1322: Governo estende até ao final de Julho comparticipação de testes à covid-19

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/TESTES

O preço máximo para efeitos de comparticipação é de 10 euros. Apenas abrangidos testes prescritos pelo SNS e realizados nas farmácias de oficina.

© zoranm/Getty Images

O Governo estendeu o prazo de comparticipação de testes rápidos de antigénio de uso profissional à covid-19 prescritos pelo Serviço Nacional de Saúde até ao final de Julho, avançou esta quinta-feira o Ministério da Saúde.

“A portaria que estabelece o regime excepcional e temporário de comparticipação de testes rápidos de antigénio (TRAg) de uso profissional prescritos pelo SNS e realizados nas farmácias de oficina será prorrogada até ao final do mês de Julho”, refere o Ministério da Saúde numa resposta à agência Lusa.

Na anterior portaria, assinada pelo secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, a medida era aplicada até esta quinta-feira e justificada com a incidência muito elevada da pandemia de covid-19.

A portaria sublinhava a relevância da realização de testes de diagnóstico para despiste de infecção por SARS-CoV-2, tanto para referenciação de pessoas sintomáticas como para detecção precoce de casos confirmados.

Segundo a anterior portaria, o preço máximo para efeitos de comparticipação é de 10 euros.

No âmbito deste regime, os testes rápidos de antigénio à covid-19 estão disponíveis em 1.502 farmácias e 718 laboratórios do país, segundo dados da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed).

Há ainda 148 estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde onde estes testes podem ser realizados gratuitamente.

Diário de Notícias
DN/Lusa
30 Junho 2022 — 16:26

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1279: Vacinas evitaram 19,8 milhões de mortes das 31,4 milhões potenciais

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/VACINAS

Estudo indica que se poderiam ter evitado outras 599.300 mortes se tivesse sido cumprido o objectivo da Organização Mundial da Saúde (OMS) de vacinar 40% da população de cada país no final de 2021.

© Global Imagens

Desde a aprovação, em Dezembro de 2020, as vacinas contra a covid-19 evitaram a morte de 19,8 milhões de pessoas, em 31,4 milhões de mortes potenciais, segundo o primeiro estudo que quantificou o impacto à escala mundial.

A maior parte das mortes (12,2 milhões das 19,8) evitou-se nos países de altos e médios rendimentos, uma contundente prova das desigualdades existentes no acesso às vacinas em todo o mundo.

O estudo indica que se poderiam ter evitado outras 599.300 mortes se tivesse sido cumprido o objectivo da Organização Mundial da Saúde (OMS) de vacinar 40% da população de cada país no final de 2021.

Baseado em dados de 185 países, o estudo avalia as mortes evitadas directa e indirectamente pelas vacinas contra a covid-19.

Os resultados foram publicados na sexta-feira na revista The Lancet Infectious Diseases.

Liderado por investigadores do Imperial College de Londres, o estudo foi financiado pelas organizações Schmidt Futures & Rhodes Trust, a OMS, o Medical Research Council do Reino Unido, a Fundação Bill and Melinda Gates, e a Community Jameel, entre outros.

O trabalho conclui que as vacinas reduziram em mais de metade o número potencial de mortes durante a pandemia no primeiro ano (63 %).

Das quase 20 milhões de mortes que se evitaram, quase 7,5 milhões eram nos países em que chegou a iniciativa COVAX, uma aliança subscrita por 190 países para garantir o acesso equitativo a estes medicamentos.

Para Oliver Watson, autor principal do estudo e investigador do Imperial College, estes resultados demonstram que as vacinas “salvaram milhões de vidas. Mas poderia ter-se feito mais”.

“Se tivessem sido alcançados os objectivos fixados pela OMS, calculamos que poderiam ter-se salvado aproximadamente uma em cada 5 das vidas que se calcula que se tenham perdido por causa da covid nos países de baixos rendimentos”.

Até agora, vários estudos trataram de estimar o impacto da vacinação na pandemia, mas este é o primeiro que se faz a nível mundial.

