1316: Portugal ultrapassa os 400 casos de infecção humana por vírus Monkeypox

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/INFECÇÕES

Confirmados mais 11 casos infecção humana por vírus Monkeypox, elevando para 402 o número total de infectados em Portugal, anuncia a DGS.

© Telmo Pinto / Global Imagens (Arquivo)

Há agora 402 casos de infecção humana por vírus Monkeypox em Portugal, segundo informou esta quinta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS). Foram confirmadas mais 11 infecções face à actualização do dia anterior.

Até ao momento, Lisboa e Vale do Tejo continua a registar o maior número de casos, tendo sido reportadas infecções nas restantes regiões do continente (Norte, Centro, Alentejo e Algarve) e na Região Autónoma da Madeira.

Os casos confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) “mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”, indica a autoridade nacional da saúde.

“Todas as infecções confirmadas são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos”, lê-se na nota divulgada no site da DGS.

Na actualização é referido que uma pessoa que esteja doente deixa de estar infecciosa apenas após a cura completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas, período que poderá, eventualmente, ultrapassar quatro semanas.

Os sintomas mais comuns da doença são febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dor nas costas, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos com o aparecimento progressivo de erupções que atingem a pele e as mucosas.

A informação recolhida através dos inquéritos epidemiológicos está a ser analisada para contribuir para a avaliação do surto a nível nacional e internacional, refere a autoridade de saúde, acrescentando que continua a acompanhar a situação a nível nacional em articulação com as instituições europeias.

Diário de Notícias
DN
30 Junho 2022 — 12:42

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1312: Portugal já tem quase 400 casos de infecção humana por vírus Monkeypox

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/INFECÇÕES

Registados 391 casos de infecção humana por vírus Monkeypox em Portugal, mais 18 do que no dia anterior, indicou a DGS. Pela primeira vez, Madeira reporta infecções.

© Gonçalo Villaverde/Global Imagens (Arquivo)

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) confirmou esta quarta-feira mais 18 casos de infecção humana por vírus Monkeypox, elevando para 391 o número total de infectados em Portugal.

Lisboa e Vale do Tejo regista o maior número de casos, havendo também infecções reportadas nas restantes regiões do continente (Norte, Centro, Alentejo e Algarve) e, pela primeira vez, na Região Autónoma da Madeira.

Os casos confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) “mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”​

A DGS refere ​​​​que “todas as infecções confirmadas são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos.”

Em actualização

Diário de Notícias
DN
29 Junho 2022 — 12:04

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1295: Há 17 casos suspeitos de hepatite aguda infantil em Portugal

SAÚDE PÚBLICA/HEPATITE AGUDA INFANTIL

A DGS refere que os casos suspeitos reportados referem-se a “situações com resolução clínica, não tendo ocorrido casos graves”.

© Maria João Gala /Global Imagens

De 28 de Abril até 24 de Junho (sexta-feira), Portugal registou “17 casos prováveis de hepatite de etiologia desconhecida em idade pediátrica”, informou hoje a Direcção-Geral da Saúde (DGS). São mais três casos suspeitos face à última actualização, divulgada a 26 de maio.

A autoridade nacional de saúde indicou que os casos suspeitos reportados “têm sido situações com resolução clínica, não tendo ocorrido casos graves”.

“A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) referem a redução de número de casos a nível mundial nas últimas três semanas, mas solicitam aos países que continuem a detectar e a reportar casos prováveis”, lê-se na actualização divulgada no site da DGS.

A origem desta hepatite aguda infantil ainda é desconhecida, mas a directora-geral da Saúde, Graça Freitas, afirmou, a 19 de maio em entrevista à TVI, que “o suspeito principal é o adenovírus”, sendo ainda “prematuro” ter uma conclusão definitiva sobre a causa da doença.

Na última actualização da DGS, a 26 de maio, o director do Programa Nacional para as Hepatites Virais, Rui Tato Marinho, afirmou que a situação da doença em Portugal era “pacífica”. “Temos tido, em média, um caso dia sim, dia não, todos com evolução favorável”, disse o hepatologista, adiantando que algumas crianças estiveram internadas, algumas tiveram icterícia, mas estão todas bem.

