Começou o “calvário” do pagamento do IRS…

IMPOSTOS/IRS/ROUBALHEIRA INSTITUCIONAL

Como nada tenho a esconder, seja de quem for, hoje decidi-me efectuar a entrega da declaração do IRS que termina no próximo dia 30 de Junho.

Guardo sempre para o fim para ganhar mais uns dias e aliviar o esforço financeiro que terei de efectuar para poder garantir o pagamento desta roubalheira institucional. Obrigado António Costa, obrigado PS por obrigarem-me a contar os cêntimos todos os meses para não falhar uma única prestação a pagar deste imposto.

O pagamento, como nos anos anteriores deverá ser liquidado até 31.08.2022. Um pouco antes dessa data, solicitarei a liquidação em prestações (± 6, dependendo do que eles decidirem e de acordo com o valor a pagar), mas devo ficar com uma carga fiscal de ± € 150,00 mensais.

Fica aqui um breve resumo da entrega deste imposto faraónico para quem tem de (sobre)viver racionando muita coisa na sua vida pessoal e familiar.

E também para quem duvida que, sendo eu viúvo, pago o dobro de taxa de IRS (com menos o rendimento de minha esposa) de quando era casado com dois rendimentos, ou seja:

– em 2015 pagávamos de IRS 14,5% (€ 831,15);

– em 2016 até à data, pago como viúvo 28,5% de taxa de IRS (€ 1.669,69);

ou seja, os subsídios de férias e de natal são integralmente – e já nem chegam -, para liquidar o IRS.

Mais uma vez, obrigado António Costa, obrigado PS, pelo vosso “socialismo” da treta! Perdoam-se milhares de milhões de dívidas aos ricos, corruptos e afins, enquanto se carrega sobre os mais carenciados da sociedade.

27.06.2022


 

Costa antecipa que em 2023 haverá “um aumento histórico” das pensões

…”O primeiro-ministro António Costa assegurou esta segunda-feira que o Governo vai cumprir a lei e em 2023 haverá um “aumento histórico” do valor das pensões por efeito conjugado da drástica subida da inflação e do elevado crescimento económico registado este ano.”

“aumento histórico”: € 5,00 euros para cada um dos sobreviventes pensionistas… E PARA QUANDO A REDUÇÃO DO FAMIGERADO IRS PARA QUEM FICOU VIÚVO E TEM DE PAGAR O DOBRO, COM MENOS UM RENDIMENTO? ROUBAR OS SUBSÍDIOS DE FÉRIAS E DE NATAL – QUE JÁ NEM CHEGAM – PARA LIQUIDAR O IRS É UM CRIME SOCIAL…!!!

ESTÓRIAS DE EMBALAR/AUMENTO/PENSIONISTAS/2023

O primeiro-ministro adiantou que em consequência da trajectória em alta da inflação, as pensões vão aumentar no próximo ano.

O primeiro-ministro, António Costa
© MIGUEL A. LOPES/LUSA

O primeiro-ministro António Costa assegurou esta segunda-feira que o Governo vai cumprir a lei e em 2023 haverá um “aumento histórico” do valor das pensões por efeito conjugado da drástica subida da inflação e do elevado crescimento económico registado este ano.

Esta perspectiva sobre a evolução das pensões no próximo ano foi transmitida por António Costa numa conferencia da CNN Portugal, que incluiu uma emissão especial do programa “O Princípio da Incerteza”.

Questionado pelo jornalista Carlos Andrade, o moderador do programa, sobre a estratégia orçamental do seu executivo para responder aos fenómenos do aumento da inflação e das taxas de juro, António Costa sustentou que, nos últimos seis anos, do ponto de vista político, já “ficou claro que o Governo tem uma lógica conservadora na gestão orçamental”.

“O Governo prepara-se sempre para o pior, desejando sempre o melhor — e até agora tem corrido bem. Mas, se a taxa de juro sobe, sabemos que a despesa com as taxas de juro vai seguramente aumentar”, apontou.

Em relação às previsões relativas à inflação, o primeiro-ministro adiantou que, em consequência dessa trajectória em alta, no próximo ano, “o aumento das pensões será histórico”.