Os investigadores usaram dados de mortes por covid notificadas entre 08 de Dezembro de 2020 e 08 de Dezembro de 2021 e tiveram em conta a sub-notificação das mortes nos países com sistemas de vigilância mais débeis (a China não se incluiu devido à numerosa população e às medidas de bloqueio, que adulterariam os resultados).

A equipa descobriu que neste período, a vacinação evitou aproximadamente 19,8 milhões de mortes das 31,4 milhões de mortes potenciais.

A protecção indirecta das vacinas evitou 4,3 milhões de mortes. As vacinas ajudaram a reduzir a transmissão do vírus e reduziram a carga nos sistemas de saúde.

Em geral, o número estimado de mortes evitadas foi maior nos países de elevados rendimentos, o que reflecte o desenvolvimento mais antecipado e mais amplo das campanhas de vacinação nestas áreas.

Os 83 países incluídos na análise e que recorreram à ajuda da COVAX, evitaram 7,4 milhões de mortes de um potencial de 17,9 milhões (41%).

Calcula-se que o incumprimento do objectivo da COVAX de vacinar 20% da população de cada país tenha provocado 156.900 mortes adicionais (132.700 das quais apenas em África).

Diário de Notícias
Lusa/DN
24 Junho 2022 — 08:56


 

1278: Dose de reforço disponível em `casa aberta´ para maiores de 80 anos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/DOSE DE REFORÇO/IDOSOS

As pessoas com 80 ou mais anos podem receber, a partir desta sexta-feira a segunda dose de reforço da vacina contra a covid-19 na modalidade de `casa aberta´, anunciou a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Maiores de 80 anos são os mais atingidos em termos de mortalidade pela covid-19.

“A modalidade casa aberta passou hoje, sexta-feira, dia 24 de Junho, a estar disponível para os cidadãos com 80 ou mais anos que cumpram os critérios de elegibilidade para receber a segunda dose de reforço da vacina contra a covid-19”, adiantou a DGS em comunicado.

Segundo a mesma fonte, até ao momento, já foram vacinadas com a segunda dose de reforço cerca de 380 mil pessoas acima dos 80 anos, assim como os residentes de estruturas residenciais para pessoas idosas (ERPI).

A administração deste novo reforço de imunização contra o coronavírus SARS-CoV-2, que se iniciou em 16 de maio, abrange os residentes dos lares de idosos e as pessoas com 80 ou mais anos, que até agora têm sido convocadas por agendamento local, através de mensagem SMS ou chamada telefónica, e por agendamento central.

De acordo com a DGS, a população elegível para receber a segunda dose deve ser vacinada com um intervalo mínimo de quatro meses após a última dose ou após um diagnóstico de infecção por SARS-CoV-2.

No início do mês, a DGS anunciou que a campanha de vacinação do próximo outono e inverno prevê a co-administração das vacinas contra a gripe e covid-19 em idosos com mais de 65 anos, pessoas com mais de 18 anos com doenças graves, profissionais de saúde e utentes de lares e de unidades de cuidados continuados.

De acordo com o plano apresentado, estas campanhas iniciam-se em 05 de Setembro em simultâneo e, na lógica da protecção dos mais vulneráveis, arrancarão com a vacinação pelos lares, rede de cuidados continuados e pessoas com 80 ou mais anos.

Diário de Notícias
DN/Lusa
24 Junho 2022 — 18:55


 

1277: Portugal com 95.943 casos e 239 mortes por covid-19 entre 14 e 20 de Junho

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Em relação à semana anterior, registaram-se menos 17.185 casos de infecção e 22 mortes.

Portugal registou, entre 14 e 20 de Junho, 95.943 infecções pelo coronavírus ​​​​​​​SARS-CoV-2, 239 mortes associadas à covid-19 e uma nova diminuição dos internamentos em enfermaria e cuidados intensivos, indicou esta sexta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o boletim epidemiológico semanal da DGS, em relação à semana anterior, registaram-se menos 17.185 casos de infecção, verificando-se ainda uma redução de 22 mortes na comparação entre os dois períodos.