A 31 de Maio, o ECDC e a OMS Europa publicaram um boletim epidemiológico referindo 305 casos de hepatite aguda de etiologia desconhecida em crianças com 16 anos ou menos anos em 17 países da região europeia da OMS.

Todas as crianças até aos 16 anos com manifestações clínicas sugestivas de hepatite aguda, como náuseas, anorexia, vómitos ou icterícia ou com sintomas inespecíficos como dor abdominal e diarreia devem ser observados no hospital com urgência.

De acordo com a orientação divulgada a 7 de Junho pela DGS sobre os casos suspeitos de hepatite aguda de etiologia desconhecida em idade pediátrica, as manifestações inespecíficas como a dor abdominal, náuseas e vómitos, diarreia, com mais de uma semana de evolução e prostração importante podem coexistir com sintomas respiratórios e febre.

Já em contexto de cuidados hospitalares, perante uma criança com as manifestações clínicas acima descritas e que levantem suspeita de hepatite, deve ser iniciada a investigação laboratorial com, entre outras análises, hemograma completo, estudo da coagulação (INR), na área da bioquímica devem ser analisados indicadores como a glicemia, ureia, creatinina, ionograma, bilirrubina total e directa, assim como deve ser feita hemocultura, se apresentar febre.

Uma vez que a informação resultante da investigação em curso nos países que reportaram casos ainda é limitada, tendo os adenovírus entéricos sido indicados como possível agente envolvido, a DGS recomenda, na comunidade, o reforço de medidas de protecção como a higiene das mãos (supervisão em crianças mais pequenas) e a etiqueta respiratória, arejamento e/ou ventilação dos espaços interiores, limpeza e/ou desinfecção frequente de superfícies na presença de casos de gastroenterite aguda ou de infecção respiratória.

Nas unidades de saúde, são recomendadas medidas de precaução de contacto para casos suspeitos ou prováveis em caso de sintomatologia respiratória, “dando cumprimento às regras estabelecidas para controlo de infecção pelo Programa de Prevenção e Controlo de Infecções e de Resistência aos Anti-microbianos (PPCIRA)”, acrescenta a DGS.

Com Lusa

Diário de Notícias
DN
27 Junho 2022 — 13:32


 

1294: Registados 365 casos infecção humana por Monkeypox em Portugal

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/INFECÇÕES

Foram confirmados mais 17 casos de infecção humana por Monkeypox em Portugal, indica a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

© Global Imagens (Arquivo)

Sobe para 365 o número de casos de infecção humana por Monkeypox em Portugal, indicou esta segunda-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS). Foram registadas mais 17 infecções face à última actualização, divulgada na sexta-feira.

Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a região com o maior número de casos, tendo também sido reportadas infecções nas restantes regiões (Norte, Centro, Alentejo e Algarve).

As infecções confirmadas pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) ​”​​​são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos”, refere a DGS.

“Os casos identificados mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”, lê-se na actualização divulgada no site do organismo dirigido por Graça Freitas.

A autoridade nacional de saúde recorda que caso uma pessoa esteja doente “deixa de estar infecciosa apenas após a cura completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas, período que poderá, eventualmente, ultrapassar quatro semanas.”

No sábado, a Organização Mundial de Saúde (OMS) fez saber que o actual surto do vírus do monkeypox, que já abrange mais de 50 países, não representa uma urgência de saúde pública de dimensão internacional, o nível mais alto de alerta.

O último balanço da agência de saúde das Nações Unidas dava conta de mais de 3.200 casos confirmados este ano e uma morte.

De acordo com as autoridades de saúde, a manifestação clínica da Monkeypox é geralmente ligeira, com a maioria das pessoas infectadas a recuperar da doença em poucas semanas.

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, nódulos linfáticos inchados, calafrios, exaustão, evoluindo para erupção cutânea.

Diário de Notícias
DN
27 Junho 2022 — 12:52


 

1278: Dose de reforço disponível em `casa aberta´ para maiores de 80 anos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/DOSE DE REFORÇO/IDOSOS

As pessoas com 80 ou mais anos podem receber, a partir desta sexta-feira a segunda dose de reforço da vacina contra a covid-19 na modalidade de `casa aberta´, anunciou a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Maiores de 80 anos são os mais atingidos em termos de mortalidade pela covid-19.

