1282: Mancha solar duplica de tamanho em 24 horas: “calma, não há razões para pânico”

CIÊNCIA/ERUPÇÕES SOLARES

O nosso Sol é uma fonte de vida, mas tem também o potencial de infligir à Terra danos provocados pela sua radiação. Nesse sentido, as preocupações com uma mancha solar apontada ao nosso planeta têm crescido nos últimos dias. Estas manchas podem disparar contra nós poderosas erupções solares, e os danos são já bem conhecidos. Contudo, os especialistas disseram que está longe de ser invulgar.

As declarações dos especialistas parecem ter acalmado as preocupações, pois ainda recentemente estas erupções destruíram satélites e tiveram vários efeitos no nosso Planeta Azul.

Mancha solar é já quase o triplo do tamanho da Terra

As preocupações no mundo científico, e em quem segue de perto estas informações, começaram quando uma mancha solar, denominada AR3038, duplicou de tamanho entre o domingo dia 19 e a segunda-feira dia 20 de Junho. Estas manchas, com um tamanho quase do triplo do tamanho da Terra, estão viradas para cá.

Portanto, o risco de uma tempestade solar ejectar partículas carregadas de radiação em direcção ao nosso planeta aumentou significativamente.

Mancha ao duplicar provocou receios que possa libertar uma erupções solares de classe X20 e trazer graves efeitos para a Terra

Segundo Rob Steenburgh, responsável do gabinete de Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), a Região Activa 3038, ou AR3038, tem vindo a crescer ao longo da última semana.

As manchas solares parecem mais escuras porque são mais frescas que outras partes da superfície do Sol, de acordo com a NASA. Isto porque estas manchas são formadas onde os fortes campos magnéticos impedem que o calor dentro do Sol alcance a sua superfície.

Isto é o que as manchas solares fazem. Com o tempo, geralmente, vão crescer. Passam por fases, e depois desaparecem.

Penso que a forma mais fácil de o dizer é que as manchas solares são regiões de actividade magnética.

Referiu Rob Steenburgh.

Há 10% de probabilidade desta mancha disparar uma grande erupção contra a Terra

Já a NASA refere que as erupções solares, que normalmente surgem das manchas solares, são “uma súbita explosão de energia causada pelo emaranhamento, cruzamento ou reorganização das linhas do campo magnético perto das manchas solares.

Para se perceber, Steenburgh dá o exemplo tipo torção de elásticos. Isto é, se tivermos um par de elásticos a torcer-se no dedo, acabam por torcer demasiado, e rebentam. A diferença com os campos magnéticos é que se voltam a ligar. E quando se ligam de novo, despoletam o tal processo que gera uma chama.

Quanto maior e mais complexa for uma mancha solar, maior é a probabilidade de ocorrência de erupções solares, disse Steenburgh. No caso concreto, esta mancha solar duplicou de tamanho todos os dias nos últimos três dias e é cerca de 2,5 vezes o tamanho da Terra.

As observações conseguiram perceber que a mancha solar está a produzir pequenas erupções solares, mas “não tem a complexidade para as maiores erupções”, segundo referiu C. Alex Young, diretor para a ciência na Divisão de Ciência Heliofísica do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA.

Apesar disso, refere o cientista, há uma probabilidade de 30% de que a mancha solar produza erupções médias e uma probabilidade de 10% de criar erupções grandes.

O cientista W. Dean Pesnell, do Observatório da Dinâmica Solar, disse que a mancha solar é uma “região activa de tamanho modesto” que “não cresceu de forma anormalmente rápida e ainda é um pouco pequena na área”.

AR 3038 é exactamente o tipo de região activa que esperamos neste ponto do ciclo solar.

Explicou o cientista.

As erupções solares têm níveis diferentes. As mais pequenas são as erupções de classe A, seguidas por B, C, M e X com a maior força. Dentro de cada classe de letras há uma escala mais fina onde se utilizam números, e os números mais altos denotam mais intensidade.

Como tal, as erupções de C são demasiado fracas para afectarem notavelmente a Terra. As erupções M mais intensas podem perturbar a comunicação rádio nos pólos da Terra. As erupções X podem perturbar satélites, sistemas de comunicação e redes de energia e, no seu pior, causar escassez de electricidade e falhas de energia.

