1272: Guterres defende que Rússia não deve ser excluída da Conferência dos Oceanos

– A União Soviética do czar imperialista putineiro, como nação pária, terrorista, genocida, deveria ser EXCLUÍDA de tudo o que fosse CIVILIZAÇÃO. Se Portugal é considerado pelos soviéticos putineiros como um país hostil, FORA COM ELES! Que alinhem numa organização de ditadores: União Soviética, China, Coreia do Norte e afins! Não concordo com a posição de Guterres, de geito nenhum! A habitual cagada dos paninhos quentes…

GUTERRES/ONU/CONFERÊNCIA DOS OCEANOS

Para Guterres, o intuito do evento dedicado aos Oceanos, que Lisboa acolhe na próxima semana, é “fazer com que todos os países mudem os seus comportamentos”, frisando que a Rússia tem um “contributo importante para a poluição” e para as “alterações climáticas”.

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres
© EPA/HEINZ-PETER BADER

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse à Lusa que a Rússia não deve ser excluída da Conferência dos Oceanos, uma vez que os países que “contribuem para os problemas têm de contribuir para as soluções”.

Questionado sobre o incómodo manifestado por alguns países com a presença russa em reuniões internacionais desde o início da guerra na Ucrânia em finais de Fevereiro, Guterres avaliou que o intuito do evento dedicado aos Oceanos, que Lisboa acolhe na próxima semana, é “fazer com que todos os países mudem os seus comportamentos”, frisando que a Rússia tem um “contributo importante para a poluição” e para as “alterações climáticas”.

“A Rússia é um país que tem um contributo importante para a poluição dos oceanos e tem um contributo importante para as alterações climáticas. Acho que aqueles que contribuem para os problemas têm de contribuir para as soluções e, por isso, acho que não faz sentido excluí-los daquelas reuniões em que precisamente se procura fazer com que todos os países mudem os seus comportamentos”, afirmou o secretário-geral, em entrevista à Lusa, na sede da ONU, em Nova Iorque.

Ruslan Edelgeriyev, conselheiro do presidente russo, Vladimir Putin, vai encabeçar a delegação russa na Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos, que decorrerá em Lisboa entre 27 de Junho e 1 de Julho, disse à Lusa fonte oficial da Embaixada da Rússia.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, disse esta semana que está já confirmada a presença de pelo menos 18 chefes de Estado e de Governo, e que a Rússia estará representada.

“A Rússia é membro da ONU e participa na conferência”, disse o chefe da diplomacia portuguesa, explicando que Portugal, como anfitrião, assume as regras das Nações Unidas.

Para António Guterres, para quem as questões ambientais são manifestamente uma prioridade, os ‘side events’ (eventos paralelos) que se realizarão na conferência em Lisboa serão fundamentais para decidir o futuro dos Oceanos, acrescentando que o sucesso da mesma não será medido pelas declarações que nela forem feitas, mas sim pela “capacidade de mobilizar Governos, o sector privado, a sociedade civil e cientistas”.

“Esta conferência é sobre ciência e inovação, em larga medida, e eu diria que mais importante do que a Conferência em si são o conjunto de actividades que aqui nas Nações Unidas são chamados ‘side events’. O conjunto de eventos em que um grande número de actores, que são fundamentais para o futuro dos Oceanos, decidiu participar e decidiu apresentar um conjunto de compromissos e de propostas que podem ter um efeito acelerador muito importante”, disse o ex-primeiro-ministro português.

“Como digo, estas conferências normalmente têm declarações que não resolvem os problemas essenciais, mas permitem uma mobilização da comunidade internacional. (…) Por isso, esta Conferência, vista na perspectiva de todo um conjunto de actividades, espero que seja verdadeiramente um toque de acelerador muito forte e bem precisamos desse toque de acelerador, porque a situação dos Oceanos é uma situação extremamente preocupante”, sublinhou.

Garante não estar preocupado com legado mas em “fazer o melhor” pelo planeta

António Guterres garantiu não estar preocupado com o legado que deixará enquanto secretário-geral da ONU, mas em fazer o seu melhor pelo ambiente e pelos Oceanos, avaliando que a Conferência de Lisboa será de “enorme importância”.

Desde que assumiu o cargo de secretário-geral das Nações Unidas, em Janeiro de 2017, Guterres tem sido uma voz constante na luta contras as alterações climáticas e pela defesa do meio ambiente. Contudo, segundo o ex-primeiro-ministro português, esses esforços não partem da tentativa de deixar um legado nessa área.