“A modalidade casa aberta passou hoje, sexta-feira, dia 24 de Junho, a estar disponível para os cidadãos com 80 ou mais anos que cumpram os critérios de elegibilidade para receber a segunda dose de reforço da vacina contra a covid-19”, adiantou a DGS em comunicado.

Segundo a mesma fonte, até ao momento, já foram vacinadas com a segunda dose de reforço cerca de 380 mil pessoas acima dos 80 anos, assim como os residentes de estruturas residenciais para pessoas idosas (ERPI).

A administração deste novo reforço de imunização contra o coronavírus SARS-CoV-2, que se iniciou em 16 de maio, abrange os residentes dos lares de idosos e as pessoas com 80 ou mais anos, que até agora têm sido convocadas por agendamento local, através de mensagem SMS ou chamada telefónica, e por agendamento central.

De acordo com a DGS, a população elegível para receber a segunda dose deve ser vacinada com um intervalo mínimo de quatro meses após a última dose ou após um diagnóstico de infecção por SARS-CoV-2.

No início do mês, a DGS anunciou que a campanha de vacinação do próximo outono e inverno prevê a co-administração das vacinas contra a gripe e covid-19 em idosos com mais de 65 anos, pessoas com mais de 18 anos com doenças graves, profissionais de saúde e utentes de lares e de unidades de cuidados continuados.

De acordo com o plano apresentado, estas campanhas iniciam-se em 05 de Setembro em simultâneo e, na lógica da protecção dos mais vulneráveis, arrancarão com a vacinação pelos lares, rede de cuidados continuados e pessoas com 80 ou mais anos.

Diário de Notícias
DN/Lusa
24 Junho 2022 — 18:55


 

1277: Portugal com 95.943 casos e 239 mortes por covid-19 entre 14 e 20 de Junho

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Em relação à semana anterior, registaram-se menos 17.185 casos de infecção e 22 mortes.

Portugal registou, entre 14 e 20 de Junho, 95.943 infecções pelo coronavírus ​​​​​​​SARS-CoV-2, 239 mortes associadas à covid-19 e uma nova diminuição dos internamentos em enfermaria e cuidados intensivos, indicou esta sexta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o boletim epidemiológico semanal da DGS, em relação à semana anterior, registaram-se menos 17.185 casos de infecção, verificando-se ainda uma redução de 22 mortes na comparação entre os dois períodos.

Quanto à ocupação hospitalar em Portugal continental por covid-19, a DGS passou a divulgar às sextas-feiras os dados dos internamentos referentes à segunda-feira anterior à publicação do relatório.

Com base nesse critério, o boletim indica que, na última segunda-feira, estavam internadas 1.743 pessoas, menos 153 do que no mesmo dia da semana anterior, com 85 doentes em unidades de cuidados intensivos, menos 13.

De acordo com o boletim da DGS, a incidência a sete dias estava, na segunda-feira, nos 932 casos por 100 mil habitantes, tendo registado uma diminuição de 15% em relação à semana anterior, e o índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus registava o valor de 0,88.

Por regiões, Lisboa e Vale do Tejo registou 45.219 casos entre 14 e 20 de Junho, menos 4.851 do que no período anterior, e 84 óbitos, mais três.

A região Centro contabilizou 12.521 casos (menos 2.992) e 40 mortes (menos 24) e o Norte totalizou 22.401 casos de infecção (menos 7.560) e 80 mortes (mais três).

No Alentejo foram registados 3.916 casos positivos (menos 350) e oito óbitos (menos nove) e no Algarve verificaram-se 4.821 infecções pelo SARS-CoV-2 (mais 332) e seis mortes (menos cinco).

Quanto às regiões autónomas, os Açores tiveram 3.558 novos contágios entre 14 e 20 de Junho (menos 1.167) e nove mortes (mais seis), enquanto a Madeira registou 3.507 casos nesses sete dias (menos 597) e 12 óbitos (mais quatro), de acordo com os dados da DGS.

Segundo o relatório, a faixa etária entre os 40 e os 49 anos foi a que apresentou maior número de casos a sete dias (16.141), seguida das pessoas entre os 50 e os 59 anos (15.211), enquanto as crianças até 9 anos foram o grupo com menos infecções (4.642) nesta semana.