Quanto à ocupação hospitalar em Portugal continental por covid-19, a DGS passou a divulgar às sextas-feiras os dados dos internamentos referentes à segunda-feira anterior à publicação do relatório.

Com base nesse critério, o boletim indica que, na última segunda-feira, estavam internadas 1.743 pessoas, menos 153 do que no mesmo dia da semana anterior, com 85 doentes em unidades de cuidados intensivos, menos 13.

De acordo com o boletim da DGS, a incidência a sete dias estava, na segunda-feira, nos 932 casos por 100 mil habitantes, tendo registado uma diminuição de 15% em relação à semana anterior, e o índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus registava o valor de 0,88.

Por regiões, Lisboa e Vale do Tejo registou 45.219 casos entre 14 e 20 de Junho, menos 4.851 do que no período anterior, e 84 óbitos, mais três.

A região Centro contabilizou 12.521 casos (menos 2.992) e 40 mortes (menos 24) e o Norte totalizou 22.401 casos de infecção (menos 7.560) e 80 mortes (mais três).

No Alentejo foram registados 3.916 casos positivos (menos 350) e oito óbitos (menos nove) e no Algarve verificaram-se 4.821 infecções pelo SARS-CoV-2 (mais 332) e seis mortes (menos cinco).

Quanto às regiões autónomas, os Açores tiveram 3.558 novos contágios entre 14 e 20 de Junho (menos 1.167) e nove mortes (mais seis), enquanto a Madeira registou 3.507 casos nesses sete dias (menos 597) e 12 óbitos (mais quatro), de acordo com os dados da DGS.

Segundo o relatório, a faixa etária entre os 40 e os 49 anos foi a que apresentou maior número de casos a sete dias (16.141), seguida das pessoas entre os 50 e os 59 anos (15.211), enquanto as crianças até 9 anos foram o grupo com menos infecções (4.642) nesta semana.

Dos internamentos totais, 700 foram de idosos com mais de 80 anos, seguindo-se a faixa etária dos 70 aos 79 anos (412) e dos 60 aos 69 anos (220).

A DGS contabilizou ainda 14 internamentos no grupo etário das crianças até aos 9 anos, 11 dos 10 aos 19 anos, 22 dos 20 aos 29 anos, 32 dos 30 aos 39 anos, 62 dos 40 aos 49 anos e 116 dos 50 aos 59 anos.

O boletim refere também que, nestes sete dias, morreram 180 pessoas com mais de 80 anos, 38 pessoas entre os 70 e 79 anos, 13 entre os 60 e 69 anos, quatro entre os 50 e 59 anos, três entre os 40 e 49 anos e uma entre os 30 e 39 anos.

Relativamente à vacinação contra a covid-19, o boletim refere que 93% da população tem a vacinação completa, 64% dos elegíveis a primeira dose de reforço e 52% dos idosos com 80 ou mais anos a segunda dose para reforçar a imunização contra o SARS-CoV-2.

Diário de Notícias
DN/Lusa
24 Junho 2022 — 20:29


 

1273: Fim das aulas nas universidades, no secundário e 3.º ciclo acelerara descida de casos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/ESCOLAS

Portugal está agora com uma média diária de 13.500 infecções e de 31 óbitos. Na opinião da equipa da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa o factor determinante para esta descida foi o fim das aulas progressivo nas universidades e depois no ensino básico e secundário. Mas o que vai acontecer a seguir, em relação ao impacto dos festejos dos santos e de muitos festivais de verão, “ainda é uma incógnita”.

Crianças e jovens dos 10 aos 19 anos estão com valores mínimos de infecção.

Até ao dia 22 de Junho, segundo os dados publicados ontem pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), o país tinha atingido desde o início da pandemia os 5,118 milhões de infecções e os 24 007 óbitos. Só no ano de 2022, de 1 de Janeiro até esta data, foram contabilizadas 3,691 milhões de infecções e 5034 óbitos.

