Mais um “ASSALTO” a quem menos tem…

SOCIEDADE/IMPOSTOS/IRS

A tão badalada e falaciosa (já estava à espera disso) divisão das tabelas do IRS, “beneficiando” uns quantos milhares de contribuintes, caíram negativa e novamente em quem teve a infelicidade de ficar viúvo e menos posses possui para enfrentar a (sobre)vivência e vive diariamente no fio da navalha.

Estive a fazer uma simulação do IRS de 2021, no Portal das Finanças – que vou ter de pagar este ano de 2022 – e o resultado foi este:

– Em 2008 e 2009, na condição (ainda) de casado, a taxa foi de 10,50% e paguei ZERO;

– De 2010 a 2012, na condição (ainda) de casado, a taxa foi de 11,50% e paguei €540,85 apenas referente ao ano de 2012;

– De 2013 a 2015, na condição (ainda) de casado, a taxa foi de 14,50% e paguei € 979,67, €747,93 e €831,15, respectivamente;

– Em 2016, na condição de viúvo, a taxa foi de 28,50% e paguei €913,24 (a esposa faleceu em Julho de 2016);

– Em 2017, na condição de viúvo, a taxa foi de 28,50% e paguei €1.692,94;

– Em 2018, na condição de viúvo, a taxa foi de 28,50% e paguei €1.520,20;

– Em 2019, na condição de viúvo, a taxa foi de 28,50% e paguei €1.587,36;

– Em 2020, na condição de viúvo, a taxa foi de 28,50% e paguei €1.619,21:

– Em 2021, na condição de viúvo, a taxa foi de 28,50% e vou ter de pagar €1.669,69.

Resumindo, quando era casado (dois rendimentos), fomos taxados em 10,50% (2008~2009), 11,50% (2010~2012) e 14,50% (2013~2015).

Em 2016 já como viúvo (meio ano), a taxa subiu para 28,50% (foi castigo?), que se manteve até ao presente.

Ou seja, metade do rendimento recebido, mais do DOBRO de taxa aplicada e mais do DOBRO de imposto a pagar!

Isto é justo? São estas as medidas profilácticas/falaciosas desta governança? Quanto menos se recebe, mais se paga de IRS?

Apenas para terminar:

Em 2008, o rendimento do casal era de €18.518,72, pagámos € ZERO;

Em 2021. o rendimento do viúvo foi de €15.250,30, vou ter de pagar €1.669,69

Mas atenção ao rendimento de 2021 e anos anteriores, onde a renda de casa (alugada) foi de €6.372,00, não entrando para dedução específica no IRS dado que o contrato de aluguer do andar está em nome da minha filha que se encontra desempregada há seis anos.

E o resto – água, electricidade, gás, alimentação, transportes, farmácia, saúde, Internet, etc. -, é tudo de borla?

Desde 2016 que não vejo a “cor” aos subsídios de férias e de natal porque são integralmente para liquidar o IRS e no último ano já nem chegam para isso… A minha pensão de reforma são € 629,00 + € 400,00 de pensão de “sobrevivência”, quando 85% da pensão é para pagar a renda de casa.

Francisco Gomes
06.04.2022

 



 

Governo anuncia apoios mas diz: “Não podemos entrar em aventuras”

– Apoios? Que apoios? Para quem? Pessoalmente, NUNCA tive qualquer apoio, antes pelo contrário, desde que esta governança está no poder, tenho sido ROUBADO a cada ano, para liquidar o imposto do IRS, ficando sem os subsídios de férias e de natal que já nem chegam para isso! Ainda mais cortes? Ainda mais impostos para quem (sobre)vive no fio da navalha? Será que o sr. António Costa, todos os elementos da governança, ficam sem estes subsídios para liquidar o IRS? Eu não tenho mordomias, não tenho regalias, não tenho viaturas pagas pelos contribuintes nem motoristas à disposição! Ando de transportes públicos! As minhas despesas (renda de casa, alimentação, electricidade, gás, água, farmácia, etc.) são escalpelizadas ao cêntimo para poderem durar trinta dias! O que eu leio é conversa de chacha por  políticos que não sabem o que é ter de (sobre)viver com menos do SMN e ainda ter de ficar sem os reforços dos subsídios de férias e de natal!

SOCIEDADE/GOVERNANÇA/SOBREVIVÊNCIA

Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais avisou ontem que, mesmo com apoios, os portugueses vão ter de mudar de vida. “Tenhamos noção que nas próximas semanas a nossa vida não vai ser igual à que tínhamos”, “a situação da guerra só agora se começou a sentir e vai exigir da parte de todos uma adaptação”, disse Mendonça Mendes.

