694: Solar Orbiter registou uma gigantesca erupção solar (a maior até hoje)

CIÊNCIA/ASTROFÍSICA

(dr) ESA

A Solar Orbiter, da Agência Espacial Europeia (ESA), captou uma imagem sem precedentes de uma gigantesca erupção solar.

A imagem foi captada no dia 15 de Fevereiro pela Full Sun Imager do Extreme Ultraviolet Imager a bordo da Solar Orbiter. O fenómeno estendeu-se por alguns milhões de quilómetros no Espaço e foi registado numa única imagem, que incluiu também o Sol.

Apesar das grandes dimensões, a erupção solar não veio em direcção à Terra, mas na direcção oposta à do nosso planeta.

A erupção consistiu na ejecção massiva de gases incandescentes que seguiram as linhas dos campos magnéticos, pelo que se acontecesse no lado do Sol virado para a Terra poderia causar problemas nas comunicações electrónicas, nos sistemas de navegação e na infra-estrutura de alimentação eléctrica.

Em comunicado, a ESA descreveu as proeminências solares como “grandes estruturas de linhas de campo magnético emaranhadas que mantêm concentrações densas de plasma solar suspensas acima da superfície do Sol, tomando por vezes a forma de laços de arco”.

Estas proeminências estão frequentemente associadas a ejecções de massa coronal, uma explosão extremamente energética de luz, material solar e energia do Sol.

O Sol está a ficar cada vez mais activo. Em 2019, começou um novo ciclo solar e prevê-se que atinja o máximo solar a meio do ano de 2025. O clima espacial causado pela nossa estrela – erupções solares e eventos de ejecção de massa coronal – pode ter impacto na rede eléctrica, nos satélites, nos GPS, nas operações das companhias aéreas, nos foguetões e até nos astronautas no Espaço.

Telescópios espaciais como o satélite SOHO, da ESA/NASA, captam frequentemente a actividade solar, mas não conseguem produzir imagens detalhadas da coroa ou da camada mais exterior.

A Solar Orbiter está numa trajectória de aproximação ao Sol e deve passar no ponto mais próximo a 44,9 milhões de quilómetros. O principal objectivo é o estudo das regiões polares solares.

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8 Março, 2022