Quer isso dizer que as erupções solares de menor intensidade são bastante comuns. Já as “perigosas” erupções X são menos frequentes. Num único ciclo solar, cerca de 11 anos, há tipicamente cerca de 2.000 erupções M1, cerca de 175 erupções X1 e cerca de oito erupções X10. Para as maiores erupções solares de X20 ou acima, há menos de uma por ciclo. Este ciclo solar, o 25.º, começou em Dezembro de 2019.

Pplware
Autor: Vítor M
25 Jun 2022


 

1014: Imagens do Sol mostram erupções solares que mais parecem um filme de ficção científica

CIÊNCIA/SOL/ERUPÇÕES SOLARES

A humanidade nunca esteve tão interessada no Universo como agora e nunca tivemos tanta tecnologia ao dispor da curiosidade como a que está actualmente distribuída pelo espaço. A NASA, entre outras entidades, tem mostrado o potencial desta tecnologia e a última imagem partilhada mostra erupções solares que mais parecem um filme de ficção científica.

Uma enorme erupção solar surgiu da superfície da nossa estrela no início desta semana. A erupção da classe X é apenas a última erupção do Sol que chamou a atenção de muitos curiosos que estão atentos à nossa estrela.

O Sol explodiu numa erupção e a NASA mostra-o como nunca

A NASA conseguiu captar uma imagem da erupção solar tal como aconteceu. É uma imagem espantosa, e que parece ter sido arrancada directamente de um filme de ficção científica. Faz tudo parte das tentativas da agência espacial para aprender mais sobre a nossa estrela, e para se preparar caso alguma destas erupções solares irrompesse em direcção à Terra.

Esta erupção segue-se a algumas outras que aconteceram esta semana. De facto, no final de Abril, o Sol lançou a mais poderosa erupção solar dos últimos cinco anos. Onde a última chama de classe X foi classificada como X2,2, esta nova chama foi apenas uma X1,1.

As erupções solares de classe X são as erupções mais intensas que o Sol cria. Como tal, vale sempre a pena estar de olho nelas quando elas acontecem. Na altura em que a NASA captou a imagem desta erupção solar, o Centro de Previsão Meteorológica Espacial observou um possível forte apagão de rádio.

Esta imagem de uma erupção solar pode ser de cortar a respiração, mas as erupções solares podem ser eventos assustadores. Embora a energia destes eventos não consiga penetrar na atmosfera terrestre, podem criar alguns efeitos secundários indesejáveis. O principal entre estes efeitos colaterais são os apagões de rádio que mencionei anteriormente.

A mais poderosa erupção dos últimos 5 anos…

Quando uma erupção solar atinge a Terra, a energia da erupção pode causar problemas com satélites, sistemas GPS, e mesmo sistemas de comunicação a alta altitude. No entanto, em última análise, temos muito tempo antes de termos de nos preocupar com a erupção do Sol com energia suficiente para destruir a Terra.

A imagem desta erupção solar é apenas mais um lembrete de que o actual ciclo solar não está calmo. A NASA e outras agências espaciais esperam que o ciclo solar atinja o seu auge em meados desta década de 2020. Quando isso acontecer, veremos provavelmente mais erupções solares de classe X a atingir.

É difícil dizer se alguma dessas erupções de energia de plasma será apontada para a Terra.

Anteriormente, já vimos erupções maciças de energia de plasma a partir do astro a milhões de quilómetros para o espaço. Com tanta energia armazenada na nossa estrela, é apenas uma questão de tempo até que estas erupções solares se tornem mais frequentes.

Imagem captada a 30 de Abril de 2022, na região do Dark Sky® Alqueva, Portugal. | Foto: Miguel Claro

Imagens captadas de Portugal são ainda mais incríveis

Miguel Claro, astro-fotógrafo e ESO Photo Ambassador, partilhou há dias uma imagem captada no dia 30 de Abril de 2022, na região do Dark Sky® Alqueva, Portugal. Conforme podemos ver, a sequência de imagens em time lapse revela a actividade da cromosfera neste dia.

Como é relatado, o astro-fotógrafo fazia uma sessão de testes à sua nova câmara solar Player One Apollo-M Max, apontando o foco da lente para outra região do Sol. Miguel conta que fui notificado pela aplicação spaceweatherlive de que estava no momento a acontecer uma erupção solar.