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes
© Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

Apoios às famílias e empresas, sim, para ajudar a amortecer impacto da guerra nos preços da energia, mas “não podemos entrar em aventuras” que possam “comprometer o amanhã”, avisou ontem o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, sinalizando que Portugal está numa situação orçamental e de endividamento que também deve ser tida em conta. E que o desejo é continuar a cumprir as regras do Pacto, mais à frente, uma vez que esta crise seja debelada.

A mensagem é importante para consumo em Bruxelas. Na próxima segunda-feira, o ministro das Finanças, João Leão, vai à reunião dos ministros homólogos da zona euro, e na terça, ao conselho europeu das Finanças da UE (Ecofin). Vai querer passar essa mensagem de “compromisso” do País (do governo) com as regras da disciplina orçamental europeia aos seus parceiros, em Bruxelas. Como tem feito sempre, aliás.

Para João Leão não pode ser de outra forma. O crescimento da economia deve ser revisto em baixa por causa da guerra da Rússia contra a Ucrânia, a inflação vai subir muito mais. As contas públicas não ficaram na mesma, nem como apareciam na proposta de Orçamento do Estado de 2022 (OE2022) apresentada em Outubro).

Estamos em Março e as Finanças já estarão a fazer contas à nova meta para o défice e para a dívida.

Leia o artigo completo no Dinheiro Vivo

Diário de Notícias
Luís Reis Ribeiro
12 Março 2022 — 00:16



 

513: Estado pagou 10 milhões de euros a famílias carenciadas que escolheram colégios privados para os filhos

– Famílias “carenciadas”? E são os contribuintes que têm de pagar estes luxos, apoiados pela governança? Os meninos de famílias “carenciadas” não podem frequentar a escola pública? Não tem classe? É mais “finório” andar no privado? São “carenciados” mas querem mostrar aquilo que não são? É por isso que me ROUBAM os subsídios de férias e de natal para pagar o IRS! E eu também sou CARENCIADO porra! Eu também adorava ter um Maserati, uma vivenda, passar férias nas Seychelles, almoçar e jantar no Gambrinus ou noutro restaurante de luxo! Ando de transportes públicos, passo férias em casa, almoço e janto com o que as sobras da pensão me permitem! É revoltante ler este tipo de notícias e justifica-se porque muita gente votou no partido racista, xenófobo e fascista! Sr. Costa, é a isto que chama de “justiça social”?

SOCIEDADE

(CC0/PD) Pixabay / Pexels

Famílias carenciadas que mantiveram os seus filhos em colégios privados, em 2021, receberam do Estado um apoio global de 10,4 milhões de euros. Este apoio destina-se a ajudar apenas agregados familiares com rendimentos até os 541 euros mensais.

Estas contas foram feitas pelo Público com base na lista das subvenções pagas ao ensino particular que está publicada no site da Direcção-Geral da Administração Escolar (DGAE).

Em 2021, os colégios privados abrangidos por este tipo de apoio eram 275, um dado que indicia que tem havido um decréscimo no número de alunos apoiados.

Em 2017/2018, o financiamento “abrangeu 22 mil alunos de 320 estabelecimentos do ensino particular”, como refere o Público.

O jornal salienta que, desde 2016, o apoio do Estado neste campo tem vindo a descer. Nesse ano, o apoio público foi de 15,1 milhões de euros.

Este financiamento público destina-se a apoiar agregados familiares com rendimentos per capita dos 145 aos 541 euros mensais.

“O valor do financiamento oscila entre um máximo de 1.110,14 euros por ano e um mínimo de 312,77 ou seja, cobre apenas uma parte das propinas”, como repara o Público.

Estes valores vigoram desde 2009, altura em que também foram definidos os escalões de rendimento abrangidos, sem que tenha havido alterações desde então.

O Estado paga entre 13% e 57% das mensalidades dos colégios, conforme o nível de rendimento familiar e o ciclo de escolaridade, sendo que vai caindo a partir do 1.º ciclo.

Esse apoio do Estado é definido com base numa anuidade média fixada pelo Ministério da Educação que também se mantém inalterada desde 2009, ficando, assim, “muito aquém das propinas reais cobradas pela maioria dos colégios”, conclui o Público.

No Primeiro Ciclo, essa anuidade média é de 1.947 euros, no Segundo Ciclo sobre para os 2.103 euros, no Terceiro Ciclo fica-se pelos 2.291 euros e no Secundário chega aos 2.405 euros. Contudo, há colégios que cobram valores superiores.

  ZAP //

ZAP
5 Fevereiro, 2022


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