Dos internamentos totais, 700 foram de idosos com mais de 80 anos, seguindo-se a faixa etária dos 70 aos 79 anos (412) e dos 60 aos 69 anos (220).

A DGS contabilizou ainda 14 internamentos no grupo etário das crianças até aos 9 anos, 11 dos 10 aos 19 anos, 22 dos 20 aos 29 anos, 32 dos 30 aos 39 anos, 62 dos 40 aos 49 anos e 116 dos 50 aos 59 anos.

O boletim refere também que, nestes sete dias, morreram 180 pessoas com mais de 80 anos, 38 pessoas entre os 70 e 79 anos, 13 entre os 60 e 69 anos, quatro entre os 50 e 59 anos, três entre os 40 e 49 anos e uma entre os 30 e 39 anos.

Relativamente à vacinação contra a covid-19, o boletim refere que 93% da população tem a vacinação completa, 64% dos elegíveis a primeira dose de reforço e 52% dos idosos com 80 ou mais anos a segunda dose para reforçar a imunização contra o SARS-CoV-2.

Diário de Notícias
DN/Lusa
24 Junho 2022 — 20:29


 

1264: Casos confirmados de infecção por Monkeypox sobem para 328

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/INFECÇÕES

No dia em que OMS vai avaliar se o surto actual representa uma “urgência de saúde pública de dimensão internacional”, Portugal regista mais 11 casos de infecção por Monkeypox.

© Global Imagens

Portugal registou mais 11 casos de infecção pelo vírus Monkeypox, elevando para 328 o total de pessoas infectadas, anunciou esta quinta-feira a Direcção-Geral de Saúde.

Segundo a autoridade de saúde, todas as infecções são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos, que estão em “acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”.

Até agora, é em Lisboa e Vale do Tejo que se regista o maior número de casos, mas também foram reportadas infecções nas regiões Norte e Algarve.

A Organização Mundial de Saúde vai avaliar esta quinta-feira se o surto actual representa uma “urgência de saúde pública de dimensão internacional”, o seu nível mais alto de alerta.

A proliferação actual de casos é “incomum e preocupante”, declarou o director do organismo, Tedros Adhanom Ghebreyesus, quando justificou esta reunião.

A região europeia está no centro da propagação do vírus.

A infecção por Monkeypox, que não costuma ser mortal, pode causar febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, gânglios linfáticos inchados, calafrios e fadiga. Depois aparecem erupções cutâneas (na face, palmas das mãos, solas dos pés), lesões, pústulas e crostas. Os sintomas geralmente desaparecem em duas a três semanas.

Diário de Notícias
DN
23 Junho 2022 — 11:33


 

1259: Há já 317 casos de infecção humana por vírus Monkeypox em Portugal

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/INFECÇÕES

Reportados mais 13 casos infecção humana por vírus Monkeypox, de acordo com os dados da Direcção-Geral da Saúde.

© José Sena Goulão/Lusa (Arquivo)

Portugal registou mais 13 casos de infecção pelo vírus Monkeypox, elevando para 317 o total de pessoas infectadas, que se encontram clinicamente estáveis, anunciou hoje a autoridade de saúde.

Segundo a Direcção-Geral da Saúde (DGS), todas as infecções confirmadas pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos, que estão em “acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”.

A DGS, que está a acompanhar a situação a nível nacional em articulação com as instituições europeias, adiantou ainda a maioria das infecções foram notificadas em Lisboa e Vale do Tejo, mas também há registo de casos nas regiões Norte e Algarve.

Os dados do Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) indicam que, até hoje, foram reportados 2.746 casos de infecção pelo Monkeypox em 29 países de toda a região europeia.

Na terça-feira, as autoridades britânicas anunciaram que o Reino Unido vai começar a disponibilizar vacinas a alguns homens que fazem sexo com outros homens e correm um risco maior de contrair o vírus Monkeypox.

Os especialistas estão a considerar a vacinação em alguns homens com maior risco de exposição à infecção humana pelo vírus ‘Monkeypox’, referiu a Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido, em comunicado.

Esta agência identificou como grupo de maior risco os homens que fazem sexo com outros homens e que têm múltiplos parceiros, participam em sexo em grupo ou frequentam locais onde o sexo ocorre nas instalações.

