1271: Subida dos preços obriga dois terços dos portugueses a poupar na comida

Não há praticamente nenhum português imune aos efeitos do aumento do custo de vida.

– Nenhum português, uma porra!!! Os pançudos continuam a fazer a sua vidinha opulenta, passeatas, viagens, férias, restaurantes, festas, etc. e os pobres – cada vez mais -, esses sim, continuam a apertar e a fazer novos furos no cinto! Chegou-se ao ponto de termos de escolher entre o que se deixa na farmácia e o que se põe em cima da mesa… Mais uma “sondagem” que me passou ao lado…

CUSTO DE VIDA/POBRES MAIS POBRES, RICOS MAIS RICOS

Cresce a insatisfação com medidas do Governo para atenuar a crise. Maioria pede limites aos aumentos nos bens essenciais e na energia.

© Leonardo Negrão / Global Imagens

Não há praticamente nenhum português imune aos efeitos do aumento do custo de vida. E já soam os alarmes: quase dois terços foram obrigados a mudar de hábitos por causa da factura dos combustíveis; pior ainda, mais de dois terços começaram a cortar na alimentação, ao ponto de reduzirem ou eliminarem produtos que faziam parte do seu cabaz de compras no supermercado.

São os dados da mais recente sondagem da Aximage para o DN, JN e TSF, que também apresenta uma factura política: a popularidade do Governo afunda-se, com 46% a dizerem que a resposta à crise é “má” e apenas 14% que é “boa”.

António Costa vai ter de fazer bastante melhor do que prometer aumentos “históricos” de pensões para o próximo ano. É agora que o aumento do custo de vida se está a fazer sentir (97%), em particular na ida ao supermercado (39%) e à bomba de gasolina (39%). E é também no imediato que nove em cada dez portugueses (89%), incluindo os eleitores socialistas, pedem novas medidas que atenuem o efeito da crise.

Saldo negativo

Entre os meses de Maio e Junho, e perante o avanço da inflação (8%, segundo o Instituto Nacional de Estatística), a satisfação com as medidas adoptadas pelo Governo para atenuar a crise caiu 12 pontos percentuais, enquanto a insatisfação subiu 17 pontos (com destaque para os que dizem que é “muito má”, que passaram dos 9% para 23%).

O saldo (diferença entre os que acham que a resposta do Governo à crise é “boa” e os que acham que é “má”) é negativo em todos os segmentos da amostra, incluindo entre os que deram a maioria absoluta ao PS em Janeiro. A insatisfação é particularmente elevada na Região Norte e na Área Metropolitana do Porto; entre os que estão na faixa etária dos 18/34 e 50/64 anos; e entre os que fazem parte da classe média baixa.

Travão aos alimentos

Bem pior do que o castigo político ao Governo é o castigo que as famílias estão a sentir na pele. A sondagem da Aximage não deixa margem para dúvidas sobre a gravidade da situação. Mais de dois terços (68%) dos portugueses já se viram obrigados a alterar o seu padrão de consumo de alimentos (com destaque para os que vivem na região do Porto, para as mulheres, e para os que têm 35 a 49 anos).

Estes cortes na alimentação podem ser menos graves, quando o que está em causa é a necessidade de optar por um produto com um preço mais baixo (40%); mas tornam-se preocupantes quando é assumido que foi preciso reduzir o consumo (34%), em particular entre as mulheres e os que têm 65 ou mais anos; ou quando há produtos que, por causa da subida dos preços, foram banidos da cesta de compras (25%). Como desabafou um dos inquiridos na sondagem, “alguns produtos agora só compro quando estão com uma boa promoção”.

Também no caso dos combustíveis a percentagem de portugueses que se viu obrigada a fazer adaptações é muito elevada (60%). A grande maioria cortou nos passeios ao fim de semana (em particular os que vivem na Região Norte), cerca de um quarto passou a andar mais a pé (com destaque para quem vive nas áreas metropolitanas), e uma fatia mais pequena passou a utilizar transportes públicos. Com os custos que isso representa: “Deixei de usar o carro para ir de casa à estação de comboio e perco o dobro do tempo”, desabafou um dos inquiridos.

Limitar subida de preços

Com percentagens tão elevadas de cortes na alimentação e nos combustíveis não surpreende que, quando inquiridos sobre quais as medidas que o Governo deveria tomar para atenuar os efeitos da crise, as duas mais citadas (67%) se prendam com a limitação ao aumento dos preços dos bens essenciais e da energia (destacando-se os que vivem no Porto e no Norte e os que têm 35 a 49 anos). Esta intervenção do Governo nos preços é a medida favorita entre os eleitores do CDS, PAN, CDU e PS.