“Não há a mínima dúvida de que iremos cumprir a fórmula que existe desde a reforma de 2007. As leis existem para serem cumpridas”, frisou António Costa, tendo a escutá-lo o antigo dirigente social-democrata Pacheco Pereira e a deputada socialista e ex-ministra Alexandra Leitão.

De acordo com o líder do executivo, essa lei “significa que, para o ano, haverá um aumento histórico do valor das pensões”.

“Um aumento pela conjugação de se registar este ano um valor anormalmente alto do crescimento muito por efeito comparativo do ano passado e um aumento histórico também muito significativo da taxa de inflação”, justificou.

“Estes dois efeitos conjugados vão gerar um grande aumento das pensões de reforma no próximo ano. Isso são dados que nós sabemos”, acrescentou o primeiro-ministro.

Neste programa, o primeiro-ministro insistiu no objectivo de o seu Governo celebrar um acordo de competitividade e rendimentos em sede de concertação social, “prevendo, precisamente, como se poderá cumprir a meta de o peso dos salários no Produto Interno Bruto ser igual à média europeia, ou seja, 48%”.

Em matéria salarial, designadamente na administração pública, António Costa reafirmou o princípio de que, no próximo ano, a actualização será negociada com os sindicatos.

“Vai ter em conta o princípio da actualização anual, que se vai manter. Em segundo lugar, vamos manter as carreiras descongeladas. Isso, obviamente, vai acontecer para o ano. E qual o montante? Isso vai ter de ser negociado com os sindicatos”, insistiu.

Costa afirma que posicionamento da CGTP-IN é uma das suas grandes frustrações

O primeiro-ministro afirmou que o posicionamento da CGTP-IN contra qualquer compromisso no âmbito da concertação social é uma das suas grandes frustrações políticas, considerando que essa actuação da central sindical tem “desequilibrado brutalmente” as relações laborais.

Neste programa, moderado pelo jornalista Carlos Andrade e com a habitual presença do antigo dirigente do PSD Pacheco Pereira e da deputada socialista Alexandra Leitão (o democrata-cristão Lobo Xavier esteve ausente por motivos profissionais), António Costa insistiu na tese da importância do diálogo social e da concertação social.

No entanto, na perspectiva do líder do executivo, em Portugal, do lado dos trabalhadores, “há um enorme desequilíbrio pelo facto de se descontar logo à partida que a CGTP-IN nunca assina um acordo colectivo”.

“Ora, isso desequilibra brutalmente as relações laborais, porque só há uma confederação sindical com que se conta para estabelecer um acordo [a UGT], já que a outra sabemos que não o vai fazer. Uma das maiores frustrações que eu tenho nestes últimos seis anos é a CGTP-IN não ter compreendido que tinha uma oportunidade histórica para se reposicionar no cenário da concertação social”, declarou.

Para António Costa, um dos factores fundamentais para se reequilibrar a concertação social passava por a CGTP-IN adoptar uma atitude “em que as pessoas compreendessem que só havia verdadeiro acordo quando todos assinam e não apenas quando só uma das centrais sindicais assina juntamente com as confederações patronais”.

“Esse salto cultural é muito importante, porque o papel do Governo, desejavelmente, era não existir nessas negociações, que teriam lugar apenas entre os parceiros sociais”, defendeu, antes de apontar para práticas de outros países em matéria de diálogo social.

“Veja-se o que os nórdicos dizem sobre uma directiva relativa ao salário mínimo. Os sindicatos e as confederações patronais nórdicas não querem que o Estado se meta nisso. Infelizmente, não somos a Suécia, a Noruega, ou a Finlândia. Temos outra cultura radicalmente diferente — e essa cultura exige que haja da parte do Estado um pró-actividade. E um Governo do PS não pode ser neutro”, frisou.

Ainda ao nível do diálogo social, o primeiro-ministro defendeu também que o seu Governo introduziu agora melhorias para evitar a caducidade das convenções colectivas de trabalho, prevendo que um ano antes de estes contratos caducarem “qualquer das partes que não tenha chegado a acordo possa impor a arbitragem necessária”.