“Eu nunca me preocupei com o legado. Acho que temos de nos preocupar em fazer o nosso melhor, dar tudo por tudo para resolver os problemas que enfrentamos, mas sem pensar em legados, porque normalmente quando pensamos demais em nós próprios, pensamos de menos naquilo que devemos fazer“, disse Guterres.

E uma das grandes iniciativas ambientais que as Nações Unidas têm em andamento é a Conferência dos Oceanos, que decorrerá em Lisboa entre 27 de Junho e 01 de Julho, co-organizada por Portugal e pelo Quénia, e que contará com a presença de António Guterres, além de chefes de Estado e de Governo de todos os continentes.

A Conferência – a segunda organizada pela ONU sobre o tema – acontece num momento em que o mundo enceta esforços para mobilizar, criar e promover soluções que permitam alcançar os 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável traçados na chamada Agenda 2030.

A reunião internacional na capital portuguesa irá promover uma série de soluções inovadoras de base científica, destinadas a lançar um novo capítulo na ação global para os Oceanos.

De acordo com Guterres, os “Oceanos enfrentam uma verdadeira emergência” e é preciso “acordar o mundo” para o facto de não existir nenhum mecanismo de governo sobre os Oceanos.

“Esta Conferência tem uma enorme importância, em primeiro lugar para tocar a rebate. Nós estamos a enfrentar nos Oceanos uma situação de emergência. Convergem nos Oceanos as três grandes crises ambientais que temos no mundo: as alterações climáticas, a poluição e a redução da biodiversidade”, disse.

“É preciso acordar o mundo”

Estas três crises globais que põem em causa o futuro do planeta, segundo o secretário-geral da ONU, convergem nos Oceanos.

“Basta ver que, por causa das alterações climáticas, os Oceanos estão mais quentes, há mais tempestades, essas tempestades são mais frequentes e com consequências mais devastadoras. A água do mar está a subir e está a acelerar nessa subida. Isso põe em causa as regiões costeiras, as pequenas ilhas, mas em geral, uma grande parte da humanidade vive junto ao mar e há uma ameaça clara com a subida do nível das águas”, salientou.

Também a absorção de dióxido de carbono (CO2) foi umas das preocupações elencadas por Guterres, uma vez que acidifica os Oceanos e põe em causa a cadeia alimentar, frisando que muitos dos corais estão já destruídos.

“Ao mesmo tempo, a sobre-pesca, a poluição, sobretudo os poluentes, que têm um efeito destruidor em relação às espécies vivas, fazem com que a biodiversidade nos Oceanos esteja em causa. E, finalmente, a crise de poluição. 80% das águas que são despejadas nos Oceanos não são tratadas”, observou o secretário-geral, salientando que oito milhões de toneladas de plástico são despejados anualmente nos Oceanos.

Guterres chamou a atenção para as chamadas “zonas negras” em certas áreas costeiras em que a poluição “matou praticamente tudo quanto existia”.

“E se olharmos para uma zona do Pacífico onde se concentraram muitos destes detritos em plástico, a área corresponde à área da França. E os micro-plásticos, nós sabemos os riscos que representam para a saúde: no ar que respiramos, na água que bebemos, em todos estes aspectos. (…) É preciso acordar o mundo, porque não existe nenhum mecanismo de Governo sobre os oceanos”, lamentou.

Para o líder das Nações Unidas, falta um mecanismo global de governança para que seja possível responder a esta emergência que os Oceanos enfrentam, destacando que cada questão oceânica é tratada isoladamente por diferentes organizações, quando deveria haver uma acção global sobre o tema.

Diário de Notícias
Lusa
24 Junho 2022 — 08:37


 

O mundo está “a aproximar-se cada vez mais da catástrofe climática”. O novo alerta de Guterres

CIÊNCIA/ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS/CATÁSTROFE

Quatro marcadores-chave das alterações climáticas bateram novos recordes em 2021, revelou esta quarta-feira a Organização das Nações Unidas (ONU), avisando que o sistema global de energia está a conduzir a humanidade para a catástrofe.

© TVI24
O mundo está “a aproximar-se cada vez mais da catástrofe climática”. O novo alerta de Guterres

As concentrações de gases com efeito de estufa, o aumento do nível do mar, a temperatura e a acidificação dos oceanos atingiram novos recordes no ano passado, segundo refere a Organização Meteorológica Mundial (OMM) no relatório “Estado do Clima Global em 2021”.