Segue-se, no terceiro lugar do ranking (cada inquirido podia apontar até três prioridades), uma baixa de impostos (60%), com destaque para os portugueses de 18 a 34 anos; e para os eleitorado do Chega, Iniciativa Liberal, PSD e BE; e, em quarto lugar, o aumento dos apoios sociais às famílias mais desfavorecidas (44%), com destaque para os que têm 65 ou mais anos, os mais pobres, mas também os eleitores do Livre.

Mulheres e habitantes do Norte e Centro perdem rendimentos

Há um outro indício de que o país se afunda numa crise: 47% dos portugueses assinalam uma quebra de rendimento nos últimos 12 meses. E são ainda mais (57%) os que já adiaram despesas ou compras significativas.

As quebras no rendimento não afectam todos por igual. Há segmentos da população em que o empobrecimento é maior. Entre os mais afectados estão as mulheres (52%), os habitantes das regiões Norte (53%) e Centro (52%) e os que têm 50 a 64 anos. Os que menos sentem a perda de rendimentos são os homens (58%), os que vivem em Lisboa e no Sul (58%) e os jovens (59%).

Despesas adiadas

Com ou sem quebras de rendimentos, uma grande maioria de portugueses já adiou ou vai adiar despesas de valor significativo (57%), de novo com destaque para as mulheres (60%) e para quem vive no Porto (67%). Entre os que ainda não sentiram necessidade de adiar despesas (43%), destacam-se os homens (47%) e os que vivem em Lisboa (50%).

Sem surpresa, a primeira despesa a ser cortada em tempos de crise é a viagem de férias: 30% já decidiram que assim será, de novo com destaque para as mulheres (34%) e para os que têm 65 ou mais anos (52%). Segue-se a poupança nos equipamentos para o lar (23%), que afecta sobretudo os mais pobres (57%).

A compra de carro fica para outra altura para 21%, com os homens (25%) e os habitantes do Norte (27%) em destaque. Finalmente, a despesa mais pesada de todas, a compra de casa, é adiada por 18%, sobretudo entre os que vivem na Região Centro (26%).

Calculadora na mão

No decorrer do inquérito percebeu-se que, para muitos portugueses, uma pequena despesa também pode ter um impacto significativo. Leia-se o desabafo de um dos inquiridos à pergunta sobre qual a despesa que iria adiar: “Para um vencimento de 867 euros? Basta um simples medicamento na farmácia. E usar a calculadora sempre que acrescento um produto alimentar ao carrinho de compras. Portanto, coisas básicas. É mais grave do que se julga!”

Através de uma última pergunta percebe-se que a maioria está pessimista quanto à duração da crise: apenas 24% admitem que seja possível avançar para a tal despesa significativa ainda este ano. Os restantes 76% ou acham que não será (40%) ou não sabem se será ou não (36%).

Diário de Notícias
rafael@jn.pt

FICHA TÉCNICA

A sondagem foi realizada pela Aximage para o DN, TSF e JN, com o objectivo de avaliar a opinião dos portugueses sobre a actualidade. O trabalho de campo decorreu entre os dias 14 e 19 de Junho de 2022 e foram recolhidas 804 entrevistas entre maiores de 18 anos residentes em Portugal. Foi feita uma amostragem por quotas, obtida através de uma matriz cruzando sexo, idade e região (NUTSII), a partir do universo conhecido, reequilibrada por género, grupo etário e escolaridade. Para uma amostra probabilística com 804 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,017 (ou seja, uma “margem de erro” – a 95% – de 3,46%). Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem, Lda., sob a direcção técnica de Ana Carla Basílio.

Diário de Notícias
Rafael Barbosa
24 Junho 2022 — 08:00


 

Costa antecipa que em 2023 haverá “um aumento histórico” das pensões

…”O primeiro-ministro António Costa assegurou esta segunda-feira que o Governo vai cumprir a lei e em 2023 haverá um “aumento histórico” do valor das pensões por efeito conjugado da drástica subida da inflação e do elevado crescimento económico registado este ano.”

“aumento histórico”: € 5,00 euros para cada um dos sobreviventes pensionistas… E PARA QUANDO A REDUÇÃO DO FAMIGERADO IRS PARA QUEM FICOU VIÚVO E TEM DE PAGAR O DOBRO, COM MENOS UM RENDIMENTO? ROUBAR OS SUBSÍDIOS DE FÉRIAS E DE NATAL – QUE JÁ NEM CHEGAM – PARA LIQUIDAR O IRS É UM CRIME SOCIAL…!!!

ESTÓRIAS DE EMBALAR/AUMENTO/PENSIONISTAS/2023

O primeiro-ministro adiantou que em consequência da trajectória em alta da inflação, as pensões vão aumentar no próximo ano.

O primeiro-ministro, António Costa
© MIGUEL A. LOPES/LUSA

O primeiro-ministro António Costa assegurou esta segunda-feira que o Governo vai cumprir a lei e em 2023 haverá um “aumento histórico” do valor das pensões por efeito conjugado da drástica subida da inflação e do elevado crescimento económico registado este ano.