“Ou seja, para evitar a caducidade, pode garantir sempre uma protecção colectiva. Do ponto de vista do diálogo social e da negociação colectiva, temos cada vez mais de convergir para aquilo que são os padrões europeus. Entre os parceiros sociais, temos efectivamente uma cultura que não favorece este esforço”, acrescentou.

Diário de Notícias
DN/Lusa
20 Junho 2022 — 13:40


 

1237: António Costa anda há dois meses em digressão pela Europa. Já foi a sete países

– Para alguma coisa deve servir os impostos, principalmente do IRS, para pagar estas “digressões”… Eu, por exemplo, ando há seis anos a ficar sem subsídios de férias e de natal – que já nem chegam – para pagar o IRS… E a minha pensão de reforma é inferior ao SMN… Culpa de ter ficado viúvo e ter passado da taxa de IRS de 14,5% enquanto ainda casado (2015), com dois rendimentos, para 28,5% depois de viúvo (2016~2022), com menos um rendimento! Bestial, pá…!!!

ROUBALHEIRA INSTITUCIONAL

Desde a sua posse, no final de Março, a agenda externa do primeiro-ministro foi mais intensa do que a interna

© Expresso António Costa anda há dois meses em digressão pela Europa. Já foi a sete países

António Costa tem andado numa roda-viva pela Europa. Em dois meses e meio, com destaque para o mês de maio, já percorreu as principais capitais europeias e já teve encontros com os principais líderes, de Olaf Scholz, a Emmanuel Macron ou Boris Johnson.

Este foi mesmo o último encontro na segunda-feira, que chegou a estar em causa por motivos de saúde do primeiro-ministro. A agenda externa de Costa tem suplantado a agenda pública interna que, não raras vezes, se faz também com encontros com representantes estrangeiros. Ainda esta semana, na pele de secretário-geral socialista, encontrou-se com Lars Klingbeil, presidente do SPD.

O início deste novo mandato de António Costa ficou marcado pela guerra na Ucrânia e tem sido fundamentalmente a agenda europeia de apoio àquele país que tem dominado o tempo do primeiro-ministro, mas não só. Costa tem cuidado dos contactos europeus cimentando a influência europeia que tem defendido ser importante manter.

(Para ler este artigo na íntegra clique aqui)

Expresso
18.06.2022


 

895: António Costa: mantemos a estratégia de aumento de rendimentos

– Essa afirmação, sr. António Costa, primeiro-ministro de Portugal, não passa de FAKE-NEWS… Feita a minha simulação do imposto de IRS de 2021 (que apenas vou entregar no último dia para “descansar” das prestações (7) da última liquidação do IRS de 2020, terminada em 30.03.2022), continuo a ser ROUBADO nos subsídios de férias e de natal, que já nem chegam para isso! Dúvidas? VER ESTE ARTIGO NESTE BLOGUE – Mais um “ASSALTO” a quem menos tem…. Em 2021, na condição de viúvo, a taxa foi de 28,50% e vou ter de pagar €1.669,69. A minha pensão de reforma são € 629,00 + € 400,00 de pensão de “sobrevivência” pelo falecimento de minha esposa, quando 85% da pensão (€ 531,00) é para pagar a renda de casa que não pode ser abatida nas deduções dado que o contrato de arrendamento está em nome de minha filha (DESEMPREGADA HÁ SEIS ANOS). Por isso, sr. António Costa, diz V. Exa. que vai manter a “estratégia” de aumento de rendimentos? ONDE? PARA QUEM? FUI “CASTIGADO” POR TER FICADO VIÚVO?

“Não podemos embarcar na ilusão de que só se controla os preços com aumento de rendimentos”

Depois de ver o programa de governo legitimado no Parlamento, o líder do PS garante este sábado ao partido que irá combater a inflação gerada pela guerra na Ucrânia e manter as promessas eleitorais, os aumentos de salários e pensões já previstos.

Diário de Notícias
Paula Sá
09 Abril 2022 — 12:13

 


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética na Ucrânia



 

Marcelo espera “liderança de Governo para 4 anos e cerca de seis meses”

– Este cavalheiro ainda não se convenceu que quem votou neste governo, votou no PS e não no António Costa! Nos boletins de voto, não era a fotografia do Costa que aparecia mas o símbolo do partido socialista! É assim tão difícil de compreender por um professor catedrático? Ou a intenção do cavalheiro é mesmo a ameaça de “sais a meio da governança, marco eleições antecipadas?” Dá-me a entender que ele não quer sair da presidência sem que o seu partido (PPD) esteja no poder… E chamam a esta coisa o presidente de todos os portugueses? Meu não é, de certeza absoluta!