Sendo que, esta última vaga está a ser marcada pelo número de re-infecções. Segundo explicou ao DN o professor Carlos Antunes, que integra a equipa da Faculdade de Ciências (FC) da Universidade de Lisboa, que faz a modelação da evolução da doença desde o início da pandemia, estas continuam a aumentar e somam já cerca do 20% do total de casos.

No entanto, o país pode estar a atingir uma fase de planalto, depois de, no início de Junho, ter registado uma desaceleração significativa na redução de casos, sobretudo nas faixas etárias dos 10 anos 19 anos.

A razão para tal pode estar no fim das aulas dos estudantes universitários, no mês de maio, nos do ensino secundário, do 10.º ao 12.º ano, a 9 de Junho, e no dos III Ciclo, do 5.º ao 9.º ano, a 15 de Junho.

Carlos Antunes destaca que as aulas continuam a ser “o factor mais pesado no aumento ou na diminuição de casos, consoante a sua abertura ou fim”. Mais até do que as festividades, como a dos Santos que se viveram em Lisboa na semana passada.

“O que estamos a analisar, e fazendo a analogia com o calendário escolar, é que o fim das aulas teve um efeito maior no sentido da redução de casos, do que as festividades no sentido de aumento de casos”. Ou seja, o que se observa agora, e mais de uma semana depois dos festejos de Santo António, é que continua a haver uma redução no número de infecções, mas o ritmo de descida é mais lento do que o registado no início de Junho.

O professor explica: “As festividades contribuíram para a redução do ritmo de desaceleração de casos, porque, de acordo com a nossa análise, o (Rt) – índice de transmissibilidade -, que tem sempre um avanço de alguns dias em relação ao calculado pelo INSA, estava a baixar e já voltou a subir ligeiramente.

Neste momento, está nos 0.95, muito próximo de 1, e tinha atingido um mínimo de 0.86. Isto é sinal de que acabou o combustível para a diminuição de casos. Esta pode parar e o país atingir uma fase de planalto, como estávamos em Março e Abril, ou então passar-se a um novo recrudescimento de mais casos. Não nos podemos esquecer que as festividades dos Santos vão continuar até ao final do mês e que depois vêm mais festivais”.

Para já, a paragem no ritmo de descida de casos foi mais notória na Região de Lisboa e Vale do Tejo, provavelmente devido aos festejos do Santo António, mas tal “pode ser um factor pontual e sem capacidade para fazer deflagrar um aumento de casos”. Mas da semana passada para esta, em termos globais, a descida no número de infecções continua a ser registada.

Os boletins da DGS dão conta que na segunda-feira, dia 13, foram contabilizados 6160 casos e 32 óbitos, terça-feira, dia 14, 22 330 e 39 óbitos, quarta-feira, dia 15, 20 300 e 40 óbitos e quinta-feira, dia 16, 17 835 e 37 óbitos, enquanto nesta semana foram registados segunda-feira, dia 20, 5342 casos e 27 óbitos, terça-feira dia 21, 18 041 casos e 23 óbitos, quarta-feira, dia 22, 15 292 casos e 24 óbitos, e quinta-feira, dia 23, 13 453 casos e 28 óbitos.

As faixas etárias mais afectadas pela infecção continuam a ser as dos 20 aos 50 anos. Segundo referiu ao DN Carlos Antunes, os mais novos, dos 10 aos 19 anos, estão com valores mínimos de infecção. Na faixa dos zero aos 9 anos, a redução de casos está a ser mais lenta, mas estes ainda se mantém em aulas até ao final do mês.

Em relação aos óbitos, de 1 de Janeiro até ao dia 22 de Junho o país atingiu as 5034 mortes por covid-19, o que representa metade da que se registou no mesmo período em 2021, 10 082 mortes. No entanto, o professor destaca que há um ano ainda não existia a cobertura vacinal que existe agora e que, por outro lado, a sociedade estava sujeita a mais regras de protecção do que agora.