Esta perspectiva sobre a evolução das pensões no próximo ano foi transmitida por António Costa numa conferencia da CNN Portugal, que incluiu uma emissão especial do programa “O Princípio da Incerteza”.

Questionado pelo jornalista Carlos Andrade, o moderador do programa, sobre a estratégia orçamental do seu executivo para responder aos fenómenos do aumento da inflação e das taxas de juro, António Costa sustentou que, nos últimos seis anos, do ponto de vista político, já “ficou claro que o Governo tem uma lógica conservadora na gestão orçamental”.

“O Governo prepara-se sempre para o pior, desejando sempre o melhor — e até agora tem corrido bem. Mas, se a taxa de juro sobe, sabemos que a despesa com as taxas de juro vai seguramente aumentar”, apontou.

Em relação às previsões relativas à inflação, o primeiro-ministro adiantou que, em consequência dessa trajectória em alta, no próximo ano, “o aumento das pensões será histórico”.

“Não há a mínima dúvida de que iremos cumprir a fórmula que existe desde a reforma de 2007. As leis existem para serem cumpridas”, frisou António Costa, tendo a escutá-lo o antigo dirigente social-democrata Pacheco Pereira e a deputada socialista e ex-ministra Alexandra Leitão.

De acordo com o líder do executivo, essa lei “significa que, para o ano, haverá um aumento histórico do valor das pensões”.

“Um aumento pela conjugação de se registar este ano um valor anormalmente alto do crescimento muito por efeito comparativo do ano passado e um aumento histórico também muito significativo da taxa de inflação”, justificou.

“Estes dois efeitos conjugados vão gerar um grande aumento das pensões de reforma no próximo ano. Isso são dados que nós sabemos”, acrescentou o primeiro-ministro.

Neste programa, o primeiro-ministro insistiu no objectivo de o seu Governo celebrar um acordo de competitividade e rendimentos em sede de concertação social, “prevendo, precisamente, como se poderá cumprir a meta de o peso dos salários no Produto Interno Bruto ser igual à média europeia, ou seja, 48%”.

Em matéria salarial, designadamente na administração pública, António Costa reafirmou o princípio de que, no próximo ano, a actualização será negociada com os sindicatos.

“Vai ter em conta o princípio da actualização anual, que se vai manter. Em segundo lugar, vamos manter as carreiras descongeladas. Isso, obviamente, vai acontecer para o ano. E qual o montante? Isso vai ter de ser negociado com os sindicatos”, insistiu.

Costa afirma que posicionamento da CGTP-IN é uma das suas grandes frustrações

O primeiro-ministro afirmou que o posicionamento da CGTP-IN contra qualquer compromisso no âmbito da concertação social é uma das suas grandes frustrações políticas, considerando que essa actuação da central sindical tem “desequilibrado brutalmente” as relações laborais.

Neste programa, moderado pelo jornalista Carlos Andrade e com a habitual presença do antigo dirigente do PSD Pacheco Pereira e da deputada socialista Alexandra Leitão (o democrata-cristão Lobo Xavier esteve ausente por motivos profissionais), António Costa insistiu na tese da importância do diálogo social e da concertação social.

No entanto, na perspectiva do líder do executivo, em Portugal, do lado dos trabalhadores, “há um enorme desequilíbrio pelo facto de se descontar logo à partida que a CGTP-IN nunca assina um acordo colectivo”.

“Ora, isso desequilibra brutalmente as relações laborais, porque só há uma confederação sindical com que se conta para estabelecer um acordo [a UGT], já que a outra sabemos que não o vai fazer. Uma das maiores frustrações que eu tenho nestes últimos seis anos é a CGTP-IN não ter compreendido que tinha uma oportunidade histórica para se reposicionar no cenário da concertação social”, declarou.

Para António Costa, um dos factores fundamentais para se reequilibrar a concertação social passava por a CGTP-IN adoptar uma atitude “em que as pessoas compreendessem que só havia verdadeiro acordo quando todos assinam e não apenas quando só uma das centrais sindicais assina juntamente com as confederações patronais”.

“Esse salto cultural é muito importante, porque o papel do Governo, desejavelmente, era não existir nessas negociações, que teriam lugar apenas entre os parceiros sociais”, defendeu, antes de apontar para práticas de outros países em matéria de diálogo social.

“Veja-se o que os nórdicos dizem sobre uma directiva relativa ao salário mínimo. Os sindicatos e as confederações patronais nórdicas não querem que o Estado se meta nisso. Infelizmente, não somos a Suécia, a Noruega, ou a Finlândia. Temos outra cultura radicalmente diferente — e essa cultura exige que haja da parte do Estado um pró-actividade. E um Governo do PS não pode ser neutro”, frisou.

