – sobre o visado na sua crónica. A verdadeira Democracia funciona assim. Ah! E já agora, vou “puxar” também dos meus “galões”:

Francisco Gomes, Chefe de Serviços Administrativos e Financeiros, Gestor de Stocks e Património, Engenharia de Redes e Sistemas Informáticos Empresariais, Chefe de Gabinete de Informática em Instituto Público, Assemblador de computadores domésticos e servidores empresariais, Cerificação Microsoft de Installing and Configuring Microsoft Windows NT Server, Técnico de Manutenção, configuração e reparação de hardware informático, Instalador e configurador do Sistema Operativo Windows em todas as versões, de software Microsoft Office e de gestão empresarial e doméstica de diversas softwarehouses, Astrónomo Amador, Astro-fotógrafo lunar, Fotógrafo paisagístico, de reportagem em eventos sociais, desportivos, Fotógrafo de acção psicológica da Unidade Militar na guerra do Ultramar, Ex-combatente da guerra do Ultramar, Web-designer, Blogger, Programador e construtor de websites em HTML, cozinheiro, ex-praticante de artes marciais e boxe, motard… (se houver mais alguma área, actualizo…) 

OPINIÃO

Na última crónica de Joana Amaral Dias no Diário de Notícias de 29-08-2021 e intitulada “Médicos & Monstros” são feitos, entre outros, vários comentários que considero injuriosos, difamatórios e caluniosos no que toca à minha pretensa relação com a indústria farmacêutica, à minha pretensa ausência de imparcialidade ao comentar medidas e intervenções no âmbito da pandemia, nomeadamente o sucesso e a adesão à vacinação, bem como a uma capacidade que desconhecia ter para condicionar a resposta a nível nacional e europeu contra a pandemia. Estes comentários infundados e ofensivos resultam de um montante de 385 mil euros que é público e está registado em meu nome, desde 2013, na Plataforma da Transparência para os médicos, no site do Infarmed.

Esclareço, contrariamente ao princípio da sobriedade próprio do exercício da medicina que, desde 2013, publiquei 51 artigos científicos em revistas médicas com revisão de pares e factor de impacto, dos quais cerca de metade nas principais revistas médicas internacionais (informação disponível em https://publons.com/researcher/2406278/filipe-froes/publications/). No mesmo período, fui ainda co-editor de um livro médico, investigador principal de três estudos e coordenador nacional de um estudo internacional multicêntrico, nalguns com financiamento total ou parcial de “laboratórios”. É, assim, normal e expectável que seja frequentemente convidado para participar em projectos de investigação e a realizar sessões e palestras em Portugal ou no estrangeiro pelos mais diversos organismos e instituições nacionais e internacionais, onde se inclui a indústria farmacêutica. Tudo normal, público, transparente e registado nos locais devidos.

E, finalmente, aproveito para agradecer o ataque básico e primário, que usa a metodologia das teorias da conspiração e que nos dá a oportunidade de entendermos o perigo que advém da desinformação, da ignorância, do obscurantismo e da assustadora invasão do espaço dos órgãos de comunicação social tradicionais pela irresponsável linguagem das redes sociais. As máscaras caíram, obrigado!

Pneumologista, consultor da DGS, coordenador do Gabinete de Crise para a Covid-19 da Ordem dos Médicos e membro do Conselho Nacional de Saúde Pública

Diário de Notícias
Filipe Froes
29 Agosto 2021 — 23:34