O que é já visível quer no número de casos e nos internamentos é o impacto da vacinação com o segundo reforço em quase 50% da população acima dos 80 anos. “Esta faixa etária estava com uma média diária de 1500 casos e agora está com 700”.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
24 Junho 2022 — 07:00


 

1265: Parlamento Europeu aprova renovação de certificado da UE até Junho de 2023

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/CERTIFICADOS

Os eurodeputados aprovaram o acordo para extensão do quadro legal do Certificado Digital Covid-19 da UE por mais 12 meses. O acordo visa impedir restrições à livre circulação no espaço comunitário no caso de aparecimento de novas variantes ou outras ameaças.

© Artur Machado / Arquivo Global Imagens

O Parlamento Europeu deu esta quinta-feira ‘luz verde’ à renovação das regras relativas ao Certificado Digital Covid-19 da União Europeia (UE) até 30 de Junho de 2023, para evitar futuras restrições “desproporcionadas ou discriminatórias” à livre circulação.

Numa votação na sessão plenária do Parlamento Europeu, em Bruxelas, os eurodeputados aprovaram o acordo alcançado com o Conselho para extensão do quadro legal do Certificado Digital Covid-19 da UE por mais 12 meses, com 453 votos a favor, 119 contra e 19 abstenções (para cidadãos da União) e 454 a favor, 112 contra e 20 abstenções (para nacionais de países terceiros).

A ‘luz verde’ surge após o acordo alcançado a 13 de Junho com o Conselho da UE, que visa impedir restrições à livre circulação no espaço comunitário no caso de aparecimento de novas variantes ou outras ameaças relacionadas com pandemia.

“Em resposta ao pedido do Parlamento, o texto declara que os Estados-membros não devem restringir a livre circulação dos titulares do certificado de uma forma desproporcionada ou discriminatória”, informa a assembleia europeia em comunicado.

Caberá à Comissão Europeia avaliar o impacto do certificado na livre circulação e nos direitos fundamentais até ao final de 2022, podendo propor a sua revogação se a situação da saúde pública o permitir, com base nos últimos pareceres científicos do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças e do Comité de Segurança da Saúde.

Para entrar em vigor, a prorrogação tem de ser formalmente adoptada pelo Conselho da UE, entrando em vigor no dia da sua publicação no Jornal Oficial da UE.

Em causa está o Certificado Digital da UE, comprovativo da testagem (negativa), vacinação contra a covid-19 ou recuperação de infecção com o vírus SARS-CoV-2, que entrou em vigor na União no início de Julho de 2021 para facilitar viagens dentro do espaço comunitário em quadro de pandemia.

É aos Estados-membros que cabe a decisão final sobre viagens.

Diário de Notícias
DN/Lusa
23 Junho 2022 — 12:49


 

Covid-19: Portugal continua a ser o país da União Europeia – e o segundo no mundo – com mais novos casos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES

© TVI24 Covid-19: Portugal continua a ser o país da União Europeia – e o segundo no mundo – com mais novos casos

Portugal continua o país da União Europeia (UE) com mais novos casos de infecção por SARS-CoV-2 por milhão de habitantes nos últimos sete dias e é segundo no mundo neste indicador.

Segundo o ‘site’ estatístico Our World in Data, Portugal é também o país da UE com mais novas mortes diárias por milhão de habitantes nos últimos sete dias e é terceiro no mundo nesse indicador.

A média diária de novos casos em Portugal desceu de 2.380 por milhão de habitantes há duas semanas para 1.560 à data de hoje. Dos parceiros da União Europeia, segue-se a França, com 703, a Alemanha, com 685, Luxemburgo (673) e Grécia (614).

A nível mundial, considerando os países e territórios com mais de um milhão de habitantes, Taiwan tem a maior média de novos casos diários (2.410), seguida de Portugal, Austrália (1.060), Nova Zelândia (977) e Bahrain (814).