“Ao expandir a oferta de vacinas para aqueles em maior risco, esperamos quebrar as cadeias de transmissão e a ajudar a conter o surto”, salientou a responsável de imunização da agência britânica de segurança sanitária, Mary Ramsay.

Recentemente, a DGS confirmou que Portugal vai receber 2.700 doses das vacinas contra o vírus Monkeypox adquiridas pela Comissão Europeia, estando a ser elaborada uma norma técnica que definirá a forma como serão utilizadas.

Nesta quinta-feira (23 de Junho), a Organização Mundial da Saúde (OMS), sediada em Genebra, vai avaliar se o surto actual, que abrange mais de 40 países, representa uma “urgência de saúde pública de dimensão internacional”, o seu nível mais alto de alerta.

Diário de Notícias
DN/Lusa
22 Junho 2022 — 15:36


 

1244: Portugal com quase 300 casos confirmados de infecção humana por vírus Monkeypox

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/INFECÇÕES

A DGS confirmou mais 21 casos de infecção humana por vírus Monkeypox, o que eleva para 297 o número total. OMS avalia na quinta-feira se o surto actual, que abrange mais de 40 países, representa uma “urgência de saúde pública de dimensão internacional”.

© D.R.

Já são 297 os casos de infecção humana por vírus Monkeypox, anunciou esta segunda-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS), que confirmou mais 21 infecções face à actualização anterior.

Todos os casos confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) dizem respeito a “homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos”.​​​​

Até agora, a maioria das infecções foi registada em Lisboa e Vale do Tejo, havendo também notificações nas regiões Norte e Algarve.

“Os casos identificados mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”, lê-se na actualização da autoridade nacional de saúde, publicada na página de Internet do organismo liderado por Graça Freitas.

No fim de semana, foi divulgado que a Organização Mundial de Saúde (OMS) decidiu suprimir das suas estatísticas a separação entre países endémicos e não endémicos quanto ao vírus do monkeypox.

“Suprimimos a distinção entre os países endémicos e os países não endémicos, e apresentamos os países todos juntos quando for possível, de forma a reflectir a resposta unificada que é necessária”, indicou a OMS no seu boletim de sexta-feira, enviado no sábado à comunicação social.

O documento, citado pela agência AFP, indica que desde o início do ano a até 15 de Junho há “um total de 2.103 casos confirmados, um caso provável e uma morte” que foram assinalados pela OMS em 42 países.

OMS avalia se surto representa uma “urgência de saúde pública de dimensão internacional”

No dia 23 de Junho (próxima quinta-feira), a organização sediada em Genebra vai avaliar se o surto actual representa uma “urgência de saúde pública de dimensão internacional”, o seu nível mais alto de alerta.

A região europeia está no centro da propagação do vírus, com 1.773 casos confirmados, 84% do total mundial.

Os casos do vírus ‘monkeypox’ em zonas onde a doença não é endémica superam os 2.000 em 36 países, segundo a OMS, numa catalogação feita ainda com a separação que hoje se suprime.

A OMS mantém o nível de risco “moderado” perante o surto, por ser a primeira vez que se dão focos de contágio em países não endémicos, e muito distantes entre si.

A organização com sede em Genebra liga o actual surto a contactos sexuais entre homens, ainda que, em princípio, não se trate de uma doença sexualmente transmissiva, mas sim transmitida por contacto físico próximo.

Relativamente ao surto, a OMS mantém a sua recomendação de não adoptar restrições a viagens, ainda que aconselhe que se evitem deslocações a quem revele sintomas ligados à doença.

Com Lusa

Diário de Notícias
DN
20 Junho 2022 — 12:28


 

1234: DGS divulga cuidados a ter em eventos antes e após contactos sexuais

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/INFECÇÕES

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) quer que empresas, organizações de eventos ou grupos informais sensibilizem os participantes sobre a infecção pelo vírus ‘Monkeypox’, recomendando cuidados específicos a ter, inclusive durante e após contactos sexuais.

© AFP

A forma de apresentação e disseminação da infecção sugere que a transmissão esteja a acontecer por contacto próximo, incluindo relações sexuais, refere a DGS, adiantando que os casos notificados no actual surto foram na sua maioria detectados em homens que têm sexo com homens, embora a transmissão também tenha sido documentada noutras pessoas.