NACIONAL/ELEIÇÕES/GOVERNO

“Votou para uma legislatura. Portanto, não vale a pena estar a especular sobre cenários que estão fora de causa”, considerou Marcelo Rebelo de Sousa.

Diário de Notícias
DN/Lusa
05 Abril 2022 — 15:29

 

 



 

PS irritado com Marcelo, garante que Costa é “refém do povo”

– Os artigos que tenho inserido neste meu Blogue pessoal, nada têm a ver com a defesa do sr. António ou do PS. Simplesmente considerei inadequada e de uma arrogância extrema, as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa sobre a eventual saída de António Costa a meio do mandato para ocupar um lugar na Europa. Não posso, de geito algum, apoiar um PM e um partido que me andam a ROUBAR desde que estão em funções, os subsídios de férias e de natal – que já nem chegam -, para pagar o IRS, sendo que a causa é ter ficado VIÚVO (NÃO CASADO) na terminologia do Fisco e o escalão do IRS ter aumentado mesmo que receba um valor mensal inferior ao SMN.

SOCIEDADE/POLÍTICA

Carlos César, presidente do PS e conselheiro de Estado, recordou a Marcelo que quem fiscaliza politicamente o Governo é o Parlamento e não o Presidente da República. Hoje Costa divulga Programa do Governo

O primeiro-ministro, António Costa, presidindo no Palácio da Ajuda à primeira reunião do Conselho de Ministros do XXIII Governo Constitucional
© JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

O PS não gostou do discurso de Marcelo na tomada de posse do novo Governo de António Costa – naquela parte em que o Presidente da República (PR) ameaçou com eleições antecipadas caso o primeiro-ministro decida a “meio do caminho” (2024) trocar Portugal por um cargo europeu.

Carlos César, presidente do partido e conselheiro de Estado, verbalizou no Facebook, embora de forma suave, as suas distâncias face ao discurso presidencial, sintetizando o sentimento do PS.

Salientou, por um lado, que o primeiro-ministro não é refém do PR mas sim “refém do povo”. E sublinhou, por outro lado, que não é ao PR que incumbe fiscalizar a acção governativa mas sim ao Parlamento. “O primeiro-ministro, como em qualquer democracia e na sequência da renovação expressiva da legitimidade eleitoral do PS, é refém do povo que o elegeu e dos compromissos que assumiu e que serão reafirmados no Programa do Governo que será submetido ao órgão de soberania a quem incumbe a fiscalização política da actividade governativa – a Assembleia da República.”

E, quanto ao resto, considerou ainda, Marcelo fez um discurso “expectável”: “Diagnosticou e interpretou, nesse sentido, bem as preocupações maiores face às consequências das crises pandémica e da guerra, que ainda perduram, enfatizando a necessidade do reformismo que se impõe em vários domínios fundamentais para a sustentabilidade futura.” Já António Costa – concluiu o presidente do PS – “esteve muito bem no discurso de posse”.

Esta quinta-feira, um dia depois de ter feito o discurso em que consolidou a ideia de que Costa pode estar a preparar-se para voos europeus dentro de dois anos, o Presidente da República fez, como lhe é habitual, a hermenêutica das suas próprias palavras, desdramatizando a situação.

Interrogado pelos jornalistas, no Palácio de Belém, em Lisboa, se o aviso que fez Costa de que será difícil substituí-lo a meio da legislatura se deveu a alguma indicação de que o primeiro-ministro tem planos para sair a meio do mandato, o chefe de Estado respondeu: “Não”. Insistindo: “Não, não, não não. É porque é uma evidência. Eu estive ali a dizer as evidências do voto dos portugueses: votaram numa maioria absoluta, poderiam ter votado noutras escolhas, votaram na estabilidade e votaram para que essa estabilidade pudesse resolver os problemas do país”, acrescentou.