No que toca às novas mortes diárias atribuídas à covid-19, Portugal mantém a maior da União Europeia, com 3,63, praticamente igual à média de 3,68 de há duas semanas, seguida da Finlândia, com 1,47, a Estónia com 1,29, a Espanha com 1,14 e Malta com 1,11.

Em termos mundiais, olhando para territórios e países com mais de um milhão de habitantes, Omã tem a maior média diária de novas mortes atribuídas à covid-19 (10), seguida de Taiwan (6,29), Portugal, Uruguai (2,43) e Nova Zelândia (1,95).

A média de novos casos diários por milhão de habitantes na União Europeia está em 415 e a de novas mortes diárias em 0,63.

A média mundial de novos casos está em 67 e a de novas mortes atribuídas à covid-19 está em 0,17.

Agência Lusa
20.06.2022


 

1235: COVID-19: Vacinas para crianças nos EUA a partir dos 6 meses

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/VACINAÇÃO INFANTIL

O mundo ainda se encontra em estado de pandemia por COVID-19, mas o foco na doença é diferente de outros tempos. A cada dia que passa, a COVID-19 é cada vez mais uma doença igual a muitas outras, apesar de ainda fazer muitas vítimas.

Recentemente os EUA passaram a autorizar vacinas da Pfizer e Moderna para crianças a partir dos seis meses.

COVID-19: Vacinas da Moderna (2 doses) e Pfizer (3 doses) aprovadas

A agência norte-americana do medicamento (FDA na sigla em inglês) aprovou nesta passada sexta-feira a administração de emergência das vacinas contra a COVID-19 da Pfizer e da Moderna em crianças a partir dos seis meses de idade.

A vacina de duas doses da Moderna é aprovada para crianças entre os seis meses e os cinco anos de idade e a da Pfizer, de três doses, pode ser administrada a crianças entre os seis meses e quatro anos de idade.

A FDA também aprovou a vacina da Moderna para crianças dos 6 aos 17 anos de idade. A vacina da Pfizer já tinha sido aprovada para crianças a partir dos 5 anos de idade nos Estados Unidos da América.

Após o anúncio da FDA, segundo a AFP, a Pfizer afirmou que pretende solicitar a aprovação para este grupo etário à Agência Europeia de Medicamentos (EMA) no início de Julho.

A pandemia da COVID-19 já provocou mais de 500 milhões de infecções pelo coronavírus SARS-CoV-2 e mais de seis milhões de mortes foram atribuídas à doença em todo o mundo.

A doença é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

A variante Ómicron, que se dissemina e sofre mutações rapidamente, tornou-se dominante no mundo desde que foi detectada pela primeira vez, em Novembro, na África do Sul.

Pplware
Autor: Pedro Pinto


 

1232: 114.410 casos e 256 mortes, mas menos internamentos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Portugal registou, entre 7 e 13 Junho, 114.410 infecções pelo coronavírus SARS-CoV-2, 256 mortes associadas à covid-19 e uma diminuição dos internamentos em enfermaria e cuidados intensivos, indicou esta sexta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

© Tiago Petinga / Lusa

Segundo o boletim epidemiológico semanal da DGS, em relação à semana anterior, registaram-se menos 43.534 casos de infecção, verificando-se ainda uma redução de 41 mortes na comparação entre os dois períodos.

Quanto à ocupação hospitalar em Portugal continental por covid-19, a DGS passou a divulgar às sextas-feiras os dados dos internamentos referentes à segunda-feira anterior à publicação do relatório.

Com base nesse critério, o boletim indica que, na última segunda-feira, estavam internadas 1.896 pessoas, menos 95 do que no mesmo dia da semana anterior, com 98 doentes em unidades de cuidados intensivos, menos 10.

Diário de Notícias
DN/Lusa
17 Junho 2022 — 19:29


 

1225: Mais de 24 mil reacções adversas em 24,1 milhões de vacinas administradas

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/REACÇÕES ADVERSAS

Foram registados 24.624 casos de reacção adversa, entre os quais 7.956 considerados graves. Existe uma maior preponderância de notificação de reacção adversa por parte do género feminino.

