1354: Bacias do Barlavento e Lima mantêm-se com quantidade de água abaixo da média

CLIMATOLOGIA/SECA

A situação de seca meteorológica agravou-se em todo o território no final de Maio com um aumento muito significativo da área em seca severa, estando agora 97%, quando em Abril estava nos 4,3%, segundo o índice meteorológico de seca.

© Lusa (Arquivo)

As bacias do Barlavento algarvio, com 13,3%, e do Lima, com 18,3%, eram as que tinham no final de Junho a menor quantidade de água armazenada no continente, o que sucede desde o final do ano passado.

Segundo dados do Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH), as médias de armazenamento para o mês de Junho são nas bacias do Barlavento e do Lima de 71,7% e de 73,5%, respectivamente.

No final de Junho estavam também com menor disponibilidade de água as bacias do Mira (38,4%), Cávado (39,3%), Arade (46,1%), Sado (49,2%), Oeste (54,3%) e Tejo e Douro (56,3%).

Já as bacias do Mondego (86%), Guadiana (69,6%) e Ave (62,7%) eram as que tinham os níveis mais elevados.

Catorze das 60 albufeiras monitorizadas tinham, no final de Junho, disponibilidades hídricas inferiores a 40% do volume total, enquanto oito apresentavam valores superiores a 80%, segundo o SNIRH.

No último dia do mês de Junho e comparativamente ao mês anterior verificou-se um aumento do volume armazenado em três bacias hidrográficas e uma descida em nove.

Os armazenamentos de Junho de 2022 por bacia hidrográfica apresentam-se inferiores às médias de armazenamento de Junho (1990/91 a 2020/21).

A cada bacia hidrográfica pode corresponder mais do que uma albufeira.

A situação de seca meteorológica agravou-se em todo o território no final de Maio com um aumento muito significativo da área em seca severa, estando agora 97%, quando em Abril estava nos 4,3%, segundo o índice meteorológico de seca (PDSI).

De acordo com o IPMA, existem quatro tipos de seca: meteorológica, agrícola, hidrológica e sócio-económica.

Diário de Notícias
DN/Lusa
04 Julho 2022 — 08:02

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A “grande nuvem de poeira do Saara” atravessa a Europa

CLIMA/NUVEM DE POEIRA/SAARA

Uma nuvem de poeira do deserto do Saara está a atravessar a Europa e deverá estar mais concentrada sobre Portugal e Espanha durante o fim de semana, divulgou o sistema europeu de monitorização atmosférica Copérnico.

© Twitter Copérnico

Trata-se de “mais uma grande nuvem de poeira do Saara” que estará sobre o sul e centro da Europa entre esta sexta-feira e a próxima segunda, refere um comunicado do sistema Copérnico, acrescentando que 2022 está e continuará a ser um ano com “altos níveis de transporte de poeira através do Mediterrâneo e partes da Europa”.

“Os valores mais altos” na Península Ibérica deverão registar-se no sábado e no domingo, dia em que a poeira, “com valores muito altos” de concentração da atmosfera, também atingirá a Europa central.

Em meados de Março já se tinham verificado grandes nuvens de poeira na Europa ocidental e este ano, nuvens semelhantes provenientes do deserto do Saara também atravessaram o Atlântico até atingirem as Caraíbas.

Períodos de seca e aumento da desertificação fazem aumentar a probabilidade de fenómenos destes, que fazem diminuir a qualidade do ar nas regiões afectadas, sobretudo no caso de as nuvens de poeira passarem a baixa altitude.

Diário de Notícias
DN/Lusa
20 Maio 2022 — 20:52


EU combati no mato, em África, na Guerra Colonial, durante quase dois anos,
os mercenários treinados por Cuba e armados, municiados e financiados
pela União Soviética (URSS) e China.

 

936: Lisboa: Nova plataforma com dados meteorológicos em tempo real

METEOROLOGIA/LISBOA

A região de Lisboa vai ter uma plataforma com dados meteorológicos em tempo real. O objectivo é reduzir a vulnerabilidade da região às alterações climáticas.

A plataforma online vai apresentar dados meteorológicos dos 18 municípios da Área Metropolitana de Lisboa (AML). Conheça já esta nova plataforma.

Dados meteorológicos de 18 estações…

A sessão de apresentação desta fase do projecto CLIMA.AML – Rede de Monitorização e de Alerta Meteorológico Metropolitano só acontece amanhã, mas o Pplware já andou a espreitar como é.

De acordo com as informações, esta plataforma “marcará o início da operacionalização e divulgação pública, em tempo real, dos dados” de uma rede de 18 estações meteorológicas, instaladas nos 18 municípios da AML.

Esta monitorização dos dados em tempo real decorre através da plataforma online, em https://clima.aml.pt, que analisa todas as informações essenciais transmitidas pelas estações e avalia os dados meteorológicos.

Esta rede da AML pretende conhecer os padrões associados às alterações climáticas na região e o seu impacto nas comunidades, funcionando em complementaridade com a rede do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Segundo a AML, o CLIMA.AML dá sequência ao Plano Metropolitano de Adaptação às Alterações Climáticas, apresentado publicamente em Dezembro de 2019, e “permitirá acumular um vasto conhecimento” com a recolha e disponibilização de dados à escala local.

Pplware
Autor: Pedro Pinto


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética na Ucrânia