Ainda ao nível do diálogo social, o primeiro-ministro defendeu também que o seu Governo introduziu agora melhorias para evitar a caducidade das convenções colectivas de trabalho, prevendo que um ano antes de estes contratos caducarem “qualquer das partes que não tenha chegado a acordo possa impor a arbitragem necessária”.

“Ou seja, para evitar a caducidade, pode garantir sempre uma protecção colectiva. Do ponto de vista do diálogo social e da negociação colectiva, temos cada vez mais de convergir para aquilo que são os padrões europeus. Entre os parceiros sociais, temos efectivamente uma cultura que não favorece este esforço”, acrescentou.

Diário de Notícias
DN/Lusa
20 Junho 2022 — 13:40


 

1189: PS chumba aumentos para ex-combatentes

… ““é atribuído um complemento especial de 300 euros por mês, independentemente do tempo de serviço prestado”“. A única esmola que tenho, na qualidade de ex-combatente da guerra do Ultramar, são € 98,68 apenas uma vez por ano, no mês de Outubro, além da presente isenção das taxas moderadoras e do passe social nos transportes públicos. Somos tratados como lixo que, com a idade, vamos morrendo e deixando livre mais uns trocos à governança que, de “socialismo” nada tem. Eu vou a caminho dos 77 anos como a grande maioria dos ex-combatentes que embarcaram com 21/22 anos de idade. Quantos anos ainda teremos de vida para “beneficiarmos” da miserável esmola desta governança? Não basta o ESCANDALOSO ROUBO no IRS? Que já nem os subsídios de férias e de natal dos viúvos chegam para pagar esse imposto?

GUERRA COLONIAL/EX-COMBATENTES/ESMOLAS NEGADAS

PCP, BE e Chega queriam uma actualização dos benefícios de antigos militares. PS é contra e diz que não aprova medidas avulso.

Estatuto do Antigo Combatente foi aprovado em 2020 e prevê, entre outros, a isenção de taxas moderadoras.
© Filipe Amorim / Global Imagens

O PS anunciou ontem que as propostas apresentadas pelo Chega, PCP e BE, que tinham como objectivo aumentar os rendimentos dos ex-combatentes, vão ser chumbadas. Em declarações à Lusa, fonte da liderança parlamentar do partido explicou que esta posição se deve ao facto de o PS não aprovar medidas avulso. No entanto, diz concordar com medidas relacionadas com o Estatuto do Antigo Combatente e que este não é hipótese totalmente descartada.

Dos três projectos apresentados, o do Chega pretendia aumentar o valor relativo ao Complemento Especial de Pensão dos Antigos Combatentes, especificando que, no caso dos beneficiários do regime de solidariedade do sistema de segurança social, “é atribuído um complemento especial de 300 euros por mês, independentemente do tempo de serviço prestado”.

Perante o chumbo da proposta apresentada pelo partido, André Ventura defendeu que o objectivo é “repor a justiça histórica negada aos antigos combatentes”, lembrando ainda que houve líderes partidários no Estado Novo que “fugiram quando foram chamados a cumprir o serviço militar”.

Por outro lado, o PCP e o Bloco de Esquerda reivindicam a atribuição de um complemento vitalício de pensão no valor de 50 euros por mês para todos os ex-militares que beneficiem do complemento especial de pensão ou do acréscimo vitalício. Além disso, ambos os projectos pretendem criar uma pensão mínima de dignidade para os ex-combatentes.

Apesar do chumbo destas propostas, o PS não fecha a porta à actualização de medidas do Estatuto do Antigo Combatente.

Na iniciativa apresentada pelo PCP, está desde logo estabelecido que os ex-militares, “cujas pensões sejam inferiores ao salário mínimo nacional, terão as suas pensões recalculadas” de modo a atingir esse valor, algo que o BE também defende, desde que os ex-combatentes “sejam beneficiários da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações”.

Em ambos os projectos de lei é também especificada a forma de recalculo das pensões, que tem semelhanças. No primeiro ano, ambas as iniciativas definem um aumento das pensões para um valor correspondente a 80% do salário mínimo. No entanto, diferem nos aumentos subsequentes: por um lado, o PCP define um aumento de pelo menos 10% até chegar ao valor total do salário mínimo num prazo de três anos, com o BE, por sua vez, a defender um aumento mais pequeno – de 5% – até ser atingido esse valor.

No final do debate, o deputado comunista João Dias acusou o PS de ser traidor. “Ao anunciar o seu voto, [o PS] está assim a confirmar a traição para com os antigos combatentes. É mais uma oportunidade perdida. E à boa maneira de quem quer continuar a enganar os antigos combatentes, diz o PS que irá introduzir melhorias no Estatuto do Antigo Combatente até final da legislatura”, atirou.