Portugal registou mais 35 casos de infecção pelo vírus ‘Monkeypox’, elevando para 276 o total de pessoas infectadas, todos homens que se encontram clinicamente estáveis, referiu hoje a DGS.

Segundo a informação divulgada pela autoridade de saúde, eventos públicos, privados e viagens, facilitaram a transmissão de infecções, mas estes eventos “poderão ser oportunidades para sensibilizar os participantes e transmitir informação, ao mesmo tempo que se podem desenvolver medidas de prevenção e higienização para reduzir riscos nesses contextos”.

Para a DGS, “os parceiros comunitários são essenciais para garantir uma comunicação eficaz e atempada, adequada ao público a envolver, identificar as principais mensagens de prevenção e promoção da saúde e o alinhamento entre todos os envolvidos, para identificar rumores/desinformação e ajudar a melhorar o conhecimento sobre a infecção, e para facilitar a adesão às medidas de protecção”.

Entre o conteúdo das ‘mensagens chave’ a transmitir, a DGS refere que a infecção por Monkeypox caracteriza-se pelo aparecimento de lesões na pele ou mucosas, que podem ser localizadas numa determinada região do corpo ou generalizadas, atingindo habitualmente a face e boca, membros superiores e inferiores ou região ano-genital.

O surgimento de sintomas deve motivar a procura de aconselhamento e avaliação médica e deve evitar-se o contacto físico próximo, incluindo relações sexuais.

“O contacto físico próximo é a principal forma de transmissão. Uma relação sexual pode envolver risco. Relações sexuais com múltiplos parceiros/as aumentam o risco”, destaca a DGS.

A utilização do preservativo é importante para prevenir a transmissão do VIH e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), mas não oferece protecção eficaz para o vírus Monkeypox, alerta ainda na informação.

Entre as medidas a adoptar “antes, durante e após” os eventos, a DGS recomenda que seja desincentivada a participação em caso da existência de sintomas e que os organizadores considerem o envio de informação prévia aos participantes, através das redes sociais ou no momento da inscrição.

A DGS aconselha também formar os trabalhadores e funcionários sobre os sinais e sintomas mais comuns de infecção e sobre o aconselhamento a dar a casos suspeitos, bem como dispensar os funcionários/voluntários que apresentem sintomas.

Entre as sugestões, a autoridade de saúde quer que os organizadores incentivem os participantes a “guardar os contactos das pessoas com quem mantiverem contacto físico próximo, incluindo relações sexuais, caso seja necessário identificá-los posteriormente”.

Entre as recomendações de higiene, a DGS aconselha que “se existir roupa de cama, deve ser mudada após utilização por um novo participante/cliente”.

“Essa roupa deve ser manipulada por funcionários de limpeza que utilizem luvas e máscaras e lavada a mais de 60 graus centígrados. Após manipulação da roupa, deve retirar-se as luvas e lavar/higienizar as mãos”, pode ler-se.

A informação da autoridade de saúde adverte também contra a estigmatização da doença, tendo em conta que “a maioria dos casos até agora foram reportados em homens que têm sexo com homens”.

“O estigma e o medo podem dificultar as respostas em matéria de saúde pública, pois podem fazer com que as pessoas escondam a sua doença e são barreiras de acesso aos cuidados de saúde”, alerta a DGS.

Entre os conselhos para mitigar a estigmatização, a autoridade de saúde pede que se utilize “uma linguagem respeitosa e inclusiva” e que se transmitam “os factos de forma clara e acessível”.

De acordo com as autoridades de saúde, a manifestação clínica da ‘Monkeypox’ é geralmente ligeira, com a maioria das pessoas infectadas a recuperar da doença em poucas semanas.

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, nódulos linfáticos inchados, calafrios, exaustão, evoluindo para erupção cutânea.

O período de incubação é tipicamente de seis a 16 dias, mas pode chegar aos 21 e, quando a crosta das erupções cutâneas cai, a pessoa infectada deixa de ser infecciosa.

Portugal vai receber 2.700 doses das vacinas contra o vírus ‘Monkeypox’ adquiridas pela Comissão Europeia, confirmou recentemente a DGS, que está a elaborar uma norma técnica que definirá a forma como serão utilizadas.

Diário de Notícias
DN/Lusa
17 Junho 2022 — 23:44