Governo anuncia apoios mas diz: “Não podemos entrar em aventuras”

– Apoios? Que apoios? Para quem? Pessoalmente, NUNCA tive qualquer apoio, antes pelo contrário, desde que esta governança está no poder, tenho sido ROUBADO a cada ano, para liquidar o imposto do IRS, ficando sem os subsídios de férias e de natal que já nem chegam para isso! Ainda mais cortes? Ainda mais impostos para quem (sobre)vive no fio da navalha? Será que o sr. António Costa, todos os elementos da governança, ficam sem estes subsídios para liquidar o IRS? Eu não tenho mordomias, não tenho regalias, não tenho viaturas pagas pelos contribuintes nem motoristas à disposição! Ando de transportes públicos! As minhas despesas (renda de casa, alimentação, electricidade, gás, água, farmácia, etc.) são escalpelizadas ao cêntimo para poderem durar trinta dias! O que eu leio é conversa de chacha por  políticos que não sabem o que é ter de (sobre)viver com menos do SMN e ainda ter de ficar sem os reforços dos subsídios de férias e de natal!

SOCIEDADE/GOVERNANÇA/SOBREVIVÊNCIA

Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais avisou ontem que, mesmo com apoios, os portugueses vão ter de mudar de vida. “Tenhamos noção que nas próximas semanas a nossa vida não vai ser igual à que tínhamos”, “a situação da guerra só agora se começou a sentir e vai exigir da parte de todos uma adaptação”, disse Mendonça Mendes.

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes
© Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

Apoios às famílias e empresas, sim, para ajudar a amortecer impacto da guerra nos preços da energia, mas “não podemos entrar em aventuras” que possam “comprometer o amanhã”, avisou ontem o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, sinalizando que Portugal está numa situação orçamental e de endividamento que também deve ser tida em conta. E que o desejo é continuar a cumprir as regras do Pacto, mais à frente, uma vez que esta crise seja debelada.

A mensagem é importante para consumo em Bruxelas. Na próxima segunda-feira, o ministro das Finanças, João Leão, vai à reunião dos ministros homólogos da zona euro, e na terça, ao conselho europeu das Finanças da UE (Ecofin). Vai querer passar essa mensagem de “compromisso” do País (do governo) com as regras da disciplina orçamental europeia aos seus parceiros, em Bruxelas. Como tem feito sempre, aliás.

Para João Leão não pode ser de outra forma. O crescimento da economia deve ser revisto em baixa por causa da guerra da Rússia contra a Ucrânia, a inflação vai subir muito mais. As contas públicas não ficaram na mesma, nem como apareciam na proposta de Orçamento do Estado de 2022 (OE2022) apresentada em Outubro).

Estamos em Março e as Finanças já estarão a fazer contas à nova meta para o défice e para a dívida.

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Diário de Notícias
Luís Reis Ribeiro
12 Março 2022 — 00:16