Por sua vez, Joana Mortágua, do BE, defendeu que “o Estado e a sociedade devem fazer justiça ao antigo combatente garantindo o devido reconhecimento e toda a solidariedade mas não só: devem materializar essa dignidade em meios suficientes de subsistência e de condições de vida”.

rui.godinho@dn.pt
Com Lusa

Diário de Notícias
Rui Miguel Godinho
09 Junho 2022 — 00:26


 

1101: Covid-19: Média diária volta a aumentar para mais de 29 mil casos de infecção

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/AUMENTOS

O valor do Rt – que estima o número de casos secundários de infecção resultantes de cada pessoa portadora do vírus – é superior a 1 desde 26 de Abril.

© Artur Machado / Global Imagens

A média de infecções voltou a aumentar de 22.805 para 29.101 casos diários em Portugal e todas as regiões registam um índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus superior ao limiar de 1, indica hoje o INSA.

Segundo o relatório semanal do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre a evolução da pandemia de covid-19 no país, o Rt a nível nacional baixou de 1,23 para 1,13, mas todas as regiões apresentam a média deste indicador a cinco dias superior a 1, o que “indica uma tendência crescente” de infecções.

O Norte está com um Rt de 1,12, o Centro com 1,06, Lisboa e Vale do Tejo com 1,20, o Alentejo com 1,09, o Algarve com 1,12, os Açores com 1,21 e a Madeira com 1,18, refere o relatório.

O valor do Rt — que estima o número de casos secundários de infecção resultantes de cada pessoa portadora do vírus — é superior a 1 desde 26 de Abril.

Os dados divulgados neste dia avançam ainda que o número médio de casos diários de infecção a cinco dias passou dos 22.805 para os 29.101 em Portugal, sendo ligeiramente mais baixo no continente (27.851).

De acordo com o documento, todas as regiões apresentam também uma taxa de incidência superior a 960 casos por 100 mil habitantes em 14 dias, sendo a mais elevada nos Açores (4.196,1), seguindo-se o Norte (3.872,1) e o Centro (3.580,7).

A nível europeu, o INSA alerta que a taxa de notificação acumulada a 14 dias de 3.373 casos e com tendência crescente faz com que “apenas Portugal se encontra nesta situação”, uma vez que os outros 24 países analisados apresentam uma tendência decrescente no número de novos contágios, registando um ​​​​​​​Rt inferior a 1.

Diário de Notícias
DN/Lusa
25 Maio 2022 — 21:38


 

1079: Bruxelas censura aumento extra das pensões baixas e os 0,9% da função pública

– Começo a ficar lixado com esta merda! Ponham essa gajada da Comissão Europeia a receber a mesma merda de salários que actualmente existe em Portugal! E sem mordomias, sem subsídios, sem mais nada a não ser o nosso SMN para depois saberem o que custa (sobre)viver neste país de miséria, onde os pobres andam a sustentar os ricos com pagamento de impostos faraónicos!

SOCIEDADE/MISÉRIA/BRUXELAS

Governo deve “intensificar revisão da despesa [os cortes nas gorduras] e medidas para melhorar sustentabilidade de SNS e empresas públicas”, diz a Comissão Europeia. Crescimento médio do emprego público duplicou, reforça Mário Centeno, governador do Banco de Portugal.

O aumento extraordinário de até 10 euros para as pensões mais baixas (inferiores a 1.108 euros brutos) e a actualização de 0,9% para os salários dos funcionários públicos em 2022 caíram mal na Comissão Europeia.

Na avaliação à proposta de Orçamento de Estado para 2022, que no final da próxima semana vai a votação final no Parlamento (e deve certamente passar com a maioria absoluta do PS), a Comissão é bastante crítica relativamente a medidas do Orçamento que, na sua opinião, são pouco consentâneas com a necessidade de maior prudência orçamental, para mais tendo em conta o nível enorme de dívida pública que o país carrega. O documento está aqui (abre directamente em pdf).

Também o governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, apontou para a questão da função pública e do número de trabalhadores, dizendo que “há dinâmicas que preocupam”.

“O ritmo de crescimento do emprego público duplicou no período pandémico face aos anos anteriores”, constatou. Há algumas dinâmicas neste sector de emprego que, “a manterem-se, terão consequências para a sustentabilidade das finanças públicas”, alertou o ex-ministro das Finanças.

Diário de Notícias
Luís Reis Ribeiro
21 Maio 2022 — 19:39


EU combati no mato, em África, na Guerra Colonial, durante quase dois anos,
os mercenários treinados por Cuba e armados, municiados e financiados
pela União Soviética (URSS) e China.