Este documento é “uma ladainha lamentável do fracasso da humanidade em combater as mudanças climáticas“, considerou secretário-geral da ONU, António Guterres.

“O sistema global de energia está quebrado e aproxima-nos cada vez mais da catástrofe climática”, alertou Guterres, pedindo para se “acabar com a poluição por combustíveis fósseis e acelerar a transição para energia renovável”, antes de se incinerar o planeta.

A OMM refere que a actividade humana está a provocar mudanças à escala planetária: na terra, no oceano e na atmosfera, com ramificações prejudiciais e duradouras para os ecossistemas.

O relatório desta organização confirmou que os últimos sete anos foram os sete anos mais quentes alguma vez registados.

Os fenómenos climáticos relacionados com o La Nina no início e no final de 2021 tiveram um efeito assustador nas temperaturas globais no ano passado. Mas, apesar disso, 2021 continua a ser um dos anos mais quentes já registados, com a temperatura média global a rondar os 1,11 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais.

Acordo Climático de Paris de 2015 visava limitar o aquecimento global a +1,5°C em comparação com a era pré-industrial.

“O nosso clima está a mudar diante de nossos olhos”, disse o chefe da OMM, Petteri Taalas, sublinhando: “O calor retido pelos gases com efeito de estufa produzidos pelo homem aquecerá o planeta por muitas gerações”.

“O aumento do nível do mar, o calor e a acidificação dos oceanos continuarão por centenas de anos. A menos que sejam inventadas maneiras de remover o carbono da atmosfera”, acrescentou.

Os quatro indicadores-chave da mudança climática “constroem uma imagem coerente de um mundo em aquecimento que afecta todas as partes do planeta”, diz o relatório da OMM

As concentrações de gases com efeito estufa atingiram uma nova alta global em 2020, quando a concentração de dióxido de carbono (CO2) atingiu 413,2 partes por milhão (ppm) em todo o mundo, ou 149% dos níveis pré-industriais.

Os dados indicam que estes gases continuaram a aumentar em 2021 e no início de 2022, com a concentração média mensal de CO2 em Mona Loa, no Havai, atingindo 416,45 ppm em Abril de 2020, 419,05 ppm em Abril de 2021 e 420,23 ppm em Abril de 2022, de acordo com o relatório.

O nível médio global do mar também atingiu um novo recorde em 2021, depois de subir uma média de 4,5 milímetros por ano de 2013 a 2021, informa o documento.

O aumento médio entre 1993 e 2002 tinha sido de 2,1 mm por ano, sendo o aumento entre os dois períodos “principalmente devido à perda acelerada de massa de gelo das calotas polares”, acrescenta.

A temperatura do oceano também atingiu um recorde no ano passado, superando o valor de 2020, de acordo com o relatório. Espera-se que os primeiros 2.000 metros de profundidade do oceano continuem a aquecer no futuro – “uma mudança irreversível em escalas de tempo de séculos a milénios” – segundo a OMM, que sublinha que o calor penetrou cada vez mais fundo.

O oceano absorve cerca de 23% das emissões anuais de CO2 produzidas pelo homem na atmosfera. Embora retarde o aumento das concentrações atmosféricas de CO2, este último reage com a água do mar e leva à acidificação dos oceanos.

Enquanto isso, o relatório aponta que o buraco na camada de ozono da Antárctida é “invulgarmente profundo e extenso” com 24,8 milhões de quilómetros quadrados em 2021, impulsionado por um vórtice polar forte e estável.

António Guterres propôs cinco acções para iniciar a transição para as energias renováveis “antes que seja tarde”: acabar com os subsídios aos combustíveis fósseis, triplicar o investimento em energias renováveis, reduzir a burocracia, garantir o fornecimento de matérias-primas para tecnologias de energias renováveis e tornar essas tecnologias – como o armazenamento de baterias – bens públicos globais disponíveis gratuitamente.

“Se agirmos juntos, a transformação das energias renováveis pode ser o projecto de paz do século 21”, disse Guterres.

MSN
Agência Lusa
18.05.2022


EU combati no mato, em África, na Guerra Colonial, durante quase dois anos,
os mercenários treinados por Cuba e armados, municiados e financiados
pela União Soviética (URSS) e China.