356: Astronauta capta Lua crescente sobre um pôr-do-sol de tirar o fôlego a partir da EEI

ASTRONOMIA

(dr) NASA’s Earth Observatory
Lua crescente e o pôr-do-sol a partir da Estação Espacial Internacional

A partir da Estação Espacial Internacional (EEI) captam-se vistas de tirar o fôlego. A mais recente dá-nos um vislumbre do nosso satélite natural sobre o pôr-do-sol.

Um astronauta a bordo da Estação Espacial Internacional (EEI) tirou uma fotografia à Lua crescente, no momento em que o Sol se põe e brilha através das diferentes camadas da atmosfera.

De acordo com o Live Science, o pôr-do-sol orbital desvanece do laranja perto da superfície da Terra para o azul escuro no limite do Espaço.

As diferentes cores pertencem às primeiras quatro camadas da atmosfera: a troposfera (12 km); a estratosfera (50 km); a mesosfera (80 km); e a termosfera (700 km).

O espectro colorido do pôr-do-sol é o resultado de um fenómeno conhecido como dispersão de Rayleigh. Neste processo, a radiação electromagnética, como a luz visível, é espalhada por partículas mais pequenas do que o seu comprimento de onda, como moléculas de ar.

Na prática, o que vemos é a luz daqueles comprimentos de onda espalhada. Cada camada da atmosfera tem uma densidade diferente de partículas de gás, o que significa que a luz espalhada tem uma cor diferente em cada uma dessas camadas.

A imagem foi tirada no dia 6 de Dezembro de 2021, por um membro da tripulação da Expedição 66, um grupo de sete astronautas da NASA, da Agência Espacial Europeia, da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão e da Corporação Espacial Estatal da Rússia, a Roscosmos.

A imagem foi obtida com a ajuda de uma câmara digital, no momento em que a EEI passou sobre o Oceano Pacífico a leste da Nova Zelândia, a uma altitude de cerca de 422 quilómetros.

O Observatório da Terra da NASA divulgou a fotografia no último dia do ano. “Esta visão oferece um fim simbólico para o ano 2021 e um olhar em direcção ao próximo objectivo da NASA para a exploração humana”, escreveu a agência espacial, em comunicado.

Liliana Malainho
7 Janeiro, 2022

– Não estou na EEI/ISS, não possuo equipamentos de milhões de dólares, nem câmaras fotográficas xpto, tenho uma absurda poluição atmosférica e lumínica, que na EEI não têm, logo, atmosfera limpa, mas com a minha Nikon com DF de 900 mm ainda consigo umas imagens razoáveis da Lua.

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