“Quatro anos e meio”

Marcelo fez sua a expressão usada por César: “O primeiro-ministro ficou refém do povo.” Portanto, ele não lhe fez nenhum “ultimato”, quanto muito houve um “ultimato do povo”. Face à pergunta se gostaria de ter ouvido do primeiro-ministro a garantia de que quer cumprir o mandato até ao fim, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que “decorreu do que ele disse a predisposição de olhar para a legislatura, falou até ao fim da legislatura, legislatura parlamentar”. Ou seja: o PM “assumiu que está a avançar para uma empreitada, chamemos-lhe assim, que é uma empreitada de quatro anos e meio”.

Hoje Costa poderá ser directamente confrontado com a questão, ao apresentar o programa de Governo, esta quinta-feira aprovado na primeira reunião do Conselho de Ministros do seu novo Governo.

O Programa de Governo resulta, em grande parte, do programa eleitoral que o PS apresentou nas últimas legislativas. Este previa a celebração de um acordo de concertação social para elevar até aos 900 euros o salário mínimo nacional em 2026, medida acompanhada de um novo quadro fiscal para as empresas.

Costa também já assegurou que se mantém comprometido com a necessidade de fazer um aumento extraordinário das pensões e a redução do IRS para os jovens. Outra das medidas do programa eleitoral apontava para ajustamentos à estrutura do IRS e do IRC de forma a estimular a melhoria dos rendimentos salariais, acautelando que os trabalhadores não são prejudicados e beneficiando as empresas que estimulem boas práticas salariais.

Ainda antes de começar a guerra na Ucrânia, que obrigará o executivo a alterar o cenário macroeconómico inserido na anterior proposta de Orçamento do Estado, o programa com que os socialistas se apresentaram às legislativas previa que até 2026 a dívida pública se reduza para valor inferior a 110 por cento do PIB e que se assista um aumento médio do rendimento dos trabalhadores em 20 por cento.

Eurico Brilhante eleito

O programa de Governo chegará hoje ao Parlamento, sendo discutido na próxima semana (dias 7 e 8). No dia 13, deverá ser discutido o novo Programa de Estabilidade. Quanto ao Orçamento do Estado para este ano – cujo chumbo levou o PR a dissolver o Parlamento e a convocar eleições antecipadas -, deverá dar entrada na AR algures a seguir à Páscoa.

Esta quinta-feira, a nova maioria absoluta do PS consolidou-se a com a eleição do novo líder do grupo parlamentar. Eurico Brilhante Dias – um antigo “segurista” que era até agora secretário de Estado da Internacionalização – obteve uma confortável maioria na bancada: 110 votos a favor, quatro brancos e quatro nulos.

joao.p.henriques@dn.pt

Diário de Notícias
João Pedro Henriques
31 Março 2022 — 23:17

 



 

Marcelo “prende” Costa ao Governo e faz ameaça velada de eleições antecipadas

– Um presidente da República ameaçar um primeiro ministro, em plena tomada de posse que se ele, PM, abandonar o cargo a meio da legislatura, para ocupar algum cargo europeu – e quem é que já não fez isto? -, ameaçando veladamente com eleições antecipadas, é verdadeiramente inenarrável sob o ponto de vista não só do cargo que desempenha (PR), como político. Esta atitude demonstra bem o tipo de pessoa – e de político de direita – que este personagem é, não escondendo as suas origens na União Nacional do Estado Novo fascista de António de Oliveira Salazar. E merecia, sem qualquer dúvida, uma resposta adequada do primeiro ministro, no mesmo tom e sem qualquer polimento. As últimas eleições legislativas não seriam necessárias se o governo apresentasse novo OE, mas o selfie-man, queria a todo o custo que o seu partido, PPD, fosse governo! Existem linhas limite para tudo, especialmente quando partem de órgãos de soberania nacionais.

“Marcelo foi mesmo ao ponto de, muito veladamente, ameaçar com eleições antecipadas (caso Costa parta para a Europa). Fê-lo ao garantir que, “se necessário”, não hesitará em “avançar para decisões mais arriscadas ou ingratas”, como – recordou – fez ao convocar as últimas legislativas e ao decretar vários estados de emergência.”

Diário de Notícias
João Pedro Henriques
31 Março 2022 — 07:00