 

1048: Pensionistas que recebem até 1.108 euros têm aumento extra (de até € 10,00) com retroactivos a Janeiro

– Vamos lá desmontar mais esta falácia a ver se nos entendemos! Diz a governança que “Em 2021, o aumento extraordinário foi pago aos pensionistas que recebem até 658 euros (1,5 IAS).“. Ora, não explica se apenas se referem às pensões de reforma propriamente ditas, se acumulam as pensões de reforma com as Pensões de “Sobrevivência”. É que o último “aumento” que tive na pensão de reforma (€ 623,25), foi de uns miseráveis € 5,81; na Pensão de “Sobrevivência” (€ 155,78), foram uns astronómicos € 1,45. Ora, se juntaram a pensão de reforma com a pensão de “sobrevivência”, o valor total foi de € 779,03 o que passou dos até € 658,00 (1,5 IAS) passíveis de aumento. Como o actual valor das duas pensões, com o astronómico aumento de € 7,26 passou para (€ 786,29) que penso ficam abaixo dos € 1.108,00 estipulados no OE 2022, ganhei a lotaria de até € 10,00 de aumento e já marquei mesa no Gambrinus para uma almoçarada de marisco com entradas de lagosta, lavagante, lagostins e terminar em gambão moçambicano, tudo regado com um esfusiante Lour-inho Alentejo branco 2019 (12,5%) (Cortes de Cima).

A Pensão de Sobrevivência é um valor pago mensalmente (no início de cada mês), cujo montante é determinado em função da pensão de reforma que o falecido teria à data do óbito. É uma pensão paga a familiares do falecido (beneficiário do regime geral ou do regime rural da Segurança Social) e destinada a compensálos pela perda de rendimentos que resulta do seu óbito.

SOCIEDADE/PENSIONISTAS/AUMENTOS DE MISÉRIA

O valor da actualização automática que foi efectuada em Janeiro é incorporado no valor da actualização extraordinária.

Sistema de convocatória para vacinação por SMS não está a funcionar para idosos.

Os pensionistas que recebem até 1.108 euros por mês vão ter este ano um aumento extraordinário de até 10 euros com retroactivos a Janeiro, confirma a proposta de Orçamento do Estado para 2022 (OE2022) entregue esta quarta-feira no parlamento.

“Em 2022, o Governo procede a uma actualização extraordinária das pensões, com efeitos a 01 de Janeiro de 2022”, pode ler-se na proposta orçamental.

Segundo o documento, a actualização extraordinária “é efectuada pelo valor de 10 euros por pensionista, cujo montante global de pensões seja igual ou inferior a 2,5 vezes o valor do indexante dos apoios sociais (IAS)”, ou seja, 1.108 euros.

O valor da actualização automática que foi efectuada em Janeiro é incorporado no valor da actualização extraordinária.

Em Janeiro, as pensões foram actualizadas de acordo com a lei que tem conta a inflação e o crescimento económico com aumentos entre 1% e 0,24%.

De acordo com a proposta do OE2022, “os retroactivos que sejam pagos ou colocados à disposição dos pensionistas, em virtude da actualização extraordinária prevista no presente artigo, são objecto de retenção na fonte autónoma, não podendo, para efeitos de cálculo do imposto sobre o rendimento das pessoas singulares (IRS) a reter, ser adicionados às pensões dos meses em que são pagos ou colocados à disposição”.

A taxa de retenção a aplicar aos retroactivos “é a que corresponder ao valor das pensões referentes ao mês em que aqueles são pagos ou colocados à disposição”, prevê o documento.

O aumento extraordinário já tinha sido anunciado pelo Governo e vai abranger cerca de 1,9 milhões de pensionistas e terá um custo de 197 milhões de euros, de acordo a apresentação do ministro das Finanças, Fernando Medina.

Em 2021, o aumento extraordinário foi pago aos pensionistas que recebem até 658 euros (1,5 IAS).

Diário de Notícias
DN/Lusa
13 Abril 2022 — 15:23


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética de Putin, na Ucrânia
For the victims of the genocide practiced
by the Soviet Union of Putin, in Ukraine


918: Pensionistas até 1.108 euros têm aumento com retroactivos a Janeiro

– Veremos o que me vai tocar pela proa… Encontro-me dentro do plafond dos € 1.108 previsíveis para aumentos de pensões, resta saber se realmente vou ser aumentado, quanto e se esse aumento ainda vai aumentar mais o valor da liquidação do meu imposto de IRS para o ano que vem (se lá chegar…). Vamos lá ver que “dignidade de vida” esta governança vai dar aos pensionistas que (sobre)vivem no fio da navalha… É que estes “contabilistas” da governança são ainda piores que os antigos merceeiros que usavam o lápis pendurado na orelha…

SOCIEDADE/PENSÕES/AUMENTOS/GOVERNO

A proposta de Orçamento do Estado para 2022 foi entregue esta quarta-feira pelo Governo na Assembleia da República, depois do chumbo em Outubro, que levou à realização de eleições legislativas.

© JOSE SENA GOULAO/LUSA

Medina diz que aumento das pensões foi uma das medidas que levou a acelerar aprovação

O ministro das Finanças, Fernando Medina, considerou hoje que o aumento extraordinário a pensionistas que recebem até 1.108 euros foi uma das medidas que “convocou” o Governo a acelerar a aprovação do Orçamento do Estado para 2022.