A nossa estrela explodia um extraordinário Flare Solar de classe-X1. Em poucos segundos Miguel alterou os seus planos iniciais e apontou o telescópio o mais rapidamente possível para a extremidade do disco solar onde o Flare teria ocorrido, partindo da região activa AR2994 – já escondida atrás do limbo solar.

A explosão ainda produziu radiação suficiente para um forte apagão de rádio de ondas curtas, na região do Oceano Atlântico e parte da Europa.

Reportou o site Spcaceweather.

As condições estavam um pouco instáveis, mas as imagens que foram conseguidas resultaram num vídeo de cerca de 27 minutos, captado a 4K de alta resolução com cerca de 1,5 horas de imagens de ambas as sequências.

O Sol, que está no seu 25.º ciclo, mostra-se com muita actividade e com repetidas explosões de grande magnitude atingindo a Terra.

Pplware
Autor: Vítor M.


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética de Putin, na Ucrânia
For the victims of the genocide practiced
by the Soviet Union of Putin, in Ukraine


 

929: The sun has blasted Mercury with a plasma wave

ASTRONOMY/ASTROPHYSICS

The sun’s activity has been increasing far faster than scientists forecasted.

Mercury transiting the sun on Nov. 11, 2019. (Image credit: NASA/SDO/HMI/AIA)

A gigantic plasma wave that launched from the sun smashed into Mercury Tuesday (April 12), likely triggering a geomagnetic storm and scouring material from the planet’s surface.

The powerful eruption, known as a coronal mass ejection (CME), was seen emanating from the sun’s far side on the evening of April 11 and took less than a day to strike the closest planet to our star, where it may have created a temporary atmosphere and even added material to Mercury’s comet-like tail, according to spaceweather.com.

The plasma wave came from a sunspot — areas on the outside of the sun where powerful magnetic fields, created by the flow of electric charges, get knotted up before suddenly snapping. The energy from this snapping process is released in the form of radiation bursts called solar flares or as waves of plasma (CMEs).

On planets that have strong magnetic fields, like Earth, CMEs are absorbed and trigger powerful geomagnetic storms. During these storms, Earth’s magnetic field gets compressed slightly by the waves of highly energetic particles, which trickle down magnetic-field lines near the poles and agitate molecules in the atmosphere, releasing energy in the form of light to create colorful auroras in the night sky. The movements of these electrically charged particles can induce magnetic fields powerful enough to send satellites tumbling to Earth, Live Science previously reported, and scientists have warned that these geomagnetic storms could even cripple the internet.

Unlike Earth, however, Mercury doesn’t have a very strong magnetic field. This fact, coupled with its close proximity to our star’s plasma ejections, means it has long been stripped of any permanent atmosphere. The atoms that remain on Mercury are constantly being lost to space, forming a comet-like tail of ejected material behind the planet.

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But the solar wind — the constant stream of charged particles, nuclei of elements such as helium, carbon, nitrogen, neon and magnesium from the sun — and tidal waves of particles from CMEs constantly replenish Mercury’s tiny quantities of atoms, giving it a fluctuating, thin layer of atmosphere.

Previously, scientists were unsure if Mercury’s magnetic field was strong enough to induce geomagnetic storms. However, research published in two papers in the journals Nature Communications and Science China Technological Sciences in February has proved that the magnetic field is, indeed, strong enough. The first paper showed that Mercury has a ring current, a doughnut-shaped stream of charged particles flowing around a field line between the planet’s poles, and the second paper pointed to  this ring current being capable of triggering geomagnetic storms.

“The processes are quite similar to here on Earth,” Hui Zhang, a co-author of both studies and a space physics professor at the University of Alaska Fairbanks Geophysical Institute, said in a statement. “The main differences are the size of the planet and Mercury has a weak magnetic field and virtually no atmosphere.”

The sun’s activity has been increasing far faster than past official forecasts predicted, according to the National Oceanic and Atmospheric Administration’s Space Weather Prediction Center. The sun moves between highs and lows of activity across a rough 11-year cycle, but because the mechanism that drives this solar cycle isn’t well understood, it’s challenging for scientists to predict its exact length and strength.

Originally published on Live Science
By Ben Turner
14.04.2022


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética na Ucrânia


 

694: Solar Orbiter registou uma gigantesca erupção solar (a maior até hoje)

CIÊNCIA/ASTROFÍSICA

(dr) ESA

A Solar Orbiter, da Agência Espacial Europeia (ESA), captou uma imagem sem precedentes de uma gigantesca erupção solar.