© CARLOS BARROSO/LUSA

O Sistema Nacional de Farmacovigilância (SNF) registou um total de 24.624 reacções adversas às vacinas contra a covid-19, o que representa um caso em cada mil inoculações, indicou a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed).

“Face ao número total de vacinas administradas, verifica-se que as reacções adversas às vacinas contra a covid-19 são pouco frequentes, com cerca de um caso em mil inoculações, um valor estável ao longo do tempo”, refere o relatório do Infarmed sobre a monitorização da segurança das vacinas em Portugal.

De acordo com o documento, até 31 de maio foram administradas cerca de 24,1 milhões de vacinas contra o coronavírus SARS-CoV-2 e registados 24.624 casos de reacção adversa (RAM), entre os quais 7.956 considerados graves.

“Dos casos de RAM classificados como graves, cerca de 83% dizem respeito a situações de incapacidade temporária (incluindo o absentismo laboral) e outras consideradas clinicamente significativas pelo notificador, quer seja profissional de saúde ou utente”, indicou o Infarmed.

No que diz respeito ao total de casos graves, 131 (0,5%) foram de morte, que “ocorreram num grupo de indivíduos com uma mediana de idades de 77 anos”, refere ainda o relatório, que ressalva, porém, que estes “acontecimentos não podem ser considerados relacionados com uma vacina contra a covid-19 apenas porque foram notificados de forma espontânea ao Sistema Nacional de Farmacovigilância”.

“Na grande maioria dos casos notificados em que há informação sobre história clínica e medicação concomitante, um resultado adverso fatal pode ser explicado pelos antecedentes clínicos do doente e ou outros tratamentos, sendo as causas de morte diversas e sem apresentação de um padrão homogéneo”, refere o relatório.

De acordo com o Infarmed, na faixa etária entre os 5 e 11 anos, os 48 casos notificados como graves referem-se na sua maioria a situações já descritas na informação das vacinas, como febre, vómitos, diarreia, mal-estar e cefaleia, e foram notificadas duas miocardites que evoluíram positivamente para cura.

Já no grupo dos jovens entre os 12 e os 17 anos, a maioria dos 117 casos considerados graves estavam relacionados com síncope ou pré-síncope e reacções alérgicas, mas todos tiveram evolução positiva e sem sequelas.

Vinte destes casos foram notificados como miocardite e pericardite, doenças inflamatórias com causa variada, normalmente associadas a infecções virais nestas faixas etárias.

Os dados do Infarmed indicam ainda que o maior número de reacções adversas foi registado em pessoas que receberam a vacina Comirnaty, a mais utilizada em Portugal, com 12.741 casos, mas estes dados “não permitem a comparação dos perfis de segurança entre vacinas”, uma vez que foram utilizadas em grupos populacionais distintos de idade, género, perfil de saúde e em períodos e contextos epidemiológicos distintos.

O documento adianta também que existe uma maior preponderância de notificação de RAM por parte do género feminino, o que é a tendência normal de notificação para qualquer outro medicamento, o que pode “dever-se a uma maior atenção das mulheres à sua saúde, bem como ao seu maior interesse por temáticas da área da saúde e bem-estar”.

Entre as reacções adversas mais notificadas constam febre, dor de cabeça, dor muscular, fadiga, calafrios, náusea, dor articular, dor generalizada, mal-estar geral, tonturas, aumento do volume dos gânglios linfáticos, vómitos e fraqueza.

“As RAM notificadas com maior frequência enquadram-se no perfil reactogénico comum de qualquer vacina”, avança o Infarmed.

O Sistema Nacional de Farmacovigilância, criado em 1992, funciona sob a coordenação do Infarmed e monitoriza a segurança de todos os medicamentos autorizados, incluindo vacinas, através da recolha e avaliação de suspeitas de reacções adversas a medicamentos.

Diário de Notícias
DN/Lusa
16 Junho 2022 — 19:51