“Esta é seguramente uma das medidas que mais nos convocou para a aceleração da aprovação deste orçamento”, referiu Fernando Medina, em conferência de imprensa, no Ministério das Finanças, após a entrega da proposta de Orçamento do Estado para 2022 na Assembleia da República.

Para o novo titular da pasta das Finanças, trata-se de uma medida “da maior importância”, para que aqueles pensionistas possam fazer face ao aumento dos custos dos bens e viverem “com um pouco mais de dignidade”.

Esta medida vai abranger 1,9 milhões de pensionistas, detalhou Fernando Medina.

Lusa

Diário de Notícias
DN
13 Abril 2022 — 13:11

– ver artigo publicado neste Blogue em 09.04.2022: “António Costa: mantemos a estratégia de aumento de rendimentos“.


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética na Ucrânia


 

Falta-me o sr. Feliz para eu ficar Contente…

AGRADECIMENTO À GOVERNANÇA

Só tenho a agradecer a extrema gentileza com que esta governança me presenteou neste novo ano, com um aumento, na minha pensão de reforma, de uns extraordinários € 7,26 (SETE EUROS E VINTE E SEIS CÊNTIMOS).

Já posso marcar umas férias para as Maldivas, em classe VIP.

Francisco Gomes
05.01.2022



 

320: Electricidade, rendas, transportes. Novo ano com aumento de preços

– O ano que se aproxima, a apenas três dias de distância, vai ficar marcado por mais miséria e empobrecimento das classes mais desfavorecidas – desempregados, pensionistas e reformados com miseráveis pensões de reforma. Nem um eventual aumento nos rendimentos de toda esta classe desprotegida, irá compensar os aumentos mencionados no artigo. Onde para a solidariedade? Onde para o pseudo-“socialismo” desta governança? Onde para a consideração por quem trabalhou décadas a fio, efectuou descontos, pagou impostos e hoje está numa miserável situação social? Enquanto outros, que nunca trabalharam, nunca descontaram nem pagaram impostos, possuem rendimentos pagos por todos nós? Bardamerda…!!!

SOCIEDADE

Facturas de electricidade, rendas, portagens, transportes e inspecções obrigatórias vão sofrer aumento de preço

O ano que se aproxima vai ficar marcado pelo aumento generalizado de preços que os consumidores irão pagar pelos serviços que usam no dia-a-dia.

A electricidade aumenta para quem está no mercado regulado, mas também para os clientes que já passaram para o liberalizado.

As portagens e os transportes também registam acréscimos, assim como as rendas.

As actualizações de preços já conhecidas para 2022 são as seguintes:

Electricidade

O preço da electricidade para as famílias do mercado regulado vai subir, em média, 0,2% no próximo ano, anunciou a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), em 15 de Dezembro.

“Para os consumidores que permaneçam no mercado regulado (que representam 5% do consumo total e 915 mil clientes), ou que, estando no mercado livre, tenham optado por tarifa equiparada, a variação média anual das tarifas transitórias de venda a clientes finais em baixa tensão é de 0,2%”, indicou na altura, em comunicado, o regulador.

Ainda assim, ressalvou a ERSE, em Janeiro de 2022, os consumidores vão constatar uma descida média de 3,4% e relação aos preços em vigor em Dezembro do corrente ano.

Já os consumidores da tarifa social vão beneficiar de um desconto de 33,8% sobre as tarifas de venda a clientes finais.

No mercado liberalizado, as tarifas de electricidade da EDP Comercial vão subir em média 2,4% em 2022, o que corresponde a um acréscimo na factura das famílias de cerca de 90 cêntimos por mês, reflectindo a subida dos custos da energia.

Já a Endesa vai manter os preços da electricidade para as famílias e pequenos negócios em 01 de Janeiro, disse à Lusa fonte oficial da comercializadora de energia no mercado liberalizado.

Por sua vez, a Galp vai aumentar os preços da electricidade a partir de 01 de Janeiro, uma subida que rondará os 2,7 euros mensais para as potências contratadas mais representativas, adiantou à Lusa fonte oficial da empresa.

Rendas

As rendas vão subir 0,43% em 2022, depois de congeladas este ano, confirmou um aviso do INE – Instituto Nacional de Estatística, publicado em Outubro, representando um aumento de cerca de 43 cêntimos por cada 100 euros de renda.

O coeficiente de actualização de 0,43% para os contratos de arrendamento rurais e urbanos para 2022, publicado em Diário da República, acontece após o congelamento este ano, na sequência de variação negativa do índice de preços, e aumentos de 0,51% em 2020, 1,15% em 2019, 1,12% em 2018, 0,54% em 2017 e 0,16% em 2016.

