480: Esta é a primeira vez que um conjunto de orcas mata uma baleia azul adulta

CIÊNCIA/CETOLOGIA

Para além de comerem animais como peixes e focas, as baleias assassinas (conhecidas como orcas) também caçam alguns tipos de baleias. Daí o seu nome.

Mas este é o primeiro caso documentado de um grupo de orcas a matar e comer o maior animal do mundo — uma baleia azul adulta.

Segundo o New Atlas, embora o estudo tenha sido apenas anunciado esta semana, o ataque ocorreu em Março de 2019, e foi testemunhado por investigadores do Centro de Investigação de Cetáceos da Austrália (CETREC) e do Projecto ORCA.

Os cientistas estavam em barcos, a realizar levantamentos anuais de baleias e golfinhos perto de Bremer, no largo da costa sul da Austrália Ocidental.

Sabe-se que uma população de aproximadamente 140 orcas se desloca sazonalmente pela área, algumas das quais permanecem durante todo o ano.

“Quando chegámos, cerca de 14 baleias assassinas estavam a atacar a azul em águas de 70 metros, com as orcas fêmeas a liderar o ataque”, explicou Isabella Reeves, membro da equipa de investigação.

“À chegada, já notámos uma ferida substancial no topo da sua cabeça com osso exposto. A barbatana dorsal estava desaparecida, sem dúvida mordida pelas baleias assassinas. As marcas de dentadura eram evidentes à frente e atrás, onde outrora estava a barbatana dorsal, e até à cauda da baleia”, contou a especialista.

Naquele que é descrito como um ataque coordenado, algumas das baleias assassinas abalroaram os lados do animal maior, mordendo pedaços de pele, enquanto as outras atacaram atrás da sua cabeça.

Após o afundamento da carcaça, aproximadamente 50 baleias assassinas permaneceram na área para se alimentarem dos pedaços de carne flutuantes.

Algumas das mesmas orcas foram vistas a matar uma cria de baleia azul, duas semanas mais tarde, tendo sido observado outro ataque deste tipo no ano passado.

“Este estudo, combinado com a nossa investigação recente, destaca a necessidade de uma maior compreensão da ecologia da população de baleias assassinas, para que possamos determinar melhor o seu impacto no ecossistema marinho em águas australianas”, concluiu John Totterdell, o investigador principal do estudo.

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31 Janeiro, 2022

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