A imagem foi captada no dia 15 de Fevereiro pela Full Sun Imager do Extreme Ultraviolet Imager a bordo da Solar Orbiter. O fenómeno estendeu-se por alguns milhões de quilómetros no Espaço e foi registado numa única imagem, que incluiu também o Sol.

Apesar das grandes dimensões, a erupção solar não veio em direcção à Terra, mas na direcção oposta à do nosso planeta.

A erupção consistiu na ejecção massiva de gases incandescentes que seguiram as linhas dos campos magnéticos, pelo que se acontecesse no lado do Sol virado para a Terra poderia causar problemas nas comunicações electrónicas, nos sistemas de navegação e na infra-estrutura de alimentação eléctrica.

Em comunicado, a ESA descreveu as proeminências solares como “grandes estruturas de linhas de campo magnético emaranhadas que mantêm concentrações densas de plasma solar suspensas acima da superfície do Sol, tomando por vezes a forma de laços de arco”.

Estas proeminências estão frequentemente associadas a ejecções de massa coronal, uma explosão extremamente energética de luz, material solar e energia do Sol.

O Sol está a ficar cada vez mais activo. Em 2019, começou um novo ciclo solar e prevê-se que atinja o máximo solar a meio do ano de 2025. O clima espacial causado pela nossa estrela – erupções solares e eventos de ejecção de massa coronal – pode ter impacto na rede eléctrica, nos satélites, nos GPS, nas operações das companhias aéreas, nos foguetões e até nos astronautas no Espaço.

Telescópios espaciais como o satélite SOHO, da ESA/NASA, captam frequentemente a actividade solar, mas não conseguem produzir imagens detalhadas da coroa ou da camada mais exterior.

A Solar Orbiter está numa trajectória de aproximação ao Sol e deve passar no ponto mais próximo a 44,9 milhões de quilómetros. O principal objectivo é o estudo das regiões polares solares.

  ZAP //

ZAP
8 Março, 2022



 

614: Sonda Solar Orbiter captou a maior erupção solar até hoje já registada (Vídeo)

CIÊNCIA/TECNOLOGIA/ORBITER

O Sol entrou no ano 2020 no seu 25.º ciclo e os cientistas esperavam que este novo ciclo fosse como o 24.º, bastante calmo. No entanto, o Sol parece estar a acordar do período de silêncio do seu ciclo de 11 anos e está “selvagem”. Depois de no final de Janeiro ter disparado uma ejecções de massa coronal que provocou uma tempestade geomagnética na Terra, destruindo mesmo dezenas de satélites, agora mostrou a sua fúria com uma enorme erupção solar captada pela Solar Orbiter .

Segundo a ESA, esta erupção, captada pela sonda, foi a maior até hoje vista. A Terra corre perigo?

O Sol está “selvagem”

Supostamente este 25.º Ciclo solar deveria ser tranquilo, mas suspeitou-se que não seria como o ciclo anterior, que ocorreu entre 2008 e 2019. Conforme é referido pela agência espacial, a imagem é impressionante e mostra a erupção solar a estender-se por milhões de quilómetros no espaço.

A nave Solar Orbiter da ESA/NASA captou a maior erupção de proeminência solar já observada numa única imagem junto com o disco solar completo. As proeminências solares são grandes estruturas de linhas de campo magnético emaranhadas que mantêm densas concentrações de plasma solar suspensas acima da superfície do Sol, às vezes assumindo a forma de arcos em arco.

Conforme por várias vezes referido, estas são frequentemente associadas a ejecções de massa coronal, que, se direccionadas para a Terra, podem causar estragos na nossa tecnologia e vidas quotidianas.

Este último evento ocorreu em 15 de Fevereiro e estendeu-se por milhões de quilómetros no espaço. A ejecção de massa coronal não foi direccionada à Terra. Na verdade, está a viajar para longe de nós. Não há assinatura da erupção no disco solar voltado para a sonda.

Erupção solar captada impressiona!

As imagens foram captadas pelo ‘Full Sun Imager’ (FSI) do Extreme Ultraviolet Imager (EUI) existentes na Solar Orbiter. O FSI foi projectado para observar o disco solar completo mesmo durante passagens próximas do Sol, como durante a próxima passagem do periélio no próximo mês.