Portagens

O preço das portagens nas autoestradas deverá aumentar 1,84% em 2022, tendo em conta a taxa de inflação homóloga, sem habitação para Outubro, divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Em 2020 e 2021 os preços das portagens não foram alterados, após quatro anos consecutivos de subidas: em 2019 as portagens nas autoestradas aumentaram 0,98%, depois de aumentos de 1,42% em 2018, de 0,84% em 2017 e de 0,62% em 2016.

Transportes

O preço dos transportes públicos que irá vigorar a partir de 01 de Janeiro de 2022 será actualizado em 0,57%, de acordo com a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT).

Por outro lado, os preços dos passes sociais no Porto vão manter-se em 2022, segundo o presidente da Área Metropolitana do Porto (AMP), Eduardo Vítor Rodrigues.

Já os passes únicos Navegante, Municipal e Metropolitano vão manter o seu valor no próximo ano, de 30 e 40 euros, respectivamente, anunciou a Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML).

Telecomunicações

Fonte oficial da Nowo disse à Lusa que, “para o próximo ano, não estão previstas quaisquer actualizações de preço” pela operadora de comunicações electrónicas.

Já a Meo, da Altice Portugal, “procederá a uma actualização do preço base da mensalidade em tarifários/pacotes, com efeitos a 01 de Janeiro de 2022, de acordo com as condições contratuais”, disse fonte oficial.

As restantes operadoras ainda não deram a conhecer a sua decisão.

Inspecções obrigatórias

O preço da inspecção obrigatória de automóveis ligeiros aumenta para 31,80 euros e o de pesados para 47,59 euros a partir de 01 de Janeiro, segundo uma deliberação publicada no Diário da República.

O aumento das tarifas das inspecções técnicas a veículos rodoviários, previsto numa deliberação Instituto da Mobilidade e dos Transportes, vigora a partir de 01 de Janeiro de 2022 e teve por base a última actualização do INE da taxa de inflação (sem habitação), referente a Novembro de 2021, com uma taxa de variação média anual (sem habitação) de 0,99%.

Na deliberação é apresentado o valor base para os veículos ligeiros de 25,85 euros, a que acresce IVA a 23%.

A tarifa base dos veículos pesados sobe para 38,69 euros, a que acresce IVA, a dos motociclos, triciclos e quadriciclos para 13,02 euros e as dos reboques e semi-reboques para 25,85 euros.

Já a tarifa base da re-inspecção de inspecções aumenta para 6,48 euros, a atribuição ou reposição de matrícula para 64,53 euros, a extraordinária para 90,25 euros e a emissão de segunda via da ficha/certificado de inspecção para 2,43 euros.

Diário de Notícias
DN/Lusa
28 Dezembro 2021 — 09:32



 

188: Governo só quer dar aumento extra de 10 euros a pensionistas pobres a partir de Agosto (de 2022)

– Existem notícias que me enojam profundamente e esta é uma delas. Dar 10 euros de aumento a pensionistas pobres a partir de Janeiro de 2022 mas apenas efectivar esse aumento OITO MESES DEPOIS, em Agosto??? Já parece os “benefícios” dados aos ex-combatentes da guerra do Ultramar, nomeadamente passes sociais e isenção de taxas moderadoras, aprovadas em Agosto do ano passado e ainda sem estarem em vigor!!! E ainda terem o descaramento (até dá a sensação de gozo) de afirmarem dar “condições de vida mais dignas”??? VERGONHOSO, INDECENTE, CRIMINOSO!!!

PENSIONISTAS/AUMENTOS/VERGONHA

Este ano, idosos pobres vão ter de esperar sete meses até terem acréscimo de 10 euros, uma medida que o governo diz servir para dar “condições de vida mais dignas”

O ministro das Finanças, João Leão fala aos jornalistas após entregar ao presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues (ausente da foto), o Orçamento de Estado para 2022, na Assembleia da República, em Lisboa, 11 de Outubro de 2021.
© MIGUEL A. LOPES/LUSA

Em 2021, os pensionistas pobres receberam um aumento extra de 10 euros logo em Janeiro, mas no ano que vem o governo pretende limitar o custo da medida, propondo que o reforço só seja dado em Agosto, diz a proposta de Orçamento do Estado para 2022.

O documento da tutela do ministro João Leão diz que “a importância central do Estado Social é, hoje, ainda mais indiscutível”. Fala da “redução da pobreza entre os idosos”, destacando “o impacto das transferências sociais na promoção de condições de vida mais dignas para um segmento da população sujeito a maior vulnerabilidade”.

No entanto, se em 2021, “face à estagnação do Indexante de Apoios Sociais (IAS), procedeu-se a uma actualização extraordinária das pensões, abrangendo cerca de 1,9 milhões de pensionistas”, em 2022, “prevê-se uma actualização regular nos termos da lei, bem como actualização extraordinária de 10 euros a partir de Agosto de 2022”.

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Diário de Notícias
Luís Reis Ribeiro
12 Outubro 2021 — 00:38