Na maior aproximação já no próximo dia 26 de Março, a nave passará a cerca de 0,3 vezes a distância Sol-Terra. Como tal, o Sol preencherá uma porção muito maior do campo de visão do telescópio. No momento, ainda há muita ‘margem de visualização’ ao redor do disco, permitindo que detalhes impressionantes sejam capturados pelo FSI em cerca de 3,5 milhões de quilómetros, equivalente a cinco vezes o raio do Sol.

Assim, a imagem feita agora pela Solar Orbiter é inédita, porque traz um único campo de visão com o disco solar. Outras missões espaciais também assistiram ao evento, incluindo a sonda Solar Parker, da NASA. Os registos somados abrem novas possibilidades de estudo.

No comunicado, a ESA destacou que:

Embora este evento não tenha enviado uma explosão de partículas mortais em direcção à Terra, é um importante lembrete da natureza imprevisível do Sol e da importância de compreender e monitorizar o seu comportamento.

Este é mais um registo a somar a muitos que fazem a história contada pela humanidade da sua estrela que somar já 4,5 mil milhões de anos. Está, portanto, em cerca de metade da sua vida.

Pplware
Autor: Vítor M.
20 Fev 2022



 

464: Já sabemos a explicação dos misteriosos “dedos” que aparecem nas erupções solares

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

NASA SDO

O fenómeno, que foi descoberto pela primeira vez em 1999, tem fascinado os cientistas desde então. Afinal, a sua causa não é a reconexão magnética, mas sim a interacção entre dois fluidos com densidades diferentes.

Em Janeiro de 1999, os cientistas observaram movimentos misteriosos dentro de uma erupção solar. Ao contrário das típicas erupções que mostram uma energia forte a sair do Sol, esta mostrou uma energia em sentido descendente, como se esta estivesse a cair de volta dentro da estrela, lembra o Phys.

Desde então que este fenómeno intrigou os astrónomos. Agora, um estudo publicado na Nature Astronomy deu a resposta a este mistério, que foi agora apelidado supra-arcade downflows (SADs) pela comunidade científica.

Desde a sua descoberta nos anos 90 que se assumiu que os SADs estão ligados à reconexão magnética. O processo ocorre quando um campo magnético se quebra, libertando radiação energética rápida e que se movimenta, sendo que depois se volta a formar.

“No Sol, o que acontece é que temos muitos campos magnéticos que estão todos a apontar para direcções diferentes. Eventualmente, os campos magnéticos são puxados de forma unida até ao ponto em que se reconfiguram e libertam muita energia sob a forma de uma erupção solar. É como puxar um elástico e cortá-lo no meio. Está esticado até ficar fino, por isso vai ressaltar de volta“, revela Kathy Reeves, co-autora do estudo e astrónoma.

Por esta razão, os cientistas assumiram que as explosões de energia em sentido descendente eram um sinal da resposta dos campos magnéticos quebrados depois de uma erupção solar — mas escapou-lhes um detalhe, já que a maioria destes fluxos energéticos move-se muito devagar.

“Isto não é o que está previsto nos modelos de reconexão clássicos, que mostram que os fluxos descendentes deviam ser muito mais rápidos. É um conflito que requer alguma outra explicação”, revela o astrónomo Bin Chen, co-autor do estudo.

Para encontrar esta resposta, a equipa analisou as imagens capturadas pelo Observatório de Dinâmica Solar da NASA, que recolhe imagens do Sol a cada doze segundos em sete comprimentos de onda diferentes para medir as variações na atmosfera solar. Os investigadores fizeram depois de simulações 3D de erupções solares e compararam-nas com as observações.

Os resultados mostram que os SADs não são gerados por reconexão magnética, mas sim que se formam no seu próprio ambiente turbulento e são o resultado da interacção de dois fluidos com densidades diferentes.

De acordo com Reeves, o fenómeno é semelhante ao que acontece quando misturamos água e óleo, já que as densidades diferentes dos dois fluidos se tornam instáveis e levam à sua separação. Os “dedos” são na verdade causados pela ausência de plasma“.

A equipa está a planear continuar a estudar os SADs e outros fenómenos solares recorrendo a simulações em 3D para entender melhor as reconexões magnéticas.

  ZAP //

ZAP
30 Janeiro, 2022

 

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